quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Depoimento De Lula Deve Atrair 5 Mil Manifestantes, Segundo Secretaria





  • 13/09/2017
No dia em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva presta depoimento pela segunda vez ao juiz Sérgio Moro, manifestações a favor e contrárias ao petista são preparadas em Curitiba, porém em menor escala em relação às de maio, quando o ex-presidente depôs pela primeira vez. Segundo a Secretaria de Segurança do Paraná, 5 mil manifestantes são esperados, em 50 ônibus. Em maio, apoiadores de Lula contabilizaram 30 mil participantes, diz a pasta. Pequenos atos em protesto ao ex-presidente também são organizados pelas redes sociais. O petista já está na capital paranaense.
Do lado que protesta contra o ex-presidente, a coordenadora do MBL Curitiba, Denise de Souza, disse que o ato desta quarta-feira, 13, será “simbólico”, com a presença do famoso Pixuleco gigante – o boneco em referência ao ex-presidente Lula – e distribuição de adesivos em apoio à Operação Lava Jato. A manifestação, prevista para começar às 11h no Museu Oscar Niemeyer, Centro Cívico da cidade, porém, não deve ter grande adesão. A própria Denise estima que entre 30 e 50 pessoas são esperadas.

“Tem 570 pessoas confirmadas (no evento no Facebook), mas é horário de trabalho, aula, acreditamos ter alguma dezena de pessoas”, justificou. “Nossa intenção é mobilizar a população para estarem conosco na recepção ‘simbólica’ ao Lula naquela que ele chamou de República de Curitiba”. O MBL Curitiba participa do protesto, que foi idealizado pelo movimento Curitiba Contra  Corrupção.
“Vamos sair às ruas para apoiar a Justiça e dizer que ninguém está acima da lei e que todos têm direito à prerrogativa da inocência, mas se comprovadamente foi pego em corrupção tem que ser condenado”, diz Cristiano Roger, organizador do Curitiba Contra Corrupção.

Os 12 Suspeitos: Quem É Quem No ‘Quadrilhão Do PMDB’ Apontado Pela PF




Ao concluir investigação sobre a suposta organização criminosa formada por integrantes do grupo político conhecido como PMDB da Câmara, a Polícia Federal colocou Michel Temer no centro de dois organogramas no quais orbitam auxiliares diretos, ex-assessores que já foram presos e aliados de longa data do presidente.
Além de Temer, apontado no relatório como alguém que tinha poder de decisão nas ações do grupo, a PF identificou outras 11 pessoas que seriam parte do que agora está sendo chamado de “quadrilhão do PMDB”.

O aumentativo “quadrilhão” é uma alusão ao tamanho e ao poder dos integrantes do grupo suspeito de, entre outros crimes, organização criminosa – quando quatro ou mais pessoas se associam para o fim específico de cometer infrações penais cujas penas máximas superem os quatro anos.

Os investigadores dividiram os integrantes do grupo entre primeiro e segundo escalões.
“Importante frisar, antes, que tais nomes não apareceram de forma aleatória. Na verdade, diversos réus e investigados colaboradores indicam fatos relacionados aos integrantes da organização, informações obtidas justamente por fazerem parte, cada um ao seu modo, das engrenagens que mantém em funcionamento o esquema criminoso, mas integrando os seus devidos lugares nos núcleos administrativo, financeiro e empresarial”, diz o relatório da PF.
São seis os apontados como integrantes do grupo político/gerencial e, nas palavras da polícia, “há outros indivíduos com participação não tão destacada, ou hierarquicamente menos relevante no grupo do ‘PMDB da Câmara'”. Esse segundo grupo, continua a PF, atua como “longa manus”, “orbitando e executando as decisões tomadas pelo 1º escalão.”
O relatório da Polícia Federal foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e deve servir de base para o procurador-geral Rodrigo Janot oferecer provável nova denúncia contra Temer.
O presidente e principais auxiliares rechaçaram todas as suspeitas levantadas pelos investigadores. Temer disse que nunca “participou nem participa de quadrilha” – em nota divulgada nesta terça pela Presidência, afirma que “facínoras roubam do país a verdade” e que “bandidos constroem versões” em busca de imunidade ou perdão de crimes.
VEJA TABÉM
Confira quem é quem no primeiro e segundo escalão da organização apontada pela PF, e o que dizem os suspeitos. A BBC Brasil não conseguiu contato com os representantes legais dos citados que estão presos e com alguns dos outros suspeitos.

Michel Temer, Presidente Do Brasil

Além de destacar “a extensa carreira política” do presidente, a PF afirma que Temer tinha “poder de decisão nas ações do grupo do PMDB da Câmara” para indicar cargos estratégicos e articular com empresários beneficiados nos supostos esquemas ilícitos.
“E, como em toda organização criminosa, com divisão de tarefas, o presidente Michel Temer se utiliza de terceiros para executar ações sob seu controle e gerenciamento”, escreveu a PF.
São atribuídos a Temer os crimes de corrupção passiva, embaraço de investigação de infração penal praticada por organização criminosa, caixa 2 eleitoral e lavagem de dinheiro. Segundo os investigadores, ele teria recebido mais de R$ 30 milhões de “vantagem”.
A PF afirma que foram usados como evidências as delações do operador Lúcio Funaro e da JBS, a análise do celular do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e investigações como a que monitorou o ex-assessor de Temer, Rodrigo Rocha Loures, que recebeu uma mala com R$ 500 mil da multinacional brasileira.
Em nota divulgada pela Presidência da República, Temer nega as acusações, classificando-as de “insinuações descabidas”.
“O presidente tampouco fez parte de qualquer ‘estrutura com o objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagens indevidas em órgãos da administração pública'”, diz o texto.
Ao comentar a divulgação do relatório, a nota afirma que Temer “lamenta que insinuações descabidas, com intuito de tentar denegrir a honra e a imagem pública, sejam vazadas à imprensa antes da devida apreciação pela Justiça”.

Moreira Franco, Ministro-Chefe Da Secretaria-Geral Da Presidência

Ex-deputado federal, o ministro ocupou a Decretaria de Aviação Civil no governo Dilma Rousseff entre 2013 e 2014. Foi nomeado por Temer como secretário do Programa de Parcerias de Investimentos, cargo no qual esteve entre maio de 2016 e fevereiro de 2017, quando foi promovido a ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência e passou a desfrutar de foro privilegiado.
De acordo com o relatório da PF, “há indícios de ter sido beneficiário” de um pagamento de R$ 5 milhões feito por uma construtora e que teria sido destinado a Temer. Suspeita-se que esse valor tenha sido contabilizado como caixa 2 eleitoral e refira-se a uma contrapartida dos interesses da empreiteira OAS na concessão de aeroportos, “conforme consta em relatório de análise das mensagens encontradas no celular de Eduardo Cunha”.
Moreira Franco também é suspeito de ter solicitado contribuições eleitorais para o PMDB e de ter sido beneficiado com pagamentos de esquemas de propina da Caixa Econômica Federal.
O ministro nega todas as acusações e afirmou repudiar a suspeita. “Jamais participei de qualquer grupo para a prática do ilícito”, disse ele, que acrescentou que vai responder “de forma conclusiva quando tiver acesso ao relatório do inquérito”.

Henrique Eduardo Alves, Ex-Presidente Da Câmara E Ex-Ministro Do Turismo

Foi o deputado federal com maior tempo no cargo, tendo permanecido na Câmara por 44 anos, de 1971 a 2015, quando assumiu o Ministério do Turismo ainda no governo Dilma Rousseff.
Alves voltou a ocupar a mesma pasta na gestão Temer, mas acabou perdendo o cargo em junho de 2016, depois de ter o nome citado pelo ex-senador e ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado como beneficiário de R$ 1,55 milhão em propina entre 2008 e 2014.
“Devido à sua trajetória e influência no PMDB na Câmara, por vezes dividia com Eduardo Cunha a indicação de postos importantes pleiteados pelo grupo”, destaca o relatório da Polícia Federal, que aponta Alves como “figura de destaque no núcleo político investigado”.
O ex-ministro foi presidente da Câmara entre fevereiro de 2013 e a fevereiro de 2015.
Ele ainda é suspeito de ser beneficiário de uma offshore sediada em Cingapura, que operava, por meio de transações ilícitas, recursos que teriam sido desviados da Caixa. A PF lista valores que se aproximam dos R$ 30 milhões como “vantagem” atribuída ao ex-deputado e usa como evidências depoimentos de três colaboradores.
Alves, que está preso desde junho de 2017, é também alvo de uma operação que investiga corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro na construção da Arena das Dunas, estádio construído no Rio Grande do Norte para a Copa de 2014, realizada pela OAS.
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Geddel Vieira Lima, Ex-Ministro

Geddel foi deputado federal por cinco mandatos, líder do PMDB em várias ocasiões e, segundo a PF, atuava em “perfeita sintonia com Eduardo Cunha”.
O relatório afirma que ele “transita entre os núcleos político e administrativo do grupo investigado, tendo sido peça fundamental na organização criminosa no período em que foi vice-presidente na Caixa”, cargo que ocupou entre março de 2011 e dezembro de 2013.
No governo Temer, Geddel foi nomeado ministro da Secretaria de Governo e tinha como atribuição, nas palavras da polícia, “coordenar o relacionamento do Executivo com o Congresso”. Perdeu o cargo depois de pressionar o então ministro da Cultura a liberar uma obra de seu interesse em uma área protegida de Salvador.
Geddel foi preso pela segunda vez na semana passada. A polícia encontrou as digitais do ex-ministro em notas guardadas em malas e caixas de dinheiro que, somadas, ultrapassavam os R$ 51 milhões e estavam guardadas num apartamento que estaria sendo usado por ele.
Ele é suspeito de corrupção passiva e de ter cometido fraudes para liberar recursos para diferentes empresas no período que esteve na Caixa.

Eduardo Cunha, Ex-Presidente Da Câmara

Deputado federal desde 2003, foi presidente da Câmara entre fevereiro de 2015 e julho de 2016, tendo renunciado ao comando da Casa depois de ser acusado de ter recebido e administrado de forma ilegal recursos fora do país.
Para a PF, Cunha é “figura central do grupo investigado” e operador “da maior parte dos crimes praticados pela organização criminosa”. No organograma da PF, ele aparece ao lado de Temer.
Além de poder de decisão, escreveram os investigadores no relatório, ele indicava pessoas para cargos estratégicos, cooptava empresários para pagamento de propinas em troca de contratos e liberação de recursos e também apresentava atos legislativos “em benefício de ações criminosas”.
A polícia acredita ainda que Cunha era chefe informal do operador Lúcio Funaro, determinando quem seriam os beneficiários finais dos recursos captados sob a forma de propina pelo grupo. Diz ainda que “praticamente todos os crimes levantados levam a assinatura” do ex-deputado.
Preso desde outubro de 2016, ele já foi condenado a mais de 15 anos de prisão pelo juiz federal Sergio Moro. Planilhas apreendidas com um dos delatores sugerem que ele tenha recebido mais de R$ 130 milhões.

Eliseu Padilha, Ministro Da Casa Civil

Último integrante do “primeiro escalão” do grupo do PMDB investigado pela PF, o ex-deputado federal foi ministro da Aviação Civil em 2015, ainda no governo Dilma Rousseff, e comanda a Casa Civil desde que Temer chegou ao poder, em maio de 2016.
O nome de Padilha foi citado nas delações assinadas por executivos da Odebrecht como “suspeito de cobrar propinas em nome do PMDB e do presidente Michel Temer para financiar campanhas eleitorais”.
Segundo a PF, baseando-se nas delações da Odebrecht e do operador Lúcio Funaro, o ministro teria recebido R$ 4 milhões em dois pagamentos. Contra ele pesa a suspeita de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e caixa 2.
Padilha afirmou que só irá se pronunciar “quando e se houver acusação formal contra ele que mereça resposta”.

Rodrigo Rocha Loures, Ex-Assessor De Temer

Listado como o primeiro integrante do “segundo escalão” da organização criminosa, Rocha Loures foi assessor de Temer quando ele ainda ocupava a Vice-Presidência e é suspeito de atuar como preposto do presidente.
Foi filmado após receber de um executivo do grupo J&F – controlador da JBS -, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, uma mala com R$ 500 mil em São Paulo.
Foi preso em junho e colocado em prisão domiciliar. No primeiro interrogatório à Polícia Federal, Rocha Loures preferiu ficar em silêncio.

Tadeu Filippelli, Ex-Assessor De Temer

Ex-presidente do PMDB no Distrito Federal e ex-vice-governador, Filippelli teve o nome listado no organograma, mas seu papel não foi detalhado pela PF.
No relatório, os investigadores afirmam ser possível que vários assessores de Temer “tenham se envolvido em diversas ações suspeitas, possíveis crimes”.
“Nessa condição aparece Tadeu Filippelli, figura conhecida do PMDB/DF”, escreve a PF, assinalando que o peemedebista foi exonerado do cargo de assessor especial da Presidência em maio, após ser preso pela Polícia Federal, na Operação Panatenaico – que apura suposto esquema de corrupção e suspeita de superfaturamento na construção do Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília. A prisão revogada no final de maio.

Sandro Mabel, Ex-Assessor De Temer

Ex-deputado federal, Mabel também foi assessor especial do presidente.
Segundo a PF, seria uma pessoa de “confiança de Eduardo Cunha para propor emendas e medidas provisórias”. Há suspeitas de que ele tenha beneficiado uma construtora e recebido pagamentos indevidos.

Antonio Andrade, Vice-Governador De Minas Gerais

Atual vice-governador de Minas, foi ministro da Agricultura no governo Dilma Rousseff, cargo que ocupou, segundo a PF, por indicação direta de Temer.
Andrade também comandou a bancada do PMDB mineiro na Câmara quando atuava como deputado federal.
Para a PF, ele tem “posição de destaque nos fatos investigados”. É suspeito de ter participado da edição de atos no Ministério da Agricultura para favorecer a JBS que, em troca, teria pago R$ 7 milhões a integrantes do grupo do PMDB investigado pela PF.

José Yunes, Ex-Assessor De Temer

A PF diz não ter identificado atividade partidária do suspeito, mas o identifica como amigo de longa data de Temer, que o nomeou como assessor especial.
Nas palavras dos investigadores, Yunes “foi arrastado pelo maremoto provocado pelas delações da Odebrecht”. O escritório dele foi um dos endereços indicados para a entrega de R$ 10 milhões que a empreiteira diz ter dado ao PMDB.
Depois de ter o nome citado, ele foi exonerado do cargo no governo.

Lúcio Vieira Lima, Deputado-Federal

Irmão de Geddel, Vieira Lima é suspeito de atuar no Congresso para favorecer interesses de grandes construtoras em troca de doações de campanha.

Wesley Batista, irmão de Joesley, é preso em São Paulo. Empresário é investigado por lucro indevido com delações




  • 13/09/2017
A Polícia Federal prendeu na manhã desta quarta-feira (13), em São Paulo, o empresário Wesley Batista, irmão de Joesley e um dos donos do grupo J&F. A ação faz parte dos desdobramentos da Operação Tendão de Aquiles, deflagrada em junho. Wesley é investigado por manipulação do mercado financeiro. A suspeita é de que o grupo obteve lucro com a venda de dólares às vésperas da divulgação da delação premiada.

A prisão preventiva, sem data para acabar, foi determinada pela Justiça Federal de São Paulo. Também foi convertida de temporária (pelo prazo de cinco dias, prorrogáveis por outros cinco) em preventiva a prisão de Joesley. O empresário e o diretor de Relações Institucionais da J&F, Ricardo Saud, estão presos desde domingo (10) por determinação do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Os dois são acusados de omitir informações no acordo de delação premiada, que havia garantido, entre outras coisas, imunidade penal aos dois.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

PF Usa Powerpoint Para Denunciar Temer Como Chefe Do “Quadrilhão”






  • 13/09/2017
Relatório da Polícia Federal que atribui ‘vantagens’ de R$ 31,5 milhões ao presidente Michel Temer põe o peemedebista como um personagem que tem poder de decisão na suposta organização criminosa do partido na Câmara dos Deputados. A corporação ainda atribui ao ex-ministro Geddel Vieira Lima e aos ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco o papel de ‘longa manus’ de Temer em esquemas de corrupção envolvendo contratos públicos e lideranças da legenda na Câmara.
As conclusões da polícia, foram encaminhadas nesta segunda-feira, 11, ao Supremo Tribunal Federal (STF). O relatório da investigação, que teve início em 2015, era aguardado pelo procurador geral da República, Rodrigo Janot, para finalizar a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer.

QUADRILHÃO – Foram indicados pela PF como nomes que participaram da organização criminosa, pela ramificação do PMDB da Câmara: o presidente Michel Temer, os ex-presidentes da Câmara Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves; o ex-ministro Geddel Vieira Lima; e os ministros Moreira Franco e Eliseu Padilha.
O relatório tem como base delações da Odebrecht , da J&F do doleiro Lúcio Funaro e mensagens apreendidas no celular do ex-deputado Eduardo Cunha, condenado a 15 anos de prisão na Lava Jato e aliado histórico do presidente.
De acordo com a Polícia Federal, o ex-deputado Eduardo Cunha fazia a parta ‘obscura’, como chantagens, ameaças e negociatas, e o presidente Michel Temer tinha o papel de oficializar resultados dos acertos de Cunha.
GEDDEL EM CENA – Geddel, preso preventivamente na Operação Cui Bono?, apontado como um dos interpostos de Temer, seria integrante dos grupos administrativo e político da organização criminosa peemedebista identificada pela PF.
O relatório destaca um capítulo recente envolvendo Geddel, o confisco de malas e caixas com R$ 51 milhões em dinheiro vivo encontradas em um apartamento em Salvador. A dinheirama seria de Geddel – suas impressões digitais foram identificadas em cédulas.
O relatório destaca posições importantes que ele assumiu, como a Secretaria de Governo, e ressalta que Geddel estava em ‘perfeita sintonia’ com Eduardo Cunha. A corporação atribui a Geddel fraudes na Caixa Econômica Federal, à época em que era vice-presidente de pessoa Jurídica, como fraudes em liberação de empréstimos para Grupo JBS, Grupo Constantino (BR VIas, Oeste Sul/Comporte Participações) Mafrif/Seara, Big Frango, Alpargadas/JBS, J&F Investimentos e o Grupo Bertin.
MOREIRA E PADILHA – Ao ministro Moreira Franco, a PF atribui a arrecadação de R$ 5 milhões da OAS para a campanha de Michel Temer, e de R$ 4 milhões da Odebrecht, enquanto Secretário da Aviação Civil do governo Dilma, mesmo sabendo que a empreiteira tinha interesse na concessão de aeroportos.
Sobre Padilha, o relatório ressalta a suposta reunião da qual ele teria participado com executivos da Odebrecht, ao lado de Temer, no Palácio do Jaburu, para o acerto de R$ 10 milhões ao PMDB. O encontro foi relatado na delação da empreiteira.
Para concluir que há indícios da formação de uma organização criminosa, a Polícia Federal considerou no relatório que os peemedebistas investigados possuem poder sobre os demais membros do grupo e capacidade de repartir o dinheiro obtido através de práticas ilícitas como corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, fraude em licitação e evasão de divisas.
COM A PALAVRA, TEMER – O Estado Democrático de Direito existe para preservar a integridade do cidadão, para coibir a barbárie da punição sem provas e para evitar toda forma de injustiça. Nas últimas semanas, o Brasil vem assistindo exatamente o contrário.
Garantias individuais estão sendo violentadas, diuturnamente, sem que haja a mínima reação. Chega-se ao ponto de se tentar condenar pessoas sem sequer ouvi-las. Portanto, sem se concluir investigação, sem se apurar a verdade, sem verificar a existência de provas reais. E, quando há testemunhos, ignora-se toda a coerência de fatos e das histórias narradas por criminosos renitentes e persistentes. Facínoras roubam do país a verdade. Bandidos constroem versões “por ouvir dizer” a lhes assegurar a impunidade ou alcançar um perdão, mesmo que parcial, por seus inúmeros crimes. Reputações são destroçadas em conversas embebidas em ações clandestinas.
Muda-se o passado sob a força de falsos testemunhos. Vazamentos apresentam conclusões que transformam em crimes ações que foram respaldas em lei: o sistema de contribuição empresarial a campanhas políticas era perfeitamente legal, fiscalizado e sob instrumentos de controle da Justiça Eleitoral. Desvios devem ser condenados, mas não se podem criminalizar aquelas ações corretas protegidas pelas garantias constitucionais.
Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República
COM A PALAVRA, PADILHA – O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, informa que só irá se pronunciar quando e se houver acusação formal contra ele que mereça resposta.
COM A PALAVRA, MOREIRA – Jamais participei de qualquer grupo para a prática do ilícito. Repudio a suspeita. Responderei de forma conclusiva quando tiver acesso ao relatório do inquérito. Lamento que tenha que falar sobre o que ainda não conheço. Isto não é democrático.

Procurador da equipe de Raquel Dodge escreveu livro com Gilmar Mendes.





  • 12/09/2017
Anunciado nesta segunda-feira como secretário da área de “função constitucional” da equipe de Raquel Dodge, Paulo Gustavo Gonet Branco é próximo de Gilmar Mendes.

É co-autor do livro “Curso de Direito Constitucional”, um dos mais importantes de Gilmar Mendes. A publicação já ganhou um Prêmio Jabuti e está na 8ª edição.

Paulo Gonet foi, inclusive, sócio de Gilmar no IDP. A sociedade foi desfeita este ano.

STF autoriza abertura de inquérito contra Michel Temer p/ investigar decreto dos Portos que teria favorecido empresa do setor. Via




  • 12/09/2017
O presidente da República, Michel Temer, passa a ser alvo de uma nova investigação no Supremo Tribunal Federal (STF), após o ministro Luís Roberto Barroso decidir pela abertura de inquérito contra o presidente para apurar fatos relacionados ao Decreto dos Portos, editado em maio deste ano. A apuração se dará sobre possíveis crimes de lavagem de dinheiro, corrupção ativa e corrupção passiva.

Também serão investigados o ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures, além de Antônio Celso Grecco e Rodrimar Ricardo Conrado Mesquita, respectivamente, dono e diretor da Rodrimar, empresa que opera no Porto de Santos.


A necessidade de uma investigação sobre a edição do Decreto dos Portos foi inicialmente apontada pelo procurador em junho, quando a PGR enviou ao Tribunal a denúncia contra o Temer por corrupção passiva. Analisando o que foi informado pela PGR, Barroso disse que há “elementos suficientes para instauração e inquérito”.
“Os elementos colhidos revelam que Rodrigo Rocha Loures, homem sabidamente da confiança do Presidente da República, menciona pessoas que poderiam ser intermediárias de repasses ilícitos para o próprio Presidente da República, em troca da edição de ato normativo de específico interesse de determinada empresa, no caso, a Rodrimar S/A”, assinalou Barroso na decisão de abertura do inquérito.
Barroso faz uma ponderação sobre “ônus pessoal e político” da investigação de um presidente da República, mas que isso não pode impedir a apuração.
“A ninguém deve ser indiferente o ônus pessoal e político de uma autoridade pública, notadamente o Presidente da República, figurar como investigado em procedimento dessa natureza. Mas este é o preço imposto pelo princípio republicano, um dos fundamentos da Constituição brasileira, ao estabelecer a igualdade de todos perante a lei e exigir transparência na atuação dos agentes públicos. Por essa razão, há de prevalecer o legítimo interesse social de se apurarem, observado o devido processo legal, fatos que podem se revestir de caráter criminoso”, afirmou Barroso.
“Presentes os elementos indiciários mínimos da ocorrência do fato e de eventual autoria por pessoa com foro por prerrogativa de função perante esta Corte, determino a instauração do Inquérito, devendo o feito ser autuado como tal”, decidiu Barroso.
Apesar de o pedido de investigação ter sido feito por Janot, caberá a Raquel Dodge, que assume na próxima semana a chefia da PGR, conduzir o inquérito. A indicação de Dodge ao cargo de procuradora-geral da República foi feita pelo presidente Michel Temer e referendada pelo Senado.
A assessoria de imprensa do Palácio do Planalto foi procurada pela reportagem mas ainda não respondeu se o presidente Temer se manifestará. Procurado, o advogado de Rocha Loures, Cezar Bittencourt, afirmou que só se manifestará após ter conhecimento da decisão do ministro.
O caso. Apesar de a petição da PGR falando da necessidade de investigação ter sido enviada em junho, apenas no dia 31 de agosto ela se manifestou a respeito da relatoria. Após verificar que não haveria conexão desta investigação com um inquérito que já tramitou no Supremo sobre o Porto de Santos e foi arquivado em 2011, Janot pediu a livre distribuição do pedido de abertura de inquérito entre todos os ministros. No sorteio, o escolhido foi Barroso.
As suspeitas sobre Temer em torno da edição do Decreto dos Portos surgiram a partir de uma conversa de pouco mais de 2 minutos com Loures interceptada pela Polícia Federal em 4 de maio. Loures, que foi assessor especial da Presidência, estava grampeado. O deputado tentava saber sobre a assinatura do Decreto dos Portos e Temer informou o parlamentar que iria assinar o decreto na outra semana.
Depois da conversa com Temer, Rocha Loures passou informações por telefone a Ricardo Conrado Mesquita, membro do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira dos Terminais Portuários e diretor da empresa Rodrimar, que opera no Porto de Santos.
O nome de “Ricardo” é apontado pela Procuradoria como um dos possíveis intermediários de repasses ilícitos para Temer. Na denúncia que foi enviada ao STF em junho, a PGR descreve os diálogos interceptados que usa para identificar os codinomes “Ricardo”, “Celso”, “Edgar” e “Coronel” como possivelmente pessoas que recebiam repasses para Loures e Temer.
O presidente assinou em 10 de maio decreto para facilitar investimentos privados nos portos. Na conversa ao telefone, o presidente indica o que é uma das principais mudanças previstas no decreto, o aumento para 35 anos de prazos dos contratos de arrendatários, prorrogáveis por até 70 anos. Após Loures comentar que teve informação de que já teria sido assinado o decreto, Temer responde: “Não. Vai ser assinado na quarta-feira à tarde .. Vai ser numa solenidade até, viu?”. Em outro trecho da conversa, o presidente diz que ‘aquela coisa dos setenta anos lá para todo mundo parece que está acertando aquilo lá…’.
“Têm-se, pois, elementos de prova no sentido de que o denunciado Rodrigo Loures, homem de total confiança do também denunciado Michel Temer, não apenas mencionou diversas pessoas que poderiam ser intermediárias de repasses financeiros ilícitos para Temer, como também atuou para produção de ato normativo que beneficiara justamente a sociedade empresária possivelmente ligada às figuras de ‘Ricardo’ e ‘Celso’, no caso a Rodrimar S.A., nas pessoas de Ricardo Conrado Mesquita, diretor, e Antônio Celso Grecco, sócio e presidente”, escreveu Janot em junho.

Quando veio à tona o novo pedido de abertura de inquérito, a assessoria do Palácio do Planalto informou que o presidente não vai comentar o pedido da PGR.

O dinheiro que ganhei é fruto de uma vida de trabalho, diz Geddel




  • 12/09/2017
Em meio a um turbilhão de lamentações, o ex-ministro Geddel Vieira Lima tem dito para as pessoas mais próximas que nunca recebeu dinheiro ilícito.

O político baiano continua a sustentar esta falácia, mesmo após a Polícia Federal ter encontrado um ‘bunker’ que lhe é atribuído a propriedade de cerca de 51 milhões de reais, em dinheiro vivo, encontrados no local.


O imóvel foi cedido a Geddel por um amigo supostamente para armazenar documentos herdados do seu pai, falecido em 2016.

Trata-se da maior apreensão de dinheiro vivo da história do país.
Segundo pessoas ligadas ao ex-ministro de Lula e de Michel Temer, Geddel Vieira Lima está muito abatido e seu maior temor é ser novamente preso.
Ele foi preso pela primeira vez no dia 03 de julho, por decisão do juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara da Justiça Federal de Brasília.
No dia 06 de julho, na audiência perante o magistrado, ao tomar conhecimento de que continuaria preso, o pilantra chorou copiosamente.
Depois, conseguiu o benefício da prisão domiciliar..


Por Aguiasemrumo:Romulo Sanches de Oliveira.

É como eu sempre digo: Político e Representante na vida pública corrupto devem ser enxergado com o mesmo ódio e repulso que enxergamos os assassinos, estupradores ou os pedófilos. Pois é isso que eles são, a escória da humanidade. Suas ações corruptas dão inicio a acontecimentos trágicos para a nossas vidas, a criança, a idosa que morre de fome, Os animais domésticos que são membros da família que passam por todas as dificuldades em um país prospero como o nosso, foi porque um vagabundo desses surrupiou milhões para sua conta. A idosa que morre na fila de um hospital por falta de médicos, leitos e remédios foram porque um vagabundo desses meteu a mão nos cofres públicos. A mulher que é estuprada na esquina por falta de uma viatura policial foi porque um político patife desviou