segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Funaro, Vai Implodir Governo Temer” (Vai Entregar Todos Os Corruptos Do PMDB ‘De A A Z’)



  • 21/08/2017
 O consultor, lobista, doleiro e operador de propinas Lucio Bolonha Funaro contratou o escritório do criminalista Antonio Figueiredo Basto para negociar um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal. Preso desde julho de 2016, como o operador de propinas do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), seu acordo apavora o Planalto.
Funaro promete falar o que sabe sobre as propinas para os “caciques do PMDB” e os benefícios obtidos por empresas, de A a Z”. A contratação do advogado curitibano é o mais efetivo passo do homem bomba do PMDB , em que fala o que sabe sobre os crimes e seus comparsas, em troca de redução de pena.

O lobista foi preso na Operação Sépsis, no dia 1º de julho, com base na delação de Fabio Cleto, ex-vice presidente de Fundos e Loteria da Caixa, mas é investigado nas operações Lava Jato, na Patmos, Greenfield, como operador de propinas de Cunha.
Com 30 anos de experiência, Basto tem em seu currículo dez acordos homologados na Operação Lava Jato – que ao todo, tem 151 delações feitas em Curitiba.
Foi o advogado que fechou a primeira delação premiada do doleiro Alberto Youssef, no Caso Banestado, década de 1990, e depois conseguiu novo acordo, em 2014, garantindo que o doleiro mais emblemático da Lava Jato deixasse a cadeia, menos de dois anos depois de preso.

Justiça Militar condena dois coronéis e mais cinco pessoas por corrupção dentro do Hospital Militar de Recife







Justiça Militar condena dois coronéis e mais cinco pessoas por corrupção dentro do Hospital Militar de Recife21/08/2017

A primeira instância da Justiça Militar da União, em Recife (PE), condenou dois coronéis do Exército, dois tenentes e três civis, dois deles empresários, todos envolvidos num esquema de corrupção que perdurou por cerca de três anos, dentro do Hospital Militar do Exército (HMAR), sediado na capital pernambucana. 
O líder do esquema, um coronel do Exército que recebia propina de 10% sobre compras feitas pelo hospital junto à empresa, foi condenado a mais de 6 anos de reclusão.
Segundos os autos da ação penal, o esquema foi descoberto depois de uma denúncia feita por outro coronel do Exército, que trabalhou no hospital e identificou a “promiscuidade” entre os oficiais - entre eles o diretor do hospital na época - e um empresário proprietário de uma empresa especializada no serviço de quimioterapia.
O coronel denunciante disse em juízo que ofereceu a notícia crime em função da bagunça administrativa proposital que reinava no Hospital de Área de Recife (HMAR), com a finalidade de sangrar os cofres públicos, como a falta de segregação de funções do setor de farmácia - o farmacêutico era o pregoeiro - e empenhos feitos verbalmente.
Ele afirmou que serviu no hospital entre abril de 2008 e dezembro de 2010, como chefe do setor de aquisições de licitações e percebeu uma especial atenção do diretor do hospital em relação a certas empresas, sendo que os acusados diziam abertamente que parte dos recursos que o hospital pagava à empresa era transformada em “doação”, em dinheiro ou em material. “Um eufemismo de corrupção, com a justificativa que era para ajudar o HMAR, situação que mais tarde viu que era mentira, pois o dinheiro era usado para enriquecer pessoas.” 
No depoimento em juízo, ele não soube informar como era feito o pagamento da corrupção, mas, segundo ouvia dizer dos coronéis réus no processo, 10% do valor do empenho era revertido para o HMAR, por ordem do diretor, operacionalizado pelo segundo coronel réu no processo.
No decorrer da investigação feita pelo Exército, dentro de um Inquérito Policial Militar (IPM), inclusive com quebras de sigilos fiscal e bancário, descobriu-se a participação de um funcionário de um banco estatal que aceitou receber os valores depositados pela empresa em sua conta pessoal. Os valores depois eram repassados ao chefe do esquema – diretor do hospital -, ou ao operador.
Uma tenente do Exército, que chefiava o setor de almoxarifado, também foi cooptada para participar, assim como o marido dela, um civil, proprietário de uma oficina, que chegou a receber valores. Descobriu-se também que para encobrir os valores pagos indevidamente aos militares, a empresa fazia mensalmente doação de material ao hospital, como ocorreu em 2008 e 2009, quando a administração militar recebeu diversos aparelhos de ar-condicionado, uniformes para servidores civis, computadores, impressoras, banheiras de hidromassagens, bebedouros, cafeteira e aparelhos micro-ondas.
Depois, o hospital passou a receber as doações em dinheiro depositadas na conta do Fundo do Exército. Entre março de 2009 e março de 2010, foram identificados depósitos de quase R$ 90 mil. 
Valores também eram entregues aos militares do hospital ou depositados em contas indicadas por eles. Uma funcionária da empresa, testemunha de acusação, disse em juízo que era diretamente subordinada ao empresário durante todo o período e tinha conhecimento das doações ao HMAR, autorizadas pelo dono da empresa. “As doações eram feitas por cheques que eram entregues a militares do HMAR, que iam à empresa e recebiam de suas mãos ou da gerente financeira”, testemunhou a mulher.
Denúncia
Finalizado o IPM, o Ministério Público Militar decidiu por denunciar todos os acusados por diversos crimes, entre eles corrupção ativa e passiva, exercício ilegal de função e falsidade ideológica.
Para a promotoria, o então diretor do Hospital Militar de Área de Recife (HMAR) chefiava o esquema fraudulento, cujo propósito era camuflar o pagamento de propina feito por uma empresa de serviços quimioterápicos de Pernambuco. O Ministério Público alegou que o estratagema foi confirmado por prova pericial e por testemunhas. 
“Tais termos de doação fictícia condiziam com cheques emitidos pelo empresário e depositados na conta bancária do acusado operador do esquema, conforme cheques juntados aos autos”, escreveu a promotoria na denúncia.
Posteriormente, informou o Ministério Público, os termos de doação foram substituídos de fato por cheques emitidos, mas depositados nas contas dos acusados. “Tais valores foram, em um primeiro momento, geridos pelo coronel, segundo acusado, que, mesmo após o término de seu vínculo com o HMAR, continuou ainda operacionalizando o esquema. Com a saída definitiva dele, o tenente, também réu na ação penal, passou a operacionalizar o esquema até o chefe do esquema sair da direção do HMAR”. 
Defesa negou fraude
A defesa do coronel apontado como chefe do esquema fraudulento argumentou que os termos de doação não eram de produtos superfaturados, conforme perícia mercadológica, e muito menos fictícios, pois a perícia realizada pela 7ª ICEFEx – órgão fiscalizador do Exército - não foi a campo verificar a existência real dos itens doados e limitou sua análise aos boletins internos e aos registros de sistemas, sendo que as doações, sejam em dinheiro ou não, foram totalmente revertidas ao HMAR, ficando dessa maneira os crimes de corrupção passiva, falsidade ideológica e exercício funcional ilegal como atípicos.
O advogado também alegou que não houve relação de seu defendido com o diretor do HMAR, haja vista não haver favorecimento à empresa no processo de seleção de prestadora de serviço de quimioterapia, a qual teve uma diminuição do número de atendimentos no decorrer dos anos de 2008 a 2011. E que todo valor pago em cheque ou doação da empresa foi em favor do HMAR, como afirmado pelo depoimento do réu funcionário do banco, que voluntariamente cedia sua conta para pagamentos do HMAR.
“Ele via meu defendido pagar em espécie todos os serviços prestados ao HMAR, principalmente no setor de ar-condicionados, que necessitava de uma manutenção mais urgente e o contrato firmado pelo HMAR com a empresa contratada não era suficiente”.
A defesa do tenente, tido como o segundo operador do esquema, arguiu que o réu confessou que trocou dois cheques por determinação do diretor do hospital, contudo não há prova nos autos que tenha auferido qualquer vantagem financeira, pois, conforme laudo pericial de suas declarações de imposto de renda, não houve qualquer aumento desproporcional de seu patrimônio, não cabendo falar em vantagem indevida.
Condenação
Nesta semana, ao julgar a ação penal militar, o Conselho Especial de Justiça da Auditoria de Recife decidiu por condenar todos os acusados. Ao fundamentar a sentença, o juiz-auditor Rodolfo Rosa Telles disse que o coronel, ex-diretor do Hospital Militar de Recife, recebeu indevidamente a importância de R$ 243.509,02, em valores não atualizados, a fim de que a empresa ficasse na liderança dos encaminhamentos do FUSEX, quanto aos procedimentos de oncologia do HMAR.  
O Conselho Especial de Justiça, por unanimidade de votos, decidiu condenar o ex-diretor à pena 6 anos e 11 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto.
Segundo o magistrado, os depósitos feitos na conta dele, entre maio de 2009 e maio de 2010, de cheques da empresa em sua conta, eram decorrentes de percentual que esta destinava ao HMAR, referente a um percentual de 10% de valores que ele recebia pelos serviços prestados ao hospital.
Ainda segundo o juiz, os réus envolvidos na corrupção passiva agiram sob o manto da coautoria, havendo um acordo prévio entre eles, situação bem superior à consciência de cooperação mútua, como exige a doutrina mais moderna, na qual todos praticaram reiteradas vezes a mesma conduta apontada pela denúncia, sob a direção do coronel, “que na posição de diretor do HMAR e usando de sua ascendência hierárquica, promoveu de forma orquestrada toda a conduta delituosa”.
Para o magistrado, todos tinham consciência que um esquema de propina beneficiando uma empresa privada, no sentido de privilegiá-la no processo de encaminhamento de pacientes de quimioterapia, em troca de “doações” revertidas para os réus ligados diretamente e indiretamente ao HMAR, é um ato que atentaria contra à Administração Militar.
“Por fim, poderiam ter agido de maneira diferente, abstendo-se de criar tal engodo. Nesse último ponto, não prospera o argumento de obediência hierárquica do operador do esquema perante o diretor, pois mesmo após o primeiro ter deixado a sua condição de prestador de tarefa por tempo certo, continuou tratando dos interesses do diretor, por sua própria conveniência, visando sua parte na divisão dos ganhos auferidos no esquema”, fundamentou o juiz-auditor Rodolfo Rosa Telles.
Demais réus
O segundo coronel réu na ação penal e tido como o operador do esquema foi condenado por corrupção passiva, por 13 vezes, e recebeu a pena de quatro anos e sete meses de reclusão.
O tenente, que substituiu o coronel como operador da fraude, foi condenado por corrupção passiva, por três vezes, e recebeu a pena de dois anos, quatro meses e 24 vinte e quatro dias de reclusão.
O civil, funcionário do banco, também foi condenado pelo crime de corrupção passiva, por 15 vezes, à pena de três anos e quatro meses de reclusão.
O empresário, proprietário da empresa, foi condenado por corrupção ativa, crime do artigo 309 do Código Penal Militar, praticado por 34 vezes, a uma pena definitiva em três anos, um mês e 15 quinze dias de reclusão.
A tenente, ex-chefe do almoxarifado, também foi condenada por corrupção passiva, por quatro vezes, e recebeu a pena de dois anos e seis meses de reclusão.
O marido dela, dono de uma oficina mecânica, foi condenado por corrupção passiva, por quatro vezes, com pena de dois anos e seis meses de reclusão.
Todos os réus foram absolvidos dos demais crimes denunciados pelo Ministério Público Militar - exercício funcional ilegal e falsidade ideológica.
Da decisão, ainda cabe recurso ao Superior Tribunal Militar (STM), em Brasília.
Processo Relacionado: 
AUDITORIA DA 7ª CJM

Polícia Civil identifica mais de 100 concurseiros que fraudaram seleções





Responsáveis pela Operação Panoptes dizem que já identificaram mais 100 pessoas beneficiadas pela máfia dos concursos desmantelada em operação realizada nesta segunda-feira (21/8)


 postado em 21/08/2017 12:49 / atualizado em 21/08/2017 13:21
Marcelo Ferreira/CB/DA Press
 
Apenas em meio às investigações iniciais da Operação Panoptes, deflagrada na manhã desta segunda-feira (21/08), a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Deco) identificou mais de 100 pessoas que teriam fraudado concursos públicos do Distrito Federal — e o número tende a crescer expressivamente com o desenrolar das diligências. 
 
 
Esses concurseiros ainda não foram intimados a depor. Contudo, após a prestação de esclarecimentos, podem ser enquadrados no crime de fraude em certames de interesse público, cuja pena pode chegar a seis anos. Eles também devem perder o cargo na administração pública.

Além disso, a Polícia Civil acredita que os certames sejam controlados por diversas outras organizações criminosas. A corporação interceptou telefonemas entre integrantes do conluio. Em uma das ligações, o interlocutor diz: "Olha, nessa banca, além de fechar a prova, teremos de bloquear o sinal dos concorrentes".

Para o delegado Bruno Ornelas, o áudio é uma prova de que "além de tentar controlar as seleções, a máfia tinha de impedir outros fraudadores". 

Ainda não é possível estimar quantos concursos públicos foram burlados. Contudo, a Deco encontrou indícios de fraude aos certames da Agência de Desenvolvimento de Brasília (Terracap), da Secretaria de Saúde e do Corpo de Bombeiros. A seleção da Câmara Legislativa, prevista para dezembro deste ano, também estava na mira da organização. "Todos os certames estão sob suspeita". 

Em contrapartida à aprovação nos concursos, os concorrentes pagavam uma entrada de R$ 5 a R$ 20 mil. Após a posse do cargo público, os concurseiros ainda realizavam um repasse equivalente a 20 vezes a remuneração prevista em edital.                       

Reincidência 


Preso preventivamente na manhã desta segunda-feira (21/06) durante as diligências da Operação Panoptes, Helio Garcia Ortiz é alvo de investigações relativas a fraudes em certames públicos pela segunda vez. Em 2005, o ex-servidor do Tribunal de Justiça do DF e dos Territórios (TJDFT) foi identificado como líder da Máfia dos Concursos e preso no âmbito da Operação Galileu.

Também preso preventivamente, o filho dele, Bruno Ortiz, passou em um concurso para o cargo de oficial de justiça, no Tribunal do Pará, em 2003. Após o escândalo com menções ao nome do pai, Bruno foi afastado do posto, mas continua a receber um terço da remuneração.                         

A Polícia Civil também cumpriu, na manhã desta segunda-feira, mandados de busca e apreensão na sede do Cespe. O objetivo, de acordo com Bruno Ornelas, era de encontrar indícios que vinculem suspeitos ao conluio. "Funcionários da entidade podem atuar de uma série de maneiras. Até porque eles têm acesso a todos os documentos que os candidatos vai preencher", explicou. 

O delegado acrescentou que mais informações sobre a participação de funcionários das bancas examinadoras no esquema estão sob sigilo. "Isso ainda está sendo verificado. Mas há um tipo de fraude em que a folha de respostas era entregue em branco, sacada do envelope e preenchida por outra pessoa" detalha.

Polícia Civil prende nova máfia dos concursos públicos no Distrito Federal




A suspeita é de que uma nova máfia esteja atuando na capital do país, recebendo dinheiro para garantir vagas em órgãos públicos e prejudicando quem se dedica para conquistar com mérito próprio um emprego estável



postado em 21/08/2017 06:15 / atualizado em 21/08/2017 13:45

PCDF/Divulgação
A Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Deco) deflagrou nesta manhã de segunda-feira (21/8) a Operação Panoptes, que apura esquemas de fraudes em concursos públicos do Distrito Federal ocorridas pelo menos nos últimos cinco anos. A suspeita é de que uma nova máfia esteja atuando na capital do país, recebendo dinheiro para garantir vagas em órgãos públicos e prejudicando quem se dedica para conquistar com mérito próprio um emprego estável.

Os policiais civis cumprem quatro mandados de prisão preventiva de suspeitos de integrarem a organização criminosa, que organizavam a fraude e aliciavam candidatos. Os presos são:  Helio Garcia Ortiz,  Bruno de Castro Garcia Ortiz,  Johann Gutemberg dos Santos e Rafael Rodrigues da Silva Matias. Líder da Máfia dos Concursos descoberta há 11 anos, Ortiz voltou a atuar. Ele e o filho, Bruno Ortiz, foram presos em 2005 na Operação Galileu.

O Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe) é investigado na ação de hoje. Com autorização judicial da Vara Criminal de Águas Claras, os policiais civis cumpriram mandado de busca e apreensão no órgão que integra a Fundação Universidade de Brasília. A suspeita é de irregularidades em concursos promovidos pelo Cespe pelo menos a partir de 2013, com a participação de funcionários. 

Vídeo mostra a chegada dos policiais ao Cespe, na UnB:

 

Na época, o Cespe também foi investigado por fraude em concursos. Os policiais civis procuram no órgão evidências das fraudes. Por volta das 10h, três carros da Polícia Civil deixaram o Cespe e três viaturas permaneceram no local. Pouco depois, representantes do Ministério Público Federal chegaram ao prédio, que fica no campus da UnB. 

Em nota, a instituição informou que “está acompanhando a investigação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), fornecendo todo o apoio necessário à investigação e é o maior interessado em esclarecer os fatos”.  Atualmente chamada de Cebraspe, a entidade é uma organização social criada em 2013 para absorver as atividades do Cespe-UnB, que havia crescido demais para ser um centro da universidade.

Marcelo Ferreira/CB/DA Press

Fraudes identificadas

A Justiça autorizou a execução de 16 mandados de condução coercitiva para depoimentos de pessoas que teriam comprado vaga em concursos e 12 de busca e apreensão em endereços de investigados. Os mandados foram expedidos pela Vara Criminal de Águas Claras. A Deco iniciou as investigações a partir de denúncias de irregularidades no concurso para o Corpo de Bombeiros do DF há três meses. Duas pessoas que tentavam fraudar a prova foram identificadas. Assim, a investigação desvendou modalidades adotadas para driblar a concorrência cada vez elevada para a seleção de interessados em ingressar no serviço público.

A equipe da Deco encontrou quatro tipos de trapaças recorrentes: a utilização de ponto eletrônico para receber o gabarito; o uso de aparelhos celulares deixados em alguma parte do local da prova, geralmente no banheiro, para a obtenção das respostas; o emprego de identidade falsa para que uma pessoa se passe pelo candidato; e a quarta, considerada mais grave, consiste na participação de integrantes das próprias bancas examinadoras nas fraudes.

Mitologia

Panoptes, o nome da operação, é uma referência ao monstro gigante da mitologia grega que tinha cem olhos. “A ideia é que seriam necessários cem olhos para conseguir enxergar e fiscalizar todos esses concursos que estão sendo fraudados porque são muitos”, explica o delegado-adjunto da Deco, Adriano Valente.

Quando aliciava os candidatos, a quadrilha nem exigia que o concorrente tivesse nível superior. Se o interessado quisesse uma vaga em concurso e não tivesse graduação, a organização criminosa providenciava também um diploma. Entre os suspeitos, Johann Gutemberg é proprietário de uma faculdade, o Instituto Nacional de Ensino Especial, que estaria envolvido nas duas fases da fraude. A instituição, que funciona em Taguatinga, também será alvo de busca e apreensão.
 
Um dos investigados era porteiro do prédio onde funciona o escritório dos cabeças da organização criminosa. Ele foi cooptado para ajudar a aliciar candidatos que quisessem comprar vagas no funcionalismo público. Depois de fazer isso durante um bom tempo, ele recebeu como recompensa a aprovação em concurso da Secretaria de Educação.
 
Parte do esquema funciona hoje no mesmo modus operandi da chamada “Máfia dos Concursos”, descoberta em 2005 também pela Deco na Operação Galileu. Para participar da Operação Panoptes, o comando da Polícia Civil escalou  10 escrivães, 25 delegados e 150 agentes, incluindo operações especiais e helicóptero.

RENATO DUQUE É CONDENADO A 10 ANOS DE PRISÃO




diariodopoder.com.br
Ex-diretor da Petrobras Renato Duque é condenado a 10 anos de prisão
EX-DIRETOR DA PETROBRAS RECEBEU PROPINA DA ANDRADE GUTIERREZ Publicado: 21 de agosto de 2017 às 19:04
Por Aguiasemrumo:Romulo Sanches de Oliveira.

É como eu sempre digo: Político e Representante na vida pública corrupto devem ser enxergado com o mesmo ódio e repulso que enxergamos os assassinos, estupradores ou os pedófilos. Pois é isso que eles são, a escória da humanidade. Suas ações corruptas dão inicio a acontecimentos trágicos para a nossas vidas, a criança que morre fome em um país prospero como o nosso, foi porque um vagabundo desses surrupiou milhões para sua conta. a idosa que morre na fila de um hospital por falta de médicos, leitos e remédios foi porque um vagabundo desses meteu a mão nos cofres públicos. A mulher que é estuprada na esquina por falta de uma viatura policial foi porque um político patife desviou milhões para sua conta fantasma no exterior, para comprar carrões, iates e joias caras para sua prostituta de luxo. Eles são a causa primária desse degradante efeito borboleta.. Político corrupto é o pior bandido que possa existir na face da terra. Suas atitudes decidem o que será de nossas vidas, o que será de nosso país?


Fonte:

Com Vaia E Protesto, Gilmar Mendes Defende Semipresidencialismo Como Sistema De Governo




  • 21/08/2017
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afirmou que é importante “discutir e rediscutir” o sistema de governo no Brasil e propôs, durante discurso no Fórum Estadãoque discute a reforma política, a adoção no País de “algo próximo ao semipresidencialismo”.
Gilmar Mendes afirmou que é importante pensar em um sistema que blinde o País de crises que se repetem. “Só dois presidentes terminaram o mandato”, disse o ministro citando os dois impeachments que ocorreram no Brasil desde a redemocratização. “Esse dado sugere uma grande instabilidade no sistema.”


Para ele, um semipresidencialismo preserva a figura do presidente da República. “A presidência ficaria com a chefia de Estado e com o poder moderador”, disse Gilmar Mendes. “Que combine essa estrutura antiga do nosso modelo presidencial com o parlamentarismo. Que permitisse que as questões de governo ficassem entregues a um primeiro-ministro.”
“Ilude-se quem fala que o Parlamento brasileiro hoje é fraco”, afirmou o presidente do TSE. “Todavia, a sua atuação muitas vezes se dá por mera provocação.” Para ele, se o sistema de governo não mudar para a eleição de 2018, que seja alterado para 2022. “Um regime que de certa forma já efetivasse o que ocorre na prática. E que sistematizasse uma blindagem que evitasse a contaminação, separasse as crises de governo das crises de Estado.”
“Devemos engajar esforços e energias na reforma política”, disse o ministro ao encerrar o discurso, recebendo vaias por parte da plateia. Um grupo de pessoas levantou cartazes pedindo o impeachment do ministro e que a Operação Lava Jato seja preservada. Um dos manifestantes usava um nariz de palhaço. Após a saída do ministro do auditório, o grupo seguiu o presidente do TSE pedindo sua saída e uma “faxina geral” em Brasília.

Temer Sanciona Sem Vetos Reajuste De 41,5% Para Poder Judiciário





  • 21/08/2017
Mesmo em meio a um esforço de ajuste fiscal, o presidente interino, Michel Temer, sancionou sem vetos nesta quarta-feira (21) propostas que concedem reajuste salarial de 41,5% para servidores do Poder Judiciário e de 12% para funcionário do Ministério Público.
As sanções serão publicadas na edição desta quinta-feira (21) do “Diário Oficial da União”. Os aumentos fazem parte de pacote de reajustes para diversas categorias do funcionalismo público autorizado pelo governo interino em junho.

Pela proposta, o aumento para o Poder Judiciário ocorre de forma escalonada em oito parcelas até julho de 2019. Segundo o Ministério do Planejamento, há espaço fiscal para o aumento.
O impacto da iniciativa, pelos cálculos do governo interino, é de R$ 1,7 bilhão para os cofres públicos ainda em 2016. Para 2017, a previsão é de um impacto de R$ 4,7 bilhões.
Em 2018, o governo interino projeta gastos de R$ 6,5 bilhões e, em 2019, de R$ 9,3 bilhões. O total acumulado nos quatro anos é de quase R$ 22,3 bilhões.
Com apoio do governo interino, o Congresso Nacional também aprovou neste ano um aumento de R$ 52,9 bilhões até 2019 para servidores públicos.
Para o Palácio do Planalto, a elevação enquadra-se na regra de teto para o crescimento dos gastos públicos criada pela nova equipe econômica.

Por Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira



Não devemos atacar e combater as instituições, mas sim os ladroes e corruptos que se apoderaram delas e apropriam-se indevidamente dos recursos da Pátria!

Devemos alterar o curso de nossas discussões. Por exemplo, devemos imediatamente trabalhar para alterar o artigo 17 da Constituição Federal, para acabar COM A FARRA das INCUBADORAS DE BANDIDOS POLÍTICOS.

E alterar o Art. 17 da CF (reforma partidária) para estabelecer que os dirigentes partidários respondam pelos crimes que o partido esteja envolvido (equiparados a crimes hediondos) e seja caçado o registro do Partido e todos os mandatos dos políticos eleitos concomitantemente.



Depois de ouvir as notícias sobre as ações de apadrinhamento de Gilmar Mendes, a alguns dos muitos ladrões de casaca do País, deparei-me com uma citação de Balzac (apud Artur Bispo, 2017), que condiz com a situação:

“Da navalha da Justiça é que é preciso ter medo, ela garante o sono dos ricos contra a insônia dos pobres”.