domingo, 7 de fevereiro de 2016

Rafaela Felicciano/Metrópoles

Cerca de 2 mil pessoas, entre policiais militares, civis e bombeiros, prestaram homenagem ao cabo Renato Fernandes da Silva. Governador participou da cerimônia e ajudou a carregar o caixão do carro funerário à capela do velório. Mas foi alvo de protesto ao deixar o local


Policiais civis e militares fizeram uma carreata para acompanhar a chegada do corpo do cabo da Polícia Militar Renato Fernandes da Silva, 37 anos, ao Cemitério de Taguatinga. O enterro ocorreu às 16h50 deste sábado (6/2), sob aplausos, honras militares e forte comoção das cerca de 2 mil pessoas presentes. Helicópteros jogaram pétalas de flores no momento do sepultamento.
Antes, durante todo o cortejo nas ruas, moradores de Taguatinga pararam para aplaudir o policial. O militar era casado e deixou um filho. A família morava em Ceilândia, na casa da mãe de Renato. O servidor trabalhou por 13 anos na corporação.
Atualmente, ele estava lotado no 2º BPM, em Taguatinga, onde fazia parte do Grupo Tático Operacional (Gtop) da região. Um irmão do policial, que mora no Piauí, veio às pressas para a capital após receber a notícia da fatalidade.
O cabo Renato era considerado um servidor exemplar e colecionava 87 referências de elogios em sua ficha funcional.
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Durante o velório, muitos policiais civis abraçaram os colegas militares, entre PMs e bombeiros. No local, o clima era de consternação e solidariedade. “Perdemos um guerreiro que lutava para manter a lei. Deu sua vida pela segurança pública. O Renato merece todas as homenagens”, disse o soldado Claudio Rocha.
O governador Rodrigo Rollemberg ajudou a carregar o caixão do carro fúnebre para a capela. Depois, o socialista foi hostilizado antes de deixar o cemitério, por volta das 16h10. Veja vídeo:
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O policial morreu em um acidente de trânsito na tarde de sexta-feira (5/2) — ele estava em serviço com mais três colegas de corporação, em perseguição a um veículo roubado, quando a viatura capotou na BR 070, próximo a Águas Lindas (GO). Chovia muito no momento.
Arquivo pessoal
Cabo Renato Fernandes
Comoção
Na noite de sexta (5), Rollemberg publicou nota de pesar. “Lamento profundamente a morte do policial Renato Fernandes e me solidarizo com a família, com os amigos e com toda a corporação da Polícia Militar. É uma perda irreparável. Temos que reconhecer e valorizar a bravura, a coragem e a dedicação dos policiais militares, que arriscam a vida para proteger a população.”
O Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol-DF) também se manifestou por meio de nota. “Não bastasse o risco diário que corremos ao enfrentar o crime 24 horas por dia, em defesa da população, ainda temos que nos preocupar com equipamentos obsoletos, armamento defeituoso, viaturas sem manutenção adequada, coletes e munições com prazos de validade vencidos, falta de efetivo e sobrecarga de trabalho. Não podemos permitir que o sucateamento da segurança pública traga como consequência mais perda de vidas. Quando morre um policial, a sociedade perde mais um herói, mais um guardião. Para nosso conforto, os céus recebem mais um anjo”.
Nas redes sociais, mulheres de policiais e colegas de trabalho de Renato manifestaram dor e revolta com a perda.

Manutenção
Denúncias relacionadas à instabilidade e más condições das viaturas da Polícia Militar são recorrentes entre os militares que trabalham diariamente nas ruas do Distrito Federal. As reclamações vão desde conservação dos pneus até a falta de viaturas para fazer o serviço de ronda, uma vez que parte dos veículos está encostada.

Em nota, a PM informou que o problema com a manutenção da viatura, tipo Pajero, será resolvido por meio de processo de pregão. “Para cada viatura só pode ser feito um contrato de manutenção por vez. As demais viaturas (Blazer, Fiesta, Paraty, entre outras) estão com os contratos em dia”.
A PMDF esclareceu ainda que as viaturas só saem para o serviço policial militar após avaliação dos motoristas de cada equipe, que verificam se os veículos têm condições de uso ou não. Desde 20 de janeiro, a corporação diz que está em negociação com a Polícia de Michigan, nos Estados Unidos, para a realização de testes com viaturas. “Com isso, pretendemos que sejam feitos carros próprios para o serviço de polícia, o que nunca houve no Brasil”.
Em 22 de janeiro, o comandante-geral da Polícia Militar, o coronel Marco Antônio Nunes divulgou um vídeo prometendo uma gestão transparente e apontando problemas “não resolvidos” que, segundo ele, foram herdados.
Entre eles citou a questão da falta de manutenção das viaturas e a necessidade de comprar novos coletes para a proteção dos policiais. Ao convocar os militares para atuar em prol da segurança dos brasilienses, o comandante admitiu haver desafios que precisam ser vencidos, mas deixou claro que “isso foi recebido assim”.
"Por Soldado Atlas

Era uma vez uma Polícia onde os homens mais capazes, mais audazes, valorosos e que reuniam todas as virtudes que se espera de um Policial cansaram, lutaram, gritaram, imploraram e por fim faleceram.

Aqueles que tinham propósito claro de que vale a pena trabalhar para garantir a vida, a propriedade e a liberdade dos cidadãos de sua cidade, desapareceram, não suportaram entregar suas vidas para um ideal, quando os meios que lhes são oferecidos para servir são justamente os mesmo que servem para ceifar suas vidas.

De uma vez por todas se uniram, cansaram de observar meia dúzia de parasitas sugarem milhões de reais para realizar a manutenção de viaturas que nunca foram feitos, enquanto reuniam farelos de seus suados salários para consertá-las.

Seus corpos estão em hospitais, salas de cirurgias, UTI, caixões, o dos parasitas, provavelmente se regozijando em um alto cargo do Governo, cujos os vencimentos são duramente pagos com nosso suor, lágrimas e sangue.

Somente o trauma coletivo gera união e nos parece que só a violência vai gerar a compreensão necessária a sociedade que os Policiais Militares dessa cidade não vão mais aceitar trabalhar de graça em escalas extras, não vão mais sair as ruas com viaturas sem condições, com coletes vencidos.

Nenhum PM dessa cidade vai aceitar trabalhar dezenas de anos e ter somente uma mísera promoção, com soldos sendo corrigidos pelo salário mínimo."

Força-tarefa da Lava Jato apura elo de Teixeira, compadre de Lula, com sítio

Instituto Lula/Divulgação
O negócio foi formalizado no fim de 2010, no escritório de Teixeira, na capital paulista
A força-tarefa da Operação Lava Jato investiga quais as relações do advogado Roberto Teixeira, compadre do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com a compra e a reforma do Sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP). O negócio foi formalizado no fim de 2010, no escritório de Teixeira, na capital paulista, conforme revelou ontem o Estado com base nas escrituras de compra e venda da propriedade.
O sítio de Atibaia está em nome de Fernando Bittar, filho do ex-prefeito de Campinas (SP) Jacó Bittar, fundador do PT e amigo pessoal de Lula, que deixou o partido sob suspeita de irregularidades, e do empresário Jonas Suassuna – sócio de um dos filhos do ex-presidente.
A família de Lula usa frequentemente o sítio, que foi totalmente reformado em 2011, após sua compra. As suspeitas da Polícia Federal e do Ministério Público Federal são de que pelo menos duas empreiteiras acusadas de cartel e corrupção na Petrobras – OAS e Odebrecht – tenham executados os serviços, de maneira irregular. Bittar e Suassuna podem ter servido para ocultar os verdadeiros donos do sítio, que tem 173 mil metros quadrados, lago, piscina e uma ampla residência, suspeitam os investigadores.
A PF solicitou ao Cartório de Registros de Imóveis de Atibaia cópia da matrícula e do contrato de compra e venda do sítio. Segundo o registro, foram pagos por Bittar e Suassuna R$ 1,5 milhão pelo sítio.
O negócio formalizado em 29 de outubro de 2010, dois dias antes da eleição da presidente Dilma Rousseff, no 19º andar de um prédio de escritórios na Rua Padre João Manuel, nos Jardins, zona sul de São Paulo, onde funciona o Teixeira, Martins e Advogados.
Teixeira é amigo de Lula desde os anos 1980 e padrinho do filho caçula do ex-presidente, Luis Cláudio – que mora em um apartamento registrado em nome de uma empresa da família do advogado, também nos Jardins.
Topógrafo
O elo de Teixeira com o sítio foi descoberto após o topógrafo Cláudio Benatti, identificado pela Polícia Federal como responsável pelas medições e plantas do Sítio Santa Bárbara, ter afirmado ao Estado, no dia 12 de janeiro, que o compadre do ex-presidente Lula era quem indicava os serviços a serem feitos na propriedade em Atibaia.
“Todos os serviços que foram executados, meus, de topografia, sempre foram o Roberto Teixeira. ‘Ó fulano está precisando que você faça isso”‘, afirmou Benatti, na época. A Lava Jato já apurava a reforma no Sítio Santa Bárbara desde abril de 2015.

Mulher com síndrome de Asperger que ficou famosa pelos vídeos virais com o cão é morta pela polícia SOCIEDADE 07.02.2016 às 0h13

Danielle Jacobs ficou mundialmente famosa após partilhar alguns vídeos no You Tube onde era visível a preocupação do seu cão, um Rottweiler, a tentar consolá-la quando ela chorava

Jovem norte-americana de 24 anos de idade sofria de síndrome de Asperger. De acordo com a edição online do britânico Daily News, a polícia foi chamada ao seu apartamento, no estado do Arizona, devido a uma tentativa de suicídio. Os agentes afirmam que Danielle agiu de forma muito violenta, tendando agredi-los com uma faca. A jovem acabou por ficar gravemente ferida.
Danielle Jacobs foi transportada para o hospital mas acabou por morrer durante a noite. O jornal Daily News falou com a mãe, Stacia, que acusou os polícias de terem atingido a filha a tiro de forma premeditada, contou, ainda, que tinha falado com a filha no dia anterior e que ela estava bem. O detetive Esteban Flores refere na imprensa que os agentes agiram em legítima defesa.
A edição online do The Huffington Post efetuou uma reportagem com Danielle em 2015 onde ela falou abertamente sobre a sua deficiência e contou que treinou o cão durante quatro anos para evitar que ela se automutilasse.

C.do Norte assegura ter colocado com sucesso satélite espacial em órbita

A televisão estatal norte-coreana emitiu um anúncio especial no qual assegurou que o país colocou em órbita seu satélite de observação terrestre.© Foto: Reuters A televisão estatal norte-coreana emitiu um anúncio especial no qual assegurou que o país colocou em órbita seu satélite de observação terrestre.
A Coreia do Norte afirmou neste domingo que realizou com sucesso o lançamento de um foguete de longo alcance e pôs em órbita um satélite espacial, uma ação considerada pela comunidade internacional um teste secreto de mísseis.
A televisão estatal norte-coreana emitiu um anúncio especial no qual assegurou que o país colocou em órbita seu satélite de observação terrestre.
Fontes dos governos de Coreia do Sul e Estados Unidos confirmaram o sucesso da operação sem dar mais detalhes.
A Coreia do Norte lançou o satélite Kwangmyongsong-4 (Estrela Brilhante-4) em um foguete de longo alcance que decolou da base de Sohae, no noroeste do país, segundo informou a televisão norte-coreana.
O satélite entrou em órbita nove minutos e meio depois da decolagem e circula sobre a terra a uma altitude de cerca de 500 quilômetros, segundo o comunicado da Administração para o Desenvolvimento Aeroespacial Nacional da Coreia do Norte divulgado pela "KCTV".
O organismo norte-coreano informou, além disso, que o Kwangmyongsong-4 leva "aparelhos de medição e de telecomunicações necessários para a observação da Terra".
No comunicado lido pela televisão, a agência reivindicou o "legítimo direito" da Coreia do Norte de "utilizar o espaço com fins pacíficos e independentes", em resposta aos protestos de Coreia do Sul e Estados Unidos que consideram o lançamento um teste secreto de mísseis que viola várias resoluções impostas pela ONU ao país comunista. 
Coreia do Sul anuncia diálogo com EUA para instalar escudo antimísseis
O governo da Coreia do Sul anunciou neste mdomingo que começará as negociações com os EUA para a instalação do escudo antimísseis THAAD, depois que a Coreia do Norte lançou um foguete ao espaço no que se considera um teste de mísseis.
Autoridades do Executivo sul-coreano e das Forças dos Estados Unidos na Coreia do Sul (USFK) tomaram a decisão em reunião de emergência em Seul horas depois que o regime de Kim Jong-un realizou, aparentemente com sucesso, o lançamento no qual teria posto em órbita um satélite.
Ambos os países buscam "garantir a postura de defesa antimísseis da aliança Coreia do Sul-Estados Unidos contra as ampliadas ameaças da Coreia do Norte", segundo explicou um representante do governo sul-coreano citado pela agência local "Yonhap".
A possibilidade do desdobramento do americano THAAD na Coreia do Sul é um polêmico e caro projeto que até agora permanecia estagnado, em parte devido à oposição da China ao considerar que pode ser objeto de espionagem por causa de seu avançado sistema de radares.
O THAAD é o único método eficiente para a Coreia do Sul para interceptar a grande altura os poderosos mísseis do regime de Kim Jong-un, algo que não seria possível com o atual sistema de defesa nem com as tecnologias que Seul planeja implantar nos próximos anos.
Agencia EFE, S.A.