terça-feira, 2 de dezembro de 2014

A China Aircraft Leasing Group Holdings Ltd (CALC) anunciou que concluiu um contrato de compra de 100 novos aviões Airbus por um montante de cerca de 8,2 mil milhões de euros (10,2 mil milhões de dólares)

A China Aircraft Leasing Group Holdings Ltd (CALC) anunciou que concluiu um contrato de compra de 100 novos aviões Airbus por um montante de cerca de 8,2 mil milhões de euros (10,2 mil milhões de dólares).
De acordo com a Reuters, este contrato está agora sujeito à aprovação dos accionistas da CALC.
Os aviões deverão ser entregues entre 2016 e 2022, sendo financiados por empréstimos bancários, dívida e capital, especificou a companhia aérea chinesa.
Este contrato, anunciado inicialmente a 6 de Novembro, inclui 74 aviões Airbus A320neo, uma versão modernizada do sucesso comercial do A320 de 150 lugares, mas oferecendo em relação a esse modelo poupanças de 15% no consumo de combustível.
Esta versão do Airbus A320neo deverá entrar em funcionamento no final do próximo ano.
A CALC está baseada em Hong Kong e integra um segmento em crescendo de companhias aéreas a funcionar em regime de ‘leasing', focando-se em aviões de médio curso para tentar responder ao superlotado mercado aéreo doméstico.
Segundo as mais recentes previsões da Airbus, a China é o mercado de aviação com maior crescimento a nível mundial, estimando-se que dentro de 10 anos supere os Estados Unidos como o mercado aéreo interno mais ocupado.

Pelé passará por exame na 3a-feira para análise sobre suporte renal

Pelé passará por exame na 3a-feira para análise sobre suporte renal

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014 19:08 BRST
 
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SÃO PAULO (Reuters) - O ex-jogador Pelé será submetido a uma avaliação clínica e laboratorial na manhã de terça-feira para análise da necessidade de suporte renal, informou boletim médico do hospital de São Paulo onde ele está internado há uma semana.
Pelé permanece sob cuidados na Unidade de Terapia Intensiva e continua estável do ponto de vista hemodinâmico e respiratório, segundo os médicos.
"Recebe os antibióticos por via endovenosa e não teve febre. As culturas de sangue e urina permanecem negativas", acrescentou comunicado do Hospital Alberto Einstein na tarde desta segunda-feira.
Pelé, de 74 anos, precisou ser submetido a tratamento de suporte renal na quinta-feira. Os médicos suspenderam temporariamente o tratamento no domingo e farão uma nova avaliação na terça-feira.
O tricampeão mundial com a seleção brasileira tem apenas um rim, após retirar um dos órgãos há "muitos anos", segundo seu assessor pessoal, José Fornos Rodrigues, conhecido como Pepito.
Pelé foi internado no dia 24 de novembro, e exames detectaram uma infecção urinária. Ele já havia sido internado no mesmo hospital em 12 de novembro com dores abdominais e passou por uma cirurgia para a retirada de cálculos no rim, uretra e vesícula, que dificultavam seu fluxo urinário.
Há dois anos, o campeão mundial com o Brasil em 1958, 1962 e 1970 passou por uma cirurgia no quadril.
(Reportagem de Tatiana Ramil)

TIM reafirma que não precisa de acordo com Oi, mas avalia oportunidades

TIM reafirma que não precisa de acordo com Oi, mas avalia oportunidades

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014 18:36 BRST
 
RIO DE JANEIRO (Reuters) - A TIM Participações não tem necessidade de fazer um acordo com a Oi, apesar de estar aberta a analisar "oportunidades de mercado", disse o presidente da operadora Rodrigo Abreu, em meio a especulações de que o mercado de telecomunicações brasileiro poderia sofrer uma consolidação, com redução no número de concorrentes.
"É um processo que segue para nós sem necessidade que algo aconteça. Talvez existam atores no mercado que tenham necessidade de uma grande mudança estrutural, mas certamente não somos nós", disse o presidente da TIM Participações durante evento de telecomunicações no Rio de Janeiro.
A Oi fechou acordo de exclusividade com o grupo de telecomunicações franco-israelense Altice para negociar a venda de seus ativos portugueses, cujos recursos poderiam ser utilizados para uma eventual oferta pela TIM, controlada pela Telecom Italia. A Oi já anunciou que venderia ativos para uma eventual oferta pela TIM.
"Nós avaliamos todas as oportunidades que aparecerem", disse Abreu ao ser questionado sobre essa possibilidade. O executivo frisou, no entanto, que mesmo com a venda dos ativos da Portugal Telecom, a Oi seguirá com nível elevado de endividamento.
"Antes da fusão Oi com a Portugal Telecom, um dos objetivos era criar uma estrutura mais capitalizada, com maior base de ativos e profissionalização de gestão. Na prática, o que a gente vê agora, se for concluído esse processo de venda (dos ativos portugueses), é uma volta a uma situação que já existia há dois anos", disse Abreu sobre a rival.
"Vale lembrar que hoje o índice de alavancagem da companhia (Oi), incluindo Portugal Telecom, é muito, muito alto", disse o executivo.
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, presente ao mesmo evento, afirmou que, por princípio, é contrário a uma consolidação do mercado. Segundo ele, quanto menos concorrência, pior para o consumidor.
"Não remo nessa direção (da consolidação); acho que para o mercado e para o consumidor é melhor ter mais empresas e opções", disse. "Havendo movimento, tem que ser avaliado pelo governo e órgãos de concorrência como Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações)", adicionou.
Por outro lado, Bernardo destacou que se a operação entre Oi e o grupo europeu Altice se realizar, a operadora brasileira terá cerca de 21 bilhões de reais para investir no Brasil. "Vão vender em Portugal e investir no Brasil; isso é fantástico, as empresas já entenderam que para competir é preciso investir", destacou o ministro.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Obama pede US$263 milhões para resposta federal a tumultos em Ferguson

Obama pede US$263 milhões para resposta federal a tumultos em Ferguson

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014 16:51 BRST
 
WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu ao Congresso nesta segunda-feira 263 milhões de dólares para a resposta federal à turbulência dos direitos civis em Ferguson, no Estado do Missouri, e anunciou a criação de uma força-tarefa para estudar como melhorar o policiamento.
O montante deverá ser usado para pagar o uso de câmeras por policiais e ampliar o treinamento dos agentes de segurança. O objetivo é construir confiança entre as comunidades em Ferguson, onde um júri decidiu não indiciar um policial branco que matou a tiros um adolescente negro desarmado.
Obama reuniu uma série de líderes dos direitos civis e vários políticos eleitos e líderes comunitários para discutir como responder ao desafio apresentado pelo impasse racial em Ferguson.
O presidente vai criar uma força-tarefa para discutir o policiamento no século 21 a ser presidida pelo comissário de polícia da Filadélfia, Charles Ramsey, e a professora da Universidade George Mason, Laurie Robinson, uma ex-procuradora-geral-adjunta.
(Reportagem de Steve Holland)

Serra Leoa fica para trás no combate ao Ebola, mas prognóstico é "muito bom"

Serra Leoa fica para trás no combate ao Ebola, mas prognóstico é "muito bom"

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014 20:32 BRST
 
FREETOWN/GENEBRA (Reuters) - Serra Leoa ainda não tem leitos suficientes nos centros de tratamento para isolar pacientes infectados com Ebola, mas no geral, o surto da doença está sendo contido, afirmaram a Organização das Nações Unidas e a Organização Mundial da Saúde nesta segunda-feira.
"A resposta global à crise do Ebola conseguiu reverter esta crise", disse o chefe da Missão de Resposta de Emergência da ONU ao Ebola, Anthony Banbury, a jornalistas em Freetown. "Mas é claro que há lugares que ainda estão em grave crise."
O diretor-geral adjunto da OMS, Bruce Aylward, afirmou que bem poucos leitos estão disponíveis em Serra Leoa, acrescentando que a disseminação geográfica do Ebola na Guiné, onde muitos leitos de tratamento estão concentrados em poucos centros, era "uma preocupação real".
Mas o prognóstico para Serra Leoa, que vai abrir muitas novas instalações nas próximas semanas, é "muito bom", disse ele.
Dois meses atrás, a ONU estabeleceu uma meta de ter 70 por cento das vítimas de Ebola enterrados de forma segura e 70 por cento dos pacientes tratados em leitos de isolamento dentro de 60 dias. Estes dois objetivos são considerados importantes para conter a propagação da epidemia.
Guiné e Libéria atingiram ambas as metas, mas algumas áreas em Serra Leoa ainda não conseguiram, o que, segundo Aylward, sugeria que a propagação da doença continuava nestas regiões.
David Nabarro, que lidera a missão de resposta da ONU para a epidemia de Ebola, disse que a doença estava "recuando em alguns distritos e aumentando em outros. A distribuição muda de semana a semana. E a situação pode piorar de forma inesperada."
"Nosso objetivo fundamental é tentar se certificar de que o Ebola realmente desapareça e não se torne uma realidade de vida das pessoas na África Ocidental ou de qualquer outro lugar do mundo", disse ele.
A OMS disse nesta segunda-feira que 5.987 pessoas morreram de Ebola nos três países da África Ocidental mais afetados pela epidemia: Libéria, Serra Leoa e Guiné.
Esses países possuem dados não confiáveis. A Libéria, por exemplo, adicionou erroneamente 1.000 óbitos nos números mais recentes publicados no fim de semana.
(Reportagem de Umaru Fofana e Tom Miles)

'É troféu para bandido matar policial', diz Beltrame sobre mortes no RJ

01/12/2014 18h47 - Atualizado em 01/12/2014 19h11

'É troféu para bandido matar policial', diz Beltrame sobre mortes no RJ

Secretário de segurança foi entrevistado ao vivo no Jornal da Globo News.
Ele revelou estudo para aperfeiçoar UPPs e negou que projeto vá 'desandar'.

Do G1 Rio
O secretário de segurança pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, afirmou que matar policiais é “troféu para bandidos”, em sua participação na edição das 6h do Jornal da Globo News, nesta segunda-feira (1º). Ele participou do programa após mortes em série de policiais militares no estado, no fim de novembro.
Beltrame assegurou que o programa das UPPs não vai desandar e voltou a afirmar que a segurança pública depende também da ação de outras esferas públicas - como os poderes Legislativo e Judiciário. O secretário disse ainda que está realizando um estudo para aperfeiçoar as UPPs. Segundo ele, a maior parte dos casos de morte de PMs acontece fora do horário de serviço.

“O policial as vezes é descoberto. Historicamente é troféu para bandido matar policial. Isso vem da história do Rio de Janeiro. Esses marginais não têm compromisso nenhum com a vida. Eles veem aquela pessoa como um verdadeiro inimigo”, disse o secretário.
Sobre reuniões com os chefes das polícias Civil e Militar, Beltrame afirmou que elas são para obter informações de futuras áreas de intervenção. Ele explicou ainda que tenta mudar a mentalidade da PM.

“Repito aqui, sou policial, perdi colegas trabalhando. Mas não podemos partir com sangue nos olhos. Se matar e morrer resolvesse problema do Rio de Janeiro, não haveria problema de segurança. Isso diminuiu muito, mas a história das policiais no RJ gerou nos policiais esse ímpeto de reagir. E a facção criminosa também tenta endeusar a arma de fogo”, explicou.

Beltrame afirmou ainda que pretende reforçar com urgências os batalhões do Rio de Janeiro, para melhor o policiamento nas ruas. Sobre a corrupção na Polícia Militar, ele disse apenas que não é um problema exclusivo da corporação.

Nenhuma favela do estado deverá receber uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) até o fim de 2014, também revelou o secretário. Segundo Beltrame, neste período será instalada apenas uma companhia destacada no morro do Banco, no Itanhangá, na Zona Oeste do Rio. Ele explicou que houve uma migração de criminosos para o local, após a ocupação do Conjunto de Favelas do Lins e morro da Covanca.

'Estamos perto de prender os assassinos', diz Pezão
O governador Luiz Fernando Pezão afirmou que a polícia do Rio de Janeiro está perto de prender os assassinos de policiais militares e de um cabo do Exército, também nesta segunda-feira (1º). O governador voltou a afirmar que vai ampliar o efetivo da Polícia Militar.

“Já estamos perto de prender os assassinos. Quero que a sociedade saiba que, da minha parte, cada policial morto representa o aumento do efetivo policial nas ruas. A Polícia não vai sair das ruas. Nada nos fará recuar”, disse Pezão

EUA vão lançar novas diretrizes policiais contra discriminação racial

Agencia EFE
02/12/2014 04h55 - Atualizado em 02/12/2014 04h55

EUA vão lançar novas diretrizes policiais contra discriminação racial

Padrões rigorosos têm como objetivo evitar casos como o de Ferguson.
Anúncio de novas regras foi antecipado pelo secretário de Justiça dos EUA.

Da EFE
O secretário de Justiça dos Estados Unidos, Eric Holder, anunciou nesta segunda-feira (1º) que seu departamento lançará, nos próximos dias, novas diretrizes para evitar a discriminação racial por parte das forças de segurança após a morte do jovem negro Michael Brown por um policial branco em Ferguson, no Missouri.
"As novas diretrizes incorporarão novos padrões rigorosos e salvaguardas sólidas para ajudar a acabar com o perfil racial de uma vez por todas", explicou Holder em um encontro com líderes religiosos e comunitários na igreja batista Ebenezer de Atlanta, no estado da Geórgia.
Manifestante segura botton de apoio a Michael Brown, morto por policial em Ferguson (EUA) (Foto: Atlanta Journal Constitution/AP)Manifestante segura botton de apoio a Michael Brown, morto por policial em Ferguson (EUA). (Foto: Atlanta Journal Constitution / AP Photo)
Holder, o primeiro afro-americano à frente do Departamento de Justiça, teve um papel-chave na pacificação dos protestos de agosto após a morte de Brown e não hesitou em falar com contundência sobre as tensões raciais no país.
Agora, após a nova onda de distúrbios gerada pela decisão judicial do caso Brown há uma semana, Holder se dispõe a viajar por todo o país para participar de encontros comunitários como os de em Atlanta.
"Estamos falando de preocupações que são nacionais e que ameaçam todo o país", disse o procurador-geral diante uma numerosa audiência no mesmo local em que costumava discursar o reverendo e líder da luta pelos direitos civis Martin Luther King.
"Sem um entendimento mútuo entre os cidadãos, cujos direitos devem ser respeitados, e as forças de segurança, que fazem enormes sacrifícios pessoais a cada dia para garantir a segurança pública, não haverá um progresso significativo", comentou Holder.
"Nossos agentes não podem ser percebidos como uma força de ocupação desligada das comunidades às quais servem. Os laços que foram rompidos devem ser restaurados e os que nunca existiram, construídos", acrescentou.
Holder, que condenou a violência de alguns manifestantes em Ferguson, reagiu com tranquilidade quando um grupo de pessoas interrompeu seu discurso ao dizer que 'é uma expressão de preocupação, é através da perseverança dos que protestam pacificamente que chegará a mudança'.
"Quem teria imaginado 50 anos atrás que um homem negro poderia servir como procurador-geral dos EUA, trabalhando para um presidente negro", destacou.
Holder recebeu uma grande ovação ao lembrar que a dupla investigação independente de seu departamento sobre o caso de Michael Brown segue em andamento.
A investigação federal tenta determinar se houve violação dos direitos civis no caso de Brown e, por outro lado, se a polícia local de Ferguson mantém práticas discriminatórias.
O presidente Barack Obama anunciou pouco antes do discurso de Holder uma série de medidas para combater a 'crescente desconfiança' entre os departamentos de polícia locais e as comunidades, especialmente as minorias, algo que considerou 'um problema nacional', e não algo exclusivo de Ferguson.
Obama anunciou que pedirá ao Congresso US$ 263 milhões ao longo de três anos para investir em várias medidas relacionadas com as policiais locais, entre eles US$ 75 milhões para que 50 mil agentes tenham câmeras incorporadas a seu uniforme ou a seu corpo, para gravar suas interações com civis.