segunda-feira, 6 de julho de 2015

Fernando Henrique diz que nunca 'se roubou tanto neste país'

Lula é conhecido por usar a expressão "nunca antes na história deste país".© Fornecido por Notícias ao Minuto Lula é conhecido por usar a expressão "nunca antes na história deste país". 
Neste domingo (5), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse na convenção nacional do PSDB, que, na opinião dele, nunca "se roubou tanto neste país", criticando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e as gestões dos PT no Palácio do Planalto.
Lula é conhecido por usar a expressão "nunca antes na história deste país".
"Eu ouvi durante 13 anos alguém que dizia 'nunca como antes'. É verdade, nunca como antes se roubou tanto neste país", disse FHC, em tom irônico.
Segundo o site G1, no evento que teve a participação de Fernando Henrique, os integrantes do PSDB reconduziram o senador Aécio Neves (MG) para mais um mandato de dois anos à frente do partido.
FHC fez um análise sobre os principais movimentos políticos no Brasil e disse que nunca viveu um período político tão conturbado como a governo Dilma Rousseff.
"Cada momento tem suas peculiaridades, mas eu raramente vi momento como este, em que se acumulam crises de vários tipos. Crise econômica, desemprego, ao mesmo tempo, Congresso fragmentado. Um governo que, para se manter, cria ministérios, num sistema que se chama de presidencialismo de coalisão e hoje é de cooptação, compra. Estamos vendo a desmoralização do atual sistema político", disse o ex-presidente.
"Estamos assistindo ao início de um mal-estar social que tem tudo para se agravar. Estamos assistindo à paralisação do Executivo", complementou FHC.
Ao falar sobre um possível impeachment da presidente da República, Fernando Henrique disse que para ele, o partido precisa propor uma solução para a crise atual, porém, dentro da lei.

BlackBerry Venice: Será o primeiro equipamento com Android?

O universo Android agrega em si cada vez mais marcas e cada vez mais dispositivos. Sendo o SO mais usado, prepara-se agora para receber, muito em breve, mais uma marca de peso no seu seio.
A BlackBerry estará a preparar-se para lançar o seu primeiro smartphone Android, o Venice. Terá um ecrã curvo e um teclado deslizante, como várias vezes mostrou saber fazer.
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A chegada do Android aos equipamentos da BlackBerry não é uma novidade. Há já vários meses que se fala desta possibilidade, tendo a mesma sido até avançada pela marca como uma possibilidade bem real.
Se até agora haviam apenas rumores dessa vontade da BlackBerry, surgem agora as primeiras imagens daquele que deverá ser o primeiro dispositivo BlackBerry a ter Android a correr.
O Venice deverá chegar mais perto do final do ano e deverá contar com algumas características muito próprias, como é normal na marca.
Espera-se que este novo smartphone tenha um ecrã como há algum tempo não se vê no mercado. Falamos de um teclado deslizante, imagem de marca da BlackBerry ao longo dos anos em várias ocasiões.
Quanto ao seu ecrã, não existem medidas certas, mas que devem rondar as 5.4 polegadas e mas fala-se que deverá seguir a linha do que a Samsung criou para o S6 Edge e apresentar linhas curvas nas extremidades.
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Por fim, e do que pode ser visto das imagens apresentadas, temos ainda um altifalante frontal, uma porta micro USB e um jack áudio de 3.5 na base, e dois botões de controlo de volume no lado direito.
Para além do Android o Venice deverá fazer-se acompanhar de um conjunto alargado de aplicações da BlackBerry, transpostas e preparadas para oferecer toda a camada de segurança que é reconhecida à marca.
Espera-se que o BlackBerry Venice surja no mercado no mês de Novembro, sendo provavelmente lançado primeiro em exclusivo na operadora AT&T.
Este será o primeiro dispositivo da BackBerry a estrear o Android e a abrir caminho para um nova era na marca. Depois de muitos anos a desenvolver o seu próprio BBOS é agora hora de se render ao Android e a todas as suas potencialidades.

Quem conseguiu estabelecer a ordem no Iraque foi morto. Agora quem é o novo responsável por manter?







Avião iraquiano bombardeia Bagdá por engano e deixa mortos

Pelo menos sete pessoas morreram na zona leste da cidade iraquiana.
Bomba caiu sobre casas quando aeronave voltava para base.


Um avião de combate do exército iraquiano bombardeou por engano nes
ta segunda-feira a zona leste de Bagdá por um "problema técnico" e matou pelo menos sete pessoas.
"Uma das bombas ficou presa por um problema técnico e durante o retorno da aeronave para a base caiu sobre três casas em Bagdá Jadida", informou o porta-voz das forças de segurança, o general de brigada Saad Maan.
O avião do tipo Sukhoi retornava à base depois de executar um bombardeio quando aconteceu o acidente, afirmou Maan.
As autoridades informaram que a explosão, que aconteceu perto da base aérea de Rasheed, também deixou 11 feridos.
O Iraque recebeu 25 aviões Sukhoi Su-25 da Rússia e do Irã no ano passado, com o objetivo de ajudar as forças de combate do país nas ações contra o grupo Estado Islâmico, que controla amplas faixas de território do país.
A frota iraquiana é antiga e já foi muito utilizada na batalha contra os jihadistas. O governo dos Estados Unidos aprovou uma venda de 36 aviões F-16 ao Iraque, mas as aeronaves ainda não foram entregues.
Homem carrega criança achada debaixo de destroços após casa ser bombardeada por engano em Bagdá nesta segunda-feira (6) (Foto: Reuters)Homem carrega criança achada debaixo de destroços após casa ser bombardeada por engano em Bagdá nesta segunda-feira (6) (Foto: Reuters)

Avó elefante e o neto ajudam crianças a entender falta de memória

Avó elefante e o neto ajudam crianças a entender falta de memória
Associação Alzheimer Portugal recebe Prémio Maria José Nogueira Pinto pelo trabalho na área da responsabilidade social.
Kelembra, a avó elefante e chefe da manada, sabe muitas histórias e conhece todos os caminhos que vão dar ao rio, e Memo, o neto, que está sempre a seu lado, vai aprendendo os segredos da savana. Só que, apesar da sua memória de elefante, a avó anda cada vez mais esquecida. E, um dia, quando os caçadores aparecem, no meio de grande aflição, é Memo que tem de ajudar a avó a salvar a manada.
A história acaba em bem, claro, e no fim os miúdos do ATL da Associação Popular de Paço d"Arcos, que têm entre sete e 12 anos anos, e que seguiram em profundo silêncio a dramatização feita pelas técnicas da Associação Alzheimer Portugal, também têm muitas coisas para contar.
A avó do Guilherme, por exemplo, está muito esquecida, diz ele. E o avô do Francisco, que já só consegue caminhar sem uma bengala, às vezes também não se lembra das palavras. E dali se parte para uma conversa sobre as demências, e sobre a ajuda que os netos podem dar aos avós, e que estas crianças hão de contar mais tarde em casa. Talvez façam depois desenhos sobre a avó elefante, que se chama Kelembra mas anda muito esquecida, ou sobre os seus próprios avós. Então, o objetivo do projeto Memo e Kelembra nas Escolas, da Associação Alzheimer Portugal - a sensibilização das crianças para este problema que frequentemente atinge as suas próprias famílias -, estará uma vez mais cumprido. O reconhecimento da sua importância social acaba de se tornar realidade, com a conquista do Prémio Maria José Nogueira Pinto em Responsabilidade Social, que é hoje entregue em Lisboa, à Associação Alzheimer Portugal, numa cerimónia na Biblioteca do Grémio Literário, às 17.00.

CONVENÇÃO DO PSDB PSDB reelege Aécio Neves e defende nova eleição e parlamentarismo Discurso de “unidade” valerá até as eleições municiais de 2016 FHC: "A responsabilidade das oposições"

Aécio Neves durante a convenção do PSDB em Brasília. / IGO ESTRELA
O senador Aécio Neves foi reeleito neste domingo (5) para um novo mandato de dois anos à frente do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), pelo qual disputou a Presidência da República em 2014. Ele tem como meta se firmar como líder da oposição ao enfraquecido governo Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT), mas terá de vencer uma disputa interna para voltar a concorrer pelo cargo mais alto do Brasil.
A recondução de Aécio ao comando do PSDB ocorreu em convenção realizada em Brasília, onde líderes de oposição fizeram discursos inflamados contra Dilma Rousseff e o PT.
Ao final do encontro, o PSDB não apresentou uma proposta unida para a crise política vivida no Brasil, desde que denúncias de corrupção na Petrobras enfraqueceram Dilma. Entre os tucanos houve os que defendessem a convocação de novas eleições, a partir da impugnação da vitória obtida por Dilma em 2014. Houve também sugestão para que o país adote o Parlamentarismo como modelo político.
A divisão do PSDB acontece no momento no qual Dilma se mostra mais combalida por denúncias de corrupção envolvendo a Petrobras e as maiores construtoras do país para irrigar o caixa de campanha do PT. Ela enfrenta ainda processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que apura se houve recebimento de dinheiro ilegal na campanha de 2014.
O PSDB afirma que estuda o cenário para decidir qual será a posição final do partido. “Hoje grande parte do Brasil espera a nossa posição. Por isso, ela será responsável”, afirmou Aécio em seu discurso.Outra ofensiva contra a presidente Dilma está no Tribunal de Contas da União (TCU), responsável por julgar as despesas do governo. O descontrole fiscal pode levar a uma condenação. Isso pode acabar na abertura de um processo de impeachment de Dilma como consequência das chamadas “pedaladas fiscais”, como é chamado o uso dos bancos públicos para cobrir despesas do Governo.
Nos bastidores, contudo, a avaliação é de que a rota de colisão do PSDB com o Governo Dilma envolve o principal desafio de Aécio: conciliar a disputa interna de seu partido para as eleições de 2018.
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, se apresenta como pré-candidato à Presidência e deverá disputar a indicação do PSDB ao Palácio do Planalto. O senador José Serra (PSDB-SP), que já perdeu duas disputas presidenciais, corre por fora como terceiro postulante. Ele defendeu a adoção do Parlamentarismo “a partir das eleições de 2018”, o que significa que não apoiaria a derrubada de Dilma e a convocação de novas eleições ainda em 2015. “Eu quero fazer uma proposta ao partido para que discutamos o Parlamentarismo”, disse.
Já Aécio, que perdeu a eleição para Dilma no ano passado por uma apertada margem de votos, ao receber 51 milhões de confirmações nas urnas, confia nesse recall para se manter na dianteira da preferência do partido. O primeiro passo para isso foi costurar um acordo com Alckmin e Serra para que todos se afinassem o discurso de “unidade” entre os tucanos. O acordo vale até as eleições municiais de 2016. Depois disso, a concorrência interna deve ganhar corpo.

Reestruturação tucana

Apesar do acordo, Aécio já fez uma manobra para vencer seus colegas de partido ao mudar o estatuto do PSDB. Em um anúncio tumultuado, feito por um locutor que animava os militantes reunidos no local da convenção em Brasília, a mudança estatutária foi apresentada sem detalhes.
Entre as mudanças está uma que permite mais integrantes com poder de voto na direção do partido, o que é importante para Aécio angariar os apoios necessários à sua indicação no caso de o PSDB realizar uma convenção para escolher o nome que disputará 2018.
Para isso, a Executiva Nacional do partido foi aberta a segmentos com os quais Aécio dialoga melhor que Alckmin e Serra: jovens, mulheres, afrodescendentes e sindicalistas.
Esses setores tinham até agora uma participação marginal na estrutura do PSDB, limitados a discussões em grupos de trabalho sem poder de decisão e, a partir da alteração no estatuto, passarão a votar na Executiva.
O deputado federal Antônio Imbassahy, primeiro secretário da Executiva Nacional, minimizou as alterações do estatuto, afirmando que “a estrutura permanece a mesma”. Ele também informou ao EL PAÍS que há a intenção de mudar alguns delegados partidários, que são responsáveis por eleger o presidente do PSDB.
Delegados do PSDB ouvidos pela reportagem apontam que o presidenciável tucano será decido apenas em 2018, mas não descartam a indicação de Alckmin. Desde 2002, após oito anos de governo do tucano Fernando Henrique Cardoso, marcado pelo controle da inflação e a estabilidade econômica, o PSDB faz um rodízio de postulantes ao Planalto. O próprio Alckmin já concorreu, em 2006, quando o ex-presidente Lula foi reeleito.
Uma nova composição de delegados pode ser essencial para Aécio. O mandato para o qual foi conduzido hoje termina em 2017, antes da definição da chapa que disputará o Planalto. Ele pode consolidar um sucessor no comando do PSDB com mais delegados próximos ao seu projeto de poder.
Apesar da movimentação de Aécio por mais controle do partido, os tucanos se esforçaram para dizer que há “unidade” diante da divisão entre os que defendem Alckmin, Serra ou Aécio. “Temos a semente da mudança que o Brasil precisa e temos de pregar unidade, unidade, unidade”, disse o deputado Marcos Pestana (PSDB-MG), integrante do grupo aecista.
O senador Cyro Miranda (PSDB-GO), um dos vice-presidentes do partido, reconhece a disputa entre Alckmin e Aécio, mas nega que haja um “racha” na sigla. “O Alckmin coloca o nome dele, mas sem nenhum tipo de pressão. Vai ter divisão, mas nada de ficar rachado. Vamos trabalhar pela unidade”, afirmou ao EL PAÍS.
A militância também se divide sobre quem deve ser o postulante tucano à Presidência. A dona de casa Lúcia Vieira, de 51 anos, viajou por 12 horas de ônibus de Divinópolis, no interior do Estado de Minas Gerais, até Brasília. Ela chegou à capital brasileira para dizer que “é hora do Aécio e não do Alckmin” e que “não tem outro candidato” mais preparado que o senador.

Impeachment

Fora do campo interno do PSDB, Aécio terá pela frente também a missão de liderar a oposição diante do avanço do PMDB. Embora integre a base de apoio do Governo, ocupando inclusive a vice-presidência do Brasil com Michel Temer, o PMDB se rebelou contra o Planalto.
Ocupante da maior bancada na Câmara e no Senado, nas quais ocupa a presidência dos trabalhos do Legislativo, o PMDB realiza uma série de ações contrárias à orientação dada por uma enfraquecida Dilma Rousseff.
Nos últimos dias circulou o boato de que integrantes do alto comissariado do PMDB procuraram Aécio para costurar uma aliança para derrubar Dilma. Os rebeldes pretende colocar o vice, Michel Temer, na chefia do país.
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), negou ontem pelo Twitter que esteja costurando a derrubada de Dilma e chamou os boatos de “fofoca”. “Nunca conversei com Aécio sobre cenários futuros de crise”, disse.
Cunha ocupa a terceira posição na escala de sucessão presidencial. Ou seja, caso a chapa de Dilma seja impugnada pela Justiça Eleitoral, ela e Temer deixam o governo, com o presidente da Câmara podendo assumir por 90 dias até que sejam realizadas novas eleições.
Aécio também negou conversas com Cunha, afirmando que o PSDB “não é um partido golpista” e que um possível afastamento da presidente será por decisão do TSE ou do TCU. “É preciso que a presidente tome as rédeas [do país], se é que ela tem poder para isso, senão será antecipada a campanha de 2018”, disse, referindo-se à convocação de eleições em caso de vacância de poder.
Já o senador Cássio Cunha Lima, líder do PSDB no Senado, defendeu a impugnação da chapa de Dilma pela Justiça Eleitoral para que ela e Temer deixem o governo. “Defendo que o PSDB apoie abertamente a convocação de novas eleições”, sugeriu.

Especialista diz que Rollemberg não se estabeleceu entre forças políticas Governador Rodrigo Rollemberg completa seis meses de gestão, mas se ressente do poder do PSB regionalmente

Carlos Moura/CB/D.A Press

Filiado ao PSB há 35 anos, o governador Rodrigo Rollemberg chegou ao topo da política local, mas o partido não acompanhou a evolução. Com baixo número de filiados — 5,7mil —, a sigla não tem deputado distrital. Também não exerce influência sobre nenhuma categoria, sindicato ou segmento da sociedade. Nesses seis primeiros meses de governo, a baixa capilaridade do projeto socialista no DF, a ausência de interlocutores com a comunidade e a frágil base na Câmara Legislativa ajudaram a desgastar o Executivo local. Sem uma militância forte que o defenda em esquinas, bares e rodas de conversa, as dificuldades de Rollemberg para tocar a gestão e convencer a população das medidas que considera necessárias atrapalham o andamento do GDF.

Em julho, com a Câmara de recesso, ele esperava ter uma trégua na crise política e na relação com o parlamento. Os distritais, no entanto, saíram de férias e deixaram o governador em uma situação complicada. Os 54 projetos aprovados a toque de caixa no último dia de trabalho da Casa estão na mesa do socialista, que tem poder de vetar ou sancionar as propostas. Se vetar, ele compra briga com deputados, de quem depende para aprovar medidas “imprescindíveis para tirar Brasília da crise”, como tem repetido. A sanção, por outro lado, não representa uma pauta positiva: com trajetória de esquerda, progressista, não soaria bem com seu eleitorado, por exemplo, o sim a projetos como o Estatuto da Família — mesmo caso da criação de três benefícios a policiais em tempo de falta de recursos até para salários.

O cientista político Everaldo Moraes vê como um obstáculo para o projeto do PSB a ausência de uma fatia da população que defenda o governo “custe o que custar”. Ele afirma que não será fácil para Rollemberg criar um eleitorado fiel, pois a política brasiliense é historicamente dominada por dois grupos. “A cidade sempre teve duas grandes forças. O PT, com militância forte, enraizamento nos sindicatos e muitas vezes associado ao funcionalismo público. E o clã rorizista, seguido por José Roberto Arruda, que faz uma política mais clientelista e também conta com público fiel”, analisa. O desafio de Rollemberg é se mover entre os dois lados e conseguir ficar acima de ambos. “Ele (Rollemberg) tem um histórico muito próximo ao PT, mais à esquerda, mas sabe que o PT não aceita entregar o protagonismo do processo político. Do outro lado, há um flanco aberto, sem nomes fortes, mas que não faz jus à trajetória do governador. Então, ele está numa sinuca de bico”, comenta.

Mais de 40 pessoas morrem em atentados na Nigéria Vítimas estavam em mesquita e em restaurante de Jos

Ataques do Boko Haram se intensificaram na última semana (foto: EPA)
Ataques do Boko Haram se intensificaram na última semana (foto: EPA)
06 JULHO, 08:28ROMAZGT
(ANSA) - Dois atentados na noite deste domingo (05) mataram, ao menos, 44 pessoas e feriram outras 67 em uma mesquita e em um restaurante na região central da Nigéria. Nenhum grupo reivindicou as ações, mas acredita-se que os terroristas do Boko Haram estejam por trás dos ataques.

A mesquita Yantaya, palco de uma das tragédias que matou 21 pessoas, tem como um de seus oradores um dos homens que mais prega a coexistência pacífica de várias religiões no país. Já o restaurante, que fica em Jos, é conhecido por receber diversas autoridades religiosas islâmicas em suas dependências. No empreendimento, morreram 23 pessoas.

Os atentados ocorreram um dia após de uma extremista provocar outraexplosão em uma igreja cristã no nordeste do país, matando cinco pessoas - entre elas duas crianças e o pastor da instituição. Na mesma área, há três dias, os jihadistas do Boko Haram queimaram 32 igrejas cristãs, segundo Stephen Apagu, que lidera um grupo de vigilantes no estado de Borno.

Acredita-se que os extremistas estejam atendendo ao pedido do Estado Islâmico (EI, ex-Isis), para o qual o Boko Haram prestou fidelidade, de tornar o mês sagrado para a religião, o Ramadã, um "pesadelo" para os "infiéis". (ANSA)
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