sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

“Se houver necessidade é para partir para o confronto”, diz Temer




O presidente afirmou que objetivo dos militares é dar apoio aos policiais, mas, diante de confronto segurança não deve ficar “impune”



Michael Melo/Metrópoles




O presidente Michel Temer disse nesta sexta-feira (23/2) que no decreto de intervenção na segurança do Rio de Janeiro há salvaguarda na questão de julgamento dos militares. Segundo Temer, o objetivo dos militares é dar apoio aos policiais, mas “se houver confronto entre um marginal, um bandido armado e um militar, ele não vai deixar a segurança ficar impune”. “Esperamos que não aconteça. Se houver necessidade e for necessário é para partir para o confronto”, destacou Temer, em entrevista à Rádio Bandeirantes.
Segundo Temer, o julgamento de militares, conforme prevê a Lei, acontecerá na justiça militar e destacou que o papel deles é de apoio. O presidente disse que o interventor vai comandar a polícia militar, a civil e terá também à disposição as Forças Armadas. “Não significa que só as Forças Armadas vão operar”, afirmou, reiterando que as tropas “estarão preparadas para essa administração”.

O presidente fez questão de ressaltar que a ideia da intervenção não é agredir os Direitos Humanos e salientou que no ministério da área está sendo criado um grupo para acompanhar as ações no Rio. “Se não me engano, no Ministério Publico também vão acompanhar”, afirmou.
Temer citou que nesta sexta-feira o general Braga Netto pediu que mais de 3 mil militares afastados voltem a executar as suas funções. “Já é um grupo que vai voltar para a ação da segurança pública. Isso tudo é fruto da intervenção”, declarou.
Sobre o monitoramento em comunidades carentes, Temer disse não se tratar de ocupação e sim de “inspeções”. “Tenho certeza que apoiadas pelos moradores das favelas”, afirmou. “O que não se podia suportar mais é crianças morrendo com balas perdidas, jovens, soldados e as escolas fechadas”, exemplificou.
Mandado coletivo. Em relação a polêmica em torno da possibilidade de se conseguir mandados coletivos, o presidente afirmou que será analisado “caso a caso” e em casos extremos. “Se houver amparo legal (Pode haver mandado coletivo)”, disse o presidente, afirmando que é preciso desburocratizar essa questão dos mandados.

Pesquisa Encomendada Pelo Governo Mostra Que, No Rio, 84% Dos Entrevistados Aprovam Intervenção Na Segurança








Pesquisa Ibope encomendada pelo governo Michel Temer mostra que, no Rio de Janeiro, 84% dos entrevistados aprovam a intervenção na segurança pública decretada pelo presidente na semana passada.
O levantamento foi feito por telefone, com 600 entrevistas, nos dias 21 e 22 de fevereiro. A margem de erro é de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos.

O resultado apenas no Rio de Janeiro é muito semelhante ao da pesquisa feita pelo instituto na semana passada, no dia 16 de fevereiro, em todo o país, no mesmo dia em que foi anunciada a intervenção na segurança pública.
No levantamento nacional, com 1,2 mil entrevistas, 83% dos pesquisados apoiaram a decisão tomada pelo presidente.
No Rio, 10% desaprovaram a intervenção na segurança do estado, enquanto 6% não responderam ou disseram que não têm opinião sobre o assunto ainda. No país, a taxa de desaprovação foi de 12%.
A pesquisa também questionou os entrevistados sobre a criação do Ministério da Segurança Pública. Segundo o levantamento feito apenas no Rio, 58% dos pesquisados disseram aprovar a iniciativa do presidente, enquanto 23% desaprovaram.
Temer prometeu anunciar, até a próxima segunda-feira (26), o nome do ministro extraordinário da Segurança Pública.
O governo Temer decidiu mudar sua estratégia de administração neste início de ano, passando a focar no tema do combate à violência no país. Além da intervenção no Rio, anunciou a criação do Ministério da Segurança Pública.
A correção de rumo veio na semana em que o Palácio do Planalto jogou oficialmente a toalha na reforma da Previdência, admitindo que não conseguiu o número de votos necessários para aprovar a proposta.
A intervenção no Rio, por sinal, passou a impedir a votação de emenda constitucional, que é o caso da reforma da Previdência, mas mesmo sem ela o governo não teria como votar e aprovar a mudança nas regras de aposentadoria no país.
Adversários e até aliados, neste caso reservadamente, disseram que a intervenção foi uma medida visando recuperar a imagem do presidente no ano da campanha eleitoral. O presidente Michel Temer negou e disse que não é candidato à reeleição, mas assessores disseram durante a semana que o emedebista pode vir a disputar a eleição.
A pesquisa do Ibope faz parte de levantamentos feitos para o governo. Nela, há também perguntas sobre a avaliação do governo, mas os dados não são comparáveis porque uma é nacional e a outra estadual.
No país, apenas 7% afirmam que o governo é ótimo ou bom, número acima de outros levantamentos porque o feito para o governo é por telefone.
No Estadual, esse percentual sobe para 13%, lembrando que a pesquisa no Rio foi feita nesta semana; a do país foi na passada.

Fachin Prorroga Prazo Para Conclusão De Inquérito Sobre Maia E Seu Pai








ministro relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, prorrogou por mais 60 dias o prazo para a conclusão do inquérito que investiga o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e seu pai, o vereador e ex-prefeito do Rio de Janeiro Cesar Maia.
Os dois são investigados por terem supostamente solicitado e recebido da empreiteira Odebrecht vantagens indevidas entre 2008 e 2013 para auxílio em campanhas eleitorais. Fachin determinou que os autos sejam enviados “à autoridade policial, pelo prazo de 60 dias, para a execução das diligências apontadas e outras que sejam úteis à conclusão das investigações”.

A decisão do relator foi tomada após parecer enviado ao Supremo pela procuradora-geral da República (PGR), Raquel Dodge, que afirmou restarem diligências pendentes. “Em seu pedido, a autoridade policial indicou como indispensáveis as oitivas do deputado federal Rodrigo Maia, do vereador Cesar Maia e seu ex-assessor João Marcos Cavalcanti. Portanto, a solicitação da autoridade policial merece acolhida”, disse Dodge, em parecer.

O caso
Um dos colaboradores ouvidos pela Polícia Federal, Benedicto Barbosa da Silva Junior, ex-diretor de Infraestrutura da Odebrecht, declarou que Maia solicitou R$ 350 mil como forma de contribuição para campanha eleitoral de 2008. No entanto, nem Maia nem seu pai foram candidatos na eleição daquele ano.
Em 2010, Maia procurou Benedicto e solicitou um repasse financeiro, tendo como pano de fundo a campanha de seu pai. Foi autorizado o “pagamento de R$ 600 mil, dos quais já se encontrou comprovantes de pagamento de R$ 400 mil, realizado pelo Setor de Operações Estruturadas”, conhecido como o “setor de propinas” da empreiteira.
No pedido de instauração de inquérito ao ministro relator da Lava Jato, o então procurador-geral da República Rodrigo Janot avaliou que o presidente da Câmara dos Deputados teria supostamente praticado os crimes de corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro.

Em 5 anos, dobra o número de pessoas que desistem de procurar emprego



Índice é o maior já registrado desde o início da série histórica, em 2012, quando 1,9 milhão eram considerados desalentadas

Em 5 anos, dobra o número de pessoas que desistem de procurar emprego


Notícias ao Minuto Brasil
HÁ 2 HORAS POR FOLHAPRESS
ECONOMIA PESQUISA

número de pessoas que perderam a expectativa de conseguir um emprego e desistiram de procurar uma vaga de trabalho - chamados pelo IBGE de desalentados - dobrou nos últimos cinco anos.


Segundo dados da PNAD Contínua, divulgada nesta sexta-feira (23) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o total de pessoas em desalento chegou a 4,3 milhões de pessoas no final de 2017.
Esse é maior número já registrado desde o início da série histórica, em 2012, quando 1,9 milhão eram considerados desalentadas. No fim de 2016 o número era de 3,8 milhões.
A população desalentada é, segundo o IBGE, aquela fora da força de trabalho por não conseguir trabalho, não ter experiência, ser muito jovem ou idosa ou ainda não ter encontrado trabalho na localidade. Se tivessem conseguido trabalho, eles estariam disponíveis para assumir a vaga.
"A causa disso pode ser o ambiente econômico, que coloca muita gente na rua desempregada e desestimula a procura por emprego", afirmou o coordenador do IBGE, Cimar Azeredo.
A taxa de desalento no no final de 2017 representava 3,9% da força de trabalho ampliada do Brasil. Do total nacional, 59,7% estavam no Nordeste (2,6 milhões de pessoas). Entre os Estados, os maiores contingentes estão na Bahia (663 mil) e Maranhão (410 mil).
"Você tem concentração grande de desempregados no Nordeste. A falta de oportunidade é maior lá", afirmou Azeredo, acrescentando que, na região, há também os maiores índices de pobreza e analfabetismo.
SUBEMPREGO
O Brasil terminou o ano passado com 26,4 milhões de subempregados. A taxa de subutilização no quarto trimestre foi de 23,6% o que representou uma queda na comparação com o trimestre anterior (23,9%) e um aumento ante o quarto trimestre de 2016 (22,2%).
A taxa de subutilização do trabalho considera os desocupados, subocupados que trabalham menos de 40 horas semanais e os que fazem parte da força de trabalho potencial.
Na média anual, a taxa de subutilização da força de trabalho foi de 23,8% em 2017, o que corresponde a 26,5 milhões de pessoas.
Os estados que apresentaram as maiores taxas de subutilização da força de trabalho no quarto trimestre foram: Piauí (40,7%). Bahia (37,7%), Alagoas (36,5%) e Maranhão (35,8%). As menores ficaram em Santa Catarina (10,7%), Mato Grosso (14,3%), Rio Grande do Sul (15,5%) e Rondônia (15,8%).
Em 2017, a taxa desemprego no país fechou o último trimestre de 2017 em 11,8%. Com isso, a taxa média anual passou de 11,5% em 2016 para 12,7% em 2017, a maior da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012.
COR
A participação da população preta no contingente de pessoas desocupadas aumentou de 9,6% em 2012 para 11,9% em 2017.
O contingente de desocupados no Brasil era de 6,7 milhões de pessoas em 2012 e em 2017 subiu para 12,3 milhões. Em 2012, os pardos representavam 52,4%; seguido dos brancos com 37,5% e dos pretos com 9,6%. No quarto trimestre de 2017, a participação dos pardos caiu para 51,9%; a dos brancos reduziu para 35,6% e dos pretos subiu para 11,9%.
NORTE
Apenas a Região Norte apresentou expansão do emprego com carteira de trabalho assinada na iniciativa privada. O crescimento, na comparação com o quarto trimestre do ano anterior, foi de 59,4% para 61%.
No quarto trimestre de 2017, 75% dos empregados do setor privado (exceto trabalhadores domésticos) tinham carteira de trabalho assinada, 1,4 ponto percentual a menos que no 4º trimestre de 2016. Com informações da Folhapress.



PIXULECO? CONTRATO COM ADVOGADO DE LULA GEROU PAGAMENTOS DE MAIS DE 32 MILHÕES








O ex-diretor regional do Sesc Júlio César Gomes Pedro disse que “os valores astronômicos” gastos por Orlando Diniz com escritórios de advocacia “começaram com a contratação do escritório de Roberto Teixeira”.
Ao corroborar o depoimento de Danielle Paraíso, Gomes disse ainda que Teixeira prometeu resolver o “problema político de Orlando, como um acordão”.

Segundo ele, o advogado e compadre de Lula não conseguiu resolver o problema em 15 dias e passou a “exigir que fossem contratados outros escritórios”. Quando Gomes deixou o cargo, “o contrato com Roberto Teixeira já havia gerado pagamentos de mais de R$ 32 milhões”.

LAVA JATO TOFFOLI, GLEISI E PAULO BERNARDO, O TRIÂNGULO CRIMINOSO



Da Redação

23/02/2018




O Antagonista apurou que o ministro do STF, Dias Toffoli engavetou o pedido do delegado da PF, Hiroshi Ishida para ouvir a Gleisi Hoffman no caso em que ela e o marido Paulo Bernardo são investigados por receberem propina de contratos da empresa Consist com o ministério do Planejamento. Toffoli, um dos principais guardiães da criminalidade no judiciário diz ter acreditado na palavra de Paulo Bernardo que lhe declarou: “Sou corno, mas não sou ladrão!”
Há controvérsias, muitas pessoas afirmam que o ex-ministro de Lula disse apenas uma meia verdade.

PF conclui e anexa perícia de sistemas da Odebrecht à ação contra Lula



Documento de 321 páginas avaliou os programas de computador Drousys e My Web Day, que serviam, entre outras coisas, para que os funcionários da empreiteira discutissem o pagamento de propinas a agentes públicos



PF conclui e anexa perícia de sistemas da Odebrecht à ação contra Lula


© Ricardo Moraes / Reuters

HÁ 38 MINS POR NOTÍCIAS AO MINUTO
POLÍTICA LAVA JATO

A perícia realizada nos sistemas de comunicação usados por executivos da Odebrecht, o Drousys e o My Web Day, foi concluída pela Polícia Federal e o laudo anexado à ação penal que investiga a compra de um terreno em São Paulo, e de um apartamento em São Bernardo do Campo, no prédio onde vive o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O documento, que tem 321 páginas, deu entrada no sistema da Justiça Federal nesta sexta-feira (23), às 14h46. A análise do material foi feito a mando do juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato em primeira instância.
Conforme o portal G1, os programas de computador serviam, entre outras coisas, para que os funcionários da empreiteira discutissem o pagamento de propinas a agentes públicos.
De acordo com denúncia do Ministério Público Federal (MPF), nesse processo, Lula é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Outras oito pessoas foram denunciadas, entre elas Marcelo Odebrecht, ex-presidente do grupo Odebrecht.
Segundo os procuradores, Lula participou de um intricado esquema para desviar entre 2% e 3% dos valores de contratos assinados entre a Odebrecht e a Petrobras. A cifra total dos desvios ultrapassaria R$ 75 milhões. As informações são da Agência Brasil.
O dinheiro foi usado para pagar propina aos partidos PT, PP e PMDB, além de promover o enriquecimento ilícito do ex-presidente, escreveram os procuradores. Os contratos foram firmados pelas diretorias de Abastecimento e Serviços da Petrobras, ocupadas por Paulo Roberto Costa e Renato Duque, respectivamente.
Em troca da propina, Lula teria loteado cargos públicos com o intuito de garantir apoio parlamentar para a nomeação dos dois diretores.
Uma das formas do ex-presidente receber a propina se deu por meio da compra e manutenção da sede do Instituto Lula, em São Paulo, pela Construtora Norberto Odebrecht, segundo os investigadores. O negócio, de mais de R$ 12 milhões, teria sido fechado com a intermediação do ex-ministro Antonio Palocci e de seu assessor, Branislav Kontic, também denunciados.
Cobertura custou R$ 504 mil
A denúncia afirma ainda que uma cobertura vizinha à que Lula mora em São Bernardo do Campo foi comprada pela Odebrecht por R$ 504 mil e dada ao ex-presidente. Nesse caso, quem teria atuado como testa de ferro no negócio seria Glaucos da Costamarques, parente de José Carlos Bumlai, pecuarista que é amigo de Lula.
O advogado de Lula, Roberto Teixeira, e a ex-primeira-dama Marisa Letícia também foram denunciados por participação no esquema.
“A denúncia foi elaborada com base em depoimentos, documentos apreendidos, dados bancários e fiscais bem como outras informações colhidas ao longo da investigação, todas disponíveis nos anexos juntados aos autos”, disseram os procuradores.
O ex-presidente nega as irregularidades.