quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Entre A Reeleição De Lula E A Delação De Joesley, A Receita Líquida Da JBS Cresceu 2.800%






  • 16/08/2017
A JBS foi fundada em 1953. Mas só no século seguinte interferiria na política brasileira com destaque. Mais especificamente, após o Mensalão, quando o PT passou a fabricar “campeões nacionais”, ou empresas que quebravam a concorrência local mirando conquistas internacionais.
Em 2002, o grupo fez contribuições eleitorais de tímidos R$ 200 mil. Em 2006, o volume cresceria em quase cem vezes, atingindo R$ 19,7 milhões. Quatro anos depois, saltaria para R$ 83 milhões. Em 2014, antes mesmo do final do primeiro turno, já havia despejado R$ 113 milhões, mas a conta subiria a quase R$ 400 milhões no turno final.


Esses foram os números dados à Justiça Eleitoral pelo caixa um, ou aquela fábula contada para a opinião pública. Com a delação da JBS confessando o que acontecia no submundo do caixa dois, os R$ 427,4 milhões em doações oficiais saltaram para R$ 1,124 bilhão, uma cifra 163% superior. Para cada milhão doado, apenas R$ 380 mil eram declarados ao eleitor.
O crime compensava. De uma receita líquida de R$ 4,3 bilhões em 2006, o grupo chegaria a R$ 120,5 bilhões na década seguinte. Grande parte deste resultado deve-se à relação questionável com o poder – como destacou a Época, só em 2014, integrantes de 27 partidos foram beneficiados em todos os estados brasileiros.
Não à toa, a opinião pública olha com maus olhos a anistia acordada com Rodrigo Janot. Resta a dúvida se a população já aprendeu a distinguir o trabalho realizado pela PGR, em Brasília, daquele praticado pela Lava Jato de verdade, a de Curitiba.
(As informações são do Implicante)

Na Ausência Da Política, Ainda Faz Sentido Falar De Partidos?





  • 16/08/2017
Por Élio Gasda*
Os partidos estão a serviço de quem? Qual o papel deles na democracia? A degradação das legendas facilita entender os “podres poderes” da República? A filiação partidária é a única via de acesso a cargos legislativos e ao poder executivo. O Congresso Nacional é o pior da história. O Executivo, que indica os juízes do Supremo Tribunal Federal, mais se parece a uma quadrilha. Todos pertencem às suas legendas. O complexo empresarial-financeiro-midiático desestabilizou os poderes do Estado. Nenhuma medida econômica ou social é tomada sem consultar o mercado. Então, qual a função da política?

Governos corruptos são gerados nos partidos. A corrupção apodreceu os partidos. A subordinação ao dinheiro é a mãe da degeneração. Eles tornaram-se reféns das armadilhas do capital financeiro. O investimento milionário em marqueteiros ilustra esta subserviência aos mercados. A lógica empresarial que exige profissionalizar a máquina partidária é uma mina de ouro para as grandes corporações corruptoras. No Congresso, as legendas cederam o protagonismo para as bancadas que defendem interesses bem específicos. O sistema de representação política está obsoleto, tornou-se uma prática de gabinete, onde tudo é negociável.
Submetidos à lógica da economia, os partidos modificaram seu modus operandi: elaboram programas de nação para inglês ver. Suas práticas nada têm a ver com a essência da política, mas com interesses escusos. Muitas filiações partidárias visam unicamente o próprio enriquecimento através das vias tortuosas da corrupção. Corruptos, cínicos, ricos, elitistas, religiosos e analfabetos políticos sem nenhum espírito público contaminaram os partidos. As urnas consagraram esta classe de representação no Congresso e na presidência.
Grandes partidos são organizações autorreferentes lideradas por caciques que agem como donos da legenda. Atrelados à economia financeirizada, a cultura e as tradições morais dos povos desapareceram dos programas partidários. Os partidos ampliaram seu corpo administrativo e distanciaram-se dos problemas das bases. Os anseios populares deram lugar às negociatas do alto escalão. O vínculo entre vontade popular e interesses partidários se desfez. Tudo é decidido conforme vantagens eleitoreiras. As coligações obrigam o eleitor a votar em partidos que não correspondem à suas expectativas. Altos índices de abstenção e voto nulo surgem como forma de protesto.
Por mais forte que seja um partido, ele não consegue superar as condições estruturais desta degradação, a menos que renuncie a qualquer pretensão de poder. O sistema tem um fascínio de fazer as intenções se adaptarem à realidade, sempre apoiado em justificativas por parte dos envolvidos. Partidos de esquerda fazem oposição dentro do sistema, mas não ao sistema, pois estão naturalmente incorporados a ele. Uma esquerda “descafeinada” que aceita as regras do jogo imposto pela direita. A primeira delas é depender dos donos do dinheiro. Ninguém investe para perder. Neste sistema, o poder não muda as pessoas, apenas faz com que revelem a verdadeira face. Então, como acreditar nas possibilidades de mudança política sem reforma partidária?
Não há projeto, apenas remendos ao funcionamento da economia e paliativos aos problemas sociais. Os debates das questões nacionais beiram à mediocridade. Grandes ideais de sociedade já não significam muita coisa. As palavras justiça, igualdade e fraternidade foram esvaziadas de sentido e são encontradas em programas políticos de diversos partidos. Discute-se quem é melhor governante ou o menos corrupto.
O pragmatismo de resultados empurrou a todos para o centro. Muitos pensam que são de esquerda, mas no fundo, são conservadores disfarçados. Mesmo que se incline ao centro, um partido de esquerda pode perder tudo, menos seu compromisso com os mais pobres e a luta pela justiça social. Políticos de esquerda jamais fariam negociatas com os direitos dos pobres. A falta de projetos leva à permissividade, capaz de qualquer vilania para chegar ao poder.
Não há sinais de que esta prática tenha um fim. O sistema não se deixa abalar por episódios esporádicos. Espetáculos públicos de moralização produzem efeitos ilusórios, mas não atingem o núcleo da degeneração. Enquanto não cessar a promiscuidade entre empresas e partidos, o Estado continuará se posicionando contra a sociedade e a favor das corporações. Enfrentar interesses do mercado supõe rupturas e derrotas eleitorais.
O sujeito da autoridade política é o povo considerado na sua totalidade como detentor da soberania. O povo deveria ser a principal referência de um partido político, não o complexo empresarial-financeiro-midiático. O povo transfere o exercício da sua soberania para aqueles que elege. Então, os partidos têm responsabilidades diante do povo. Deveriam prestar contas acerca da sua atuação. Os partidos são chamados a interpretar as aspirações da sociedade civil orientando-as para o bem comum (Gaudium et spes, 75). Se a justa ordem da sociedade e do Estado é dever central da política, a justiça deveria ser também a medida intrínseca de qualquer partido.




Por Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira

Como nosso grupo é de pessoas dotadas de capacidade e dotados de discernimento e muita inteligência e conhecimento político e altamente bem relacionados, estou a pensar, qual a opinião dos nossos Ir: grupo a respeito da Reforma política que está na agenda do Congresso Nacional, pois destaquei aqui no grupo minha insistente opinião de que nada mudará, nada nada, ou seja, estou falando da corrupção POLÍTICA, se o sistema partidário (artigo 17 CF) não for alterado significativamente, nada mudará. Será que o povo brasileiro não irão abrir os olhos e ver que os PARTIDOS POLÍTICOS são na verdade onde ensinam e incubam os bandidos Políticos, treinando-os e adestrando-os como serem excelentes corruptos. Pois a corrupção no meio político começa nos PARTIDOS. Há uma grande resistência da discussão do tem, principalmente para aqueles que são incrédulos por ignorância ou por obterem vantagem do sistema.                                                                         
                                                                                                                          Me
Digam que Partido Político diante das investigações da lava-jato, dos mensalões, foram suspensos seus registros ou caçados? Que presidente de partido foi preso? Que mandato foi caçado em virtude das falcatruas e corrupções dos partidos? Que Partido teve seus bens e de seus dirigentes sequestrados?                                                                                             
                                                                                                                          Por

Favor responda? Hoje temos 35 partidos registrados no TSE, e outros tantos esperando seus registros. E pergunta-se quanto mesmo são destinados a eles (partidos) a título de FUNDO PARTIDÁRIO? E para quem eles prestam contas da utilização desses recursos?

Grandes Empresas Desviaram R$ 3 Trilhões Da Previdência Em 20 Anos, Diz Senador




  • 16/08/2017
O valor desviado da Previdência por grandes empresas nos últimos 20 anos supera R$ 3 trilhões. A estimativa foi feita pelo senador Paulo Paim (PT-RS) durante audiência da CPI da Previdência nesta semana. “Olha, os valores são assustadores. Se eu falava em 3 trilhões, há quem diga que é o dobro”, disse o parlamentar, presidente da CPI.
O senador afirma que os trabalhadores irão pagar a conta do chamado déficit da Previdência, que, segundo ele, tem origem não nas regras atuais, mas justamente no desvio de dinheiro do setor e na falta de pagamento das contribuições pelas grandes empresas.




“Porque quando eles [o governo] fazem a reforma, eles fortalecem os bancos, que são os grandes devedores. Quer que eu diga nome, eu vou dizendo já: Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, aí vai montadora, vai frigorífico, o mais famoso é esse JBS. Reforma da Previdência, não!”
De acordo com o senador, mais de cem pessoas, entre eles grandes devedores, foram ouvidas pela CPI da Previdência. Paim acredita que o governo não conseguirá votar a reforma até outubro deste ano. Ele disse ser importante que a sociedade se mobilize contra a proposta.
Caixa
Paulo Paim lamentou ainda que a Caixa Econômica Federal tenha anunciado o desejo de substituir os concursos pela contratação de trabalhadores terceirizados. Já o setor privado, segundo o senador, estuda substituir os trabalhadores contratados por tempo indeterminado por terceirizados ou por pessoas ligadas à empresa por intermédio de outros vínculos permitidos depois da entrada em vigor da nova lei trabalhista.
Como as recentes mudanças na legislação trabalhista impõem um prazo mínimo para que um trabalhador demitido seja contratado pela mesma empresa nas novas modalidades de contrato previstas nas regras que passarão a valer a partir de novembro, Paim denunciou alguns mecanismos para burlar essa determinação legal.
” [As empresas] estão se preparando para demitir aqueles que têm o contrato formal. E eles terão que deslocar para uma outra empresa, para a tal de quarentena, de não sei quantos dias, mas vão fazer parceria, vão para outra empresa, entram como “PJ” [pessoa jurídica], ou como autônomo exclusivo, ou entram como terceirizado, ou ficam desempregados. Essa é a tal de livre negociação”.
Por: Agencia senado

Lava Jato Gaúcha Chega À Conexão De Eliseu Padilha (PMDB)




  • 16/08/2017
A Polícia Federal iniciou, na manhã desta quarta-feira, em Porto Alegre, a Operação Étimo, que investiga lavagem de dinheiro desviado de obras públicas federais por intermédio de associações que representam construtoras. Os cinco mandados de busca e apreensão estão ligados à Areop (Associação Riograndense de Empreiteiros de Obras Públicas) e ao Sicepot-RS (Sindicato da Indústria de Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplanagem do RS).
Tanto a Aerop quanto a Sicepot estão relacionadas a Antônio Claudio Albernaz Cordeiro, o doleiro que foi preso durante a Operação Xepa, em Porto Alegre. Antônio é conhecido como “Tonico” e, segundo reportagem de VEJA, destinou 1 milhão de reais ao ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB). Padilha é braço-direito do presidente Michel Temer (PMDB).


A expectativa é que a Étimo seja a “Lava Jato gaúcha”, segundo o delegado Sérgio Busatto, da Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros (Delefin). Isso porque a operação investiga um período abrangente de atos ilegais, de 2000 a 2011, quando pelo menos 30 milhões de reais teriam sido desviados.
O dinheiro de obras em estradas era repassado a associações de empreiteiras com a justificativa de prestação de serviço de assessoria. Os valores eram distribuídos a três empresas de fachada em espécie, para dificultar o rastreamento. Também eram depositados em contas no Panamá e na Suíça, de acordo com a delegada Ilienara Cristina Karras, que comanda a operação.
A palavra Étimo, em grego, significa “origem” e remete à fonte das informações, que foram compartilhadas pelo juiz Sergio Moro, de Curitiba. Os dados da Operação Xepa, 26ª fase da Lava Jato, ajudaram a PF gaúcha a deflagrar a investigação.


Por Aguiasemrumo:Romulo Sanches de Oliveira.

É como eu sempre digo: Político corrupto deve ser enxergado com o mesmo ódio e repulso que enxergamos os assassinos, estupradores ou os pedófilos. Pois é isso que eles são, a escória da humanidade. Suas ações corruptas dão inicio a acontecimentos trágicos para a nossas vidas, a criança que morre fome em um país prospero como o nosso, foi porque um vagabundo desses surrupiou milhões para sua conta. a idosa que morre na fila de um hospital por falta de médicos, leitos e remédios foi porque um vagabundo desses meteu a mão nos cofres públicos. A mulher que é estuprada na esquina por falta de uma viatura policial foi porque um político patife desviou milhões para sua conta fantasma no exterior, para comprar carrões, iates e joias caras para sua prostituta de luxo. Eles são a causa primária desse degradante efeito borboleta.. Político corrupto é o pior bandido que possa existir na face da terra. Suas atitudes decidem o que será de nossas vidas, o que será de nosso país?

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Moro Demonstra Grande Preocupação, Dá Recado Aos Parlamentares E Alerta O Povo




  • 15/08/2017
O juiz federal Sérgio Moro , responsável pela Operação Lava Jato, resolveu falar sobre a reforma política que está sendo decidida pelos parlamentares. No discurso do juiz, que aconteceu nesta terça-feira (15), em São Paulo, ele falou que a reforma política deveria ser melhor pensada. Do jeito que está não é uma verdadeira reforma.
De acordo com o magistrado, foi de grande importância a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de aprovar a ação direta de constitucionalidade a respeito do financiamento eleitoral realizado por empresas. O juiz disse que até concorda com o financiamento público, porém, não pode ser exclusivo porque senão atrapalha a renovação de mandatos.


O juiz comentou que existe um grande interesse de quem está no cargo continuar e evitar que quem está fora consiga entrar no lugar dele. Diante disso, o financiamento público ajudaria aquele que já está no poder e prejudica quem está tentando conseguir entrar.
O magistrado reiterou que a decisão do STF de mudar esse tipo de sistema foi de grande coerência, mas mandou uma crítica ao parlamento dizendo que a reforma política deve ser melhor pensada e estruturada. Desse jeito não está certo.
Corrupção
Sérgio #Moro alertou que os representantes eleitos pelo povo ainda não despertaram uma maneira de combater a corrupção. Fica apenas para a justiça criminal o combate às estruturas corruptas. Os políticos ficam de mão atadas e não fazem aquilo que o povo deseja e precisa.
Nesta terça-feira (15), a Comissão Especial da Câmara analisará a Proposta de Emenda à Constituição sobre a reforma e pode concluir a votação do relatório sobre o “distritão” para 2018 e além disso, criar um fundo que bancará as campanhas dos políticos com dinheiro público.
Na semana passada quase foi concluído essa parte, mas a sessão teve que ser remarcada devido a oposição esvaziar a sessão. Após passar por essa Comissão, a votação vai para o Plenário da Câmara e posteriormente para o Senado Federal, onde precisará de 308 dos 513 deputados para a aprovação.
Foro privilegiado
O juiz comentou também sobre o foro privilegiado. Para ele, é de grande necessidade a redução das pessoas que tem esse direito. Quando os processos chegam até o STF, tudo acaba ficando muito lento devido aos inúmeros trabalhos da Corte e a impunidade parece tomar conta do Judiciário.
Moro defende a igualdade. Segundo suas palavras, a democracia pressupõe que todas as pessoas são livres e iguais. Não deveria pessoas com mais poder serem tratadas diferentes. #Sergio Moro

Moro Se Encontra Com Cármen Lúcia Em Corredor E Relata Preocupação




  • 15/08/2017
O juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, se encontrou com a presidente do Supremo Tribunal Federal (#STF), Cármen Lúcia, no corredor do fórum “Jovem Pan Mitos e Fatos”, onde eles foram convidados a dar uma palestra. O evento foi realizado nesta terça-feira (15), em São Paulo.
Ao se aproximar de Cármen Lúcia, o juiz aproveitou a oportunidade para relatar a ela uma grande preocupação. “Estou preocupado com a segunda instância lá”, disse o juiz. A presidente da Corte respondeu: “Eu não mudei”.


O assunto entre eles se refere a um tema polêmico que envolve o STF sobre a prisão de condenados enquanto o processo ainda está em julgamento.
No mês de outubro de 2016, a maioria dos ministros da Corte definiu que a Constituição autoriza a prisão antes da conclusão do julgamento. Cármen Lúcia, que participou desta sessão, havia se posicionado pela prisão pós-julgamento em segunda instância, o que estaria de acordo com Moro.
No dia 8 de agosto, o tema voltou a ser debatido na Corte, após um pedido de habeas corpus ter sido questionado por alguns ministros sobre a prisão em segunda instância. Edson Fachin pediu vista e o Supremo poderá se decidir novamente sobre essa questão. Os ministros Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Celso de Mello entendem que o réu deve ficar livre até ter o seu último recurso julgado.
Para se ter uma ideia das gravidades do fato, se houver um novo entendimento do Supremo e eles não autorizarem a prisão em segunda instância, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará livre, independente da decisão do Tribunal Regional Federal da 4° Região (TRF-4).
Moro defende prisão
O juiz Sérgio Moro teme que o STF reverta o entendimento sobre a prisão em segunda instância e livre da cadeia todos os condenados pela Operação Lava Jato. Isso seria uma afronta à sociedade. Para Moro, os condenados já devem começar a cumprir a sentença presos, assim não teria risco deles destruírem provas e continuarem com organizações criminosas de corrupção.
Cármen Lúcia [VIDEO], em sua conversa com o juiz, deixou claro que está com o magistrado e que não mudou de opinião. Porém, há ministros do Supremo que podem votar contra os conceitos defendidos por Moro, um deles seria Gilmar Mendes, que tem criticado a força-tarefa de Curitiba.
Reforma Política
Sérgio Moro criticou o parlamento sobre a decisão da reforma política [VIDEO] e disse que as coisas teriam que ser diferente. Ele aprova uma reforma, mas não desse jeito que está acontecendo. Moro falou que os políticos visam seus interesses e se esquecem de representar o povo em seus anseios. #CármenLúcia #Sergio Moro

Governo Temer Anuncia Maior Rombo Fiscal Da História.




  • 15/08/2017
Após uma semana de embates com a ala política do governo, a equipe econômica anunciou nesta terça (15) aumento no rombo das contas federais neste e nos próximos três anos. O governo também avisou que a virada esperada para 2020, quando prometia que os números voltariam ao azul, foi adiada para 2021.
Os resultados ainda poderão ser piores se o governo não conseguir aprovar no Congresso uma série de medidas de aumento de receitas e corte de gastos com servidores anunciadas nesta terça.


Com a revisão das metas fiscais, que previam deficit de R$ 139 bilhões neste ano e R$ 129 bilhões no próximo, o governo agora prevê um rombo de R$ 159 bilhões nos dois anos. Para 2019, a previsão de deficit passou de R$ 65 bilhões para R$ 139 bilhões. O governo esperava superavit de R$ 10 bilhões em 2020 e agora prevê deficit de R$ 65 bilhões. Esse resultado positivo é agora projetado para 2021.
O anúncio, feito pelos ministros Henrique Meirelles (Fazenda) e Dyogo Oliveira (Planejamento), já havia sido antecipado pelo líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), que ocupou o cargo de ministro do Planejamento no início do governo Michel Temer.
Uma meta de deficit maior permitirá que o governo acomode frustrações de receita e descongelamento de gastos bloqueados, evitando a paralisação de serviços públicos.
Por outro lado, o novo objetivo fará aumentar a dívida do governo, que precisará tomar recursos emprestados no mercado para financiar as despesas.
MEDIDAS
Meirelles afirmou que, por causa da frustração de receitas em 2018 e de ajustes no Fies, haverá um rombo adicional de R$ 44,5 bilhões no ano que vem.
Para cobrir esse rombo, uma das medidas, que trará R$ 6 bilhões em receitas, será que fundos de investimento fechados passarão a ser tributados anualmente, assim como acontece com os fundos abertos.
“Esses fundos não são abertos ao público. Há o pagamento [da tributação] apenas quando há fechamento do fundo, enquanto que nos abertos é ano a ano. Na medida em que a tributação passa a ser a mesma em termos do tempo, temos antecipação de receitas, e essa antecipação dá uma receita de R$ 6 bilhões em 2018”, disse Meirelles.
A alíquota atual cobrada dos fundos varia entre 15% a 22% e não muda.
Além disso, o limite de isenção sobre o faturamento do Reintegra (programa de incentivo à exportação), que seria elevado de 2% para 3% em 2018, foi cancelado, o que gerará R$ 2,6 bilhões em receitas. “Esse aumento elevaria a dedução da tributação para empresas exportadoras. Não haverá essa perda de receita no ano que vem, será mantido em 2%”, disse Meirelles.
De acordo com o ministro, o ganho de receita com a reoneração da folha de pagamento é estimado em R$ 4 bilhões. “Estamos evidentemente projetando que o projeto será aprovado”, disse.
Por fim, haverá elevação da contribuição previdenciária, o que elevará as receitas em R$ 1,9 bilhões no ano que vem.
Em relação a cortes de despesas, o governo anunciou a postergação de reajustes de servidores civis federais de 2018 para 2019, a regulamentação do teto para o serviço público, o cancelamento de reajustes de cargos comissionados, limites para ajuda de custo de transferências e auxílio-moradia de servidores, a extinção de 60 mil cargos no serviço público e a redução de salário inicial para novos concursados.
A previsão de arrecadação com concessões em 2018 foi elevada para cerca de R$ 20 bilhões. “Estamos contando com entre R$ 7 a R$ 7,5 bilhões no setor de energia e outros cerca de R$ 6 bilhões com aeroportos. Isso será detalhado na lei orçamentária”, disse Oliveira.
De todas as medidas anunciadas, apenas uma, o Reintegra, pode ser feita por decreto _todas as outras dependerão de aprovação do Congresso. “O Congresso decidirá, é soberano. Se decidir que isso [rejeição das medidas~pode ocorrer com aumento ainda maior do deficit, é legítimo, é soberano”.
2017
Para fechar as contas deste ano, segundo com Meirelles, está sendo elaborada uma nova proposta do Refis, que será apresentada nos próximos dias. “Não será aquela arrecadação de cerca de R$ 13 bilhões, mas será mais próximo de R$ 10 bilhões do que de R$ 1 bilhão”. A medida enfrenta resistência no Congresso.
De acordo com Oliveira, dos R$ 20 bilhões de aumento na meta de 2017, serão desbloqueados entre R$ 8 bilhões e R$ 10 bilhões do Orçamento deste ano. “Esse desbloqueio será feito para atendimento dos órgãos, e a diferença, cerca de R$ 10 bilhões, será mantida para acompanhar a evolução das receitas”, afirmou.
Meirelles atribuiu a necessidade de revisão das metas à frustração de receitas, decorrente da perda da inflação do período. “Quando a meta foi fixada, em janeiro de 2016, o IPCA projetado para 2017 estava em 5,4%. Em julho [deste ano], a expectativa caiu para 3,28%. É uma boa notícia para o país e para a atividade econômica, mas tem efeito importante, que é uma mudança na expectativa de arrecadação”.
A projeção para o crescimento do PIB de 2018 caiu de 2,5% para 2%, outro fator que vai reduzir as receitas. Para 2017, não houve mudança (+0,5%).
PRESSÃO POLÍTICA
Desde a semana passada, a decisão foi marcada por disputas entre a equipe econômica e políticos, o que adiou a definição da nova previsão oficial para o rombo nas contas públicas.
Pela manhã, o ministro da Fazenda havia afirmado que o anúncio da revisão deveria ficar para esta quarta-feira (16), porque o governo ainda buscava receitas extraordinárias na área de energia.
Mas após várias reuniões e dois adiamentos do anúncio oficial, o presidente Michel Temer determinou que sua equipe econômica divulgasse a revisão das metas fiscais deste e do próximo ano ainda nesta terça.
Segundo a Folha apurou, Temer ficou incomodado com críticas do PSDB à demora na definição da meta. A ideia é que o presidente argumente, em reuniões marcadas nesta quarta (16) com empresários, que a ampliação foi necessária porque houve frustração na arrecadação.
Temer convocou no Palácio do Planalto para uma última reunião antes do anúncio Meirelles, Dyogo Oliveira (Planejamento), além do senador Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo no Senado.
CONFLITO
Em reuniões ocorridas no Palácio do Planalto nesta segunda (14), políticos que apoiam o governo no Congresso defenderam a abertura de espaço no Orçamento do próximo ano para acomodar gastos com obras e outros projetos patrocinados por parlamentares por meio de emendas ao Orçamento.
Os políticos defenderam o aumento da meta do ano que vem para R$ 177 bilhões, enquanto a equipe econômica defendia a meta anunciada nesta terça, de R$ 159 bilhões para o deficit neste e no próximo ano.
Integrantes da área política do governo acabaram se alinhando aos auxiliares do time econômico, mas até o fim da manhã desta terça ainda discutiam quais seriam as formas de gerar receitas extraordinárias para ajudar o governo a fechar as contas.
“As dificuldades e debates com parlamentares são absolutamente normais, fazem parte da democracia”, afirmou Meirelles.
*

METAS FISCAIS 2017

Deficit sobe de R$ 139 bilhões para R$ 159 bilhões
2018
Deficit sobe de R$ 129 bilhões para R$ 159 bilhões
2019
Deficit sobe de R$ 65 bilhões para R$ 139 bilhões
2020
Superavit de R$ 10 bilhões passa a ser deficit de R$ 65 bilhões
AUMENTO DE RECEITA
– Tributação de fundos exclusivos
Em vez de cobrar IR no saque, será feito ano a ano pela variação do valor das cotas
Previsão de receita: R$ 6 bi (2018)
– Manutenção da alíquota do Reintegra
Previsão de receita: R$ 2,6 bi (2018)
– Reoneração da folha
Previsão de receita: R$ 4 bi (2018)
– Alta na contribuição previdenciária dos servidores federais
Alíquota passa dede 11% para 14% sobre salários acima de R$ 5.300
Previsão de receita: R$ 1,9 bilhão (2018)
CORTES DE DESPESA
– Postergação de reajustes de servidores civis federais
Previsão de economia: R$ 5,1 bi (2018)
– Regulamentação do teto de R$ 33,7 mil para o serviço público
Previsão de economia: R$ 725 mi para a União (2018)
– Cancelamento de reajustes de cargos comissionados
Previsão de economia: R$ 175 mi (2018)
– Limite para ajuda de custo de transferências e auxílio-moradia
Previsão de economia: R$ 49 mi (2018)
– Extinção de 60 mil cargos vagos
Evita aumento de despesa futura
– Redução de salário inicial para novos concursados
Previsão de economia: R$ 18,6 bi (2019-2023)




Por Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira

Como nosso grupo é de pessoas dotadas de capacidade e dotados de discernimento e muita inteligência e conhecimento político e altamente bem relacionados, estou a pensar, qual a opinião dos nossos Ir: grupo a respeito da Reforma política que está na agenda do Congresso Nacional, pois destaquei aqui no grupo minha insistente opinião de que nada mudará, nada nada, ou seja, estou falando da corrupção POLÍTICA, se o sistema partidário (artigo 17 CF) não for alterado significativamente, nada mudará. Será que o povo brasileiro não irão abrir os olhos e ver que os PARTIDOS POLÍTICOS são na verdade onde ensinam e incubam os bandidos Políticos, treinando-os e adestrando-os como serem excelentes corruptos. Pois a corrupção no meio político começa nos PARTIDOS. Há uma grande resistência da discussão do tem, principalmente para aqueles que são incrédulos por ignorância ou por obterem vantagem do sistema.                                                                         
                                                                                                                          Me
Digam que Partido Político diante das investigações da lava-jato, dos mensalões, foram suspensos seus registros ou caçados? Que presidente de partido foi preso? Que mandato foi caçado em virtude das falcatruas e corrupções dos partidos? Que Partido teve seus bens e de seus dirigentes sequestrados?                                                                                             
                                                                                                                          Por
Favor responda? Hoje temos 35 partidos registrados no TSE, e outros tantos esperando seus registros. E pergunta-se quanto mesmo são destinados a eles (partidos) a título de FUNDO PARTIDÁRIO? E para quem eles prestam contas da utilização desses recursos?