sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Eleito presidente, Infantino promete: "Vou resgatar a imagem da Fifa" Suíço diz que vai implementar as mudanças aprovadas e trabalhar duro para colocar a entidade no lugar que ela merece estar: "Entrei nessa competição para vencer"

Por Zurique, Suíça

Vamos resgatar a imagem da Fifa. Vocês podem ter certeza disso. Estou muito emocionado, eu acho que ainda não entendi completamente o que acontece. Eu entrei nessa competição para vencer - afirmou.O novo presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou em sua primeira entrevista coletiva que "começou uma nova era" na entidade que manda no futebol mundial. Prometeu implementar as reformas aprovadas e "trabalhar duro" para colocar a Fifa no lugar que ela "merece estar". 
Gianni Infantino eleição presidente Fifa (Foto: Patrick B. Kraemer/Keystone via AP)Telão anuncia a vitória de Gianni Infantino como presidente da Fifa (Foto: Patrick B. Kraemer/Keystone via AP)

No segundo turno da eleição, realizada nesta sexta-feira em Zurique, Infatino fez 115 votos (de 207 possíveis) e derrotou o Xeque Salman Ibrahim Al-Khalifa, que fez 88. Os outros candidatos foram o francês Jérôme Champagne e o príncipe Ali Bin Al-Hussein, da Jordânia.
Infatino contou com o apoio da Europa - afinal foi secretário-geral da Uefa entre 2009 e 2015 - e da América do Sul. Em entrevista ao GloboEsporte.com logo após a eleição, o presidente da CBF, Coronel Antonio Carlos Nunes, disse que a eleição do suíço é "uma vitória do Brasil".
Instado a falar sobre Michel Platini, que seria o candidato da Uefa mas acabou impedido de concorrer por ter sido banido pelo Comitê de Ética da Fifa, Infantino se disse grato ao ex-chefe. 

- Claro que eu agradeço a Platini por tudo o que me ensinou.

Confira a íntegra da entrevista coletiva:

Como imagina a Fifa em 2020?
Eu não sei ainda se vou ser presidente da Fifa, mas quero ver um grande desenvolvimento do futebol em muitos países e ações concretas feitas pela Fifa em cada uma das confederações. Quero ver futebol no Caribe, novas academias na África, meninos jogando futebol na Oceania, quero ver o futebol crescendo no mundo inteiro. 
Como vai lidar com os problemas financeiros da Fifa?
Temos de tomar medidas onde seja necessário para reduzir os gastos e o digo porque tenho experiência nisso. Nos últimos anos que a Uefa triplicou seu faturamento, apesar de estarmos em crise financeira. Isso não me preocupa minimamente.

Quem vai ser seu secretário geral?
Eu disse na campanha que, se fosse o presidente, não queria que o secretário-geral fosse o europeu. Temos que estudar.

O mundo do futebol sai dividido desta eleição?
Eu não estou de acordo que o futebol esteja divido. Hoje fizemos uma competição esportiva, as eleições, não uma guerra. As eleições se ganham ou se perdem e a vida continua. Agora temos de virar página e trabalhar todos juntos. Eu não era um candidato europeu. Temos de construir pontes e não erguer muros.

Decisão da Justiça libera a produção e venda de foie gras em São Paulo Prefeitura tinha publicado lei em 2015 proibindo a comercialização. Prato é preparado com fígado gordo de ganso ou pato. 26/02/2016 20h51 - Atualizado em 26/02/2016 21h08

Prato de foie gras (Foto: Stephanie Diani/The New York Times/Arquivo)Prato preparado com a iguaria francesa foie gras (Foto: Stephanie Diani/The New York Times/Arquivo)
O Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu nesta quarta-feira (24) permitir a produção e a comercialização do foie gras, iguaria típica da culinária francesa, na cidade de São Paulo. Em 14 de julho, uma liminar judicial suspendeu a lei que proíbe a produção e comercialização do fígado gordo de ganso ou pato. Cabe recurso agora apenas no Superior Tribunal de Justiça.
A Prefeitura de São Paulo diz que vai recorrer de decisão. "A Procuradoria Geral do Município tem o dever de defender a vigência de todas as leis municipais aprovadas e sancionadas. Por conta disso, recorrerá da decisão", afirma em nota.
A Associação Nacional de Restaurantes (ANR) entrou com um ação na Justiça solicitando a revogação da decisão.A lei municipal que proibia a produção e comercialização da iguaria foi publicada no dia 26 de junho de 2015 no Diário Oficial da cidade e tinha prazo de 45 dias para entrar em vigor. Nesse período, os restaurantes e empórios foram autorizados a vender o produto. Em seguida, uma liminar na Justiça suspendeu a proibição.
O foie gras é o fígado gordo de ganso ou pato, resultado de um método milenar conhecido como gavage, em que os animais são forçados a se alimentar. Ativistas consideram o método cruel.
Segundo o prefeito Fernando Haddad (PT), a medida é de interesse público porque "denota a preocupação em se coibir a crueldade e os maus-tratos aos animais".

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Líbia: do medo de Muamar Gadafi ao medo do Estado Islâmico

Misrata, a cidade que capturou o ditador, se debate entre a alta do custo de vida e a ameaça jihadista
Khalid Shabha e seu filho observam os tanques da avenida Trípoli, em Misrata.
Misrata (Líbia)
Enquanto a Líbia prorrogava na terça-feira o enésimo prazo para à aprovação de um Governo de unidade nacional, na avenida principal de Misrata o brigadista Khalid Shabha, de 41 anos, contemplava uma espécie de museu aberto da revolução — os tanques depenados de Muamar Gadafi, troféus de guerra que o povo de Misrata conseguiu arrebatar em 2011. Ele está na companhia do seu filho Abdur, que nasceu às 23h daquele 20 de outubro, no mesmo instante em que a população local capturava e matava o ditador Gadafi. O menino corria feliz entre canhões e cápsulas de munição enferrujadas. Mas o pai estava dominado pela amargura.
“Os políticos nos diziam em 2011 que assim que a revolução terminasse, assim que vencêssemos Gadafi, iríamos construir um grande país. E olhe como estamos. Não se vê futuro, e deixamos de acreditar nos políticos”, diz Shabha.
Trípoli conta com um Governo não reconhecido pela comunidade internacional e apoiado pelas principais tropas de Misrata. Mas na cidade de Tobruk, a leste, há outro Governo reconhecido internacionalmente, embora sem poder executivo real. Cada um conta com suas forças militares financiadas pelas duas grandes instituições do país, que continuam distribuindo dinheiro: a Empresa Nacional de Petróleo e o Banco Central. Enquanto isso, a ameaça doEstado Islâmico (EI) está à espreita, a apenas três horas de carro de Misrata, na cidade de Sirte, berço de Gadafi.
“O Banco Central paga salários”, admite o engenheiro Ibrahim al Shereky, de 46 anos, “mas depois não fiscaliza, não se interessa em saber como esse dinheiro é empregado”. Al Shereky se diz decepcionado com os políticos e com as pessoas que enriqueceram com a guerra. Com os primeiros por não conseguirem formar um Governo de unidade. E com os segundos porque “não têm escrúpulos”.
Os salários algumas vezes chegam, em outras atrasam até quatro meses. E cada banco fixa limites para as retiradas de dinheiro. Há agências que só permitem sacar 300 dinares por mês, e outras deixam até 2.000. O aluguel da casa mais barata pode custar cerca de 700 dinares por mês, o equivalente a 1.790 reais pelo câmbio oficial. O problema é que o câmbio oficial, dos euros e dólares vendidos pelos bancos, não existe para quase ninguém. “Para o cidadão comum não há dólares no banco”, diz Al Shereky, “mas há quem os compre no banco e depois revenda”. O mercado negro de divisas se transformou em um próspero empreendimento, mas do qual poucos se beneficiam.
“Aqui os políticos não falam de economia, dos problemas reais das pessoas”, diz o aposentado Ibrahim Iowzi, sentado num café. A grande de discussão nas ruas é sobre a disparada dos preços. O gás de cozinha se tornou um bem escasso, ainda mais nos últimos dias, depois de um ataque a uma usina cometido por um grupo islâmico. O café custa quase o dobro do que há quatro meses. O pão, 75% a mais. A gasolina não aumentou (subvencionado, um litro do combustível é mais barato que um litro de água), e as escolas funcionam. Mas a saúde é um desastre.
 REUTERS
O grande hospital de Acidentes e Emergências funciona a meia força, por causa de obras interrompidas há vários meses. “A construtora”, relata Abdulfziz Issa, porta-voz do hospital, “nos diz que, se pagarmos, em quatro meses termina as obras. Mas falta dinheiro, e só o pronto-socorro funciona”.
A entrada do hospital é vigiada por homens armados. “Não estão aí por causa das ameaças do Estado Islâmico, mas sim porque já tivemos mais de dez ataques pessoais dentro do hospital, cometidos por gente que vem matar um paciente quando sabe que ele foi internado”.
Falta mão de obra no hospital. “O Governo de Trípoli”, prossegue Issa, “obrigou os médicos a escolherem entre suas aulas na universidade de Misrata ou o hospital, e ficaram com as aulas, porque ganham mais. Depois tivemos médicos das Filipinas e de Bangladesh que foram embora porque não podiam enviar dinheiro para o exterior”. As pessoas acabam indo se tratar na Tunísia, que é o único país que não pede visto para os líbios. Para ir à Tunísia são necessários dinares tunisianos ou euros, disponíveis apenas no mercado negro.

Faltam operários

Em algumas ruas, se vê uma obra com pedreiros subsaarianos. Os seis milhões de líbios nunca se caracterizaram por trabalhar na construção. Isso ficava para os subsaarianos e egípcios, mas desde que o Estado Islâmico decapitou 21 cristãos egípcios, em fevereiro de 2015, muitos deles abandonaram o país. Agora, a maioria dos edifícios se encontra inacabada. Misrata é um imenso museu onde quase tudo continua igual desde que Gadafi caiu, em 2011. Os edifícios da avenida Trípoli, a principal da cidade, continuam exibindo em suas fachadas os rombos deixados pelos tanques cinco anos atrás, além de marcas de balas e tetos parcialmente desabados.
Mas há nesse relógio parado uma diferença substancial com relação a 2011: o Estado Islâmico. “Estão a 300 quilômetros, em Sirte”, diz o aposentado Iowzi. “Tenho medo de acordar um dia e vê-los em frente de casa.” A calma em Misrata é só aparente. As pessoas sabem que o grupo se infiltrou na cidade.
Alguns querem que forças estrangeiras intervenham diretamente, outros afirmam que isso atrairia mais jihadistas para a Líbia. E todos dão como certo que há forças especiais estrangeiras treinando soldados líbios nas imediações de Misrata, com vistas a um possível ataque jihadista. Cinco anos após Gadafi, e com as feridas ainda abertas, Misrata poderia se transformar na ponta de lança de outra guerra, desta vez contra o Estado Islâmico.

Johnson & Johnson é condenada nos EUA a pagar indenização milionária por câncer atribuído a talco. Cuidado com o Talco da Johnson?

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Image captionJackie Fox, nesta imagem com o filho Marvin Salter, morreu no ano passado
Maior empresa global no segmento de produtos de higiene pessoal e saúde, a Johnson & Johnson foi condenada nos Estados Unidos a pagar US$ 72 milhões (R$ 288 milhões) à família de uma mulher que morreu de câncer nos ovários. Cabe recurso.
Jackie Fox, de Birmingham, no Alabama, morreu no ano passado, aos 62 anos, depois de usar, entre outros produtos, os talcos para bebês para fazer higiene íntima ao longo de décadas.
Na ação, a família argumentou que a empresa conhecia os riscos do produto, mas não avisou os consumidores. O júri condenou a companhia por responsabilidade por "produto defeituoso, negligência e conspiração", afirmou Jere Beasley, um dos advogados de acusação à BBC Mundo, serviço em espanhol da BBC.
A J&J foi condenada a pagar US$ 10 milhões por danos pessoais e outros US$ 62 milhões como punição pela morte da paciente.
A empresa, que nega as acusações, está avaliando seu próximo passo legal. Para a companhia, o veredito “vai contra décadas de evidências que provam a segurança do talco como ingrediente cosmético em vários produtos”, afirmou a porta-voz Carol Goodrich em declarações publicadas pela agência de notícias AP.
A representante citou investigações da FDA (órgão americano que regula alimentos e medicamentos) e do Instituto Nacional do Câncer do país, que negam que os riscos tenham sido comprovados.
No processo, os advogados de Fox apresentaram como evidência um memorando interno de 1999, escrito por um consultor médico da empresa, dizendo que “quem negasse” a relação entre talco e câncer nos ovários seria visto publicamente da mesma forma que aqueles que refutaram o vínculo entre o tabaco e o câncer.
Segundo esse consultor, seria “negar o óbvio, mesmo tendo todas as evidências do contrário”.
De acordo com as acusações, a Johnson & Johnson colocou em mercado um produto "perigoso sem alertar os consumidores", afirmou Beasley.
O advogado disse ainda que sua equipe cuida dos casos de outras mulheres que apontam o talco como suposta causa, associada a outros fatores, do câncer do qual padecem.
(Foto: Reuters)Image copyrightReuters
Image captionFox usou talcos da Johnson & Johnson por décadas

‘Fator colaborador’

O talco é um mineral natural composto de magnésio, silício, oxigênio e hidrogênio, e é amplamente usado em cosméticos e produtos de higiene pessoal.
Durante o julgamento, outro advogado da família de Fox, Allen Smith, mostrou aos jurados estudos realizados por Daniel Cramer, professor da Universidade de Harvard (EUA), o último deles publicado em dezembro passado.
Essa pesquisa conclui que o talco está associado a um aumento de 33% no risco de câncer nos ovários, algo que nem todos os estudos corroboram.
“A empresa conhecia todos os estudos 30 ou 40 anos atrás”, afirmou Smith ao júri.
A família não aponta o talco como a única causa do câncer, mas sim como um “fator colaborador”, disse o advogado, segundo reportagem publicada pela Bloomberg.
Um dos advogados da Johnson & Johnson, porém, argumentou que várias agências do governo dos Estados Unidos rechaçaram a obrigação de colocar etiquetas de advertência sanitária em produtos que incluem talco.
A FDA realizou uma audiência de dois dias sobre o tema na década de 1990 e não encontrou vínculos entre o produto e esse tipo de câncer, afirmou.
Beasley, por sua vez, argumentou que a agência "nunca disse que o talco era seguro".
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Image captionA J&J, sediada em Nova Jérsei, é a maior empresa global do segmento
É a primeira vez que um júri dos EUA decide pela cobrança de danos e prejuízos em um processo sobre os possíveis efeitos prejudiciais do talco em produtos.
Ainda há mais de mil casos similares pendentes – e, depois desse veredito, muitos outros podem ser apresentados à Justiça.
O caso de Fox é um de várias centenas de mulheres que entraram com denúncia contra a Johnson & Johnson nos tribunais de St. Louis em 2014, e foi selecionado para ir primeiro a julgamento.
“Esse caso é pioneiro, e claramente o júri viu as provas e as considerou convincentes”, avaliou Nora Freeman Engstrom, professora de direito da Universidade de Stanford (EUA).
“O júri ficou consternado com o comportamento da companhia”, acrescentou, lembrando que é provável que, após a apelação da empresa, a indenização final seja menor.

‘Risco pequeno’

Organizações especializadas sustentam que o vínculo entre o talco e o câncer nos ovários não foi comprovado cientificamente.
A Cancer Research, órgão que atua na investigação sobre o câncer no Reino Unido, afirma que a evidência “ainda é incerta”.
“Mesmo que haja um risco, é provável que seja bastante pequeno”, diz a entidade.
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Image captionO talco é usado como matéria-prima em vários produtos de cuidado pessoal
A Ovacome, organização britânica especializada em câncer nos ovários, explica que as causas da doença ainda são desconhecidas, mas provavelmente são “uma combinação de muitos fatores genéticos e ambientais, e não só um, como o talco”.
Em 2013, diz, os resultados de 16 estudos com 12 mil mulheres mostraram que usar talco aumenta em um terço o risco de câncer nos ovários, e que uma revisão de pesquisas feitas nos Estados Unidos com 18 mil mulheres obteve resultados similares nos casos de uso genital do talco em pó.
Além disso, afirma que esse tipo de estudo pode “ter desvios”, e que as dúvidas sobre os resultados persistem.
“Um estudo grande e bem concebido nos Estados Unidos em 2000, com 80 mil mulheres, não encontrou vínculo entre o talco e o risco de câncer nos ovários”, conclui a entidade em um documento sobre o tema.
A organização argumenta ainda que, mesmo se o uso do talco aumentar em um terço as chances de desenvolver a doença, é preciso colocar isso em contexto. "Fumar e beber aumenta umas 30 vezes o risco de câncer de esôfago”, exemplifica.

“O câncer nos ovários é uma enfermidade rara, e um aumento de um terço em um risco pequeno resulta em um risco, em geral, pequeno.”

Parece, mas não é. Polícia prende quadrilha de europeus que vendia produtos falsos no DF.

Rafaela Felicciano/Metrópoles

Oito pessoas foram detidas em Águas Claras no início da manhã desta sexta-feira (26/2). Grupo atuava na vizinhança de endereços nobres, como shoppings, tribunais e até do Palácio do Buriti


Uma organização criminosa formada por estelionatários europeus foi alvo de uma operação da Polícia Civil na manhã desta sexta-feira (26/2). Doze mandatos de prisão temporária  e seis de busca e apreensão são cumpridos por agentes da Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, à Ordem Tributária e a Fraudes (Corf). Eles vendiam mercadorias falsificadas como se fossem originais.
Oito pessoas foram detidas em Águas Claras, a cidade escolhida pela maioria do grupo para fixar residência. De acordo com a Polícia Civil, o grupo aplicava golpes não só no DF, mas em todo o Brasil. Os integrantes sempre estavam bem vestidos e com carros importados como BMW e Mercedes.
Eles costumavam abordar as vítimas em locais que circulam pessoas de alto poder aquisitivo, como shoppings, porta de escolas, tribunais de Justiça e até mesmo na vizinhança do Palácio do Buriti.
“Eles se apresentavam como empresários e representantes de marcas importadas como Mont Blanc e Ralph Lauren. Diziam que não podiam voltar com o produto para o país porque a taxa de impostos da Europa é alta”, explicou o titular da Corf, Jeferson Lisboa.
O delegado também ressaltou a importância de as vítimas registrarem ocorrência. “Muitas vezes, a pessoa compra o produto e fica com vergonha ao descobrir que é falsificado. Ao registrar a ocorrência, garantimos que eles fiquem mais tempo detidos”, explicou. Lisboa estima que 20% dos alvos da quadrilha deixaram de se apresentar à delegacia.

Golpe do português
O golpe aplicado em Brasília não é novidade em algumas regiões do país. Dezenas de pessoas já foram presas por aplicar o chamado “golpe do português”.
Em 24 de julho de 2015 um casal foi preso no Paraná. Em outubro do mesmo ano três foram detidos em Curitiba. No Distrito Federal, mensagens de alerta estavam circulando no WhatsApp (confira abaixo). O caso relatado por uma mulher ocorreu no estacionamento do Colégio Pio Xll, na Asa Sul.

“Sempre que a polícia prendia alguns integrantes em um estado, eles se reuniam e mudavam para outro local. Aqui no DF, conseguimos prender todo o grupo”, ressaltou Jeferson Lisboa.
As investigações apontam que alguns carros importados usados para impressionar as vítimas eram alugados. Outros eram financiados com o dinheiro dos golpes. Os integrantes das quadrilhas moravam em apartamentos alugados em Águas Claras e ostentavam lucros milionários, segundo a Corf. A quadrilha é monitorada pela polícia desde o fim do ano passado.
Em Brasília, foi identificado e preso um homem apontado como distribuidor. Informações preliminares apontam que os produtos eram comprados em São Paulo.
Na operação desta sexta, alguns dos presos estavam com crianças. O delegado explicou que se os pais permanecerem detidos, o Conselho Tutelar será acionado.