quarta-feira, 13 de abril de 2016

Secretário-geral da OEA: “Preocupa o processo contra Dilma, que não é acusada de nada”

Luis Almagro afirma que Dilma não responde por nenhum ato ilegal que justifique o impeachment

O secretário-geral da OEA, Luis Almagro, em Tegucigalpa em agosto de 2015.O secretário-geral da OEA, Luis Almagro, em Tegucigalpa em agosto de 2015. 
Luis Almagro (Uruguai, 1963) está prestes a completar um ano como secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA). Nesse período, seu objetivo foi levantar uma instituição que havia perdido peso no continente. O ponto fundamental para Almagro, ex-ministro das Relações Exteriores do Uruguai, passa por um aprofundamento democrático. Somente assim, afirma, os males da região como a violência, a desigualdade e a corrupção poderão ser combatidos.
Resposta. O Brasil tem instituições muito fortes que têm a capacidade para responder. Para nós o fundamental é a realização de um processo de impeachment de uma presidenta [Dilma Rousseff] que não é acusada de nada, não responde por nenhum ato ilegal. É algo que verdadeiramente nos preocupa, sobretudo porque vemos que entre os que podem acionar o processo de impeachment existem congressistas acusados e culpados. É o mundo ao contrário.Pergunta. Como o senhor vê a incerteza política no Brasil?
P. O senhor chegou com o objetivo de revitalizar a OEA. O que está fazendo para consegui-lo?
R. Existem algumas variáveis objetivas que indicam que há uma mudança e que a organização está mais envolvida nos assuntos regionais. Durante minha campanha para ser secretário-geral ouvia-se que era uma organização irrelevante. Sempre considerei isso injusto. E se olharmos com perspectiva, as queixas vêm agora pelo excesso de zelo profissional e de ação da OEA.
P. Como o senhor tentou reverter a situação?
R. A organização foi onde os problemas estão. Tiramos do papel os consensos aprovados por todos e passamos à ação. No momento de defender a democracia, assumimos responsabilidades, assim como na luta contra a corrupção e na defesa dos direitos humanos.
P. Qual é o principal desafio agora: corrupção, direitos humanos, desigualdade…?
R. Não podemos compartimenta-los. Fizemos estudos, nos quais levamos em consideração por volta de 10.000 variáveis, sobre os conceitos fundamentais de democracia. Sem democracia é impossível combater a corrupção, impossível conseguir condições de desenvolvimento, gerar direitos e eliminar as discriminações que ainda existem no continente.
P. O senhor criticou a atuação do Governo da Venezuela contra a Lei de Anistia aprovada no Parlamento, mas declarada anticonstitucional. O que espera que aconteça na Venezuela?
R. Nós gostaríamos que não existissem presos políticos na Venezuela, que os três poderes do Estado agissem para acabar com essa situação. Esperamos que ocorra um diálogo institucional mais fluido para a conquista de resultados concretos, especialmente pela difícil situação de desabastecimento sofrida pelo país. Todos nós devemos almejar isso. Os primeiros, os venezuelanos.
P. O que a OEA pode fazer?
R. Dar uma opinião muito clara sobre o funcionamento do sistema e procurar um diálogo entre as partes. Não mantemos uma neutralidade sobre a situação. A neutralidade moral não é possível quando existem presos políticos e a democracia não está funcionando.
P. O Governo de Maduro não parece disposto a ceder…
R. A história de nosso continente está infestada de casos piores. No Cone Sul foram superadas ditaduras ignominiosas e violações de direitos humanos e isso mudou. Mas muda com a voz e a atitude responsável da comunidade internacional.
P. E o povo venezuelano?
R. O povo venezuelano deve ser o primeiro a ser respeitado. Deve encontrar os caminhos adequados para se expressar e sua expressão deve ser respeitada. Os direitos essenciais, de saúde, alimentação, de ordem pública... precisam ser respeitados.
P. A publicação dos papéis do Panamá dinamita a confiança da população nas elites políticas e econômicas?
R. É possível ser rico e fazer política e ser pobre e fazer política. Os dois devem ter a mesma possibilidade. O importante é que, na política, o dinheiro não grude nas mãos. O problema é que muitos de nossos políticos têm cola e o dinheiro gruda em suas mãos. São fundos de evasão fiscal, de lavagem de dinheiro, e isso é dinheiro que pertence à população. É dinheiro retirado de planos de emergência, de planos sociais, de educação... Não deve existir margem de tolerância. É preciso ser muito duro, muito drástico com essas questões.
P. Mas os paraísos fiscais continuam existindo.
R. Os paraísos fiscais não devem mais existir. Os países precisam de desenvolvimento caminhando pela avenida principal, cumprindo com as regras do jogo, de transparência e de legalidade do sistema financeiro. O que acontece no cruel mundo de hoje é que os países competem por esses fundos. Os Estados Unidos têm Delaware. Do que estamos falando? Competem pelos fundos do narcotráfico. Estamos falando de 400 bilhões de dólares (1,4 trilhão de reais)... É um problema que temos e precisa ser resolvido.
P. Que análise o senhor faz do primeiro turno das eleições no Peru?
R. Eu espero que ocorra o fortalecimento institucional para que o Peru continue o desenvolvimento econômico e social.
P. O senhor acredita que o assassinato da ativista hondurenha Berta Cáceres será algum dia esclarecido?
R. Espero que seja logo esclarecido por Honduras, por sua população, por Berta. Que todos os elementos que obscurecem esse crime sejam esclarecidos. A impunidade no assassinato de indígenas no continente é um sinal de corrupção política muito forte.

Saída do PP do governo pode ser o "beijo da morte", diz colunista

Governo tem receio de perder o controle que ainda imaginava ter sobre o PR e o PSD
POLÍTICA PARTIDOHÁ 6 HORASPOR NOTÍCIAS AO MINUTO
O PP (Partido Progressista) decidiu deixar o governno nesta terça-feira (12). O blog de Josias de Souza, do UOL, destaca que o partido é campeão no ranking de ligados ao petrolão e que esta atitude pode significar o "beijo da morte" para o governo.
O PP contabilizou que dos 47 deputados da legenda, 37 informaram que estão fechados com o impedimento de Dilma. Nove gostariam de votar contra. Um se manteve em silêncio. O líder Aguinaldo Ribeiro, que era contrário a saída de Dilma, passou a costurar a unanimidade pró-impeachment.
Até mesmo os operadores políticos do governo avaliam que a saída pode arrastar para o lado da oposição os votos que faltavam para ultrapassar a marca dos 342 necessários à abertura do processo de impeachment.
O blog destaca que o governo tem receio de perder o controle que ainda imaginava ter sobre o PR do mensaleiro condenado Valdemar Costa Neto e o PSD do ministro Gilberto Kassab. Saltam do barco governista também legendas menores, como o PRB (22 deputados) e o PTN (13 deputados).
O que acontece agora com o governo Dilma é, de acordo com Josias de Souza, um fenômeno típico de governantes em fim de linha. Isso porque as bases dos partidos desautorizam os acordos fechados pela cúpula. Um exemplo é o PP, "os deputados do partido batem em retirada no instante em que Lula oferece aos dirigentes da legenda a pasta da Saúde e a presidência da Caixa Econômica Federal", refere o blog.
Esse "desapego" é consequência de dois fatores: o primeiro é que os políticos já não confiam em Dilma, e até duvidam que a presidente vá cumprir com o que promete se sobreviver ao impeachment. O segundo motivo, de acordo com o blog, é a voz do asfalto. Os deputados estariam dispostos a tudo, menos se indispor com o seu eleitor, destaca Souza.
Por Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira

Todo esse mar de lama de corrupção, enriquecimentos ilícitos, nos dar a certeza da putrefação da política já que não existe ideologia. Um mandato parlamentar concede ao mau político a fazer negociatas com o erário público de interesses pessoais, sem o mínimo interesse com os sérios problemas e dificuldades enfrentadas pela nação, se esquecendo de que a pátria não é um sistema, nem uma seita, nem um monopólio, nem uma forma de governo; é o céu, o solo, o povo, a tradição, a consciência, o lar, o berço dos filhos e o túmulo dos antepassados, a comunhão da lei, da língua e da liberdade. O voto no Brasil precisa deixar de ser obrigatório, pois a democracia séria e justa contempla esses benefícios a todos que não se identifiquem com as propostas de candidatos.

“Provérbios 12,34. A Justiça faz a grande a Nação, o pecado é a vergonha dos povos.”



"Lula faz parte da tropa que quer assaltar o país e que continua a assaltar o país”

Presença do Lula na articulação politica atual é duplamente estranha e duplamente perigosa para a nossa democracia é preciso ter a coragem de dizer que nenhuma economia se recompõe sem investimento público.

Fim do PT: Maioria no senado quer o afastamento de Dilma

Levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo mostra que já há 42 senadores favoráveis à abertura de processo por crime de responsabilidade contra a presidente Dilma Rousseff e 17 os que se declararam contrários. Dez parlamentares se disseram indecisos, 8 não quiseram responder e 4 não foram encontrados. Para que o processo seja admitido e aberto no Senado, são necessários 41 votos.
Com a abertura do processo – que será votado se a Câmara aprovar o relatório de Jovair Arantes (PTB-GO) -, Dilma seria afastada até ser julgada pelo Senado e o vice Michel Temer exerceria a Presidência provisoriamente.
Entre os senadores que se declararam indecisos há surpresas como Walter Pinheiro (BA), recém-saído do PT. Há três peemedebistas que disseram não ter posição: o ex-ministro Edison Lobão (MA), que é investigado na Lava Jato, e os paraibanos José Maranhão e Raimundo Lira. Cristóvão Buarque (PPS-DF) e João Capiberibe (PSB-AP) também estão indecisos. Ambos pertencem a partidos pró-impeachment.
Fernando Collor (PTC-AL) e Jader Barbalho (PMDB-PA) não quiseram responder. O peemedebista é pai do ministro Helder Barbalho, que permanece no comando da pasta de Portos. Jader havia se declarado na semana passada contrário ao afastamento.
Delator na Lava Jato e acusado de corrupção, o ex-petista Delcídio Amaral (MS) disse que votará pelo impeachment. Outra ex-petista pró-afastamento é Marta Suplicy (SP). Dois peemedebistas anunciaram voto a favor de Dilma e contra Temer chegar à Presidência: Roberto Requião (PR) e João Alberto (MA). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Por Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira

Todo esse mar de lama de corrupção, enriquecimentos ilícitos, nos dar a certeza da putrefação da política já que não existe ideologia. Um mandato parlamentar concede ao mau político a fazer negociatas com o erário público de interesses pessoais, sem o mínimo interesse com os sérios problemas e dificuldades enfrentadas pela nação, se esquecendo de que a pátria não é um sistema, nem uma seita, nem um monopólio, nem uma forma de governo; é o céu, o solo, o povo, a tradição, a consciência, o lar, o berço dos filhos e o túmulo dos antepassados, a comunhão da lei, da língua e da liberdade. O voto no Brasil precisa deixar de ser obrigatório, pois a democracia séria e justa contempla esses benefícios a todos que não se identifiquem com as propostas de candidatos.

“Provérbios 12,34. A Justiça faz a grande a Nação, o pecado é a vergonha dos povos.”



"Lula faz parte da tropa que quer assaltar o país e que continua a assaltar o país”

Presença do Lula na articulação politica atual é duplamente estranha e duplamente perigosa para a nossa democracia é preciso ter a coragem de dizer que nenhuma economia se recompõe sem investimento público.

Escândalo! Dilma pode decretar “estado de defesa” e dar um golpe no Brasil

O jornalista combativo, Reinaldo Azevedo, que atua na Revista Veja e na Rádio Jovem Pam de São Paulo, está denunciando mais uma insanidade do Governo Dilma que está sendo tratada nos corredores do poder em Brasília. Os assessores aloprados da presidente já teriam convencido a presidente a tomar uma atitude drástica que poderia lhe dar poderes especiais na iminência da petista ser impedida pela câmara federal e posteriormente pelo senado. O golpe que está sendo preparado, pelo menos na mente criminosa de petralhas assanhados e desesperados é a decretação do estado de defesa.
Confira a denúncia de Reinaldo Azevedo sobre o golpe que o PT está preparando para tentar ser manter no poder!
Prestes a perder a Presidência da República, parece que Dilma Rousseff pode também perder o juízo. E está com um problema grave: cerca-se de assessores que são piores do que ela própria, receita certa para o desastre, especialmente quando não se é, assim, um Schopenhauer da política, e as ideias são mais curtas do que o cabelo. O Palácio do Planalto — Dilma e seu entorno — passou a debater a ideia de decretar, pasmem!, estado de defesa contra o que chama “golpe”. A hipótese — que tanto eu como Demétrio Magnoli tratamos com ironia —, acreditem!, passou a ser debatida com a seriedade possível pelos “companheiros”.
E isso não é um falso alarme! Os feiticeiros estão operando!
É coisa de celerados. Mas atenção! Até esse “estado de defesa” seria um truque. Explicarei tudo. Antes, vamos ver em que ele consiste.
A medida, que é executada pelas Forças Armadas, está prevista no Artigo 136 da Constituição. Transcrevo trechos:
Art. 136. O Presidente da República pode, ouvidos o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional, decretar estado de defesa para preservar ou prontamente restabelecer, em locais restritos e determinados, a ordem pública ou a paz social ameaçadas por grave e iminente instabilidade institucional ou atingidas por calamidades de grandes proporções na natureza.”
Contam-se entre as medidas do estado de defesa:
restrições aos direitos de:
a) reunião, ainda que exercida no seio das associações;
b) sigilo de correspondência;
c) sigilo de comunicação telegráfica e telefônica;
E, ora vejam, podem se realizar prisões por crimes contra o estado, respeitadas algumas disposições.
Cumpre lembrar que, decretado o estado de defesa, o presidente tem 24 horas para submeter o ato, com a devida justificativa, ao Congresso, que deve examiná-lo em até dez dias. Se o decreto for recusado, fim de papo. Não há estado de defesa.
Então vamos ver
Hoje, enquanto escrevo, o governo avalia que vai perder a batalha do impeachment. Os petistas sabem que não será o Senado a segurar Dilma.
A presidente, seus assessores e o comando do PT querem dar verossimilhança à farsa que inventaram, segundo a qual está em curso um golpe no Brasil. Para tanto, é preciso fabricar o “fator militar”, que inexiste.
Fator militar
Falemos dele. As Forças Armadas já fizeram saber a quantos interlocutores buscaram a sua opinião que se manterão no estrito cumprimento da Constituição. Segundo o Artigo 142, elas se destinam “à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”.
Mas, para tanto, é preciso que a lei e a ordem — as da Constituição, não aquelas emanadas da vontade ou do chilique do governo de turno — estejam sob ameaça. E, obviamente, não é o caso.
Não será obedecida
Se Dilma chamasse hoje os militares para ir às ruas para reprimir brasileiros pacíficos, creio que eles não a obedeceriam, não é mesmo? Caso obedecessem, seria o Congresso a recusar o decreto. Em qualquer das duas hipóteses, a presidente ficaria falando sozinha.
E aí está o busílis. O PT decidiu que não vai apear do poder segundo, vamos dizer, a normalidade burocrática para o caso. É preciso criar um ritual traumático que caracterize, então, o golpe que nunca existiu. Se, para tanto, for preciso criar agitação nos quartéis, por que não?
E notem que essa perspectiva não se dá apenas na possibilidade de Dilma decretar o estado de defesa, mas de, eventualmente, o próprio Temer, na Presidência, precisar recorrer a tal instrumento se as esquerdas cumprirem a ameaça: ou não estão dizendo por aí que, se Dilma for deposta por impeachment, seu sucessor não governa?
O próprio advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, chamou o eventual governo Temer de “ilegítimo”. Afrontando a Constituição e a Lei da Improbidade Administrativa (8.429), Dilma chama o vice abertamente de golpista, dentro do Palácio do Planalto, cercada por seus acólitos.
Os que se alinham com a defesa da Constituição, do estado de direito e da democracia têm de repudiar de pronto essas armações.
Os petistas perderam completamente o juízo e agora investem no confronto para criar a mímica de um golpe que não existe nem existirá. E isso, sim, é golpismo escancarado.
Chegou a nossa vez de dizer aos petistas: “Não vai ter golpe”.

Ministros avaliam que batalha está perdida, diz jornal

A maioria dos partidos que abandonaram o governo para votar a favor do impeachment conversaram com o vice-presidente Michel Temer antes do abandonar o barco

POLÍTICA IMPEACHMENTHÁ 1 HORAPOR NOTÍCIAS AO MINUTO
De acordo com as análises feitas pelos ministros mais próximos da presidente Dilma Rousseff, o governo passa por seu pior momento. Segundo divulgado na coluna de Mônica Bérgamo da Folha de S. Paulo, nesta terça-feira (12), o núcleo mais próximo de Dilma teme que a batalha estaria virtualmente perdida.
Depois da debandada do PP, do PR e da maior parte do PSD, restaria ao governo fazer um corpo a corpo, deputado por deputado, no Congresso para conseguir os 23 votos que derrotariam o impeachment. A maioria dos partidos que abandoram o governo para votar a favor do impeachment conversaram com o vice-presidente Michel Temer antes do abandonar o barco.
A contagem realizada por governo e alguns cientistas políticos mostram, até agora, que Dilma contaria, supostamente, com no máximo 148 votos (8 do PSD, 3 do PSB, 17 do PR, 9 do PP, 5 do PTB, um do PFL, um do PEN, um do PT do B, dois da Rede, um do Pros, 6 do PTN, 2 do PHS, 10 do PC do B, 61 do PT, 6 do Psol e 15 do PDT). Faltariam 23 para barrar o impedimento.

Por Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira

Todo esse mar de lama de corrupção, enriquecimentos ilícitos, nos dar a certeza da putrefação da política já que não existe ideologia. Um mandato parlamentar concede ao mau político a fazer negociatas com o erário público de interesses pessoais, sem o mínimo interesse com os sérios problemas e dificuldades enfrentadas pela nação, se esquecendo de que a pátria não é um sistema, nem uma seita, nem um monopólio, nem uma forma de governo; é o céu, o solo, o povo, a tradição, a consciência, o lar, o berço dos filhos e o túmulo dos antepassados, a comunhão da lei, da língua e da liberdade. O voto no Brasil precisa deixar de ser obrigatório, pois a democracia séria e justa contempla esses benefícios a todos que não se identifiquem com as propostas de candidatos.

“Provérbios 12,34. A Justiça faz a grande a Nação, o pecado é a vergonha dos povos.”



Sem repasse da Saúde, vacina contra gripe H1N1 fica para o dia 25 Campanha poderia começar antes, mas Ministério não enviou 130 mil doses para que ocorresse em 18 de abril

 postado em 13/04/2016 06:05 / atualizado em 13/04/2016 07:55
Antonio Cunha/CB/D.A Press
 
 
O medo da gripe H1N1 causou uma corrida aos laboratórios particulares e promete intensificar a adesão à campanha de vacinação na rede pública. Com 162,9 mil doses disponíveis e 25% do estoque abastecido do imunobiológico, a Secretaria de Saúde marcou para o dia 25 a vacinação contra a gripe — cinco dias antes da campanha nacional. A ideia inicial do Executivo local era antecipar para a segunda-feira, 18 de abril, caso a pasta recebesse outras 130 mil doses ontem, mas o repasse do Ministério da Saúde não ocorreu.

Somente após o feriado do aniversário de Brasília, o Sistema de Controle de Estoque da Secretaria de Saúde deve entregar para as 15 regionais de saúde lotes do insumo. A pasta concluiu em 1º de abril o planejamento que administra a quantidade de vacina a ser disponibilizada para cada cidade, de acordo com o tamanho da população a ser imunizada, e a estrutura dos postos de saúde que vão participar da campanha de vacinação.

Antonio Cunha/CB/D.A Press
“Por ser um produto termo-volátil, as doses saem em caixas de isopor com gelo reciclável e devem ser mantidas entre 2ºC e 8ºC. Não podemos correr o risco de perder nenhuma dose neste momento”, esclarece Tereza Luiza de Souza Pereira, chefe do Núcleo de Rede de Frio, da Gerência de vigilância epidemiológica e imunização. Atualmente, as doses estão guardadas nas geladeiras da secretaria, no Setor de Indústria e Abastecimento. Cada regional sinalizou, na semana passada, a quantidade necessária para iniciar a imunização e vai  prestar contas a cada sete dias para que não haja problemas de estoque. O Ministério da Saúde não comentou a situação.

Público-alvo
A meta do Executivo local é vacinar 33 mil gestantes e 183 mil crianças na primeira fase de imunização. Ao todo, a pasta pretende atingir cerca de 650 mil pessoas — de um grupo que inclui idosos acima de 65 anos, mulheres com até 45 dias após o parto, profissionais de Saúde, doentes crônicos e presidiários. Esses pacientes devem receber a injeção no fim do mês. A vacina protege contra três tipos da doença: H1N1, H3N2 e influenza B — caso mais grave da infecção (leia Alerta).

A diretora de Vigilância epidemiológica, Cristina Segatto, explica que a quantidade de vacina disponível na pasta é suficiente para iniciar o processo de forma que não haja interrupções na imunização. Os dois grupos selecionados para começar a receber as doses estão  ligadas à letalidade do vírus em pacientes com esse perfil. “Estão previstos outros cinco repasses”, disse. A expectativa é que pelo menos metade das 650 mil doses tenham chegado ao DF.

Política no Brasil está mais para 'Walking Dead' do que 'House of Cards', diz 'FT'

Image copyrightZeca Ribeiro Camara dos Deputados
Image captionDeputados na sessão que aprovou o parecer que recomenda abertura de impeachment; para jornalista, descrédito da classe política lembra série que acompanha saga de sobreviventes a um 'apocalipse zumbi'
O enredo da atual crise política no Brasil já foi muito comparado à série americana de ficção House of Cards, pelo teor de intrigas e reviravoltas na trama.
Mas o agravamento da crise está tornando esse roteiro mais parecido com o da série de TV The Walking Dead, uma história de zumbis, avalia o correspondente do jornal britânico Financial Times no Brasil, Joe Leahy.
"Pelo seu envolvimento em corrupção, ou apenas pelo oportunismo cínico, os principais atores políticos do Brasil estão rapidamente perdendo legitimidade aos olhos de um eleitorado cansado", escreve Leahy em coluna na edição do jornal desta terça-feira.
Para Leary, "mais e mais brasileiros" estão dispostos a aderir a um movimento "fora todos", pela saída da presidente Dilma Rousseff e de todo o Congresso por meio de novas eleições.
Ele cita a alta frequência de protestos no país nos últimos meses - e a polarização entre o verde-amarelo do pró-impeachment e o vermelho do "não vai ter golpe" -, mas identifica o "fora todos" como "novo tipo de manifestação".
Menciona como exemplo um ato que reuniu 5 mil pessoas em São Paulo no último dia 1º, identificado pelos organizadores como "apartidário e contra a corrupção" - o protesto teve apoio do PSTU e da central sindical Conlutas.
Image copyrightDivulgacao
Image captionCenas das séries The Walking Dead e House of Cards: cena política brasileira vai de intrigas e reviravoltas a provável história de zumbis, diz correspondente
"A crescente natureza bizantina de uma batalha pelo impeachment de Rousseff significa que mais e mais brasileiros estão inclinados a se render ao desgosto e se unir ao movimento fora todos", diz Leahy.

Corrupção

O jornalista cita os problemas de Dilma - "profundamente impopular, presidindo a pior recessão em um século e com seu partido acusado de corrupção desenfreada" - e a acusação de manipulação de contas públicas que sustenta o atual processo de impeachment.
Menciona o recente desembarque do PMDB do governo "em preparação para o impeachment", mas diz que o partido está envolvido "até as orelhas" em denúncias de corrupção da Operação Lava Jato, que apura, entre outros, crimes na Petrobras.
Leahy diz que "pesos pesados" do PMDB, como os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha, e do Senado, Renan Calheiros, estão sob investigação de corrupção, e conclui que isso "tira certa legitimidade do impeachment". "Pois muitos analistas acreditam que (eles) queiram assumir o poder de forma a protegê-los das acusações."
Image copyrightMidia Ninja
Image captionAto contra o impeachment no Rio de Janeiro teve participação do ex-presidente Lula e artistas como Chico Buarque, Beth Carvalho e Gregório Duvivier
O correspondente afirma que o vice-presidente, Michel Temer (PMDB), até agora "tem estado fora de investigações de corrupção", mas também é alvo de um pedido de impeachment.
"Com todos sofrendo impeachment ou implicados em corrupção, o movimento Fora Todos está ganhando terreno", afirma ele, citando a defesa recente de novas eleições pela ex-candidata à Presidência Marina Silva (Rede).
Mas essa saída da "limpeza geral" é improvável, avalia Leary, porque não há uma alternativa constitucional para isso, a não ser que Dilma e Temer sofram impeachment, renunciem ou a chapa seja cassada pela Justiça Eleitoral. "Com ambos (Dilma e Temer) não mostrando sinais de querer o afastamento, é improvável que o impasse se resolva logo."
"Enquanto isso, os políticos 'zumbis' de Brasília ameaçam tornar um país que já esteve entre as histórias globais mais vibrantes de crescimento em uma economia zumbi do mundo emergente", diz.