quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Veja 5 perguntas e respostas sobre freios ABS e CBS nas motos

Veja 5 perguntas e respostas sobre freios ABS e CBS nas motos

Sistemas serão exigidos para motocicletas novas a partir de 2016.
Tanto o ABS quanto o CBS tornam a frenagem mais segura.

Do G1, em São Paulo
A partir de 2016, sistemas que auxiliam na frenagem serão obrigatórios em motos novas. A nova regra será adotada gradualmente e, segundo o Conselho Nacional de Trânsito (Contran), em 4 anos, 100% deverão sair de fábrica com ABS ou CBS. Veja abaixo 5  perguntas sobre o que diz a determinação.
1) Que motos terão que ter ABS?
2) Que motos terão que ter CBS?
3) A partir de quando a regra valerá?
4) Na prática, o que esses sistemas fazem?
5) O quanto esses sistemas vão encarecer as motos?
1) Que motos terão que ter ABS?
As motos novas com mais de 300 cc de cilindrada, produzidas no Brasil ou importadas, deverão ter o sistema ABS. As motos com menos de 300 cc poderão ter ABS ou CBS.
2) Que motos terão que ter CBS?
As motos com menos de 300 cc poderão ter CBS ou ABS.
Estão fora da regra motos de uso exclusivo fora de estrada (off-road), militares e elétricas que não atingem 50 km/h.
3) A partir de quando a regra valerá?
A partir de 1º de janeiro de 2016. Primeiro, para 10% motos das novas. Em 2017, esse percentual sobe para 30%. Em 2018, 60%. E, em 2019, 100%.
4) Na prática, o que esses sistemas fazem?
O ABS evita o travamento das rodas em frenagens bruscas e facilita a parada em pisos escorregadios. Mais simples, o CBS distribui a força de frenagem entre as duas rodas e diminui a distância que a moto leva para parar, mesmo que o motociclista só acione o freio traseiro, um hábito incorreto.
Veja o exemplo da CG 150 Titan, conforme dados da Honda:

- sem CBS, a moto leva de 30 a 41 metros para parar quando o motociclista usa só o freio traseiro, dependendo da dosagem aplicada;

- com CBS, até 28 metros.
5) O quanto esses sistemas vão encarecer as motos?
A associação das montadoras de motocicletas (Abraciclo) diz que ainda é cedo para calcular o impacto no preço das motos. Comparando os valores do modelo Honda CB 500, a versão com ABS é R$ 1,5 mil. mais cara. Já o CBS deve causar impacto menor. A Honda CG 150 Titan que tem o sistema custa R$ 180 a mais do que a tradicional.

Último réu do massacre do Carandiru pega 624 anos de prisão em SP

10/12/2014 04h45 - Atualizado em 10/12/2014 04h45

Último réu do massacre do Carandiru pega 624 anos de prisão em SP

Ex-PM Cirineu Carlos Letang foi julgado nesta terça-feira (9).
Ele já estava preso pela morte de 6 travestis.

Do G1, em São Paulo
Ex-PM Cirineu (Foto: Reprodução/ TV Globo)Ex-PM Cirineu Letang Silva: quando foi preso em
2011, acusado de matar um travesti em SP.
(Foto / Arquivo / Reprodução / TV Globo)
Último réu acusado de participar do massacre do Carandiru, o ex-policial militar Cirineu Carlos Letang Silva foi condenado a 624  anos de prisão, em regime fechado, pelo assassinato de 52 presos dos 111 mortos na casa de dentenção.
Letang já está preso, pela morte de 6 travestis, depois de ter participado da ação na cas de detenção.
O ex-PM começou a ser julgado nesta terça-feira (9), no Fórum de Santana, na Zona Norte de São Paulo. O julgamento terminou no início da madrugada desta quarta (10).
Em abril deste ano, 15 homens, entre policiais e ex-policiais, foram condenados, em júri popular, a pena de 48 anos de prisão cada um. Além deles, outros 58 agentes e ex-agentes já haviam sido condenados em três julgamentos anteriores. No total, 73 foram considerados culpados pelas mortes de 77 presidiários (mais 34 presos teriam sido mortos pelos próprios colegas de celas). Os sentenciados receberam penas que variam de 96 a 624 anos de prisão. Somadas, as penas chegam a 20.876 anos.
Como estavam soltos, todos os condenados recorrem em liberdade dessa decisão da Justiça. Letang é o único dos PMs acusados de participar do massacre que está preso, mas por outros crimes.
Ele é a apontado como matador em série de travestis. Teria assassinado seis transexuais entre os anos de 1990 e 2011. Foi condenado a mais de 16 anos de prisão pela morte do travesti Alison Pereira Cabral dos Anjos. O local onde está preso não foi informado.
Letang, que tem aproximadamente 50 anos, também não havia sido julgado anteriormente junto com os demais PMs e ex-PMs porque sua defesa pediu à época que o cliente fosse submetido a um laudo de insanidade mental. OG1 não conseguiu localizar os advogados do réu para comentar o resultado do exame e o júri.
Em outras ocasiões, a defesa havia negados as acusações das mortes dos travestis e presos do Carandiru.
Ex-policial das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), Letang foi acusado pelo promotor Daniel Tosta pelas mortes de 73 presos que estavam no terceiro pavimento do Pavilhão 9 do Carandiru, na Zona Norte. O local correspondia ao segundo andar.

O episódio que ficou conhecido como massacre do Carandiru aconteceu em 2 de outubro de 1992, após uma rebelião de presos na unidade. Ao todo, 111 presidiários morreram após a entrada da Polícia Militar (PM) na casa de detenção.

Proposta do Brasil é alterada em texto da COP 20 e Itamaraty tenta reverter

10/12/2014 02h15 - Atualizado em 10/12/2014 02h18

Proposta do Brasil é alterada em texto da COP 20 e Itamaraty tenta reverter

Conceito dividia países em obrigações distintas de corte de emissões.
Conferência da ONU sobre mudança climática acontece em Lima, no Peru.

Eduardo CarvalhoDo G1, em São Paulo
COP 20 - entenda o caso (Foto: G1)
A proposta do Brasil para acalmar o debate sobre a culpa histórica das emissões dos gases-estufa (que aumentam a temperatura do planeta) sofreu alteração no primeiro rascunho apresentado na COP 20, Conferência Climática das Nações Unidas. A mudança não agradou os negociadores brasileiros em Lima, no Peru.
O conceito, chamado de "diferenciação concêntrica", teve sua versão original modificada e, segundo organizações sociais, passou a beneficiar apenas os países desenvolvidos. Para o negociador-chefe do Brasil na COP 20, José Antonio Marcondes de Carvalho, o conceito foi mencionado "de um jeito incorreto". “Estamos trabalhando para recuperá-lo”, explicou.
O projeto brasileiro colocava os países em três níveis. Em cada um deles havia um “menu" de critérios para diminuir as emissões. Nações desenvolvidas ficariam no círculo central e teriam que fazer cortes em todos os setores da economia. Os emergentes, como Brasil, China e Índia, ficariam no segundo nível, com mais opções para frear o aquecimento. Países vulneráveis, como os Estados-ilha, não empreenderiam grandes ações e estariam no terceiro nível.
Segundo o Brasil, a proposta flexibiliza o conceito de "responsabilidades comuns, porém diferenciadas", e permite que um governo troque de nível de compromisso quando "ficasse rico", ou seja, mais forte economicamente e, desta forma, faria mais pela causa do clima.
Grupo Basic
Com a intenção de recolocar a discussão na mesa, a diplomacia brasileira uniu forças com ministros do Basic, grupo formado por Brasil, China, África do Sul e Índia, que abraçaram a ideia e decidiram apoiar outros temas no debate. "O Basic não quer refazer a convenção, considera que as INDCs [metas nacionais] têm que incluir elementos de mitigação, adaptação e meios de implementação e que, em uma defesa do multilateralismo, o acordo tem que ser legalmente vinculante”, explicou Marcondes.
"O que está em discussão não tem o equilíbrio necessário para incluir mitigação, adaptação e meios de implementação”, complementou o embaixador, referindo-se às ações necessárias para evitar o aumento da temperatura do planeta.
Carlos Rittl, da organização Observatório do Clima, não acha que a mudança no texto foi uma derrota para o Brasil. Ele concorda que a maneira apresentada “beneficia os países desenvolvidos (emissores históricos de gases) e retrai nações em desenvolvimento a propor suas formas de redução de emissões”, mas, segundo Rittl, ainda há chance de a discussão ser retomada até sexta (12), quando termina a conferência.
Atualmente, de acordo com Protocolo de Kyoto (criado em 1997 e que obriga corte de poluentes baseado nos níveis de 1990), o mundo está dividido entre o bloco do Anexo 1, os mais ricos e emissores desde a Revolução Industrial, e as nações em desenvolvimento.
Ministros já discutem rascunhos
Na última segunda, foram divulgados dois documentos a serem utilizados nos debates. Um com elementos que terão que constar no novo acordo global para o clima e outro com modelos de metodologia a serem seguidos pelos países quando apresentarem suas Contribuições Intencionais Nacionais Determinadas (INDCs, na sigla em inglês).
As INDCs são propostas que cada governo terá que fazer para “fechar a conta do clima”, ou seja, ações a serem cumpridas pós-2020, quando o novo tratado climático entrar em vigor, no intuito de promover uma economia de baixo carbono.
Deverá sair de Lima a aprovação o parâmetro de INDCs a ser seguido – se apenas metas de redução de gases-estufa terão que ser divulgadas ou esses dados mais propostas de adaptação, finanças e etc – além do texto-base com os elementos do acordo de Paris, chamado de “rascunho zero”. Ele vai nortear outras quatro negociações em 2015 para obter o "protocolo, instrumento legal ou resultado acordado com força legal".

Por que tudo isso?
Segundo um painel internacional de cientistas ligado à ONU, o IPCC, é preciso diminuir entre 40% e 70% do total de gases lançados até 2050 e zerar essa taxa até 2100. Somente assim é que será possível conter o aumento da temperatura global em 2ºC até o final deste século.
Gases-estufa como o dióxido de carbono (CO2) são liberados principalmente na queima de combustíveis fósseis, mas também com o desmatamento e outras atividades humanas.
Caso isso não seja reduzido, segundo o IPCC, fenômenos extremos como secas, enchentes, degelo dos polos e aumento do nível dos mares serão mais frequentes. A temperatura média da Terra já subiu 0,85ºC com relação à era pré-industrial.
IPCC - arte (Foto: G1)

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

PF pede indiciamento de executivos da OAS

País

PF pede indiciamento de executivos da OAS

Jornal do Brasil
A Polícia Federal (PF) pediu o indiciamento de cincoexecutivos  da construtora OAS na Operação Lava Jato, que investiga desvio de dinheiro e superfaturamento em obras da Petrobras. No pedido, a PF diz que foram encontrados indícios de que os executivos cometeram, pelo menos, cinco crimes, entre eles, fraude a licitações, falsidade ideológica, corrupção ativa, uso de documento falso e lavagem de dinheiro.
Os executivos indiciados foram José Aldemário PinheiroFilho (presidente), José Ricardo Nogueira Berghirolli, Agenor Franklin Magalhães Medeiros (diretor), Mateus Coutinho de Sá Oliveira (vice-presidente do conselho) e Alexandre Portela Barbosa.
Na primeira fase da operação, deflagrada em março deste ano, foram presos, entre outros, o doleiro Alberto Youssef, apontado como chefe do esquema, e o ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa.
Já a nova fase da operação teve como foco executivos e funcionários de nove grandes empreiteiras que mantêm contratos com a Petrobras que somam R$ 59 bilhões.

Senado economiza R$ 530 milhões e aumenta investimento em 2014

País

Senado economiza R$ 530 milhões e aumenta investimento em 2014

Agência Senado
Na sessão plenária desta terça-feira (9), o presidente do Senado, Renan Calheiros, relatou aos colegas que a Casaeconomizou R$ 530 milhões em 2013 e 2014. Ele acrescentou que, mesmo assim, foram triplicados os investimentos. Segundo o presidente, a mudança foi possível graças a medidas tomadas pela Mesa, além da venda da folha de pagamento do Senado ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal, por um total de R$ 100 milhões.
— São cortes significativos que foram feitos pela mesadiretora. Como todos sabem, não foram fáceis. Essa mesa fez grandes e pequenas alterações, mas todas igualmente com as mesmas dificuldades – disse Renan.
Segundo o presidente do Senado, em 2014, pela segunda vez na história da República, o Senado não usará suplementação orçamentária. Em 2013, segundo o presidente, foram devolvidos R$ 285 milhões. Em 2014, o montante deve ser semelhante. Em valores corrigidos pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação, a execução orçamentária caiu de R$ 3,81 bilhões em 2010 para R$ 3,05 bilhões em 2014, quase R$ 800 milhões a menos.
economia foi feita com medidas como a redução dos contratos de mão de obra terceirizada, cujo valor, corrigido pelo IPCA, caiu de R$ 221 milhões em 2010 para R$ 169 milhões em 2014. Também foram cortadas despesas com horas extras, correio, verba indenizatória, diárias e passagens. Além disso, o Senado reduziu pela metade o uso de papel, desde 2012, e também o consumo de água e energia elétrica.
Apesar dos cortes, ressaltou Renan, os investimentos cresceram: de R$ 22 milhões em 2010, passaram a R$ 67 milhões neste ano. Ele anunciou que, na próxima terça (17), será apresentada uma prestação de contas da Mesa do Senado. A propósito da transparência na gestão da Casa, Renan lembrou que a avaliação da Fundação Getúlio Vargas (FGV) apontou que o Senado respondeu a 100% das consultas feitas com base na Lei de Acesso à Informação.

Médici sabia das torturas em hospital no Rio, diz Comissão da Verdade

09/12/2014 19h09 - Atualizado em 09/12/2014 19h28

Médici sabia das torturas em hospital no Rio, diz Comissão da Verdade

Ex-presidente guardava prontuários médicos de presas em arquivo pessoal.
Documentos ficaram por mais de 30 anos na casa do general.

Do G1 Rio
Quase 30 anos depois do fim da ditadura militar, surgem documentos que revelam que o ex-presidente Emílio Garrastazu Médici sabia, em detalhes, da repressão nos quartéis. A Comissão da Verdade do Rio de Janeiro apresentou, nesta terça-feira (9), cópias de prontuários médicos que revelam o sofrimento de três mulheres presas durante a ditadura militar. Os papéis pertenciam ao arquivo pessoal do ex-presidente, como mostrou a GloboNews.
A tortura tornou-se uma política de estado naquela época."
Wadih Damois, presidente da Comissão Estadual da Verdade
Cópias dos prontuários médicos de três presas políticas passaram mais de 30 anos na casa do general Médici, que era presidente até março de 1974. Duas delas, Vera Sylvia Magalhães e Francisca Abigail Paranhos, já morreram.
Tais fichas médicas estão num relatório dividido em três volumes elaborado pelo então ministro da Justiça, Alfredo Buzaid. O relatório faz parte de um acervo com mais de 50 caixas que guardam cerca de mil documentos. Foi uma doação feita há dez anos pela família do ex-presidente ao instituto histórico e geográfico brasileiro. Após tudo ser catalogado, há quatro meses, o material foi liberado para a pesquisa.
Em 1971, o governo militar tentava responder às denúncias que chegaram à Comissão Interamericana de Direitos Humanos. Por isso, o relatório cita causas psicológicas para os problemas de saúde das presas.
O boletim médico de Vera, por exemplo, registra que ela sentia dores pelo corpo, dificuldade de caminhar e tinha febre constantemente. Porém, o diagnóstico afirma que ela estava com uma paralisia nas pernas por problemas psicológicos. Francisca Abigail também passou pelo Hospital do Exército. O prontuário registra que ela tinha depressão neurótica e que não desejava recuperar-se. Mas, para o perito que analisou os documentos, eles provam a existência de tortura.

Para a Comissão da Verdade do Rio, fica evidente o conhecimento destas práticas pelo presidente da república. “Mostra que a cadeia de comando da tortura, do desaparecimento forçado começava no palácio do planalto. O que se passava nos porões, era do conhecimento de Brasília”, disse Wadih Damois, presidente da comissão.

Damois afirmou que, mais do que ter conhecimento das torturas, a presidência do país era favorável a ela. "Ao contrário do que durante tanto tempo a ditadura sustentou que as torturas, quando reconheciam que houve, era resultado de excesso dos porões. Não é verdade. A tortura tornou-se uma política de estado naquela época", destacou.