domingo, 15 de maio de 2016

Restaurante a quilo que escrever “kilo” e usar crase no “a” será autuado pela Vigilância da Língua Portuguesa


Um grupo de linguistas e redatores acabou de lançar uma nova organização: a Vigilância da Língua Portuguesa. A ideia é zelar pelo bom uso do Português. O primeiro ato, em parceria com o Ministério da Educação (enquanto este ainda existe) será fiscalizar os restaurantes a quilo. São centenas no Brasil e mais da metade escreve, em seu letreiro, “restaurante à kilo”.
“Quilo se escreve com QU. E esta crase não existe, já que quilo é um substantivo masculino. E  a crase só é usada antes de substantivos femininos, já que se trata da contração do artigo “a” com a preposição “a””, explica um dos patrulheiros do grupo, que vai autuar estes estabelecimentos. A multa será baixar o preço do quilo no restaurante. “A verdade é que o certo seria restaurante por quilo, mas estamos deixando passar esta pelo costume pelo cacófato”, afirma.
A ideia surgiu no momento em que o criador do grupo, Antônio Duarte, assistia à sessão da votação do Senado que aprovou o impeachment de Dilma Rousseff e o presidente da Câmara, Renan Calheiros, disse “reSistro” e “seje”.

Ascensão e queda do petismo: da “década da inclusão” ao impeachment

Afastamento de Dilma Rousseff coloca fim a um ciclo de 13 anos de petismo na presidência
BrasíliaLula ouve o discurso de Dilma Rousseff, após a presidenta ser afastada do Governo no dia 12 de maio. Lula ouve o discurso de Dilma Rousseff, após a presidenta ser afastada do Governo no dia 12 de maio. REUTERS
Quando na tarde de 1º de janeiro de 2003 o torneiro mecânico Luiz Inácio Lula da Silvase dirigia ao Congresso Nacional para seu primeiro discurso como presidente, oito de cada dez brasileiros acreditavam que seu Governo seria ótimo ou bom. O nível de esperança, palavra que havia se tornado seu lema na campanha, era o mais alto já visto em um início de mandato presidencial desde a volta da democracia. Depois de circular em um carro aberto cercado por simpatizantes e de ser agarrado até quase cair do automóvel, Lula deixava claro em sua fala seu objetivo pelos próximos anos: “Se ao final do meu mandato todos os brasileiros tiverem a possibilidade de tomar café da manhã, almoçar e jantar, terei cumprido a missão da minha vida”, afirmava, diante dos parlamentares e de milhões de brasileiros que acompanhavam pela TV a chegada do primeiro operário ao topo do poder federal.
O Brasil de 2003 estava em crise e queria mudanças. Fernando Henrique Cardoso, padrinho da estabilidade econômica vinda com o Plano Real, deixava um país com uma inflação de 12,53% acumulada no ano e um crescimento econômico que, às vésperas das eleições, mal passava de 1% no ano. Quase 30% dos brasileiros viviam na pobreza.
Lula chegava ao poder após três tentativas frustradas de vencer a disputa presidencial. Beneficiou-se não só do mau momento que a crise econômica trouxe para a oposição, mas de uma guinada na forma como o partido decidiu tratar a política. Primeiro, propôs ao empresariado, que temia a esquerda, um pacto que assegurava para o mercado um continuísmo na área econômica. Mergulhou no pragmatismo político, que antes condenava, para costurar as alianças que precisava para vencer. E se apoiou no fisiologismo do PMDB para obter maioria no Congresso e poder governar. Aliou suas habilidades de negociador adquiridas quando liderava as históricas greves sindicais da década de 70 com a expertise de políticos petistas como José Genoino e José Dirceu –nove anos depois, condenados no escândalo do mensalão, de compra de votos no Parlamento. O PT estava no auge. As pesquisas mostravam que o partido era o preferido dos brasileiros. O carisma de Lula em seus discursos inflamados agradavam o povo. Surfando na popularidade, ele conseguiu governar sem maiores sobressaltos no Congresso e pode começar a mudança social que prometeu.
Em 2010, último ano de seu Governo, os mais entusiastas se referiam a seu período na presidência como a “década da inclusão”. Por causa de políticas de distribuição de renda como o Bolsa Família, em 10 anos o país conseguiu reduzir em 45% o número de pobres e em 47% o número de extremamente pobres, segundo dados compilados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). No mesmo período, o Programa Luz para Todos, criado para levar energia elétrica para as áreas mais remotas do país, quase universalizou o acesso à luz elétrica no Brasil, tirando do escuro cidades como Queimada Nova, no rincão do Piauí, onde apenas 12,62% das casas tinham energia em 2000 –em 2010, eram 96%. Entre 2002 e 2012, a taxa real de aumento do salário mínimo ao ano foi de 5,26%, diante da redução anual de 0,22% ocorrida na década anterior, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).
A política anticíclica adotada na economia ajudou o país a passar sem sobressaltos pela crise econômica internacional. Estimulou a indústria nacional com a redução de impostos. Com isso, reduziu as taxas de desemprego e inundou o mercado com produtos. Facilitou o acesso ao crédito pessoal e impulsionou o consumo de uma nova classe média que surgia, alçada para fora da pobreza, especialmente no Nordeste do país. Entre 2001 e 2011, o número de domicílios com geladeira, por exemplo, havia subido 12% no país –no Maranhão, 52%; o dos que tinham máquina de lavar, 51% -190% em Alagoas; e o dos que tinham TV a cores, 16% - 51% no Piauí.
Diante da boa aceitação a seu Governo e do impacto positivo gerado pelo boom das commodities  na economia, não foi difícil para Lula, reeleito em 2006, emplacar sua sucessora, em 2010. Dilma Rousseff, sua ex-ministra, ganhou do padrinho político o apelido de mãe do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), um conjunto de obras de infraestrutura posta em prática pelo Governo. Em seu primeiro mandato, Rousseff conseguiu manter e ampliar as conquistas do antecessor. Em 2014, a ONU retirou o país do mapa da fome. Lula conseguia, assim, cumprir sua promessa inicial. Em dezembro deste mesmo ano, a taxa de desemprego atingia o menor índice histórico no mês.
Mas já em 2015, começou o lado B do projeto petista. A economia começaria a dar sinais de que as políticas anticíclicas foram mantidas por muito tempo. No final do ano, o dólar batia recordes e a inflação começava a voltar aos patamares do fim do Governo Cardoso. O desemprego já começava a voltar para a pauta brasileira, depois de uma década sem notícias dele.

GESTÃO PETISTA, EM NÚMEROS

Uma comparação dos principais indicadores e políticas publicas, desde antes do início das gestões petistas (2002), ao final da gestão Lula (2010) e agora
Inflação (IPCA-IBGE)
2002: 12,53%
2010: 5,91%
2016 (últimos 12 meses): 9,28%
Desemprego (IBGE)
2002: 10,5(dezembro)
2010: 5,3% (dezembro)
2016: 10,2% (trimestre encerrado em fevereiro)
Produto Interno Bruto (PIB) em US$
2002: 508 bilhões
2010: 2.209 trilhões
2016: 1.768 trilhões
% de pobres (linha do Governo federal)*
2002: 24,3%
2010: 15,20%
2016: (não disponível)
*indivíduos com renda domiciliar per capta inferior a 140 reais

difícil campanha que levou à reeleição de Rousseff, em 2014, aconteceu em meio a um cenário já tumultuado. A vida do brasileiro havia melhorado da porta de casa para dentro, mas a população exigia serviços públicos à altura dos impostos que pagava, como mostraram os protestos de 2013, que, já no fim, pediam condições melhores de saúde e educação. A condução econômica, vista como desastrosa por especialistas, desagradava o mercado, que rompeu o pacto feito com Lula anos antes. E a base petista nas ruas se encontrava combalida, depois de anos de paciência com um Governo que, em nome da governabilidade, não foi além na implementação das políticas progressistas –para agradar a bancada ruralista na Câmara, deixou de demarcar terras indígenas e de fazer reforma agrária; para agradar os aliados evangélicos, não defendeu o aperfeiçoamento da legislação sobre o aborto. Era o caldeirão perfeito para que o Congresso, que nunca tolerou a falta de tato político da presidenta, se rebelasse.
Nesta quarta-feira, ao sair do Palácio do Planalto com a presidenta mais impopular da história democrática do país, o PT fechou um ciclo de 13 anos, mesmo número de sua legenda, no poder federal. Sai envolvido em um novo escândalo de corrupção, ainda em plena investigação, tratado como o maior de que já se tem história no país. Terá que se reconstruir como partido se quiser ganhar, novamente, a confiança de parte da esquerda que se sentiu traída. Sua principal estrela, Lula, terá que conviver com o fantasma da prisão trazido pela Lava Jato, sem grande parte do capital político que já teve. E a população terá como legado um país que nos últimos anos se tornou socialmente mais justo, mas que ainda espera viver em uma nação melhor e mais ética.

Por Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira

“Quando a filosofia chega, com sua luz crepuscular, a um mundo que declina, é porque alguma manifestação de vida está prestes a desaparecer. Não vem a filosofia para renová-la, mas apenas para reconhecê-la”.
Georg Hegel



Por Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira

Todo esse mar de lama de corrupção, enriquecimentos ilícitos, nos dar a certeza da putrefação da política já que não existe ideologia. Um mandato parlamentar concede ao mau político a fazer negociatas com o erário público de interesses pessoais, sem o mínimo interesse com os sérios problemas e dificuldades enfrentadas pela nação, se esquecendo de que a pátria não é um sistema, nem uma seita, nem um monopólio, nem uma forma de governo; é o céu, o solo, o povo, a tradição, a consciência, o lar, o berço dos filhos e o túmulo dos antepassados, a comunhão da lei, da língua e da liberdade. O voto no Brasil precisa deixar de ser obrigatório, pois a democracia séria e justa contempla esses benefícios a todos que não se identifiquem com as propostas de candidatos.

“Provérbios 12,34. A Justiça faz a grande a Nação, o pecado é a vergonha dos povos.”

OAB defende saída de ministros de Temer investigados pela Lava Jato Romero Jucá e Henrique Alves são investigados pela operação. Eles foram nomeados por Temer para Planejamento e Turismo. Do G1, em Brasília

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Claudio Lamachia, defendeu neste sábado (14) que políticos investigados pela operação Lava Jato, que apura corrupção na Petrobrás, não devem ocupar ministérios do governo do presidente em exercício Michel Temer.

“Quem é investigado pela Operação Lava Jato não pode ser ministro de Estado, sob o risco de ameaçar a chance que o Brasil tem de trilhar melhores rumos”, diz Lamachia em nota. “Faço o alerta de que a nomeação de investigados contraria os anseios da sociedade e não deveria ser feita.”
De acordo com o Blog do Matheus Leitão, dois ministros de Temer, Romero Juca (PMDB-RR), do Planejamento, e Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), do Turismo, são investigados pela Lava Jato. A decisão do presidente em exercício dá aos dois foro privilegiado.
O ex-diretor da Petrobras e delator Paulo Roberto Costa afirmou que negociou com Jucá apoio para sua permanência no cargo em troca de propinas ao partido. Já Alves é suspeito de receber propina disfarçada de doações eleitorais de Léo Pinheiro, dono da OAS.
Justiça
Lamachia afirma que a OAB poderá entrar na Justiça para pedir a saída desses ministros, caso eles se tornem réus nos processos que apuram as suspeitas de envolvimento com o escândalo na estatal.
Ainda na nota, Lamachia diz que “todos os cidadãos têm direito à ampla defesa e ao devido processo legal.” Entretanto,  aponta que o ministério “precisa estar acima de qualquer suspeita.”“No futuro, se necessário, a Ordem avaliará o uso dos instrumentos jurídicos cabíveis para requerer o afastamento das funções públicas dos ministros que se tornarem réus. Foi com base nesse entendimento que a OAB pediu o afastamento do deputado Eduardo Cunha e do então senador Delcídio do Amaral.”
“Os investigados devem poder se defender sem, para isso, comprometer a credibilidade dos ministérios.”
Para o presidente da OAB, é preciso que Temer faça de seu governo “um exemplo ético” para “validar a legitimidade.”
“Considero que o novo governo, alçado ao poder pela via constitucional e não pela via eleitoral, precisa ser um exemplo ético para poder atender aos anseios da sociedade e validar sua legitimidade.”
“A OAB torce pelo sucesso do Brasil. Por isso, cobrará que, diferentemente do anunciado, o novo ministério não seja composto por pessoas sobre as quais pesem dúvidas”, diz Lamachia na nota.

Eduardo Cunha age para manter Waldir Maranhão no cargo

A decisão de Temer, por ora, é de não se envolver na discussão em torno da presidência da Câmara
POLÍTICA INFLUÊNCIAHÁ 4 HORASPOR
O presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), conseguiu definir com seus aliados um formato de gestão da Casa de forma que ele, mesmo longe do cargo, consiga manter a influência sobre suas atividades.
A ideia é manter o presidente interino da Casa, Waldir Maranhão (PP-MA), no posto. No entanto, quem comandará as sessões plenárias e a reunião de líderes partidários para definir a pauta de votações serão o segundo-vice-presidente Fernando Giacobo (PR-PR) e o primeiro-secretário Beto Mansur (PRB-SP), ambos integrantes do chamado "centrão", grupo liderado por Cunha.
O formato será ainda repassado pelo Palácio do Planalto, que tem agora à frente o presidente da República em exercício, Michel Temer. O ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, conversou nesta sexta-feira (13), por telefone com Maranhão, que demonstrou disposição em colaborar com a nova administração. "Vamos construir um entendimento", disse Geddel. Eles devem conversar pessoalmente neste fim de semana.
A decisão de Temer, por ora, é de não se envolver na discussão em torno da presidência da Câmara. Os aliados dizem que o presidente em exercício não quer repetir o erro da presidente afastada Dilma Rousseff na disputa pela presidência da Casa, no ano passado. O governo petista patrocinou a candidatura do deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), derrotado no primeiro turno, e Cunha, irritado com a participação direta de ministros de Dilma na campanha de Chinaglia, criou uma pauta-bomba.
Auxiliares de Temer sustentam que os possíveis candidatos a presidente da Câmara, como Jovair Arantes (PTB-GO) e Rogério Rosso (PPS-DF), foram favoráveis ao impeachment e estão na linha de frente de sustentação do novo governo. Portanto, não há razão para o governo apoiar um nome específico. O discurso de Temer será de que é um tema do Legislativo.
Conhecido como um parlamentar "hesitante", Maranhão ganhou força para se segurar após procurar nesta semana o apoio de Cunha para continuar no cargo. Interlocutores contam que os dois têm se falado nos últimos dias e, desde então, os partidos do "centrão" (PTB, PSD, PSC e PR) passaram a defender a tese de deixar o pepista na presidência, mas sem poder de decisão. As siglas integram hoje a base de apoio de Temer e são velhas aliadas do presidente afastado da Casa. "Essa proposta é de Eduardo Cunha, que quer o comando da Casa fragilizado. Ele quer continuar manietando", concluiu um oposicionista de Maranhão.
O problema, porém, é que partidos que integram a base de Temer rejeitam a manutenção da influência de Cunha. "Cunha continua conduzindo a Câmara à distância", protestou o líder do DEM, Pauderney Avelino (AM). Nesse sentido, PSDB, DEM e PPS pressionam para que Maranhão renuncie. "Não tem renúncia. Sem renúncia", balbuciou nesta sexta-feira o pepista, acrescentando que é preciso "administrar o País".
DEM, PSDB e PPS dizem que vão insistir na busca de uma solução permanente para situação de Maranhão, mas que não vão obstruir o fluxo de votação dos projetos do governo Temer. "Essa é uma queda de braço. Tem de dar uma solução, mas como vai se dar, não sei", disse outro candidato a líder do governo, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ). Com informações do Estadão Conteúdo.

Jornais atualizam manuais de redação e agora quem for às ruas contra o governo não é “povo”, é “militante”


Novas versões de manuais de redação começaram a ser entregues hoje a jornalistas nas principais redações do país. A partir de agora, toda manifestação deverá ser formada apenas por “militantes” e a palavra “povo” só deverá ser usada em casos muito especiais.
Outra norma é que o presidente em exercício Michel Temer deverá ser chamado apenas de “visionário”, “unificador” e “pacificador”. “São ajustes aos novos tempos”, disse um editor.
A palavra “golpe” será automaticamente corrigida nos teclados  por “salvação nacional”.

Desemprego aumenta assustadoramente em blogs governistas

A herança de 11 milhões de desempregados do PT acaba de crescer mais ainda poucos dias depois de Temer assumir o governo. Os blogs governistas, que recebiam mesada do governo do PT, estão demitindo sem parar.
A “imprensa” vermelha, que nunca viu a crise, agora já admite que ela chegou. De acordo com profissionais desses blogs, a economia do Brasil estava muito bem, não havia desemprego, o PT era vítima de uma perseguição e Papai Noel também concordava com tudo isso.
“A gente sempre disse que o governo Temer ia trazer mais desemprego e estávamos certos. Ninguém pode dizer que a gente não avisou”, disse o dono de um dos sites.

Arruda e Agnelo receberam propina na obra do Mané, dizem delatores

Clóvis Primo, um dos delatores e executivo da Andrade Gutierrez, afirmou que, antes mesmo da formação do consórcio que venceu a licitação para construir a arena, já havia um acerto, em 2009, que determinava o recebimento de 1% do valor em propinas para o então governador Arruda. O consórcio do Mané Garrincha era formado pela Andrade Gutierrez e pela Via Engenharia.

Mesmo após a prisão de Arruda, em 2010, o acordo de propina foi mantido, segundo a reportagem. Rogério Sá, outro executivo da Andrade Gutierrez, também afirmou que Agnelo Queiroz recebia propina de diretores da empreiteira. No caso do petista, no entanto, não havia, segundo a delação, um percentual estabelecido. Mas, segundo Rogério Sá, Agnelo teria pedido valores para o PT.
À TV Globo, o advogado de José Roberto Arruda afirmou que o contrato da construção do 
André Borges/Agência BrasíliaO conteúdo da delação premiada assinada por executivos da construtora Andrade Gutierrez, investigada na Operação Lava Jato, veio à tona na noite deste sábado (14/5) e envolve os nomes dos dois ex-governadores do DF

O conteúdo da delação premiada assinada por executivos da construtora Andrade Gutierrez, investigada na Operação Lava Jato, veio à tona na noite deste sábado (14/5) e envolve os nomes dos ex-governadores do DF, José Roberto Arruda, e Agnelo Queiroz (PT). Reportagem da TV Globo mostrou o pagamento de propina referente às obras do Estádio Mané Garrincha.
Mané Garrincha não foi assinado durante a gestão dele. Também negou que tenha havido repasse ou pagamento enquanto Arruda esteve no cargo.
O advogado de Agnelo Queiroz, em resposta à emissora, disse que o ex-governador nunca recebeu ou pediu qualquer quantia ou benefício ilícito de quem quer que seja. O PT informou que todas as doações para o partido foram dentro da legalidade e declaradas à Justiça Eleitoral
A obra do Mané Garrincha custou R$ 1,7 bilhão, foi a mais cara entre todos os estádios. A construção é objeto de investigações por órgãos de controle, como o Tribunal de Contas do Distrito Federal.
A reportagem também aborda em detalhes como funcionava o esquema de corrupção envolvendo a arena Amazonas, em Manaus. Segundo os delatores da Andrade Gutierrez, o ex-governador Eduardo Braga (PMDB) teria cobrado 10% de todas as obras tocadas pela empreiteira no estado. Os executivos informaram aos procuradores da Lava Jato que Eduardo Braga teria recebido R$ 30 milhões referentes à propina. O esquema teria funcionado durante os dois mandatos de Eduardo Braga e transbordado para o governo de Omar Aziz, que, segundo a delação, teria recebido R$ 10 milhões.