terça-feira, 6 de outubro de 2015

Como me tornei o homem mais odiado do mundo O americano Martin Shkreli aumentou o preço de um comprimido vital, usado em doentes com HIV e que só a sua empresa produz de 3,5 dólares (€3,1) para 750 dólares (€668). E o mundo caiu-lhe em cima Ler mais: http://visao.sapo.pt/como-me-tornei-o-homem-mais-odiado-do-mundo=f832291#ixzz3nmex0ZNs

Como me tornei o homem mais odiado do mundo
Políticos e comentadores indignaram-se, a internet entrou em ebulição, hackers vingativos revelaram a morada e o número de telefone do empresário de 32 anos, e até Donald Trump, o demónio encarnado do momento, o insultou. Mas como é que Shkreli conseguiu sequer ter o monopólio de um comprimido cuja patente já expirou há décadas? Bem-vindo ao fabuloso mundo dos buraquinhos no sistema. 
1 - Para a malária, mas...
A pirimetamina foi criada em 1953 para combater à malária; mais tarde, descobriu-se que era ideal para tratar infeções de toxoplasmose em doentes com HIV
2 - Sem patente, mas...
A patente entrou em domínio público ao fim de 20 anos; este ano, a empresa de Shkreli comprou os direitos de produção do medicamento
3 - Pode-se produzir, mas...
Uma empresa que queira agora entrar no mercado americano da pirimetamina terá de gastar uma fortuna para produzir o comprimido a partir do zero e no licenciamento
4 - Martin Shkreli ganha sempre
Mesmo que alguém decida investir na produção do medicamento, no tempo que o processo demora já Shkreli vendendo pirimetamina a um preço elevado, sem concorrência enriqueceu


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Bancários de todo o país confirmam greve geral por tempo indeterminado A categoria pede reajuste de 16%, entre outras reivindicações. A Fenaban ofereceu reajuste de 5,5%

A greve geral dos bancários em todo o país, a partir desta terça-feira (6/10), foi confirmada. "A categoria aderiu ao movimento e as agências estarão fechadas por tempo indeterminado", alerta o presidente do Sindicato dos Bancários no DF, Eduardo Araújo. 

Drielle Vasti/Divulgação


Os bancários se reúnem em assembleia na noite de hoje para discutir os rumos da paralisação. Além de reajuste de 16% (incluindo reposição da inflação mais 5,7% de aumento real), a categoria pede a contratação de mais concursados em bancos públicos, instalação de portas giratórias em todas as agências para aumentar a segurança e estabilidade para os funcionários de bancos privados.


A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ofereceu 5,5% de reajuste para salários e vales. A proposta inclui abono de R$ 2,5 mil, não incorporado ao salário. Para a federação, o reajuste de 5,5% sobre os salários de 31 de agosto de 2015 vai, no mínimo, recompor o poder de compra dos trabalhadores dos últimos 12 meses.

EMMY INTERNACIONAL » Fernanda Montenegro é indicada ao Emmy por série da TV Globo Atriz de 'Doce de Mãe' representará o país no Oscar do cinema e da televisão nos EUA O luto público de dona Florinda, a viúva de Chespirito

Fernanda na FLIP a que acompanhou a filha, a atriz e escritora Fernanda Torres, em 2014. /FERNANDO FRAZÃO/AGÊNCIA BRASIL
Mais uma vez, Fernanda Montenegro põe o rosto em uma vitrine internacional, e o Brasil é quem se sente admirado pelo trabalho de uma de suas maiores atrizes. O feito, desta vez, é a indicação da atriz carioca de 85 anos ao 43° Emmy Internacional, um termômetro da TV mundial, comparável ao Oscar estrangeiro no caso do cinema. Fernanda foi indicada por sua atuação na série Doce de Mãe, daGlobo, em que faz Dona Picucha – personagem que rendeu a ela seu primeiro Emmy, em 2013. O programa é um dos que concorrem a melhor série humorística de 2015.
Com 60 anos de carreira, a mãe de Cláudio e de Fernanda Torres – atriz e escritora de um carisma e um profissionalismo que também conquistam o país – seleciona cada vez mais seus trabalhos televisivos, mas continua fazendo a diferença com papeis como o da advogada Teresa, cujo beijo em Estela (personagem de Nathália Timberg) na novela Babilonia, de Gilberto Braga, fez muitos brasileiros discutirem preconceitos sobre lesbianismo e também sobre relacionamentos amorosos na terceira idade.“Não sou uma mulher jovem e não tenho ambições de sair do meu país para fazer uma carreira ou uma vida em Hollywood”, declarou a atriz à imprensa várias vezes quando foi indicada ao Oscar por sua atuação como Dora, de Central do Brasil, em 1999, e também em 2007, quando fez a mãe de Florentino Ariza (Javier Bardem) na versão cinematográfica de O amor nos tempos do cólera, de Gabriel García Márquez. Mesmo que essa não seja sua expectativa, a nova indicação ao Emmy faz dela, de longe, um dos rostos do cinema e da televisão nacional mais reconhecidos em Hollywood, a meca do cinema e da televisão nosEUA.
A atriz no papel de Dona Picucha. /DIVULGAÇÃO
Em entrevista recente a Roberto D'Avila, em seu programa naGlobonews, Fernanda Montenegro avaliou o momento conservador que o país vive. “Agora nós estamos falando pouco dessa revolução real que está acontecendo no Brasil, que é falar com liberdade o que se quer dizer. Isso está chocando um pouco, porque sempre teve alguém que falava mais alto. Neste momento, todo mundo está num palanque: nós estamos ouvindo todos. Ainda mais pela internet. Não eram só os homossexuais que estavam no armário. De uma certa forma o país estava em armários”, analisou a atriz, cujo sonho era ser secretária, carreira para a qual se preparou, até estrear no teatro.

Mais Brasil no Emmy

Entre as séries dramáticas que concorrem nesta edição do evento, está a brasileira Psi, produzida pela HBO América Latina e protagonizada pelo ator Emilio de Melo, também indicado. Outros concorrentes do Brasil ­são a novela Império, de Aguinaldo Silva, a série Malhação Sonhos, ambas da TV Globo, que já coleciona doze estatuetas do prêmio (entre elas, as de Melhor Novela com Caminho das ÍndiasLado a Lado e Joia Rara). Os vencedores serão conhecidos em 23 de novembro, em Nova York.

Contas de Cunha chegam da Suíça e começa tradução do francês Ideia é apresentar ao menos três denúncias em outubro de casos mais maduros envolvendo outros políticos na Opera

Os arquivos digitais com as investigações do Ministério Pública da Suíça sobre o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), chegaram às mãos dos investigadores da Lava-Jato. Cautela foi a ordem do dia já na sexta-feira no bunker montado pelo procurador geral da República, Rodrigo Janot, para abrigar o grupo de trabalho da operação nos tribunais superiores. Nesta semana, eles devem se empenhar em traduzir as informações sobre extratos de contas bancárias atribuídas ao deputado e seus familiares, onde foram localizados US$ 5 milhões aproximadamente.

Há mais um de um banco da Suíça no material enviado pelos investigadores estrangeiros. Mas não se sabe se são referências a contas de outros investigados, que poderia ter abastecido ou se beneficiado das contas bancárias ligadas a Cunha. O deputado nega possuir bens fora do país. “Tudo o que eu tenho está no meu imposto de renda, declarado à Justiça Eleitoral, não sou sócio de nenhuma offshore, não mantenho conta no exterior de nenhuma natureza”, afirmou ele ao Correio em 12 de março. Na sexta-feira, ele reiterou declarações semelhantes feitas naquele dia perante a CPI da Petrobras.

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A tradução dos materiais – em francês – deve se concentrar na elaboração das trilhas dos valores. Ou seja, fazer os gráficos que demonstram como o dinheiro, seguindo a tese do Ministério Público, saiu dos cofres da Petrobras, chegou ao estaleiro Samsung, passou pelo lobista Júlio Camargo e foi para em contas de Cunha no exterior.

O deputado já foi denunciado ao STF por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele foi acusado pela Procuradoria Geral da República (PGR) de receber ao menos US$ 5 milhões de propina de Camargo depois que ele conseguiu vender dois navios-sonda à Petrobras, pelo valor de US$ 1,2 bilhão em 2006 e 2007. O deputado nega o recebimento de propina.

Como a denúncia já foi apresentada, há duas possibilidade com a chegada do material da Suíça. Uma é reforçar a acusação antiga com novas informações ou apresentar uma denúncia nova. Mas é preciso “muita calma” segundo um investigador ouvido pelo Correio, até porque há outras prioridades em andamento no grupo de trabalho. A ideia é trabalhar no material de Cunha nesta semana para ter uma visão completa do que é possível fazer.

Novas denúncias

À parte disso, os investigadores avaliar que é possível fechar outras investigações mais maduras. Uma perspectiva é apresentar pelo menos mais três novas denúncias da Lava-Jato em outubro. Para isso, faltaria localizar poucas provas para confirmar algumas declarações de delatores, como o dono da UTC Engenharia, Ricardo Pessoa. A própria PF já encerrou investigações em relação a alguns políticos ainda não denunciados, como o deputado Vander Loubet (PT-MS).

Oposição balança
A oposição balançou em seu apoio a Eduardo Cunha na segunda-feira. Pela manhã, o líder do DEM, Mendonça Filho (PE), disse ser necessário apurar “sem blindagem” a existência das contas do presidente da Câmara. “Sempre que há denúncias, que se se apure sem blindagem, exercendo o direito de defesa.” À tarde, o líder do PSDB, Carlos Sampaio (SP), afirmou que o partido pediu explicações a Cunha, que disse estar à espera do material enviado pela Suíça. Ele disse que os fatos são “gravíssimos”, mas que vai aguardar a chegada dos documentos. “É um dever dele dar explicações não só com o parlamento, mas com o país. O PSDB cobra essas explicações dele.” Na sexta-feira, o vice-líder do PPS, Arnaldo Jordy (SP), pediu a saída de Cunha do cargo.

No PT, o clima é de espera. Pelo menos num primeiro momento, embora atacar Cunha parece não ser uma boa estratégia em meio à aliança com o PMDB, recém-aquinhoado com sete pastas nas reforma ministerial da presidente Dilma Rousseff. Ontem, Cunha disse que não comentaria o fato de deputados pedirem seu afastamento por causa de seu envolvimento na Operação Lava-Jato. Ao mesmo tempo, disse que vai despachar os pedidos de impeachment da presidente mais tarde, em conjunto com outros.

Aperto financeiro força consumidores a devolver casa e carro financiados Sobe 19% casos de retomada de veículos, já desistência de imóveis na planta salta 30% Luta anticâncer à espera de verba

Consumidor analisa carros em pátio de leilão público em Guarulhos. / RAQUEL CUNHA
Em um auditório cheio em Guarulhos, Meire Camargo, de 48 anos, observa atentamente como o leiloeiro tenta vender ao público presente e a outros milhares de internautas um Fiat Bravo. "Posso vender? Ninguém quer dar mais? Olha que ele é branco e a cor está na moda. Dou-lhe duas, dou-lhe três, vendido!". Não é a primeira vez que a empresária comparece ao local, mas desta vez está de olho em uma boa oportunidade para comprar o primeiro carro do filho. "Em tempos de crise, não está fácil pagar um automóvel novo, é preciso procurar uma alternativa, temos que garimpar por aí", conta. Além disso, ela explica que escolheu o local porque grande parte dos veículos que seria leiloada foi apreendida de pessoas que não conseguiram pagar o financiamento. "São carros mais novos, muito mais conservados", completa.
Em tempos de aperto financeiro, muitos brasileiros não tem conseguido manter as parcelas do carro em dia e se vêm obrigados a devolver o veículo para as financeiras, que levam o bem para o leilão público para quitar a dívida. No primeiro semestre de 2015, a retomada de veículos cresceu 19% em relação ao ano passado. "O que notamos é que além do aumento de devoluções, a maioria dessas retomadas passaram a ser voluntárias, amigáveis. Antes de serem acionados pela Justiça, os donos já estão tomando a iniciativa para poupar tempo e dinheiro em um momento de recessão no país", afirma Célio Lopes, diretor executivo do Instituto Geoc, que reúne 16 das maiores empresas de cobrança do Brasil.
Meire Camargo participa de leilão em Guarulhos. / RAQUEL CUNHA
As devoluções acabam fazendo os pátios de leilões se transformarem em um mar de carros e atraem mais pessoas, como Meire, que estão em busca de alternativas para conseguirem um automóvel com desconto. Antes frequentado por empresas, os leilões de carro estão começando a receber mais consumidores comuns. "O leilão é como um termômetro da crise, todo dia estamos recebendo uma nova leva de clientes. Hoje, o que mais cresce é a participação dos internautas", afirma o leiloeiro Moacir de Santi, da Sodré Santoro.
A busca pelos leilões acontece quando o mercado de venda de novos veículos, não por acaso, recua. Até setembro, a queda das vendas de veículos novos, que inclui carros, comerciais leves e caminhões, foi de 22,66%, ou 1,95 milhão de unidades, segundo a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores). A economia na compra de um carro de passeio em um leilão pode chegar a 37%, segundo Santoro. "A variação depende de alguns fatores como modelo, cor e estado de conservação."
Normalmente, a retomada de um veículo ocorre entre 60 a 90 dias de atraso nos pagamentos e o bem vai direto para o leilão público. Após o automóvel ser leiloado, a financeira faz o levantamento da dívida do cliente, trazendo as parcelas vencidas a valor presente e desconta-se o valor da venda e verifica se ainda há saldo devedor.
Exatamente pelo veículo de leilão ter um preço menor que o da tabela, Lopes aconselha que quem está com dificuldades de pagar o financiamento, tente primeiro vender o carro no mercado antes da entrega amigável já que é provável que mesmo com devolução será difícil abater toda a dívida. "Se não conseguir, o melhor é tentar negociar um prazo maior para quitar as parcelas", afirma.

Devolução de imóveis na planta

A crise também tem dificultado o pagamento dos financiamentos de imóveis. No primeiro semestre de 2015, o número de pessoas que compraram imóvel na planta e desistiram porque não conseguiam mais pagar as prestações aumentou quase 30% em relação ao ano passado, segundo a Associação Nacional dos Mutuários (ANM). "Muitas pessoas não estão conseguindo pagar por perda de renda, de trabalho ou por falta de perspectiva", afirma Carlos Alberto de Santana, diretor jurídico, ANM.
Santana explica, no entanto, que essas devoluções, chamadas de destrato, podem ser realizadas apenas quando não houve a posse do imóvel. "Caso contrário, o consumidor precisa pedir um empréstimo no banco", explica.
As rescisões e o aperto na hora de pagar podem ficar ainda mais frequentes nos próximos meses considerando as medidas cada vez mais restritivas de acesso ao financiamento imobiliário. Na semana passada, a Caixa Econômica Federal, que detém dois terços de todos os empréstimos para compra de imóveis no país, informou que vai aumentar os juros para financiar a casa própria com recursos da poupança. Essa foi a terceira alta de 2015. A taxa para não clientes da Caixa passará de 9,45% ano para 9,90%, para compras de imóveis pelo Sistema Financeiro Habitacional a partir de outubro. O cenário só é bom para quem tem dinheiro na mão: o poder de negociação dos compradores aumenta com o avanço da crise.

Inundações na Riviera Francesa fazem 13 mortos, 6 desaparecidos Ler mais: http://visao.sapo.pt/inundacoes-na-riviera-francesa-fazem-13-mortos-6-desaparecidos=f832401#ixzz3nmW5cxwz

As inundações no sudoeste de França provocaram esta noite 13 mortes, estando seis pessoas desaparecidas, segundos os novos dados oficiais publicados pela Prefeitura dos Alpes Marítimos


Reuters

Inundações na Riviera Francesa fazem 13 mortos, 6 desaparecidos
"A maior parte dos desaparecidos está em subterrâneos de difícil acesso, pelo que a esperança de os encontrar com vida é muito limitada", disse à imprensa o subprefeito do departamento, Sébastian Humbert.
A "violência" das trovoadas registadas esta noite explica, para o responsável, o "elevado balanço humano" das inundações.
"Trata-se de precipitações excecionais e muito concentradas em zonas muito urbanas", sublinhou Humbert.
Acrescentou que o tráfego foi restabelecido nas autoestradas do departamento, que permaneceram cortadas durante boa parte da noite, mas que continuam encerradas todas as ligações ferroviárias.
Cerca de 29.000 casas permanecem privadas de eletricidade, devido aos danos causados pelas inundações.
O presidente francês, Fraçois Holande, viaja para a zona da tragédia acompanhado pelo ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, para mostrar de forma direta a solidariedade da nação com os afetados e visitará alguns lugares onde se registaram mortes, anunciou a Presidência.
Em algumas cidades, como Cannes, as autoridades efetuaram detenções porque algumas pessoas aproveitaram o caos para roubar.
O porta-voz do Ministério do Interior, Pierre-Henry Brandet, atribuiu um duro balanço de vítimas a "um fenómeno repentino, violento", em que em duas horas caíram mais de 175 litros por metro quadrado, o equivalente a dois meses de chuva na zona, segundo os serviços meteorológicos.


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Afeganistão pediu por ataque aéreo em Kunduz, diz general dos EUA

Cirurgiões afegãos trabalham em hospital do grupo Médicos Sem Fronteiras após ataque aéreo na cidade de Kunduz, no Afeganistão. 03/10/2015 REUTERS/Médicos Sem Fronteiras/Divulgação via Reuters
Por Yeganeh Torbati
WASHINGTON (Reuters) - Forças afegãs pediram apoio aéreo dos Estados Unidos no combate ao Taliban na cidade de Kunduz pouco antes de um ataque aéreo que resultou na morte de civis na localidade, afirmou o comandante norte-americano das forças internacionais no Afeganistão nesta segunda-feira.
O general do Exército dos EUA John Campbell não chegou a admitir abertamente a responsabilidade de seu país pelo bombardeio que matou 22 pessoas em um hospital afegão administrado pela entidade Médicos Sem Fronteiras (MSF) no sábado.
Também nesta segunda-feira, o MSF reiterou seu pedido de uma investigação independente do incidente, dizendo que discrepâncias nos relatos do que aconteceu tornam tal inquérito “ainda mais crítico”.
“Agora ficamos sabendo que, em 3 de outubro, forças afegãs alertaram que estavam sob fogo de posições inimigas e que pediram apoio aéreo das forças dos EUA”, disse Campbell a repórteres. “Um ataque aéreo então foi solicitado para eliminar a ameaça do Taliban, e vários civis foram atingidos acidentalmente”.
Campbell afirmou que as forças norte-americanas não estavam diretamente na linha de fogo no incidente e que a ofensiva aérea não foi ordenada em seu nome, ao contrário de afirmações anteriores dos militares dos EUA.
Em um comunicado, o diretor-geral do MSF, Christopher Stokes, disse que os comentários de Campbell equivalem à tentativa de atribuir a responsabilidade do ataque ao governo afegão.
“A realidade é que os EUA lançaram essas bombas”, afirmou em sua declaração. “Os EUA atingiram um hospital enorme cheio de pacientes feridos e de funcionários do MSF. Os militares dos EUA continuam sendo os responsáveis pelos alvos que atingem, embora sejam parte de uma coalizão. Não pode haver justificativa para este ataque horrível”.
O general de brigada do Exército norte-americano Richard Kim é o investigador mais graduado do incidente e está em Kunduz, disse Campbell, segundo o qual os militares dos EUA irão garantir a transparência na investigação e autoridades afegãs e da Otan) também irão realizar seus próprios inquéritos.