quarta-feira, 8 de julho de 2015

Atiradores matam 3 perto de universidade em Baltimore, nos EUA

(Reuters) - Três pessoas foram mortas e uma ficou ferida quando atiradores abriram fogo contra um grupo de pessoas em uma rua perto da Universidade de Maryland, em Baltimore, nos Estados Unidos, informou a polícia nesta quarta-feira.
Dois atiradores saíram de duas vans separadas e começaram a atirar nas pessoas pouco antes das 23h (meia-noite no horário de Brasília), informou a polícia do campus em nota.
Um homem foi morto no local e um homem e uma mulher morreram enquanto recebiam tratamento médico, de acordo com a polícia. A quarta vítima, uma mulher, foi hospitalizada.
A polícia pediu para as pessoas na área terem cuidado enquanto os atiradores eram procurados.
O jornal The Baltimore Sun relatou que houve tiros de um veículo no mesmo quarteirão há cinco dias.

(Reportagem de Victoria Cavaliere em Los Angeles)

terça-feira, 7 de julho de 2015

Câmara aprova, em segundo turno, texto principal da reforma política Deputados ainda analisarão sugestões de mudança na semana que vem. Entre os pontos questionados estão financiamento e reeleição.

Câmara dos Deputados aprovou, em segundo turno, na noite desta terça-feira (7) o texto principal da proposta de emenda à Constituição (PEC) da reforma política. O texto foi aprovado por um placar de 420 votos a favor, 30 contrários e uma uma abstenção.

Os parlamentares decidiram deixar para a próxima semana a análise de sugestões de mudança na proposta, que tratam justamente de algumas das questões mais polêmicas da reforma. A sessão desta quarta-feira (8) será dedicada à votação de um projeto de lei que inclui pontos que não alteram a Constituição, como a duração de campanha.

Entre os pontos questionados do texto e que deverão ser alvo de debate na próxima terça-feira estão financiamento de campanha, reeleição, duração do mandato e a “janela de infidelidade”, que é um prazo para o parlamentar se desfiliar do partido sem perder o mandato.
A PEC havia sido aprovada em primeiro turno no último dia 17. Por se tratar de uma mudança na Constituição, a proposta precisa passar por dois turnos na Câmara e, em seguida, por outras duas votações no Senado.

Financiamento
Pela texto, empresas podem fazer doação somente a partido político, mas não a candidato, que só poderá receber de pessoa física. O tema foi um dos que mais geraram discussões no plenário no primeiro turno. Ofinanciamento privado foi aprovado um dia depois de emenda parecida, que previa doação privada para partidos e para campanhas de candidatos, ter sido rejeitada.

Deputados de seis partidos entraram com mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a suspensão da tramitação da PEC da reforma política. O documento foi assinado por 61 parlamentares de PT, PPS, PC do B, PSOL, PSB e PROS. O argumento deles é que o plenário da Câmara votou duas vezes a possibilidade de doação às legendas, o que seria inconstitucional.

A votação desta terça durou pouco mais de meia hora. No microfone do plenário, o deputado Henrique Fontana (PT-RS) fez críticas à aprovação do financiamento privado e acusou a votação no primeiro turno de ter sido conduzida de forma "ilegal e anticonstitucional".

"Essa reforma, da forma como foi conduzida nesse primeiro turno, variou ou de questões cosméticas, que não mudaram a estrutura política estruturalmente do país, ou piorou gravemente”, criticou.

Segundo ele, uma das “pioras” foi a da constitucionalização da contribuição de pessoas jurídicas a partidos políticos. “Aliás, numa votação que foi conduzida, a meu ver, de forma ilegal, de forma anticonstitucional", completou.

O deputado Sandro Alex (PPS-PR) informou que o partido apresentou uma sugestão para mudar a parte que trata do financiamento privado. “Essa será a oportunidade que o Parlamento tem neste segundo turno de corrigir esta votação do primeiro turno, e proibirmos a semente da corrupção que vem do financiamento empresarial”, disse.

Embora considere a reforma política “acanhada”, o deputado Arthur Virgílio Bisneto (PSDB-AM) disse ver “pontos positivos” no texto aprovado. “Qual era a proposta inicial? Aproximarmos o eleitor dos seus candidatos, darmos transparência às eleições, fazermos com que o pleito fosse mais justo. Nós pensávamos em uma reforma nessa direção. Infelizmente, não foi o que aconteceu. Porém, tem pontos positivos”, ponderou.

Moro dá seis dias para Odebrecht explicar telefonemas para operador Juiz ordenou que empreiteira esclareça transferências bancárias ao exterior. Empresa diz desconhecer os fatos e o teor dos telefonemas apontados.

O juiz federal Sergio Moro deu prazo de seis dias, a partir desta terça-feira (7), para que a empreiteira Odebrecht explique os 135 telefonemas feitos pelo diretor Rogério Araújo a Bernardo Schiller Freiburghaus, apontado como operador da Lava Jato, entre julho de 2010 e fevereiro de 2013.
De acordo com o Ministério Público Federal(MPF), a Odebrecht utilizava os serviços de Freiburghaus para efetuar o pagamento de propinas em contas no exterior para os ex-diretores da Petrobras Paulo Roberto Costa, Pedro Barusco e Renato de Souza Duque.
A data da ligações telefônicas coincide com a dos depósitos efetuados na conta de Paulo Roberto Costa, afirma Moro no despacho. Os depoimentos dos delatores também corroboram a ligação entre os executivos da empreteira e Freiburghaus.
Araújo foi preso no dia 19 de junho, na 14ª fase da Operação Lava Jato, que investiga crimes de corrupção na Petrobras. Com ele, no mesmo dia, também foram para a cadeia os ex-diretores da empreiteira Marcio Faria e Alexandrino Alencar, além do presidente Marcelo Odebrecht.
"Resolvo a bem da ampla defesa, antes de decidir sobre o novo pedido de prisão preventiva, conceder nova oportunidade à Odebrecht e aos seus executivos para que se manifestem sobre o requerido e prestem esclarecimentos sobre os fatos, não só sobre as aludidas contas apontadas pelo MPF no evento 268 [as transferências para o exterior] mas agora também sobre as afirmadas cento e trinta ligações entre Rogério Santos de Araújo e Bernardo Shciller Freiburghaus", ordenou o magistrado.
Depois o fim do prazo, o juiz decidirá, com base na resposta da empresa, se decreta ou não nova prisão preventiva a executivos da companhia.
Embora existam várias provas obtidas pela Justiça, a empresa nunca admitiu ter relação com o operador. Araújo e Marcelo Odebrecht seguem presos na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba. Freiburghaus está foragido na Suíça, país do qual é considerado cidadão.
Em nota, a Odebrecht se limitou a dizer que "responderá ao despacho no momento oportuno”.

Coaf diz que informou à Lava Jato movimentação suspeita de R$ 51,9 bi Segundo presidente do órgão, foram enviados 267 relatórios à PF. Antônio Gustavo Rodrigues falou à CPI da Petrobras sobre atuação do Coaf.

O presidente do Coaf, Antonio Rodrigues, durante depoimento à CPI (Foto: Nathalia Passarinho/G1)O presidente do Coaf, Antonio Rodrigues (dir.), durante depoimento à CPI (Foto: Nathalia Passarinho/G1)
O presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Antonio Gustavo Rodrigues, afirmou nesta terça-feira (7), em depoimento à CPI da Petrobras, que desde a deflagração da Operação Lava Jato o órgão enviou à Polícia Federal 267 relatórios com detalhes sobre movimentações suspeitas que totalizam R$ 51,9 bilhões. Segundo ele, foram citadas 27.579 pessoas físicas e jurídicas nessas comunicações à PF.
O presidente do Coaf destacou, porém, que o fato de as operações serem suspeitas não significa que sejam irregulares e que nem todas as pessoas citadas estão, de fato, envolvidas no esquema de corrupção e lavagem de dinheiro. O envolvimento dos suspeitos e as possíveis ilegalidades cometidas precisam ser comprovadas pela polícia e o Ministério Público Federal.
“A cada comunicação é atribuído um valor pelo comunicante. Das comunicações envolvidas nos 267 relatórios há 8.918 operações financeiras, relacionando  27.579 pessoas, num valor de R$ 51,9 bilhões”, relatou Antônio Rodrigues à comissão parlamentar de inquérito criada para apurar o esquema de pagamento de propina na Petrobras.
O presidente do Coaf informou ainda que a primeira atuação do órgão de controle financeiro nas denúncias apuradas pela Operação Lava Jato ocorreu em 2011, três anos antes de a Polícia Federal deflagrar a investigação. 

“Essa atuação se dá a partir do encaminhamento de um relatório para Polícia Federal e Ministério Público Federal e indicava movimentações suspeitas de postos de gasolina e de algumas empresas, com repasses ao exterior. A partir desse relatório, a polícia iniciou as investigações”, disse.
Segundo Antônio Rodrigues, desde o início da Operação Lava Jato, Polícia Federal e Coaf têm atuado em conjunto na identificação de suspeitos de envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras.Ele destacou que o Coaf atua como órgão de inteligência e tem o papel de analisar comunicações de transações suspeitas enviadas pelos bancos, para verificar se há ou não verdadeiros indícios de irregularidades. “O Coaf não tem poder de requisitar informações. Seu trabalho é em cima das comunicações suspeitas. A partir da análise, ele produz relatório e encaminha para as autoridades.”

“A partir do momento em que a PF vai identificando novos alvos, ela encaminha para o Coaf. E nós pesquisamos nas nossas bases de dados se existem registros dessa pessoa. Às vezes encontramos relação dessas pessoas com outras pessoas e empresas. O Coaf em si não investiga. O papel principal é alertar para as situações que vão ocorrendo”, explicou.

Pão de Açúcar não acha explicação para valor pago a Thomaz Bastos Grupo diz que só tem prova de prestação de serviço de parte de contrato. Auditoria começou após reportagem de 'Época' sobre ganhos de Palocci.

O Grupo Pão de Açúcar informou nesta terça-feira (7) que um comitê de auditoria da empresa não encontrou evidências de prestação de serviços relacionados a pagamentos de 8 milhões de reais feitos ao escritório de advocacia de Márcio Thomaz Bastos entre dezembro de 2009 e maio de 2011.
Em comunicado ao mercado, a companhia controlada pelo grupo francês Casino afirmou que os pagamentos totais ao escritório do ex-ministro da Justiça, que morreu em novembro de 2014, somaram 8,5 milhões de reais. Desse valor, apenas 500 mil reais corresponderam a serviços cuja execução foi "possível confirmar, na área de atuação daquele escritório de advocacia".
"Não foram encontradas evidências da prestação dos serviços correspondentes aos demais pagamentos, nem contratos de prestação de serviços que os amparassem", afirmou o GPA no comunicado.
A auditoria, contudo, concluiu que "a cadeia de aprovações e procedimentos relacionada a esses pagamentos seguiu os procedimentos da companhia vigentes à época dos fatos". No período, a empresa tinha o comando dividido entre o empresário Abilio Diniz e o grupo Casino.
A auditoria foi disparada por reportagem da revista Época publicada em abril deste ano afirmando que o escritório de Thomaz Bastos pagou 3,5 milhões de reais à empresa de consultoria do ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil Antonio Palocci, a Projeto Consultoria Financeira e Econômica. Segundo a reportagem, os advogados de Palocci e do escritório de Thomaz Bastos disseram que os pagamentos foram feitos pelo Grupo Pão de Açúcar.
O GPA disse ainda na nota que assinou um contrato com a Projeto Consultoria para prestação de serviços relacionados à aquisição de uma "empresa do segmento de varejo alimentício, sem que tenham sido identificados pagamentos à firma contratada, nem serviços prestados, resultantes desse ou de qualquer outro contrato".
No período abrangido pela auditoria, o grupo Pão de Açúcar anunciou a aquisição da rede de varejo de móveis e eletrodomésticos Casas Bahia e fez uma oferta de fusão com a rede de supermercados Carrefour no Brasil.
Consultado, o GPA não comentou de imediato que medidas eventualmente poderá tomar a respeito da conclusão da auditoria.
Palocci deixou a Casa Civil em 2011, no começo do primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff, em meio a reportagens de que teria multiplicado seu patrimônio em várias vezes. Na ocasião, justificou a elevação patrimonial alegando que ela resultou dos rendimentos de sua consultoria.
Além de ministro da Casa Civil de Dilma, Palocci foi ministro da Fazenda durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e um dos coordenadores da campanha presidencial de Dilma em 2010.
A Projeto não foi encontrada para comentar sobre a auditoria do GPA e tampouco representantes do ex-ministro Thomaz Bastos.
Leia a seguir íntegra da nota do Grupo Pão de Açúcar:
"A Companhia Brasileira de Distribuição (“Companhia”) informa que, nesta data, foi realizada
Reunião do Conselho de Administração para analisar o relatório elaborado pelo Comitê de
Auditoria (“Relatório”), referente à apuração dos fatos mencionados no Comunicado ao
Mercado divulgado em 19 de abril de 2015.
O escopo dos trabalhos solicitados ao Comitê de Auditoria pelo Conselho de Administração
foi o de investigar:(i) a suposta existência e a origem dos pagamentos, se houvesse; (ii) os
serviços correspondentes relacionados a esses pagamentos; e (iii) a cadeia de aprovações
relativa aos referidos pagamentos.
O Relatório apresentou as seguintes conclusões:
(i) houve pagamentos no total de R$ 8,5 milhões para o escritório de advocacia
Márcio Thomaz Bastos, no período de dezembro de 2009 a maio de 2011;
(ii) deste montante, R$ 500 mil correspondem a serviços cuja prestação foi possível
confirmar, na área de atuação daquele escritório de advocacia;
(iii) não foram encontradas evidências da prestação dos serviços correspondentes
aos demais pagamentos, nem contratos de prestação de serviços que os
amparassem;
(iv) a cadeia de aprovações e procedimentos relacionada a esses pagamentos
seguiu os procedimentos da Companhia vigentes à época dos fatos; e
(v) foi celebrado, em 9 de fevereiro de 2009, um contrato entre a Companhia e a
Projeto Consultoria Financeira e Econômica Ltda. para a prestação de serviços
relacionados à aquisição de uma empresa do segmento de varejo alimentício,
sem que tenham sido identificados pagamentos à firma contratada nem serviços
prestados, resultantes desse ou de qualquer outro contrato.
São Paulo, 07 de julho de 2015.
Daniela Sabbag
Diretora de Relações com Investidores"

Polícia identifica suspeito de publicar ofensas contra Maria Júlia Coutinho Jornalista do Jornal Nacional foi alvo de ataques racistas em redes sociais. Adolescente de Carapicuíba foi ouvido e liberado.

A jornalista Maria Júlia Coutinho (Foto: Globo/Zé Paulo Cardeal)A jornalista Maria Júlia Coutinho (Foto: Globo/Zé
Paulo Cardeal)
A polícia de São Paulo informou, nesta terça-feira (7), que identificou um adolescente de 15 anos suspeito de ter publicado agressões racistas na internet contra a jornalista Maria Júlia Coutinho.
Segundo reportagem do Jornal Nacional, o autor dos ataques criminosos mora em Carapicuíba, na Grande São Paulo. Ele foi ouvido pela polícia na segunda (6) e liberado.
O adolescente vai responder por ato infracional e pode sofrer alguma medida socioeducativa. A polícia está tentando identificar outros envolvidos na divulgação de ofensas à jornalista.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), instaurou inquérito policial.

Para chegar ao jovem, policiais rastrearam as imagens com as mensagens ofensivas e fizeram buscas nas redes sociais para identificar as páginas dos envolvidos. O Decradi também solicitou dados cadastrais e números de IPs ao Facebook.
Além da investigação da Polícia Civil, o Ministério Público paulista também vai apurar o caso. O promotor Christiano Jorge dos Santos abriu um procedimento investigativo para apurar dois possíveis crimes: injúria ou racismo. A investigação terá como base os prints dos comentários racistas feitos nas redes sociais.
InjúriaNo Rio, por meio da Coordenadoria de Direitos Humanos, o Ministério Público fluminense solicitou à Promotoria de Investigação Penal que acompanhe o caso, com rigor, junto à Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI).
O crime de injúria está previsto no artigo 140 do Código Penal e consiste em ofender a dignidade ou o decoro de alguém “na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência”.
A pena pode chegar a três anos de reclusão. Se o promotor entender que houve racismo, os acusados podem responder pelos crimes previstos na Lei 7.716, de 1989.
Há várias penas possíveis para racismo, entre elas prisão e multa. O crime de racismo não prescreve e também não tem direito à fiança.
Comentários racistas
A produção do telejornal publicou no Facebook, na noite de quinta-feira (2), uma foto da apresentadora diante do painel da meteorologia, com um link sobre a previsão do tempo para sexta (3).
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Renata Vasconcellos segura cartaz em apoio a Maju (Foto: Reprodução/Facebook/JN)Renata Vasconcellos segura cartaz em apoio a
Maju (Foto: Reprodução/Facebook/JN)
Desde então, diversas mensagens ofensivas e de conteúdo racista têm sido direcionadas à jornalista nos comentários do post. Em outros comentários, algumas pessoas saem em defesa de Maria Júlia.
No Twitter, Maju respondeu um comentário agressivo de um internauta. Ela deu um reply e escreveu apenas: "Beijinho no ombro".
William Bonner e Renata Vasconcellos publicaram um vídeo no Facebook em que dão um recado, com a equipe do JN. Eles mostraram um cartaz e gritaram "somos todos Maju". No Twitter, a hashtag #SomosTodosMajuCoutinho chegou ao topo dos tópicos mais comentados.
Em dezembro, Maju passou a informar a previsão do tempo no Hora 1, mas de uma forma diferente, mais conversada, como se estivesse na sala do espectador. Desde 27 de abril, está no Jornal Nacional.
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Maria Júlia Coutinho, a Maju, em participação no programa 'Altas Horas' (Foto: Globo/Reinaldo Marques)Maria Júlia Coutinho, a Maju, em participação no programa 'Altas Horas' (Foto: Globo/Reinaldo Marques)

Resultado da primeira chamada de aprovados no Sisutec é divulgado Matrículas devem ser feitas entre quarta (8) e sexta-feira (10). Inscrições para vagas remanescentes começam dia 7 de abril.

Sisutec tem lista de aprovados em primeira chamada divulgada (Foto: Reprodução)Sisutec tem lista de aprovados em primeira chamada divulgada (Foto: Reprodução)
O Ministério da Educação divulgou nesta terça-feira (7) o resultado da primeira chamada no Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica (Sisutec). A lista dos aprovados pode ser consultada no site do programa.
No primeiro dia do Sisutec, o MEC recebeu 49.651 inscritos e 92.719 inscrições. No penúltimo dia de inscrições, o sistema já tinha 164.412 inscritos e 309.550 inscrições até as 18h.Os candidatos aprovados devem procurar a instituição e fazer a matrícula entre quarta-feira (8) e sexta-feira (10). O resultado da segunda chamado será divulgado na terça-feira (14).
O início das aulas ocorre entre os dias 3 e 31 de agosto. Neste ano o Sisutec oferece 83.641 vagas em 515 municípios de todos os estados e no Distrito Federal.
CURSOS TÉCNICOS
O Sisutec reúne vagas para cursos de ensino técnico tanto na rede pública quanto na privada. No caso da rede particular, se contemplado, o aluno terá bolsa de estudo.
A seleção é feita a partir do desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2014. Para concorrer, o aluno não pode ter tirado zero na redação.
Entre as vagas oferecidas nesta seleção, 85% serão destinadas para estudantes que, independentemente de renda per capita familiar, tenham cursado o ensino médio completo em escola da rede pública ou em instituições privadas, na condição de bolsista integral.
Além disso, metade dessas vagas serão reservadas para alunos com renda per capita de até 1,5 salário mínimo. Mas, para ocupar uma dessas vagas, não é permitido que o aluno continue matriculado em outro curso técnico de nível médio ou superior, ou curso de graduação, em instituições públicas ou privadas como bolsista.
O Sisutec tem um modelo parecido ao do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), usado pelo MEC para selecionar alunos para vagas em cursos de graduação. Pela internet, os estudantes que fizeram o Enem usam seus dados do exame (número de inscrição e senha) para se inscreverem no sistema. Lá, poderão escolher até duas opções de cursos, dentro das modalidades de concorrência (ampla concorrência ou pelas cotas).
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Sisutec 2015 (Foto: Reprodução/MEC)Sisutec 2015 (Foto: Reprodução/MEC)