sexta-feira, 6 de maio de 2016

Sadiq Khan é eleito o primeiro prefeito muçulmano de Londres Trabalhista de 45 anos é filho de um motorista de ônibus paquistanês. Ele derrotou o bilionário conservador Zac Goldsmith.

Sadiq Khan fala nesta sexta-feira (6) após ter sua vitória anunciada nas eleições de Londres (Foto: Foto AP/Kirsty Wigglesworth)Sadiq Khan fala nesta sexta-feira (6) após ter sua vitória anunciada nas eleições de Londres (Foto: Foto AP/Kirsty Wigglesworth)
O candidato trabalhista Sadiq Khan se tornou, nesta sexta-feira (6), o primeiro muçulmano a ser eleito prefeito de Londres.

"Quero agradecer a cada londrino por fazer o impossível possível hoje", afirmou Khan logo após a declaração de sua vitória. "Quero que cada londrino tenha as oportunidades que a nossa cidade deu a mim e minha família".

Candidato Paul Golding do partido de direita Britain First vira as costas durante discurso de vitória de Sadiq Khan, eleito novo prefeito de Londres nesta sexta-feira (6) (Foto: LEON NEAL / AFP)"Meu pai estaria tão orgulhoso de que a cidade que ele escolheu para chamar de casa escolheu um de seus filhos para ser prefeito", afirmou em seu discurso.

Sadiq Khan, de 45 anos e filho de um motorista de ônibus do Paquistão, teve 1.310.143 de votos (57%) e venceu o conservador Zac Goldsmith, filho de um bilionário e casado com uma Rotschild, que teve 994.614 votos (43%).

Enquanto Khan fazia discurso de agradecimento, o candidato Paul Golding do partido de extrema direita Britain First virou as costas para o novo prefeito de Londres.
Candidato Paul Golding do partido de direita Britain First vira as costas durante discurso de vitória de Sadiq Khan, eleito novo prefeito de Londres nesta sexta-feira (6) (Foto: LEON NEAL / AFP)
Durante a campanha, Goldsmith e o primeiro-ministro David Cameron insistiram em apresentar Khan como alguém com vínculos com extremistas muçulmanos, uma estratégia que parece ter-se voltado contra os conservadores.
Sadiq Khan nasceu em 1970 em uma família paquistanesa recém-chegada ao Reino Unido. Ele cresceu em um bairro de Tooting, uma área popular do sul de Londres, com seus seis irmãos e uma irmã.
Seu pai era um motorista de ônibus, e a mãe, costureira. Diferentemente da maioria dos parlamentares britânicos, toda sua educação foi em escolas públicas.

A eleição de Khan é uma ótima notícia para o líder trabalhista Jeremy Corbyn, que enfrentou seu primeiro teste eleitoral sob os olhares atentos dos críticos de seu partido.
"Em toda a Inglaterra, havia previsões de que perderíamos municípios. Isso não aconteceu, aguentamos firme", declarou Corbyn a um grupo de correligionários.
Para o professor de Política Matthew Goodwin, da Universidade de Kent, "o Partido Trabalhista tem um problema sério, ainda que a eleição de um prefeito trabalhista em Londres distraia a atenção. É o terceiro na Escócia, pela primeira vez desde 1910, e não conseguiu impressionar no sul da Inglaterra, onde terá de investir se quiser vencer as próximas eleições gerais de 2020".
Separatistas vencem na Escócia
Na Escócia, o partido separatista SNP conquistou 63 dos 129 assentos em jogo, onde os trabalhistas caíram para terceiro lugar, com 24 assentos, atrás dos conservadores (31) nesta região do norte de forte tradição trabalhista e contestatória.
Em comparação com as eleições de 2011, os nacionalistas perderam seis cadeiras, os conservadores ganharam 16, e os trabalhistas, que não param de perder influência desde o referendo de independência em 2014, cederam 13.
A grande vencedora das eleições na Escócia foi a líder conservadora Ruth Davidson, que combina eloquência com simpatia, que nunca escondeu sua homossexualidade e que, em suma, transcende as posições de seu partido.
A chefe do governo regional e do SNP, Nicola Sturgeon, declarou que vão governar sozinhos e que não têm "intenção de buscar um acordo formal" com outro partido.
O objetivo do SNP nessas eleições era fortalecer a hegemonia local e conseguir um mandato para exigir um novo referendo sobre a independência, algo que poderia acontecer depois de 23 de junho, dia do referendo sobre a União Europeia.
Também foram realizadas eleições regionais no País de Gales e Irlanda do Norte.
No País de Gales, os trabalhistas venceram sem maioria absoluta, e o UKIP, o partido antieuropeu de Nigel Farage, conquistou sete assentos na assembleia, sua primeira incursão em um parlamento regional. Os resultados do Ulster serão conhecidos no sábado.

Cunha, o primeiro deputado da história afastado pelo STF Por unanimidade, Supremo avalia que peemedebista obstruía investigações contra ele Ministros acordam que, por ser réu, não poderia estar na linha sucessória da Presidência

O deputado afastado, Eduardo Cunha.
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O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) é o tipo de político que costuma ser o pioneiro nas coisas que faz. Foi o primeiro a ser eleito presidente da Câmara enfrentando uma suposta base confortável de um Governo. Foi o primeiro peemedebista de peso a romper com a gestão Dilma Rousseff (PT). Foi o primeiro presidente da Casa a sofrer um processo no Conselho de Ética da Câmara. E se torna, 18 dias depois de ser o segundo no comando da Câmara a liderar um processo de impeachment na democracia, o primeiro deputado federal da história a ser afastado de seu cargo pelo Poder Judiciário.
Nesta quinta-feira o Supremo Tribunal Federal voltou a ocupar uma posição de protagonismo na crise política brasileira e afastou Cunha de seu mandato, assim como da presidência da Câmara. Por unanimidade, os 11 ministros acataram um pedido da Procuradoria-Geral da República que entendia que o deputado estava obstruindo as investigações contra ele que são feitas pela Polícia Federal, no âmbito da Operação Lava Jato, e pelo Conselho de Ética da Câmara. A obstrução, conforme a denúncia do procurador-geral da República, dava-se por meio da suposta intimidação de adversários e testemunhas, além da elaboração de leis que beneficiariam a si e a aliados.
Os afastamentos não têm prazo, podendo se estender até o fim do mandato dele, em fevereiro de 2019. Caso não seja revertido é uma espécie de cassação branca, conforme três advogados disseram ao EL PAÍS ao final do julgamento. O que pode ocorrer, nesse meio tempo, é a cassação do mandato de Cunha pelo Conselho de Ética ou o julgamento de uma das cinco ações que tramitam contra ele no STF. Em uma delas ele é réu pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção. Nas outras, ainda consta como um investigado pela Operação Lava Jato dentro do esquema criminoso que desviou bilhões de reais da Petrobras.

À espera desde dezembro

A decisão do STF na tarde desta quinta-feira referendou uma liminar concedida no início da manhã do mesmo dia pelo ministro Teori Zavascki. O pedido de afastamento de Cunha tramitava desde dezembro no Judiciário, mas só veio ao julgamento do plenário depois que o partido Rede Sustentabilidade apresentou outra ação semelhante. Este segundo caso seria julgado pelos 11 ministros do Supremo na tarde de quinta porque o relator da ação, Marco Aurélio Mello, pediu urgência na análise. Quando notou que os seus meses de trabalho poderiam ser ofuscados pela relatoria de Marco Aurélio, Zavascki adentrou a madrugada trabalhando, concedeu a liminar e solicitou que o plenário a julgasse no mesmo dia.
Em seus votos, os ministros consideraram que o afastamento de Cunha era uma medida cautelosa, já que, ao extremo, ela poderia resultar até em uma prisão preventiva do deputado. Além da obstrução das investigações, os magistrados levaram em conta que a presidenta Dilma está cada vez mais perto de ser afastada do cargo pelo Senado e, com a assunção do vice-presidente Michel Temer, Cunha seria o primeiro na linha sucessória. A Constituição impede que um réu no STF se torne presidente da República. Os magistrados disseram que não caberia a eles cassar o mandato do parlamentar. “Uma eventual cassação do mandato continua sob a responsabilidade da Câmara”, ressaltou o presidente da corte, Ricardo Lewandovski.

Reações

A decisão do STF causou reações diversas na Câmara dos Deputados. Nos corredores e no plenário era comum ver funcionários e deputados se abraçando e sorrindo. Cartazes com os dizeres “Fora Cunha” e “Antes tarde do que nunca” passavam de mão em mão entre os surpresos espectadores de mais um momento histórico na política brasileira. Enquanto o STF já caminhava para o fim do julgamento da ação, fogos de artifício eram estourados na Praça dos Três Poderes, em Brasília.
Manifestantes soltam fogos em frente ao STF.  AFP
A oposição a Cunha comemorou o afastamento dele da presidência, mas alguns estranharam que a mesma medida tenha se estendido ao seu mandato parlamentar. Onyx Lorenzoni (DEM-RS), um dos principais opositores ao peemedebista no Conselho de Ética, por exemplo, disse que aplaudia a perda do poder dele na Casa, mas que via uma interferência do Judiciário em questões internas da Câmara quando afastou o mandato para qual Cunha foi eleito. “Só a Câmara pode cassar o mandato dele”, disse Lorenzoni.
Um grupo de líderes de seis partidos (PMDB, PTB, PR, SD, PSC e PTN) chegou a emitir uma nota criticando a decisão. “Este fato demonstra um desequilíbrio institucional entre os Poderes da República, cuja manutenção pode acarretar consequências danosas e imprevisíveis para a preservação da higidez da democracia no Brasil”.
Também por meio de nota, outros quatro partidos de oposição ao Governo Dilma, PSDB, DEM, PPS e PSB, que fizeram um jogo de apoio tácito a Cunha durante oimpeachment, disseram que a decisão do STF foi correta e respeitou a Constituição. Essas legendas também cobraram a realização de novas eleições para a presidência da Câmara. “Tendo em vista que a decisão do STF pelo afastamento não fixou prazo para retorno e tampouco para a conclusão da ação penal, os partidos de oposição consideram vago o cargo de presidente da Câmara e exigem a imediata realização de novas eleições, para que se restabeleça a normalidade e seja retomada a atividade parlamentar na Casa”, diz o texto.
O advogado-geral da União, ministro José Eduardo Cardozo, afirmou que vai pedir a anulação do processo de impeachment contra Dilma Rousseff com base no afastamento do presidente de Cunha. "Nós já estamos pedindo e vou pedir. A decisão do Supremo mostra clarissimamente. Indiscutível. Eduardo Cunha agia em desvio de poder", afirmou Cardozo.

Sessão informal

Os deputados que veem em Cunha a razão do mau andamento dos trabalhos da Câmara e o motivo do impeachment de Dilma Rousseff aproveitaram a ausência dele no plenário para iniciar uma sessão informal de críticas ao presidente afastado. “Foi um momento histórico. Nos sentamos à mesa, mesmo ao fim da sessão porque entendíamos que a discussão deveria continuar”, disse a deputada Luiza Erundina (PSOL-SP).
Quem assume temporariamente a presidência é o inexpressivo primeiro vice-presidente Waldir Maranhão (PP-MA), um dos políticos investigados pela Lava Jato. O que ainda não está claro é por quanto tempo esse afastamento ocorrerá. Como o STF não se pronunciou formalmente sobre essa questão, Maranhão segue no cargo. Se a cadeira da presidência for considerada vaga, é convocada uma nova eleição para um mandato tampão em até cinco sessões ordinárias.
Mesmo com o afastamento de Cunha, a representação que pede a cassação de seu mandato por quebra de decoro parlamentar ao mentir na CPI da Petrobras segue normalmente no Conselho de Ética. A previsão é que até o dia 19 de maio o próprio deputado ou o seu advogado, Marcelo Nobre, apresentem a defesa. Após essa data, o relator tem até dez dias para apresentar seu parecer e iniciam-se os prazos para questionamentos. A tendência é que até o fim de junho o conselho vote o caso de Cunha.
Aconselhado por aliados a renunciar à presidência da Câmara, para manter o seu mandato, o peemedebista anunciou que nem cogita essa hipótese. Ele anunciou também que irá recorrer da decisão do Supremo. "Foi um intervenção clara e nítida no Poder Legislativo. Até o próprio ministro relator, em seu voto, diz que não há previsão constitucional de afastamento do presidente da Câmara e para a suspensão de mandato."

Ministério Público denuncia 14 pessoas por desastre em Mariana Promotores de Minas Gerais apontam diretores e funcionários da Samarco por omissão e associação criminosa. Eles teriam contribuído para dificultar apurações. Ministério Público pede afastamento e entrega de passaportes

 postado em 06/05/2016 06:00 / atualizado em 06/05/2016 06:46
 João Henrique do Vale /Estado de Minas
Douglas Magno/AFP - 6/10/15


Belo Horizonte —
 Os promotores de Defesa do Meio Ambiente de Mariana e do Núcleo de Combate aos Crimes Ambientais (Nucrim) denunciaram a Samarco e 14 funcionários da empresa por crime ambiental. O Ministério Público pede o afastamento dos empregados e a entrega dos passaportes dos acusados. Mesmo passados seis meses do rompimento da Barragem do Fundão, em Mariana, na região central de Minas Gerais, a degradação do meio ambiente e os problemas das famílias atingidas pela maior tragédia ambiental do país estão longe de ter um fim, afirma o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), ao constatar que a poluição segue sendo lançada na Bacia do Rio Doce.


De acordo com a denúncia do MPMG, os empregados, entre 5 de novembro de 2015, dia do rompimento da Barragem do Fundão, e 16 de fevereiro deste ano, se associaram para cometer crimes ambientais em benefício da mineradora. A Samarco obteve, segundo as apurações do órgão, vantagens indevidas em razão de não despender recursos para cumprimento de obrigações exigidas pela legislação ambiental, “além de se eximir de eventuais penalidades administrativas e minimizar a exposição negativa do nome da empresa perante a opinião pública”. “Nós estamos imputando responsabilidade por crimes de omissão na adoção de medidas determinadas pelos órgãos ambientais, associação criminosa, que é formação de quadrilha, e pelo fato de terem dificultado a investigação do Ministério Público”, afirmou o promotor Marcos Paulo de Souza Miranda, do Nucrim.

Foram denunciados o então diretor-presidente da Samarco, Ricardo Vescovi, e outros membros das diretorias, gerências e coordenações da mineradora.

Omissão
Desses, seis são alvos de um pedido de prisão feito pela Polícia Civil no inquérito criminal da tragédia em Mariana, que apontou omissão de seis diretores e gerentes da Samarco e de um engenheiro da VogBR responsáveis por atestar a estabilidade de Fundão. Cada um foi indiciado por 19 homicídios qualificados, cuja pena oscila de 12 a 30 anos. Eles foram também denunciados por crimes de inundação e poluição de água potável. Porém, o inquérito está suspenso por causa do julgamento da competência. O MPMG questionou se o caso deve ser julgado pela Justiça Federal ou pela Justiça Estadual, o que ainda será definido pelo Superior Tribunal de Justiça.

A mineradora escondeu informações dos promotores, segundo o MPMG. “Tivemos grave sinistro no interior do complexo da Samarco, que implicou o carreamento de milhares de toneladas, inclusive de blocos de lama, a jusante, comprometendo as estruturas da barragem de Santarém. Isso tudo foi ocultado do Ministério Público”, disse Marcos Paulo.

SENADO REJEITA PEDIDO DE DUNGA E GILMAR RINALDI PARA CASSAR MANDATO

Senado rejeita pedido de Dunga e Gilmar Rinaldi para cassar mandato de Romário

Senado rejeita pedido de Dunga e Gilmar Rinaldi para cassar mandato de Romário

AE – O senador Romário (PSB-RJ) informou nesta quinta-feira que a Advocacia do Senado proferiu parecer pelo arquivamento de denúncias protocoladas pelo técnico da seleção brasileira, Dunga, e pelo coordenador técnico, Gilmar Rinaldi, no Conselho de Ética contra Romário. Eles alegaram terem sofrido “declarações ofensivas à sua honra” quando o senador concedeu entrevista ao jornal italiano Gazzetta dello Sport e afirmou que havia interesses por trás da convocação de jogadores.
“A CBF tentou cassar o meu mandato”, reclamou Romário, em sua conta no Facebook, alegando que a entidade “instruiu” Dunga e Gilmar Rinaldi, seus ex-companheiros de seleção brasileira, a entraram com a representação.

Mas a Advocacia do Senado, em seu parecer, apontou, segundo a assessoria de Romário, “que os denunciantes deixaram de observar requisitos formais ao protocolar a denúncia, como anexar o título de eleitor”.
Além disso, o parecer aponta que a imunidade parlamentar garante aos congressistas a inviolabilidade de opiniões. “É indispensável que a voz do parlamentar não seja calada pelo receio de ações judiciais ou retaliações de qualquer ordem”, aponta o parecer.
“O contexto das declarações e a própria existência de continuidade dos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito indicam interesse legítimo da sociedade em ter conhecimento de eventuais irregularidades supostamente ocorridas no seio da entidade esportiva”, argumentam os advogados do Senado.
A decisão foi comemorada por Romário, que aproveitou para cutucar Dunga e Gilmar: “Exerço meu papel e dou o máximo de mim e, mesmo sendo questionado em alguns momentos, consigo bons resultados. Enquanto eles, deixam a seleção amargar a quinta colocação no ranking da Fifa e sexta nas eliminatórias para a Copa de 2018”.

PMDF suspenderá atendimento médico a servidores


PMDF/Divulgação

A Polícia Militar do Distrito Federal decidiu interromper, a partir de segunda-feira (9/5), uma série de serviços prestados pelo plano de saúde que atende os policiais da corporação


A Polícia Militar do Distrito Federal decidiu suspender, a partir da próxima segunda-feira (9/5), uma série de serviços prestados pelo plano de saúde que atende a corporação. Uma circular avisa os servidores de que o corte do benefício se deve a uma contenção de gastos que visa a “readequação orçamentária” da PM.
O documento, ao qual o Metrópoles teve acesso, foi divulgado na terça-feira (3/5) e não informa a data em que as consultas médicas voltarão a estar disponíveis. O texto diz apenas que a medida é “temporária”. O fato é que os militares ficarão impossibilitados de marcar exames que não tenham caráter de urgência.
DivulgaçãoDIVULGAÇÃO
Segundo presidente da Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares do Distrito Federal (Aspra), Manoel Sansão, a interrupção do atendimento pode prejudicar o policiamento nas ruas.
Os policiais que patrulham as ruas precisam desse atendimento periódico para a realização de check-ups e com o intuito de manter a saúde em dia. Nem sempre é um caso de emergências, mas é um serviço muito necessário"
Manoel Sansão, presidente da Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares do DF
ConsultasPor meio de nota, o Centro de Comunicação Social  (CCS) da PM confirmou a suspensão do atendimento e garantiu que serviços emergenciais não serão interrompidos. “É o caso de consultas nas áreas médicas de hemoterapia, hemodiálise, quimioterapia, radioterapia, consultas em psiquiatria, anestesiologia, psicoterapia, saúde mental e emergência oftalmológica”, informou a corporação.


A PMDF afirmou ainda que pretende lançar um edital de chamamento público para firmar um contrato de gestão para gerenciar a área de saúde do órgão. No escopo do processo, ainda consta a contratação de 39 médicos e dentistas, que deverão começar a trabalhar em julho deste ano, segundo a corporação. A PM também prometeu ampliar o horário de atendimento ambulatorial no Centro Médico da corporação a partir da segunda quinzena deste maio.
Cortes
Não é a primeira vez que os PMs locais enfrentam problemas e corte de benefícios. Em outubro do ano passado, o atendimento à categoria foi suspenso nos hospitais Santa Helena (Asa Norte) e Maria Auxiliadora (Gama). As empresas alegaram que tinham R$ 50 milhões a receber do GDF e da Polícia Militar, referentes a serviços prestados nos anos de 2014 e 2015.
No mesmo mês, foi anunciado que, após 30 anos, a tropa não teria mais o restaurante e o supermercado que funcionavam na Caixa Beneficente (Cabe) da PM, próximo ao Comando-Geral da corporação, no Setor Policial Sul.
Os estabelecimentos eram um porto seguro para os militares, que podiam fazer refeições a preços módicos — cerca de R$ 10 por almoço — e, ao mesmo tempo, comprar alimentos por valores abaixo dos praticados em outros mercados da cidade. No local, ainda funcionava uma farmácia de baixo custo, na qual os policiais adquiriam medicamentos com desconto em folha em condições especiais.

Por Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira

Por Soldado Atlas

Era uma vez uma Polícia onde os homens mais capazes, mais audazes, valorosos e que reuniam todas as virtudes que se espera de um Policial cansaram, lutaram, gritaram, imploraram e por fim faleceram.

Aqueles que tinham propósito claro de que vale a pena trabalhar para garantir a vida, a propriedade e a liberdade dos cidadãos de sua cidade, desapareceram, não suportaram entregar suas vidas para um ideal, quando os meios que lhes são oferecidos para servir são justamente os mesmo que servem para ceifar suas vidas.

De uma vez por todas se uniram, cansaram de observar meia dúzia de parasitas sugarem milhões de reais para realizar a manutenção de viaturas que nunca foram feitos, enquanto reuniam farelos de seus suados salários para consertá-las.

Seus corpos estão em hospitais, salas de cirurgias, UTI, caixões, o dos parasitas, provavelmente se regozijando em um alto cargo do Governo, cujos vencimentos são duramente pagos com nosso suor, lágrimas e sangue.

Somente o trauma coletivo gera união e nos parece que só a violência vai gerar a compreensão necessária à sociedade que os Policiais Militares dessa cidade não vão mais aceitar trabalhar de graça em escalas extras, não vão mais sair às ruas com viaturas sem condições, com coletes vencidos.

Nenhum PM dessa cidade vai aceitar trabalhar dezenas de anos e ter somente uma mísera promoção, com soldos sendo corrigidos pelo salário mínimo.

Bandidos levam 13 Rolex e joias em assalto a loja no ParkShopping Dois homens teriam invadido a loja, que fica no segundo piso. Um deles estaria usando o uniforme da PM

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A joalheria Pedrart foi assaltada por dois homens, um deles usando uniforme da Polícia Militar e o outro de camisa branca, dentro do ParkShopping, na manhã desta quinta-feira (5/5). O estabelecimento fica no segundo piso, perto da "Espaço Gourmet", onde ficam os restaurantes mais caros do centro comercial.

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 Parte da vitrine de relógios Rolex — cujo valor individual pode chegar a R$ 50 mil — teria sido levada pelos bandidos. Seriam aproximadamente 20 itens — 13 relógios e joias —. A dupla conseguiu fugir em um Hyundai i30.
Segundo um dos vendedores da Pedrart do ParkShopping, os funcionários ainda fazem cálculos do prejuízo. O 4º Batalhão de Polícia Militar, responsável pelo Guará, onde fica o shopping, foi acionado. Várias equipes foram até o local.

A assessoria de imprensa do ParkShopping informou que o centro comercial vai avaliar as imagens do assalto e disponibilizá-las à polícia. 

Reajuste de 12 carreiras do Executivo está fora do orçamento da Fazenda Há dúvida sobre a capacidade de pagamento do bônus de produtividade para auditores da Receita

Paula Rafiza/Esp.CB/D.A Press - 8/4/14

Prestes a ser afastada do cargo, a presidente Dilma Rousseff deixará uma coleção de problemas para o governo Michel Temer. Um dos mais espinhosos se refere às negociações de aumento salarial de 12 carreiras do Executivo — agentes, delegados e peritos da Polícia Federal; policiais rodoviários federais, analistas de infraestrutura, analistas técnicos de políticas sociais, peritos federais agrários do Incra, servidores do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e assistentes e oficiais de chancelaria e diplomatas — que ainda não foram concluídas e que não têm recursos orçamentários previstos. Segundo fontes do Ministério da Fazenda, não há espaço fiscal para os reajustes porque o rombo nas contas públicas deste ano já é estimado em R$ 100 bilhões.

No entanto, de acordo com a assessoria do Planejamento, existiria uma reserva de R$ 1 bilhão. Esses recursos fazem parte dos R$ 5,3 bilhões previstos no Orçamento deste ano para os reajustes — considerando a correção média dos acordos firmados até agora, de 27,9%, divididos em quatro anos, a partir de agosto próximo. Os problemas, no entanto, não param por aí. Há uma série de bombas fiscais que ultrapassam R$ 10 bilhões, incluindo benesses anunciadas por Dilma recentemente, como o reajuste da tabela do Imposto de Renda.


Outra questão que deixa técnicos da Fazenda preocupados é o acordo firmado com os funcionários da Receita Federal, que prevê o pagamento de um “bônus de produtividade” que custará R$ 5,4 bilhões ao Tesouro até 2018. Esse montante também não está previsto no Orçamento deste ano nem dos próximos. De acordo com o Planejamento, para cobrir essa despesa, será necessária a criação de um fundo, mas ainda não há previsão de quando isso ocorrerá nem se sabe ainda qual será a fonte dos recursos.

Cautela
Não à toa, especialistas avisam que o eventual governo Temer terá que negociar esses acordos com muita cautela. “É preciso cuidado para não se comprometer com algo que não  é possível de cumprir. A equipe que assumirá não sabe o exato tamanho do rombo fiscal, que deve ser muito maior do que o estimado pelo atual governo. Há muita despesa que não está sendo calculada, como a necessidade de aporte em estatais, por exemplo”, avisou a economista Monica de Bolle, pesquisadora do Peterson Institute for International Economics, em Washington
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