quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Deputada Apresenta Proposta Para Fim De Coligação E Redução No Número De Partidos





  • 10/08/2017




Deputada Shéridan (PSDB-RR)


Enquanto uma comissão aprovava o texto que prevê um fundo público para bancar campanhas, outro colegiado da Câmara também debateu nesta quinta-feira (10) mudanças nas regras políticas e eleitorais. A deputada Shéridan (PSDB-RR), apresentou seu relatório sobre a proposta que acaba com as coligações partidárias em eleições e pode reduzir o número de partidos no país.
A proposta, que veio do Senado, foi alterada para flexibilizar a cláusula de desempenho eleitoral e não afetar fortemente, em um primeiro momento, os partidos que receberem um número menor de votos para as eleições da Câmara dos Deputados.
Como se trata de uma Proposta de Emenda à Constituição, a matéria precisa passar pela comissão e ser aprovada em dois turnos no plenário, com aprovação de 308 dos 513 deputados. Como o conteúdo deve ser modificado na Câmara, ainda precisará voltar para o Senado. Na comissão, os deputados pediram mais tempo para analisar a matéria, por isso deve ser votada nas próximas semanas.
O texto estabelece uma restrição do funcionamento parlamentar, do acesso ao fundo partidário e do acesso gratuito ao rádio e à televisão aos partidos que não alcançarem um número mínimo de votos.
A regra incluída por Shéridan no relatório diz que o mínimo exigido começará em 1,5% dos votos em 2018, subindo 0,5% a cada eleição, até alcançar 3%, somente em 2030. Esses votos precisarão ser distribuídos em ao menos nove estados, com 1% dos votos em cada.
Como alternativa, o texto estabelece uma exigência mínima de deputados federais eleitos por partido. Começará em pelo menos nove deputados distribuídos em nove estados. Esse número será elevado gradativamente até o mínimo de 18 deputados eleitos em nove estados a partir de 2030. O partido não perderá os direitos se conseguir atingir o resultado em uma dessas duas exigências.
Outros pontos da proposta são a possibilidade do partido que não atingiu a cláusula de desempenho se unir a uma federação partidária com outros partidos que tenham afinidade ideológica. Não perdendo, assim, os benefícios previstos. As coligações estarão extintas a partir de 2020.
Do; G1

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Democracia custa caro?



noticiasbrasilonline.com.br
Na calada da noite, comissão da Câmara aprova “bolsa político” de até R$ 3,6 bilhões
A Comissão Especial de Reforma Política da Câmara dos Deputados aprovou, por 25 votos a favor e 8 votos contrários e na calada da noite (a votação terminou praticamente à meia-noite) o texto do relator Vicente Cândido (PT-SP) que prevê a criação do Fundo Especial de Financiamento da Democracia (FFD), também conhecido como “bolsa político”, o qual utilizará até 3,6 bilhões de reais (0,5% da receita corrente líquida do governo em 12 meses) dos pagadores de impostos brasileiros para financiar as campanhas eleitorais em 2018. Mesmo com o país ainda em crise econômica e um rombo nas contas públicas que pode chegar a R$ 150... Leia Mais
Por Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira
Como nosso grupo é de pessoas dotadas de capacidade e dotados de discernimento e muita inteligência e conhecimento político e altamente bem relacionados, estou a pensar, qual a opinião dos nossos Ir: grupo a respeito da Reforma política que está na agenda do Congresso Nacional, pois destaquei aqui no grupo minha insistente opinião de que nada mudará, nada nada, ou seja, estou falando da corrupção POLÍTICA, se o sistema partidário (artigo 17 CF) não for alterado significativamente, nada mudará. Será que o povo brasileiro não irão abrir os olhos e ver que os PARTIDOS POLÍTICOS são na verdade onde ensinam e incubam os bandidos Políticos, treinando-os e adestrando-os como serem excelentes corruptos. Pois a corrupção no meio político começa nos PARTIDOS. Há uma grande resistência da discussão do tem, principalmente para aqueles que são incrédulos por ignorância ou por obterem vantagem do sistema.                                                                         
                                                                                                                         Me
Digam que Partido Político diante das investigações da lava-jato, dos mensalões, foram suspensos seus registros ou caçados? Que presidente de partido foi preso? Que mandato foi caçado em virtude das falcatruas e corrupções dos partidos? Que Partido teve seus bens e de seus dirigentes sequestrados?                                                                                             
                                                                                                                         Por
Favor responda? Hoje temos 35 partidos registrados no TSE, e outros tantos esperando seus registros. E pergunta-se quanto mesmo são destinados a eles (partidos) a título de FUNDO PARTIDÁRIO? E para quem eles prestam contas da utilização desses recursos?
“Respeito”. Palavra que para algumas pessoas nem existe no dicionário, respeito é um aprendizado que deveria começar no berço, saber ser ético, respeitar o próximo isso é uma qualidade que todo ser humano precisa ter  É uma atitude tão simples saber respeitar isso é pensar no próximo! A ausência desta qualidade faz do homem um ser desprezível! Lembram-se desta frase Respeite a si mesmo como respeita o próximo! É deste jeito que tinha que ser! No meu vê quem não sabe se der ao respeito no meu ponto de vista o qualifico de desonesto!
Como se não bastasse todo este escárnio de nossos governantes quem deveria dar bom exemplo faz isso!
O que é ética?
A palavra “ética” é proveniente do grego “ethos”, que significa, literalmente, “morada”, “habitat”, “refúgio”, ou seja, o lugar onde as pessoas habitam. No entanto, para os filósofos, este termo se refere a “modo de ser”, “caráter”, “índole”, “natureza”.
Vocês já pararam pra pensar quantas escolas, creches, moradias dignas, cestas básicas, quantos brasileiros pobres foram prejudicados pela ânsia desenfreada de pessoas que sonegam o que ganham!


Fonte:

Quem ajuda precisa de ajuda!




Amor de Bicho Não Tem Preço ABNTP adicionou 2 novas fotos.
Amigos (as) precisamos de vcs,esses dois canil ficam na frente da chácara e na madrugada de sábado jogaram veneno e um de nossos peludos virou estrelinha,estamos revoltadas pois sabemos que são pessoas aqui do bairro msm
Precisamos colocar câmera e com muita urgência para monitorar a frente e proteger nossos anjos
As câmeras são baratas o mais caro é o aparelho que manda as imagens para serem gravadas no computador e assim podermos processar essas pessoas maldosas e sem coração!
Quem pode nos ajudar a comprar já temos o eletricista que instala mais não temos essa verba no momento!
Qualquer valor faz a diferença
Associação amor de bicho
Caixa econômica Federal
agência 1203 operação 003
Conta corrente 1340-5
Cnpj:19.567.799/0001-20
Nos ajudem a proteger essas vidas

Senadora apresenta projeto de lei que permite a demissão de funcionários públicos concursados





9/8/2017 12:39



A?possibilidade de um servidor concursado perder o cargo público por mau desempenho de suas funções será debatida pela Comissão Senado do Futuro (CSF) em um ciclo de audiências públicas. Os temas a serem analisados pela CSF foram apresentados pelo presidente da comissão, senador Hélio José (PMDB-DF), e aprovados na reunião desta quarta-feira (28).


A demissão de servidores públicos concursados seria regulamentada pelo Projeto de Lei do Senado Complementar (PLS) nº 116/2017, da senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE).

O texto do projeto trata da avaliação periódica dos servidores públicos municipais, estaduais e federais e regulamenta dispositivo da Constituição permitindo a exoneração do servidor público estável – aqueles concursados que já passaram pelo estágio probatório e foram aprovados – avaliado com insuficiência no desempenho do cargo.

O teor do projeto coincide com um dos temas – o futuro das carreiras de servidores públicos no Brasil – aprovados para o ciclo de debates da comissão. O PLS 116/2017 – Complementar será examinado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde tem como relator o senador Lasier Martins (PSD-RS).


Neste momento, o texto da ementa está aberto a consulta pública no portal e-Cidadania e pode receber o voto dos internautas por meio deste link. Cerca de 22,5 mil pessoas já opinaram sobre o projeto de lei, 11.360 contrárias e 11.246 favoráveis.

Como funcionaria?

Se aprovada a proposta, servidores públicos municipais, estaduais e federais terão seu desempenho avaliado semestralmente e, caso recebam notas inferiores a 30% da pontuação máxima por quatro avaliações consecutivas, poderão ser exonerados. Também perderá o cargo aquele que tiver desempenho inferior a 50% em cinco das últimas dez avaliações.

O projeto garante aos servidores o direito de pedir a reconsideração das notas, bem como de apresentar recurso ao órgão máximo de gestão de recursos humanos da instituição em que trabalha. Uma eventual exoneração ocorrerá apenas após processo administrativo, instaurado depois das primeiras avaliações negativas, com o objetivo de auxiliar o avaliado a identificar as causas da insuficiência de desempenho e superar as dificuldades encontradas no serviço público.

PF desarticula esquema de desvio de R$ 237 milhões do SUS em Alagoas


Servidores públicos e empresários do ramo médico-hospitalar estão sendo conduzidos à sede da PF

08/08/2017 - 06:16 - Atualizado em 08/08/2017 - 13:32


Operação ocorre na Sesau, em Maceió (Crédito: Henrique Pereira / TV Pajuçara)
Uma operação integrada da Polícia Federal (PF) com a Controladoria Geral da União (CGU) cumpre mandados de buscas, apreensão e condução coercitiva nos estados de Alagoas, Sergipe, Pernambuco e no Distrito Federal, desde as primeiras horas da manhã desta terça-feira (8). Ao todo, 100 policiais federais e 10 auditores da CGU participam da ação.

Batizada de “Correlatos”, a operação foi desencadeada após o Portal da Transparência apontar uma suposta fraude nos recursos destinados ao Sistema Único de Saúde em Alagoas, nos anos de 2015 e 2016. Se comprovado o desvio, o valor pode passar de R$ 237 milhões. Deste valor, o montante de R$ 172,7 milhões foi custeado pela Sesau com recursos oriundos do SUS.
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Em Alagoas, 27 mandados são cumpridos em Maceió e Arapiraca, principal cidade do Agreste. A Polícia também cumpre decisões judiciais nas cidades de Recife e Paulista (PE), Aracaju (SE) e Brasília (DF). Além de servidores públicos, empresários ligados ao ramo de fornecimento de materiais médico-hospitalares também serão ouvidos na sede da PF. Em Maceió, equipes fazem buscas na sede da Sesau, no bairro de Jaraguá.
A fraude
De acordo com a PF, o crime ocorria com a contratação de empresas por dispensas indevidas de licitação, fundadas no valor ou em situações emergenciais. Suspeita-se que o esquema consistia em fracionar ilegalmente as aquisições de mercadorias e contratações de serviços, de modo que cada aquisição/contratação tenha o valor menor ou igual a R$ 8 mil, no intuito de burlar o regime licitatório. A partir daí, escolhiam-se as empresas a serem contratadas e montavam-se os processos com pesquisas de preços de mercado simuladas, com três propostas de preços de empresas pertencentes ao mesmo grupo operacional ou com documentos inidôneos.
As análises dos quadros sociais das empresas evidenciam a parentela entre elas, demonstrando que ali seria impossível haver qualquer tipo de competição.
As investigações apontam que os gestores da Sesau não conseguiram prever, por exemplo, que seria necessário comprar kits sorológicos, bolsas para armazenamento de sangue, reagentes, cateteres venosos, seringas descartáveis e serviços de manutenção em equipamentos médico hospitalares. No Hemoal (Hemocentro de Alagoas), neste período, foi necessário comprar emergencialmente bolsas para armazenar sangue.
O secretário de Estado da Saúde, Christian Teixeira, conversou com o repórter Henrique Pereira, da TV Pajuçara, e disse que prefere se pronunciar sobre a operação após uma entrevista coletiva da PF, marcada para o final desta manhã.
Ele contou que foi informado sobre o cumprimento dos mandados por meio da imprensa e, logo em seguida, dirigiu-se à sede da secretaria, onde acompanhou o trabalho dos agentes federais.
Teixeira cogita acompanhar a entrevista coletiva pessoalmente. Ele está à frente da pasta há seis meses.
As pessoas investigadas estão sendo conduzidas à Polícia Federal a fim de prestar declarações e poderão ser indiciadas nas sanções previstas nos tipos penais previstos nos artigos 89 (dispensar licitação fora das hipóteses previstas em lei) e 90 (fraudar, mediante ajuste, o caráter competitivo do procedimento licitatório) da Lei 8.666/93 e artigos 299 (falsidade ideológica) do Código Penal Brasileiro e artigo 2º da Lei 12.850/13 (constituir organização criminosa). As penas máximas previstas para tais delitos, somadas, podem chegar a 22 (vinte e dois) anos de prisão.


                                       Por Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira

Como nosso grupo é de pessoas dotadas de capacidade e dotados de discernimento e muita inteligência e conhecimento político e altamente bem relacionados, estou a pensar, qual a opinião dos nossos IIr.: grupo a respeito da Reforma política que está na agenda do Congresso Nacional, pois destaquei aqui no grupo minha insistente opinião de que nada mudará, nada nada, ou seja, estou falando da corrupção POLÍTICA, se o sistema partidário (artigo 17 CF) não for alterado significativamente, nada mudará. Será que o povo brasileiro não irão abrir os olhos e ver que os PARTIDOS POLÍTICOS são na verdade onde ensinam e incubam os bandidos Políticos, treinando-os e adestrando-os como serem excelentes corruptos. Pois a corrupção no meio político começa nos PARTIDOS. Há uma grande resistência da discussão do tem, principalmente para aqueles que sao incrédulos por ignorância ou por obterem vantagem do sistema. 

Digam que Partido Político diante das investigações da lava-jato, dos mensalões, foram suspensos seus registros ou caçados? Que presidente de partido foi preso? Que mandato foi caçado em virtude das falcatruas e corrupções dos partidos? Que Partido teve seus bens e de seus dirigentes sequestrados ??? 

 Hoje temos 35 partidos registrados no TSE, e outros tantos esperando seus registro. E pergunta-se quanto mesmo são destinado a eles( partidos) a título de FUNDO PARTIDÁRIO? E para quem eles prestam contas da utilização desses recursos ?


“Respeito”. Palavra que para algumas pessoas nem existe no dicionário, respeito é um aprendizado que deveria começar no berço, saber ser ético, respeitar o próximo isso é uma qualidade que todo ser humano precisa ter  É uma atitude tão simples saber respeitar isso é pensar no próximo! A ausência desta qualidade faz do homem um ser desprezível! Lembram-se desta frase Respeite a si mesmo como respeita o próximo! É deste jeito que tinha que ser! No meu vê quem não sabe se der ao respeito no meu ponto de vista o qualifico de desonesto!

Como se não bastasse todo este escárnio de nossos governantes quem deveria dar bom exemplo fazem isso!

Rubens Bueno Quer Urgência Para Votar Projeto Que Acaba Com Os Supersalários No Setor Público




  • 09/08/2017
Deputado federal pelo PPS do Paraná, Rubens Bueno anunciou nesta terça-feira (8) que coletará assinaturas para levar ao plenário da Câmara, em regime de urgência, o projeto (PL 6726/2016) que impõe limite aos salários acima do teto constitucional nos três Poderes.
Aprovada com rapidez pelo Senado Federal, a matéria foi encaminhada à Câmara dos Deputados em 15 de dezembro de 2016 e desde então permanece estacionada na Comissão do Trabalho aguardando designação do relator.

Na avaliação do deputado, o Parlamento tem a obrigação que acabar com as distorções que permitem o pagamento de supersalários no poder público. Batizado de “Projeto Extrateto”, a medida visa impedir que adicionais incorporados ao salário elevem a remuneração acima do valor que é pago a um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Com a polêmica em torno dos auxílios, o limite vem sendo desrespeitado em vários órgãos federais e nos estados e municípios.
“Em São Paulo, por exemplo, 718 de um total de 2.536 juízes e desembargadores do estado receberam líquido, em junho, mais do que a maior remuneração entre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo reportagem do jornal Gazeta do Povo, há salários que ultrapassam R$ 60 mil. Vivemos tempos de crise e é preciso acabar com privilégios. Não é possível que se pense em aumentar impostos e não se promova uma adequação responsável nos salários do setor público para reduzir os gastos dos governos. A votação do projeto extrateto é urgente para que possamos acabar com essa farra”, defendeu Rubens Bueno.
Para o parlamentar paranaense, a Câmara dos Deputados precisa enfrentar logo esta questão que afronta a sociedade. “Não dá mais para ficar tergiversando, postergando a votação dessa matéria que vai acabar com essa aberração”, argumentou Bueno.
O deputado lembrou ainda que a Constituição determina que a remuneração de ocupantes de cargos públicos não pode exceder o salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (R$ 33.763), mas, na prática, “milhares de funcionários recebem acima desse valor”.
Rubens Bueno ressalta que o descumprimento da previsão constitucional está na contramão do momento de crise financeira por que passa o país. “Foi aprovado o limite de gastos públicos, com restrições, inclusive, a aumento dos servidores nos estados. A duras penas todos estão dando sua contribuição. Uma minoria não pode ficar acima do que determina a Constituição”, disse o deputado.

PSDB quer regime que permite volta ao poder sem votos


9/8/2017 11:06



Estranho partido o PSDB, não consegue decidir se fica na base de apoio do governo (seja lá o que for o que isso quer dizer), mas um pedaço do seu cardinalato começou a fazer campanha pelo parlamentarismo ou pela sua versão diet, chamando-o de semipresidencialismo.


À frente da charanga está o senador José Serra, duas vezes derrotado em disputas presidenciais. Michel Temer teria aderido à ideia, mas, como o presidente já aderiu a muitas ideias, resta saber se irá na bola.

O parlamentarismo já foi submetido ao julgamento popular em dois plebiscitos e nunca chegou à marca de 25% dos votos. Nunca será demais repetir que em 1888 a escravidão foi abolida por meio de uma lei ordinária. O plebiscito de 1963 rejeitou um parlamentarismo mambembe, porém vigente. O de 1993 confirmou a opção presidencialista de 1963.

Por trás da proposta parlamentarista está o medo de que Lula (ou seu poste) vença a eleição do ano que vem. Em 1994, quando ele liderava com folga as pesquisas, uma revisão constitucional encurtou o mandato presidencial de cinco para quatro anos. Tremenda falta de sorte, pois quem tomou a tunga foi Fernando Henrique Cardoso.

Uma vez no Planalto, os tucanos poderiam ter batalhado pelo parlamentarismo, mas preferiam lutar pela reeleição. A convicção parlamentarista só aflora na plataforma do PSDB quando eles estão na oposição ou, o que é pior, quando uma de suas facções teme ficar fora do poder municipal, estadual e federal.

No plebiscito de 1993, os brasileiros escolheram entre o presidencialismo, o parlamentarismo e a monarquia. Parece piada, e é, mas se o negócio é trocar de regime para manter Lula (ou seu poste) longe do poder, a melhor opção seria repetir a consulta, com o PSDB defendendo a monarquia. Afinal, mesmo sendo uma "metamorfose ambulante" (nas suas palavras), Lula é capaz de tudo, mas nunca dirá que "seu" Aristides e dona Lindu pertenciam ao ramo de Caruaru da casa de Orléans e Bragança.


O surto parlamentarista de um pedaço do PSDB deriva da percepção de que a conta eleitoral de 2018 lhe custará caro. Na sua última encarnação, a proposta parlamentarista vem disfarçada de "semipresidencialismo", abençoada pelo senador Renan Calheiros e pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal. Ele trata do assunto quando não está batendo boca com colegas ou com o procurador-geral, Rodrigo Janot. Um juiz do STF associando-se a propostas desse tipo contribui para a criação do semibanguncismo.

Vendida como um fator de estabilidade, a girafa semipresidencialista teria um aspecto desorganizador. Basta que se imagine um presidente eleito com 60 milhões de votos que, diante de um Congresso hostil, coloca na mesa a proposta de um novo plebiscito para confirmar ou revogar o regime parlamentar. Reedita-se assim o caos do governo de João Goulart em 1962, depois que Tancredo Neves deixou a cadeira de primeiro-ministro. Deu no que deu.

Nos últimos anos, o comissariado petista levou a culpa de ter patrocinado a proposta do voto de lista, um sistema pelo qual o eleitor perderia o direito de escolher nominalmente seu candidato a deputado. Houve um pouco de injustiça nisso, pois muitos tucanos defendiam o truque, mantendo-se atrás das cortinas.