sexta-feira, 6 de março de 2015

Exoneração na PMDF: “QUE PAÍS É ESTE?”

Grupos fazem petição contra execução de brasileiro na Indonésia Ativistas afirmam que Rodrigo Gularte tem problemas mentais e que sua execução evidencia problemas na lei indonésia.

Organizações de defesa de pessoas com deficiência na Indonésia pediram que o governo cancele os planos de execução do condenado brasileiro Rodrigo Gularte, alegando que ele sofre de doença mental crônica desde 1999.
A Comissão Nacional de Direitos Humanos afirmou que o caso mostra que a lei indonésia é falha e que o governo precisa suspender todos os planos de exeução e abolir a pena de morte.
Gularte, de 42 anos e condenado à morte em 2005, foi reavaliado na prisão por uma equipe de médicos do governo local após ter sido diagnosticado com esquizofrenia paranoide. O paranaense foi preso em julho de 2004 após tentar entrar na Indonésia com 6kg de cocaína escondidos em pranchas de surfe.
A família tenta impedir que ele seja executado e quer a transferência dele para um hospital psiquiátrico. A defesa alega que a lei indonésia proíbe a morte de um prisioneiro que não esteja em plenas condições mentais.
Yeni Rosa Damayanti, fundadora e presidente da organização Associação de Saúde Mental, disse que os ativistas levaram a questão à Comissão de Direitos Humanos nesta quinta-feira.
Na sexta-feira, eles devem apresentar uma petição ao procurador-geral indonésio e ao palácio presidencial.
Segundo Yeni, a execução de Gularte viola a lei indonésia.
"O artigo 44 do Código Criminal confirma que aqueles que têm problemas mentais ou deficiências não podem ser condenados. E o juiz pode ordenar as autoridades a enviar a pessoa para um hospital psiquiátrico para tratamento", disse.
Sandra Moniaga, da Comissão Nacional de Direitos Humanos, afirmou que o caso de Gularte mostra que a lei e a ordem na Indonésia ainda são falhas. E, por isso, a pena de morte em geral deveria ser abolida no país.
"Pedimos ao presidente Jokowi (Joko Widodo) e ao procurador-geral que revejam todos os processos relativos à execução e todas as condenações à morte", afirmou Sandra.
A BBC Indonésia aponta que as organizações envolvidas no protesto são respeitadas no país e o tema deve repercutir na mídia local, mas elas têm pouco poder de mobilização e podem não ser recebidas pelo presidente.
Histórico familiar
De acordo com Yeni, a mais recente avaliação médica que mostrou que Gularte sofre de problemas mentais foi feita no Hospital Geral Central Cilacap, de Java, em 11 de fevereiro.
Anteriormente, segundo a ativista, os registros médicos já mostravam que Gularte tinha sido tratado em um hospital psiquiátrico em 1999. Outro documento mostra que o brasileiro se consultou regularmente com um psiquiatra de março a novembro de 1996.
<imgthumb alt="Foto: Sonwing in Bali by Kathryn Bonella" height="147" itemprop="contentUrl" src="http://ichef.bbci.co.uk/wsimagechef/ic/261x147/amz/worldservice/live/assets/images/2015/01/20/150120122056_bali_abre_624x351_snowinginbalibykathrynbonella.jpg" width="261"></imgthumb>
Rodrigo (esq.) e Marco Archer, o primeiro brasileiro a ser executado na Indonésia, em janeiro
Yeni afirma que, segundo o documento, vários membros da família de Gularte também sofrem de problemas psiquiátricos, então ela presume que seja um problema hereditário.
Para a ativista, "a execução deve ser cancelada, e o processo inteiro contra Rodrigo também é falho".
O procurador-geral da Indonésia, Muhammad Prasetyo, já disse à imprensa que a execução vai ocorrer e acrescentou que Gularte está fingindo ter um problema mental.
A respeito dos resultados dos exames no hospital Cilacap, Prasetyo disse que quer ouvir uma segunda opinião, com outros exames no Hospital Central Java.
Um porta-voz do gabinete do procurador-geral disse à BBC via mensagem de texto que, no que diz respeito a Rodrigo Gularte, eles "ainda estão esperando por um relatório das autoridades (de Java Central)".
Australianos
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Australianos Myuran Sukumaran (esquerda) e Andrew Chan já deixaram a prisão Kerobokan em Bali e foram levados para Nusakambangan, a prisão que fica em uma ilha e onde a Indonésia executa prisioneiros
Além do brasileiro, enfrentam a possibilidade de execução iminente na Indonésia cidadãos da Austrália, Nigéria, França, Gana, Filipinas e um indonésio, que deverão ser executados por um pelotão de fuzilamento. Alguns deles foram levados para Nusakambangan, centro de detenção onde a Indonésia executa prisioneiros.
A Australia propôs uma troca de prisioneiros para seus cidadãos, mas a oferta foi rejeitada. Arrmanatha Nasir, porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da Indonésia, disse à BBC que o país não tem uma lei que sirva de base para realizar tal troca.
A chanceler australiana, Julie Bishop, confirmou que a proposta de troca de prisioneiros estava entre as opções para resolver o caso.
Segundo Bishop, a proposta era repatriar três condenados indonésios em troca dos dois prisioneiros australianos.
Os dois australianos são Andrew Chan e Myuran Sukumara. A dupla foi condenada em 2006 como líderes de uma quadrilha de narcotraficantes conhecida como "Os Nove de Bali". Eles foram presos em 2005 ao tentar embarcar com 8,3 kg de heroína para a Austrália.
Todos prisioneiros devem ser informados com 72h de antecedência das execuções.
O presidente indonésio, Joko Widodo, se elegeu no ano passado com promessa de rigor no combate ao crime e negação a pedidos de clemência de condenados.
Um porta-voz da procuradoria-geral da Indonésia afirmou que a data da execução deve ser decidida nos próximos dias.
Com reportagem de Ging Ginanjar, da BBC Indonésia

Já disponível gratuitamente o Microsoft Office 2016 para Mac

Já disponível gratuitamente o Microsoft Office 2016 para Mac

É do conhecimento comum que a Microsoft tem tratado os utilizadores Apple como “utilizadores” de segunda classe. Isto porque se o Office para Windows é a mais completa ferramenta que qualquer utilizador pode ter no seu computador, já para Mac deixa muito a desejar! Contudo, o mercado OS X está a crescer e a Microsoft já deu conta!
A empresa já mostrou que sabe da importância cada vez maior do OS X e do iOS e, por isso, está atenta ao mercado. Depois de ter disponibilizado o Office para iOS há uns meses, numa jogada fantástica lança agora, gratuitamente, o Microsoft Office 2016 for Mac Preview.
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Hoje a Microsoft parece ter feito as pazes com os utilizadores Apple e lançou ao público uma versão “preview” ou beta gratuita, do Office 2016 para Mac. O pacote de software completo estará disponível este Verão para a compra ou como parte do Office 365, serviço de subscrição mensal da Microsoft, mas até lá descarregue já os quase 3GB de software!
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Nesta versão ainda são visíveis alguns bugs, mas vale a pena. Está com uma qualidade fabulosa, digno de um qualquer Mac. O visual actualizado do Word, Excel e PowerPoint mostram como a versão Office 2011 está ultrapassada, velha e arcaica. Assim, no pacote estão disponíveis os serviços MS Word, Excel, Powerpoint, One Note e Outlook (alguns já disponibilizados separadamente).
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Um dos aspectos que irá notar é a interface limpa, muito parecida com o Office 2013 e com um estilo que se integra com os serviços cloud da Microsoft, o Microsoft OneDrive. Esta nova versão agora suporta a edição colaborativa em tempo real via Internet.
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Todos os programas estão repletos de novos recursos. O PowerPoint tem uma série de novos modelos e animações, o Word traz comentários listados, o Excel tem ferramentas de análise de dados mais poderosas e o Outlook traz uma forma nova, dupla, de visualização do calendário. Uma das fantásticas novidades e que temos tirado grande proveito é o suporte para os ecrãs retina da Apple, trabalhar com esta suite em ecrã total é verdadeiramente fantástico.
Está estável, agradável e com isto faça as pazes com a Microsoft… ainda mais porque o pode descarregar aqui para o seu Mac.

Microsoft atualiza GroupMe com capacidade de adicionar eventos na agenda do smartphone

Microsoft começou a liberar uma atualização de seu aplicativo GroupMe para Windows Phone trazendo novidades para a ferramenta que prometem agradar os usuários de seu sistema operacional.
O GroupMe é um aplicativo da família do Skype, sendo uma ótima maneira para os usuários manterem conversas com seus amigos e familiares de uma forma fácil e divertida. Com a ferramenta é possível, por exemplo, formar um chat com um grupo de amigos para facilitar na hora de combinar os detalhes para uma festa, por exemplo.
E após marcar os detalhes, é preciso marcar o dia da festa em sua agenda, não é mesmo? E a partir de agora será possível fazer isso através do próprio GroupMe. Dessa forma, você e seus amigos não irão esquecer de comparecer ao evento.
Além disso, o update, disponível desde a última quarta-feira, 04 de março, conta com novas opções, como por exemplo a possibilidade de definir sua localização em eventos, além de contar com a opção de adicionar URLs para maiores informações sobre os referidos eventos.
E para que tudo funcione corretamente, os desenvolvedores do GroupMe inseriram algumasmelhorias de desempenho na ferramenta através da exclusão de alguns bugs que comprometiam na experiência final dos usuários.
Para ter a última versão do GroupMe em seu smartphone, acesse a Windows Phone Store e faça a atualização do aplicativo agora mesmo. Depois de atualizar a ferramenta, não fique de fora de mais nenhum evento importante por ter esquecido a data.

Lista de 54 nomes enviada ao STF por procurador tem cerca de 45 políticos

04/03/2015 21h02 - Atualizado em 05/03/2015 09h07

Lista de 54 nomes enviada ao STF por procurador tem cerca de 45 políticos

Rodrigo Janot pediu ao Supremo 28 inquéritos para investigar 54 pessoas. 
Entre os nomes, estão os dos presidentes de Câmara e Senado, apurou JN.

Do G1, com informações do JN
Cerca de 45 políticos de vários partidos são alvos dos pedidos de abertura de investigação feitos pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal (STF), informou nesta quarta-feira (4) o Jornal Nacional.
Entre as suspeitas sobre esses políticos, há crimes como corrupção e lavagem de dinheiro, investigados na Operação Lava Jato, que apura pagamentos de propina e desvio de dinheiro daPetrobras.
O Jornal Nacional apurou que dois dos nomes são os dos presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Ambos dizem não ter conhecimento de que estejam entre os alvos dos pedidos de investigação (veja no vídeo ao final desta reportagem).
lista foi entregue nesta terça (3) ao ministro Teori Zavascki, relator das apurações da Operação Lava Jato no STF. Foram apresentados 28 pedidos de abertura de inquérito referentes a 54 pessoas, dentre as quais autoridades e suspeitos sem foro privilegiado. Entre as suspeitas relatadas, há crimes como corrupção e lavagem de dinheiro. Janot também protocolou sete pedidos de arquivamento.
O trabalho de análise dos documentos já começou no gabinete de Zavascki. O ministro e a equipes estão analisando cinco caixas de documentos enviados por Janot.

A expectativa é que a análise seja concluída até o fim de semana e, logo em seguida, sejam conhecidos oficialmente os nomes e as suspeitas sobre cada um dos políticos.
De acordo com o critério definido pelo procurador-geral, para serem investigados, os políticos precisam ter sido citados nas delações premiadas do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef como beneficiados pelo esquema de corrupção na Petrobras.
Nos casos em que não há indícios de crime, Janot pediu o arquivamento. Se os pedidos forem aceitos e os inquéritos abertos pelo STF, os procuradores e a Polícia Federal poderão iniciar uma nova etapa nas investigações.
Segundo os investigadores, o trabalho, que está apenas no começo, pode identificar mais nomes de políticos suspeitos de terem se beneficiado do esquema de corrupção na Petrobras.

No Ministério Público Federal, o momento é de preparação dos pedidos que serão encaminhados ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Pelo menos um deles deve ser para investigar um governador citado nas delações.

Arte Lava Jato próximos passos (Foto: Arte/G1)