quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Fascistas alimentam mito da corrupção para sangrar o país com sonegação e juros

Combate à corrupção deve ser visto como uma tarefa permanente, de qualquer país ou sociedade, e exercido com equilíbrio e bom senso, e nunca a serviço de interesses de um determinado grupo ou pessoa

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por Mauro Santayana publicado 10/08/2016 19:29, última modificação 10/08/2016 19:53

O fascismo vive, historicamente, de grande absurdos e de um processo crescente, paroxístico, de negação da realidade, que troca a verdade por um determinado paradigma mítico que a substitui na mentalidade dos povos, levando-­os a cometer supremas imbecilidades.
O movimento que levou Mussolini ao poder se baseava, entre outras coisas, na ideia de que um dos povos mais misturados do planeta, nos últimos dois mil anos, o italiano, situado no encontro de todas as esquinas do mundo ­ – a África e a Europa, o Oriente e o Ocidente, o Leste e o Oeste ­ – fosse descendente puro dos romanos, ­ já então miscigenados de escravos e bárbaros por gerações ­ que habitaram a Península Itálica há 2.000 anos.
Isso, na crença da improvável hipótese de que um país recém-unificado há poucas décadas, mergulhado ainda na miséria e no analfabetismo, que exportava pobres para todos os continentes, estivesse predestinado a reeditar o poder da Roma Antiga e conquistar o mundo.
A Alemanha Hitlerista apropriou­-se de um símbolo hindu, a suástica, ­ criado por um povo de pele morena, magro, de cabelos escuros ­ e com ele consolidou uma mitologia nórdica de cabelos loiros e olhos azuis, que já vinha de obras como a Cavalgada das Walquirias ou o Anel dos Nibelungos, de Wagner, para erguer como insuperáveis monumentos ao ódio, ignorância, preconceito e morte as chaminés dos fornos crematórios de Maidanek, Treblinka, Birkenau, cujo principal papel era o de transformar vida ­ amores, esperanças, memórias, sonhos, homens, mulheres e crianças ­ em cinzas e fumaça.
No Brasil de hoje, o oportunismo e um mal disfarçado fascismo desenvolveram uma ideia mestra com a qual pretendem chegar ao poder: a de que a corrupção é culpada por todos os males brasileiros e que todos os defeitos e problemas serão definitivamente sanados quando ela for eliminada para sempre da vida nacional.
Desde 2013, pelo menos, uma parcela aparentemente preponderante do Ministério Público e dos juízes federais, aliada aos segmentos dominantes de uma mídia manipuladora e irresponsável ­ e a um verdadeiro exército de "colunistas", "especialistas" e "filósofos" conservadores, mendazes, hipócritas ideologicamente e anacronicamente anticomunistas, destituído de qualquer compromisso com o desenvolvimento do país ou a preservação de um mínimo de governabilidade, estão defendendo esse mito, movendo uma das maiores campanhas institucionais e midiáticas já vistas no mundo, destinada a fazer o país acreditar que a corrupção é o maior problema nacional e que ela pode ser erradicada por obra e graça de algumas mudanças na lei e o trabalho repressivo conduzido por meia dúzia de salvadores da pátria.
Nada mais errado, equivocado e perigoso.
A corrupção, por mais que queiram nos fazer crer certos segmentos da plutocracia e seus apoiadores, naturalmente interessados em pintar o diabo pior do que parece e exagerar o mal em seu próprio benefício, uns, para se supervalorizarem, outros para chegar ao poder, outros, ainda, para destruir adversários ideológicos que não conseguem derrotar nas urnas, não é, insistimos, nem de longe, o maior problema brasileiro, nem o de outro país.
Dificilmente ela vai ser totalmente eliminada um dia, como mostra a sua ubíqua, universal, presença, comum e inerente à sociedade humana, de forma amplamente disseminada, em qualquer nação do mundo, independentemente de sistema político ou grau de desenvolvimento, seja na Europa da Itália da Operação Mãos Limpas ou da Grã- Bretanha em que se pagam orgias com prostitutas com verba do Parlamento, ou em potências espaciais e atômicas, como a Rússia, a China e os Estados Unidos.
Na maioria dos países do mundo, a corrupção é vista, por quem tem um mínimo de conhecimento histórico, como um rio que corre continuamente.
Um fenômeno que pode ser desviado, represado, canalizado, momentaneamente, mas que não tem como ser totalmente eliminado. ­ Corruptos surgem permanentemente, por desvio de caráter, pressão, convencimento, oportunidade de meter a mão no alheio ­ que deve ser vista com a dimensão que realmente tem, e cujo controle tem de ser exercido de forma a não afetar o funcionamento de um sistema infinitamente maior e mais complexo, e muitíssimo mais importante, que abarca todo o universo político, econômico e social de cada país e toda uma teia, vasta e interligada, de instituições internacionais.
Imaginem se o combate à corrupção vai se sobrepor aos interesses estratégicos de países como Alemanha, Rússia, China, Grã-Bretanha, Estados Unidos, que com ela convivem há centenas de anos.
Por lá, ela é um elemento a mais, no processo continuado, permanente, de fortalecimento e desenvolvimento nacional, que não destrói empresas nem empregos, nem programas ou projetos essenciais.
Do ponto de vista econômico, também, por maior que seja, a importância da corrupção é relativa.
No caso brasileiro, mesmo que fosse inequivocamente provado tudo que se está falando ­ com desvios de bilhões na Petrobras, sem nenhum funcionário de comissão de licitação preso ou envolvido; delações premiadas conduzidas por promotores e procuradores que especificam o que querem ouvir, arrancadas a cidadãos detidos há meses, sob custódia do Estado; conduções coercitivas sem prévia comunicação da situação de investigado e vazamentos propositais a torto e a direito; a repentina e retroativa transmutação, também "de boca", de doações legais, absolutamente regulares à época, do ponto de vista da lei e das instituições, em suposta propina ­ o dinheiro desviado pela corrupção seria, ainda, uma porcentagem mínima do que se desvia em sonegação de impostos, segundo algumas organizações, da ordem de mais de R$ 700 bilhões por ano.
Ou das centenas de bilhões de reais transferidos a cada 12 meses dos bolsos dos contribuintes para os cofres dos bancos privados, em juros pagos por títulos públicos, ou em meros cartões de crédito, por exemplo, com taxas de mais de 400% ao ano.
A diferença entre o dinheiro desviado do público por um corrupto e por um banco particular é que a comissão do corrupto, segundo se alega nas investigações, é de um a três por cento, e a do banco pode chegar a 300%, 400% do valor da operação.
Sobre o desvio do corrupto, o sujeito que eventualmente estaciona em vaga de portador de necessidades especiais de vez em quando, pode alegar, enraivecido, que não sabia do que estava acontecendo.
O assalto dos bancos ao erário, com a conivência dos governos, é público, todo mundo sabe que está ocorrendo, mas muitos preferem fingir que não estão sabendo, nem a ele dedicar a mesma indignação.
É claro que, para o "sistema" ­ e para quem vive de gigolar, permanente e malandramente o discurso anticorrupção ­ é muito mais fácil e conveniente fazer os trouxas acreditarem que estão faltando escolas e hospitais mais devido à desonestidade dos políticos do que por causa das centenas e centenas de bilhões de reais pagos em juros ou perdidos com a sonegação de impostos.
Esse é o caso ­ embora a massa ignara e conservadora não perceba que está sendo miseravelmente passada para trás ­ por redes de televisão que sonegam centenas de milhões de reais e que ganharam no último ano cerca de R$ 3 bilhões em rendimentos financeiros, boa parte deles atrelados à Selic, que defendem a independência do Banco Central em seus editoriais, e "convidam" todos os dias "especialistas" para "explicar" em seus programas de entrevistas porque os juros devem subir, com justificativas como a atração de investidores externos ou o combate à inflação.
Mas esse discurso venal, pseudo­moralista não serve apenas para distrair uma pseudo maioria de idiotas dos problemas realmente importantes e da verdadeira situação do país. Ele também é a espinha dorsal de um manual que estamos pensando em escrever, chamado Como chegar ao poder atacando os políticos.
Um livrinho simples, cheio de conselhos simples de como enganar os trouxas, aproveitando-­se de seus preconceitos e ignorância, que certamente teria sido lido, e servido de programa tático, se já existisse à época, por pilantras que usaram e abusaram desse estratagema, como Hitler e Mussolini, e outros assassinos sanguinários e hipócritas que se seguiram, porque nunca aprendemos, nós, os que pensamos defender a liberdade e a democracia, a velha lição de George Santayana, que reza que aqueles que se esquecem da História estão condenados a repeti-­la.
De vez em quando, quando derrotado, o sistema fabrica uma bandeira e em cima dela produz um salvador da pátria, como ocorreu com um certo "Caçador de Marajás". Ele entrou e saiu do governo e, décadas depois, o Brasil continua, paradoxalmente, cada vez mais cheio de marajás que recebem acima do teto constitucional, muitos deles envolvidos com a caça a suspeitos de serem "corruptos".
Como já dissemos aqui, antes, o discurso anti­corrupção e a alegação de que se vai "consertar" o país, castigando os "bandidos", premiando os "mocinhos" ­ quem sabe até com uma Presidência da República ­ e dando paz e tranquilidade para os "homens de bem", são características clássicas da estratégia fascista, que joga com o preconceito, o conservadorismo, o ódio irracional e o medo da parte mais ignorante da população para chegar, e se instalar, confortavelmente, no poder.
O combate à corrupção deve ser visto como uma tarefa normal, permanente, de qualquer país ou sociedade, e exercido com equilíbrio e bom senso, e nunca a serviço de interesses de um determinado grupo ou pessoa.
Se o Brasil fosse um cachorro ­ e está quase se transformando em um, com o avanço célere do "viralatismo" militante que defende a entrega de nossas riquezas a outras nações, incluídas algumas que estão incensando e vibrando com "líderes" do que está acontecendo por aqui agora, ­ o combate à corrupção seria o rabo, ­ acessório eventualmente útil para combater as moscas ­ do animal, enquanto a economia, o trabalho, o emprego, a indústria, as grandes empresas praticamente dizimadas pela Lava Jato, os projetos estratégicos de infraestrutura e defesa, a Democracia, o Estado de Direito, a Constituição, as instituições, o Presidencialismo de Coalizão, com todos os seus eventuais defeitos, a República e a governabilidade, seriam o corpo, o esqueleto e os órgãos vitais do animal.
Ao querer, na prática e midiaticamente, limitar os problemas nacionais ao combate à corrupção; com um processo interminável que está afetando, da maneira como vem sendo conduzido, vários setores da economia; desviando o foco de todas as outras questões, transformando-­o em prioridade máxima ­ quando se está cansado de saber que no dia em que a corrupção acabar no Brasil, principalmente por obra e graça de dois ou três "vingadores", o Cristo Redentor vai descer do Corcovado, com sua saída de praia, para pegar uma onda em Copacabana e em Katmandu choverão búfalos dourados e sagrados ­–os responsáveis pela Lava ­Jato e quem a está defendendo como a última limonada do deserto estão tratando a cauda como a cabeça do cão e colocando o bicho para correr, em círculos atrás dela. Ou pior, para usar outra imagem ainda mais clara: hipotecar o futuro político e econômico da oitava economia e quinto maior país do mundo a uma operação jurídica discutível e polêmica é tão surreal e absurdo quanto querer que o rabo balance o cachorro, no lugar do animal balançar a própria cauda.


Ministra Cármen Lúcia é eleita presidente do STF

A ministra nasceu em Montes Claros (MG) e formou-se em Direito. Ela será a segunda mulher a assumir o cargo


 postado em 10/08/2016 15:45 / atualizado em 10/08/2016 15:56
Marcelo Ferreira/CB/D.A Press

A ministra Cármen Lúcia foi eleita hoje (10) presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e vai ocupar o cargo pelos próximos dois anos. A partir do dia 10 de setembro, a ministra ficará no lugar do atual presidente, Ricardo Lewandowski. A eleição foi simbólica, porque a ministra já ocupa o cargo de vice-presidente da Corte.

Cármem Lúcia Antunes Rocha foi indicada para o Supremo pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e tomou posse em 2006. A ministra nasceu em Montes Claros (MG) e formou-se em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC), em 1977. Ela será a segunda mulher a assumir o cargo. A primeira foi a ex-ministra Ellen Gracie.

Após a eleição, a ministra agradeceu a confiança de seus pares e reiterou o juramento de cumprir a Constituição. Ela também afirmou que fará o melhor para o Judiciário, como a ajuda dos colegas de Supremo. Com a posse da ministra, marcada para o dia 12 de setembro, o vice-presidente da Corte será o ministro Dias Toffoli.
 
O vice-presidente do STF nos próximos dois anos, Dias Toffoli, também foi indicado ao Tribunal por Lula. Toffoli foi Advogado-Geral da União no governo do petista, até ser indicado à Corte. Tradicionalmente, o vice-presidente divide com o presidente o período do plantão nos meses de recesso do judiciário.

Toffoli presidiu o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas eleições presidenciais de 2014. Tido como um dos integrantes do STF mais próximos ao PT, Toffoli desagradou a sigla e o Palácio do Planalto durante o governo Dilma ao se aproximar do ministro Gilmar Mendes, tido como um dos mais críticos aos governos petistas.
 
Curiosidade
Pela tradição do Supremo, os ministros votam naquele que é o mais antigo da casa e que nunca tenha presidido o Tribunal. E este não pode votar em si. Neste caso, Cármen Lúcia recebeu 10 votos e escolheu Toffoli. O mesmo cabe para o cargo de vice. Assim sendo, o voto de Toffoli foi no ministro Luiz Fux, de acordo com informações da assessoria do STF.









Descanse em Paz meu irmão Falcão

Diante da morte não há nada que possamos fazer a não ser rezar. É preciso rezar por aquele que amamos e que partiu, para que descanse em paz e encontre a luz para continuar crescendo espiritualmente. Mas é preciso rezar também por aqueles que ficam, para que encontrem conforto e consigam enviar pensamentos de paz para quem agora já não está entre nós.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Absurdo: deputada italiana apresenta projeto para prender pais que criem filhos veganos

De todos os animais o Homem é o único que é educado para explorar outras formas de vida. O homem é corrupto por natureza: pensa primeiro no bem próprio e depois considera regras morais e sociais; suas punições e suas percepções!  “Olhe no fundo dos olhos de um animal e tente se convencer de que não temos o direito de inferiorizar, maltratar ou decidir sobre a vida de outro ser. Somos zeladores da natureza... não carrascos.”.


Proposta completamente reacionária.  Sem noção nenhuma de respeito a todas as formas de vida!


Fabio Chaves 
Do Vista-se
Duas semanas depois da prefeita de uma das maiores cidades da Itália lançar um plano governamental para incentivar o veganismo (relembre aqui), uma deputada deu uma resposta bastante polêmica.
A parlamentar Elvira Savino (foto), do partido conservador e de direita Forza Italia, apresentou um projeto de lei na Câmara dos Deputados italiana para que pais de filhos veganos sejam presos. Se o projeto passar na casa de leis e for sancionado, pessoas que criarem crianças sem dar carne, laticínios e ovos serão efetivamente detidas.
O principal argumento em defesa do projeto de lei apresentado por Elvira é a proteção à integridade física das crianças. “Eu não tenho nada contra os veganos e o veganismo, desde que seja uma escolha livre dos adultos. Eu só acho absurdo que alguns pais sejam permitidos a impor sua vontade aos filhos, de forma praticamente fanática, religiosa, quase sempre sem conhecimento científico apropriado ou consultas médicas. O ‘faça por si mesmo’ nesses assuntos me aterrizam.” – disse a deputada.
Elvira tem um filho de sete anos criado com carne e outros produtos de origem animal na dieta. “Mas não muita.” – disse a parlamentar, reconhecendo que carne não é um bom produto.
Como se não bastasse, Elvira quer que os pediatras apontem para as autoridades os pais que criarem seus filhos sem dar a eles nada de origem animal.
O raciocínio é tão atrasado que a deputada sequer conseguiu perceber que isso poderia afastar completamente os pais veganos do atendimento médico. E isso sim poderia ser ruim para as crianças veganas que, como as que não são veganas, precisam passar por médicos regularmente.
Vale lembrar que a maior associação de nutricionistas dos Estados Unidos se posiciona a favor da alimentação sem nada de origem animal, desde que bem planejada. Segundo a entidade, a alimentação vegetariana (sem nada de origem animal), utilizada pelos veganos, pode com tranquilidade ser adotada para qualquer fase da vida (veja aqui).
Caso a proposta vire lei, os pais flagrados criando seus filhos de forma mais saudável, vegana, poderão ser presos por até quatro anos. Sobre criar os filhos com excesso de refrigerantes e produtos cancerígenos como carnes processadas, o projeto não diz nada.







DESCANSE EM PAZ MEU IRMÃO FALCÃO

 A dor da perda é imensurável e nada que se possa dizer é capaz de amenizar o sofrimento. O máximo que se pode fazer é oferecer o nosso silêncio de cumplicidade com a dor, dizer algumas palavras de amizade e consolo, e dar o ombro amigo para apoiar o peso da perda.

TSE pede abertura de investigação contra PP, PT e PMDB

Após o início do debate, o ministro Henrique Neves pediu vista da questão e prometeu retomar o julgamento no dia 23 de agosto



POLÍTICA LAVA JATOHÁ 11 HORAS
POR NOTÍCIAS AO MINUTO


A ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Maria Thereza de Assis Moura pediu hoje (9) abertura de investigação eleitoral contra o PP, PT e PMDB. O pedido foi baseado nas delações premiadas de investigados na Operação Lava Jato. Se comprovadas as acusações de recebimento de propina disfarçada de doações eleitorais declaradas oficialmente, as legendas podem ter o registro na Justiça Eleitoral cancelado e ficarão impedidas de disputar as eleições.



Os pedidos relacionados ao PP e PMDB foram enviados ao presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, que já havia pedido a ministra à abertura de procedimento para investigar PT pelas mesmas razões. A ministra decidiu solicitar abertura de investigação eleitoral após receber informações remetidas pelo juiz Sérgio Moro,  da 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pela Lava Jato, sobre os desvios de recursos na Petrobras.
Apesar de sugerir a investigação, durante o julgamento, a ministra pediu ao plenário que os processos envolvendo o PT, PP e PMDB sejam distribuídos livremente entre os demais ministros, por entender que a questão não deve ser analisada somente pelo corregedor. Além disso, a ministra lembrou que o mandato dela no TSE termina em três semanas.
Após o início do debate, o ministro Henrique Neves pediu vista da questão e prometeu retomar o julgamento no dia 23 de agosto. Durante seu voto, Maria Thereza disse que os indícios sobre o suposto recebimento de propina pelos partidos causam indignação e que o TSE não pode fechar os olhos para as investigações.
“Uma vez comprovadas tais condutas, estaríamos diante da prática de crimes visando a conquista do poder e/ou sua manutenção, nada muito diferente, portanto, dos períodos bárbaros em que crimes também eram praticados para se atingir o poder”, argumentou a ministra. Com informações da Agência Brasil.

Proibir a amamentação em local público pode virar crime


Divulgação/Secretaria de Saúde do DF

O projeto de lei 514/2015, que tramita no Senado Federal, pretende garantir o direito à amamantação em todo o território nacional



Não existe proibição para que as mulheres amamentem em público. O ato, considerado vital para o desenvolvimento das crianças, pode ser feito em qualquer local. A afirmação é da coordenadora dos Bancos de Leite da Secretaria de Saúde e consultora da Rede Global de Bancos de Leite Humano, Miriam Santos.
Para regulamentar a polêmica em todo o País, há um projeto de lei em trâmite no Senado Federal (PL 514/2015) que transforma em crime a violação do direito de amamentar em território nacional. Em vários estados, como São Paulo e Rio de Janeiro, os estabelecimentos que proibirem a amamentação já podem ser multados por causarem constrangimento para a mãe e o filho durante o ato.
“Não existe essa proibição. Se a mãe e o bebê se sentem bem, o ato que é natural pode ocorrer no ônibus, no trem, no avião, no shopping, no restaurante, na rua ou em qual lugar”, disse Miriam Santos. Segundo ela, o mais importante é que a população se conscientize sobre a relevância da amamentação e não cause constrangimento às mulheres, que acabam sofrendo preconceitos em alguns espaços.
Gabriel Silva de seis meses teve o privilégio de ser alimentado, até agora, exclusivamente com leite materno. Para a mãe, Jéssica Rodrigues, 24 anos, amamentar é uma tarefa importante.
“Sei que meu filho fica mais forte e nutrido. Na minha opinião, não vejo problema em amamentar em público, até porque a criança pode sentir fome em qualquer lugar”, disse a mãe, que o alimentou enquanto passava pela Rodoviária do Plano Piloto.
“Sou pai de três filhos e sei que, se a criança quer se alimentar, não é errado amamenta-la. Ela pode sentir fome onde quiser. Não precisa haver preconceito”, disse o vigilante Antônio Gomes, 45 anos, que passava pela Rodoviária.
Saiba mais
É importante lembrar que a amamentação deve ser exclusiva até os seis meses de vida e, complementar, até os dois anos. “Amamentar é um ato natural que faz bem para criança, para a mãe e para sociedade, que temos que apoiar como cidadão responsáveis”, complementou a profissional.
Segundo o Ministério da Saúde, o aleitamento materno é uma ação que, de forma isolada, pode reduzir a mortalidade infantil em até 13%. O leite materno confere à criança os nutrientes necessários para o crescimento e desenvolvimento adequado, bem como previne doenças crônicas na idade adulta, tais como hipertensão, diabetes, obesidade e colesterol alto. Atualmente, uma grande sobrecarga do serviço de saúde se deve as doenças crônicas. (Com informações da Secretaria de Saúde do DF)