terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

POR QUE ESCONDES TEU ROSTO E NÃO TE PREOCUPAS COM NOSSA AFLIÇÃO? Salmo 43,25


Marcelina Barbieri compartilhou a própria publicação.
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QUANDO EU FALO E PEÇO AJUDA MUITA GENTE ACHA QUE FICO BRINCANDO DE PEDIR ESMOLAS , NOSSA AMIGA VEIO PARA SALTO SP DE INDAIATUBA E FEZ ESTA FOTO, Luh Albano Marcelina Barbieri, olha quem eu conheci ontem, ESTE ANJOS QUE DEVE ESTAR FAMINTO QUE VIVE NO MESMO BAIRRO QUE EU MORO OU FOI SOLTO COMO MILHARES AINDA NÃO CONHECIA , SO SEI QUE NOS LOCAIS ONDE COLOCO RAÇÃO SÃO 10 K POR DIA E OUTROS QUE AJUDO EM LARES TEMPORARIO SO QUE AGORA A MINA SECOU E MUITO GATOS E CACHORRO VAI MORRER DE FOME , JUREI QUE NÃO VOU MAIS PEDIR VOU COLOCAR AGUA QUE E QUE EU TENHO FAZ MESES QUE ESTOU PEDINDO AJUDA A POUCOS ME AJUDARAM , SO QUE NINGUEM SE LEMBRA QUE TODO DIA VC ALMOÇA , JANTA , TOMA AGUA NÉ. NÃO E CADA TRES MESES NÃO ENTÃO GENTE NÃO FALE QUE VC E DA CAUSA SE VC FICA AI SENTADA SO OLHANDO AS POSTAGENS E NÃO FAZ NADA PARA MUDAR , SINTO MUITO MAIS CHEGA E MUIO PARA MINHA CABEÇA . SALTO SP

Governo sírio aceita interromper "operações de combate" em linha com plano de EUA e Rússia terça-feira, 23 de fevereiro de 2016 07:43

DAMASCO (Reuters) - O governo sírio anunciou nesta terça-feira que aceitou interromper as "operações de combate" que não incluem o Estado Islâmico, a Frente Nusra, ligada à Al Qaeda, ou grupos ligados a eles, em linha com um plano estabelecido por Estados Unidos e Rússia.
O governo disse que vai trabalhar com a Rússia para decidir quais grupos e áreas devem ser incluídos no plano de "cessação das hostilidades" que está previsto para entrar em vigor no sábado, de acordo com as negociações lideradas por norte-americanos e russos.
Em comunicado, o governo sírio destacou a importância de se fechar as fronteiras e do fim de apoio estrangeiro a grupos armados, além de "impedir que essas organizações fortaleçam suas capacidades ou mudem suas posições, de forma a evitar algo que possa levar a destruir esse acordo".
O governo sírio anunciou a sua "aceitação a uma interrupção das operações de combate com base na continuidade dos esforços militares para combater o terrorismo contra o Daesh, a Frente Nusra, e as outras organizações terroristas ligadas a eles e à organização Al Qaeda, de acordo com o anúncio russo-americano".
Daesh é um acrônimo em árabe para o Estado Islâmico.
A Síria se reserva ao direito de "responder a qualquer violação por parte desses grupos contra cidadãos sírios ou contra suas Forças Armadas", acrescentou o comunicado.
(Reportagem de Kinda Makieh)

IPCA-15 sobe 1,42% em fevereiro, diz IBGE terça-feira, 23 de fevereiro de 2016 09:03

SÃO PAULO, 23 fev (Reuters) - O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial, subiu 1,42 por cento em fevereiro, sobre alta de 0,92 por cento no mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pesquisa da Reuters com economistas estimava alta de 1,30 por cento para o período.
(Por Redação São Paulo)

Governo federal quer acabar com concessão de telefonia fixa

Se houver a mudança, estima-se que o consumidor deixe de pagar a tarifa básica nos planos de assinatura de uma linha fixa


ECONOMIA TELECOMUNICAÇÕESHÁ 1 HORAPOR NOTÍCIAS AO MINUTO
O governo ainda resistia em acabar com os contratos de concessão que regem a telefonia fixa, considerada serviço público. Mas essa concessão está próxima de chegar ao fim.
Como refere a Folha de S. Paulo, a telefonia celular e a internet ganharam a preferência nacional e o governo reconheceu isso. Em dois meses, deve ser finalizada a minuta de um decreto que permitirá às telecomunicações prestarem todo tipo de serviço com uma simples autorização.
Até agora, todos os demais serviços (internet fixa e móvel, TV paga e telefonia celular) são prestados com autorizações, exceto telefonia fixa.
A mudança estima que o consumidor deixe de pagar a tarifa básica nos planos de assinatura de uma linha fixa e, espera-se, que os preços caiam com a maior concorrência – tal como já acontece na telefonia celular.
Segundo a Folha, a proposta está sendo elaborada pelos ministérios das Comunicações e da Fazenda em conjunto com a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).
As concessionárias atuais são: a Oi (em praticamente todo o território nacional com exceção de São Paulo), a Telefônica/Vivo (em São Paulo), a Sercomtel (em alguns municípios do Paraná) e a CTBC/Algar Telecom (que opera principalmente na região do Triângulo Mineiro).
O conselheiro Igor de Freitas é o responsável por conduzir o tema na Anatel. Ele explicou à publicação que a ideia é manter os contratos de concessão somente nos locais onde não houver cobertura de celular nem telefones residenciais, só orelhões. Segundo o conselheiro, essa regra afetará cerca de 5% do território.
Gargalos
A mudança atende reivindicações das telecomunicações. As empresas vêm reclamando das ineficiências das regras impostas pelos contratos de concessão, que venceram em 2015 e precisam ser renovados.
As empresas chamam de "peso da concessão", que são as instalações de orelhões. A Folha esclarece que, por exmeplo, a Oi é obrigada a instalar os aparelhos em locais onde não há receita porque boa parte das pessoas já tem celular.
A empresa alega que gasta por ano R$ 300 milhões para manter os orelhões e eles só geram R$ 17 milhões em receitas anualmente.
A publicação também destaca que com as autorizações, as operadoras seriam obrigadas a levar o serviço com a tecnologia mais adequada. Porém, em troca, o governo exige que a qualidade dos serviços prestados seja elevada.
Ainda será definido quanto as teles terão de investir em suas redes com o fim das concessões, com base nos bens da União que foram repassados às empresas concessionárias (equipamentos e prédios usados na prestação da telefonia fixa). Após os cálcuclos serem feitos, a concessionária que estiver devendo à União terá de reverter o valor em investimentos para turbinar a capacidade de transmissão de dados das centrais telefônicas de cada município.
A avaliação a ser feita não é simples para a Anatel. A Folha refere que o TCU (Tribunal de Contas da União) acusa a agência de ter sido "negligente" no acompanhamento desses bens desde a privatização da Telebrás e quer saber o quanto resta desse patrimônio.
Ainda segundo a pulbicação, caso esse processo seja bem-sucedido, caberá à presidente Dilma Rousseff assinar o decreto, que passaria a valer imediatamente.

Lama de barragens rompidas em GO atinge ao menos 2 rios e 2 córregos Com o incidente, ponte na GO-070 se rompeu. Rodovia ficará interditada por tempo indeterminado. Desvio aumenta viagem em 45 quilômetros

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O rompimento de duas represas no município de Itauçu (GO), que destruiu parte da GO-070, causou danos severos à vegetação local. Além disso, a lama atingiu pelo menos dois rios e dois córregos da região. Segundo informações da Polícia Militar, a lama já parou de se espalhar.

A Polícia Militar do estado ainda está na rodovia, que permanece bloqueada desde a hora do incidente. As polícias rodoviária e militar do Goiás, além do Corpo de Bombeiros, interditaram também um trecho da BR-070, que fica entre os municípios de Itaberaí e Itauçu, mas a rodovia foi reaberta no mesmo dia. A GO-070 ficará bloqueada por pelo menos 20 dias. A opção para quem passa pelo local é o desvio pela GO-154. O trecho tem cerca de 45km e passa pelos municípios de Taquaral, Itaquari e Itaberaí. Quem viaja no sentido Goiânia, pode passar pelo acesso ao povoado de Ordália, retomando rumo a Itauçu em seguida.

Segundo o subcomandante do Comando de Polícia Militar Rodoviária de Goiás, tenente-coronel Mauro Vilela, os engenheiros da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop), estão no local avaliando o estrago para iniciar as obras de recuperação da via.

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A água da represa que se rompeu na cidade de Itauçu, Goiás, levou parte do asfalto da GO-070. Técnicos estiveram na região neste domingo (21/2) para fazer o levantamento do estrago causado pela lama, que passou por cima de uma ponte e deixou a rodovia intransitável, e tentar descobrir o que causou o acidente.

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O córrego é conhecido na região como Zé Mané. Uma área de preservação ambiental foi destruída. Após o nível da água baixar, uma cratera foi encontrada no local. A previsão é que as obras de reparação sejam concluídas em pelo menos três meses. Árvores foram arrastadas e um poste caiu, deixando moradores sem energia. A Companhia Elétrica de Goiás foi ao local para reparar os danos.

Com informações de Gabriella Bertoni

João Santana fala em “clima de perseguição” e deixa campanha na República Dominicana Marqueteiro comunica desligamento de campanha de Danilo Medina e diz que voltará ao Brasil

Santana com Dilma em debate de 2010.
Santana com Dilma em debate de 2010.  Folhapress
João Santana não vai conseguir eleger seu oitavo presidente na América Latina, pelo menos neste ano. O marqueteiro responsável pelo sucesso eleitoral do PT nas últimas décadas anunciou nesta segunda-feira, horas depois de ver expedida uma ordem de prisão temporária contra ele e contra sua mulher, Mônica Moura, que deixa a campanha de reeleição do presidente da República Dominicana, Danilo Medina — que o próprio Santana ajudou a eleger quatro anos atrás.
Na nota, divulgada em espanhol, Santana faz referência à 23ª fase da Operação Lava Jato e diz que "conhecendo o clima de perseguição que se vive hoje em dia em meu país, não posso dizer que me pegou completamente de surpresa, mas mesmo assim é difícil de acreditar". "Dadas as circunstâncias, solicito a este Comitê de Campanha desligar-me em caráter imediato da campanha em curso na República Dominicana", segue a nota.
O publicitário diz que isso lhe permitirá "ir ao Brasil para se defender das acusações infundadas de que estou sendo objeto". Santana é suspeito de receber mais de 7 milhões de dólares para contas não declaradas no exterior. Na nota em que comunicou seu desligamento, o marqueteiro destaca ainda que "desde a passada semana" se colocou ao dispor das autoridades do Brasil "para esclarecer qualquer especulação”,  e afirmou que facilitaria “toda a informação necessária para deixar estabelecida a verdade dos fatos, para além de toda dúvida".
Além de declarar a prisão temporária do publicitário, a Justiça brasileira bloqueou 25 milhões de reais de João Santana. Os investigadores esclarecem que o valor do bloqueio é padrão e não significa que os investigados tenham a quantia depositada. Mas, só na campanha presidencial de 2010, a empresa de Santana, Polis Propaganda, recebeu 42 milhões de reais declarados do PT. O publicitário já informou à justiça brasileira por meio de seu advogado que pretende se apresentar às autoridades locais assim que chegar ao país.

UM DISCRETO PROTAGONISTA

O marqueteiro João Santana é referência para a propaganda política brasileira e latino-americana desde que ajudou a reeleger o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006. Com a popularidade arranhada pelo escândalo do mensalão – por meio do qual seus representantes no Congresso compravam apoio parlamentar –, Lula foi apresentado por Santana como um homem do povo que venceu na vida, mas que estava sofrendo ataques dos poderosos, da elite que comandava o país. A estratégia deu certo e qualificou o publicitário para dirigir as duas vitórias seguintes do PT na disputa pela presidência da República, já com Dilma Rousseff como candidata.
De início, a relação entre Santana e Dilma não era boa, como o próprio marqueteiro relatou em entrevistas. Coube a Lula aproximá-los em nome da candidatura criada para dar sequência ao legado petista no Palácio do Planalto. Após o início ruim, publicitário e presidenta se entenderam tão bem que Santana virou uma espécie de ministro da propaganda informal do Governo, e passou a ser consultado por Dilma, junto com ministros e líderes do PT, antes de cada uma de suas aparições públicas.
Sempre muito discreto e pouco afeito a entrevistas, Santana acabaria virando protagonista na campanha de reeleição de Dilma. É ele que assina uma das peças mais polêmicas da campanha eleitoral de 2014. A propaganda rebatia uma proposta de Marina Silva, uma das principais adversárias de Dilma, que propunha atribuir autonomia ao Banco Central. Para o PT, isso significava entregar a instituição aos banqueiros, o que faria – como exibia o vídeo – a comida sumir da mesa do brasileiro. Dias depois de eleita, Dilma chamou um banqueiro (Joaquim Levy) para dirigir a economia do país.
Mesmo depois de Levy ter deixado o Ministério da Fazenda — pouco menos de um ano após assumir o cargo —, a presidenta segue carregando a pecha de ter mentido durante a campanha, e não apenas por essa contradição. Os meses que se seguiram à sua reeleição ampliaram progressivamente a distância entre o Brasil pintado por João Santana na propaganda partidária e o país real, no qual as taxas de desemprego e a inflação só subiram desde a reeleição.
Ainda assim, o marqueteiro — que, como jornalista na década de 1990, já havia contribuído para a queda de Fernando Collor de Melo da presidência da República, com uma reportagem na revista IstoÉ — seguiu prestigiado. Agora, contudo, o homem que se tornou famoso por eleger candidatos continente afora terá de convencer a justiça brasileira, e sob o risco de acabar condenado se não conseguir.

Como as acusações contra Santana podem impactar ações no TSE contra Dilma Mariana Schreiber Da BBC Brasil em Brasília

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Image captionA pedido do PSDB, TSE analisa se recursos desviados da Petrobras abasteceram campanha da presidente Dilma
Os mais recentes desdobramentos da operação Lava Jato contra o publicitário do PT João Santana podem ter impacto sobre as ações que transitam no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a presidente Dilma Rousseff e seu vice, Michel Temer – mas isso dependerá da abertura dos ministros da corte para aceitar a inclusão de novas provas nos processos, avaliam juristas ouvidos pela BBC Brasil.
Além disso, será preciso que o Tribunal entenda que eventuais recursos irregulares pagos a Santana pela campanha de Dilma tiveram potencial de influenciar o resultado da eleição, comprometendo a legitimidade do pleito.
As quatro ações movidas pelo PSDB tentam cassar a eleição da chapa presidencial PT-PMDB ainda neste ano, o que poderia levar à convocação de novas eleições presidenciais.
Um dos argumentos usados nessas ações para questionar a legitimidade da eleição de Dilma e Temer é o suposto recebimento de doações de empresas que seriam, na realidade, recursos provenientes de desvios da Petrobras. A presidente eu seu vice negam as acusações e argumentam que a campanha de Aécio Neves (PSDB) recebeu recursos das mesmas empresas.
Quanto aos pagamentos a Santana, a defesa de Dilma estaria segura de que todos os pagamentos ao publicitário pela campanha de 2014 foram regulares e estão declarados ao TSE (R$ 88,9 milhões), afirma matéria desta segunda-feira do jornal Folha de S.Paulo. O Planalto não se manifestou oficialmente e a defesa de Dilma não retornou a ligação da BBC Brasil.
O Ministério Público Federal (MPF) informou nesta segunda-feira que vê indícios de que, nos últimos anos, Santana recebeu recursos desviados da Petrobras como pagamento por serviços prestados ao PT, partido da presidente. Santana trabalhou em diversas campanhas petistas, como a da reeleição de Lula em 2006 e as duas disputadas por Dilma (2010 e 2014).
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Image captionOperação Lava Jato contra o publicitário do PT também pode ter impacto sobre as ações que transitam no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o vice, Michel Temer
De acordo com o MPF, os pagamentos teriam sido feitos por Zwi Skornicki, investigado na Lava Jato por ser um apontado como dos operadores financeiros que pagaram propinas para funcionários do alto escalão da Petrobras e da Sete Brasil, bem como para PT. Essas supostas propinas teriam como objetivo beneficiar a empresa de Singapura Keppel Fels (engenharia naval) com contratos bilionários nas duas empresas (Petrobras e Sete Brasil).
Segundo as investigações, Zwi teria transferido ao menos US$ 4,5 milhões para contas de Santana e sua mulher, Mônica Moura, no exterior, entre setembro de 2013 e novembro de 2014, período que compreende a eleição presidencial vencida por Dilma.
Além disso, entre abril de 2012 e março de 2013, o grupo Odebrecht teria transferido US$ 3 milhões para a conta de Santana e sua mulher no exterior, “valor sobre o qual pesam indicativos de que consiste em propina oriunda da Petrobras que foi transferida aos publicitários em benefício do PT”, destaca o MPF em texto divulgado em seu site. Em 2012, Santana trabalhou na campanha do petista Fernando Haddad para prefeito de São Paulo.

Inclusão de novas provas

A legislação eleitoral prevê prazos curtos após uma eleição para que sejam movidas ações que questionem a legalidade de um pleito. O objetivo disso é evitar deixar pairando sobre o candidato eleito uma constante ameaça de processo eleitoral, o que poderia prejudicar a estabilidade de seu governo.
Além disso, a legislação estabelece que essas ações já devem vir com apresentação de provas das irregularidades imputadas à campanha em questão.
Uma das discussões que envolvem as ações movidas pelo PSDB contra Dilma, portanto, é justamente se fatos e provas revelados posteriormente à abertura de ações podem ser agregados ao processo.
Quando o PSDB propôs as ações, notam juristas ouvidos pela BBC Brasil, fez acusações genéricas de uso de recursos desviados da Petrobras como doações de empresas para campanhas, mas não abordou pagamentos para Santana no exterior, até porque isso ainda não tinha sido revelado.
“É uma batalha jurídica”, nota o advogado Alberto Rollo, presidente do Instituto de Direito Político Eleitoral e Administrativo.
“Talvez o TSE aceite (incluir essas provas) sob esse guarda-chuva de que tudo é desvio da Petrobras. É possível, por outro lado, raciocinar que a gente só pode basear o julgamento de eventual cassação no âmbito da Justiça Eleitoral de fatos que faziam parte da ação lá atrás (quando ela foi proposta)”, acrescentou.
Image copyrightRicardo Stuckert Instituto Lula
Image captionJoão Santana (à esquerda de Lula, em foto de 2014, em Brasília) ajudou a eleger cinco presidentes de esquerda na América Latina
A professora de Direito Eleitoral da FGV-Rio Silvana Batini tem leitura semelhante. Ela destaca, porém, que a legislação eleitoral permite que o juiz, ao fazer o julgamento, leve em consideração “circunstâncias” para além das provas previstas na ação.
“Esse fato de hoje (sobre Santana) não integra a ação que está em curso no TSE, mas pode acontecer de entrar no processo como uma prova documental de reforço”, afirmou.
“Então, eu acho que pode sim ter o potencial de interferir nessa ação. Não que esse fato específico seja o objeto, mas pode interferir na formação do convencimento dos ministros.”
Para que isso ocorra, no entanto, os ministros devem entender que os recursos recebidos por Santana de fato tinham relação com a campanha de Dilma e, além disso, afetaram o resultado da eleição, observa a professora.
“Me parece que o grande problema do TSE não vai ser constatar se houve abuso (de poder econômico) ou não. O que eles vão ter que fazer é a correlação: se esse abuso compromete a eleição a ponto de eu jogar no lixo 50 milhões de voto. Esse é o grande drama nos processos eleitorais”, explica Batini.
Image copyrightNleson Jr SCO STF
Image captionNa votação, maioria dos ministros seguiu o voto de Gilmar Mendes cujo entendimento foi de que havia indícios suficientes para abrir a ação e que novas provas poderiam ser agregadas ao longo do processo
Dilma foi eleita com 54,5 milhões de votos, enquanto Aécio recebeu 51 milhões.
“Os 50 milhões de votos foram, entre aspas, 'comprados' com dinheiro ilegal, desviado? Justamente isso que o TSE vai ter que responder”, nota também Rollo.

AIME

A ação mais adiantada contra Dilma é a AIME (Ação de Impugnação de Mandato Eletivo) 761.
A relatora do caso, ministra Maria Thereza de Assis Moura, havia proposto o arquivamento da ação justamente sob o argumento de que o PSDB não apresentou provas suficientes para embasar o processo.
No entanto, a maioria dos ministros seguiu o voto de Gilmar Mendes cujo entendimento foi de que havia indícios suficientes para abrir a ação e que novas provas poderiam ser agregadas ao longo do processo.
Há expectativa de que o tribunal conclua o julgamento da AIME ainda neste ano. Se a maioria dos ministros considerar que a chapa Dilma-Temer deve ser cassada antes da conclusão de dois anos de mandato, nova eleição presidencial direta deve ser convocada. Se decisão desse tipo for proferida a partir do ano que vem, haveria eleição indireta.
Juristas acreditam, no entanto, que uma decisão do TSE nessa linha certamente seria levada à análise do STF (Supremo Tribunal Federal), o que poderia alongar o desfecho da questão.
Paralelamente a isso, Dilma enfrenta uma tentativa de impeachment do seu mandato no Congresso Nacional