quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Comissão do Senado aprova demissão para concursados





Veja quem votou a favor:

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (4), a proposta que acaba com a estabilidade no serviço público para servidores com baixo desempenho nas atividades desenvolvidas. Relator do projeto de lei que, na prática, acaba com a vitaliciedade no serviço público, o senador Lasier Martins (PSD-RS) defendeu a mudança e ressaltou que o texto foi amplamente debatido. “Nós debatemos com profundamente com a área legislativa e constatamos que não há nenhuma inconstitucionalidade”, afirmou. A matéria já passou por audiências públicas e foi submetida a consulta pública no site do Senado.


Na Casa, o texto ainda passará pela Comissão de Assuntos Sociais, Comissão de Direitos Humanos e Comissão de Transparência e Governança antes de seguir para o plenário do Senado. De natureza complementar, a matéria regulamenta o artigo 41, parágrafo primeiro, da Constituição. Esse dispositivo já determina que o servidor estável – já transposto o período de três anos de estágio probatório – fica sob risco de perder seu posto de concursado em caso de resultado insatisfatório “mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei complementar, assegurada ampla defesa”. O que o texto em discussão promove é a definição de normas mais específicas para a execução de tais testes, com pontuação por desempenho.
Um dos defensores da matéria, o senador Armando Monteiro (PTB-PE) frisou que “para merecer a proteção da estabilidade é preciso que do ponto de vista social se justifique através da avaliação”.

Em seu parecer, Lasier flexibilizou a redação concebida por Maria do Carmo (DEM-SE), por exemplo, ao dobrar o período de testes a que o servidor concursado com desempenho considerado insuficiente deverá ser submetido – em vez de exame a cada seis meses, o senador propôs sabatina anual. O senador também aumentou de um para três o número de avaliadores – no primeiro texto, a tarefa cabia apenas ao chefe de departamento, situação que poderia suscitar casos de perseguição.
De acordo com a proposta aprovada, essa espécie de banca examinadora passaria a contar com um profissional de nível e setor equivalentes ao do servidor examinado e outro do departamento de recursos humanos. Segundo Lasier, trata-se de um mecanismo de aprimoramento do funcionalismo com o máximo de garantias ao servidor estável – eles terão, de acordo com o relatório, até cinco anos para tentar se aperfeiçoar e, em caso de êxito, reverter a desconfiança em torno de sua proficiência profissional. Caso a situação não mude depois de todo esse período, destaca Lasier, o servidor deve ser submetido ao processo de exoneração.
Entre outras providências, o texto fixa uma escala de notas de desempenho para avaliar servidores considerados pouco produtivos. Esse funcionário poderá ser demitido, segundo o relatório de Lasier, caso não alcance nota superior a 2,9, em dois anos de avaliação, ou maior que 4,5, em cinco anos. Os efeitos da legislação proposta valem para União, estados, municípios e Distrito Federal.

Denunciado, Temer reabre “balcão de negócios”




"começa a compra de deputados."

  • 04/10/2017
Começou o toma lá, dá cá. Como fez na primeira denúncia de Janot, da qual foi alvo, o presidente Michel Temer vai abrir o Palácio do Planalto para ouvir as demandas e pedidos de deputados federais no dia em que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) começa a discutir a segunda acusação do ex-procurador-geral da República. Na agenda desta terça (3), estão marcados encontros com 44 deputados.

Tem de tudo entre esses nomes: bancada ruralista, de Roraima, de Mato Grosso, lideranças de partidos nanicos e até parlamentares que não votaram a favor de Temer na primeira acusação. Estes, talvez, o principal “objeto de desejo” do presidente e de sua turma.

Na relação das audiências desta terça, que começa às 10h e termina às 21h20, três deputados foram a favor de o Supremo Tribunal Federal (STF) prosseguir com a investigação contra Temer: Luiz Carlos Heinze (PP-RS), Luiz Lauro Filho (PSB-SP) e Carlos Andrade (PHS-RR). Dois que estavam ausentes na votação – Sheridan (PSDB-RR) e Ronaldo Carletto (PP-BA) – também vão ver o presidente hoje.
Às 18h40, Temer recebe a bancada ruralista em peso. Esse grupo, que se beneficiou de alívios de multas na primeira votação, quer mais. E deve conseguir. O coordenador da bancada, deputado Nilson Leitão (PSDB-MT) estará à frente do grupo, que levará ainda a deputada Tereza Crisina (PSB-MS), também uma liderança dessa turma e que esteve envolvida na polêmica de levar parlamentares de deu partido para o PMDB, após suposto acordo com o Democratas.

Tem deputado que terá dois encontros com Temer hoje: Alceu Moreira (PMDB-RS), que terá um encontro a portas fechadas, sozinho, com o presidente e estará na comitiva dos ruralistas; e Édio Lopes (PR-RR), que terá um encontro exclusivo com Temer e outro em conjunto com a bancada de Roraima.

Temer gasta R$ 8 mil em caixas de bombons


"caixas de bombons folheadas a ouro."
  • 04/10/2017
A crise que atinge os brasileiros, ao que parece, não impede que alguns presentes sejam ofertados pelo presidente da República, Michel Temer.

Levantamento feito pelo Contas Abertas, organização que monitora os gastos do governo, mostra que o ministério das Relações Exteriores gastou, no mês passado, quase R$8 mil para comprar 7 caixas de bombons. Os mimos são reservados para presentear autoridades estrangeiras que visitarem o país.

A compra consistiu em 4 caixas grandes e 3 caixas menores de chocolate artesanal de alta qualidade produzido no Brasil, da marca Aquim.
“Trata-se de fórmula especial, desenvolvida no Brasil, explorando as particularidades do cacau brasileiro, sem adição de castanhas ou aditivos comuns em chocolates industriais”, explicou a pasta ao Contas Abertas.
As caixas são estojos especiais, com pinça folheada de ouro, fabricadas artesanalmente em imbuia, segundo apurou o Contas Abertas. Na nota de empenho da compra estão as características dos bombons: chocolate sabor ao leite e sem recheio.
De acordo com o Contas Abertas, o Itamaraty afirmou que sempre presenteia as autoridades estrangeiras com produtos brasileiros de alta qualidade, “de forma a divulgar os produtos e a cultura nacionais”.
Sorvete Haagen Dazs
Em dezembro do ano passado, Temer se viu obrigado a desistir de uma compra de sorvete da marca americana Haagen Dazs depois que a licitação chegou ao conhecimento público. A compra consistia em 500 potes de sorvete para serem servidos no avião presidencial durante viagens.

Com as críticas, o Palácio do Planalto cancelou a licitação. Por meio de nota, Temer disse que decidiu cancelar a licitação após tomar conhecimento das notícias veiculadas pela imprensa. O presidente disse ainda que determinou a redução dos custos desse serviço. A determinação, segundo ele, vale para todas as aeronaves que servem o governo federal.

Moro se considera um salvador da pátria, diz Eduardo Cunha




  • 04/10/2017
Um dos principais nomes do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB) falou sobre a operação Lava Jato, o juiz Sergio Moro e a política nacional.

Em entrevista à revista Época, o ex-deputado federal afirmou que Moro se considera um salvador da pátria.


“Nós temos um juiz que se acha salvador da pátria. Ele quis montar uma operação Mãos Limpas no Brasil — uma operação com objetivo político. Queria destruir o establishment, a elite política. E conseguiu”, afirmou.

Cunha foi preso em outubro de 2016, por decisão de Moro. O peemedebista, contudo, considera sua detenção um “absurdo”.
“Não me prenderam de acordo com a lei, para investigar ou porque estivesse embaraçando os processos. Prenderam para ter um troféu político. O outro troféu é o Lula. Um troféu para cada lado. O MP [Ministério Público] e o Moro queriam ter um troféu político dos dois lados. Como [Rodrigo] Janot já era meu inimigo, todos da Lava Jato estavam atrás de mim.”
Cunha também afirmou que está disposto a fazer um acordo de delação premiada, coisa que não foi possível até o momento porque o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot queria usá-lo para derrubar o presidente Michel Temer (PMDB).

O ex-deputado ressaltou que tem “histórias quilométricas para contar”, mas que não irá confessar crimes que não cometeu.  (Sputnik)

Traficante dá menos trabalho que empresário corrupto…



Diz Sérgio Moro

  • 04/10/2017
“Traficante dá menos trabalho” O juiz também afirmou durante o almoço que julgar grandes traficantes de drogas “dá menos trabalho” que julgar os réus da Operação Lava Jato – empreiteiros e políticos poderosos, condenados por corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa. “Eu até falei brincando outro dia, que a gente estava ‘doido’ para voltar a julgar grandes traficantes de drogas. Dá menos trabalho.”

O juiz admitiu que está “cansado” de conduzir tantas ações da Lava Jato na 13.ª Vara Federal de Curitiba, de sua titularidade. Mas afirmou que não pretende parar. “É verdade que estou cansado. Tem sido um trabalho duro, mas não há nenhuma previsão concreta de eu deixar a 13.ª Vara.”.
Conteúdo Estadão, editado pelos jornalistas Julia Affonso, Luiz Vassallo e Fausto Macedo.


terça-feira, 3 de outubro de 2017

Compara os Ministros do STF a “Os Trapalhões”



Gilmar Mendes Perde A Linha E Compara Os Ministros Do STF A “Os Trapalhões”

  • 03/10/2017
Por: Tribuna da Internet
Felipe Pontes(Agência Brasil)


O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta terça-feira (3) que os ministros da Corte correm o risco de “acabar nos [programa dos] Trapalhões” por praticar o “direito constitucional da malandragem”.
Ele deu a declaração ao comentar decisões recentes do STF, entre elas a que afastou o senador Aécio Neves (PSDB-MG) do exercício de seu mandato, cuja validade deve ser revisada nesta terça-feira (3) pelo plenário do Senado.
“Nós temos já vários senadores e deputados com denúncia recebida. Nesse caso, também nós deveríamos afastá-los? E aí nós podemos afetar a Câmara? A Câmara fica com composição não de 513, mas de 512, 510?”, questionou Gilmar Mendes. “Quer dizer, o direito achado na rua, o neoconstitucionalismo, o direito constitucional da malandragem, permitem esse tipo de coisa?”
ANÁLISE CRÍTICA – Ele citou ainda o julgamento recente do STF que considerou inconstitucional uma lei do Ceará que regulava a prática da vaquejada, por entender que a prática submete animais a maus tratos. A decisão acabou depois anulada por meio de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) aprovada no Congresso.
“Nós temos vivido de vez em quando esse tipo de situação. É preciso que tenhamos uma análise crítica de nosso próprio afazer”, disse.
Para o ministro, ele e seus colegas precisam ter mais sensibilidade e ser mais autocríticos na hora de julgar, para que não ponham pautas pessoais à frente de pautas constitucionais. Isso, na prática, seria tentar reescrever a Constituição, avaliou o ministro.
MUITO CUIDADO – “A gente precisa ter muito cuidado com essas questões. Se queremos reescrever a Constituição, vamos lá para o Congresso e assumamos a função de legisladores”, disse ele nesta terça, antes de participar da sessão da Segunda Turma do STF.
Gilmar Mendes aproveitou também para voltar a defender a necessidade do foro privilegiado para parlamentares, condição processual que é alvo de uma ação, relatada pelo ministro Luís Roberto Barroso, na qual se pretende restringir a interpretação constitucional sobre o tema, retirando do STF todos os casos que envolvam supostos delitos praticados antes de o político assumir o mandato.
“Aí você vai dar para o juiz a possibilidade de prender o parlamentar em primeiro grau? De determinar escutas, busca e apreensão?”, indagou Gilmar. “Tudo isso é convite para crise, e a gente já sabe que não vai dar certo”, afirmou.

GDF saqueia o Iprev, enche o caixa e...dá remédio vencido à população








03/10/2017 - 21:50 // Por SindSaúde DF // Imagens: Peter Neylon

O Ministério Público do Distrito Federal deflagrou nesta terça-feira (3/10) uma operação que apreendeu medicamentos vencidos durante fiscalização na Farmácia de Alto Custo da Asa Sul. De acordo com a 4ª Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde (Prosus), a operação, intitulada “Custo Alto”, teve o objetivo de fiscalizar possíveis irregularidades no armazenamento, no estoque, na programação, na aquisição e na validade dos medicamentos.

O SindSaúde acompanha a ação do MPDFT e lamenta que, mais uma vez, a Saúde não seja a prioridade do governador Rodrigo Rollemberg e da Secretaria de Saúde. Para a presidente Marli Rodrigues, é mais um dos absurdos do atual governo do DF.

“O que esperar de um governo que deixa em uma Farmácia de Alto Custo medicamentos vencidos, guardados em geladeiras domésticas? Nós não estamos falando de um chazinho para gripe ou um remedinho para dor de cabeça. Estamos falando aqui de medicamentos para doenças muito graves, remédios de alto custo que podem salvar vidas. Nesse caso, dos medicamentos vencidos, o que pode ocorrer é a morte de um paciente. Assim como nossa Saúde vai morrendo lentamente, dia após dias, e o governo nada faz”, afirma Marli.

A ação do MP também fiscalizou o funcionamento dos equipamentos médicos de atendimento aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), o cumprimento da carga horária dos profissionais da área médica e a presença de farmacêutico em período integral.

Segundo o MP, a fiscalização é parte de inquérito civil público aberto para apurar possíveis irregularidades na farmácia de alto custo, especialmente o atendimento dispensado aos pacientes do SUS, que enfrentam filas e a falta de medicamentos especializados.
“Quanto mais fiscalizar, mais irregularidades serão encontradas. É preciso que as autoridades fechem o cerco contra esse governo inoperante. Se ele não ouve o clamor da população e dos servidores, que seja enquadrado pela Justiça”, alerta a sindicalista.

A Secretaria de Saúde divulgou nota onde diz que: “Quanto à presença de medicamentos vencidos no estoque da farmácia, é preciso explicar que, muitas vezes, para gerenciar eventual falta de medicamentos, são recebidas doações de outros estados com prazo de validade curta para atender a situações emergenciais.”

Marli é enfática sobre a declaração da Saúde: “Como um governo que tem muitos recursos em seus cofres ainda precisa de “doações” de outros estados? Algo de muito errado ocorre lá para as bandas do Buriti”.

O SindSaúde cobra que medidas sejam tomadas. Em agosto, uma auditoria realizada pela Controladoria-Geral da União (CGU) para verificar a aquisição e a distribuição de medicamentos com recursos do SUS pela Secretaria de Saúde do DF revelou um dos motivos para a falta de remédios, principalmente na Farmácia de Alto Custo brasiliense. A fiscalização concluiu que a ausência de controle eficaz dos estoques contribui para o desabastecimento, podendo levar à descontinuidade no tratamento dos pacientes, além de desvios e fraudes.
Também foi em agosto que o jornal Correio Braziliense mostrou, em matéria especial, a saga dos brasilienses para conseguir remédios nas Farmácias de Alto Custo.