quinta-feira, 9 de julho de 2015

Farc mostram disposição em iniciar trégua unilateral Cessar-fogo de um mês começaria a valer no dia 20 de julho

O segundo-comandante das Farc, Iván Márquez: Farc querem trégua a partir de 20 de julho (foto: EPA)
O segundo-comandante das Farc, Iván Márquez: Farc querem trégua a partir de 20 de julho (foto: EPA) BOGOTÁZLR
(ANSA) - As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) anunciaram nesta quarta-feira (8) sua "disposição" em declarar um cessar-fogo unilateral de um mês em 20 de julho para criar "condições favoráveis" para uma trégua mais ampla.
    "Viemos a Cuba alcançar um acordo de paz e pôr fim a uma guerra que já tem mais de meio século. Nada nos daria mais prazer do que acabar com os confrontos, a violência, a geração de novas vítimas e o sofrimento do povo colombiano por causa do conflito", diz uma nota divulgada pelo grupo em Havana, que sedia as tratativas com o governo do presidente Juan Manuel Santos.
    Em seu perfil no Twitter, o mandatário afirmou que valoriza a iniciativa das Farc, mas ressalta que é preciso assumir "compromissos concretos" para acelerar as negociações. No início do ano, a guerrilha havia rompido um cessar-fogo unilateral declarado em dezembro após um bombardeio de Bogotá contra um acampamento. (ANSA)
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Berlusconi é condenado a 3 anos de prisão por corrupção Ex-premier subornou senadores para derrubar governo Prodi

Berlusconi sofreu mais uma condenação da Justiça italiana (foto: ANSA)
Berlusconi sofreu mais uma condenação da Justiça italiana (foto: ANSA)
08 JULHO, 20:42NÁPOLESZLR
(ANSA) - O ex-primeiro-ministro da Itália Silvio Berlusconi foi condenado em primeira instância a três anos de prisão por corrupção, em um processo por compra e venda de apoio no Parlamento durante o último governo de seu rival Romano Prodi (2006-2008).

A pena dada pelo tribunal de Nápoles ficou abaixo do que queria a Procuradoria, que havia pedido cinco anos de reclusão para o ex-premier. O líder conservador foi sentenciado por ter subornado diversos senadores - com destaque para Sergio De Gregorio - para que eles deixassem a base aliada de Prodi e derrubassem seu gabinete, o que efetivamente aconteceu em maio de 2008.

O então primeiro-ministro foi sucedido justamente por Berlusconi, com quem polarizou a política italiana durante boa parte dos anos 1990 e 2000. "Havia boatos, mas, como contei aos juízes, não sabia de nada. Se soubesse, ainda seria premier", declarou Prodi.

As acusações se baseiam em declarações do próprio De Gregorio. Segundo a Procuradoria de Nápoles, o ex-Cavaliere investiu na época milhões de euros para comprar senadores da centro-esquerda. De Gregorio, que enfrentava grandes dificuldades econômicas, aceitou o suborno. "É uma sentença que julgamos clamorosamente injusta e injustificada", disse o advogado de Berlusconi, Niccolò Ghedini, anunciando que vai recorrer da decisão. Além disso, ele acrescentou que o crime vai prescrever ainda neste ano.

Os pagamentos teriam sido feitos pelo jornalista Valter Lavitola - ex-braço direito do ex-premier -, também condenado a três anos de cadeia. "O objetivo de Berlusconi era derrubar o governo Prodi, o modo não lhe interessava", afirmou o procurador Vincenzo Piscitelli.

Com esse processo, fica cada vez mais improvável um retorno do ex-primeiro-ministro às urnas. Ele já está inelegível até 2019 devido a uma condenação em última instância por fraude fiscal em 2013, caso que levou à cassação do seu mandato de senador.

Por conta da sentença, ele foi obrigado a realizar um ano de serviços sociais em um asilo, pena encerrada no início de 2015. Berlusconi também quase foi preso por causa de uma acusação de prostituição de menores e abuso de poder, mas acabou sendo absolvido pela Corte de Cassação de Roma. (ANSA)
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Bolsas nos EUA fecham em forte queda por temores sobre a China Turbulência no mercado da China ofuscou preocupação com a Grécia. Sessão foi marcada por grande queda no sistema da Bolsa de Nova York.

Os principais índices acionários dos Estados Unidos fecharam com queda expressiva nesta quarta-feira (8), com a turbulência no mercado da China ofuscando a preocupação com a crise da dívida grega, em meio a uma grande queda no sistema da Bolsa de Nova York (NYSE).
Temores de que uma piora no mercado chinês de ações poderia prejudicar seriamente a economia do país e contaminar outros mercados empurraram o S&P 500 para abaixo de sua média de 200 dias pela primeira vez desde outubro e para o território negativo no ano.
A NYSE, uma unidade da Intercontinental Exchange, retomou o pregão no fim da sessão, depois que um problema técnico forçou a suspensão dos negócios por mais de três horas, na maior interrupção a afetar o mercado financeiro norte-americano em quase dois anos.O índice Dow Jones fechou em queda de 1,47%, a 17.515 pontos. O S&P 500 perdeu 1,66%, a 2.046 pontos. O Nasdaq recuou 1,75%, a 4.909 pontos.
As ações chinesas caíram mais de 30% nas últimas três semanas, e alguns investidores temem que a turbulência da China seja agora um risco maior do que a crise grega.
"Não acho que a situação na Grécia é um foco nos mercados para além do curto prazo", disse o diretor de investimentos da Solaris Group, Tim Ghriskey, em Bedford Hills, Nova York. "A questão é realmente sobre a China, onde a onda de vendas continua inabalável, apesar dos esforços do banco central da China para impedir isso."

Dilma pede mais espaço para Brics e diz que grupo é 'força motriz' global Presidente discursou em cúpula dos Brics na cidade de Ufa, na Rússia. Ela defendeu reformulação no FMI e falou da 'persistência' da crise mundial.

O presidente russo, Vladimir Putin; o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi; a presidente Dilma Rousseff; o presidente da China, Xi Jinping; e o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, após cerimônia da VII Cúpula do Brics (Foto: Sergei Karpukhin / Reuters)O presidente russo, Vladimir Putin; o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi; a presidente Dilma Rousseff; o presidente da China, Xi Jinping; e o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, após cerimônia da VII Cúpula do Brics (Foto: Sergei Karpukhin / Reuters)

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quinta-feira (9), na cidade russa de Ufa, que a crise financeira internacional persiste afetando países ricos e os em desenvolvimento e que, na visão dela, os Brics (grupo de países que reúne Brasil, China, Índia, Rússia e África do Sul), continuarão a impulsionar o desenvolvimento global. Ela ainda pediu mais espaço para os países do grupo em organismos de governança mundial, como o Fundo Monetário Internacional e o Conselho de Segurança da ONU.
Dilma fez as declarações durante discurso na sessão plenária da VII Cúpula dos Brics, realizada na Rússia. Em sua fala, ela disse ainda que chegou o fim do "super ciclo" das commodities e que, com a crise financeira, "a recuperação dos países desenvolvidos ainda é lenta e frágil e o crescimento dos países em desenvolvimento foi agora afetado".
"A persistência da crise passou a exigir das nossas políticas econômicas novas respostas. Sabemos que chegamos ao fim do super ciclo das commodities. Sabemos que ainda permanece muita volatildidade no setor financeiro. Os emergentes, principalmente os Brics, estou certa disso, continuarão a ser a força motriz do desenvolvimento global. Seu peso deve se refletir nas instituições de governança internacional, o que reforça a necessidade de reformulação do fundo monetário", afirmou a presidente.
O discurso de Dilma foi acompanhado pelo presidente russo, Vladimir Putin; o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi; o presidente da China, Xi Jinping; e o presidente da África do Sul, Jacob Zuma.
Dilma defendeu também reformulação no Conselho de Segurança da ONU. "O Brasil acredita que um Conselho de Segurança da ONU reformado e ampliado será mais legítimo e eficaz no sentido de garantir a paz internacional e a segurança coletiva", afirmou a presidente.

China proíbe grandes acionistas de vender ações nos próximos 6 meses Tentativa é conter queda nos preços das ações que afeta mercados globais. Agência reguladora irá tratar com severidade qualquer violação da regra.

 80% dos investidores chineses são cidadãos (Foto: Reuters)80% dos investidores chineses são cidadãos (Foto: Reuters)
A agência reguladora de valores mobiliários da China tomou a medida drástica de proibir que acionistas com participações superiores a 5% vendam seus papéis nos próximos seis meses, numa tentativa de conter uma queda nos preços das ações que está começando a perturbar os mercados financeiros globais.
A China Securities Regulatory Commission (CSRC) afirmou em seu site na noite da quarta-feira (8) que irá tratar com severidade qualquer violação da regra. A medida parece já ter surtido efeito e fez os mercados asiáticos fecharem em alta nesta quinta-feira.
A proibição também parece se aplicar a investidores estrangeiros que detêm participações em empresas listadas nas bolsas de Xangai ou Shenzhen, embora a maioria de suas participações seja inferior a 5%.A polícia e a agência reguladora de valores mobiliários da China estão investigando mais de 10 pessoas e organizações por “má intenção” nas negociações das ações, segundo informou nesta quinta-feira (9) a agência Reuters, citando o jornal estatal “China Securities Journal”. A investigação foi centrada sobre as vendas de blue chips (as mais negociadas).
Separadamente, os principais acionistas dos maiores bancos chineses, incluindo ICBC, e empresas, como a Sinopec, prometeram manter suas participações e aumentar suas cotas nas companhias listadas.
Os anúncios ocorrem após o mercado de ações da China mostrar sinais de congelamento nesta quarta-feira, depois que as empresas correram para escapar da turbulência ao suspender suas ações e a CSRC alertou para um "sentimento de pânico" atingindo os investidores.
As ações chinesas perderam mais de 30% dos seus valores desde meados de junho. Para alguns investidores globais, o medo de que a turbulência no mercado chinês desestabilize a economia real é agora um risco maior do que a crise na Grécia.
De fato, o governo dos Estados Unidos está preocupado que a quebra do mercado acionário poderia atrapalhar a agenda de reforma econômica de Pequim.
"A preocupação, que é real, é sobre o que isso significa em relação ao crescimento de longo prazo na China", disse o secretário do Tesouro norte-americano, Jack Lew, nesta quarta-feira, durante um evento em Washington sobre a estabilidade financeira.
"Como é que as autoridades chinesas reagirão a isso e o que isso significa em termos de condições fundamentais da economia?"
Mais de 500 empresas chinesas listadas anunciaram a suspensão das negociações de suas ações nas bolsas de Xangai e Shenzhen na quarta-feira, elevando o total de suspensões a cerca de 1.300 - 45% do mercado ou cerca de 2,4 trilhões de dólares em ações, com as empresas procurando se afastar da carnificina.

Desemprego fica em 8,1% no trimestre até maio, diz IBGE Foi a maior taxa de desocupação para um trimestre até maio desde 2012. Índice supera a do trimestre encerrado em março (7,9%) e em abril (8%).

A taxa de desemprego subiu nos últimos três meses até maio deste ano e chegou a 8,1%, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice está acima do registrado no mesmo trimestre do ano anterior (7%) e supera ainda a do trimestre encerrado em fevereiro (7,4%). No trimestre encerrado em março a taxa foi de 7,9%, e em abril, de 8%.
TAXA DE DESEMPREGO
em % (o mês apontado é quando acaba o trimestre)
76,86,96,96,86,66,56,56,87,47,988,1em %Mai/14Jun/14Jul/14Ago/14Set/14Out/14Nov/14Dez/14Jan/15Fev/15Mar/15Abr/15Mai/156,577,5868,5
legenda
Foi a maior taxa de desocupação para um trimestre de março a maio desde 2012, segundo o IBGE.
Havia 8,2 milhões de pessoas de 14 anos ou mais idade desocupadas no país, na semana em que foi feita a pesquisa, informou o IBGE. "Esta estimativa era de 7,4 milhões no trimestre terminado em fevereiro, apontando aumento de 756 mil pessoas, ou seja, 10,2% que não estavam ocupadas e procuraram trabalho", analisou o IBGE. Em um ano, o contingente de desocupados cresceu 1,3 milhão, ou seja, 18,4%, informou o instituto.
“Foi a maior variação [aumento de 18,4% da desocupação no ano] da série [iniciada no primeiro trimestre de 2012] para este período de comparação”, informou o IBGE.
Segundo Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, o aumento de 10,2% da desocupação, em comparação aos três trimestres móveis anteriores (terminado em fevereiro) também foi o aumento mais intenso do que o observado em anos anteriores para o período analisado.

Os números fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, que substitui a tradicional Pnad anual e a Pesquisa Mensal de Emprego (PME). São investigados 3.464 municípios e aproximadamente 210 mil domicílios em um trimestre, informou o coordenador do IBGE.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Sancionada lei que que torna assassinato de policiais crime hediondo