segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

OPERAÇÃO LAVA JATO Moro condena mais um ex-diretor da Petrobras no caso Lava Jato Jorge Zelada foi preso em julho de 2015 durante a 15ª fase da Operação Lava Jato

Jorge Zelada, ao ser preso em julho de Jorge Zelada, ao ser preso em julho de 2015. 2015.Brazil Photo Press/Folhapress





A Justiça Federal condenou o ex-diretor da área Internacional da PetrobrasJorge Luiz Zelada a 12 anos e dois meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no esquema investigado pelaOperação Lava Jato, da Polícia Federal. A decisão foi publicada nesta segunda-feira pelo juiz federal Sérgio Moro, que está à frente das ações da Lava Jato e que também condenou outras três pessoas: o ex-gerente da Petrobras Eduardo Costa Vaz Musa (condenado a 10 anos de prisão em regime inicialmente aberto diferenciado); e os lobistas Hamylton Pinheiro Padilha Júnior (8 anos em regime aberto diferenciado); e João Augusto Rezende Henriques (6 anos e 8 meses de prisão), apontado como operador do PMDB na estatal e aliado de Eduardo Cunha, presidente da Câmara.
Jorge Zelada foi o quarto diretor da Petrobras a ser peso. Em abril do ano passado, Paulo Roberto Costa foi o primeiro membro da diretoria da estatal a ser condenado a prisão. Costa era diretor de abastecimento da petroleira, e também recebeu uma sentença de 12 anos. Em agosto o diretor da área internacional da empresa, Nestor Cerveró, também foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro. Em setembro foi a vez do ex-diretor da área de Serviços Renato Duquefoi condenado a 20 anos e 8 meses de reclusão por corrupção. 
A prisão de Zelada ocorreu durante a 15ª etapa da operação Lava Jato, em julho de 2015. O magistrado o absolveu do crime de evasão de divisas, mas aceitou a tese do Ministério Público de que o ex-diretor recebeu propina, no valor de 31 milhões de dólares (124 milhões de reais), para favorecer a empresa Vantage Drilling Corporation no afretamento do navio-sonda Titanium Explorer para a Petrobras de navios-sonda.
Além da prisão em regime inicial fechado, Moro mandou confiscar mais de 123 milhões de reais em duas contas em nome de Zelada. Devido a um acordo de delação premiada, Eduardo Musa e Hamylton Padilha Júnior tiveram as penas reduzidas e poderão cumprir penas em regime aberto diferenciado, cujas restrições variam de acordo com o combinado com o Ministério Público com cada um dos réus.
A defesa do ex-diretor da Petrobras nega as acusações e, segundo nota publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo, diz que não houve irregularidades na contratação do navio-sonda e classificou o juiz Sergio Moro de “incompetente” e “suspeito para julgar o caso”. À Folha de S.Paulo, a defesa já manifestou que irá recorrer da decisão, que considera injusta.

Janot ignora Cunha ao cumprimentar autoridades em sessão no STF Procurador-geral discursou na abertura dos trabalhos de 2016 do Judiciário. Chefe do MP aproveitou ocasião para fazer balanço da Operação Lava Jato. Renan Ramalho, Laís Alegretti e Nathalia Passarinho Do G1, em Brasília

01/02/2016 15h34 - Atualizado em 01/02/2016 23h09
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ignorou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ao cumprimentar as autoridades presentes à sessão de abertura dos trabalhos de 2016 do Supremo Tribunal Federal (STF). O peemedebista, investigado pela Operação Lava Jato e alvo de um pedido de afastamento do cargo por parte do Ministério Público, estava sentado à esquerda de Janot.
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot (e), e o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), na solenidade de abertura do Ano Judiciário de 2016 (Foto: André Dusek/Estadão Conteúdo)Eduardo Cunha ficou sentado à esquerda de Janot na solenidade de abertura do ano do Judiciário no Supremo Tribunal Federal (Foto: André Dusek/Estadão Conteúdo)
No início de sua fala, nos habituais cumprimentos às autoridades, o procurador-geral saudou apenas o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o presidente do Supremo, ministro Ricardo Lewandowski, e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que foi ao tribunal representando a presidente da República, Dilma Rousseff.
Cunha é alvo de dois inquéritos e uma denúncia no STF relacionados à Lava Jato. No ano passado, o presidente da Câmara fez duras críticas a Janot, acusando o procurador-geral de perseguição política e aliança com o Executivo para destitui-lo do cargo e evitar o impeachment de Dilma.
Ao retornar à Câmara após o encerramento da sessão solene no Supremo, Eduardo Cunhafoi indagado por repórteres sobre se havia ficado constrangido com o fato de não ter sido mencionado nos cumprimentos iniciais do chefe do Ministério Público. O presidente da Câmara, entretanto, ficou em silêncio e entrou apressadamente em seu gabinete.

Ao sair da Casa, Cunha foi questionado se o discurso de Janot o constrangeu. "A mim, nada. Estou representando a constitucionalidade, representando a Casa. O momento que eu estou lá, apenas cumprindo meu papel", respondeu.
Ao mencionar Renan Calheiros, Janot referiu-se a ele como "presidente do Congresso", cargo que acumula no Legislativo. O senador de Alagoas é investigado em seis inquéritos na Lava Jato. Ele nega as acusações de que recebeu propina do esquema de corrupção e ainda não foi denunciado.
Ao deixar a cerimônia, o ministro da Justiça tentou minimizar o mal-estar gerado no plenário depois que Janot ignorou o presidente da Câmara em seus cumprimentos. Na avaliação de Cardozo, as autoridades presentes estavam representando os respectivos poderes e prestaram contas sobre suas atividades.
"Uma questão é a representação da instituição e outra coisa é o mundo dos processos em que as pessoas têm oportunidade de ter seu direito de defesa. E, ao final, a palavra do STF será soberana", desconversou Cardozo ao ser questionado por repórteres sobre o episódio.
Segundo o procurador-geral, o Ministério Público Federal busca “a verdade dos fatos, e não de factoides”.'Verdade dos fatos'
Janot aproveitou seu discurso na sessão que dá início às atividades do ano do Supremo para defender a atuação do Ministério Público na Operação Lava Jato. O trabalho dos procuradores da República tem sido criticado por advogados que atuam na defesa de réus do processo que investiga o esquema de corrupção que atuava na Petrobras.
“Por natureza, não compactuamos ou tergiversamos com ilícito, com autoritarismo, com interesse velado. Buscamos, simples e só, de forma clara e objetiva, a verdade dos fatos, e não factoides e o seu enquadramento jurídico. Sem evasivas, sem cortinas de fumaça”, enfatizou.
“A atuação ministerial sempre se pautará pela impessoalidade, juridicidade, apartidarismo, tecnicismo e pela estreita observância dos direitos e garantias fundamentais, em especial daqueles que, chamados pela Justiça, devem responder por seus atos”, completou em seguida o procurador-geral da República.
Balanço da Lava Jato
Rodrigo Janot afirmou diante dos ministros do Supremo que, no ano passado, só a Lava Jato teve 1.016 procedimentos instaurados, 396 buscas e apreensões, 99 mandados de condução coercitiva cumpridos, 119 mandados de prisão cumpridos, sendo 62 preventivas e 57 temporárias.
Além disso, destacou o procurador-geral, no ano passado foram firmados 86 pedidos de cooperação internacional, 40 acordos de colaboração premiada celebrados e 5 acordos de leniência.
“Trinta e seis acusações criminais foram ajuizadas contra 179 pessoas, apontando cometimento de crimes contra o sistema financeiro internacional e nacional, corrupção, tráfico transnacional de drogas, formação de organização criminosa, lavagem de ativos, ente outros ilícitos”, acrescentou o chefe do MP.
Impeachment
Encerrada a sessão, o ministro da Justiça, encarregado de representar Dilma na cerimônia, falou a jornalistas sobre a pretensão do presidente da Câmara de apresentar embargos de declaração – recurso que questiona contradições ou omissões – para tentar rever a decisão do STF sobre o rito deimpeachment.
Na visão de José Eduardo Cardozo, a sentença do tribunal que barrou as regras que haviam sido definidas pelos deputados não deixa "nenhuma dúvida".
De acordo com o petista, é "curioso" apresentar um embargo de declaração antes de o acórdão da decisão ser publicado.
Em dezembro, o STF decidiu que a comissão especial da Câmara só pode ser formada por indicados por líderes de partidos, sem chapas avulsas; que a eleição da comissão deve ser por votação aberta; que a presidente Dilma Rousseff não precisa ser ouvida nessa fase do processo; e que o Senado tem poder para rejeitar o processo, mesmo se ele for autorizado pela Câmara.
Dias depois, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, afirmou que apresentaria o recurso para tirar dúvidas.
"Eu, pessoalmente, acho curioso que um recurso que discuta contradições ou omissões seja posto antes da publicação do acórdão. [...] Cada um de nós tem sua visão sobre o que motiva um recurso desse e sobre seu significado jurídico. O Supremo decidirá", disse o ministro da Justiça.

Sócio da Engevix diz que valores pagos a José Dirceu não eram ilícitos Gerson de Mello Almada prestou depoimento à Justiça na sexta-feira (29). Ele é réu no processo da Lava Jato que apura a participação de Dirceu.

Thais Kaniak 01/02/2016 19h19 - Atualizado em 01/02/2016 19h33Do G1 PR
Gerson de Mello Almada, da Engevix, explica importância do dirigível desenvolvido em São Carlos (Foto: Divulgação/Engevix)Gerson Almada prestou depoimento à Justiça na
sexta-feira (29) (Foto: Divulgação/Engevix)
Em depoimento à Justiça Federal do Paraná, em Curitiba, Gerson de Mello Almada – que é um dos sócios da empreiteira Engevix – afirmou que os pagamentos da empresa feitos ao ex-ministro José Dirceu não eram relacionados a contratos da Petrobras.
Almada e José Dirceu foram ouvidos pelo juizSérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância, na sexta-feira (29), mas os vídeos da audiência foram disponibilizados apenas nesta segunda (1º).
O executivo disse que José Dirceu prestou consultoria à Engevix para que a empresa expandisse os negócios no exterior. Porém, segundo Almada, a construtora não ganhou nenhum contrato e não ampliou nenhum negócio em função aos serviços prestados pelo ex-ministro: "Não, não ganhamos nada", afirmou ao juiz. Os serviços foram prestados entre 2008 e 2011.
Almada também afirmou à Justiça que não tinha conhecimento do pagamento de propina a Renato Duque.O executivo já foi condenado a 19 anos de prisão por organização criminosa, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Almada recorre em liberdade. Ele ainda é réu na ação penal que apura a participação de José Dirceu no esquema de corrupção na Petrobras. Foi neste processo que os dois foram ouvidos na sexta-feira.
Indicação de Duque
Enquanto José Dirceu negou ter indicado Renato Duque para o cargo de diretor de Serviços na petrolífera, Almada disse ter conhecimento – por meio do lobista Milton Pascowitch – de que Duque tenha sido indicado pelo PT.
Pascowitch é apontado pelo Ministério Público Federal (MPF) como operador de propina da construtora Engevix. Ele também é réu no processo que o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. O lobista é delator da Lava Jato.
O ex-ministro disse que só conheceu Renato Duque depois que ele já era diretor de Serviços da Petrobras e relacionou o nome de Duque aoPSDB, mas não disse taxativamente que a indicação para o cargo tenha sido feita por tucanos.
Renato Duque foi preso, pela segunda vez na Operação Lava Jato, em meio à 10ª fase, deflagrada em março de 2015. Ele é acusado de participar do esquema de pagamento de propina para servidores, agentes políticos e partidos. Duque já foi denunciado oito vezes pelo Ministério Público Federal (MPF) e condenado a mais de 20 anos de prisão. 
O ex-diretor de Serviços da Petrobras e José Dirceu estão detidos no Complexo Médico-Penal, em Pinhais, na Região Metropolitana deCuritiba.

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Veja o que Ministério Público e defesa de Lula disseram sobre triplex em SP MP-SP apura se petista ocultou imóvel; defesa diz que ele declarou cotas. OAS assumiu obra de edifício no litoral devido a dificuldades de cooperativa.

01/02/2016 21h30 - Atualizado em 01/02/2016 21h51
Com o avanço das investigações sobre o edifício Solaris, em Guarujá, no litoral de São Paulo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tornou-se alvo do Ministério Público de São Paulo por suspeita de ter ocultado a propriedade de um apartamento triplex no condomínio. Desde que o caso foi divulgado pela imprensa, a defesa de Lula nega que ele tenha sido dono do imóvel.
O edifício
O Edifício Solaris, em Guarujá, foi lançado pela Bancoop, a cooperativa do Sindicato dos Bancários de São Paulo, que construía casas e apartamentos a preço de custo.
Com problemas financeiros, a cooperativa se tornou insolvente e não conseguiu levar adiante vários empreendimentos, inclusive o Solaris.
O prédio, então, foi assumido pela construtora OAS, que teria reformado um triplex para Lula.
A investigação
O Ministério Público de São Paulo investiga a Bancoop desde 2007 e diz que 6 mil cooperados foram prejudicados. Para os promotores, o dinheiro que deveria ter sido aplicado na construção dos imóveis foi desviado para financiar campanhas eleitorais do PT.
O MP-SP também quer saber se o ex-presidente ocultou patrimônio ao não declarar a propriedade do triplex. Essa seria uma forma de encobrir o crime de lavagem de dinheiro, de acordo com os procuradores que investigam o caso.
A investigação do MP de São Paulo se dá simultaneamente à dos procuradores da República que integram a força-tarefa da Operação Lava Jato, em Curitiba, que também suspeitam de ocultação de patrimônio por parte de Lula. No último dia 27, a Polícia Federal deflagrou a operação intitulada Triplo X com o objetivo de apurar se os imóveis do edifício Solaris foram usados para lavagem de dinheiro.
A versão de Lula
Em nota, divulgada neste domingo, a assessoria de imprensa do Instituto Lula afirma que o petista nunca foi dono do apartamento, mas somente proprietário de cotas de um projeto da Bancoop, cooperativa do Sindicato dos Bancários de São Paulo.
O mesmo argumento foi utilizado pelo advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins. Segundo ele, o ex-presidente era dono de uma cota do empreendimento e que teria a opção de não aderir ao negócio e pedir o resgate do valor investido.
Cotas
Segundo o promotor José Carlos Blat, do MP-SP, na Bancoop não existem cotas. Ele afirma que todos que compraram da cooperativa, compraram "coisas concretas, apartamentos" por preços acima do mercado.
O Instituto Lula, por sua vez, admite que a Bancoop reservou previamente para todos os compradores uma unidade no futuro edifício mas que, quando o empreendimento foi incorporado pela OAS, a família de Lula não aderiu ao novo contrato e a reserva da unidade deixou de valer.
Segundo o instituto, a ex-primeira-dama Marisa Letícia pagou uma entrada de R$ 20 mil, as prestações mensais e intermediárias do carnê da Bancoop, até setembro de 2009, quando a cooperativa repassou o negócio para a OAS.
A família do ex-presidente Lula teria investido R$ 179.650,80 na compra da cota, declarada à Receita e ao Tribunal Superior Eleitoral, segundo a assessoria do petista.
Instituto Lula divulgou termo de adesão ao empreendimento, assinado pela ex-primeira-dama Marisa Letícia (Foto: Reprodução)Instituto Lula divulgou termo de adesão ao empreendimento, assinado pela ex-primeira-dama Marisa Letícia (Foto: Reprodução)
Apesar de o documento de desistência de adesão ao empreendimento ser datado de 2009, o Instituto Lula afirma que a família do ex-presidente só desistiu de utilizar a cota para adquirir o imóvel e assinou o documento em novembro de 2015.Desistência da cota
O Instituto Lula também afirma que a família de Lula desistiu de utilizar a cota para adquirir um dos imóveis disponíveis no condomínio porque "as notícias infundadas, boatos e ilações romperam a privacidade necessária ao uso familiar do apartamento".
"A família do ex-presidente Lula solicitou à Bancoop a devolução do dinheiro aplicado na compra da cota-parte do empreendimento, em 36 parcelas, com um desconto de 10% do valor apurado, nas mesmas condições de todos os associados que não aderiram ao contrato com a OAS em 2009", afirma a assesoria.
A devolução do dinheiro aplicado à família do ex-presidente, segundo o instituto, ainda não começou a ser feita. O advogado de Lula, por sua vez, afirmou que assim que a OAS assumiu o empreendimento, em 2009, a família do ex-presidente desistiu do negócio e solicitou a devolução do montante aplicado.
Visitas ao condomínio
O Instituto Lula afirma que o ex-presidente visitou o apartamento triplex de número 164-A acompanhado de sua esposa e do então presidente da OAS, Léo Pinheiro, preso na Operação Lava Jato.
Essa visita, segundo o instituto, foi a única feita pelo ex-presidente ao prédio.
A versão de Lula diverge do depoimento do zelador do edifício Solaris, José Afonso Pinheiro, e da porteira do condomínio, Letícia Eduarda Rodrigues da Silva Rosa, que falaram ao Ministério Público.
Aos promotores de Justiça, Pinheiro relatou ter visto Lula no condomínio duas vezes na época em que o triplex estava sendo reformado pela Tallento Construtora Ltda, empresa contratada pela OAS.
O Instituto Lula também afirma que Marisa Letícia e um dos filhos do casal visitaram o apartamento em outras ocasiões durante a obra mas que nunca o utilizaram para qualquer finalidade.
Instituto Lula divulgou termo de demissão da cooperativa, assinado por Marisa Letícia (Foto: Reprodução)
Instituto Lula divulgou termo de demissão da cooperativa, assinado por Marisa Letícia (Foto: Reprodução)Instituto Lula divulgou termo de demissão da cooperativa, assinado por Marisa Letícia (Foto: Reprodução)

Tribuna Animal

Quem somos, como surgimos e qual é o nosso trabalho


Como surgimos

A idéia inicial foi de um casal que dentre muitas outras coisas em comum possui o amor pelos animais como prioridade de vida. Sendo no ano de 2002 deu-se início a um website aonde seria possível alcançar mais pessoas e assim auxiliar a um maior número de animais. Nosso primeiro site foi simples com informações básicas, com o tempo fomos nos envolvendo cada vez mais com a proteção animal, conhecendo mais pessoas e adquirindo mais conhecimentos.

Em 2003 o website cresceu, e o casal Altina e Erico Mabellini que iniciou esse trabalho foi se envolvendo de corpo e alma com a proteção animal.

Em 2006 o website amadureceu muito e se tornou uma das referências em informações a respeito da proteção animal. E assim, pessoas de grande conhecimento técnico e profissional além de muito amor pelos animais foram agregadas ao grupo (clique aqui para conhecê-las). Nesse momento percebemos que poderíamos fazer um pouco mais pelos animais se constituíssemos uma ONG. No mesmo ano nos afiliamos ao Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal.
Não podemos deixar de mencionar a nossa logomarca que está em todas as páginas de nosso portal - a beleza que dorme seu sono tranquilo no canto das páginas é Bruna Maria, ela foi nossa companheira fiel, inseparável e sempre muito dócil, estava conosco quando iniciamos o primeiro website, hoje ela descansa no céu ao lado de São Francisco.

Com enorme prazer, muito suor e por vezes alguma dor e lágrimas seguimos em nossa luta em favor dos que não podem falar.

Qual é o nosso trabalho

Mais do que uma divulgadora e produtora de notícias e artigos, somos antes de tudo uma Organização Não Governamental que trabalha em várias frentes pela proteção e defesa dos animais, sejam eles domésticos, silvestres, de produção ou exóticos, participando e promovendo manifestações, trabalhando politicamente, organizando eventos, encaminhando castrações a custo reduzido de animais domésticos, organizando adoções e concretizando parcerias com outras entidades e protetores independentes.

Aí nos chegam algumas perguntas, dentre elas:

1- Vocês conseguem fazer tudo isso de que forma? 

2- De onde vêm os recursos? 

3- Vocês auxiliam outras entidades e protetores independentes? Quais são essas pessoas e entidades que vocês auxiliam? Poderiam estar nos auxiliando?

4- Vocês promovem adoções, que tal então vir retirar este animalzinho que apareceu em nossa porta e não temos condições de cuidar? A Tribuna Animal possui abrigo? 

Respostas:

R.:1- Fazemos da forma como fazem a maioria das entidades que protegem os animais, com muito amor, responsabilidade, coerência e com trabalho de 24 horas pensando e agindo em favor dos animais. Toda a diretoria e eventuais voluntários que trabalham na Tribuna Animal possuem seus respectivos empregos, mas todos dedicam-se integralmente à causa dos animais. voltar

R.:2- Os nossos recursos, além do investimento da própria diretoria, são provenientes de patrocínios, apoios recebidos, anuncios em nosso site, parcerias que realizamos e de produtos vendidos. Dessa forma existe sempre uma troca que seja interessante para ambas as partes. Não pedimos doações em dinheiro pela internet ou qualquer outro meio de comunicação. Também não recebemos qualquer quantia do governo ou autarquias, pois entendemos que o nosso papel enquanto entidade não governamental requer liberdade para agirmos e expormos a nossa opinião sem que precisemos temer a perda de algum recurso. 
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R.:3-
 Como dito acima, a Tribuna Animal provê os seu próprios recursos, recebendo patrocínios, apoios e firmando parcerias. Dessa forma, também apoiamos a outras entidades e a protetores independentes, que são escolhidos por nossa diretoria, da forma que julgamos conveniente e principalmente para que seja efetivamente interessante e produtivo para todos. Concluindo, não vemos este trabalho como auxilio e sim como uma parceria aonde são oferecidas trocas de conhecimento e novas oportunidades de aprender. 
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R.:4-
 A Tribuna Animal não possui abrigo porque entendemos que essa não seja a solução para o problema do abandono de animais. Esse é o pensamento de nossa entidade (pessoa jurídica), mas uma entidade é formada por pessoas humanas, e uma entidade de proteção animal é formada acima de tudo por protetores. Assim sendo, cada um dos componentes de nossa diretoria possui abrigados o numero de animais que pode manter com seus próprios recursos, a Tribuna Animal entra com o trabalho de tentar conseguir lares para esses animais. 
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Se você encontrou um animal abandonado e não sabe o que fazer entre em contato conosco e lhe ofereceremos todas as informações para que você mesmo possa realizar esse trabalho de adoção, mas entenda que não poderemos ficar com o animal.

Se possui um animal sob sua guarda e pretende se desfazer dele, veja antes as questões abaixo e reflita:

01- Você perdeu o emprego e não tem mais como cuidar do seu animal?

02- O seu condomínio não permite animais?

03- Vai se mudar para um apartamento?

04-
 Vai se mudar para outro país?

05- O seu animal cresceu e você não está conseguindo educá-lo?

06- Você teve a felicidade da chegada de um novo ser humano na familia e está com mêdo do contato de seu animal com este novo ser?

Para qualquer das duvidas acima, lembre-se de que o animal em nada contribuiu para que esses entraves ocorressem, sendo que até bem pouco tempo você estava feliz com a sua presença. Atente para o fato de que todos os abrigos estão lotados, muitos não possuem condições ideais de higiene e falta até mesmo comida para os animais.

R.:01- Reflita sobre como você irá cuidar de você mesmo e daqueles que estão sob sua responsabilidade, um animal com certeza não será a maior dificuldade até que você possa se restabelecer financeiramente. Eles também se adaptam às situações e o abandono de sua parte o fará sofrer muito mais. 
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R.:02-
 Lute pelo seu animal contra o condomínio que não quer permitir a sua presença. Ele com certeza faria isso por você. 
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R.:03- Antes de mudar verifique antes se o condomínio possui restrições quanto a animais. Isso evitará futuros aborrecimentos. 
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R.:04- Verifique antes os trâmites legais e de fiscalização sanitária exigidos a fim de que você possa embarcar para o seu destino e para entrar com seu animal no país para o qual pretende estar se mudando. Se a nova vida por lá será tão dificil que você não poderá dedicar um pouco de tempo a ele como vem fazendo por aqui, por quê mudar? Os animais também ajudam a refletir sobre o nosso futuro. 
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R.:05- Contrate um bom adestrador, afinal você também não nasceu sabendo tudo, e a sua educação com certeza foi muito mais dispendiosa e levou muito mais tempo. 
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R.:06-
 As relações, sejam entre pessoas ou entre pessoas e animais são construidas com base na confiança, perceba o quanto será construtiva essa relação, mas lembre-se o ser humano adulto é você, e é você (como chefe da matilha) que não deverá permitir abusos de ambas as partes. 
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E o mais importante, lembre-se sempre de que a fuga não resolve situações e o abandono menos ainda.  
 

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