terça-feira, 23 de maio de 2017

STF condena Paulo Maluf por lavagem de dinheiro e determina perda do mandato





Primeira Turma entendeu que ele tentou ocultar verba desviada de obras quando era prefeito de São Paulo. Além da pena, de mais de 7 anos, Maluf terá de pagar multa de R$ 1,3 milhão.




O deputado Paulo Maluf durante sessão da CCJ da Câmara (Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados)
O deputado Paulo Maluf durante sessão da CCJ da Câmara (Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados)


A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou nesta terça-feira (23) o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) pelo crime de lavagem de dinheiro, além de determinar a perda do mandato do parlamentar e multa de mais de R$ 1,3 milhão. A pena foi fixada em 7 anos, 9 meses e 10 dias de prisão em regime fechado.
Os cinco ministros votaram para condenar o deputado. A Primeira Turma é composta por Edson Fachin (relator do caso), Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux e Marco Aurélio Mello.
(Atualização: inicialmente, o G1 havia informado que Maluf foi condenado por 4 votos a 1. Durante a sessão, o ministro Marco Aurélio Mello havia se manifestado pela prescrição do crime de lavagem de dinheiro. No início da noite, após a sessão, o gabinete do ministro esclareceu que, tendo sido vencido ao opinar pela prescrição, Marco Aurélio aderiu à maioria da Turma para também condenar o deputado. A informação foi corrigida às 18h16).
O tribunal não decidiu pela execução imediata da pena e, com isso, a defesa ainda poderá entrar com recursos no Supremo, chamados de embargos de declaração, para questionar a decisão.
Só depois de julgados os recursos, se mantida a decisão desta terça, é que o deputado poderá ser preso, e a Câmara terá de decretar a perda do mandato. Isso poderá durar, ao menos, dois meses (leia mais abaixo).
Após o julgamento, o advogado de Maluf, Antônio Carlos de Almeida Castro, afirmou que aguardará a publicação da decisão pelo STF para entrar com recurso. Segundo o advogado, até que a decisão seja publicada, Maluf continuará cumprindo normalmente o mandato como deputado.
"A defesa continua acreditando na teses que defendeu na Turma e as levará ao Pleno assim que for publicado o acórdão. O deputado segue confiando na Justiça e aguardando a decisão final do Plenário do Supremo", afirmou o advogado.

Nos recursos, entre outros pontos, a defesa pode argumentar que Maluf não pode ir para a cadeia por causa da idade avançada - ele tem 85 anos.
A lei prevê prisão domiciliar para maiores de 80 anos em caso de prisão preventiva. No caso do deputado, porém, ele pode ir para a cadeia por conta da condenação definitiva, já que não se trata de prisão preventiva. Mas a defesa pode pedir para ser aplicada a regra das prisões preventivas e, com isso, o Supremo vai decidir.

O caso

Maluf foi acusado pelo Ministério Público Federal de usar contas no exterior para lavar dinheiro desviado da Prefeitura de São Paulo quando foi prefeito da capital, entre 1993 e 1996.
De acordo com a denúncia, uma das fontes do dinheiro desviado ao exterior por Maluf seria da obra de construção da Avenida Água Espraiada, atual Avenida Jornalista Roberto Marinho.
O julgamento foi iniciado na Primeira Turma do STF em 9 de maio e interrompido após o voto do relator, ministro Luiz Edson Fachin, pela condenação.
Maluf foi acusado de usar contas bancárias em nome de empresas offshores (firmas usadas para investimentos no exterior) para enviar dinheiro desviado e reutilizar parte do dinheiro da compra de ações de empresas da família dele, a Eucatex. Segundo o MPF, mais de R$ 172 milhões foram aportados na empresa por meio desse esquema.
Ao votar em 9 de maio, o ministro Fachin informou que, das cinco acusações de lavagem de dinheiro, quatro prescreveram em razão do tempo decorrido das acusações e da idade do deputado - prazos de prescrição para pessoa acima de 70 anos caem pela metade. Maluf tem 85 anos.
Em relação a um dos crimes de lavagem, no valor de US$ 15 milhões, Fachin considerou que houve crime permanente, ou seja, que ele foi praticado continuamente entre os anos de 1998 a 2006.
Fachin afirmou que há provas da materialidade e autoria do crime permanente, que ocorreu durante todo o tempo em que o dinheiro estava sendo escondido no exterior.

Julgamento

"Enfrentar o tipo de delinquência beneficiado por décadas é um marco na refundação do país. Evidentemente ninguém deve ser punido para ser exemplo para ninguém. Pessoas só devem ser punidas se houver casos e nesse caso concreto me parece fora de dúvida que essa caracterização esta feita", afirmou o ministro Luis Roberto Barroso no julgamento.
Durante o julgamento, os ministros decidiram que o regime fechado é incompatível com o exercício do mandato de deputado federal e, com isso, a Mesa da Câmara será notificada para que declare a perda da função.
A Câmara só será notificada da decisão após publicação no "Diário de Justiça Eletrônico". O prazo para publicação é de 60 dias. Depois de publicada a decisão, a defesa ainda poderá entrar com recursos no Supremo para questionar determinados pontos da decisão.
Além da pena, a Primeira Turma estipulou multa de 248 dias-multa, sendo cada dia-multa fixado em cinco salários mínimos vigentes à época dos fatos (2006), além de ter imposto uma punição de pagamento de três vezes o valor da multa.
Segundo o tribunal, o valor seria "ineficaz" diante do patrimônio de R$ 39 milhões que Maluf tem. Com isso, foi determinada multa de aproximadamente R$ 1,302 milhão em valores a serem atualizados.
A Primeira Turma também declarou a perda dos bens objeto de lavagem de dinheiro.

Outras ações

Além desse caso, Paulo Maluf responde a outras três ações penais no Supremo. Em uma delas, é acusado do crime de corrupção passiva por conta dos desvios da mesma obra pela qual foi condenado, e outra por crimes financeiros. Na terceira ação, Paulo Maluf é acusado de falsidade ideológica eleitoral.


Por Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira
Até agora só tinha amadores condenados!

CBN diz que há diferença de seis minutos e 21 segundos entre os áudios. Situação é de CAOS institucional.





CBN diz que há diferença de seis minutos e 21 segundos entre os áudios. Situação é de CAOS institucional.
Já no fim de semana a defesa de Michel Temer dizia que o áudio da conversa entre Michel Temer e Joesley Batista havia sido editado. Mesmo assim, Rodrigo Janot e a Rede Globo insistiam que o áudio não tinha sofrido edição alguma.
No sábado a Folha divulgou que um perito havia identificado quase 50 edições. A Rede Globo tentou assassinar a reputação deste perito. Nesta segunda, um novo perito, Ricardo Molina, disse que a gravação era imprestável e cheia de furos. Mas o site O Antagonista, que tem repercutido a narrativa da Rede Globo, disse durante a tarde que havia obtido uma cópia da gravação original e que a duração era a mesma: 38 minutos e 48 segundos. Pode ter sido um engano.
Havia um argumento de que essa era a mesma duração do programa da CBN que Joesley ouvia ao chegar e ao sair do encontro com Temer. Pois conforme o site da CBN, existe uma diferença de seis minutos e 21 segundos entre o áudio da conversa do empresário Joesley Batista e o presidente Michel Temer, divulgado na quinta-feira, e a programação original da Rádio CBN da noite de 7 de março.
Como diz o site, “também é possível identificar no início e no final da gravação de Joesley o som da rádio CBN antes e depois do encontro dele com Temer no Palácio do Jaburu. O total da gravação tornada pública pelo Ministério Público Federal tem 38 minutos e 48 segundos. Após dez segundos de ruído, começa-se a ouvir um trecho da edição do Repórter CBN de dez e meia da noite, apresentado por Tânia Morales. Neste ponto, eram exatamente dez horas, 31 minutos e quatro segundos”.
O que mais assusta nisso tudo é a gravidade de toda a situação, pois estamos tratando de um acordo feito com os Irmãos Friboi com um recorde de vantagens, tanto que tudo foi definido apressadamente, garantindo que eles estivessem o mais rápido possível nos Estados Unidos. Com ambos os irmãos nos Estados Unidos, ficaria difícil prendê-los novamente pela adulteração da fita. Resta saber a intenção de Rodrigo Janot ao tomar essa decisão, mas claramente ele pode ser responsabilizado por não ter feito a perícia da gravação.
Estamos diante simplesmente diante de uma ruptura institucional de consequências imprevisíveis a partir de agora. Podemos dizer que este, sim, é o fim da república. As instituições passam a perder o sentido e não há mais qualquer estabilidade.
Isso precisa ser esclarecido com toda a urgência, já que há muita coisa estranha em todo esse acordo com os Irmãos Friboi. Observe que agora que tanto o caso do acordo assinado apressadamente como da ausência de perícia dão um tom de ruptura institucional completa. Os esclarecimentos precisam ser feitos com urgência.

Ex-presidente do Barcelona é preso por lavagem de dinheiro


Corrupção no futebol

Sandro Rosell foi diretor da Nike no Brasil e negociou contrato com a CBF para que empresa se tornasse fornecedora de material esportivo da Seleção



Por: AFP
23/05/2017 - 07h06min | Atualizada em 23/05/2017 - 07h06min


Empresário de marketing esportivo, Sandro Rosell foi diretor da multinacional Nike no Brasil e negociou o contrato com a CBF para que a empresa americana se tornasse a fornecedora de material esportivo da Seleção.
Ex-presidente do Barcelona é preso por lavagem de dinheiro  JOSEP LAGO/AFP
Foto: JOSEP LAGO / AFP 
O ex-presidente do Barcelona Sandro Rosell foi detido nesta terça-feira (23) em uma operação contra lavagem de dinheiro relacionada com os direitos de imagem da Seleção Brasileira. A operação ocorreu principalmente na região da Catalunha. A investigação, ainda sob sigilo, se concentra na "lavagem de dinheiro em empresas relacionadas com os direitos de imagem da seleção brasileira de futebol", afirmou a polícia.
A operação envolve a Guarda Civil e a Polícia Nacional, com ações de busca em residências e sedes de empresa em Barcelona, Girona e Lleida, na região da Catalunha, mas também Andorra, pequeno país entre a França e a Espanha.
Em 2010, Rosell foi eleito presidente do Barcelona, sucedendo o carismático Joan Laporta, de quem foi braço direito antes de virar grande inimigo. O mandato durou quatro anos, até sua renúncia, em janeiro de 2014, pouco depois de ser acusado por suposta fraude fiscal na complicada contratação de Neymar pelo Barça em 2013. Rosell foi inocentado após um acordo entre a diretoria do Barça e a Justiça para que a pena fosse assumida pelo clube como pessoa jurídica.
Apesar do acordo, o dirigente será julgado por fraude e corrupção em outro processo, iniciado pelo fundo de investimentos brasileiro DIS, que foi dono de parte dos direitos de Neymar e se considera prejudicado pela operação de contratação o brasileiro.
Este caso também envolve Neymar, os pais do jogador, o atual presidente do Barça, Josep Maria Bartomeu, e o ex-presidente do Santos Odilio Rodrigues Filho.

Apuração de crimes fiscais de políticos esbarra em ‘lista VIP’ da Receita





Em 12 meses, dobrou o número de pessoas que só podem ser investigadas após aval de algum chefe da Receita Federal



Ricardo Molina
Contratado por Temer, Molina é obrigado a contestar a versão da Globo, onde construiu sua reputação


Enquanto a Polícia Federal não conclui uma análise aprofundada sobre a fidelidade da gravação entre Joesley Batista, dono da JBS, e Michel Temer, uma guerra de versões instalou-se no País. Há pareceres sobre o áudio para todos os gostos, a depender das motivações de quem os encomenda. A falta de uma análise consistente das autoridades antes da divulgação do arquivo deflagrou uma lamentável disputa entre especialistas e seus fiadores. Se fosse um "reality show", poderia se chamar "Batalha dos Peritos". 
O Jornal Nacional, da Globo, grupo responsável pela divulgação em primeira mão da existência do grampo, recorreu a especialistas que classificam a gravação como "intacta", mas O jornal Folha de S. Paulo e a defesa de Temer foram atrás de profissionais cujos laudos detectaram edições no arquivo. 
Folha contratou Ricardo Caires dos Santos, que apontou, segundo reportagem da publicação, 50 edições no áudio entregue às autoridades. No ano passado, o mesmo especialista foi contratado para analisar se havia ou não um fantasma em uma foto da atriz norte-americana Jéssica Alba, informação que "O Globo" fez questão de lembrar para desmerecer o especialista.
Contratado por Temer, Ricardo Molina construiu sua reputação com laudos realizados para as Organizações Globo. O mais famoso está relacionado ao episódio em que José Serra, então candidato à presidência em 2010, foi atingido por uma bolinha de papel em uma agenda de campanha. À época, Molina foi convocado para analisar se houve outra agressão ao presidenciável. Ele apontou, baseado em imagens da mídia, que o tucano foi alvo de uma bolinha de papel e também de um rolo de papel adesivo. 
Em defesa de Temer, Molina alegou que o arquivo de áudio entregue por Joesley à Justiça não tem condições técnicas de ser utilizado em um processo e ainda contestou passagens sobre as quais não pesavam qualquer ambiguidade. De acordo com o perito, Joesley não afirmou "todo mês" a Temer, uma referência, segundo o delator, a pagamentos a Eduardo Cunha para se manter calado na prisão, mas "tô no meio".
Em coletiva, o perito chegou a assumir o papel de advogado de Temer ao chamar a Procuradoria-Geral da República de "ingênua" e "incompetente" por ter aceitado a gravação contra o peemedebista. 
Até o momento, a guerra de versões sobre o comprometedor áudio gravado teve um importante efeito: deu sobrevida a um governo agonizante. Após Caires dos Santos apontar prováveis cortes e edições no arquivo compartilhado com as autoridades, o Supremo Tribunal Federal preferiu aguardar uma perícia conclusiva da Polícia Federal para dar continuidade ao julgamento sobre a suspensão do inquérito contra Temer, pedido feito pela defesa do atual presidente.
Nesta segunda 22, Temer preferiu, porém, abandonar a ação de suspensão do inquérito ao anunciar a perícia de Molina, que teria constatado mais de 70 "obscuridades" no áudio entregue por Joesley às autoridades. De acordo com Gustavo Guedes, advogado de Temer, o atual presidente não vê mais necessidade de suspender as investigações após o arquivo ter sido encaminhado para perícia da Polícia Federal. O peemedebista "quer que o assunto seja resolvido o mais rápido possível", diz sua defesa.
Horas antes, Carmén Lúcia, presidente do Supremo Tribunal federal, havia determinado que o plenário da Corte só julgaria o pedido da defesa para suspender o inquérito aberto contra o peemedebista após a conclusão da perícia do áudio. A PF já recebeu os arquivos da delação para analisar se houve corte ou edição nas gravações. Segundo a corporação, não há prazo para a conclusão da perícia.
Antes da desistência da defesa de Temer de suspender o inquérito, a decisão do STF de adiar o julgamento beneficiou o governo na sua tentativa de voltar aos trabalhos. O senador Ricardo Ferraço, relator da reforma trabalhista, comunicou nesta segunda-feira 22 que apresentará seu parecer favorável à aprovação do texto nesta terça 23. Em meio à revelação do áudio entre Joesley e Temer, o relator havia suspendido a tramitação no projeto.
A polêmica sobre o áudio contribui ainda para estender a permanência do PSDB e do DEM na base aliada. A cúpula de ambas as legendas condicionou, em reunião no fim de semana, a continuidade do apoio ao governo à decisão da Corte sobre a manutenção ou não do inquérito contra o atual presidente. Caso as investigações fossem mantidas pela maioria dos ministros do STF, integrantes dos partidos já preparavam o desembarque. Agora, resta saber como os partidos se comportarão após a perícia concluída pela Polícia Federal.
Conheça o que dizem as análises feitas até o momento:
Análise preliminar do MPF
Uma análise preliminar feita pelo Ministério Público Federal em 7 de abril deste ano identificou "ruídos" e "a voz e um dos interlocutores (Joesley) com maior intensidade em relação à voz do segundo interlocutor (Temer)". Embora refira-se a "momentos incompreensíveis", que demandariam a utilização de equipamentos especializados, a análise nada afirma sobre possíveis edições. "O diálogo encontra-se audível, apresentando sequência lógica", diz o parecer da Secretaria de Pesquisa e Análise do MPF entregue à Justiça.
O arquivo foi analisado com o auxílio da ferramenta "Audacity", um software de edição de áudio, de "forma preliminar, submetido a oitiva sob a perspectiva exclusiva da percepção humana". O parecer afirma ainda que o objetivo foi constatar a inteligibilidade dos áudios entregues por Joesley e, de forma superficial, avaliar se "os arquivos possuem ou não características iniciais de confiablidade".
Análise do MPF
 Análise contratada pela "Folha de S.Paulo"
Na sexta-feira 19, a Folha de S. Paulo divulgou reportagem com uma perícia contratada pelo jornal segundo a qual o áudio sofreu mais de 50 cortes. O laudo foi feito por Ricardo Caires dos Santos, perito judicial que presta serviços ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Realizada em um intervalo de apenas dois dias, a análise de Caires dos Santos aponta para "indícios claros de manipulação". Os vícios, segundo o perito, tornariam a gravação inválida como prova jurídica.
Em seu depoimento, Joesley afirma que Temer "fez um comentário curioso" no encontro no Jaburu. "Eduardo quer que eu o ajude no Supremo", disse o peemedebista, segundo o empresário. De acordo com a análise da "Folha de S.Paulo", o trecho abaixo, referente a esse diálogo, sofreu edições:
 "Era pra me trucar, eu não fiz nada (corte). No Supremo Tribunal totalidade só um ou dois (corte)... aí, rapaz mas temos (corte) 11 ministros".
À Justiça, Joesley supostamente completa as lacunas. "Eu posso ajudar com dois, com 11 não dá", teria afirmado o peemedebista. 
De acordo com a reportagem do jornal, no momento mais polêmico, quando Joeley fala que "está de bem com Eduardo" e sugere pagamentos mensais ao ex-deputado, a análise de Caires dos Santos não constatou qualquer edição.
Temer citou a reportagem como parte de sua defesa em pronunciamento no sábado 20, quando decidiu desqualificar seu delator.
Peritos ouvidos pelo Jornal Nacional
O Jornal Nacional, da TV Globo, também ouviu peritos. Em reportagem veiculada na edição de sábado 20, George Sanguinetti, professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), e Nelson Massini, perito forense e professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), afirmaram que toda a gravação está intacta.
"Dá para afirmar que não há cortes, que não há edição, baseado exatamente no curso da conversação da ausência de ruídos que caracterizem mudanças de ambiente ou que tenham sido partes realizadas em outro local", disse Sanguinetti, que em 1996 participou da investigação da morte de PC Farias, em entrevista por telefone.
Massini afirma que “não existe profissionalismo” na gravação, mas conclui que o áudio não foi modificado. “Não há, a princípio, nenhuma alteração, nenhum corte que demonstre que tenha sido editado."
"O Globo" desqualifica perito contratado pela "Folha"
Responsável por divulgar em primeira mão a existência do áudio entre Joesley e Temer, o jornal "O Globo" tentou desqualificar a análise contratada pela Folha. Em reportagem não assinada publicada no domingo 21, o jornal lembrou que o perito fez uma "perícia" recente para determinar se havia ou não um fantasma em uma fotografia divulgada na internet pela atriz norte-americana Jéssica Alba.
A reportagem ressalta ainda que o perito não tem qualquer vínculo com o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. "Ele é um prestador de serviços eventual da Justiça", afirma o texto. Ao Globo, Caires dos Santos teria negado que o áudio tivesse 50 pontos de edição. Segundo ele, são 14 pontos, entre 15 e 20 pontos de corte e diversos trechos de ruído.
Para elaborar o laudo contratado pela Folha, informa "O Globo", o perito afirma ter usado o programa "Audacity", o mesmo utilizado pelo MPF em sua análise preliminar.
Ricardo Caires dos Santos
Perito contratado pela Folha analisa existência de fantasma em foto de Jéssica Alba (Foto: Reprodução)
Reportagem do "Estado de S. Paulo"
Em reportagem publicada no dia 19 pelo jornal O Estado de S.Paulo, o perito judicial e extrajudicial Marcelo Carneiro de Souza afirmou ter identificado “fragmentações” em 14 momentos da gravação de 38 minutos. Souza diz não ter encontrado cortes entre o 6º e o 12º minutos, intervalo de tempo em que Cunha foi tema do diálogo, mas afirma que, para chegar a uma “conclusão definitiva”, seria necessário analisar o gravador onde a mídia foi armazenada. 
“[É preciso] verificar se esse material foi devidamente acondicionado ou se, por exemplo, ficou largado em algum local que poderia danificá-lo”, disse o perito ao Estadão.
O laudo de Ricardo Molina em defesa de Temer
Temer decidiu contratar os serviços do perito Ricardo Molina. Em 2010, ele foi responsável por analisar imagens de um compromisso de campanha de José Serra, quando o tucano foi atingido por uma bolinha de papel. Segundo Molina, Serra teria sido atingido por um rolo de papel adesivo. O caso ficou popularmente conhecido como "o caso da bolinha de papel". 
Antes de realizar a perícia para Temer, Molina deu entrevista à "Folha de S.Paulo" e disse não ser possível avaliar sem equipamentos adequados se o áudio foi de fato editado. "Percebem-se mais de 40 interrupções, mas não dá para saber o que as provoca. Pode ser um defeito do gravador, pode ser edição, não dá para saber", afirmou ao jornal.
Nesta segunda-feira 22, a mídia divulgou seu lado encomendado por Temer, segundo o qual a gravação é "prova imprestável para fins judiciais'. Segundo ele, o arquivo possui dezenas de pontos de descontinuidades, de clipping e ruídos e mascaramentos. Molina ainda afirma que grande parte da gravação é ininteligível, "dificultando, quando não impossibilitando, a definição inequívoca dos contextos de cada fragmentos."
Em coletiva, Molina assumiu o papel de advogado de Temer e chamou a Procuradoria-Geral da República de "ingênua"e "incompetente" por ter aceito o áudio como prova. "O que tem no laudo [da PGR sobre a gravação] é coisa de gente que não sabe mexer em áudio", disse o perito, antes de desqualificar os técnicos da Secretaria de Pesquisa e Análise do órgão. "Não vou citar nomes, mas conheço quem assina [o documento da PGR] e, se colocarem eles aqui na minha frente, vão começar a gaguejar". 

JBS PAGOU A RENAN R$1 MILHÃO EM PROPINA ‘CARIMBADA’ PARA O FILHO



DE PAI PARA FILHO


DELATOR CITA GOVERNADOR DE ALAGOAS COMO BENEFICIÁRIO DE PROPINA
Publicado: 23 de maio de 2017 às 01:09 - Atualizado às 01:19





No mês seguinte à abertura de seus dois primeiros inquéritos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o governador de Alagoas, Renan Filho (PMDB), voltou a ser inserido no enredo das delações da Operação Lava Jato. Com R$ 1,3 milhão doados pela JBS, registrados na prestação de contas oficial de sua campanha de 2014, Renan Filho foi citado pelo diretor da empresa, Ricardo Saud, como destinatário final de parte do montante de quase R$ 10 milhões em propina enviada através do delator ao senador Renan Calheiros (PMDB-AL).
Segundo Saud, R$ 1 milhão dos R$ 9,9 milhões pagos ao senador alagoano teriam o objetivo de eleger “Renanzinho” governador de Alagoas. O restante, seria para comprar a eleição de Renan para a presidência do Senado.
“Renan Calheiros: 9 milhões e 900 [mil]. É, 1 milhão, que eu entendo também que o Renan usou parte desse dinheiro para preparar já sua eleição para a presidência do Senado. E parte desse dinheiro para eleger o seu filho Renanzinho, em Alagoas. Um milhão para o PMDB de Alagoas, carimbado para o Renan Filho. Aí vem 300 mil para o PMDB de Sergipe, por ordem de Renan Calheiros; 500 mil para o PMDB do Amapá, por ordem de Renan; 455 para o PMDB nacional, carimbado para o Renan; 500 mil para o PTB da Paraíba, por ordem de Renan; 300 mil para o PT do B nacional, por ordem do Renan”, delatou Ricardo Saud.
Assista: 
O diretor da JBS disse que parte do dinheiro foi entregue no apartamento do senador em Alagoas, certamente em Maceió, na Ponta Verde. E outra parte foi enviada à sede do PMDB de Alagoas, que fica na Jatiúca.
Saud também afirmou que frequentava a casa do então presidente do Senado, para definir a operacionalização da partilha da propina.
Ao responder à reportagem do Jornal Nacional, da Rede Globo, Renan Calheiros, considerou a delação de Saud “fantasiosa”. E disse que o fato de o delator ter frequentado sua casa não significaria que o senador tenha qualquer relação com atos criminosos. Ao JN, Renan disse ainda que Ricardo Saud ou qualquer outro delator jamais falaria com ele sobre propina ou caixa dois.
O governador Renan Filho não vai se pronunciar a respeito da delação, segundo sua assessoria de imprensa.

JBS É SUSPEITA DE HAVER PLANEJADO METICULOSAMENTE SUA SAÍDA DO PAÍS





DELAÇÃO-BOMBA


APENAS 20% DA JBS DE JOESLEY E WESLEY AINDA ESTÃO NO BRASIL
Publicado: 23 de maio de 2017 às 00:52


JOESLEY TEM VIVIDO MAIS TEMPO NOS ESTADOS UNIDOS DO QUE NO BRASIL.











O presidente da J&F e da JBS, Joesley Batista, está sob suspeita de haver preparado meticulosamente sua saída do País, por isso já se articula na Câmara a criação de uma CPI para investigar o esquema. Ao vazar a delação, o grupo já havia reduzido o Brasil a apenas 20% de operação, concentrando 70% de tudo nos Estados Unidos, a nova pátria dos delatores. O País que financiou o grupo virou “passado”. A informação é do jornalista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
Financiado pelo BNDES nos governos Lula e Dilma, o grupo J&F/JBS saltou seu faturamento dos R$4 bilhões em 2007 para R$170 bilhões.
Antes da delação, o “americanófilo” Joesley já vivia a maior parte do tempo nos EUA. Mas precisava se livrar das investigações no Brasil.
Com o esperto acordo de delação, os controladores da J&F/JBS se livraram de pelo menos 5 operações/ações penais muito cabeludas.
Os delatores também deixam para trás dívida de R$1,8 bilhão junto ao INSS e a devolução dos quase R$13 bilhões que tomaram do BNDES.

PF CUMPRE MANDADOS DE PRISÃO CONTRA DOIS EX-GOVERNADORES DO DF




SUPERFATURAMENTO DO MANÉ


TAMBÉM O EX-VICE TADEU FILLIPPELI É ALVO DE MANDADO DE PRISÃO
Publicado: 23 de maio de 2017 às 07:33 - Atualizado às 07:48



ELES SÃO ACUSADOS DE INTEGRAR UMA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA QUE SUPERFATUROU O MANÉ (FOTO: MONTAGEM/ EBC E DÊNIO SIMÕES)


A Polícia Federal cumpre 10 mandados de prisão na manhã desta terça-feira (23), na Operação Panatenaico. Entre os alvos estão dois ex-governadores do Distrito Federal, José Roberto Arruda e Agnelo Queiroz, e o ex-vice-governador do DF Tadeu Filippeli. A ação investiga uma organização criminosa que fraudou e desviou recursos das obras de reforma do Estádio Nacional Mané Garrincha para Copa do Mundo de Futebol de 2014.
As obras, orçadas em cerca de R$ 600 milhões, custaram, na verdade, R$ 1,575 bilhão. Segundo a PF, o superfaturamento chega a quase R$ 900 milhões. O estádio do DF foi o mais caro de toda a Copa de 2014.
Entre os alvos das ações de hoje estão agentes públicos e ex-agentes públicos, construtoras e operadores das propinas ao longo de três gestões do Governo do Distrito Federal. A hipótese investigada pela Polícia Federal é que agentes públicos, com a intermediação de operadores de propinas, tenham realizado conluios e assim simulado procedimentos previstos em edital de licitação.
A renovação do Estádio Mané Garrincha, ao contrário dos demais estádios da Copa do Mundo financiados com dinheiro público, não recebeu empréstimos do BNDES, mas sim da Terracap, mesmo que a estatal não tivesse este tipo de operação financeira prevista no rol de suas atividades.
Cerca de 80 policiais, divididos em 16 equipes, cumprem 10 mandados de prisão temporária, três de conduções coercitivas e 15 mandados de busca e apreensão. As medidas judiciais partiram da 10ª Vara da Justiça do DF e as ações ocorrem em Brasília.
Panatenaico
O nome da operação é uma referência ao Stadium Panatenaico, sede dos jogos panatenaicos, competições realizadas na Grécia Antiga que foram anteriores aos jogos olímpicos. A história desta arena utilizada para a prática de esportes pelos helênicos, tida como uma das mais antigas do mundo, remonta à época clássica, quando estádio ainda tinha assentos de madeira. A construção foi toda remodelada em mármore, por Arconte Licurgo, no ano 329 a.C. e foi ampliado e renovado por Herodes Ático, no ano 140 d.C., com uma capacidade de 50 mil assentos. Os restos da antiga estrutura foram escavados e restaurados, com fundos proporcionados para o renascimento dos Jogos Olímpicos. O estádio foi renovado pela segunda vez em 1895 para os Jogos Olímpicos de 1896.






Por Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira

Vocês já pararam pra pensar quantas escolas, creches, moradias dignas, cestas básicas, quantos brasileiros pobres foram prejudicados pela ânsia desenfreada de um grupo de corrupção.

Interessante chamar de vossa excelência quem se encontra na lava-jato e chamar de “vagabundo” o honrado trabalhador? Brasileiro, desempregado por causa da corrupção.

Indivíduo que pratica atividades criminosas com legitimidade de poder público deveria devolver em dobro tudo que recebeu, sem dó e sem piedade, inclusive os salários.