sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Telefones fixos dos batalhões da Polícia Militar estão sem funcionar




Tony Winston/Agência Brasília


Moradores também reclamam do atendimento do 190. População não consegue fazer denúncias no número de emergência



Há pelo menos uma semana os telefones fixos dos batalhões da Polícia Militar do Distrito Federal estão sem funcionar. Oficialmente, a corporação alega que o problema não afeta a população, pois as demandas são concentradas no 190. Porém, moradores de regiões como Guará, Estrutural e Águas Claras reclamam que não conseguem contato nem central de emergência nem nos batalhões.


Uma moradora do Guará denunciou o caso em um grupo no Facebook. Ela relatou que, no último domingo (15), os vizinhos foram assaltados. Uma das vítimas chegou a ser espancada por três criminosos. A mulher tentou ligar para a polícia e não conseguiu contato.
Em um vídeo postado nas redes sociais, ela usa um telefone fixo e um celular para fazer a chamada. No entanto, ninguém atende. “Nem com a polícia estamos podendo contar mais”, desabafou.

Problemas na EstruturalA dona de casa Maria Aparecida, 56 anos, mora na Estrutural e conta que salvou o número do batalhão no celular por acreditar que, falando diretamente com os policiais da região, eventuais problemas poderiam ser resolvidos de forma mais rápida. “Eles conhecem bem os endereços e, muitas vezes, sabem quem são os próprios marginais. Acho mais fácil e eles costumavam atender sempre”, disse.
Um militar que atua na Estrutural ouvido pelo Metrópoles confirmou que os moradores buscam ajuda diretamente nos quartéis. “Muitos não conseguem falar pelo 190 e acabam ligando para cá. Mas já tem uma semana que estamos sem telefone e internet. Até para checar a escala é complicado”, contou o militar, que não quis se identificar.
Na manhã de quinta-feira (19), a reportagem telefonou para todos os quartéis da corporação. O único que atendeu foi o de Santa Maria. Os contatos estão disponíveis no site da PMDF.
Efigênia Souza, 43 anos, é costureira em Águas Claras. A empreendedora chegou a ver um assalto próximo à estação Arniqueiras do Metrô, em dezembro de 2016. Ela afirmou que ligou para o 190 por mais de seis vezes e não foi atendida.
Fico assustada porque é um número de emergência que não funciona. Se ninguém atende, o que temos que fazer?"
Efigênia Souza, costureira
As respostas da PM e da SSPSobre a falha nos telefones da PM, a corporação informou que a rede de comunicação dos batalhões está sendo substituídas por VoIP, um sistema unificado e que demanda um menor investimento. “Algumas unidades, no entanto, ainda estão no processo de troca. Os batalhões que estão sem telefonia fixa mantêm contato por meio de telefones celulares. Contudo, esclarecemos que o canal de comunicação da população com a Polícia Militar é o 190”, afirmou por meio de nota.
Procurada pela reportagem, a Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social negou problemas no sistema de comunicação da PM. Por meio de nota, a pasta informou que “a Central Integrada de Atendimento e Despacho (Ciade) — que recebe ligações dos números 190 (Polícia Militar), 193 (Corpo de Bombeiros), 199 (Defesa Civil), além dos números internacionais 112 e 911 — está funcionando normalmente”.
Ainda de acordo com a SSP, “somente nos últimos três dias, pelo menos 19.019 ligações foram atendidas pelos profissionais da Ciade. Destas, 15.780 foram para o número 190, o que corresponde a uma média de quatro ligações por minuto”.

Teori Zavascki era o relator da Lava Jato no STF; veja perfil



A queda do avião King Air C90 PR-SOM no litoral sul do Rio de Janeiro nesta quinta-feira (19) ceifou a carreira de 46 anos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki, relator da Lava Jato na mais alta corte do país. O magistrado, que tinha 68 anos, era uma das três vítimas fatais da aeronave que voava de São Paulo para Paraty (RJ).
Catarinense de Faxinal dos Guedes e torcedor do Grêmio, Teori era viúvo e tinha três filhos. Ele era considerado por juristas e também por seus pares como um dos ministros mais técnicos da Suprema Corte.
Ao longo dos quatro anos em que integrou o plenário do STF, Teori se mostrou um homem de perfil discreto e avesso a comentários ou entrevistas.
O silêncio sobre os casos que chegavam ao seu gabinete tinha uma razão técnica: ele não queria tornar-se "impedido" de julgar por antecipar alguma opinião. Teori sempre preferia falar nos autos e neles era crítico, mesmo quando recorria às entrelinhas.
No plenário, evitava entrar em rota de colisão com os colegas. Mas era firme na hora de votar como ocorreu em 2016 no julgamento sobre o processo do impeachment de Dilma Rousseff.
Teori Zavascki dedicou a vida ao conhecimento do direito e era relator da Lava Jato

Trajetória jurídica

Formado em direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) – instituição onde ele também fez o doutorado – , Teori deu início à carreira jurídica em 1971.
A primeira experiência profissional do ministro como advogado ocorreu em Porto Alegre. Ele era concursado do Banco Central e atuou por sete anos na instituição. No anos 80, o magistrado se transferiu para a superintendência jurídica do Banco Meridional do Brasil.
Especialista em processo civil e direito tributário, Teori também foi ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), presidiu o Tribunal Regional Federal da 4ª região (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná) entre 2001 a 2003 e atuou como juiz do Tribunal Regional Eleitoral na década de 1990.
Após uma carreira de 41 anos, ele se tornou ministro do STF, em 2012, por indicação da então presidente da República, Dilma Rousseff.
Teori teve o nome aprovado no Senado com 54 votos favoráveis e quatro contrários. Ele substituiu o ministro Cezar Peluso, que havia se aposentado no mesmo ano.
Ele foi indicado para o Superior Tribunal de Justiça pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, mas foi nomeado para a Corte Superior, em 2003, pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Atuação no STF

Além dos processos regulares na Corte, o ministro acumulava em seu gabinete mais de 50 inquéritos e ações penais da Lava Jato. No momento, o caso mais importante, que ainda aguardava sua homologação, era a delação premiada de 77 executivos da Odebrecht.
O ato, que oficialmente reconhece a validade jurídica dos acordos, estava previsto para o início de fevereiro. Só a partir dele, a Procuradoria Geral da República (PGR) poderia iniciar novas investigações com base nos depoimentos.
Na análise do caso, Teori era considerado pelos pares e advogados um relator técnico e discreto. Nunca concedeu entrevista sobre o assunto e só se manifestava nos autos.
Numa das decisões mais marcantes, no final de 2015, convocou uma sessão extraordinária na Segunda Turma – responsável pela Lava Jato – para confirmar uma ordem de prisão do então senador Delcídio do Amaral e do dono do banco BTG, André Esteves. Na época, veio à tona gravação com indícios de que ambos pretendiam comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.
“O presente caso apresenta linha de muito maior gravidade. O parlamentar não está praticando crimes qualquer, está atentando contra a própria jurisdição do Supremo Tribunal Federal”, disse Zavascki.
Outra decisão marcante foi o voto permitindo a prisão de condenados após a segunda instância. Como relator, Teori obteve a adesão de outros 6 ministros da Corte (Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux, Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes); 4 votaram de forma contrária (Rosa Weber, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Ricardo Lewandowski).
O julgamento levou à reação da própria classe política: no fim de maio, veio à tona uma gravação na qual o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), atacou a mudança de jurisprudência em uma conversa com o ex-presidente da Transpetro Sergio Machado.
No diálogo, o senador do PMDB – investigado pela Lava Jato – afirma que o Congresso Nacional precisa aprovar uma nova lei para restabelecer as prisões somente após o trânsito em julgado.
A fala do presidente do Senado foi interpretada por procuradores da República como indício de uma tentativa de atrapalhar as investigações do caso e chegou a embasar o pedido de prisão apresentado ao Supremo contra Renan por Janot. Relator da Lava Jato no STF, o ministro Teori Zavascki rejeitou o pedido de prisão.
A irritação de Renan Calheiros foi motivada, em parte, pelo fato de que a decisão do Supremo de rever a regra de execução das prisões serviu como estímulo às delações premiadas, na medida em que, temendo a prisão mais rápida, muitos investigados acabaram fechando acordos de colaboração com a Justiça em troca do abrandamento da pena.

Veja a trajetória de Teori

  • Nasceu em 15 de agosto de 1948 em Faxinal dos Guedes (SC)
  • Formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Era mestre e doutor em Direito Processual Civil pela mesma universidade
  • Ingressou na advocacia em 1971
  • Foi professor de Direito da UFRGS, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UniSinos) e da Universidade de Brasília (UnB), além de advogado do Banco Central do Brasil
  • Foi nomeado juiz federal em 1979 e exerceu cargos no Tribunal Regional Federal da 4ª Região entre 1989 e 2003. Ele chegou a presidir o tribunal
  • Teori também foi ministro do Superior Tribunal de Justiça de 2003 a 2012, onde chegou a ser presidente da 1ª Turma - no biênio de 2004 a 2006 - e presidente da 1ª Seção, de 2009 a 2011
  • Em 2012, durante o governo Dilma, foi nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal. Na Suprema Corte, presidiu a Segunda Turma de 2014 a 2015. Atualmente, era o relator dos processos da Operação Lava Jato
  • Teori tem seis publicações em direito de sua autoria, além de outros 28 em co-autoria
  • Recebeu diversas condecorações, títulos e medalhas, como Ordens do Mérito Judiciário do Trabalho e Militar, além de outras regionais
  • Foi membro do Instituto Ibero-Americano der Direito Processual e Instituto Brasileiro de Direito Processual.
  • Avião que caiu com o ministro do STF Teori Zavascki saiu de SP (Foto: Arte / G1)





Discreto, Inteligente e Justo!





  1. Por Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira
    Um Homem afrente do seu tempo. Discreto, Inteligente e Justo!

    Você partiu, mas as memórias de uma pessoa fantástica que nos ensinou a sermos melhores na condição humana sempre ficarão.
    Descansa em paz Teori!
    Fonte:

Hotel de morto em acidente com Teori seria local de troca de propina


De acordo com delação, Hotel Emiliano, em São Paulo, era usado para reuniões de políticos investigados





POLÍTICA REPERCUSSÃOHÁ 25 MINSPOR NOTÍCIAS AO MINUTO


Uma delação do dono da construtora UTC, Ricardo Pessoa, revela que o hotel do amigo do ministro Teori Zavascki - também morto no acidente de avião da quinta-feira (19) - seria usado como ponto de encontro de políticos investigados.


Em depoimento, Pessoa disse ter se reunido com o presidente do Senado, Renan Calheiros, no Hotel Emiliano, do empresário Carlos Alberto Filgueiras. O peemedebista estaria hospedado no local para negociar doação à campanha do filho dele ao governo de Alagoas.
As informações são da coluna Painel, do site do jornal Folha de S. Paulo, desta sexta-feira (20).
O ex-ministro José Dirceu também seria próximo de Filgueiras, e chegou a viajar diversas vezes no avião que caiu no litoral do Rio de Janeiro.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Lava jato

http://g1.globo.com/politica/noticia/relator-da-lava-jato-no-stf-teori-morre-aos-68-anos-apos-queda-de-aviao-em-paraty.ghtml

HOMENS SÃO MAIS FOFOQUEIROS QUE MULHERES NAS REDES, DIZ ESTUDO

http://www.domingaotudook.com/2017/01/19/homens-sao-mais-fofoqueiros-que-mulheres-nas-redes-diz-estudo/

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Brasil vive momento favorável com queda da inflação, diz Meirelles



Para Meirelles, o Banco Central está fazendo um movimento bem-sucedido de corte dos juros básicos






ECONOMIA MINISTRO FAZENDAHÁ 7 HORASPOR NOTÍCIAS AO MINUTO




O Brasil vive um momento favorável com a queda da inflação, disse hoje (18) o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Em entrevista exclusiva à Voz do Brasil, ele comentou a participação do Brasil no Fórum Econômico Mundial em Davos (Suíça) e afirmou que as medidas de ajuste fiscal tomadas pelo governo ajudam o Banco Central a reduzir os juros.


“Nós encontramos, no meio do ano passado, um país com a inflação excessivamente elevada, com mais de 10% [no acumulado de 12 meses] e estamos fazendo um trabalho de ajuste fiscal, que também tem um efeito de queda de inflação [porque o governo gasta menos e reduz a quantidade de dinheiro em circulação na economia”, declarou o ministro pouco antes de embarcar de volta para Brasília.
De acordo com Meirelles, o Banco Central está fazendo um movimento bem-sucedido de corte dos juros básicos da economia após a inflação começar a cair.
Segundo ele, a desaceleração dos índices de preços permitiu ao Banco Central ampliar a redução da taxa Selic (juros básicos da economia) na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Para o ministro, a aceleração no corte de juros ajudará o país a retomar o crescimento em 2017 ao baratear o crédito.
A inflação tem caído consistentemente, permitindo ao Banco Central cortar os juros. Inclusive, na última decisão, cortamos [a taxa Selic em] 0,75 ponto percentual, aumentando o corte. Primeiro, porque é resultado da queda da inflação. Isso é bom para todos. Segundo, porque, com a taxa de juros menor, teremos condições de reduzir cada vez mais o custo do crédito, facilitando e barateando o consumo e o investimento”, acrescentou Meirelles.
Em relação às perspectivas para o Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país), o ministro disse ser consenso de que a economia voltará a crescer este ano. Ele informou ser possível que o país volte a crescer neste trimestre.
“Todos concordam que o Brasil vai crescer em 2017 e, portanto, vai criar empregos. A economia começa a crescer neste trimestre. No decorrer do ano, a taxa de desemprego vai cair, principalmente no segundo semestre”, comentou.
Reformas estruturais
Sobre a participação do Brasil no Fórum Econômico Mundial, o ministro reiterou o discurso dos últimos dias, de que o país está voltando a atrair o interesse de investidores estrangeiros após a aprovação do teto de gastos federais e o envio ao Congresso da proposta de reforma da Previdência. Ele também citou as medidas de redução da burocracia e de reformas microeconômicas anunciadas no fim do ano passado como fator que estimulará os investimentos externos no país.
“Todas as medidas [tomadas pela equipe econômica] foram de grande interesse e atraíram muitas perguntas dos investidores. Existiram manifestações frequentes de empresas e de investidores que declararam ter planos de investir no Brasil ou que já estão investindo e pretendem aumentar o investimento. Acho que o Brasil está na direção certa”, disse Meirelles.
“Acho que, de fato, o Brasil é destaque em termo de oportunidade, de investimentos para o mundo, principalmente porque está fazendo reformas fundamentais e, ao mesmo tempo, saindo de uma recessão e entrando em período de crescimento”, concluiu. Com informações da Agência Brasil.