sábado, 27 de junho de 2015

Internacional - Vaticano assina primeiro acordo histórico com a Palestina

ROMA (agências internacionais) - A Santa Sé e o Estado da Palestina assinaram hoje, no Vaticano, um acordo histórico sobre os direitos da Igreja católica nos territórios palestinos. A preparação do tratado por uma comissão bilateral levou 15 anos. Embora o Vaticano se refira ao "Estado da Palestina" desde o início de 2013, os palestinos consideram que a assinatura do acordo equivale a um reconhecimento de fato de seu Estado. Israel lamentou o acordo e advertiu que isso pode ser nocivo para os esforços para a paz na região.

Policial baleado morre após esperar resgate por quase duas horas


Brasileiro cria sistema que faz moto andar 500km só com um tanque de água

  

Já pensou em pegar sua moto e andar 500 quilômetros sem gastar uma gota de gasolina? E, melhor ainda, abastecer de graça em qualquer torneira? Parece sonho, mas é o sistema criado pelo brasileiro Ricardo Azevedo, que aos 56 anos chegou a um aparelho que faz com que motos utilizem hidrogênio obtido através da utilização da água como combustível.

O sistema ganhou o nome de Moto Power H2O e utiliza a propulsão de hidrogênio, já conhecida pela industria de automóveis, para funcionar. O reservatório de Azevedo é colocado atrás da moto e ligado por um cano a um recipiente colocado ao lado da roda traseira. Lá ficam uma série de placas metálicas negativas e positivas, alimentadas por uma bateria de carro.

A eletricidade faz o papel de separar o hidrogênio da molécula de água, seguindo por um outro cano onde ele, altamente explosivo, é enviado a um novo recipiente que fica próximo ao reservatório e tem a função de enviar o combustível para o carburador da moto, obtendo assim a combustão necessária para que a motocicleta entre em movimento.

O sistema criado pelo morador de Itú, no interior paulista, ainda não emite poluente, já que apenas vapor d’água sai pelo escapamento. Isso ainda é somado ao fato de que o sistema faz com que a moto rode 500 quilômetros por litro, dez vezes mais do que faria com gasolina — e isso pegando uma motocicleta extremamente eficiente. Ele ainda avisa que qualquer água pode ser utilizada, mas que quanto mais pura e tratada ela for, melhor.

O projeto inovador, agora, procura investidores que possam fazer com que ele passe a ser produzido em larga escala. Funcionário público, Azevedo afirma não ter dinheiro para fazer com que seu sistema de abastecimento seja produzido para mais pessoas sem a ajuda de dinheiro vindo de investidores.

Vídeo mostra que é possível rodar o Android 1.6 em uma calculadora

androidcalc
Reprodução / Twitter
Um usuário do YouTube identificado como Josh Max conseguiu instalar o Android 1.6, chamado também de Donut, em uma calculadora. O resultado foi registrado em um vídeo, divulgado na rede do Google no começo desta semana.
O aparelho utilizado não é dos mais simples, vale dizer. Max usou uma calculadora gráfica da Texas Instrument, mais especificamente uma TI-Nspire CX. Ela tem 64 MB de memória RAM, 100 MB de espaço de armazenamento e tela colorida com resolução de 320 x 240 pixels, o que a torna um dos dispositivos do tipo mais poderosos disponíveis no mercado atualmente.
As configurações não são lá muito impressionantes quando comparadas mesmo a um velho smartphone. O próprio HTC Dream (ou G1), considerado o primeiro Android, tinha 192 MB de RAM e mais 256 MB para guardar arquivos, além de um processador de 528 MHz – que superam com sobras o suposto chip de 150 MHz do aparelho da Texas Instrument. Mas as limitações não impediram a instalação do sistema open source.
Veja o resultado abaixo:
O código do experimento foi disponibilizado por Max no GitHub, e quem quiser instalar o sistema em uma calculadora pode conferi-lo por aqui e ver as instruções aqui. E caso os games do sistema não sejam suficientes, também dá para rodar jogos do Game Boy Advance neste mesmo modelo.

Mais um sebo que não quer ser um sebo a menos Sebo Chama de uma Vela faz vaquinha virtual para não fechar as portas “A capa é azul”: o meme que resume o inferno dos livreiros

Eloy em seu sebo, à rua Augusta. / DIVULGAÇÃO
Um sebo é um depósito de livros usados. Mas levante o primeiro título, espere o dono da casa se achegar e sinta na pele: um sebo é um depósito de histórias vivas. Não só por ser um espaço deliteratura, mas porque cada livro ali empoeirado suscita, além de sua própria narrativa, muitos causos. É assim, ao menos, que os visitantes do Sebo Chama de uma Vela são recebidos à rua Augusta, 1371, no centro de São Paulo.
Maurício Eloy, professor de História da Arte e História da Cultura e educador, fundou o Chama há 14 anos e há sete o instalou na pequena loja de galeria, das tantas que permanecem vivas naAugusta. Começou o negócio arriscando com um lote de livros italianos, da editora Mondadori, todos muito cuidados e chamativos, que foram vendidos aos poucos.

Pelo Chama, já passaram muitos famosos, como o artista plástico Vik Muniz, o músico Arrigo Barnabé, o ator Marco Nanini e o chef Alex Atala – todos dispostos a trocar figurinhas com Maurício, na literatura e além. Mas são os anônimos que suscitam as melhores histórias: a menina que chegou chorando e saiu sorrindo com um livro de presente, o casal de idosos que passou um dia inteiro lendo nas duas únicas cadeiras do lugar, o físico apaixonado por música que terminou esquecendo a Física e levando um livro de violinos em relevo... , estudantes e professores do meio acadêmico atrás dos exemplares que já se esgotaram nas lojas tradicionais. E os muitos que chegam curiosos e saem convictos de ter encontrado uma toca de boas leituras e sincero afeto.Logo, ele adquiriu a biblioteca pessoal da neta do escritor Monteiro Lobato, cheia de preciosidades, e assim foi adiante, farejando tesouros. Hoje dispõe de um acervo de mais de 8.000 livros, muitos deles relacionados a Filosofia, Antropologia e História, e outros tantos de ficção, sem temer inclusive os best sellers. “O segredo de um sebo é ter livros de grande valor e também títulos esgotados em editoras”, afirma Maurício, que, além de dar aula, já trabalhou em museus e centros culturais paulistanos.

Uma pescaria no Chama

C.M.
Veja alguns títulos pescados no sebo de Maurício Eloy pelo EL PAÍS:
  • A ordem de Malta e o Brasil Imperial, de João Hermes Ferreira de Araújo: a história do Brasil a partir de suas ordens fechadas, assunto tão antigo e tão atual no país.
  • Biologia das paixões, de Jean Didier Vincent: uma dose necessária de Filosofia.
  • Bíblia Sacra Vulgata: uma preciosidade em latim para colecionadores e estudiosos de tradução literária, por exemplo.
  • Livro das mutações – Na escola de Confúcio, de Yeg Keq: um dos cinco clássicos chineses, que têm no i-ching as respostas para suas dúvidas e necessidades.
  • Coleção Obra Jornalística de Gabriel García Márquez: um tesouro de boas histórias que vão além de Cem anos de solidão.
  • Borges, uma biografia em imagens, de Alejandro Vaccaro: a trajetória do grande escritor argentino em uma edição brasileira rica em fotografias.
  • Poesias completas de García Lorca: livro que reúne os poemas do poeta espanhol, feito de capa de couro e papel especial, bonito de corpo e alma.
Uma opção confortável para leitores assíduos é comprar os livros garimpados pelo Chama de uma Vela na página do sebo na Estante Virtual, mas o recomendado mesmo é passar por lá e deixar-se atender pelos vastos conhecimentos do anfitrião, que estuda (e estuda mesmo) não só Filosofia, mas também xamanismo, ufologia, arte oriental e outros tantos temas.
“Minha aposta é ter um bom estoque e fazer um bom atendimento”, diz Maurício, que anda em dificuldades financeiras e se esforçando para não fechar as portas. Uma campanha de financiamento coletivo foi aberta para driblar a crise. O objetivo é receber apoios para que o sebo possa se reinventar, mudando para uma casa mais ampla, com espaço para os cursos e os encontros que lá acontecem informalmente e sem maior comodidade. Está ativa no Catarse, porém a dois dias de acabar e com uma arrecadação aquém do esperado.
Apesar da falta de recursos, ele continua farejando preciosidades literárias – “um sebo tem que adquirir novidades sempre” – e se vestindo de maneira especial. “Sou conhecido como o livreiro dos blazers”, diz, sobre a peça que não pode faltar em sua indumentária. Maurício, afim às velas que o levam à infância e à leitura à moda antiga (e também ao título do livro de seu filósofo preferido, Gaston Bachelard, que inspirou o nome do sebo), segue aceso. “Pretendo começar uma nova campanha em uma plataforma diferente. Não vou desistir”, promete.

Abatido um dos foragidos de cadeia de alta segurança dos Estados Unidos

Richard Matt tinha fugido há três semanas com David Sweat, que continua em fuga.
Um dos dois detidos que estava escapado de uma prisão de máxima segurança nos Estados Unidos desde 7 de Junho foi abatido pela polícia.
A informação está a ser avançada pelo jornal “New York Times” que cita fontes policiais.
Richard Matt foi morto em Lake Titus, Nova Iorque, perto da fronteira com o Canadá, confirma a CNN.
O segundo foragido, David Sweat, ainda está em fuga, mas com a polícia em perseguição.
Os dois homens, considerados perigosos e condenados por homicídio, abriram um buraco numa parede de aço e passaram por túneis.
Matt e Sweat foram vistos pela última vez às 22h30 de sexta-feira, quando foi feita a contagem dos prisioneiros. O alarme foi dado às 5h30.
Na altura da fuga, os dois detidos deixaram uma mensagem às autoridades: “Tenham um bom dia”.

Policiais civis cedidos para presídios do DF ameaçam entrar em greve Eles querem retornar às funções originais, mas a Subsecretaria do Sistema Penitenciário do DF quer mantê-los nas atividades atuais

Os concursados da Polícia Civil do DF que estão cedidos para o Sistema Penitenciário ameaçam entrar em greve daqui a 5 dias. Dos 240 agentes policiais de custódia, 49 exercem cargos de chefia e pedem o retorno à corporação. Caso isso não ocorra, pretendem parar as atividades. Do total, pelo menos 10 já colocaram os cargos à disposição. Esses profissionais são responsáveis por transportarem os presos para audiências judiciais, hospitais, consultas e monitorar atividades dentro dos presídios do DF.  

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Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol), Renato Rincon, um dos motivos para os pedidos de retorno ao cargo original deve-se às diferenças no tempo de aposentadoria. Os servidores lotados na Polícia Civil se aposentam em 30 anos, sendo 20 exclusivos de atividade policial. Lotados na Sejus, o tempo de serviço não é contabilizado para esse fim. 

 A Lei 13.064 de dezembro de 2014 mudou a nomenclatura da categoria para agentes policiais de custódia. Além disso, a regra é que eles se apresentem à direção da Polícia Civil até o fim deste mês para retornarem ao quadro da corporação. De um lado, servidores querem voltar para as funções de origem. De outo, segundo o Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol), a Subsecretaria do Sistema Penitenciário do DF (Sesipe) estaria impedindo os profissionais de deixarem o posto. O embate entre os envolvidos gera um desgaste para a segurança pública e a classe fala até em uma greve a partir de 1ª de julho.

A desistência dos cargos tem acontecido desde o fim da tarde de quinta-feira (25/6). Atuam no sistema 240 agentes policiais de custódia. Do total, 49 deles estão em funções de chefia, como coordenadores e gerentes de sessões. Além da classe, existem 1.250 agentes de atividades penitenciárias do Distrito Federal. A diferença entre as categorias estaria na formação, além dos agentes policiais de custódia serem da Polícia Civil. 

Correio procurou o subsecretário do Sistema Penitenciário do DF (Sesipe), João Carlos Lóssio, mas ele preferiu não comentar o assunto: “Por agora não vou falar nada. Nem confirmar nem desmentir (a saída de parte dos agentes policiais de custódia)”. A reportagem também pediu entrevista ou pronunciamento da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus), mas, por e-mail, a pasta alegou que “não concederá entrevista porque não há um posicionamento sobre o assunto”. 

O presidente do Sindicato dos Agentes de Atividades Penitenciárias do DF (Sindpen), Lenadro Allan, explica se os agentes policiais de custódia não forem liberados dos cargos até o fim do mês, conforme determinado pela lei federal, ambas as categorias podem entrar em greve a partir da próxima quarta-feira. A decisão foi tomada em assembléia às 16h de quinta-feira na Penitenciária do Distrito Federal II (PDF II).