terça-feira, 22 de agosto de 2017

Aposentadoria Acima De R$ 60 Mil Por Mês: Veja Como Isso É Possível Para Deputados E Senadores




  • 23/08/2017
Considerado como uma entidade privada, embora seja mantido quase que totalmente com recursos da União, o Instituto de Previdência dos Congressistas (IPC) permite a seus filiados e pensionistas, entre tantas regalias, a possibilidade de acúmulo de rendimentos que resulta no desrespeito do teto remuneratório constitucional. Aposentadorias são somadas a salários, pensões e até mesmo a outras aposentadorias, o que resulta em vencimentos acima de R$ 60 mil. Não há ilegalidade nesses pagamentos.
O ex-presidente José Sarney tem três aposentadorias, num total de R$ 73,7 mil. O ex-deputado e ex-senador Antônio Carlos Kondes Reis (SC), que transitou por Arena e PDS até chegar ao PFL, recebe R$ 33,7 mil do IPC – justamente o teto constitucional. Mas ele conta ainda com a pensão de R$ 30,4 mil por ter sido governador de Santa Catarina durante a ditadura militar.

Ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) também estão entre os mais bem remunerados. O vice-presidente do tribunal, ministro José Múcio Monteiro, recebe R$ 26,1 mil do IPC por conta de mandato como deputado federal. Com subsídio de R$ 32 mil no tribunal, recebeu R$ 42 mil brutos em março. A sua assessoria afirma que foi aplicado o abate teto, mas apenas sobre o seu salário. A aposentadoria foi mantida intacta.
O ex-deputado e ministro aposentado do TCU Humberto Souto, ex-líder do governo Collor na Câmara, ganha R$ 27,8 mil do IPC. Em março, contou com mais R$ 37,2 mil brutos da aposentadoria pelo tribunal. O abate teto atingiu apenas o segundo benefício. Ele agora é prefeito de Montes Claros, mas a sua assessoria afirma que ele “abriu mão” do salário.
Público privado
Desde 1993 o TCU entende que o IPC é um instituto de previdência privada porque os parlamentares contribuíam com recursos próprios e o dinheiro era investido. Mas o fato é que o instituto estava quebrado quando foi extinto em 1999 – não tinha dinheiro para cumprir seus compromissos, que passaram a ser bancados pela União. Em 2013, o tribunal decidiu que os benefícios oriundos do IPC estavam excluídos da incidência do teto remuneratório constitucional.
O principal argumento usado no julgamento foi uma resolução do Conselho Nacional de Justiça que exclui do teto “benefícios percebidos de planos de previdência instituídos por entidades fechadas, ainda que extintas”. Assim, as aposentadorias do instituto podem ser acumuladas com pensões de ex-governadores, salários de ministros e até aposentadorias de servidores da Câmara ou do Senado.

O deputado Esperidião Amin (PP-SC) conta hoje com uma pensão como ex-governador de Santa Catarina no valor de R$ 30,4 mil. Aposentado pelo IPC, teria direito a mais uma aposentadoria de R$ 17,3 mil. Não recebe porque está no exercício do mandato. Quando retornar à aposentadoria, receberá R$ 19,3 mil pelo instituto mais a pensão de ex-governador, num total de R$ 49,7 mil. Ele afirmou à Gazeta do Povo que apresentou emenda à reforma da Previdência para implantar o “teto efetivo”, válido para políticos, parlamentares, juízes, promotores, enfim, todos os agentes públicos.
“A minha emenda é para que a soma do que sai dos cofres públicos, a qualquer título, não ultrapasse o teto constitucional. O teto existe. Quando eu digo efetivo, é para efetivar”, explica. Lembrado de que tem direito a um a pensão como ex-governador, afirmou: “Eu nunca votei a favor dessa pensão, mas sei que, historicamente, ela tem uma razão presidencialista. Ela está na constituição do meu estado e do Brasil. Não me cabe defendê-la. Eu cobro é que haja o teto efetivo da soma do que o cara ganha”.
Mas ele afirma que não pretende se aposentar: “Não fiz as contas porque não pretendo me aposentar. Na verdade, eu tenho vergonha até de pegar a fila dos idosos. Como eu não tenho cabelo branco [ele é completamente careca], não tenho como comprovar a idade. Cada vez que entro da fila é uma vergonha”, diz ele, em tom de brincadeira.
Governadores
O maior número de casos de estouro do teto remuneratório acontece por conta das pensões pagas a ex-governadores ou seus dependentes no caso de morte – em torno de R$ 30 mil na maioria dos estados. Entre os beneficiários estão os ex-governadores José Sarney (MA), Pedro Simon (RS), Alceu Collares (RS) e Jorge Bornhausen (SC), que têm pensão de R$ 30,4 mil.
Como Sarney recebe mais R$ 29 mil pelo IPC e R$ 14,2 mil como servidor aposentado do Tribunal de Justiça do Maranhão, tem tenda total de R$ 73,7 mil. Decisão tomada pela juíza federal Cristiane Pederzolli, de Brasília, no início de abril, determina que o ex-presidente devolva aos cofres públicos o dinheiro que recebeu acima do teto constitucional nos últimos cinco anos. Sarney recorreu da decisão.
Simon tem aposentadoria pelo IPC no valor de R$ 17,5 mil. Ele suspendeu a pensão como governador enquanto estava no Senado e tinha salário de R$ 33,7 mil. Mas voltou a receber o benefício quando ficou apenas com a verba do IPC. Bornhausen tem aposentadoria de R$ 13,1 mil pelo IPC.
Roberto Requião (PR), Edison Lobão (MA) e Esperidião Amin (SC) estão com a aposentadoria do IPC suspensa porque foram reeleitos. Mas elas retornarão ainda mais gordas quando eles concluírem o mandato. Por enquanto, eles somam ao seu salário a pensão de ex-governador.
Algumas viúvas de ex-governadores chegam a ter duas e até três pensões. Arlete Richa, viúva de José Richa e mãe do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), recebe R$ 13,3 mil do IPC pelos mandatos do senador e mais R$ 30,4 mil do governo do Paraná. Viúva de Leonel Brizola, Guilhermina Pinheiro conta com R$ 12,8 mil do instituto de previdência, mais R$ 21,8 mil da pensão paga pelo governo do Rio de Janeiro e R$ 30,4 mil do governo gaúcho – um total de R$ 65 mil.
A decisão do TCU tornou possível mais um tipo de acúmulo: aposentadoria de servidor da Câmara com aposentadoria de parlamentar. A ex-deputada Lúcia Braga (PMDB-PB) exerceu três mandatos na Câmara, de 1987 a 2007. Antes disso, em abril de 1979, começou a trabalhar como servidora da Câmara. Três anos mais tarde, retornou à Paraíba para assumir a Fundação Social do Trabalho, criada pelo governador e seu marido, Wilson Braga. O trabalho social impulsionou o início da sua carreira parlamentar. Licenciou-se da Câmara em 1986 para se candidatar a deputada.

Em 1995, aposentou-se pelo IPC, mas voltou ao mandato em 2003. Hoje, recebe aposentadoria de R$ 12,6 mil do instituto. Mas aposentou-se também como servidora da Câmara, recebendo benefício de R$ 31,2 mil, mais R$7,4 mil pelo exercício de um cargo de confiança (CNE-7) e R$ 8,8 mil de vantagens pessoais. Com a aplicação do redutor constitucional, recebe líquido R$ 23,7 mil.
A Câmara explica o malabarismo funcional feito pela servidora para conseguir a aposentadoria. Lúcia Braga averbou 17 anos de trabalho na área pública antes de ingressar na Câmara. Com mais “13 anos de trabalho na instituição, cumpriu a exigência de 30 anos de serviço”. A assessoria acrescenta que a aposentadoria da servidora foi concedida com base no que determinava, na época, a redação original do art. 40 da Constituição Federal.
O deputado Freitas Diniz (MDB-MA) exerceu três mandatos de 1967 a 1983, quando se aposentou pelo IPC, com benefício de R$ 13 mil. Mais tarde, aposentou-se como servidor da Câmara. Tem hoje remuneração fixa de R$ 28,6 mil, mais R$ 9,2 mil de vantagens pessoais e R$ 7,4 mil por um cargo de confiança (CNE-7). Com a aplicação do redutor constitucional, recebe R$ 23,6 mil líquidos.
A Câmara afirma que o caso de Freitas enquadra-se no Acórdão 3.632/2013, do TCU, que decidiu que os benefícios do extinto IPC estão excluídos do cálculo do teto salarial.
Sarney
Advogado responsável pelo caso do presidente José Sarney, Eduardo Espínola Araújo, afirma que, em recente decisão (RE’s n. 602.043/MS e n. 612975/MS), o Supremo Tribunal Federal julgou que o teto constitucional não incide “nos casos autorizados, constitucionalmente, de acumulação de cargos, empregos e funções”, ao entendimento de que devem ser considerados cada um dos vínculos formalizados. “Esperamos que, no julgamento do recurso de apelação interposto, seja aplicado o mesmo entendimento ao caso do Presidente José Sarney”, disse Araújo.

Confirmado: Funaro Fecha Acordo De Delação E Leva O Planalto Ao Desespero



  • 22/08/2017

Depois de meses de negociação e após uma reunião que só terminou por volta da meia-noite, advogados do operador Lúcio Bolonha Funaro e integrantes do Ministério Público Federal (MPF) acertaram os termos do acordo de delação premiada. Segundo pessoas com acesso às negociações, o acordo foi assinado ainda nesta terça-feira.


Após a formalização entre as duas partes, o material, incluindo os anexos em que o futuro delator promete apresentar provas sobre crimes de que teve conhecimento e/ou participação, será enviado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que o acordo seja homologado.
“AINDA TEM” – Funaro agia como operador do PMDB. Há uma semana, após acompanhar audiência na Justiça Federal, onde responde a processo junto com o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que teve o mandato cassado, Funaro foi abordado por jornalistas.
Indagado se tinha algo a falar sobre o presidente Michel Temer, limitou-se a dizer que ainda tem o que dizer. No entanto, ainda não há detalhes sobre o conteúdo da delação do operador e qual a extensão da lista de envolvidos do mundo político citados por ele.
Na última segunda-feira, o doleiro foi transferido do presídio da Papuda para a carceragem da Polícia Federal (PF). Foi a segunda vez desde o início do mês passado que Funaro foi levado à carceragem da polícia, onde pode prestar depoimentos com mais facilidade. Normalmente, quem negocia acordo de delação é levado para lá.
TEMPO DE PRISÃO – Na última semana, fontes vinculadas ao caso disseram ao Globo que o acordo estava em fase final de negociação e só não tinha sido assinado até então porque as partes ainda divergiam sobre o tempo em que Funaro ficaria preso. Investigadores da Lava-Jato exigiam 12 anos de prisão para o operador. O doleiro entendia que, pelas informações oferecidas, teria direito a deixar a cadeia até o fim deste ano.
Os investigadores decidiram estabelecer regras mais duras para o operador porque ele só se dispôs a colaborar quando boa parte da suposta estrutura de corrupção a que pertencia já era conhecida da Lava-Jato. Conta também contra Funaro o fato de que este seria o segundo acordo de delação dele. O operador fez acordo de colaboração durante as investigações do mensalão, mas não cumpriu o compromisso de não voltar a cometer crimes.
TEMER NA MIRA – As revelações de Funaro podem atingir um expressivo número de políticos, entre eles o presidente Michel Temer. Antes de ser preso, no início de julho do ano passado, o operador do PMDB era considerado um dos principais cúmplices dos negócios do ex-deputado Eduardo Cunha e de outros políticos do partido.
Um único depoimento que o doleiro prestou à PF, por exemplo, já serviu de base para a prisão do ex-ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), que era um dos ministros mais influentes na primeira fase do governo Temer.
Geddel foi acusado de tentar impedir acordo de delação premiada do ex-deputado Eduardo Cunha e do operador financeiro Lúcio Bolonha Funaro. Ele foi preso em Salvador e está em prisão domiciliar.(VIA TRIBUNA DA INTERNET)





Por Aguiasemrumo:Romulo Sanches de Oliveira.


É como eu sempre digo: Político e Representante na vida pública corrupto devem ser enxergado com o mesmo ódio e repulso que enxergamos os assassinos, estupradores ou os pedófilos. Pois é isso que eles são, a escória da humanidade. Suas ações corruptas dão inicio a acontecimentos trágicos para a nossas vidas, a criança que morre fome em um país prospero como o nosso, foi porque um vagabundo desses surrupiou milhões para sua conta. a idosa que morre na fila de um hospital por falta de médicos, leitos e remédios foi porque um vagabundo desses meteu a mão nos cofres públicos. A mulher que é estuprada na esquina por falta de uma viatura policial foi porque um político patife desviou milhões para sua conta fantasma no exterior, para comprar carrões, iates e joias caras para sua prostituta de luxo. Eles são a causa primária desse degradante efeito borboleta.. Político corrupto é o pior bandido que possa existir na face da terra. Suas atitudes decidem o que será de nossas vidas, o que será de nosso país?


Pela primeira vez na história da República brasileira, temos um presidente denunciado criminalmente por atos de corrupção cometidos no exercício do mandato. Sai um homem de confiança do Temer da cadeia e entra outro e assim por diante. Isso bastaria para que Michel Temer tomasse a decisão de renunciar para abreviar a crise, Michel Temer faz parte do Grupo de bandidos dos Batistas. Assim, se os irmãos Batistas entregaram seus comparsas, melhor para o Brasil, pois preferível o pior à dura verdade, do que uma eternização da mentira e corrupção. O Brasil passou pela trajetória do Impeachment da Dilma e passará também pela trajetória do afastamento do Temer (Artigo 81 CF), pois caso contrário será uma catástrofe MORAL e ÉTICO para o Brasil. Não podemos e eu não defendo qualquer tipo de corrupção ou safadeza de um líder político, independente do Partido.  Afinal, o próprio presidente declarou há meses que ministros denunciados na Lava Jato teriam que renunciar. Agora, o próprio presidente foi atingido, mas ao contrário do que afirmou, promete resistir, junto com seus ministros, muitos deles na mesma situação.


Como nosso grupo é de pessoas dotadas de capacidade e dotados de discernimento e muita inteligência e conhecimento político e altamente bem relacionados, estou a pensar, qual a opinião dos nossos Ir: grupo a respeito da Reforma política que está na agenda do Congresso Nacional, pois destaquei aqui no grupo minha insistente opinião de que nada mudará, nada nada, ou seja, estou falando da corrupção POLÍTICA, se o sistema partidário (artigo 17 CF) não for alterado significativamente, nada mudará. Será que o povo brasileiro não irão abrir os olhos e ver que os PARTIDOS POLÍTICOS são na verdade onde ensinam e incubam os bandidos Políticos, treinando-os e adestrando-os como serem excelentes corruptos. Pois a corrupção no meio político começa nos PARTIDOS. Há uma grande resistência da discussão do tem, principalmente para aqueles que são incrédulos por ignorância ou por obterem vantagem do sistema.                                                                        
                                                                                                                          Me
Digam que Partido Político diante das investigações da lava-jato, dos mensalões, foram suspensos seus registros ou caçados? Que presidente de partido foi preso? Que mandato foi caçado em virtude das falcatruas e corrupções dos partidos? Que Partido teve seus bens e de seus dirigentes sequestrados?                                                                                            
                                                                                                                          Por
Favor responda? Hoje temos 35 partidos registrados no TSE, e outros tantos esperando seus registros. E pergunta-se quanto mesmo são destinados a eles (partidos) a título de FUNDO PARTIDÁRIO? E para quem eles prestam contas da utilização desses recursos?

Lula É Citado E Intimado Por Sítio Em Atibaia



  • 22/08/2017

Lula foi citado e intimado oficialmente sobre a denúncia que envolve o sítio em Atibaia. A defesa tem dez dias para apresentar resposta a partir da notificação, que aconteceu no dia 14 de agosto. O documento, assinado pela oficiala de Justiça Edilamar Dornas, foi publicado no blog de Fausto Macedo, do Estadão nesta terça (22).

“Certifico que no dia 14 de agosto às 9h dirigi-me à Avenida Francisco Prestes Maia (…) e ali citei e intimei o senhor Luiz Inácio Lula da Silva, lendo-lhe os termos do mando, colhendo sua assinatura, entregando-lhe a contrafé, que aceitou”, escreve a servidora.

Na mesma denúncia, também estão inclusos outros doze acusados. Entre eles, empreiteiros como Léo Pinheiro, Marcelo e Emílio Odebrecht, o advogado Roberto Teixeira e Fernando Bittar, sócio de Fábio Luís da Silva, o Lulinha, e um dos donos do sítio.

Lula se tornou réu pela sexta vez em 1º de agosto por decisão de Sergio Moro, acusado de corrupção e lavagem de dinheiro. Reformas no sítio Santa Bárbara teriam sido pagas pelas empreiteiras Odebrecht e OAS e pelo pecuarista José Carlos Bumlai. O valor, acusa o MPF, chegou a cerca de R$ 1.020.500,00.

O petista, que responde a processos nas operações Zelotes, Janus e Lava Jato, foi condenado nesta última a nove anos e seis meses de prisão, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro por meio de um tríplex no Guarujá, construído e reformado pela OAS por cerca de 2,2 milhões de reais.



 

POVO Está ENOJADO De Políticos CORRUPTOS E INCAPAZES





  • 22/08/2017
POVO está ENOJADO de políticos CORRUPTOS e INCAPAZES…
Após a rejeição maciça apontada por pesquisa, eles devem abster-se de votar pautas em causa própria e fazer o que fariam os que têm um mínimo de VERGONHA na CARA
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Se 94% do povo os abominam conforme pesquisa IPSOS; a eles resta seguir os padrões éticos e de DIGNIDADE, que sugerem uma RENÚNCIA COLETIVA.
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BASTA! Em sua maioria, como mostraram os que impediram a investigação de Temer, no caso da reunião clandestina com Joesley Batista, eles só estão preocupados com GRANA no bolso e com sua própria sobrevivência dentro do mesmo esquema PODRE.
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Eles querem APENAS tirar dinheiro da MESA DOS FAMÉLICOS, deixando-os MORRER À MÍNGUA para continuarem com os MENSALÕES, PETROLÕES e CENTENAS DE outros ‘ÕES’;
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A seguir matéria por Daniel Bramatti, O Estado de S.Paulo – 13 Agosto 2017 | 05h00
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“”Classe política enfrenta rejeição generalizada””
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A pouco mais de um ano da eleição, pesquisa Ipsos revela que só 6% se sentem representados pelos políticos nos quais já votaram e apenas 50% defendem a democracia.
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A pouco mais de um ano das eleições para a Presidência, os governos estaduais e o Congresso Nacional, os brasileiros manifestam rejeição generalizada à classe política, independentemente de partidos, e ao atual modelo de governo. Segundo pesquisa do instituto Ipsos, apenas 6% dos eleitores se sentem representados pelos políticos em quem já votaram.
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Desde novembro do ano passado houve queda de nove pontos porcentuais na taxa dos que se consideram representados. A onda de negativismo contamina a percepção sobre a própria democracia: só metade da população considera que esse é o melhor regime para o Brasil, e um terço afirma que não é.
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Quando os eleitores são questionados especificamente sobre o modelo brasileiro de democracia, a taxa de apoio é ainda mais baixa: 38% consideram que é o melhor regime, e 47% discordam. A pesquisa também mostra que 74% são contra o voto obrigatório.
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Passado pouco mais de um ano das manifestações de massa que culminaram no fim do governo petista de Dilma Rousseff, nada menos do que 81% dos entrevistados pelo Ipsos manifestaram concordância com a afirmação de que “o problema do País não é o partido A ou B, mas o sistema político”.
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Para 94%, os políticos que estão no poder não representam a sociedade. Apenas 4% acham o contrário. Quem está na oposição também é alvo de desconfiança. Quando a pergunta é sobre os políticos em quem os entrevistados já votaram em algum momento, 86% dizem não se sentir representados.
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Distância. “Segundo a opinião pública, os eleitos não representam os eleitores”, observa Rupak Patitunda, um dos responsáveis pela pesquisa Ipsos. “A democracia no Brasil, desta forma, não é representativa.”
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Só um em cada dez cidadãos vê o Brasil como um país onde a democracia é respeitada. Para 86%, isso não ocorre. “A própria democracia, o que se espera de seu conceito, não é respeitada”, afirma o pesquisador. “Há uma expectativa sobre o regime que não é atendida pelos seus clientes.”
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A percepção de desrespeito às normas democráticas pode estar relacionada à ideia de desigualdade. Para 96% dos entrevistados pelo instituto, todos devem ser iguais perante a lei, mas somente 15% consideram que essa regra é devidamente observada no Brasil. .
É também quase consensual a noção de que a corrupção é um entrave para que o País alcance um nível mais avançado de desenvolvimento.
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Nove em cada dez eleitores concordam com as avaliações de que “o Brasil tem riquezas suficientes para ser um país de primeiro mundo”, de que “o Brasil poderia ser um país de primeiro mundo se não fosse a ação da corrupção” e de que “o Brasil ainda pode ser um país de primeiro mundo quando acabar com a corrupção”.
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‘Causas comuns’. Os dados do Ipsos mostram que, após um ciclo de acirramento da polarização política no País, há uma ânsia por iniciativas de conciliação. Nada menos do que 88% dos entrevistados concordam com a afirmação de que “as pessoas deveriam se unir em torno das causas comuns, e não brigar por partido A ou partido B”. Parcela similar considera que “brigar por partido A ou B faz com que as pessoas não discutam os reais problemas do Brasil”.
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Os dados do Ipsos são parte de um levantamento chamado Pulso Brasil, feito mensalmente desde 2005 para monitorar a opinião pública sobre política, economia, consumo e questões sociais. Foram ouvidas 1,2 mil pessoas, em 72 municípios, entre 1.º e 14 de julho. A margem de erro é de três pontos porcentuais para mais ou para menos.

Por Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira

Não devemos atacar e combater as instituições, mas sim os ladroes e corruptos que se apoderaram delas e apropriam-se indevidamente dos recursos da Pátria!
Devemos alterar o curso de nossas discussões. Por exemplo, devemos imediatamente trabalhar para alterar o artigo 17 da Constituição Federal, para acabar COM A FARRA das INCUBADORAS DE BANDIDOS POLÍTICOS.
E alterar o Art. 17 da CF (reforma partidária) para estabelecer que os dirigentes partidários respondam pelos crimes que o partido esteja envolvido (equiparados a crimes hediondos) e seja caçado o registro do Partido e todos os mandatos dos políticos eleitos concomitantemente.

Meirelles Diz Que Ficou Surpreso Com Delações Da JBS, Onde Trabalhou



  • 22/08/2017
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, considerou as delações de Joesley e Wesley Batista, com quem trabalhou no grupo J&F, uma “surpresa”. Em entrevista ao jornal “Folha de S. Paulo”, publicada nesta terça-feira, ele destacou que “nunca ficou sabendo de nada disso” e que sua função, específica de criar uma plataforma digital, não incluía discutir as relações do grupo com o governo.
Filiado ao PSD, um dos partidos que compõem a base do presidente Michel Temer (PMDB-SP), Henrique Meirelles tem sido considerado por governistas uma opção para 2018. Sem negar a intenção, o ministro ressaltou que “não se preocupa” com o futuro.



“Estou concentrado no meu trabalho, que é fazer as reformas e assegurar o crescimento nos próximos anos. Não estou preocupado com o futuro”, frisou o ministro, que ressaltou “não sentir” efeitos da crise política na capacidade do governo de viabilizar projetos no Congresso.

MPF Denuncia Ex-Presidente Do Tribunal De Contas Por Venda De Decisões




  • 22/08/2017
Oex-presidente do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE/RJ) Jonas Lopes de Carvalho Júnior e outras quatro pessoas foram denunciadas por envolvimento em esquema de venda de decisões proferidas pela Corte de contas, com a participação de outros conselheiros.
A denúncia é assinada pelo vice-procurador-geral da República, José Bonifácio, e foi enviada ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A peça revela condutas criminosas que correspondem à corrupção praticada em três períodos sucessivos (2000 a 2006, 2007 a 2010 e 2011 a 2016) e a um conjunto de crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas, além de associação criminosa. Também foram denunciados Jonas Lopes de Carvalho Neto, Jorge Luiz Mendes Pereira da Silva, Álvargo José Galliez Novis e Edimar Moreira Dantas.

De acordo com a denúncia, desde meados de 1999 até dezembro de 2016, conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE/RJ) estruturaram um ajuste criminoso de solicitação e recebimento de vantagens indevidas, oferecidas por interessados em processos submetidos a análise da Corte.
Esses crimes renderam vasta quantidade de dinheiro em espécie, que foi repartida entre os participantes em encontros realizados na sala da presidência do TCE/RJ, mediante a entrega de envelopes e pastas contendo os valores ilícitos, destaca a PGR.
A denúncia narra que, na divisão de tarefas, competia ao presidente os contatos com os interessados, as solicitações, o controle do gerenciamento da coleta e a distribuição das quantias, sempre a partir da prévia aquiescência dos conselheiros participantes.
Mesmo que a solicitação fosse eventualmente realizada por outro membro, o presidente era informado e mantinha estrito controle sobre o fluxo dos recursos ilícitos.
Segundo a acusação, na execução das providências, foram contatados auxiliares de confiança para recolhimento e transporte das quantias à sede do TCE/RJ, pessoas que foram autorizadas a remunerar-se com parte dos valores acumulados, e, outros vinculados aos interessados nas decisões atuaram na entrega dos valores acertados com os membros do tribunal, em volumes de dinheiro em espécie estocados e disponibilizados conforme demanda dos envolvidos.
A denúncia aponta que os valores serviram para determinar avaliações menos rigorosas nos processos submetidos a julgamento da Corte. Há provas de que parte do dinheiro foi ocultada em conta mantida no exterior e outra convertida em animais bovinos e terras rurais, como forma de dissimular a natureza criminosa dos ativos, configurando os crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
A PGR pede que os denunciados recebam as penas e sanções ajustadas nos acordos de colaboração premiada firmados com o Ministério Público Federal.
Desmembramentos
O vice-procurador-geral pede o desmembramento do Inquérito 1133 com autuação de um novo inquérito no STJ para continuidade das apurações dos fatos relacionados aos demais conselheiros do TCE/RJ. Também pede o desmembramento para o Tribunal Regional Federal da 2ª Região para investigações relacionadas a membros da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e o desmembramento ao juízo da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro para continuidade da apuração relacionada aos outros envolvidos que não possuem foro especial. Com informações da Assessoria de Comunicação da PGR.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Cunha Traça Plano ‘Audacioso’ Para Ter A Liberdade Com Nova Procuradora-Geral




  • 22/08/2017




Em meados do período do mês de setembro, mais precisamente, a partir do dia 18 do próximo mês, Raquel Dodge assumirá o comando da Procuradoria Geral da República em substituição a Rodrigo Janot, que terá seu mandato encerrado como chefe do Ministério Público Federal.
Estratégia de Eduardo Cunha
Embora a estratégia principal do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha seja aguardar a nomeação de Raquel Dodge como nova procuradora-geral da República e assim poder alavancar o seu acordo de colaboração premiada, que segue ainda em ritmo de “espera”, não será nada fácil para ele conseguir lográ-lo. Um dos principais motivos que podem dificultar, de modo exponencial, o avanço das tratativas é a negativa por parte da futura procuradora-geral Raquel Dodge em querer implementar negociações com o ex-deputado carioca.
Entretanto, nem tudo poderão ser “flores” para Cunha, pois, a futura procuradora-geral e sua equipe têm demonstrado que não possuem a menor pretensão de iniciar as negociações para que se possa chegar a um acordo de colaboração premiada com o ex-parlamentar. Nos bastidores da Procuradoria Geral da República, os integrantes do Ministério Público Federal veem o ex-deputado como alguém considerado pouquíssimo confiável para que se possa dar início na implementação das tratativas.
Um outro fator que deve-se levar em consideração é que a nova equipe da futura procuradora-geral Raquel Dodge pretende se tornar muito mais seletiva do que a equipe do atual procurador Rodrigo Janot.
A intenção é que os futuros integrantes da #PGR sejam muito mais rigorosos na utilização de acordo de colaboração premiada. Pesa ainda contra o ex-deputado Eduardo Cunha, durante as tentativas para se firmar um acordo de delação, algumas ausências de grandes nomes da política nacional e, inclusive, com a presença de outros delatores, que Cunha teria o suposto propósito de “acertar” as contas, o que acabou deixando os procuradores intrigados.
Por essa razão, teria sido cobrada de Cunha uma segunda proposta de delação a ser apresentada, que esteja à altura do prometido por ele, sem que haja resquícios de agir por “vingança”. #Lava Jato