sexta-feira, 8 de abril de 2016

Lewandowski diz a governistas que priorizará ações sobre impeachment Deputados de PT e PCdoB listaram 'irregularidades' em trâmite na Câmara. Presidente de comissão disse estar 'confiante' em regularidade do processo.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, afirmou nesta sexta-feira (8), em reunião com deputados governistas, que eventuais ações que chegarem à Corte questionando etapas do processo de impeachment terão prioridade na pauta de julgamentos. No encontro, os parlamentares narraram supostas "irregularidades" no trâmite.
Foram ao STF os deputados Wadih Damous (PT-RJ), Jandira Feghali (PC do B-RJ), Paulo Teixeira (PT-SP) e Afonso Florence (PT-BA). Nenhum deles adiantou se e quando poderá efetivamente apresentar uma ação no STF.
"Evidentemente, como é um procedimento que ocorre no Congresso Nacional, primeiramente na Câmara e eventualmente no Senado, que causa uma apreensão para a sociedade, qualquer processo que ingressar a respeito desse tema no Supremo Tribunal Federal terá prioridade que merece, em função evidentemente do momento que se vive hoje no Brasil", afirmou o ministro.
"É um momento que o Brasil vive importante e a sociedade quer superar esse problema o mais rapidamente possível", completou depois.

Na reunião, aberta à imprensa, os deputados relataram que um advogado da União não pôde se manifestar durante leitura do relatório que recomendou a abertura do processo, nesta quinta.
Também disseram que fatos não relacionados na denúncia original foram colocados em debate durante a análise das acusações. Outra reclamaração se refere à possibilidade de suplente de partido diferente do titular da comissão, mas do mesmo bloco, participar da votação do relatório, na próxima segunda (11).
"A lei é clara, a eleição é por partido, não é por bloco. Então o suplente não pode ser por bloco, porque pode anular a representação do partido", alertou Feghali. "Pode alterar o resultado", completou Damous.

Uma preocupação futura é a convocação da eleição no plenário -- última palavra da Câmara sobre o caso, que autoriza o processo pelo Senado -- ser realizada no dia 17, um domingo. Para Feghali, há risco de "conflagração".
Os deputados também querem contestar a ordem de votação, começando dos estados do Sul e terminando com os deputados do Norte.
Para os governistas, essa ordem presssiona os deputados do Norte e Nordeste ao "voto útil", contrário a Dilma, se for expressiva a votação pró-impeachment entre parlamentares do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, como previsto.
Ao final da reunião, Lewandowski esclareceu que o STF poderá se manifestar somente quanto ao rito. "Se houver lesão nesse sentido, ao direito de defesa, nós vamos examinar e dar a resposta adequada", afirmou.
Nesta quinta, após reunião com Lewandowski, o presidente da comissão especial do impeachment, deputado Rogério Rosso (PSD-DF), afirmou que está "confiante" na legalidade dos trabalhos de análise e que não houve irregularidade na sessão em que o relatório foi apresentado.

Empresa de fachada recebeu comissões milionárias da Petrobras116 Fernando Rodrigues 08/04/2016 03:00

Offshore gerida pela Mossack pertencia a Robalinho de Barros
Ele trabalhou no governo Itamar e com senador do DEM
Robalinho desconhece offshore e nega relação com Petrobras
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Plataforma da Petrobras próxima a Vitória (ES)
Documentos da firma panamenha Mossack Fonseca mostram que a Petrobras pagou comissões milionárias em operações com petróleo a uma empresa sem sede própria, funcionários ou site. As comissões foram pagas por meio de uma conta bancária na Suíça.
Oil & Gas Venture Capital Corp tem como diretores 2 funcionários da Mossack Fonseca. Esse é um serviço oferecido pela firma panamenha. Documentos indicam que a offshore pertenceu a Frederico José Otaviano Robalinho de Barros.
Robalinho chefiou a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Indústria durante o governo Itamar Franco. Também foi assessor do ex-presidente do TCU José Jorge.
ENDEREÇO SUSPEITO
A De Castro Street é uma pequena rua de apenas um quarteirão à beira do paradisíaco mar do Caribe que banha Tortola, a maior das Ilhas Virgens Britânicas.
Ali, em um prédio baixo que passaria despercebido pelos turistas que anualmente lotam a ilha, fica a sede de centenas de empresas de fachada criadas pelo escritório local da Mossack Fonseca. No rol de clientes estão desde bancos acusados de financiar desenvolvimento de armas de destruição em massa até pequenas empresas-fantasma familiares criadas para evitar o pagamento de impostos de herança.
Entre elas, destaca-se uma pequena empresa de consultoria, chamada Oil & Gas Venture Capital Corp. O que a torna especial é o que passou por suas contas bancárias na Suíça: o equivalente a mais de R$ 1 milhão em comissões suspeitas por intermediar a venda de óleo da Petrobras.
A Oil & Gas é uma empresa que parece existir apenas no papel. Além de ser registrada em um endereço de fachada, a companhia não possui site na internet nem em nenhuma rede social. Seu atual dono, segundo os documentos da Mossack Fonseca, é uma fundação registrada na Suíça que é usada como proprietária fictícia para mais de uma centena de empresas registradas em paraísos fiscais.
Seu quadro de direção também é fictício: são 2 funcionários da própria Mossack Fonseca, que oferece esse serviço por uma taxa extra. A estratégia aumenta o anonimato das offshores agenciadas pela firma panamenha.
Mas nada disso foi impedimento para que a Oil & Gas assinasse ao menos 3 contratos e recebesse por pelo menos 1 deles por intermediar negócios de compra e venda de petróleo da Petrobras por empresas estrangeiras.
A série Panama Papers, que começou a ser publicada no domingo (3.abr.2016), é uma iniciativa do ICIJ (Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos), organização sem fins lucrativos e com sede em Washington, nos EUA. Os dados foram obtidos pelo jornal Süddeutsche Zeitung. O material está em investigação há cerca de 1 ano. Participam desse trabalho com exclusividade no Brasil o UOL, o jornal “O Estado de S.Paulo” e a RedeTV!.
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Documento de transferência de ações da Oil & Gas, com a assinatura de Robalinho
Por esse serviço, a offshore recebia um porcentual do valor total negociado – uma “taxa de sucesso'' para cada acordo assinado entre a Petrobras e seus compradores.
No total, segundo os documentos, a empresa recebeu ao menos US$ 260 mil (ou cerca de R$ 1 milhão, em valores atuais) por intermediar a venda de petróleo e derivados da Petrobras, tudo depositado diretamente nas contas da empresa em 2 bancos suíços, o UBS e o Landolt & Cie.
Mas quem está por trás desses negócios? Os arquivos da Mossack apontam para um nome: Frederico José Otaviano Robalinho de Barros, uma figura discreta, desconhecida do noticiário, mas que há décadas transita com destreza no mundo das empresas de energia e da política brasileira.
Ele aparece como único proprietário da Oil & Gas de 2004 até 2009, ano em que aSCH Foundation assume a empresa. Há sua assinatura em diversos documentos relacionados à companhia –como, por exemplo, no documento que faz da Mossack Fonseca a agente registrada para representar a Oil & Gas perante as autoridades das Ilhas Virgens.
Além disso, ele era o dono da empresa no papel quando o primeiro dos 3 contratos foi assinado. Depois da mudança de donos, o advogado que trocava os e-mails com a Mossack em seu nome continua o mesmo.
De tradicional família pernambucana, Robalinho de Barros começou sua carreira pública federal em 1993, quando foi nomeado secretário de Comércio Exterior pelo então ministro da Indústria, o banqueiro José Eduardo de Andrade Vieira, na gestão de Itamar Franco.
Exonerado em 1995, menos de 1 mês após o término do mandato do ex-presidente, ele voltou ao serviço público ao assumir em 1999 o cargo de assessor parlamentar do então senador José Jorge (PFL-PE), seu conterrâneo, ex-presidente do Conselho de Administração da Petrobras na gestão Fernando Henrique Cardoso e recém-aposentado ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). O PFL é o antigo nome do atual DEM.
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Certificado de ações no nome de Robalinho de Barros
Sua nomeação se deu por meio de ato secreto assinado pelo ex-diretor geral da Casa Agaciel Maia e só se tornou pública depois que o escândalo foi revelado pelo jornal “O Estado de S. Paulo”, uma década depois.
Durante esse mesmo período, Robalinho de Barros dava passos também no mercado de energia nacional. Enquanto era assessor de José Jorge no Senado, o pernambucano também dirigia uma empresa de consultoria com o seu próprio nome.
Suas pretensões eram grandes. Ainda em 1999, chegou a participar de um consórcio contratado pelo então governador de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos (PMDB), para realizar os primeiros estudos de viabilidade técnica da Refinaria de Abreu e Lima, que se tornou uma das obras mais caras e polêmicas da história da Petrobras.
Nos anos seguintes, já fora do Legislativo, foi diretor e presidente de diversas empresas sucroalcoleiras de médio porte, como a Brazil Ethanol Leão, e, mais recentemente, do grupo Delta Crescent.
OS CONTRATOS DE ROBALINHO
As relações do empresário com a Petrobras, porém, permaneciam desconhecidas. O primeiro contrato, assinado quando Robalinho de Barros ainda aparecia nominalmente à frente da empresa, foi fechado com uma empresa chamada Helix Oil International no dia 6 de abril de 2009. O negócio envolvia a venda de 2 milhões de barris de óleo cru Marlim mensais para serem entregues no porto de Xangai.
Para cada barril vendido, a Oil & Gas ganharia US$ 0,40 (ou R$ 1,50) que deveriam ser depositados em uma conta do UBS 5 dias bancários após a entrega. Uma entrega mensal, portanto, deveria render cerca de R$ 3 milhões para a offshore, mas não há recibos desse contrato nos documentos da MF aos quais a reportagem teve acesso.
O acordo em questão está no meio dos Panama Papers simplesmente porque os diretores da empresa no papel eram funcionários da Mossack. Assim, cada acordo que exigia a anuência expressa dos diretores tinha que passar pelos e-mails da firma panamenha, mesmo que o dinheiro nem sequer circulasse pelo Panamá, indo direto à Suíça.
É pela mesma razão que aparece nos documentos da Mossack outro contrato, desta vez assinado com uma empresa de Cingapura chamada Gemoil, especializada no refino de petróleo bruto.
Nesse documento, a contratação da Oil & Gas para intermediar a assinatura de acordos futuros com a Petrobras para a compra de petróleo é justificada devido à sua “vasta experiência e expertise no campo de energia, investimentos e consultoria estratégica'' .
Segundo o acordo, a offshore deveria estabelecer “as relações estratégicas, técnicas e instituições no Brasil com o objetivo de aprovar um acordo comercial de longo prazo entre a Petrobras e a Gemoil'', além de “ajudar no relacionamento com o governo''.
O preço para esse serviço seria de 15% do lucro auferido pela empresa de Cingapura, por um prazo de 10 anos. Há também uma cláusula de confidencialidade no contrato, assinado em julho de 2011.
Já os recibos bancários que foram anexados nas trocas de e-mails dos funcionários da Mossack Fonseca dizem respeito a um terceiro contrato, firmado com a EGR Consultants em abril de 2011. A empresa ficaria com 25% do lucro de cada contrato de venda de petróleo e derivados assinado pela Petrobras com compradoras estrangeiras.
Há 6 recibos decorrentes desse contrato, todos de maio a novembro daquele mesmo ano. O maior, de julho, se refere a 1 depósito de US$ 64,1 mil dólares na conta da Oil & Gas na Suíça, uma taxa de comissão pela venda de 305 mil barris de petróleo da estatal brasileira para a JP Morgan VEC.
No total, foram mais de 1,5 milhão de barris em que a offshore recebeu comissão por participar como intermediária.
OUTRO LADO
Procurado pela reportagem, Robalinho de Barros negou a existência dos negócios narrados acima. “Não existe isso. Pode mandar verificar que não existe isso. Meu Deus do céu, eu nunca fiz negócio com a Petrobras, que história é essa?'', disse, por telefone.
Ao ser questionado sobre a existência dos documentos que ligavam a Oil & Gas ao seu nome, o empresário afirmou que não tinha interesse em vê-los e não forneceu e-mail para que eles pudessem ser enviados. “Não posso nem falar porque esse assunto não cabe a mim.''
A Petrobras, por sua vez, afirmou que nunca teve contrato de intermediação para a venda de petróleo com a Oil & Gas Venture Capital Corp. A estatal informou que não há intermediários nas vendas de petróleo pois “acessa diretamente os seus clientes através de estrutura comercial própria instalada nos principais mercados onde esta commodity é negociada''.
Segundo a empresa, não há registros de venda de petróleo para as empresas ERG Consultants, Helix Oil e Gemoil no período mencionado. Em relação a essas duas últimas empresa, houve apenas propostas para compras em 2009 e 2011, mas as negociações comerciais não evoluíram. A Petrobras, no entanto, confirmou a venda de óleo combustível para a JP Morgan VEC , que coincide com o período citado.
O ex-senador José Jorge, por telefone, afirmou inicialmente que Robalinho era seu amigo, mas que não tinha trabalhado em seu gabinete. “Ele nunca trabalhou comigo não, que eu lembre. Ele é meu colega, há muitos anos, a gente estudou engenharia juntos''.
Depois, por e-mail, disse que convidou-o “para exercer o cargo de assessor técnico no gabinete no Senado'' em 1999, posto que ocupou até 2001. José Jorge negou que a nomeação tenha sido publicada por meio de ato secreto, apesar de ela não aparecer no Diário do Senado Federal na data indicada.
O ex-ministro do TCU informou que não sabia que Robalinho tinha uma empresa de consultoria no mesmo período nem que a Oil & Gas recebeu comissões por intermediar contratos da Petrobras.



Por Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira

Qual o tipo de cidadão que queremos em nossa sociedade? Qual história que vamos preservar tendo o Estado como Ladrão de comida de crianças carentes?

Todo esse mar de lama de corrupção, enriquecimentos ilícitos, nos dar a certeza da putrefação da política já que não existe ideologia. Um mandato parlamentar concede ao mau político a fazer negociatas com o erário público de interesses pessoais, sem o mínimo interesse com os sérios problemas e dificuldades enfrentadas pela nação, se esquecendo de que a pátria não é um sistema, nem uma seita, nem um monopólio, nem uma forma de governo; é o céu, o solo, o povo, a tradição, a consciência, o lar, o berço dos filhos e o túmulo dos antepassados, a comunhão da lei, da língua e da liberdade. O voto no Brasil precisa deixar de ser obrigatório, pois a democracia séria e justa contempla esses benefícios a todos que não se identifiquem com as propostas de candidatos.


“Provérbios 12,34. A Justiça faz a grande a Nação, o pecado é a vergonha dos povos.”

Cunha ameaça acolher pedidos de impeachment, caso Dilma vença

Vingativo e fugindo de seus próprios processos no Supremo, Cunha ameaça a presidente com outros pedidos de impeachment, caso ela vença
POLÍTICA VINGATIVOHÁ 1 HORAPOR NOTÍCIAS AO MINUTO
Caso a presidente Dilma Rousseff vença o pedido de impeachment em tramitação na Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) ameaçou acolher, a partir do dia seguinte à votação em plenário, os nove requerimentos pela deposição da petista que ainda aguardam decisão em sua mesa.
De acordo com informações da coluna Painel da Folha de S. Paulo, aliados dizem que o presidente da Casa pode usar a determinação recente do Supremo, que o obrigaria a instalar comissões especiais, para reverter os 48 arquivamentos já ordenados anteriormente.
Segundo a coluna, o presidente da câmara, que também é réu no STF, tem aberto sua casa para comemorar aniversários na quinta à noite, e estimular o quorum na sessão de sexta. Na semana passada, assopraram velinhas para Maurício Quintela (PR-AL). Ontem, para Lucas Vergilio (SDD-GO).
Enquanto isso, o PT entrou na primeira leva de seis partidos que já indicaram seus nomes para compor a comissão de impeachment de Michel Temer. As outras 23 siglas, no entanto, ainda não apresentaram seus integrantes.



Por Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira

Qual o tipo de cidadão que queremos em nossa sociedade? Qual história que vamos preservar tendo o Estado como Ladrão de comida de crianças carentes?

Todo esse mar de lama de corrupção, enriquecimentos ilícitos, nos dar a certeza da putrefação da política já que não existe ideologia. Um mandato parlamentar concede ao mau político a fazer negociatas com o erário público de interesses pessoais, sem o mínimo interesse com os sérios problemas e dificuldades enfrentadas pela nação, se esquecendo de que a pátria não é um sistema, nem uma seita, nem um monopólio, nem uma forma de governo; é o céu, o solo, o povo, a tradição, a consciência, o lar, o berço dos filhos e o túmulo dos antepassados, a comunhão da lei, da língua e da liberdade. O voto no Brasil precisa deixar de ser obrigatório, pois a democracia séria e justa contempla esses benefícios a todos que não se identifiquem com as propostas de candidatos.


“Provérbios 12,34. A Justiça faz a grande a Nação, o pecado é a vergonha dos povos.”

Empreiteira diz ter pago propina em campanha de 2014. Dilma reage

Segundo 'Folha', presidente da Andrade Gutierrez delatou que 10 milhões doados seriam fruto de acordo

A presidenta Dilma Rousseff.
A presidenta Dilma Rousseff.  REUTERS

Gil Alessi

A campanha para a reeleição da presidenta Dilma Rousseff (PT) em 2014 teria recebido doações de 10 milhões de reais da construtora Andrade Gutierrez, fruto de propina de obras superfaturadas da Petrobras e do setor elétrico. A informação, divulgada nesta quinta-feira pelo jornal Folha de S.Paulo, tem como base o vazamento de parte da delação premiada de Otávio Marques de Azevedo, presidente afastado da empreiteira, feita em fevereiro aos procuradores da Operação Lava Jato. Azevedo é mantido em regime de prisão domiciliar desde fevereiro, após ficar detido por quase oito meses em Curitiba.

De acordo com a reportagem, dos 20 milhões de reais repassados para o comitê da mandatária, metade seria referente a contratos obtidos pela construtora nas obras do Complexo Petroquímico do Rio (Comperj), a usina nuclear de Angra 3 e a hidrelétrica de Belo Monte. O conteúdo do depoimento foi homologado nesta terça-feira pelo Supremo Tribunal Federal. Para embasar suas afirmações, o delator teria entregue às autoridades uma planilha com dados que abrangem também as eleições de 2010 e 2012. A Andrade Gutierrez é a segunda maior empreiteira do país, atrás apenas da Odebrecht, também implicada na Lava Jato.

O PT sempre alegou que todo o valor recebido nas eleições de 2014 foi devidamente declarado à Justiça Eleitoral – de fato, os 20 milhões de reais mencionados por Azevedo constam nos registros do órgão. No entanto, o suposto depoimento do empreiteiro à Justiça reaviva o debate sobre quais doações são consideradas pela Justiça legais e quais não são, além de levantar questões sobre a seletividade dos vazamentos (e das delações), que costumam atingir geralmente o PT e seus partidos aliados. Como a íntegra da delação ainda não foi divulgada, é impossível saber se outras legendas também receberam doações da empresa como contrapartida por contratos e fruto de dinheiro de propina.

Em 2014 a Andrade Gutierrez também doou 24,1 milhões de reais ao PSDB. Desta quantia, aproximadamente 20,2 milhões abastecerem os cofres da campanha do senador Aécio Neves (PSDB-MG), candidato derrotado no último pleito. Mas os tucanos não são o único partido de oposição a receber da empresa: o PSB contou com 2,5 milhões da empreiteira e o DEM 1,3 milhão. O PMDB, do vice-presidente Michel Temer, recebeu 11,4 milhões de reais.

Havia a expectativa, por parte de integrantes do PT, que a delação de Azevedo fosse ampliar o escopo das investigações, e comprometer diretamente o PSDB. Em entrevista concedida à Folha no início de março o ex-chefe de gabinete da presidência Gilberto Carvalho chegou a dizer que “todo mundo sabe que a Andrade Gutierrez é a casa do senhor Aécio Neves, é quem banca Aécio Neves”. Ele chamava a atenção para o fato de que  “se a delação da Andrade Gutierrez for direcionada apenas contra o PT, esse escândalo vai ser insuportável, porque vai ser a confissão final de que a Lava Jato é dirigida contra o PT”. O tucano reagiu dizendo que o PT, “acuado como está, alvo de tantas denúncias, passou a atacar os adversários”.

As informações prestadas por Azevedo, caso sejam comprovadas, podem dar força ao processo de cassação da chapa Dilma-Temer que tramita no Tribunal Superior Eleitoral, uma vez que, caso comprovadas, as acusações seriam um dos indícios mais consistentes de que ambos se beneficiaram dos desvios na Petrobras. De qualquer forma, a análise do caso na Corte levará pelo menos um ano, de acordo com o ministro Gilmar Mendes, que assume a presidência do TSE em maio.

Em pronunciamento nesta terça, a presidenta não se referiu diretamente ao caso, mas criticou o que considera serem vazamentos seletivos. "A legislação vigente proíbe vazamentos que hoje constituem vazamentos premeditados, direcionados, com o claro objetivo de criar ambiente propício ao golpe", disse a mandatária. Dilma disse que irá pedir ao ministro da Justiça, Eugênio Aragão, que tome as medidas cabíveis para evitar novos episódios como este.

Além de Azevedo, 11 executivos prestaram depoimento às autoridades no âmbito da Lava Jato. Entre as obras listadas por eles onde teria havido pagamento de propina estão estádios da Copa do Mundo de 2014: o Maracanã, no Rio de Janeiro, o Mané Garrincha, em Brasília e a Arena Amazônia, em Manaus. Ainda não se sabe se os Governos estaduais, que arcaram com parte dos custos destes empreendimentos também receberam recursos ilegais da empresa.

O ministro da Comunicação Social e tesoureiro da campanha de Dilma em 2014, Edinho Silva, questionou o que considera uma parcialidade dos vazamento. "A pergunta que não cala é: por que as doações para a candidatura adversária, que foram superiores à nossa, não são questionadas e as nossas são, sendo que todas saíram do mesmo caixa e, ambas, estão declaradas ao TSE?", indagou por meio de nota. O coordenador jurídico da campanha de Dilma em 2014, Flávio Caetano, disse também, por meio de nota, que “em nenhum momento, nos diálogos mantidos com o tesoureiro da campanha sobre doações eleitorais, o representante da Andrade Gutierrez mencionou obras ou contratos da referida empresa com o governo federal".

Após firmar um acordo de leniência com as autoridades, a Andrade Gutierrez se comprometeu a pagar uma indenização de 1 bilhão de reais e alterar suas práticas de negócio com o setor público.

Campanha de 2010

Os executivos da empreiteira também teriam revelado aos procuradores que as companhias responsáveis pela obra da hidrelétrica de Belo Monte pagaram propinas de 150 milhões de reais, valor correspondente a 1% do valor dos contratos firmados. O dinheiro foi dividido entre PT e PMDB, e pago via doações legais aos dois partidos nas eleições de 2010, 2012 e 2014. O ex-ministro Antonio Palocci (PT) seria um dos responsáveis por arquitetar o esquema de propinas, de acordo com os delatores.

O petista negou participação em qualquer negociação envolvendo a construção da usina, bem como a captação de recursos para a campanha de Dilma em 2010. Em nota à rede Globo, a defesa de Palocci disse ter causado estranheza o suposto conteúdo das delações que menciona um pedido de doação para a eleição de 2010 envolvendo um consórcio contratado em fevereiro de 2011, e cujas obras começaram no segundo semestre daquele ano.



Por Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira

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“Provérbios 12,34. A Justiça faz a grande a Nação, o pecado é a vergonha dos povos.”

Fundador do PSDB tem ligação com offshore usada para corrupção

Além de ser um dos caciques do partido, Marinho foi braço direito do ex-governador de São Paulo Mário Covas




POLÍTICA TUCANOHÁ 5 MINSPOR NOTÍCIAS AO MINUTO

Robson Marinho, um dos fundadores do PSDB, aparece nos documentos vazados da empresa panamenha Mossack Fonseca, no caso que ficou conhecido como Panama Papers, como tendo ligações com a empresa offshore Higgins Finance. Um total de 152 e-mails ligam a empresa ao conselheiro, que foi afastado no ano passado do Tribunal de Contas do Estado (TCE), segundo o Huffington Post.

Além de ser um dos caciques do partido, Marinho foi braço direito do ex-governador de São Paulo Mário Covas. Segundo o Ministério Público (MP-SP), o conselheiro foi afastado em agosto de 2015 por suspeita de ter recebido cerca de US$ 3 milhões da Alstom para que o aditivo X, do contrato Gisel, fosse acrescentado no contrato com a Eletropaulo. Durante as investigações, Marinho negou qualquer envolvimento com irregularidades ou que tivesse contas na Suíça. Procurado pelo UOL, o advogado de defesa de Marinho não quis comentar o assunto.


Por Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira

Qual o tipo de cidadão que queremos em nossa sociedade? Qual história que vamos preservar tendo o Estado como Ladrão de comida de crianças carentes?

Todo esse mar de lama de corrupção, enriquecimentos ilícitos, nos dar a certeza da putrefação da política já que não existe ideologia. Um mandato parlamentar concede ao mau político a fazer negociatas com o erário público de interesses pessoais, sem o mínimo interesse com os sérios problemas e dificuldades enfrentadas pela nação, se esquecendo de que a pátria não é um sistema, nem uma seita, nem um monopólio, nem uma forma de governo; é o céu, o solo, o povo, a tradição, a consciência, o lar, o berço dos filhos e o túmulo dos antepassados, a comunhão da lei, da língua e da liberdade. O voto no Brasil precisa deixar de ser obrigatório, pois a democracia séria e justa contempla esses benefícios a todos que não se identifiquem com as propostas de candidatos.


“Provérbios 12,34. A Justiça faz a grande a Nação, o pecado é a vergonha dos povos.”


Escândalo da merenda cresce, implica aliado de Alckmin e reacende mobilização estudantil

Caso aliado à repressão da Polícia Militar, condenada por CIDH, fazem secundaristas voltarem às ruas
Ato contra a máfia da merenda na quarta-feira.
Marina Rossi
No final do ano passado, a oposição ao projeto de reorganização escolar do Governo Alckmin (PSDB) fez com que os secundaristas de São Paulo protagonizassem o mais importante movimento estudantil dos últimos anos. No auge das mobilizações, mais de 200 escolas foram ocupadas e milhares de estudantes foram às ruas contra o projeto que fecharia ao menos 92 colégios e forçaria a transferência de mais de 300.000 — e venceram. Agora, seis meses depois, elementos desse quadro podem ser o combustível para uma nova onda de manifestações. Os estudantes mantêm a organização e agora voltam suas energias para protestar por temas relacionados: o escândalo de desvios de verba na compra da merenda da rede estadual, em que estão acusados aliados do governador Geraldo Alckmin (PSDB), e o que veem como queda da qualidade da alimentação oferecida nos colégios.
Os estudantes, nas ruas novamente, agora pedem a abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar o caso. O projeto já existe na Assembleia Legislativa, mas faltam as assinaturas necessárias para que seja aberto. Os estudantes também reclamam que desde o início deste ano a merenda de muitas escolas se transformou, de uma refeição de arroz e feijão em bolacha e suco. A oferta de alimentos oscila, dizem os alunos. Para ilustrar, uma página no Facebook chamada Diário da Merenda publica imagens do que está sendo servido pelas escolas.
A mobilização estudantil segue o passo do crescimento do escândalo da merenda. Desde o ano passado, a Operação Alba Branca investiga o pagamento de propinas, fraudes de licitações e superfaturamentos de produtos agrícolas usados nas merendas da rede estadual. A operação foi deflagrada em janeiro deste ano, quando o lobista e peça-chave do esquema, Marcel Ferreira Julio, teve a sua prisão decretada. Na época, ele foi dado como foragido, mas acabou se entregando no último dia 31. Foi solto na semana seguinte, após fazer acordo de delação premiada. No depoimento de colaboração com a Justiça, de acordo com a Folha de S. Paulo, ele citou o presidente da Assembleia Legislativa, o deputado Fernando Capez (PSDB), como um dos beneficiários do esquema. Capez nega seu envolvimento no caso e se considera uma vítima de uma citação que estaria politicamente motivada. 
Na semana passada, quando a segunda fase da operação foi deflagrada e Julio foi preso, um documento importante para as apurações do caso sumiu de dentro da secretaria de Educação do Estado. O papel foi mencionado em uma interceptação telefônica entre Julio e Luiz Roberto dos Santos, conhecido como Moita, ex-chefe da Casa Civil de Geraldo Alckmin. Na conversa, Moita diz a Julio que Fernando Padula, então chefe de gabinete da secretaria de Educação, aconselhou a Coaf – cooperativa de alimentos envolvida no caso – a usar, no documento que sumiu, o termo “reequilíbrio econômico” para justificar o aumento do valor de um dos contratos assinados entre a Coaf e o Estado. Ao programa Bom Dia São Paulo, da TV Globo, o corregedor-geral Ivan Agostinho disse que a última funcionária que teve acesso ao documento na secretaria não soube dizer como ele desapareceu de lá. O delegado responsável pelo caso, José Eduardo Vasconcelos, afirmou ter ficado “perplexo” com o sumiço dos papéis. “É surpreendente”, disse.
Além de Julio, outras seis pessoas foram detidas até agora por suposta ligação ao esquema. Uma delas, é Leonel Julio, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado e pai de Marcel Ferreira Julio. Dos sete detidos, apenas um segue preso, até o fechamento desta reportagem: Joaquim Geraldo Pereira da Silva, acusado de ser outro lobista do esquema.

Repressão policial e críticas no CIDH

Vídeo apresentado na Comissão Interamericana de Direitos Humanos
As manifestações estudantis não tomaram as proporções que tiveram no ano passado nem colégios foram ocupados, mas atos pontuais estão ocorrendo pela cidade. Como em 2015, alguns dos protestos estão enfrentando repressão policial. Nesta quarta-feira, a PM usou bombas de gás lacrimogêneo para tentar conter um grupo de estudantes que se manifestava no centro da cidade. Ao menos uma pessoa foi detida, e liberada em seguida. A julgar por mobilizações anteriores, os excessos da polícia podem ser também combustível capaz de galvanizar os estudantes.
A repressão no centro de São Paulo ocorreu um dia antes de que uma denúncia do uso desproporcional da força pela PM contra os estudantes em 2015 fosse analisada nesta quinta na Comissão Interamericana de Direitos Humanos, órgão ligado à OEA (Organização dos Estados Americanos) que monitora violações no continente.
Participaram da audiência dois secundaristas, uma mãe que faz parte do Comitê dos Pais e Mães em Luta e duas advogadas da ONG de direitos humanos Artigo 19, autores da denúncia. Representando o Governo Alckmin, o procurador Eduardo da Silva Ramos defendeu a necessidade da reorganização escolar - uma temas apenas congelado para a gestão - e afirmou que se houve abusos por parte da polícia, o Estado não foi notificado. "Se houve violações, elas poderiam ter sido levadas à Defensoria Pública ou ao Ministério Público, mas não foram", disse. "Se houve abusos, eles devem ser punidos". Ramos ouviu críticas dos integrantes da CIDH, que cobraram medidas que evitem a repetição das cenas do ano passado.
Em São Paulo, a audiência também foi acompanhada, pela internet, por alguns dos estudantes alvos da repressão nesta semana. Após a sessão, os estudantes realizaram um debate para decidir o que fariam a partir de agora. “Nós vamos reagir”, disse Letícia Karen, aluna do segundo ano da escola Fernão Dias, colégio que virou um do símbolo de resistência das ocupações no ano passado. “Essa audiência foi importante para que outros países conheçam os abusos policiais que são cometidos aqui no Brasil. Por isso, vamos reagir: nas ruas, nas escolas e por meio da internet”, disse.
Por Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira


Qual o tipo de cidadão que queremos em nossa sociedade? Qual história que vamos preservar roubando comida de crianças carentes?



Todo esse mar de lama de corrupção, enriquecimentos ilícitos, nos dar a certeza da putrefação da política já que não existe ideologia. Um mandato parlamentar concede ao mau político a fazer negociatas com o erário público de interesses pessoais, sem o mínimo interesse com os sérios problemas e dificuldades enfrentadas pela nação, se esquecendo de que a pátria não é um sistema, nem uma seita, nem um monopólio, nem uma forma de governo; é o céu, o solo, o povo, a tradição, a consciência, o lar, o berço dos filhos e o túmulo dos antepassados, a comunhão da lei, da língua e da liberdade. O voto no Brasil precisa deixar de ser obrigatório, pois a democracia séria e justa contempla esses benefícios a todos que não se identifiquem com as propostas de candidatos.

“Provérbios 12,34. A Justiça faz a grande a Nação, o pecado é a vergonha dos povos.”

Dilma cancela viagem à Olímpia para cerimônia da tocha da Rio 2016, diz Grécia sexta-feira, 8 de abril de 2016 07:55

Cerimônia de acendimento da tocha dos Jogos Olímpicos na cidade de Olímpia.   29/09/2013       REUTERS/Yorgos Karahalis
ATENAS (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff cancelou viagem que faria à Grécia este mês para acompanhar a cerimônia de acendimento da tocha dos Jogos Olímpicos Rio 2016 na cidade de Olímpia, informou o comitê olímpico da Grécia nesta sexta-feira, em meio à tramitação do processo de impeachment no Congresso Nacional.
A cerimônia realizada no local de origem dos Jogos Olímpicos da Grécia antiga tradicionalmente marca a contagem regressiva para a maior competição multiesportiva do mundo. O evento dá início ao revezamento da tocha olímpica até a cerimônia de abertura da Olimpíada.
"A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, cancelou sua presença no evento, de acordo com informação fornecida ao Comitê Olímpico Helênico pela embaixada do Brasil", disse o comitê grego.
Estava previsto que Dilma comparecesse ao evento em Olímpia em 21 de abril ao lado do presidente grego, Prokopis Pavlopoulos, e do chefe do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach.
A cerimônia vai ocorrer dias após a data prevista para a votação do pedido de abertura do processo de impeachment de Dilma pelo plenário da Câmara dos Deputados, em 17 de abril. Se for aprovado, o processo será encaminhado ao Senado.
O Rio vai receber os primeiros Jogos Olímpicos da América do Sul de 5 a 21 de agosto.
(Reportagem de Karolos Grohmann)