sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Ministros Do TCU, Passaram O Fim De Semana Numa Ilha Paradisíaca À Custa Da JBS — A Empresa Que Eles Investigavam





  • 21/10/2017
Em meados do ano passado, a Lava-Jato já havia deflagrado três dezenas de operações. As empresas do grupo J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, ainda não haviam caído na teia, mas já eram alvo de investigações que apuravam suspeitas de pagamento de propina para obter financiamentos no BNDES e na Caixa Econômica Federal. Na época, longe de Brasília, no píer de uma mansão em Mangaratiba, no Rio de Janeiro, uma pequena lancha aportou para apanhar um grupo que havia chegado para um fim de semana de lazer. Todos a bordo, a embarcação rumou mar adentro, até encontrar o iate Why Not. Para os ministros Vital do Rêgo e Bruno Dantas, ambos do Tribunal de Contas da União (TCU), era o começo de um animado dia de mordomias, com boa comida, champanhe e vinho da melhor qualidade, tudo diante de uma paisagem deslumbrante.
Joesley Batista já confessou ter habilidades especiais para corromper. Quando não pagava propina para atingir seus objetivos, usava outras artimanhas para capturar a simpatia de figuras importantes do poder. Não foi por outra razão que o empresário convidou os ministros para o passeio no sábado 11 de junho de 2016, quando o TCU já analisava os empréstimos suspeitos dos Batista. Combinar o encontro com Bruno Dantas e Vital do Rêgo foi relativamente fácil. O empresário ficara sabendo que os dois estavam no Rio, onde haviam participado, na véspera, de um seminário. O convite foi feito — e aceito.

No iate de 10 milhões de dólares, o grupo foi recebido pelo próprio Joesley. Antes de eles se reunirem em torno de uma mesa de queijos, o dono da JBS, hoje preso, apresentou a embarcação, de 30 metros de comprimento, três andares, quatro quartos (incluindo uma suíte de 20 metros quadrados), cozinha, sala de estar e um amplo deque com jacuzzi. Em pouco mais de uma hora, o Why Not chegou à casa de Joesley em Angra dos Reis, um château al mare construído em uma ilha, que o empresário comprara do apresentador Luciano Huck. A festa prosseguiu até o fim da noite. Só acabou depois de um jantar com camarões, lagostas e, claro, carnes especiais.
DF - CPI/PETROBRAS/JOS¿ CARLOS COSENZA - POLÕTICA - O presidente da CPI mista da Petrobras, senador Vital do RÍgo (PMDB-PB), durante depoimento do atual diretor de Abastecimento da Petrobras, JosÈ Carlos Cosenza, ¿ CPI, nas comiss¿es do Senado Federal, em BrasÌlia, nesta quarta-feira. Cosenza afirmou que conversou com o ex-titular do cargo Paulo Roberto Costa por cinco vezes depois que Costa deixou a estatal, em 2012. Ele disse ter se reunido duas vezes com o ex-diretor e falado ao telefone em outras trÍs ocasi¿es. 29/10/2014 - Foto: ANDR¿ DUSEK/ESTAD¿O CONTE¿DO
Delatado – O ministro Vital do Rêgo e sua esposa: voto a favor da continuidade do processo contra a JBS (André Dusek/Estadão Conteúdo)
Só por financiamentos e aportes suspeitos do BNDES que somam mais de 10 bilhões de reais, a J&F e sócios são alvo de quatro processos no TCU. As ações apuram o tamanho do prejuízo, o nome dos responsáveis e, demonstradas as irregularidades, tentarão recuperar o dinheiro. Em apenas uma das transações, o TCU já identificou um prejuízo de mais de 300 milhões de reais aos cofres públicos.
Procurado por VEJA, Dantas — cujo nome já havia aparecido nos documentos da delação da JBS por ter voado em um jatinho da companhia entre o Recife e Brasília — negou que o encontro tenha servido para tentar cooptá-lo. Ele ressalta que, ainda no ano passado, chegou a votar a favor do prosseguimento de uma investigação sobre a companhia.
Brasil, BrasÌlia, DF. 21/01/2015. O ministro do TCU, Bruno Dantas durante sess¿o ordin·ria no plen·rio do TCU para analisar caso no qual a Petrobr·s tentou impedir que o TCU enviasse informaÁ¿es sobre a rede de gasodutos Gasene, suspeito de irregularidades (superfaturamento de 1800%), a forÁa tarefa respons·vel pela OperaÁ¿o Lava Jato e tambÈm sobre concess¿o da Ponte Rio-Niteroi, em BrasÌlia. - CrÈdito:DIDA SAMPAIO/ESTAD¿O CONTE¿DO/AE/CÛdigo imagem:179190
Apenas passeio – O ministro Bruno Dantas e sua então namorada: o encontro não tinha objetivo de cooptação (Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)
O ministro Vital do Rêgo — citado na delação por ter recebido 8 milhões de reais das empresas de Joesley Batista durante sua campanha ao governo da Paraíba, em 2014 — não quis falar com VEJA. Em nota enviada após o fechamento da reportagem publicada na edição impressa da revista, ele afirmou que não mantém “amizade pessoal com o proprietário do grupo JBS e que se encontrou com o referido empresário apenas em ocasiões estritamente sociais”. Disse ainda que, por ter sido citado na delação, tem se declarado impedido de participar de julgamentos de processos de interesse da empresa. Na quarta-feira 18, Vital do Rêgo participou, no plenário do tribunal, de uma sessão que aprovou a abertura de mais uma investigação sobre os empréstimos concedidos pelo BNDES às empresas dos Batista. Sentado ao lado do relator, acompanhou com atenção a leitura dos detalhes do caso, mas não se pronunciou. Dantas, seu colega, não estava presente — ficará afastado do tribunal até o fim do ano, para participar de um curso no grão-ducado de Luxemburgo.
Em tempo, aquele seminário no Rio que antecedeu o passeio em Angra foi promovido pelo IDP, instituto do ministro Gilmar Mendes, do STF. O tema do seminário era o seguinte: mecanismos de defesa do interesse público.

Temer Só Revoga Portaria Do Trabalho Escravo Depois De Ser Salvo Pela Câmara




  • 21/10/2017
O Ministério do Trabalho aguarda o sinal verde do presidente Michel Temer para anunciar as mudanças sugeridas pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, na portaria que alterou a definição do que pode ser enquadrado como trabalho escravo. As mudanças só devem ser feitas quando o titular da pasta, o deputado Ronaldo Nogueira (PTB-RS), reassumir o comando do Ministério do Trabalho, o que só deve ocorrer na próxima quinta-feira (26). Ou seja, depois da votação da segunda denúncia contra Temer pela Câmara dos Deputados.
Isso porque Ronaldo Nogueira foi exonerado com outros ministros que são deputados federais a fim de reforçar o bloco aliado do presidente na votação da segunda denúncia contra ele apresentada pela Procuradoria Geral da República.


RAQUEL DODGE IMPÔS – Nesta semana, depois das críticas recebidas com a publicação da portaria, Nogueira recebeu sugestões de Dodge. Parte dessas sugestões será incorporada pelo governo. Nogueira também decidiu incluir propostas do corpo técnico do ministério.
Mantido o calendário de aguardar o retorno de Nogueira ao comando da pasta, Temer ganhará tempo junto à bancada ruralista, que representa sua principal base de apoio na votação da segunda denúncia.



Por Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira


Eu já vi muita coisa na vida aos meus 56 anos mais um Chefe de Estado que chantageia seu próprio Povo é ser muito baixo?

Polícia de Dubai testa moto voadora inspirada em Star Wars

Raquel Dodge modifica denúncia e livra Temer




Procuradora-geral considera ex-ministro chefe de organização criminosa, acusação que recaiu sobre Temer em denúncia de Janot
Na quinta-feira 19, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, enviou um parecer ao Supremo Tribunal Federal em que pede a manutenção da prisão preventiva de Geddel Vieira Lima. Segundo ela, o ex-ministro “parece” ter assumido a posição de líder de uma organização criminosa.

Adversário de Michel Temer após o impeachment, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) ironizou Dodge em sua conta no Twitter. “Engraçado… Nunca soube que Geddel era o Chefe. Para mim, o chefe dele era outro”, escreveu. “Era ouTro”, completou em uma segunda publicação, em referência à inicial do presidente, seu correligionário.


Indicada por Temer ao cargo que assumiu em setembro, a procuradora-geral desafia a versão de seu antecessor, Rodrigo Janot, sobre a liderança do esquema na Caixa Econômica Federal que levou à descoberta dos 51 milhões em espécie encontrados em um bunker ligado a Geddel e a seu irmão, o deputado Lúcio Vieira Lima.

Em sua segunda denúncia contra Michel Temer, a ser apreciada pela Câmara até o fim deste mês, Janot aponta o presidente como líder de uma organização criminosa que teria abocanhado 170 milhões de reais em propina em esquemas relacionados à Caixa. Segundo o ex-procurador-geral, Temer era o líder da organização que incluía Geddel, o ex-deputado Eduardo Cunha, atualmente preso em Curitiba, e o ex-ministro Henrique Eduardo Alves.
Em seu ofício, Dodge afirma que Geddel “fez muito em pouco tempo”, embora ainda não se saiba desde quando ou para quem a fortuna encontrada no apartamento na Bahia começou a ser guardada.
Segundo a procuradora-geral, está sendo investigada uma “poderosa organização criminosa que teria se infiltrado nos altos escalões da Administração Pública”. A procuradora-geral não cita Temer como integrante, apenas Cunha. “(A organização) seria integrada, segundo indícios já coligidos, por um ex-ministro de Estado e o ex-presidente da Câmara dos Deputados”, afirmou Dodge.
A segunda denúncia de Janot contra Temer procurou relacionar os desvios no banco, supostamente liderados pelo atual presidente, com os 51 milhões de reais em dinheiro vivo encontrados no bunker. Na acusação contra o PMDB da Câmara, o procurador-geral cita Funaro ao afirmar que o esquema no banco continuou mesmo após a saída de Geddel da Vice-presidência da Caixa. Em sua delação, o operador do PMDB afirmou que “tem certeza de que até a presente data Geddel continua a ter influência na área de crédito da Caixa Econômica Federal”.

Com base nesse relato, o procurador-geral mencionou a apreensão dos 51 milhões de reais e afirma: “Esse valores certamente guardam relação direta com os esquemas ilíticos operados pelos denunciados”, entre eles, o próprio Temer. Em seguida, Janot destaca uma foto das caixas e malas recheadas de notas encontradas no apartamento atribuído a Geddel.
A denúncia menciona também um trecho do relatório conclusivo da Polícia Federal, apresentado ao STF na segunda-feira 11, contra o PMDB da Câmara. A PF levantou a hipótese de o valor estar relacionado a outros ilícitos do grupo de Temer, inclusive envolvendo a ciência de Geddel e seu irmão, o deputado Lucio Vieira Lima.

Até o Financial Times diz que Justiça não pune tucano no Brasil




Proteção ao senador Aécio Neves (PSDB-MG), a Michel Temer e a todos envolvidos no golpe “com Supremo, com tudo” representa uma ameaça econômica para o Brasil, segundo aponta o jornal britânico Financial Times; publicação coloca a notícia como a mais importante entre os temas internacionais e a ilustra com foto de Aécio, acusado de receber R$ 2 milhões em propinas da JBS, flagrado em grampo pedindo o dinheiro ao empresário Joesley Batista e depois salvo pelo Senado; Temer, por sua vez, está prestes a se livrar na Câmara da segunda denúncia da Procuradoria Geral da República


247 – Reportagem sobre o cenário político brasileiro publicada no Financial Times aponta para a ameaça econômica que vive o País diante do que o jornal britânico chama de “passos atrasados na briga contra a corrupção”.
A matéria, ilustrada com uma foto do senador Aécio Neves (PSDB-MG), destaca que a impunidade ao tucano no Senado esta semana revela que “as coisas podem não estar mudado tanto quanto as pessoas esperavam”.


O jornal lembra que Aécio foi flagrado numa ligação pedindo uma propina de R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, da JBS. E que foi punido pelo Supremo Tribunal Federal com o afastamento do mandato e o recolhimento noturno.
Mas, inexplicavelmente, decidiu dar a última palavra ao Senado para decidir se ele deveria ser suspenso. O Senado, que está empilhado com pessoas também sob investigação, decidiu manter o Sr. Neves”, prossegue o FT.
A reportagem não cita Temer, mas o mandante da presidência da República é outro político que, depois de dar o golpe em Dilma Rousseff, está prestes a se livrar – com base no voto de outros corruptos – da segunda denúncia apresentada pela Procuradoria Geral da República.

Vitamina D



 A deficiência de vitamina D está relacionada a várias doenças. Os trabalhos mostram que baixos níveis dessa vitamina se relacionam a doenças autoimunes, doença inflamatória intestinal, infecções bacterianas e virais, doenças cardiovasculares, câncer e doenças neurodegenerativas. Alguns pesquisadores, inclusive, defendem a classificação da vitamina D como hormônio por se tratar de um ativo derivado do colesterol com cascata de ativação que inclui precursores, receptores e um conjunto de enzimas próprias. Idosos, crianças, gestantes e mulheres amamentando, negros e obesos têm maior chance de desenvolver deficiência de vitamina D.

A vitamina D é classicamente denominada a vitamina do sol. A exposição solar leva a nossa pele a iniciar uma séria de reações bioquímicas que culminam com a produção da vitamina D ativa (calcitriol). No entanto, usar produtos químicos na pele, como protetor solar ou bronzeador, impedem que essas reações aconteçam. O ideal seria que uma pessoa se expusesse, por pelo menos trinta minutos por dia, com a maior superfície corpórea descoberta, e não se lavasse por até trinta minutos depois dessa exposição para que ocorra a conversão na pele e níveis mínimos aceitáveis no sangue. O melhor horário seria ao meio-dia por questões relacionadas à luz solar, mas a exposição pode ser feita no começo da manhã ou no final da tarde.Alguns alimentos também podem ser naturalmente fonte dessa vitamina, como bacalhau, salmão selvagem e ovos. Por outro lado, a indústria alimentícia já usa vitamina D para enriquecer alguns compostos.
Além disso, existe a suplementação de vitamina D prescrita por médico através da utilização de diferentes excipientes (cápsula, gota, comprimido sublingual ou injeção).

Muito se debate sobre os valores séricos (o dosado no sangue) normais para vitamina D. Atualmente, valores acima de 30 ng/mL são considerados normais. No entanto, muitas pesquisas têm sido feitas aceitando níveis bem mais elevados. Por exemplo, nos trabalhos que acompanham pessoas com esclerose múltipla, e que são tratadas com altas doses de vitamina D, os níveis séricos chegam a 100ng/mL sem qualquer prejuízo. Já é uma tendência internacional considerar o nível ótimo entre 50-80ng/mL. Para crianças, os valores considerados normais seriam os mesmos.

Se a pessoa fica gripada ou resfriada com frequência pode ser um sinal de deficiência de vitamina D, assim como alterações na concentração e no humor, fácil irritabilidade, fraqueza e alterações do sono. Por ser uma vitamina que regula vários sistemas no nosso corpo, os sinais e sintomas variam de pessoa para pessoa. O exame mais acurado envolve dosar a vitamina D (na forma de 25-hidroxivitamina D3 – calcidiol) no sangue. Alguns medicamentos interferem na absorção e utilização da vitamina D, como antiácidos, corticóides, laxativos e quimioterapia. A ingestão de bebidas alcóolicas também causa essa interferência. Portanto, é recomendável que os usuários desses medicamentos e os que ingerem etílicos fiquem ainda mais vigilantes quanto ao nível sérico de vitamina D3.

Um Juiz Vai Decidir Se Você É Culpado Ou Não.Você Tem O Celular Dele? É Atendido?



 Espante-Se Como Eu Me Espantei

  • 20/10/2017
Por Lillian Witte Fibe
Ok. Um é presidente de Tribunal, o Superior Eleitoral. Outro, na época, era presidente de partido, o da Social Democracia Brasileira.

Mas 46 registros telefônicos entre os dois num período de 58 dias não parece muito, não?
46?

Ainda mais em se tratando, como é sabido, de um senador sob suspeita e investigação, com quatro inquéritos correndo exatamente sob a relatoria do sr. Gilmar Mendes.
Além de presidente do TSE, o magistrado compõe o Supremo Tribunal Federal, encarregado das investigações sobre os malfeitos dos brasileiros especiais: os que têm o privilégio do mais alto foro do Brasil, e só ali podem ser julgados.
Onde eu estava que não li isso ontem, quando foi divulgado pelo site Buzzfeed?
Curioso que a primeira notícia tenha saído com a informação de que houve 33 ligações entre Aécio e Gilmar nos mesmos 58 dias.

Conforme a imprensa seguiu apurando, cresceu o número de registros nos relatórios da Polícia Federal.
Agora, estamos em 46.

É fato que nem todas as ligações foram completadas. Várias vezes, Aécio não foi atendido pelo magistrado.
Mas atende pelo nome de Gilmar Mendes o juiz que, no dia 25 de abril, livrou Aécio de prestar depoimento na Polícia Federal.
Espante-se como eu me espantei: no dia 25 de abril, os dois se falaram ao telefone!
Se dependesse de um juiz, você ligaria para ele?
Ele atenderia?
Também ontem, o fotógrafo da Veja registrou, já no que parece ser um “Aécio Novo” (novo número de celular, pois os 2 anteriores, usados para falar com Gilmar, foram apreendidos na Operação Patmos, 5 meses atrás), textos das mensagens a um aliado, pouco antes da votação que lhe devolveria o mandato, suspenso pelo STF de Gilmar.
Aécio deu as coordenadas ao colega sobre o tom da defesa que deveria ser feita da tribuna.
Foi obedecido à risca.
Detalhe: tanto nas ligações do primeiro semestre quanto nas mensagens de texto desta semana, Aécio foi de WhatsApp.
Pelo jeito, a criptografia do app mais popular do mundo convenceu de vez os líderes.
Líderes políticos ou de organizações criminosas.
Aqui, três links. Note que no terceiro, nem houve tempo para atualizar a URL. O endereço menciona 38 ligações, mas a gente abre e vê que já são 46! Haja relatório da PF.
https://www.google.com.br/amp/veja.abril.com.br/brasil/exclusivo-via-whatsapp-a-acao-de-aecio-na-votacao-do-senado/amp/