terça-feira, 21 de junho de 2016

Estado Islâmico tem recrutador no Brasil, revela revista


Reprodução


Ismail Abdul Jabbar Al-Brazili é o responsável por tentar conseguir seguidores do grupo terrorista no país




A cada dia aumentam os indícios de que o Estado Islâmico tenta aumentar sua presença no Brasil. O mais recente capítulo dessa preocupante história atende pelo nome de Ismail Abdul Jabbar Al-Brazili — conhecido como “O Brasileiro”. Ele, segundo reportagem da revista Veja, seria o recrutador do grupo terrorista em solo brasileiro.


Há menos de uma semana, descobriu-se que o Estado Islâmico mantém um grupo em língua portuguesa no aplicativo Telegram. No canal, são divulgadas propagadas ideológicas do grupo, que envolvem materiais jihadistas e de apologia à retórica religiosa radical.
Al-Brazili é um dos responsáveis por abastecer o canal de bate-papo. De acordo com a revista portuguesaSábado, o terrorista é monitorado de perto pelos órgãos de inteligência brasileiro e internacionais, que colaboram com a segurança dos Jogos Olímpicos.
Na reportagem, Veja relata que Al-Brazili mantém perfis ativos nas redes sociais, nos quais tenta recrutar jovens brasileiros para a causa do Estados Islâmico.
Até o momento, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) tem dito que monitora de perto a ação de possíveis integrantes do grupo terrorista no Brasil. A agência agora tem demonstrado preocupação com os chamados “lobos solitários”. Radicais que agem sozinhos e são mais difíceis de rastrear.
Um exemplo recente de “lobo solitário” é Omar Mateen, que matou mais de 50 pessoas em um ataque à boate LGBT Pulse, em Orlando, nos Estados Unidos.

RIO DE JANEIRO Calamidade pública são os governos e a 'Era PMDB', diz Chico Alencar Para deputado do Psol, situação do Rio "vai fazer com que todos os estados queiram que a União resolva sua situação e isso se choca frontalmente com a ortodoxia radical do governo interino"

GUSTAVO LIMA/CÂMARA DOS DEPUTADOS
Chico Alencar
"Estamos pagando pela Copa do Mundo até agora, e já vão chegar as promissórias da Olimpíada”
São Paulo – Os representantes do governo do Rio de Janeiro mostram um quadro de dificuldades financeiras, não tão diferente dos outros estados da federação, mas aproveitam a Olimpíada para pressionar e pedir verba. “A Olimpíada é um grande negócio internacional e é natural que digam que vai acontecer seja como for. Mas o governo não previu, por exemplo, que os recursos de royalties (referentes a petróleo) e participações especiais, que eram de R$ 8,7 bilhões de arrecadação em 2014, em 2015 caíssem para R$ 5,7 bilhões, com a queda do preço do petróleo”, diz o deputado federal Chico Alencar (Psol-RJ). "A calamidade pública do Rio de Janeiro são os governos e esta era do PMDB."
Na sexta-feira (17), o governador em exercício, Francisco Dornelles, decretou estado de calamidade pública, a 49 dias do início dos Jogos Olímpicos.
Para Chico Alencar, o quadro do Rio não é tão diferente das outras unidades da federação, mas a Olimpíada muda o cenário. “Aproveitam o evento internacional, que interessa à dinâmica capitalista do mundo. É uma jogada, na verdade, que vai fazer com que todos os estados queiram que a União resolva sua situação. Isso se choca frontalmente com a ortodoxia radical que a nova equipe econômica do governo (Temer) interino professa. É muita contradição.”
Em reunião do presidente interino, Michel Temer, com governadores em Brasília, hoje (20),  o vice-governador da Bahia, João Leão, afirmou: “O Rio de Janeiro puxou o cordão ao decretar estado de calamidade para suas contas e dar início a um acordo. É justo que todos os outros estados, nitidamente em situação financeira difícil, sejam ouvidos também.”
Pelo Twitter, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), disse, no dia em que Dornelles decretou estado de calamidade, que a situação em nada atrasa as "entregas olímpicas" e os compromissos assumidos. "Temos a certeza que a parceria com o governo federal funcionará", disse.
Para Alencar, essa é outra contradição. "O que não pode é ter recurso pra isso enquanto faltam para áreas sociais. Estamos pagando pela Copa do Mundo até agora, e já vão chegar as promissórias da Olimpíada", ironiza. "Existiram obras faraônicas, superfaturadas, com aditivos contratuais, como é o caso do Maracanã (cujas obras são estimadas em R$ 1,2 bilhão). É uma inversão de prioridades. Querem aproveitar a questão dos jogos para reforçar a ideia de que o Rio precisa ser bancado por recursos da União. Com os olhos do mundo voltados para os Jogos e tudo contratado, aproveitam para pressionar e pedir verba", afirma.
A Anistia Internacional manifestou preocupação com o fato de que o governo estadual estaria autorizando a “racionalização” dos serviços públicos essenciais para a realização dos Jogos Olímpicos. “Grandes eventos esportivos não podem acontecer às custas de supressão de direitos. O decreto publicado abre espaço para restrições no fornecimento de serviços públicos que podem agravar, ainda mais, áreas como saúde e segurança pública”, disse Átila Roque, diretor executivo da entidade no país, em nota divulgada na última sexta (17).

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Com dívidas de R$ 65,4 bilhões, Oi pede a maior recuperação judicial da história Publicado em 20/06/2016 - 18:25 Vicente Nunes

Oi

POR SIMONE KAFRUNI
A empresa de telefonia Oi entrou nesta segunda-feira (20/06) com o maior pedido de recuperação judicial já protocolado no país. Em fato relevante, a Oi informa que o total que tem a pagar a terceiros soma R$ 65,4 bilhões. Esse foi o valor registrado na lista de credores protocolada pela companhia na Justiça do Rio de Janeiro.

O pedido de recuperação judicial é seis vezes maior do que o recorde anterior, da OGX, do empresário Eike Batista, que declarou ter dívidas de R$ 11,2 bilhões em 2013.

Com a medida, a Oi se protege de cobranças de credores, enquanto tenta renegociar sua dívida bilionária com supervisão judicial. Na sexta-feira passada, a companhia comunicou o fracasso de uma renegociação direta com detentores de títulos de sua dívida.

A dívida financeira da companhia está próxima de R$ 50 bilhões, sendo R$ 34 bilhões devidos a credores estrangeiros e cerca de R$ 16 bilhões a instituições financeiras.

Com isso, em as ações preferenciais da companhia caíram 10% ontem, cotadas em R$ 0,99. Em sete dias, os ativos despencaram 45%. E, no ano, as perdas são de 49,23%.

Brasília, 18h25min

Odebrecht adquiriu banco para operar propinas, diz delator





O delator é o primeiro a falar em detalhes sobre as transações internacionais do grupo por meio de offshores.



Um dos executivos apontados como operadores de offshores do chamado "departamento de propina" da Odebrecht disse em depoimento à força-tarefa da Lava-Jato que a empreiteira controlou 42 contas offshores no exterior, sendo que a maior parte delas foi criada após aquisição da filial de um banco, o Meinl Bank Antigua, no fim de 2010.

Vinícius Veiga Borin citou em delação premiada transferências "suspeitas" das contas associadas à Odebrecht que somam ao menos US$ 132 milhões. O delator é o primeiro a falar em detalhes sobre as transações internacionais do grupo por meio de offshores.

Borin trabalhou em São Paulo na área comercial do Antigua Overseas Bank (AOB), entre 2006 e 2010. Ele e outros ex-executivos do AOB se associaram a Fernando Migliaccio e Luiz Eduardo Soares, então executivos do Departamento de Operações Estruturadas - nome oficial da central de propinas da empreiteira, segundo a Lava-Jato - da Odebrecht para adquirir a filial desativada do Meinl Bank, de Viena, em Antígua, um paraíso fiscal no Caribe.

A aquisição envolveu ainda Olívio Rodrigues Júnior, responsável por intermediar a abertura das contas para a empreiteira no AOB. A participação de 51% da filial da instituição financeira em Antígua foi adquirida, segundo o relato, por US$ 3 milhões mais quatro parcelas anuais de US$ 246 mil. Ao final da negociação, o grupo passou a ter 67% do Meinl Bank Antígua.

Homologação

A Procuradoria da República no Paraná pediu na sexta-feira (17/6) ao juiz federal Sérgio Moro que homologue a delação premiada de Borin e de outros dois executivos do AOB: Luiz Augusto França e Marcos Pereira de Sousa Bilinski. Somente Borin prestou depoimento.

O Departamento de Operações Estruturadas da Odebrecht foi alvo da 23.ª etapa da Lava-Jato, que levou à prisão do marqueteiro João Santana, sua mulher e sócia, Mônica Moura, além do próprio Borin. Foi a partir da Operação Acarajé - assim batizada em referência a um dos nomes usados nas planilhas da contabilidade paralela da Odebrecht para propinas - que a força-tarefa da Lava-Jato chegou ao núcleo dos pagamentos ilícitos da empreiteira.

As revelações foram feitas principalmente pela funcionária Maria Lúcia Guimarães Tavares, a primeira do grupo empresarial a colaborar com as investigações. Atualmente, executivos da Odebrecht e o empreiteiro Marcelo Odebrecht negociam uma delação premiada com a Lava-Jato.

Entre as contas offshores citadas por Borin estão a Klienfeld, a Innovation e a Magna, que fizeram depósitos na conta offshore Shellbill Finance, apontada como de propriedade de Santana, na Suíça, no valor de US$ 16,6 milhões, segundo o delator.

Representante

Borin afirmou que o banco AOB começou a operar contas para a Odebrecht a partir de um pedido de Olívio Rodrigues, que se disse representante da empreiteira e interessado em abrir contas no banco para movimentar recursos referentes a obras no exterior


Ele afirmou ainda que acredita que os recursos movimentados em grande parte pelas contras associadas à Odebrecht "eram ilícitos" ou não se referiam a pagamentos de fornecedores ou "relativos a obras da companhia".


Conforme o delator, com a aquisição do banco, seu grupo e o dos executivos da Odebrecht passaram a dividir uma comissão de 2% sobre cada entrada de valor nas contas das offshores controladas por Olívio. Da porcentagem, 0,5% ia para os três ex-executivos do AOB, 0,5% para a sede do banco em Viena e 1% para Olívio, Soares e Migliaccio.

A aquisição, segundo Borin, inicialmente envolveu também Vanuê Faria, sobrinho do controlador do Grupo Petrópolis Valter Faria, que, de acordo com o delator, teve cerca de US$ 50 milhões nas contas que mantinha no AOB bloqueados com a liquidação do banco. Entre o fim de 2011 e 2012, Vanuê vendeu sua participação.

No depoimento, o delator disse que nunca teve contatos com Marcelo Odebrecht ou outros executivos do grupo além dos citados Borin afirmou que Migliacio e Felipe Montoro, outro representante da Odebrecht, sugeriram no ano passado que ele e os outros sócios no Meinl Bank deixassem o Brasil em razão do avanço da Lava Jato. Segundo o delator, citaram Antígua, Portugal e República Dominicana e chegaram a pedir um plano de gastos com a mudança.

"Que Felipe Montoro e Migliacio tinham uma grande preocupação com os documentos do Meinl Bank, tendo aventado a possibilidade de comprarem o banco e o encerrarem em seguida para ‘sumirem’ com a documentação", diz trecho do depoimento.

Olívio está preso e é réu na Lava-Jato. Luiz Eduardo Soares também cumpre prisão preventiva no Paraná. Ambos respondem por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro na Lava Jato por pagamentos da empreiteira no exterior e em espécie no Brasil para Santana e sua mulher. Migliaccio está preso na Suíça e responde a processo no país europeu.

Defesas

Procurada pela reportagem, a Odebrecht informou, por meio de sua assessoria, que não iria se pronunciar sobre o depoimento. O advogado Fabio Tofic, que defende Santana, informou que só vai se manifestar sobre o caso perante a Justiça. As defesas de Olívio Rodrigues, de Valter Faria e Vanuê Faria não foram localizadas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Cunha entra com habeas corpus para poder voltar a frequentar Câmara

Rafaela Felicciano/Metrópoles

Na peça, os advogados de Cunha sustentam que a demora de Teori para decidir se o parlamentar pode ou não frequentar a Casa já trouxe prejuízos à defesa dele no processo de cassação





A defesa do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) entrou com um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal para que o ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato na Corte, aprecie um recurso que autoriza o peemedebista a voltar a frequentar a Câmara.
Na peça, os advogados de Cunha sustentam que a demora de Teori para decidir se o parlamentar pode ou não frequentar a Casa já trouxe prejuízos à defesa dele no processo de cassação. Eles argumentam que, num julgamento político, como é o caso, é natural que o acusado dialogue com os colegas para tentar convencê-los de que é inocente e que isso não configura atividade parlamentar.
“Com efeito, o que se roga aqui é o direito do ora paciente de ter suas petições apreciadas pelo eminente Ministro Teori Zavascki a tempo deste poder exercer sua autodefesa perante a Câmara dos Deputados”, argumenta a defesa. No documento, os advogados também ressaltam “o respeito e a admiração” que tem por Teori e afirmam saber que ele está sobrecarregado por conta dos processos da Lava Jato, mas que o fato de a Comissão de Ética da Câmara ter aprovado o parecer favorável à cassação, tornava a questão urgente.
Entendimento
Após anunciar que voltaria a frequentar a Câmara, Cunha foi desaconselhado por seus advogados, que afirmaram que a atitude poderia ser vista como uma afronta à decisão do Supremo de afastá-lo do cargo. Para evitar algum tipo de problema, a defesa do peemedebista entrou com um pedido no STF para que ele pudesse ir ao seu gabinete, exercer atividades partidárias. O recurso, porém, ainda não foi analisado por Teori.
No pedido de prisão contra Cunha que enviou ao STF, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, já afirmou entender que o peemedebista não tem esse direito. No STF, já há o entendimento de que não cabe habeas corpus contra decisão de ministro. Ainda não foi designado um relator para a ação.

Estados deixarão de pagar R$ 50 bilhões à União até 2018, diz Meirelles

20/06/2016 19h13 - Atualizado em 20/06/2016 22h14

Alívio na conta dos estados se dá após acordo de renegociação de dívidas.

Acerto ocorreu durante reunião de governadores com Temer em Brasília.

Alexandro MartelloDo G1, em Brasília
Os estados deixarão de pagar cerca de R$ 50 bilhões ao governo federal até 2018 por conta da renegociação de suas dívidas, informou nesta segunda-feira (20) o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.
Não se trata, porém, de perdão de dívida, esclareu Meirelles. De acordo com ele, os estados terão que pagar esse valor mais à frente.
"Isso será pago no restante do contrato. Náo há perdão de divida", disse
O acordo foi anunciado pelo presente em exercício, Michel Temer, no fim da tarde desta segunda, após reunião com os governadores dos 26 estados e do Distrito Federal. E encerra um período de mais de quatro meses de negociações.
Antes, nesta segunda, os governadores se reuniram com a equipe econômica do governo no Ministério da Fazenda para fechar os detalhes da proposta. Uma primeira versão, diferente da confirmada por Temer, chegou a ser divulgada pelo governador de Goiás, Marconi Perillo.
De acordo com o ministro, R$ 20 bilhões deixam de ser pagos só em 2016. O acordo anunciado nesta segunda prevê a suspensão total das parcelas das dívidas de todos os estados até dezembro.
O valor da renúncia diminui a partir de 2017, quando os estados voltam a fazer pagamentos - mas em parcelas com desconto. A partir do ano que vem, os estados deverão pagar uma parcela mensal que iniciará com o valor equivalente a 5,55% da dívida que é paga por mês atualmente. Por exemplo, a unidade da federação que hoje tem uma parcela mensal de R$ 1 milhão pagará, no primeiro mês de 2017, R$ 55,5 mil para a União.
No mês seguinte, esse mesmo estado pagará ao governo federal uma parcela de R$ 110 mil, equivalente a 11,1% do valor original da prestação. No terceiro mês e nos subsequentes, o valor da parcela continuará sendo acrescida de 5,55 pontos percentuais, crescendo, de forma progressiva, para 16,65%, 22,2%, etc. Em meados de 2018, os estados retomarão o pagamento da parcela cheia de suas dívidas com a União.
Seguindo esta lógica, para o ano que vem e para 2018, segundo Meirelles, o governo federal deixa de receber R$ 15 bilhões. Segundo o ministro, o governo já incluiu, na previsão de déficit de R$ 170,5 bilhões nas contas públicas para 2016, esses R$ 20 bilhões que deixará de receber dos estados neste ano.
Acordo
O presidente em exercício Michel Temer anunciou nesta segunda, por meio de sua conta no microblog Twitter, o acordo que prolonga as dívidas estaduais com a União por mais 20 anos.
"O que estamos anunciando hoje, na verdade, é uma situação emergencial. Estamos fazendo isso em caráter de emergência para, depois, consolidarmos uma grande reforma federativa no país", disse o presidente em exercício, Michel Temer. O anúncio foi feito durante reunião com governadores no Palácio do Planalto.
Veja os principais pontos do acordo:

– Alongamento do prazo das dívidas dos estados com a União por mais 20 anos;
– Suspensão do pagamento das parcelas mensais da dívida até o fim de 2016;
– Pagamento das parcelas volta a partir de janeiro de 2017, mas com desconto. Estados começam pagando 5,5% da parcela. A cada mês, o percentual sobe 5,5 pontos até que, ao final dos 18 meses, chegue ao valor completo da parcela;
– Alongamento por 10 anos, com 4 anos de carência, de cinco linhas de crédito do BNDES;
– Pagamento da parcela cheia pelos estados a partir de meados de 2018.
A negociação entre o governo federal e os estados demorou quatro meses e teve início ainda antes do afastamento da presidente Dilma Rousseff, pelo Senado.
No final de março, o então ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, enviou ao Congresso um projeto de lei que estendia o prazo de pagamento das dividas dos Estados com a União por mais 20 anos e fixava contrapartidas que os governadores deveriam cumprir, entre elas a proibição de concessão de novos aumentos salariais para os servidores estaduais e de novos benefícios fiscais para empresas.
Teto de gasto público
Pelo acordo fechado nesta segunda, a contrapartida exigida, explicou Temer, é a inserção dos estados na proposta enviada ao Congresso e que limita o aumento de gastos públicos a partir de 2017.
"Ficou estabelecido que haveria limitação dos gastos estaduais tal como ocorre na chamada proposta de emenda à Constituição fixadora de teto para os gastos da União. Evidentemente, vamos cuidar de inserir esta fórmula na emenda em tramitação", disse Temer, em áudio divulgado pelo Twitter.
A proposta de emenda constitucional sobre esse assunto, que já foi enviada ao Congresso Nacional, prevê que as despesas do governo, em um ano, não podem crescer mais do que a inflação do ano anterior.
Liminares na Justiça
O presidente em exercício informou ainda que os estados que conseguiram recentemente liminares (decisões provisórias) na Justiça para reduzir o valor de suas dívidas com a União, deverão transferir ao governo federal os valores que deixaram de pagar nos últimos meses. Esse pagamento será feito em um prazo de 24 meses.
As liminares permitiam aos estados corrigir suas dívidas com a União usando no cálculo juros simples, ao invés dos juros compostos previstos em contrato. Essa medida levou à redução do montante devido.
Depois que o governo recorreu dessas liminares, o Supremo Tribunal Federal (STF) deu prazo de 60 dias para que estados e União chegassem a um acordo sobre o pagamento das dívidas. O prazo venceria no fim de junho.
O acordo anunciado nesta segunda, portanto, atende à determinação do STF e, segundo o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, acaba com as disputa entre União e estados na Justiça.

Brasil pode ficar fora da próxima Copa do Mundo, diz Tite

“Esses dois próximos jogos (nas eliminatórias, contra Equador e Colômbia) e classificação são prioridade“, explicou


ESPORTE ENTREVISTAHÁ 50 MINS
POR NOTÍCIAS AO MINUTO


Tite foi apresentado nesta segunda-feira (20) como o novo técnico da seleção brasileira. Ao conversar com a imprensa, deu uma declaração preocupante: o Brasil pode não conseguir se classificar para a próxima Copa do Mundo, que acontecerá em 2018, na Rússia.  


"O foco é a eliminatória. Acredito que vai dar. Claro que se corre o risco de não classificar. Não dá para fugir da realidade. Vim para cá até por um resultado que não veio“, disse ele. Ele afirmou que pretende focar na eliminatória e, por isso, abriu mão de comandar o time nas Olimpíadas. 
“Esses dois próximos jogos (nas eliminatórias, contra Equador e Colômbia) e classificação são prioridade“, explicou Tite.