domingo, 7 de agosto de 2016

Corpo de Ivo Pitanguy será cremado neste domingo; velório começa às 13h

07/08/2016 07h53 - Atualizado em 07/08/2016 07h53

Cirurgião plástico sofreu parada cardíaca e faleceu em casa, no Rio.
Pitanguy tinha 93 anos e fez do Brasil principal referência mundial na área.

Do G1 Rio
O corpo do cirurgião plástico Ivo Pitanguy será velado a partir das 13h deste domingo (7), no Cemitério Memorial do Carmo, na Zona Portuária do Rio. O enterro será às 18h. Ivo Pitanguy tinha 93 anos e morreu em casa, após sofrer uma parada cardíaca na tarde de sábado (6).
Pitanguy fez do Brasil a principal referência mundial em cirurgia plástica ao desenvolver técnicas nas áreas de estética e de reparação. Transformou a vida de milhares de pacientes, famosos e anônimos. Formou gerações e gerações de alunos, novos cirurgiões que aprenderam com ele a respeitar e valorizar a autoestima dos pacientes.

Em seu discurso de posse na ABL, o cirurgião e escritor citou o espanhol Pablo Picasso:  "Picasso dizia que há dois tipos de artista: ‘Aquele que faz do sol uma simples mancha amarela, e o que de uma simples mancha amarela faz o sol’. Creio que escritor é quem transforma manchas amarelas em sóis: tanto é iluminado quanto ilumina. Tem luz própria."
Além da carreira médica, se destacou também como escritor. Pitanguy foi eleito imortal pela Academia Brasileira de Letras em 11 de outubro de 1990 e foi o quarto a ocupar a cadeira 22, cujo patrono é José Bonifácio, após Medeiros e Albuquerque, Miguel Osório de Almeida e Luís Viana Filho.
Pitanguy amava o trabalho, a harmonia e a natureza. Costumava dizer que nunca conseguia definir o conceito de beleza, mas sempre que a encontrou soube percebê-la. Também falava que a cirurgia plástica é uma tentativa de buscar a harmonia entre corpo e espírito, a emoção e o racional.
Em junho, o cirurgião foi hospitalizado para tratar de uma infecção. A partir de setembro, quando apresentou um problema renal durante uma viagem a Paris, passou a se submeter a sessões de hemodiálise.
Nesta sexta (5), em uma cadeira de rodas, o médico empunhou a tocha olímpica na Gávea, Zona Sul do Rio, bairro onde está localizada sua clínica de cirurgia plástica.
Pitanguy nasceu em Belo Horizonte, em 5 de julho de 1923, filho do médico cirurgião Antonio de Campos Pitanguy e de Maria Stäel Jardim de Campos Pitanguy, e deixa viúva a senhora Marilu Nascimento, com quem era casado desde 1955, quatro filhos - Ivo, Gisela, Helcius e Bernardo - e cinco netos.
Trajetória profissional
Começou a fraduação na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e se formou pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em 1946. Por mais de 10 anos continuou se especializando em cirurgia plástica e fez estágios em serviços de cirurgia plástica nos Estados Unidos e na Europa.

Após uma temporada fora do país, voltou ao Brasil para trabalhar como chefe na 19ª enfermaria do Serviço de Cirurgia da Santa Casa, que foi o primeiro serviço de cirurgia de mão em toda a América do Sul, quando a especialização ainda era incipiente no país.

Um de seus mestres foi o francês Marc Iselin, um dos criadores da cirurgia de mão e referência no atendimento de pessoas mutiladas da 2ª Guerra Mundial, com quem trabalhou como assistente em Paris.

Depois desta experiência, trabalhou como chefe do Serviço de Queimaduras e de Cirurgia Reparadora do Hospital Souza Aguiar. Também criou a 38ª Enfermaria da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, que atendia pacientes de baixa renda.

Era professor titular do Curso de Especialização em Cirurgia Plástica da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, desde 1960, e de outros cursos em outras instituições. Também foi professor convidado em hospitais, universidades e associações de Cirurgia Plástica de diversos países.
O cirurgião Ivo Pitanguy conduziu a tocha olímpica no Rio na sexta-feira (5) (Foto: Alessandro Buzas/Futura Press/Estadão Conteúdo)Ivo Pitanguy conduziu a tocha olímpica na sexta (5) (Foto: Alessandro Buzas/Futura Press/Estadão Conteúdo)
Tinha o título de doutor honoris causa por diversas universidades, entre elas Universidade de Tel Aviv, Israel (1986), Universidad Autónoma de Guadalajara, Jalisco, México (2002) e Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (29/04/2016).

Também recebeu uma série de homenagens de diferentes instituições, sendo que neste ano foi homenageado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, cedendo seu nome para o “Museu da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica Ivo Pitanguy”.

Em 1989, o Papa João Paulo II lhe concedeu o Prêmio Cultura da Paz. Também recebeu da Unesco o Prêmio pela Divulgação Internacional da Pesquisa Médica.

Era é autor de aproximadamente 800 trabalhos científicos em revistas brasileiras e internacionais, além de diversos livros.
(Correção: ao ser publicada, esta reportagem errou ao informar que Pitanguy tinha 90 anos. A informação foi retificada após a assessoria do médico ligar ao G1 para dizer que ele tinha 93. O erro foi corrigido às 21h55.)
Ivo Pitanguy (Foto: GloboNews)Ivo Pitanguy (Foto: GloboNews)
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Aos 90 anos, morre o cirurgião plástico Ivo Pitanguy


Reprodução/ Facebook

Segundo informações da assessoria, o cirurgião estava em casa e sofreu uma parada cardíaca. Ainda nessa sexta-feira (5/8), Pitanguy foi um dos condutores da tocha olímpica no Rio de Janeiro.




Faleceu na tarde deste sábado (6/8) o cirurgião plástico Ivo Pitanguy, aos 90 anos. Segundo informações da assessoria ao G1, o cirurgião estava em casa e sofreu uma parada cardíaca. A coluna de Ancelmo Gois deu nota falando que o corpo do renomado profissional será velado neste domingo (7/8), a partir das 13h, no Memorial do Carmo (RJ). Às 18h, o corpo dele será cremado.
Na tarde dessa sexta-feira (5/8), Pitanguy foi um dos condutores da tocha olímpica durante a passagem dela no Rio de Janeiro.
REPRODUÇÃO/ FACEBOOKReprodução/ Facebook
Pitanguy na passagem da tocha olímpica pelo Rio de Janeiro
Considerado o pai da cirurgia plástica moderna, o mineiro Ivo Hélcio Jardim de Campos Pitanguy, nasceu em Belo Horizonte em 05 de julho de 1926. Filho de uma poeta e um cirurgião, Pitanguy se formou em 1946 na antiga Universidade do Brasil e atual Universidade Federal do Rio de Janeiro.
O talento para cirurgia plástica e reconstrutiva fez com que ele se tornasse um dos maiores nomes em sua área, ganhando reconhecimento mundial por seu trabalho com muitas pessoas famosas passando por suas intervenções como reis e rainhas, atrizes e atores famosos, chefes de Estado e muitos outros.
Foi o criador do serviço de queimados e de cirurgia plástica reparadora da Santa Casa de Misericórdia, no Rio de Janeiro e não se limitou ao campo da medicina. Seu legado também passou por outras instituições e ele foi Presidente do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e membro da Academia Brasileira de Letras com mais de 900 obras publicadas no campo nacional e internacional.
O cirurgião deixa quatro filhos e cinco netos.

Primeira medalha, fila, falta de comida, transporte eficaz: o 1º dia da Olimpíada

07/08/2016 00h00 - Atualizado em 07/08/2016 00h00

Boulevard Olímpico foi tomado por turistas brasileiros neste sábado (6).
Trânsito das interdições para o ciclismo não saiu da Zona Sul do Rio.

Do G1, em São Paulo
O primeiro dia dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro foi marcado por filas, falta de água e de comida, sistema de transporte público eficaz e um Boulevard Olímpico animado, cheio de turistas o dia todo. O Brasil também ganhou sua primeira medalha olímpica – uma prata – no tiro esportivo, além de conseguir bons resultados em outras modalidades.
O aposentado Luiz Alípio foi o primeiro a colocar os pés no Parque Olímpico no sábado (6). Acompanhado pela família, ele aguardava a abertura dos portões desde 6h45. A entrada do público no local, prevista para começar às 7h, começou atrasada em 30 minutos para um posicionamento estratégico da Força Nacional.
Veja o balanço do primeiro dia:
- PRIMEIRA MEDALHA
O atleta Felipe Wu faturou a primeira medalha do Brasil – conseguiu a prata no tiro esportivoO paulista de 24 anos abriu conquistas do Brasil nos Jogos do Rio justamente no esporte que deu ao país as primeiras medalhas de sua história, há 96 anos.
O dia foi de conquistas também em outras modalidades: o handebol feminino ganhou da Noruega; a ginástica artística masculina conseguiu pontuação e vai participar da final por equipes; o Brasil estreou no vôlei de praia com vitórias no feminino e masculino; a seleção feminina de vôlei ganhou da seleção de Camarõese a seleção de polo aquático masculino estreou com vitória contra a Austrália.
Felipe Wu (Foto: Globoesporte.com)Felipe Wu (Foto: Globoesporte.com)
A decepção ficou por conta das eliminações no judô. Sarah Menezes e Felipe Kitadai, esperanças de medalha, perderam as lutas e estão fora da Olimpíada. O basquete feminino começou bem contra a Austrália, mas também foi derrotado.

- FILAS
O público que chegou para assistir às competições precisou ter uma dose extra de paciência. Filas grandes se formaram nas arenas do vôlei de praia, em Copacabana, na Zona Sul da cidade, e no Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste. O cenário perdurou durante todo o dia.
O ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, visitou o Parque Olímpico e a Vila Olímpica e, embora tenha dito que a segurança do Parque Olímpíco não foi comprometida, em entrevista à Globonews ele admitiu o que chamou de "erros de escala" que colaboraram com as filas da manhã. Moraes acrescentou que o problema estava solucionado e disse que a organização está trabalhando para remanejar voluntários para agilizar as filas.
Arena do Futuro tem longas filas para partidas de handebol na tarde deste sábado (6) (Foto: Matheus Rodrigues/G1)Arena do Futuro tem longas filas para partidas de handebol na tarde deste sábado (6) (Foto: Matheus Rodrigues/G1)
O calor também foi um fator extra para os turistas. Segundo o Alerta Rio, a cidade chegou a registrar 33ºC e, por conta da dificuldade de encontrar áreas com sombras que tenham muito espaço, a direção do Parque Olímpico liberou o uso de guarda-chuvas da organização para que o público se proteja do calor durante as longas fila para revista, na entrada.

ALIMENTAÇÃO
Torcedores que estavam na Arena do Futuro, no Parque Olímpico, afirmaram que o atendimento das lanchonetes foi falho e que eles ficaram "presos" dentro do estádio. Alguns disseram aoG1 que o estoque de bebidas e comidas acabou durante a partida entre Coreia do Sul e Rússia.
Estoque de um dos bares do Parque Olímpico tinha acabado no início da noite (Foto: Matheus Rodrigues/G1)Estoque de um dos bares do Parque Olímpico tinha acabado no início da noite (Foto: Matheus Rodrigues/G1)
Outra reclamação no Parque Olímpico foi que o público estava impedido de sair da arena para comprar lanches. Com a falta de produto no local, muitas pessoas pediram para acessar as outras ilhas de venda do parque, mas foram impedidas pela segurança.
Depois da confusão, a organização começou a avisar o público, por megafones, que não haveria venda de produtos no inteior da arena. O público foi aconselhado a comprar comida e bebida do lado de fora para evitar transtornos.

- TRANSPORTE
Se o Parque Olímpico apresentou problemas de operação, como filas e falta de comida e bebida, o esquema de transportes foi bem no primeiro dia de Olimpíada, mesmo com as interdições na Zona Sul, que se repetem neste domingo, para as provas de ciclismo feminino. O trânsito chegou a ficar lento em algumas vias, como a Autoestrada Lagoa-Barra, mas o engarrafamento não atingiu outras zonas da cidade.
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O Metrô, por volta das 16h45, na altura da Estação Botafogo, sentido Tijuca (Foto: Kathia Mello/G1)O Metrô  na altura da Estação Botafogo, sentido Tijuca (Foto: Kathia Mello/G1)
Até a noite, o BRT Rio funcionou sem nenhum imprevisto na cidade do Rio. O tempo de espera era em torno de 10 minutos e os usuários puderam fazer conexões de forma tranquila. Na operação do serviço especial Jardim Oceânico x Centro Olímpico, os intervalos dos articulados ficaram em um minuto, atendendo de forma efetiva o público que desembarcava da Linha 4 do metrô. No resto do dia também não houve relatos de problemas.

- BOULEVARD OLÍMPICO
O Boulevard Olímpico foi um espetáculo à parte. O local ficou repleto de pessoas e não faltou animação. A expectativa da VisitRio, órgão da prefeitura, é que 80 mil pessoas passem pelo local diariamente.
Boulevard Olímpico é tomado por dezenas de turistas brasileiros neste sábado (6) de sol no Porto Maravilha durante Olimpíadas (Foto: Cristiane Rodrigues/G1)Boulevard Olímpico é tomado por dezenas de turistas brasileiros neste sábado (6) de sol no Porto Maravilha durante Olimpíadas (Foto: Cristiane Rodrigues/G1)
O casal Lucas Oliveira e Carina Melo foram sucesso com os chapéus dos mascotes da Olimpíada e da Paralimpíada, Vinicius e Tom. Parados várias vezes para fotos e brincadeiras, o economista e a funcionária pública se divertiam com a fama. Já os artistas de rua também garantiram diversão para os turistas. Palhaço e covers foram algumas das atrações no Porto Maravilha.
Em questão de estrutura, o Porto Maravilha tem três contêineres com sete banheiros cada um para atender às mulheres. Ao todo, são 21 boxes. No entanto, três estavam interditados na manhã do sábado por problemas de entupimento. Como não havia latas de lixo, sacos pretos foram colocados na porta para que o papel não fosse jogado no chão. Também foram instalados cerca de 50 banheiros químicos para homens e mulheres em frente ao Museu de Arte do Rio (MAR).

- SUSPEITA DE BOMBAS
O Grupo Especializado em Bombas e Explosivos da Polícia Federal detonou pela tarde umamochila suspeita perto do trajeto da prova de ciclismo de estrada, na altura do Forte de Copacabana, local de encerramento da prova. Nenhum explosivo foi encontrado e a competição não precisou ser interrompida.
Já no inicio da noite, houve um isolamento em um trecho do Boulevard Olímpico. A área próxima ao Armazém 5 foi isolada depois que uma mochila foi abandonada próximo aos trilhos do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Segundo a Polícia Federal, não foi identificada qualquer anormalidade.

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Confira a participação brasileira neste domingo de Olimpíada

07/08/2016 04h00 - Atualizado em 07/08/2016 04h19

Na natação, dois brasileiros tentam medalha na final dos 100m nado peito.
Hoje tem também vôlei de praia feminino e vôlei, basquete e futebol masculino.

Do G1, em São Paulo
Após a elogiadíssima cerimônia de abertura na sexta (5) e o primeiro dia de disputa de medalhas no sábado (6), os Jogos Olímpicos do Rio já registram imagens marcantes e chegam neste domingo (7) com a promessa de mais emoções.
Entre os brasileiros, há jogos em quatro esportes coletivos: a seleção masculina de futebol tenta apagar a má atuação da primeira partida (empate em 0 a 0 com a África do Sul) e estreiam na Rio 2016 atletas brasileiros do vôlei de praia feminino (Larissa e Talita) e das equipes de vôlei e basquete masculino (veja detalhes abaixo e aqui a agenda completa).
Mas é novamente em um esporte individual que o Brasil tem nova chance de pódio e pode conquistar sua 2ª medalha da Olimpíada - a primeira foi conquistada ontem pelo paulista Felipe Wu, de 24 anos, prata no tiro esportivo categoria pistola de ar de 10 metros.
Na natação, Felipe França e João Gomes se classificaram para a final dos 100 metros nado peito (na 6ª e 7ª colocação, respectivamente) e lutarão por medalhas às 22h53. França fez 59s35 e Gomes, 59s40.
O britânico Adam Peaty fez o melhor tempo das semifinais (57s62), seguido do americano Cody Miller (59s05) e do sul-africano Cameron Van Der Burgh (59s21).
A apenas 14 centésimos do 3º lugar, França afirmou após a prova ter sentido um pouco o cansaço da tarde. "Mas consegui meu objetivo de passar para a final. Agora é descansar amanhã e entrar para nadar o melhor tempo da vida e buscar a medalha".
Gomes falou sobre a torcida no parque aquático: "Por um lado ajuda a torcida, mas tem que ter um pouco de calma na saída. É manter a tranquilidade e amanhã vai dar tudo certo".
A semifinal de Felipe França:
A semifinal de João Gomes:
Além dos brasileiros, a natação pode ter Michael Phelps nas águas. As atenções estarão voltadas para a final do revezamento 4x100 m masculino, com a provável presença do astro, na última prova do dia, às 23h52. As outras finais da natação do dia são o 100m borboleta e o 400m livre femininos.
Falando em astros, o domingo deve marcar a estreia das grandes estrelas do tênis, Novak Djokovic, Andy Murray e Rafael Nadal, a partir das 10h45. Outro destaque internacional se apresenta na ginástica artística: a americana Simone Biles, que muitos apontam como uma das melhores ginastas da história, fará suas primeiras apresentações.
Esportes coletivos
A primeira participação brasileira do dia será no vôlei de praia feminino. Larissa França e Talita Rocha estreiam na Olimpíada às 10h contra as russas Ukolova e Burlova. Às 11h35 a seleção masculina de vôlei de quadra enfrenta o México, no Maracanãzinho.
No basquete, a equipe masculina enfrenta a Lituânia às 14h15, pela 1ª rodada do Grupo B,a na Arena Carioca 1. No futebol masculino, a seleção brasileira joga às 22h, em Brasília, contra o Iraque - que também empatou em 0 a 0 em sua primeira partida pelo Grupo A, contra a Dinamarca.

sábado, 6 de agosto de 2016

Cachorro de rua decide se juntar a uma corrida de 250 quilómetros e acaba ganhando um novo “pai”

Os animais abandonados precisam de muito carinho e atenção. É certo que elesfariam qualquer coisa para ter uma família que os amasse, mas o que esse cachorro fez superou as expectativas.

Dion Leonard é um corredor de maratonas que participou no “Deserts Gobi March 2016”, uma corrida de 6 dias no maior deserto da China. Na edição deste ano, 101 pessoas participaram na competição extrema. Mas houve um participante diferente…
Um cachorro de rua decidiu se juntar à corrida, acompanhando os outros corredores durante 35 quilómetros, no primeiro dia. Leonard já tinha visto o animal junto ao local onde os participantes estavam a ficar.
The Dodo
The Dodo
O que ele nunca imaginou é que a cadela se iria tornar na sua parceira de corridas.“No segundo dia, eu estava na linha de partida e vi que ela estava a meu lado, a olhar para mim”. “Pensei para mim mesmo que aquela cadela não ia durar muito tempo a meu lado enquanto corríamos, mas ela acabou correndo o dia inteiro e 37 quilómetros de distância”.
The Dodo
The Dodo
Depois de passar a linha de chegada e descansar no campo, a companheira de quatro patas se recusava a sair do lado de Leonard. A partir de então, eles se tornaram inseparáveis, e o corredor resolveu chamar a amiguinha de Gobi.
The Dodo
The Dodo
No dia 3, ela continuou na competição e correu 41 quilómetros acompanhada pelo novo “pai”.


Gobi só descansou no quarto e quinto dia, pois o tempo estava muito quente. Mas ela ainda foi ao final da corrida, para cumprimentar Leonard quando chegasse à meta.
Como Gobi é incansável, ela voltou a correr no dia final com Leonard. É impressionante como aquele cão conseguiu correr mais de metade da maratona de 250 quilómetros, só para não se separar do novo amigo.
The Dodo
The Dodo
Leonard ficou tão emocionado com a coragem da cadela, que resolveu levá-la para casa, na Escócia. Mas, infelizmente, levar um animal de estimação para o Reino Unido requer um processo longo e dispendioso.
O cachorro tem de ficar 4 meses de quarentena, mas Leonard não vai desistir dele.Gobi está com um amigo seu na China, mas os papéis já avançaram para que o animal se reúna com o novo dono.
Muitas pessoas se comoveram com essa história, e resolveram fazer doações para custear o processo. Leonard diz que é o mínimo que ele poderia fazer pela sua companheira de corrida.
The Dodo
The Dodo
“Gobi me escolheu para seu amigo para a vida, então eu estou fazendo o que posso com uma enorme ajuda de pessoas de todo o mundo, para fazer com que isso aconteça”.
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