terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Quase 90% dos futuros médicos erram ao interpretar mamografia





Pixabay
Um exame aplicado pelo Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) aos alunos recém-formados trouxe resultados alarmantes: 35,4% dos 2.636 participantes da prova não acertaram a nota mínima exigida. A instituição indica que muitos dos novos médicos não souberam interpretar exames corretamente para diagnosticar e tratar diretamente casos considerados básicos de problemas de saúde frequentes. Quase 9 em cada dez alunos (88%) erraram, por exemplo, ao interpretar o resultado de um exame de mamografia.
Cerca de 78% dos recém-formados não acertaram no diagnóstico laboratorial de diabetes mellitus e 75% não conseguiram identificar a conduta correta para um paciente com hemorragia. 60% apresentaram pouco conhecimento sobre doenças parasitárias, como esquistossomose e leishmaniose, ignorando informações como formas de contaminação e veiculação e 54% não conseguiram avaliar o comportamento da frequência cardíaca e pressão arterial durante a gravidez.
“Essa é uma prova de dificuldade média para fácil. Se o médico não sabe fazer um diagnóstico de diabete e câncer de mama, que estão na rotina, é muito complicado. Temos discutido com as escolas de Medicina, que vão receber o resultado”, explica Bráulio Luna Filho, primeiro secretário do Cremesp e coordenador do exame.
O secretário destaca que o Cremesp vai propor um curso de reciclagem do conhecimento médico para proteger a população. “Um indivíduo que não sabe dessas coisas não exerce a Medicina em países como Estados Unidos, Canadá e Portugal”, conta.
Prova
De acordo com a entidade, o exame de 2017 foi o primeiro em dez anos a aprovar mais da metade dos recém-formados em escolas médicas do Estado de São Paulo. O exame foi aplicado em 22 de outubro de 2017 e abrangeu as áreas de clínica médica, clínica cirúrgica, pediatria, ginecologia, obstetrícia, saúde pública, epidemiologia, saúde mental, bioética e ciências básicas. Para ser aprovado, o candidato deveria acertar pelo menos 72 das 120 questões.

Não Se Pode Imaginar O Exército Descendo O Morro, Derrotado Pelos Bandidos








Quando eu era criança, em Santana do Livramento, brincava-se com bolinha de gude. Por influência castelhana chamava-se “jogo de bolita” e era disputado “às brinca” ou “às ganha”. Às brinca jogava-se por diversão; às ganha, pela bolita do adversário. Daí a pergunta: a intervenção no Rio de Janeiro é às brinca ou às ganha?
Não posso sequer imaginar o Exército de Caxias descendo o morro, cabisbaixo, derrotado por homicidas, ladrões, traficantes e estupradores, sob o olhar desesperançado da população. Jamais!

MOTIVOS IDEOLÓGICOS – A reprovação da oposição e movimentos sociais à intervenção no Rio de Janeiro se dá por motivos militares? Motivos policiais? Não. Por insuficiência dos meios em relação aos fins? Tampouco. Ela é determinada pelos motivos ideológicos de costume. São os mesmos que sempre estiveram ao lado da criminalidade. São os mesmos que a percebem como força auxiliar no processo da revolução social com que perfilam seus palanques e tribunas. Deles, em circunstância alguma, se ouviu palavra de reprovação a quaisquer condutas criminosas que não fossem atribuíveis a seus adversários.
Nunca se ouviu dessa esquerda vociferante uma advertência sequer aos bandidos do país. Nos diferentes níveis de governo ou fora deles, governando ou impedindo de governar, legislando ou impedindo de legislar, sempre se alinharam com a justificativa ideológica da criminalidade. Nas comissões de “direitos humanos” dos parlamentos e nos conselhos nacionais, estaduais, municipais e siderais de igual viés, sempre se instalam, constrangendo e recriminando a atividade policial.
CAUSAS DA POBREZA – Trata-se de uma percepção política da Moral. Esse grupo – como reiteradamente tenho comprovado na experiência de décadas de debates – crê com fé religiosa que o capitalismo, o livre mercado e a propriedade privada são as causas da pobreza, das desigualdades sociais e as gêneses de todo mal.
Por mais que a realidade, o presente e a história os contradigam, sustentam que, eliminados tais fatores, não só o mal deixaria de existir, mas a humanidade emergiria num paraíso de amor e paz. Quem acredita nisso conclui que não se deveria criminalizar a conduta de quem conduta diversa não possa ser exigida. Para esses preconceituosos, o pobre em nome de quem dizem falar é um bandido em potencial.
Voilá! A impunidade e seus corolários infiltram-se, por essa fresta, no lado formal, estatal, público, da cadeia produtiva da criminalidade. É um verdadeiro self service de leis brandas, persecução penal constrangida a escalar exaustivas e morosas escarpas recursais, penas mínimas, cadeias de menos, garantias demais, indenizações aos presos, progressões de regime, arrombados semiabertos, “prisões” domiciliares, maioridade aos 18 anos, restrições ao regime disciplinar diferenciado, indultos, ativismo judicial, insegurança jurídica, e o Poder Judiciário atabalhoado entre interpretações contraditórias.
IMPUNIDADE – Quem buscar causas para o vertiginoso crescimento da criminalidade no Brasil se irá deparar, necessariamente, com a impunidade, esse verdadeiro energético aplicado diretamente nas artérias do mundo do crime. Sobre tudo isso, um desarmamento que permite selecionar a vítima com o dedo, assim como se elege o frango assado na vitrine da mercearia.
A criminalidade declarou guerra à nação e as Forças Armadas foram convocadas a intervir. Não posso imaginar o Exército de Caxias descendo o morro em retirada. Nem consigo supor que vá, simplesmente, espanar o morro e espalhar o crime, numa operação que exige aspirador de pó. Impõe-se forte pressão social para que os entraves jurídicos sejam removidos, a bem da segurança de todos e, principalmente das populações usadas como valhacoutos dos barões do crime.

General e equipe de intervenção analisam dados de criminalidade no Rio


Análise dos índices de crimes no Carnaval gerou desconfiança



General e equipe de intervenção analisam dados de criminalidade no Rio
© Beto Barata/PR


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O
general do Exército Walter Braga Netto e a equipe de intervenção federal no Rio de Janeiro estiveram durantes os últimos dez dias analisando planilhas de índices de criminalidade do estado elaboradas por três entidades: o Instituto de Segurança Pública (ISP) do estado, a Fundação Getulio Vargas (FGV) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

De acordo com o jornal O Globo, os militares tinham como objetivo cruzar informações, embora as duas últimas instituições trabalhem com a base de dados da primeira, responsável por compilar e refinar informações extraídas de registros de ocorrências.
A equipe de intervenção elaborou um novo mapa de machas criminais. No entanto, segundo o governo federal, os analistas ainda têm dúvidas se as informações dos registros de ocorrências feitos em delegacias são confiáveis. Além disso, houve contestações em relação à forma como o ISP tipificou parte dos casos.

Braga Netto ficou desconfiado após a divulgação pelo estado, no último dia 16, de uma estatística parcial da criminalidade durante o carnaval. Normalmente, esse tipo de levantamento só é concluído no mês seguinte. Os índices do ISP apontaram um número de roubos a pedestres inferior ao período de folia do ano passado. A estatística parcial aponta que o Carnaval deste ano teve 1.062 registros de roubos a pedestres, contra 1.485 em 2017.
A publicação destaca que a FGV não quis comentar o cruzamento de dados feito pelo comando da intervenção federal. O Fórum Brasileiro de Segurança Pública informou que vem se aprimorando para dar transparência aos dados. O ISP não quis se manifestar.

Frejat reclama e diz que “aliados” estão descumprindo acordo selado





Luiz Xavier/Câmara dos Deputados


Caio Barbieri




Pré-candidato ao Palácio do Buriti pelo Partido da República (PR), o médico Jofran Frejat reclamou da postura de “aliados” ao ameaçarem disputar o comando do governo do DF. De acordo com o ex-secretário de Saúde, em conversa com a coluna nesta segunda-feira (26/2), o pacto firmado com o grupo mais próximo dele seria o lançamento do nome em melhor posição nas pesquisas eleitorais. Mas, conforme informou o político, não é isso que estaria ocorrendo.
“O que vemos é que cada um está indo por um caminho. Isso é descumprimento do acordo selado. Se faz isso agora, imagina quando for governador?”, questionou. Embora Frejat não tenha citado nomes, o recado é destinado ao ex-deputado distrital Alírio Neto (PTB) e ao deputado federal Alberto Fraga (DEM). Ambos mantêm posturas de pré-candidatos à sucessão de Rodrigo Rollemberg (PSB).

Para Frejat, as eleições nem bem começaram e o “fogo amigo” já tem incomodado bastante. “Tenho orado muito. Vamos precisar de proteção”, avaliou.
Sobre os rumores de possível rompimento com o ex-governador José Roberto Arruda(PR), Frejat é categórico ao dizer que tudo não passa de boato: “Arruda é meu amigo e torce por mim”.

Operação da PF dificulta 'plano B' do PT ao Planalto




Ex-governador da Bahia Jaques Wgner, cotado para ser candidato a presidente da República,no Lugar e Lula, é suspeito de receber propina de R$ 82 milhões



postado em 27/02/2018 07:36 / atualizado em 27/02/2018 07:59


Ex-governador da Bahia Jaques Wagner(foto: Joá Souza//Estadão Conteúdo)
Ex-governador da Bahia Jaques Wagner(foto: Joá Souza//Estadão Conteúdo)


São Paulo - A operação da Polícia Federal que atingiu nesta segunda-feira, 26, o ex-governador da Bahia Jaques Wagner impôs mais dificuldades para o PT ter candidato próprio ao Palácio do Planalto. Cotado como possível opção petista na eleição presidencial caso Luiz Inácio Lula da Silva seja mesmo enquadrado na Lei da Ficha Limpa e fique impedido de disputar, Wagner foi indiciado. Ele é apontado em inquérito como destinatário de R$ 82 milhões, em propinas e caixa 2, desviados da obra de reconstrução do estádio da Fonte Nova, em Salvador.


A ação da PF, que chegou a pedir a prisão temporária do ex-governador - não acolhida pela Justiça - e fez busca e apreensão no apartamento dele, deu fôlego novo para o discurso de vitimização do PT. A cúpula petista classificou a Operação Cartão Vermelho como mais um episódio de "perseguição política" ao partido. Nome de maior destaque da legenda no Nordeste - principal reduto eleitoral do partido - Wagner, para alguns petistas, passou a ser considerado carta fora do baralho na disputa pela Presidência.

Diante de um revés atrás do outro, a cúpula do PT ainda não sabe o caminho a seguir. Com o aval de Lula, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad iniciou um movimento para construir a unidade da centro-esquerda na eleição. Coordenador do programa de governo do petista, Haddad jantou recentemente com o pré-candidato do PDT, Ciro Gomes.

O discurso oficial é de que a aliança teria apenas o objetivo de montar projetos de desenvolvimento para o País, mas, na prática, o que uma ala do PT começa a discutir é a viabilidade de uma frente de centro-esquerda sem candidato próprio do partido. Essa ideia, porém, nem de longe conta com a maioria do PT.

Haddad foi criticado por se reunir com Ciro, na casa do ex-deputado Gabriel Chalita (PDT). Em conversas reservadas, dirigentes do PT dizem que o ex-prefeito age para ser vice do pedetista.

As articulações do ex-prefeito, no entanto, têm sido chanceladas pelo próprio Lula. Em conversas reservadas, amigos do ex-presidente já avaliam que ele corre grande risco de ser preso. Não querem, no entanto, que o candidato seja de outro partido. Muito menos que seja Ciro, considerado um "falastrão".

Estranhamento


Wagner também vinculou a operação da PF às eleições. "É no mínimo de se estranhar. Quando a gente chega no ano eleitoral, efetivamente eu sou citado como plano B, acontece o mesmo que ocorreu com o Fernando Haddad, também tido como plano B e também foi aberto inquérito contra ele (Haddad foi indiciado por caixa 2 na campanha à Prefeitura de São Paulo em 2012)", disse.

O ex-governador baiano já resistia à ideia de substituir Lula na chapa. O seu plano sempre foi o de concorrer ao Senado. Nos bastidores, Wagner chegou a dizer que não poderia perder de jeito nenhum essa eleição. Teme ficar sem cargo e sem foro privilegiado.

O comando do PT ainda diz que inscreverá a candidatura de Lula no dia 15 de agosto, mesmo se ele estiver preso. Trata-se de uma estratégia para fazer a defesa política do ex-presidente e do partido. A avaliação na sigla, no entanto, é de que se Lula for preso não terá chance de reverter o quadro para concorrer. É por isso que o Plano B continua sendo tão importante.


Não há acordo, no entanto, sobre o que fazer e a desorientação é geral. Haddad não tem apoio da cúpula para ser o "herdeiro" de Lula, mas o partido pode ser obrigado a bancar a candidatura dele ou a apoiar um nome de fora, mesmo a contragosto.

"Estrategicamente não seria bom para o PT abrir mão de candidatura presidencial própria. Certamente, o modus operandi das eleições de 2014, os escândalos de corrupção e o processo de impeachment serão temas a serem retomados no debate eleitoral em 2018 pelos adversários do partido", disse o cientista político e professor da FGV-SP, Marco Antonio Carvalho Teixeira.

Para o historiador Lincoln Secco, professor da Universidade de São Paulo (USP), a ação contra Wagner não enfraquece o PT no Nordeste já que o atual governador da Bahia, Rui Costa, sucessor de Wagner, é quem comanda a máquina estadual e Lula tem capital político próprio na região. "Wagner era mesmo um nome pronto para substituir Lula", avaliou o historiador.

Rede De Beneficiados Da Família Lula. Lula Tem Um Laranjal Na Família.







O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva prestou depoimento nesta segunda-feira à Polícia Federal (PF) em inquérito que investiga o pagamento pela construtora Odebrecht de uma mesada no valor de R$ 5 mil para o seu irmão Frei Chico. As informações são do G1.
O depoimento, ocorrido na sede da Superintendência da PF em São Paulo, teria durado duas horas. Lula teria negado o pagamento da quantia a seu irmão.

Os executivos da Odebrecht Hilberto Mascarenhas Alves da Silva Filho e Alexandrino de Salles Ramos Alencar, que fizeram acordo de delação premiada, disse que a empreiteira pagou uma espécie de mesada ao irmão de Lula por um período de 13 anos. Os pagamentos, iniciados em 2003, chegaram a R$ 5 mil por mês e eram feitos pelo “prestígio” do irmão do então presidente.
Segundo Alencar, Lula sempre soube dos pagamentos, apesar dos valores serem repassados por uma iniciativa da Odebrecht.

Para Ciro, 'é mais fácil um boi voar do que o PT apoiar alguém'








BELO HORIZONTE - O pré-candidato à Presidência da República pelo PDT, Ciro Gomes, afirmou nesta sexta-feira, 23, à Rádio Itatiaia, de Belo Horizonte, que “é mais fácil um boi voar do que o PT apoiar alguém”. Ciro comentava o encontro que teve com o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), no início da semana.
O pré-candidato pedetista disse que “Lula e o PT” precisam entender o momento nacional em relação à condenação em segunda instância do ex-presidente no caso do triplex no Guarujá (SP). “Todo mundo sabe que os tribunais não vão deixar o Lula registrar a candidatura por causa da Ficha Limpa”, disse Ciro, acrescentando que, mesmo assim “Lula vai registrar e aí começa com o negócio que a gente sabe: liminar de juiz acolá, puxadinho jurídico pra acolá”.
Segundo o pedetista, “um país com 206 milhões de bocas não pode ficar refém dessa miudice política. O Brasil está acima de todos nós”. Na entrevista, Ciro falou ainda sobre a possibilidade de prisão do ex-presidente, condenado pelo juiz federal Sérgio Moro, de Curitiba, com sentença confirmada e ampliada pelos desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4).
“Sofro com a ideia de um presidente, a quem tanta gente quer bem, merecidamente, mesmo repudiado e odiado, ser preso porque teria feito besteira ao redor de um triplex cafona numa praia de São Paulo”, disse Ciro.