quarta-feira, 13 de setembro de 2017

PF Vê Indícios De Que Gabinete Da PGR Sabia De Elo De Miller Com Delatores, Diz Revista




  • 13/09/2017
A Polícia Federal viu indícios de que o gabinete do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, tinha conhecimento de que o ex-procurador Marcelo Miller, antes de deixar o cargo em 5 de abril, atuava de “forma indireta” nas tratativas que resultaram no acordo de colaboração premiada firmado pelos principais executivos da JBS, informou nesta quarta-feira, 13, o site da Veja. Em nota, a PGR disse que a informação não procede.
Segundo a publicação, as evidências foram encontradas pela PF no telefone celular do empresário Wesley Batista, preso na manhã desta quarta-feira. São trocas de mensagens entre executivos da JBS, seus advogados e Miller.


“Tais mensagens revelam que membros da Procuradoria-Geral da República tinham ciência de que Marcelo Miller estava atuando de forma indireta nas negociações da delação premiada no dia seguinte à sua saída efetiva do órgão”, relatou o documento da PF enviado à Justiça Federal de São Paulo, segundo a Veja.
A PGR disse que desconhece o teor do relatório e afirmou se tratar “de conversas de terceiros fazendo suposições”. “Os integrantes da equipe do procurador-geral da República só foram informados da participação do ex-procurador da República Marcello Miller nas negociações sobre o acordo de leniência depois de sua exoneração, quando este participou de reunião com esta finalidade no dia 11 de abril”, disse a nota.
Corrupção. Em outro documento, a Polícia Federal viu indícios da prática do crime de corrupção passiva cometido por Miller quando ainda estava na PGR. Segundo a PF, o então procurador, em razão do cargo público que ocupava, orientou os donos da JBS a obter melhores condições nos acordos de colaboração premiada.
A informação consta do relatório em que a PF pediu autorização da Justiça para cumprir mandados de busca e apreensão na casa não só de Miller, mas também dos irmãos Wesley e Joesley Batista e de seus advogados Fernanda Tórtima e Francisco de Assis. O juiz federal João Batista Gonçalves, no entanto, só autorizou as buscas nas residências dos Batista e determinou a prisão deles.
“Há indicativos do cometimento do crime de corrupção passiva pelo ex-procurador, consistente no recebimento de vantagem ilícita ou promessa de vantagem, para que, em razão do seu cargo, orientar o grupo de delatores da JBS S/A a obter nas melhores condições possíveis a formalização da colaboração premiada, bem como conduzir o procedimento de leniência americano em face dessa empresa”, disse o relatório.
Em nota, Miller reiterou que “jamais fez jogo duplo e que não tinha contato com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, nem se aproveitou de informações sigilosas de que teve conhecimento enquanto procurador”. Miller afirmou ainda que pediu exoneração em 23 de fevereiro, “tendo essa informação circulado imediatamente no MPF”. Sua exoneração foi publicada no Diário Oficial no dia 5 de abril.

Citado Em Investigação E Com Irmão Preso, Lúcio Vieira Lima Se Ausenta Da Câmara




  • 13/09/2017
O deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), presidente da comissão que analisa propostas de reforma política, deixou de frequentar a Câmara desde o dia em que a Polícia Federal encontrou R$ 51 milhões em malas de dinheiro no apartamento atribuído ao irmão do parlamentar, o ex-ministro Geddel Vieira Lima.
Nesta quarta-feira, o juiz federal Vallisney de Oliveira, de Brasília, enviou para o Supremo Tribunal Federal uma investigação da Polícia Federal que apontou indícios de participação do deputado em lavagem de dinheiro.

G1 ligou para o celular do deputado, mas não obteve resposta até a última atualização deste texto. O gabinete do parlamentar não atendeu às chamadas.
Esta semana é considerada decisiva para a votação das mudanças no sistema político e eleitoral previstas na reforma política. A última vez que Lúcio Vieira Lima marcou presença no plenário da Câmara foi em 4 de setembro, um dia antes da operação da Polícia Federal que encontrou as malas e caixas de dinheiro no apartamento que seria de Geddel, em Salvador. O ex-ministro foi preso no dia 8.
Lúcio Vieira Lima vinha conduzindo a comissão de reforma política da Câmara até a reunião de 23 de agosto, a última feita pelo colegiado antes da prisão de Geddel. Nesta semana, com a retomada das atividades na comissão, outros deputados tiveram que se revezar no comando de duas reuniões do grupo.
De acordo com as investigações da Polícia Federal, no mesmo apartamento onde estavam as malas de dinheiro, foi encontrada uma fatura em nome de Marinalva Teixeira de Jesus, funcionária de Lúcio Vieira Lima.




Por Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira.

 O PIOR DOS CRIMINOSOS É  O LADRÃO  DO DINHEIRO PUBLICO....PRQ ROUBAM DE TODOS....

Chamada De ‘Querida’, Procuradora Chama A Atenção De Lula




Em depoimento, Lula se dirigiu à procuradora com o tratamento “querida” por diversas vezes quando questionado. Incomodada, ela pediu que o ex-presidente a tratasse da “forma protocolar devida”.
Moro também o censurou. O tratamento carinhoso deu então lugar ao “doutora”.

JUIZ QUE MANDOU PRENDER IRMÃOS BATISTA ALERTA PARA ‘RISCO CONCRETO DE FUGA’



  • 13/09/2017
Ao decretar a prisão preventiva dos irmãos da JBS Joesley e Wesley Batista por manipulações do mercado financeiro que ‘afetaram gravemente a economia nacional’, o juiz João Batista Gonçalves, da 6.ª Vara Criminal Federal de São Paulo, alertou para o ‘risco concreto de fuga’. Um dos fundamentos para a ordem, que põe os delatores na cadeia por tempo indeterminado, é a garantia de aplicação da lei penal.
Nesta quarta-feira, 13, a Polícia Federal deflagrou a Operação Acerto de Contas, nova fase da Tendão de Aquiles que investiga ganhos extraordinários dos delatores com especulação em ações e com a moeda americana.


Ao advertir para o que chamou de ‘risco concreto de fuga’, o magistrado apontou algumas situações que poderiam levar os irmãos delatores da JBS a tentarem fugir. Uma delas, ‘a possível reversão dos benefícios deferidos em sede de colaboração premiada perante a Procuradoria-Geral da República, em especial a ampla imunidade concedida, somado ao elevado patrimônio dos investigados no país e no exterior’.
Na avaliação de João Batista Gonçalves, essas condições facilitariam ‘sobremaneira a sua (dos irmãos) evasão do território nacional, bem como a efetiva saída desses do país logo após a divulgação do pacto firmado com o Ministério Público Federal”.
No pedido de prisão dos acionistas da JBS, a Polícia Federal afirma que eles, mesmo após a negociação e assinatura do acordo de delação, continuaram a ‘praticar delitos’, como a manipulação no mercado financeiro que ‘afetou gravemente a economia nacional’
O fundamento central do decreto de prisão preventiva dos irmãos da JBS é a garantia da ordem econômica e da ordem pública – violação ao artigo 312 do Código Penal que autoriza a Justiça a mandar prender nessa fase da investigação.
Ao decretar a custódia dos Batista, que mergulharam o governo Michel Temer na grande crise, o juiz federal acolheu pedido expresso da Polícia Federal no âmbito da Operação Acerto de Contas.
O magistrado assinalou. “De fato, encontra-se presente o risco à garantia da ordem pública, dado que foram amealhados diversos indícios de que os investigados Joesley e Wesley, mesmo após a negociação e assinatura dos termos de colaboração premiada, teriam tornado a praticar delitos, inclusive interferindo de maneira ilícita junto a agentes públicos, havendo razoável suspeita de que as atividades delitivas permaneçam até o presente momento.”
Nesta quarta-feira, 13, a PF prendeu Wesley em sua casa, na Rua Antilhas, 181, Jardim América, em São Paulo. Joesley já está preso em Brasília, desde segunda-feira, 11, mas por outra fonte de investigação, esta da Procuradoria-Geral da República, por violação ao acordo de delação.
A preventiva não tem prazo para acabar. Ela pode se prolongar até o fim da ação penal. Os delatores serão removidos para um presídio estadual, primeiro passando pelo Cadeião de Pinheiros.
A PF fez uma investigação minuciosa sobre o milionário jogo de especulação no mercado financeiro atribuído a Joesley e a Wesley. A apuração encontrou elos com a quarta fase da Operação Lama Asfáltica, que tem origem e base em Mato Grosso do Sul, sobre desvios de recursos federais em obras públicas.
Lama Asfáltica IV captou troca de telefonemas entre Joesley e o ex-procurador da República Marcelo Miller, sob suspeita de atuar em benefício do grupo J&F, controlador da JBS, quando ainda exercia o cargo no Ministério Público Federal.
A PF chegou a pedir autorização para buscas na residência de Miller, mas o juiz João Batista Gonçalves não consentiu. Como também não autorizou buscas nas casas dos advogados da J&F Francisco de Assis e Silva e Fernanda Tórtima.
Ao mandar prender os delatores JBS, o juiz destacou. “Existe prova robusta da materialidade do delito, que afetou gravemente a economia nacional, e indícios veementes de autoria, em face de ambos os investigados, assim como está
configurada a necessidade de se assegurar a ordem pública, a instrução
processual e a aplicação da lei penal”.

PMDB Afasta Ex-Ministro Geddel Vieira Lima E Senadora Kátia Abreu Por 60 Dias



  • 13/09/2017
A executiva nacional do PMDB afastou nesta quarta-feira (13) o ex-ministro Geddel Vieira Lima e a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) das funções partidárias por 60 dias.
No caso de Geddel, a decisão de afastamento partiu de um pedido do ex-ministro, que está preso no complexo penitenciário da Papuda, no DF. A polícia encontrou em um apartamento ligado a ele R$ 51 milhões em cédulas.

Segundo o presidente da legenda, senador Romero Jucá (PMDB-RR) Geddel será automaticamente afastado também da presidência do diretório da Bahia e da primeira presidência da executiva nacional do partido.
Katia Abreu, em imagem de arquivo durante cerimônia de transmissão de cargo do ministro da Fazenda, Joaquim Levy (Foto: Ueslei Marcelino / Reuters)Katia Abreu, em imagem de arquivo durante cerimônia de transmissão de cargo do ministro da Fazenda, Joaquim Levy (Foto: Ueslei Marcelino / Reuters)
O afastamento da senadora Kátia Abreu foi motivado pelo fato de ela ter votado, em setembro do ano passado, contra o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.
A cúpula do partido analisou uma recomendação da Comissão de Éticapara afastar a senadora, por ela ter agido contra orientações da sigla.
Jucá afirmou aos jornalistas que apenas três membros da executiva do PMDB foram contrários ao afastamento da senadora.

Relatório Da PF Implode Discurso De Que Temer Seria Perseguido Por Janot. Agora É A Polícia Quem Acusa O Presidente





  • 13/09/2017

inquérito do “quadrilhão” do PMDB implode o discurso de que Michel Temer seria vítima de perseguição da Procuradoria. Agora é a Polícia Federal, e não mais o Ministério Público, quem sustenta que o presidente está no topo de uma organização criminosa.


O relatório da PF faz um raio-x na atuação do chamado PMDB da Câmara. São quase 500 páginas de uma longa crônica de assaltos aos cofres públicos. O documento descreve falcatruas milionárias na Petrobras, na Caixa Econômica, em Furnas, no Ministério da Agricultura, na Secretaria de Aviação Civil e no Congresso.
De acordo com a investigação, o esquema operava em diversas modalidades: do pedágio em obras à venda de medidas provisórias, da fraude em licitações à cobrança de propina para liberar empréstimos.
Sua aposta mais lucrativa foi a eleição de Eduardo Cunha para a presidência da Câmara, em 2015. Com um investimento de R$ 30 milhões, repassados pela JBS, o grupo teria subornado dezenas de parlamentares para conquistar a cadeira. Nela, ampliou o poder de chantagem e multiplicou o faturamento dos negócios.
A PF afirma que o “quadrilhão” reunia seis amigos de longa data. A Lava Jato já prendeu metade do time: Cunha, Henrique Alves e Geddel Vieira Lima, o homem de R$ 51 milhões. Os outros três estão no Palácio do Planalto: Temer e os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco, todos protegidos pelo foro privilegiado.
Nesta terça, o presidente ensaiou fazer um pronunciamento para rebater as conclusões do relatório. Assessores conseguiram demovê-lo da ideia. Sem a opção de atacar Janot, ele teria que criar outra teoria conspiratória envolvendo a Polícia Federal, que é subordinada a seu governo.
Por fim, Temer divulgou uma nota em que protesta contra “toda forma de injustiça”, chama os delatores de “bandidos” e afirma que “facínoras roubam do país a verdade”.
Se o roubo se limitasse a isso, o país ainda estaria no lucro.
POR:

Bernardo Mello Franco/ FOLHA

É HOJE, CARA A CARA! O Novo Depoimento Do Ex-Presidente Luiz Inácio Lula Da Silva Ao Juiz Sergio Moro

  • 13/09/2017
O novo depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao juiz Sergio Moro, marcado para esta quarta (13) em Curitiba, será usado pelo PT para reforçar a mensagem de que há uma guerra jurídicacontra o petista.
Atos de apoio a Lula, ainda que menores do que em seu primeiro depoimento, em maio, estão marcados na cidade, com a presença do ex-presidente. Cerca de 4.000 pessoas são esperadas.


"Será mais um momento em que Lula vai mostrar seu pacto com a verdade e escancarar mais um episódio da perseguição que sofre”, afirmou à Folha o ex-ministro Alexandre Padilha, vice-presidente nacional do PT.
Para líderes petistas, o depoimento desta quarta é uma chance para Lula se defender das acusações “de forma vivaz”, no embalo da caravana que fez pelo Nordeste e que terminou na semana passada.
Às vésperas da audiência, na noite desta terça (12), o PT levou ao ar inserções na TV em que afirma que o ex-presidente é vítima de ódio e perseguição. “Enquanto eles perseguem Lula, o povo nas ruas abraça Lula”, diz a campanha.
A peça se encerra com a frase “o Brasil vai voltar a sonhar”, numa referência à candidatura do petista à Presidência em 2018.
Na ação em que deporá em Curitiba, o ex-presidente é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro devido a supostas relações ilícitas com a empreiteira Odebrecht. A empresa diz que pagou por um terreno que seria destinado ao Instituto Lula, com dinheiro oriundo de um “caixa de propinas” do PT.
Na semana passada, em depoimento a Moro, o ex-ministro Antonio Palocci afirmou que Lula firmou um “pacto de sangue” com a Odebrecht, com o pagamento de R$ 300 milhões em vantagens indevidas em troca de manter o protagonismo do grupo no governo. O terreno ao instituto estaria incluído nesse valor.
Dirigentes petistas voltaram a afirmar que há uma tentativa de tirar o ex-presidente da eleição do ano que vem, e que o Judiciário faz parte do embate político nacional.
Lula é réu em seis ações penais e foi denunciado outras três vezes, em Curitiba e em Brasília, inclusive no Supremo Tribunal Federal. A última denúncia foi apresentada na segunda (11) em Brasília. As acusações foram movidas por três investigações diferentes: além da Lava Jato, a Operação Zelotes e a Janus.
Em julho, o petista foi condenado por Moro a 9,5 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá. Ele recorre da sentença, mas, caso ela seja confirmada no Tribunal Regional Federal, será enquadrado na Lei da Ficha Limpa e se tornará inelegível.
“É uma ampla manobra para tirá-lo do jogo”, afirmou o ex-ministro Gilberto Carvalho.
O Ministério Público Federal e Moro negam que estejam promovendo uma perseguição. “É mais uma tentativa de diversionismo em relação ao mérito da acusação”, afirmou Moro, na sentença do tríplex.
PLANO B
Reservadamente, Lula já admite a possibilidade de ser condenado em segunda instância e busca tornar outros nomes do partido competitivos, como o ex-prefeito Fernando Haddad, num plano B para a candidatura de 2018.
Dirigentes do partido, porém, negaram peremptoriamente a possibilidade.
“Não pode haver eleição sem Lula; não vamos aceitar”, afirmou Carvalho, para quem os atos organizados nesta quarta irão “provocar a consciência na população”.
O advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins, preferiu não se manifestar sobre a estratégia para o depoimento.
Em recurso enviado nesta semana ao TRF, ele voltou a afirmar que a sentença de Moro no caso do tríplex foi produzida a partir de “uma análise parcial e facciosa”.