quinta-feira, 9 de julho de 2015

Microsoft cortará vagas de trabalho no Brasil Plano é para demitir 7,8 mil funcionários do Windows Phone no mundo todo. Com 2,4 mil postos no Brasil, empresa não revela tamanho do corte no país.

Depois de anunciar que demitirá 7,8 mil funcionários, a Microsoft informou nesta quarta-feira (8) que sua força de trabalho no Brasil será afetada pelos cortes.
As demissões fazem parte de uma reestruturação na unidade do Windows Phone da companhia. As demissões afetarão especialmente as atividades assumidas com a compra da fabricante finlandesa de telefones Nokia, concluída no ano passado.
Ao ser questionada pelo G1, a empresa não informou qual será o tamanho do corte de postos no Brasil. A Microsoft não revela quantos brasileiros são empregados na área de Windows Phone, mas informa possuir 2,4 mil trabalhadores no país.
A empresa vai reservar uma quantia entre US$ 750 milhões e US$ 850 milhões para arcar com os desligamentos em todo o mundo.Os smartphones da Microsoft vendidos no Brasil são produzidos tanto nacionalmente, pela fábrica na Zona Franca de Manaus, quando importados, vindos de vários países.
"Nós estamos mudando de uma estratégia de crescer em um negócio apenas de telefone para uma estratégia de crescer e criar um vibrante ecossistema Windows", afirmou o presidente-executivo da Microsoft, Satya Nadella, em um comunicado.
A empresa lançará em 29 de julho o Windows 10, novo sistema operacional que rodará não só em computadores mas também em smartphones e tablets. Antes dessa unificação, os celulares inteligentes da empresa rodavam um sistema específico.

Airbag “explosivo” leva Honda a recolher 4,5 milhões de carros

Defeito pode levar o mecanismo a explodir, projectando estilhaços metálicos na direcção do condutor e do passageiro. Em Portugal, a marca vai chamar cerca de quatro mil carros.
A Honda anunciou esta quinta-feira que vai chamar às oficinas 4,5 milhões de veículos devido a defeitos no sistema de airbag da empresa Takata, instalado em carros que o fabricante japonês comercializou em todo o mundo.
A decisão eleva para 24,5 milhões o total de veículos que a empresa já chamou à revisão, depois de os airbags defeituosos terem estado ligados à morte de oito pessoas.
O defeito pode levar o mecanismo a explodir, projectando estilhaços metálicos na direcção do condutor e do passageiro.
"Tal como outros fabricantes, estamos a investigar os veículos no mercado relacionados com esta questão e descobrimos que alguns airbags têm uma densidade de gás desequilibrada, que receamos que possa causar dano", afirmou o porta-voz da Honda.
"É uma medida preventiva e, ao contrário de outras chamadas às oficinas, não vamos aguardar pelos resultados finais da investigação", acrescentou.

Quatro mil em Portugal
Honda vai chamar às oficinas cerca de quatro mil carros em Portugal, inserido na campanha mundial de 4,5 milhões de veículos devido a defeitos no sistema de airbag, que já afectou marcas como a Toyota, Mazda e Nissan.

Fonte oficial da marca japonesa em Portugal confirmou que este "é o quinto recall feito pela Honda após a descoberta do defeito do fornecedor de airbags Takata", acrescentando que este tipo de acções "deve ser valorizado porque demonstra a preocupação da marca para com os seus clientes".

Para a mesma fonte esta chamada às oficinas "é apenas uma medida de prevenção" e que vai afectar cerca de 140 mil veículos em toda a Europa.

A Takata tem estado sob fogo por causa desta crise, uma vez que enfrenta acções judiciais e os reguladores acusam a empresa japonesa de saber do problema e ter escondido os perigos.

Lucro e receitas da PepsiCo superam estimativas

(Reuters) - A PepsiCo (PEP.N: Cotações) teve lucro e vendas melhores que o esperado no trimestre e elevou sua previsão de lucro ajustado para o ano enquanto preços mais elevados ajudaram a impulsionar o crescimento das receitas em seu negócio de bebidas pela segunda vez em quase quatro anos.
A PepsiCo, como outras fabricantes de refrigerantes, tem sofrido com a queda das vendas nos Estados Unidos, com consumidores migrando para produtos mais saudáveis que usam ingresidentes naturais.
No entanto, as receitas do negócio de bebidas da companhia nas Américas, sua maior unidade, subiram 1 por cento, para 5,34 bilhões de dólares nos segundo trimestre, enquanto a estratégia de elevação de preços para ofuscar o impacto do dólar forte tem dado resultado.
O volume de vendas orgânicas na região também subiu 1 por cento, disse a companhia.
A companhia elevou sua previsão de crescimento do lucro ajustado de 2015 para 8 por cento em bases cambiais constantes, ou cerca de 5 dólares por ação, ante 7 por cento.
O lucro líquido atribuído à PepsiCo subiu marginalmente para 1,98 bilhão de dólares, ou 1,33 dólar por ação, no segundo trimestre finalizado em 13 de junho, ante 1,98 bilhão de dólares, ou 1,29 dólar por ação, um ano antes.
(Por Sruthi Ramakrishnan em Bangalore)

JOSÉ DE SOUZA MARTINS | AUTOR DO LIVRO 'LINCHAMENTOS - A JUSTIÇA POPULAR NO BRASIL' “Brasil tem um linchamento por dia, não é nada excepcional” Homem morto por vizinhos no Maranhão escancara a rotina da violência no Brasil E se ela fosse culpada?

Cleidenilson da Silva morreu linchado no Maranhão. / BINÉ MORAIS (AGÊNCIA O GLOBO )
A cena de mais um linchamento pinçou de novo estômagos e consciências em boa parte do Brasil. Nesta segunda-feira, Cleidenilson da Silva, de 29 anos, morreu de joelhos. Ele foi espancado até a morte por um grupo de moradores após um assalto frustrado a um bar no Jardim São Cristóvão, um bairro pobre de São Luís, no Maranhão. Amarrado pelo pescoço e pelo abdômen com uma corda a um poste, seu corpo desnudo foi exposto e fotografado frente a uma multidão curiosa, vizinhos dos que o mataram. Mãos e dedos impressos em sangue tingiram a cena, mas o episódio é mais um no Estado, mais um no Brasil. “Brasil tem um linchamento por dia, não é nada excepcional nesta rotina de violência, este caso não tem nada de diferente do resto, o não ser essa imagem que choca”, explica o sociólogo José de Souza Martins, alguém que não se surpreende mais diante a brutalidade. 
Souza Martins investiga há 20 anos os linchamentos no Brasil. O primeiro episódio do qual se tem registro aconteceu em 1585, em Salvador, quando um índio cristianizado que se achava Papa foi linchado até a morte por algo que, provavelmente, ofendeu os fiéis. O último (que conhecemos) foi Cleidenilson da Silva. 430 anos separam um do outro. A pesquisa de De Souza, baseada em 2.028 casos de linchamento, materializou-se no livro Linchamentos - A justiça popular no Brasil (Contexto, 2015). De Souza fala para EL PAÍS sobre o sentimento de que a melhor justiça é feita com as próprias mãos e que torna Brasil campeão da crueldade. "Nos últimos 60 anos, um milhão de brasileiros participaram de linchamentos", afirma no livro. Enquanto a entrevista telefônica acontecia, o diário maranhense O Estado trocava a manchete de seu site: “População tenta linchar assaltante em São Luís dois dias depois de barbárie que chocou o país”.
Pergunta. O que você pensou ao ver o novo linchamento acontecido no Maranhão?
Resposta. É mais um linchamento. Brasil tem uma media de um linchamento por dia, não é nada excepcional nesta rotina de violência, este caso não tem nada diferente do resto ao não ser a imagem, que choca outras pessoas. A atenção publica é atraída mais pelas imagens, que pelo fato de ter virado rotina.
R. Não existe uma avaliação do efeito que produz assistir a essas imagens, mas é de se presumir que o efeito é de reproduzir essa prática, porque o modelo se repete. Trata-se do mesmo tipo de espetáculo, o poste... Muitos elementos são reproduzidos, a divulgação acaba estimulando a repetição das ocorrências.P. Que efeito causa a divulgação de casos de linchamentos?
P. Que significado tem, no cenário cruel de um linchamento, atar a vítima a um poste?
R. Não tem nenhum. Os linchamentos se desenvolvem em formatos muito variados, amarrar à vítima num portão ou num poste é porque esse elemento era parte do cenário onde se motivou o linchamento. É algo causal, mas justamente é o poste que motiva o interessa a audiência, mas a população não sabe o que é pelourinho.
P. O senhor constatou que o preconceito racial não motiva os linchamentos no Brasil, mas aumenta o índice de crueldade. Por que com os negros os linchamentos são mais brutais? O que se vê de diferente no linchamentos de um negro?
R. O que eu constatei é que a cor da pele não é a primeira motivação para linchar alguém. Nos primeiros dez minutos o padrão se repete e não há nenhuma diferença. Independentemente de a vítima ser branca ou negra, você vê pedradas, pauladas, pontapés. A diferença se manifesta no decorrer do ato, de forma muito mais sutil do modo como o racismo é concebido no Brasil. Ele se torna mais violento. Se o linchado for negro, a probabilidade de aparecerem outros componentes mais violentos como mutilação, furar olhos ou queimar viva a vítima, aumenta.
P. Há precedentes de punição dos autores de linchamentos?
R. Há casos de abertura de processo, de julgamento, mas é muito difícil identificar os autores. No caso da mulher do Guarujá[linchada em maio de 2014 após um bulo nas redes se espalhar], eram 1.000 pessoas. Identificaram meia dúzia e abriram processo contra elas. Em geral, a polícia abre processos por violência ou assassinato, tenta identificar pessoas, vai pegar dois ou três, vai abrir processo, mas se forem a julgamento os advogados podem invocar o Código Penal brasileiro e pedir a atenuação da pena por crime coletivo e, provavelmente, não vai acontecer nada.
P. Brasil é o país onde mais se lincha? O que fazer para reduzir estes episódios?
R. Os linchamentos se repetem em muitos países, mas a frequência no Brasil é muito maior. Nós temos uma media de um linchamento por dia. Tudo tende a se resolver com o linchamento. Nos EUA, o país que mais linchou no mundo, foi a resposta da sociedade civil que parou a prática. No Brasil o que está acontecendo é que as pessoas acabam ligando a polícia. Em 90% dos casos de linchamento no país, a polícia salvou a vítima.
P. Como explica que a grande maioria dos comentários das notícias sobre linchamentos sejam favoráveis à justiça popular aplicada com violência?
R. As redes sociais não são representativas de nada. O que conta nos casos dos linchamento é o fato de uma pessoa ligar para a polícia, não precisam ser dez pessoas, só uma, e isso acontece em um número muito alto de ocasiões.
P. O que explica que estes episódios continuem acontecendo no Brasil?
R. Pelo mesmo motivo que se repetem no Moçambique, no México,na Argentina, na Guatemala... As instituições não funcionam. A Justiça é morosa, é cara, é complicada, é lenta. Você não vai discutir a legalidade do linchamento em um grupo que viu uma criança estuprada por um adulto. Ninguém vai esperar um processo porque já está convencida de quem cometeu o crime. A instituição judiciária no Brasil sempre foi um luxo para quem pode pagar um advogado, para quem conhece as regras. Nós temos duas sociedades, uma que segue as regras do estabelecido e outra que não as segue porque não concorda com elas.

Farc mostram disposição em iniciar trégua unilateral Cessar-fogo de um mês começaria a valer no dia 20 de julho

O segundo-comandante das Farc, Iván Márquez: Farc querem trégua a partir de 20 de julho (foto: EPA)
O segundo-comandante das Farc, Iván Márquez: Farc querem trégua a partir de 20 de julho (foto: EPA) BOGOTÁZLR
(ANSA) - As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) anunciaram nesta quarta-feira (8) sua "disposição" em declarar um cessar-fogo unilateral de um mês em 20 de julho para criar "condições favoráveis" para uma trégua mais ampla.
    "Viemos a Cuba alcançar um acordo de paz e pôr fim a uma guerra que já tem mais de meio século. Nada nos daria mais prazer do que acabar com os confrontos, a violência, a geração de novas vítimas e o sofrimento do povo colombiano por causa do conflito", diz uma nota divulgada pelo grupo em Havana, que sedia as tratativas com o governo do presidente Juan Manuel Santos.
    Em seu perfil no Twitter, o mandatário afirmou que valoriza a iniciativa das Farc, mas ressalta que é preciso assumir "compromissos concretos" para acelerar as negociações. No início do ano, a guerrilha havia rompido um cessar-fogo unilateral declarado em dezembro após um bombardeio de Bogotá contra um acampamento. (ANSA)
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Berlusconi é condenado a 3 anos de prisão por corrupção Ex-premier subornou senadores para derrubar governo Prodi

Berlusconi sofreu mais uma condenação da Justiça italiana (foto: ANSA)
Berlusconi sofreu mais uma condenação da Justiça italiana (foto: ANSA)
08 JULHO, 20:42NÁPOLESZLR
(ANSA) - O ex-primeiro-ministro da Itália Silvio Berlusconi foi condenado em primeira instância a três anos de prisão por corrupção, em um processo por compra e venda de apoio no Parlamento durante o último governo de seu rival Romano Prodi (2006-2008).

A pena dada pelo tribunal de Nápoles ficou abaixo do que queria a Procuradoria, que havia pedido cinco anos de reclusão para o ex-premier. O líder conservador foi sentenciado por ter subornado diversos senadores - com destaque para Sergio De Gregorio - para que eles deixassem a base aliada de Prodi e derrubassem seu gabinete, o que efetivamente aconteceu em maio de 2008.

O então primeiro-ministro foi sucedido justamente por Berlusconi, com quem polarizou a política italiana durante boa parte dos anos 1990 e 2000. "Havia boatos, mas, como contei aos juízes, não sabia de nada. Se soubesse, ainda seria premier", declarou Prodi.

As acusações se baseiam em declarações do próprio De Gregorio. Segundo a Procuradoria de Nápoles, o ex-Cavaliere investiu na época milhões de euros para comprar senadores da centro-esquerda. De Gregorio, que enfrentava grandes dificuldades econômicas, aceitou o suborno. "É uma sentença que julgamos clamorosamente injusta e injustificada", disse o advogado de Berlusconi, Niccolò Ghedini, anunciando que vai recorrer da decisão. Além disso, ele acrescentou que o crime vai prescrever ainda neste ano.

Os pagamentos teriam sido feitos pelo jornalista Valter Lavitola - ex-braço direito do ex-premier -, também condenado a três anos de cadeia. "O objetivo de Berlusconi era derrubar o governo Prodi, o modo não lhe interessava", afirmou o procurador Vincenzo Piscitelli.

Com esse processo, fica cada vez mais improvável um retorno do ex-primeiro-ministro às urnas. Ele já está inelegível até 2019 devido a uma condenação em última instância por fraude fiscal em 2013, caso que levou à cassação do seu mandato de senador.

Por conta da sentença, ele foi obrigado a realizar um ano de serviços sociais em um asilo, pena encerrada no início de 2015. Berlusconi também quase foi preso por causa de uma acusação de prostituição de menores e abuso de poder, mas acabou sendo absolvido pela Corte de Cassação de Roma. (ANSA)
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Bolsas nos EUA fecham em forte queda por temores sobre a China Turbulência no mercado da China ofuscou preocupação com a Grécia. Sessão foi marcada por grande queda no sistema da Bolsa de Nova York.

Os principais índices acionários dos Estados Unidos fecharam com queda expressiva nesta quarta-feira (8), com a turbulência no mercado da China ofuscando a preocupação com a crise da dívida grega, em meio a uma grande queda no sistema da Bolsa de Nova York (NYSE).
Temores de que uma piora no mercado chinês de ações poderia prejudicar seriamente a economia do país e contaminar outros mercados empurraram o S&P 500 para abaixo de sua média de 200 dias pela primeira vez desde outubro e para o território negativo no ano.
A NYSE, uma unidade da Intercontinental Exchange, retomou o pregão no fim da sessão, depois que um problema técnico forçou a suspensão dos negócios por mais de três horas, na maior interrupção a afetar o mercado financeiro norte-americano em quase dois anos.O índice Dow Jones fechou em queda de 1,47%, a 17.515 pontos. O S&P 500 perdeu 1,66%, a 2.046 pontos. O Nasdaq recuou 1,75%, a 4.909 pontos.
As ações chinesas caíram mais de 30% nas últimas três semanas, e alguns investidores temem que a turbulência da China seja agora um risco maior do que a crise grega.
"Não acho que a situação na Grécia é um foco nos mercados para além do curto prazo", disse o diretor de investimentos da Solaris Group, Tim Ghriskey, em Bedford Hills, Nova York. "A questão é realmente sobre a China, onde a onda de vendas continua inabalável, apesar dos esforços do banco central da China para impedir isso."