sábado, 4 de julho de 2015

Leões mantidos como pets em Gaza fazem jornada rumo a santuário Zoológico onde viviam foi destruído por bombardeio no ano passado. Palestino comprou filhotes quando eles tinham apenas um mês.

Ibrahim al-Jamal, de 17 anos, abraça filhote de leão Mona enquanto seu pai, Saed Eldin, faz carinho na fêmea: família manteve dois filhotes como animais de estimação durante um ano em sua casa, em um campo de refugiados na Faixa de Gaza (Foto: AP Photo/Adel Hana)Ibrahim al-Jamal, de 17 anos, abraça filhote de leão Mona enquanto seu pai, Saed Eldin, faz carinho na fêmea: família manteve dois filhotes como animais de estimação durante um ano em sua casa, em um campo de refugiados na Faixa de Gaza (Foto: AP Photo/Adel Hana)
Há um ano, o morador de Gaza Saed Eldin al-Jamal comprou dois filhotes de leão de apenas um mês de idade de um zoológico que tinha sido atingido por um bombardeio entre o Hamas e Israel.
Nesta sexta-feira (3), os filhotes e sua comitiva ficaram muitas horas presos na fronteira entre Gaza e Israel. Isso porque, quando chegaram à fronteira, o lado de Israel já tinha fechado e os guardas do Hamas - organização islâmica que controla a Faixa de Gaza - não permitiram que o grupo voltasse ao território palestino.Depois de terem sido criados durante um ano como animais de estimação, os filhotes estão no começo de uma jornada que os levará até um santuário de vida selvagem na Jordânia.
Horas depois, o Hamas finalmente autorizou que os leões voltassem e sua comitiva se instalou, junto com os filhotes, em um hotel de Gaza para esperar a reabertura da fronteira com Israel, no domingo.
  Ibrahim Al-Jamal segura filhote de leão Mona no colo enquanto o macho Max é acariciado por moradores na praia da cidade de Gaza: animais serão transportados para santuário na Jordânia  (Foto: AP Photo/Adel Hana)Ibrahim Al-Jamal segura filhote de leão Mona no colo enquanto o macho Max é acariciado por moradores na praia da cidade de Gaza: animais serão transportados para santuário na Jordânia (Foto: AP Photo/Adel Hana)
Filhotes tornaram-se atração em campo de refugiados
Al-Jamal comprou os filhotes de um zoológico na cidade de Rafah, em Gaza, depois que o local foi destruído por um bombardeio. Ele disse que os donos do South Jungle Zoo temiam não conseguir comprar carne para alimentar os filhotes enquanto eles crescessem.
O par - a fêmea, Mona, e seu irmão, Max - se tornaram bem conhecidos na faixa costeira da Palestina. Al-Jamal os levava a parques ou à praia, onde as crianças mais corajosas vinham brincar com eles.
Família al-Jamal brinca com leões em sua casa, que fica em um campo de refugiados em Gaza (Foto: AP Photo/Adel Hana)Família al-Jamal brinca com leões em sua casa, que fica em um campo de refugiados em Gaza (Foto: AP Photo/Adel Hana)
Sua família mantinha os filhotes em uma casa pequena dentro de um campo de refugiados lotado em Rafah, onde eles rapidamente se tornaram uma atração. Muitos visitantes vinham ver os leões brincarem com os filhos e netos de al-Jamal nas ruelas estreitas do campo de refugiados.
Choro e comoção
Mais cedo, nesta sexta-feira, al-Jamal chorou quando entregou os filhotes para Amir Khalil, da organização Four Paws International, que levaria os animais ao santuário na Jordânia.
A ONG vinha tentando convencer al-Jamal a entregar os filhotes havia meses. À medida que o tempo passava e aumentavam as preocupações de que os leões cresceriam muito e poderiam atacar pessoas, al-Kamal concordou em "doar" os filhotes, recebendo cerca de US$ 2.500 em troca.
Antes de a comitiva com os leões partir, o filho de al-Jamal, Ibrahim,  caiu em prantos ao se despedir de Mona.
Ibrahim se despede de Max, filhote de leão: par de leões foi mantido como pets durante um ano em Gaza  (Foto: AP Photo/Adel Hana)Ibrahim se despede de Max, filhote de leão: par de leões foi mantido como pets durante um ano em Gaza (Foto: AP Photo/Adel Hana)
Khalil disse à Associated Press que os filhotes eram um perigo para a saúde e bem-estar da família de al-Jamal, especialmente as crianças, e que os leões precisavam de um lugar melhor para eles também.
Em setembro passado, Khalil ajudou a enviar leões de Gaza para o mesmo santuário da Jordânia. Na época, eram três leões do zoológico Al-Bisan, em Beit Lahiya.
A maior parte dos animais de Gaza foram levados para dentro do território isolado por túneis ilegais ligando a região ao Egito. Segundo Khalil, há mais de 45 leões em Gaza. eles vivem em zoológicos improvisados e em casas. A maioria é cuidado por pessoas que não tem o preparo adequado para lidar com esse tipo de animal.
Ibrahim al-Jamal, de 17 anos, e Ahmad Abu Jereda, de 16 anos, carregam Mona e Maz na praia da cidade de Gaza (Foto:  AP Photo/Adel Hana)Ibrahim al-Jamal, de 17 anos, e Ahmad Abu Jereda, de 16 anos, carregam Mona e Maz na praia da cidade de Gaza (Foto: AP Photo/Adel Hana)
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Filhotes de leão se tornaram uma atração no campo de refugiados onde vivia a família al-Jamal, em Gaza (Foto: AP Photo/Adel Hana)Filhotes de leão se tornaram uma atração no campo de refugiados onde vivia a família al-Jamal, em Gaza (Foto: AP Photo/Adel Hana)

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Opinião: Deputados Distritais poderão eleger Governador e Vice-Governador do DF


JACAREÍ-SP....Cavalo muito maltratado no terreno em frente à padaria Newada (final da Rua Barão de Jacareí) Quem pode ajudar este pobre animal urgente?

Claudete Costa compartilhou a foto de Laura Pereti.
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JACAREÍ-SP....Cavalo muito maltratado no terreno em frente à padaria Newada (final da Rua Barão de Jacareí)
Quem pode ajudar este pobre animal urgente? com Sônia Patas da Amizade, Sonia Lopes, Simone GuedesJoelma PrilipsProjeto Bicho FelizAdriana Oliveira.,
Cavalo muito maltratado no terreno em frente à padaria Newada (final da Rua Barão de Jacareí) Carla Vaitsman

Equipe do 'JN' defende Maria Júlia Coutinho de comentários racistas William Bonner e outros funcionários da Globo postaram um vídeo na página do telejornal no Facebook com uma mensagem de apoio à jornalista. Hashtag #SomosTodosMajuCoutinho se espalhou pelas redes sociais

Jornalista Maria Júlia Coutinho
Jornalista Maria Júlia Coutinho(Divulgação/TV Globo)
A equipe do Jornal Nacional partiu em defesa da jornalista Maria Júlia Coutinho nesta sexta-feira depois de ela ser hostilizada na página do programa no Facebook com comentários racistas. Em uma foto dela postada na página com a previsão do tempo, alguns usuários da rede social escreveram barbaridades como "Não tenho TV colorida para ficar olhando essa preta não", "Não bebo café pra não ter intimidade com preto", "preta imunda" e "preta macaca".
Em resposta, a equipe do telejornal publicou um vídeo, replicado em outras redes sociais, em que o âncora William Bonner aparece ao lado da colega Renata Vasconcelos e de outros funcionários da Globo para divulgar uma mensagem de apoio a Maria Júlia.
Na gravação, Bonner, sua companheira de bancada no JN e outros jornalistas aparecem falando: "Somos todos Maju". O vídeo recebeu como legenda apenas as hashtags #‎SomosTodosMajuCoutinho e #‎SomosTodosMaju, que rapidamente se espalharam pela web. A hashtag #SomosTodosMajuCoutinho lidera a lista dos assuntos mais comentados no Twitter.
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Outros usuários das redes sociais também defenderam Maria Júlia. Um deles prometeu levar às autoridades os comentários feitos e outros cobraram punição para os autores das ofensas raciais. Diversas pessoas elogiavam a presença de Maju no Jornal Nacional.
Maju Coutinho e comentários racistas no Facebook
Maju Coutinho e comentários racistas no Facebook(Instagram/@nanarude/Reprodução)
Beijinho no ombro - Hostilizada também no Twitter, Maria Júlia respondeu um usuário que a chamou de "feiosa" e que disse que ela era "forçada demais". No comentário, a jornalista escreveu apenas "beijinho no ombro", em referência à música da funkeira Valesca Popozuda.
(Da redação)

Android ultrapassa iOS e é o sistema mais vendido nos EUA


A Samsung é a “gigante dos mobiles”. Ponto. Ela foi a responsável por nada menos que 82 milhões das 257 milhões vendas de aparelhos Android registradas no último trimestre deste ano. O país que mais consumiu dispositivos com OS da Google foram os EUA; o sudeste da Ásia também abocanhou uma fatia generosa do comércio dos aparelhos portáteis.
Os mais recentes relatórios indicam a Samsung ainda como a marca dominante em território norte-americano. Vale lembrar que até o terceiro trimestre de 2014 os mobiles da Apple foram os mais vendidos nos EUA. Segundo informa a companhia Kantar Worldpanel ComTech, o Android passou a vender mais que o iOS  no mês de março de 2015 ano na casa do “Tio Sam”.
Até o mês de abril, o iPhone 6 ainda era o mais popular do mercado dos EUA, seguido do Galaxy S5. A chegada dos modelos Galaxy S6 e Galaxy S6 Edge foi determinante para o aumento na compra de produtos Android nos EUA. Também conforme o relatório da empresa de consultoria, o sudeste da Ásia é o segundo país que mais comprou aparelhos com software da Google (5,5 milhões no primeiro trimestre).

Secretários de 24 Estados organizam manifesto contra redução da maioridade Reunidos em Brasília, secretários declararam posicionamento contrário ao projeto aprovado

Secretários estaduais de Justiça, Direitos Humanos e Administração Penitenciária de 24 unidades da Federação organizaram nesta quinta-feira (2), um manifesto contra a PEC que reduz a maioridade penal para crimes hediondos, aprovada na madrugada, na Câmara dos Deputados.
A proposta havia sido rejeitada em sessão realizada na madrugada de terça para quarta-feira, mas acabou aprovada depois que partidos de oposição negociaram, sob o comando do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), um texto substitutivo, que foi então aprovado nesta madrugada.
Os secretários estaduais estão reunidos em Brasília para um encontro periódico e aproveitaram o momento para declarar o posicionamento contrário ao projeto defendido pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). "Nós não resolveremos o problema da segurança pública, nós não resolveremos a violência urbana apostando no aumento da população prisional", disse Renato De Vitto, diretor do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), em coletiva concedida na tarde desta quinta.
O diretor disse ainda que a manifestação é um pedido de diálogo. "Diálogo com o parlamento, diálogo com a sociedade, para que busquemos soluções mais sofisticadas, mais criativas, do que nos limitarmos a mandar os adolescentes para um sistema prisional já carente de tantas soluções", ponderou.
O governo tem se mostrado fortemente contrário à redução da maioridade penal. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, tem repetido que a aprovação final do texto será "desastrosa" para o País.
Durante a coletiva, De Vitto voltou a falar que a decisão do Congresso pode ter forte impacto no sistema prisional brasileiro que já enfrenta superlotação. O diretor aponta que atualmente o déficit do sistema no Brasil é de 231 mil vagas, acrescentando que o País tem hoje 607 mil presos para apenas 375 mil vagas. "O crescimento exponencial da população carcerária é a causa de boa parte dos problemas que vivenciamos hoje", ponderou De Vitto.
Para o secretário de Justiça do Piauí, Daniel Oliveira, o texto aprovado enfrentará problemas constitucionais. "A manobra legislativa que foi implementada, de ontem para hoje, na Câmara dos Deputados também carece no vício de inconstitucionalidade", disse. Na avaliação do secretário, o problema de segurança enfrentado hoje pelo País ficará ainda pior.
Já para Márcio Dorilêo, Secretário de Justiça e Direitos Humanos de Mato Grosso, ao aprovar a redução da maioridade penal, o Brasil foge a uma tendência internacional. "Nós temos que analisar não só no contexto nacional, mas no contexto internacional. Porque não podemos correr o risco do retrocesso. Estamos correndo um sério risco de retroceder. Em termos de direitos humanos nós temos que procurar agregar, conquistar, somar garantias e direitos", disse.
Dorilêo dirigiu ainda críticas às motivações do Congresso para aprovar o projeto. "Não se faz leis com emoção de afogadilho. Nós temos que racionalizar a entrada das nossas prisões. É uma tendência internacional. Quando se fala em inconstitucionalidade fala-se também em convencionalidade, porque o Brasil não é uma ilha isolada", comentou.
O manifesto organizado pelos secretários estaduais serão entregues a deputados e senadores, que ainda vão analisar a proposta. Antes de virar lei, a proposta de emenda constitucional terá de passar por nova aprovação na Câmara e por duas aprovações no Senado Federal.

Novos ataques do Boko Haram na Nigéria fazem dezenas de mortos

Ataque aconteceu quarta-feira, pelas 20h30, perto da cidade de Monguno. Há relatos de vários feridos.

Um grupo de homens suspeitos de pertencerem ao grupo radical Boko Haram matou mais de 90 pessoas em duas aldeias vizinhas do nordeste da Nigéria. 

O ataque aconteceu quarta-feira, pelas 20h30 (locais e de Lisboa), perto da cidade de Monguno. Há relatos de vários feridos. 

Bashir Ahmed, um membro de um grupo de defesa local, avançou que um colega, que conseguiu fugir ao ataque e depois voltou ao local, lhe disse que encontrou mais de 90 corpos, muitos quase irreconhecíveis, pois o grupo terrorista incendiou as casas. 

Este ataque do Boko Haram aconteceu pouco depois de um outro na mesma região, que fez 97 mortos, entre homens que rezavam em quatro mesquitas e mulheres que estavam nas respectivas casas a preparar o jantar, atingidos a tiro por cerca de 50 homens armados, também segundo testemunhas. 

Terror começou em 2002 No ano de 2002, nasceu um grupo islâmico radical na África profunda. Mais um, na sequência do 11 de Setembro. Não surpreende que poucas pessoas no mundo tenham dado importância ao "Grupo do Povo da Sunnah para a Pregação e Jihad", que mais tarde viria a ser conhecido por "Boko Haram". O nome significa: a educação não islâmica (ou ocidental) é pecado. 

Em Março de 2015 o Boko Haram anunciou a sua fidelidade ao autodenominado Estado Islâmico, reconhecendo o seu líder como verdadeiro califa. Pretendem impor a lei islâmica em todo o território. 

A Nigéria é uma das grandes potências africanas. Não sendo o maior país em termos geográficos, é-o em termos demográficos, com quase o dobro que a Etiópia, que ocupa o segundo lugar. Mas é também um país dividido, a nível cultural e étnico e, o que torna a situação mais explosiva, a nível religioso também.