domingo, 4 de fevereiro de 2018

Contagem Regressiva!! Supremo Se Prepara Para Julgar Gleisi Hoffmann








Três anos depois de receber os primeiros inquéritos da Operação Lava-Jato, o Supremo Tribunal Federal (STF) se prepara para bater o martelo sobre os primeiros processos. O relator do caso, ministro Edson Fachin, quer marcar ainda para este semestre o julgamento da senadora paranaense Gleisi Hoffmann, a presidente do PT, e do deputado Nelson Meurer (PP-PR). O veredicto será dado pelos cinco ministros da Segunda Turma da Corte.
Na sexta-feira, Fachin enviou o processo para o colega Celso de Mello, que é o ministro revisor da Lava-Jato. Ele tem a responsabilidade de analisar o caso mais detidamente que os outros integrantes da Segunda Turma e votar logo depois do relator. Assim que o decano do STF elaborar o voto, Fachin poderá agendar o julgamento. Os dois ministros já alinharam que o caso ficará por pouco tempo no gabinete do revisor.


RETA FINAL – Os dois processos foram escolhidos porque já estão praticamente concluídos. O caso de Gleisi é o mais adiantado e, portanto, deve ser julgado antes. A investigação contra a petista chegou ao STF na primeira leva de inquéritos da Lava-Jato, em março de 2015. Em setembro do ano seguinte, os ministros da Segunda Turma aceitaram a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e transformaram o inquérito em ação penal. Também são réus no mesmo processo o marido dela, o ex-ministro Paulo Bernardo, e o empresário Ernesto Kugler.
As investigações começaram com as delações premiadas do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. Segundo os delatores, Paulo Bernardo pediu R$ 1 milhão a Paulo Roberto para abastecer a campanha da mulher ao Senado em 2010. O dinheiro teria sido entregue por um intermediário de Youssef a Ernesto Kugler, um empresário ligado ao casal. A quantia teria sido repassada em quatro parcelas de R$ 250 mil.
FALTAM PROVAS – Embora os ministros tenham concordado em abrir a ação penal, numa decisão unânime, parte dos juízes pontua que, durante as investigações, foram reunidas poucas evidências dos supostos crimes atribuídos à presidente do PT. Dois ministros do tribunal, ouvidos pelo Globo na condição do anonimato, avaliaram que faltam evidências do cometimento dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Nas alegações finais entregues ao STF, os advogados dos réus alegaram inocência. A defesa de Gleisi apontou falhas nas delações premiadas que deram origem ao processo e disse que as provas levantadas não corroboram os depoimentos dos colaboradores. Lembrou que, em 2010, quando teriam ocorrido os pagamentos ilícitos, ela ainda não tinha cargo público e não gozava da “proeminência” que viria a ter. Também destacou que a presidente do PT nunca fez nada para favorecer o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.
FAMIGLIA MEURER -O segundo julgamento final da Lava-Jato no STF este ano deve ser o do deputado Nelson Meurer (PP-PR). O parlamentar é processado junto com os dois filhos, Nelson Meurer Junior e Cristiano Augusto Meurer. Eles respondem por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Segundo as investigações, Paulo Roberto Costa e a cúpula do PP receberam, entre 2006 e 2014, R$ 357,9 milhões em recursos desviados de contratos de empreiteiras com a estatal. Um dos maiores beneficiados com o esquema de desvios foi Meurer. No período, ele teria recebido R$ 29,7 milhões.
Segundo a denúncia apresentada pela PGR, Meurer também obteve, em 2010, “repasses extraordinários” para financiar sua campanha à reeleição na Câmara dos Deputados. Por meio de Youssef, teriam sido entregues R$ 4 milhões em espécie ao deputado. Além disso, a construtora Queiroz Galvão transferiu R$ 500 mil a Meurer em dois repasses. Para a PGR, tratava-se de “propina disfarçada de doação eleitoral oficial”. Os dois filhos do deputado teriam contribuído para o recebimento do dinheiro e, por isso, também foram denunciados.
OUTRAS AÇÕES – Além das ações penais de Gleisi e Meurer, há apenas outros quatro processos da Lava-Jato tramitando no STF. Os outros réus são os senadores Valdir Raupp (PMDB-RO) e Fernando Collor (PTC-AL) e os deputados Aníbal Gomes (PMDB-CE) e Vander Loubet (PT-MS). Esses processos ainda não estão concluídos e, portanto, sem previsão de quando serão julgados.
Além das ações penais, Fachin é relator de vários inquéritos, que é uma etapa anterior à ação penal. Por exemplo, há inquéritos sobre os senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Renan Calheiros (PMDB-AL). Um balanço de outubro de 2017, feito por Fachin, indicava a existência de 80 inquéritos com origem na Lava-Jato em seu gabinete. De lá para cá, a operação rendeu ainda mais quatro inquéritos na Corte.







Ministro De Temer Comprou Mansão De R$ 7.6 Milhões Em Brasília E Ainda Recebe Auxílio-Moradia







Um dos homens mais ricos do Brasil é ministro no governo Michel Temer. Alexandre
Baldy pode parar de trabalhar e viajar o mundo inteiro que o seu dinheiro não acaba.
Baldy é um industriário bem sucedido. No campo político está filiado ao ‘PODEMOS’.
Foi eleito deputado federal por Goiás.

O salário de parlamentar não passa perto do
que ele ganha como homem de negócios. Entretanto, Baldy quer mais!
Dono de uma mansão em Brasília, no Lago Sul, que adquiriu por R$ 7,6 milhões, o
ministro conta mensalmente com uma ajudinha do governo. O auxílio-moradia cai
fielmente em sua conta.
Segundo reportagem, o apartamento que é pago para fins funcionais não recebe a
visita de Baldy faz muito tempo. O local é frequentado por assessores que
indiretamente acabam sendo beneficiados pelo auxílio-moradia do parlamentar.
A Lei Federalproíbe,masquemcumprealei?
Lei federal que trata de ajuda para moradias a ministros veda o recebimento de
benefício por aqueles que têm imóvel próprio na capital federal.
Baldy alega que o apartamento foi devolvido, mas até o dia 02 de fevereiro a Câmara
dos Deputados informou que o imóvel ainda não havia sido entregue pelo ministro.


Encontro estranho envolve Lula e general fala em acerto de contas







Presidente do Clube Militar não poupou críticas a Lula e citou punição exemplar.
O presidente do Clube Militar, general Gilberto Pimentel, escreveu um artigo com o nome de “Ponto de Inflexão” e defendeu uma punição forte e exemplar contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com o general, Lula é o grande responsável e a figura principal dessa #Corrupção que acabou exterminando os cofres públicos.
Segundo o artigo do general, as decisões contra Lula serão importantíssimas para que a Justiça siga o caminho rumo aos outros corruptos, independente de qualquer partido. Os outros corruptos serão julgados da mesma forma que Lula e isso será um grande passo dado pela Justiça brasileira.
O site “O Antagonista” relatou encontros estranhos que dão a entender que algo está sendo feito para que Lula fique livre da prisão.
O ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, teve uma breve conversa com Fernando Henrique Cardoso e de acordo com o site, eles estariam tentando negociar uma forma de Lula renunciar a candidatura, porém não ser preso. O PSDB ajudaria nesse fato.
A intenção dos tucanos seria que o senador Aécio Neves não seja punido da mesma forma que o petista. Um ajudando o outro para todos se livrarem da cadeia.
Punição
Pimentel também afirmou que uma punição branda ou mesmo articulações que livrem o petista de pagar por seus erros poderá ser considerado uma tragédia na nossa história. Os juízes devem aproveitar o momento para dar um golpe mortal na corrupção.
Em seu artigo, o oficial também destacou que já está mais do que provado os erros cometidos pelo ex-presidente e agora, esse fato já não é nem mais discussão.
Corrupção
Vários outras condenações estão por vir e muitos outros políticos viverão o drama de Lula. Pensar no líder do PT como um candidato à Presidência da República já é algo totalmente desconexo das leis brasileiras. Um condenado não pode dirigir uma Nação.
Pimentel também ressaltou que um condenado não pode ter voz diante das Forças Armadas, que sempre trabalham com a disciplina e o cumprimento das Leis.
O general lembrou que ainda existem muitas pessoas que não conhecem o mal que Lula causou ao País praticando a corrupçã. O seu governo foi um dos principais em montar organizações criminosas que acabaram com estados e deixaram as pessoas em situações críticas, sem o mínimo direito à saúde por exemplo.
Punir Lula com uma Justiça severa é o mesmo que começar a acertar as contas com outros que praticaram os mesmos crimes.

‘Receoso’, Lula simulou ‘greve de fome’, mas foi descoberto agindo às escondidas



De acordo com relatos de petistas, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a demonstrar que estaria fazendo uma ‘greve de fome’. 

Com a iminência de que possa ocorrer a decretação de uma solicitação de prisão do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, novas revelações passaram a vir à tona, principalmente, através de correligionários do ex-mandatário do país e por parte de pessoas ligadas ao próprio Partido dos Trabalhadores (PT).

Vale lembrar que o ex-presidente Lula responde a crimes relacionados à Corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O mesmo havia sido sentenciado a mais de nove anos e meio de prisão em regime fechado, por meio de julgamento na primeira instância no âmbito das investigações da força-tarefa da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, considerada a maior operação anticorrupção já deflagrada em toda a história contemporânea do Brasil e vista como uma das maiores em todo o mundo, conduzida pelo juiz Sérgio Moro, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná.

Entretanto, a após tomada a decisão pelo magistrado paranaense em primeiro grau, em relação à propriedade de um imóvel luxuoso atribuído a Lula, na cidade de Guarujá, litoral sul do estado de São Paulo e obtido por meio de recursos ilegais provenientes dos cofres públicos da maior estatal brasileira; a Petrobrás, através de repasses feitos por empreiteiras envolvidas no mega esquema de corrupção do “Petrolão” e que acabaram beneficiando o petista, a situação se complicou ainda mais para o ex-presidente. Já sob tramitação em segunda instância, no Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4), Lula teve confirmada a sua condenação a mais de doze anos e um mês de prisão nesse processo respectivo, em prisão de caráter fechado. Os votos pela confirmação da condenação do petista foram unânimes, proferidos por três desembargadores federais do tribunal de segunda instância: João Pedro Gebran Neto (relator da Operação Lava Jato na Corte), Leandro Paulsen e Victor dos Santos Laus.
Tentativa de ‘ludibriar’ a opinião pública
Com o propósito cada vez mais evidente, na tentativa de “ludibriar” a opinião pública e a sociedade civil organizada, alguns petistas espalharam, de modo intenso e até nas redes sociais, de que o ex-presidente Lula poderia iniciar uma possível “greve de fome”, se vier a ser preso, devido à sua condenação já confirmada no Tribunal de segunda instância, relacionada às práticas criminosas de lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

Entretanto, um dos líderes fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT), durante o período da década de 1980, Zé Maria, hoje candidato permanente à Presidência da República pelo PSTU, afirmou que naquela ocasião, durante a circunstância histórica daquele momento, alguns sindicalistas que se encontravam presos decidiram realizar uma suposta “greve de fome”. O mais intrigante é que um dos detidos, o ex-presidente Lula, havia “furado” essa suposta greve, já que o mesmo “recebia barras de chocolate e comia às escondidas” , o que acabou se tornado uma grande “decepção”, conforme relatos do sindicalista Zé Maria ao blog do sociólogo Ricardo Almeida Santos.

Ibaneis desiste de concorrer ao Buriti e reforça candidatura de Frejat






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DANIEL CARDOZO/METRÓPOLES
DANIEL CARDOZO/METRÓPOLES


Caio Barbieri



No jogo de xadrez que se se transformou a formação de alianças para a disputa pelo comando do Palácio do Buriti este ano, uma movimentação de peças pode mudar os rumos da escolha dos candidatos. O advogado Ibaneis Rocha (MDB) desistiu de concorrer ao GDF. A decisão, de acordo com ele, foi tomada depois que o ex-secretário de Saúde Jofran Frejat (PR) teria garantido a ele que seria candidato.
“Não sou político profissional. Minha disposição de me candidatar sempre foi mais para dar um rumo para o nosso grupo. Hoje, percebo que a oposição está unida e consolidada em torno do nome do Frejat”, 


O anúncio, neste domingo (4/2), ocorre quatro dias depois de uma reunião na casa do presidente do DEM, deputado federal Alberto Fraga, no Lago Norte. Participaram do encontro Jofran Frejat, o deputado federal Izalci Lucas (PSDB), o ex-distrital Alírio Neto (PTB) e o ex-vice-governador Tadeu Filippelli (MDB).
Ao Metrópoles, Frejat disse que ficou extremamente lisonjeado com a atitude do emedebista e que demonstra um passo importante na consolidação de uma chapa unida em torno do mesmo objetivo. “O nosso trabalho tem sido agregar nomes importantes para o Distrito Federal para uma composição majoritária dos que esperam o melhor para Brasília”, afirmou.
Ibaneis Rocha contou que, agora, trabalhará para tentar a viabilidade de se candidatar ao comando do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que terá eleições apenas no ano que vem. No entanto, ressalta, as escolhas dos conselhos estaduais é neste ano e o resultado desse pleito é fundamental para que os presidentes estaduais eleitos reforcem a viabilidade do nome dele em uma chapa nacional.
Sobre a palavra “desistência”, o advogado prefere dizer que apenas fez um gesto de disposição para unir ainda mais o grupo. “Continuo filiado ao MDB e pronto para trabalhar em qualquer local que o nosso presidente me pedir. Temos todos um único objetivo”.
O anúncio movimenta o domingo na política local, um dia depois de o Partido dos Trabalhadores definir que terá candidatura própria ao GDF. Até agora, o único pré-candidato certo para concorrer ao Palácio do Buriti é o governador Rodrigo Rollemberg (PSB). Em entrevista ao Metrópoles no início do ano, ele confirmou a disposição de disputar mais um mandato.

Lula Pede A Moro Para Desbloquear Dinheiro Da Herança De Marisa Letícia









O espólio da ex-primeira-dama Marisa Letícia, por meio do ex-presidente Lula, requereu ao juiz federal Sérgio Moro, da Operação Lava Jato, o ‘imediato’ desbloqueio de bens. A solicitação foi feita em 16 de janeiro.

Segundo a defesa, as medidas de bloqueio determinadas por Moro ‘acabaram por atingir, indevidamente, bens que não integram o patrimônio do ora inventariante (Lula)’. Em manifestação ao juiz, o advogado Cristiano Zanin Martins, que defende Lula, anotou que o ex-presidente e Marisa eram casados em regime de comunhão universal de bens e que ‘todos os bens dos cônjuges são comuns, ou seja, tanto os bens presentes no momento da celebração do casamento, como os adquiridos na constância da união, pertencem a ambos os cônjuges’.
Em fevereiro do ano passado, a mulher do ex-presidente, Maria Letícia, morreu vítima de um AVC.
O pedido de bloqueio foi feito pelo Ministério Público Federal em 4 de outubro de 2016. O juiz da Lava Jato ordenou o confisco em 19 de julho de 2017. O Banco Central congelou R$ 606.727,12 de quatro contas de Lula, três apartamentos e um terreno, todos os imóveis em São Bernardo do Campo, grande São Paulo, e também dois veículos. O bloqueio dos imóveis do petista atingiu ‘a parte ideal de 50% correspondente à meação’.

Além destes bens e valores, Lula teve seu plano de previdência BrasilPrev, do Banco do Brasil, também confiscado no montante de R$ 9 milhões. Parte do valor, R$ 7.190.963,75, é relativo a um plano empresarial da LILS (empresa de palestras do petista) e o outro, R$ 1.848.331,34, se refere a um plano individual.
Zanin Martins requereu ‘o imediato levantamento de bloqueios referentes a bens e valores em meação, ou seja, a metade dos ativos financeiros bloqueados e já transferidos para conta judicial vinculada ao juízo, bem como daqueles bloqueados junto à BrasilPrev Seguros e Previdência S.A e dos dois veículos constritos’.

“Este juízo também se encontra plenamente ciente de qual regime de bens regia o matrimônio do 
inventariante e a Sra. Marisa Letícia Lula da Silva (comunhão universal de bens). Tanto é assim que, ao menos com relação aos bens imóveis, foi determinado que se observasse a meação pertencente ao espólio referente à sucessão, quando da determinação do ilegal sequestro. Todavia, igual cuidado não foi adotado em relação à decretação de bloqueio judicial de valores existentes em nome do inventariante junto a instituições financeiras, ou seja, não fora determinado que se observasse a meação pertencente ao espólio sucessório”, afirmou o defensor.

De acordo com o advogado, o juiz deveria ter determinado que os valores das contas bancárias de Lula e de suas aplicações também fossem bloqueados até 50%. Ou seja, ‘que fosse respeitada a meação pertencente ao espólio da Sra Marisa Letícia Lula da Silva’, argumenta a defesa.

“A integralidade da herança da de cujus não é composta somente daqueles bens que, indubitavelmente, se encontravam em seu nome, mas também da metade do patrimônio do inventariante (Lula), por força do regime marital da comunhão universal de bens, o que engloba, consequentemente, os valores existentes nas contas bancárias de sua titularidade”, argumenta a defesa.

Amigo De Temer Adia Depoimento Há 8 Meses










O coronel aposentado da Polícia Militar de São Paulo e amigo do presidente Michel Temer João Baptista Lima Filho conseguiu adiar, ao longo de oito meses, as tentativas da Polícia Federal de ouvi-lo no inquérito que apura supostas irregularidades em decreto do setor portuário.
O interrogatório é importante para esclarecer, entre outras coisas, suspeitas sobre papéis apreendidos na casa e na empresa do coronel, um deles com referência a uma obra num imóvel de uma filha de Temer, e mensagens de celular enviadas por


Nos últimos meses Lima Filho, que tem 74 anos, apresentou pelo menos três atestados médicos para dizer que não tem condições de ir à PF para prestar depoimento.
O primeiro atestado é datado de 29 de maio passado, emitido por um neurologista do hospital Albert Einstein, em São Paulo. Onze dias antes, a empresa do coronel, a Argeplan Arquitetura, havia sido alvo de um mandado de busca e apreensão emitido pelo Supremo Tribunal Federal a pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República).
O médico afirmou que quase um ano antes, em junho de 2016, o coronel sofrera um “acidente vascular cerebral isquêmico” que provocara uma lesão, comprometendo “a força na mão direita e [causando] surgimento de movimentos distônicos involuntários”.
O acidente vascular demandava um “controle rigoroso do diabetes e hipertensão arterial, associado ao uso de anticonvulsivante”. Com o atestado, a oitiva foi adiada.
A PF tentou novamente ouvir Lima Filho em novembro último, marcando um depoimento para o dia 20. O escrivão da PF que atua no caso anotou que o coronel novamente não compareceu e que sua defesa estava providenciando a apresentação de um novo atestado médico.
Nesse documento, datado de 23 de novembro, o médico do Einstein afirmou que Lima Filho “precisou ser reavaliado antes do previsto”.
Antes do previsto porque, em 24 de julho, o médico tinha assinalado que o coronel deveria ser reavaliado “em 180 dias”, o que projetava uma data entre dezembro de 2017 e janeiro de 2018.
Segundo o médico, porém, os planos mudaram pois Lima apresentou “sintomas gerais, cansaço, indisposição, picos de hiperglicemia”. Conforme o profissional, essa reavaliação ocorreu em outubro.
O médico escreveu também que foi localizada uma “nova hematúria”, um tipo de sangramento na urina, e “descompensação diabética”, o que levou o coronel a ser acompanhado por neurologista, urologista e endocrinologista.
“Ele está em acompanhamento ambulatorial mais intenso, deve repetir exames amanhã [24 de novembro] e reforço que deve evitar situações de estresse emocional e esforços físicos, como exercícios e deslocamentos como viagens”, escreveu o médico.
Ao enviar para a polícia esse atestado, a defesa disse que o coronel “ratifica que não está, sob qualquer aspecto, evitando comparecer para prestar os esclarecimentos […], comprometendo-se a fazê-lo oportunamente.”
MENSAGENS
Relatório preliminar da PF feito em dezembro no âmbito do inquérito que investiga a edição do decreto dos portos, assinado por Temer em maio de 2017, menciona mensagens de celular que foram consideradas suspeitas.
Em uma dessas mensagens, de 30 de abril de 2017, o militar aposentado escreve: “Amiga, nessas condições, ainda tenho esperança de receber as ‘gorjetas’ que você não me deu. Bom domingo!”.
A PF escreveu que a interlocutora das mensagens, Maria Helena, não foi identificada.
Em outra troca de mensagens, de junho de 2016, Lima Filho conversa com um sócio de sua empresa que lhe pergunta “se Rodrigo já teria feito contato”, de acordo com o relatório policial.
“Como a data da conversa se dá no período de prováveis atividades objeto da investigação, é possível que o ‘Rodrigo’ mencionado seja Rodrigo Rocha Loures, o que, todavia, poderá ser esclarecido em eventual interrogatório.”
Rocha Loures (MDB-PR), ex-assessor de Temer no Planalto e ex-deputado, é investigado no mesmo inquérito. Em abril de 2017, ele foi flagrado correndo com uma mala com R$ 500 mil entregue pela JBS e é suspeito de ter atuado no decreto do setor portuário.
OUTRO LADO
A reportagem não conseguiu localizar o coronel Lima. A reportagem ligou três vezes, na quinta (1º) e na sexta (2), para o escritório de seu advogado, Cristiano Rêgo Benzota de Carvalho, mas a secretária informou que ele não estava. A funcionária anotou o recado, mas não houve resposta. Com informações da Folhapress.