terça-feira, 3 de março de 2015

Petrobras aprova plano de desinvestimento de US$ 13,7 bilhões Valor é o que empresa prevê levantar com a venda de ativos até 2016. Plano visa diminuir as dificuldades de caixa e financiamento da empresa.

Petrobras anunciou nesta segunda-feira (2) que a diretoria executiva da companhia aprovou a revisão do plano de desinvestimento – termo técnico para a venda de ativos, projetos, negócios e propriedades de uma empresa – para o biênio 2015 e 2016.
A empresa planeja desinvestir US$ 13,7 bilhões em dois anos. A mudança é significativa em relação ao plano anterior, divulgado em fevereiro – antes da renúncia da ex-presidente Graça Foster –, que previa desinvestimentos de US$ 5 bilhões a US$ 11 bilhões entre 2014 e 2018.
As vendas de ativos estão divididos entre exploração e produção no Brasil e no exterior (30%), abastecimento (30%) e gás e energia (40%).
A petroleira enfrenta alta no endividamento e dificuldades de caixa para financiamento de seus novos projetos. O endividamento líquido da companhia saltou de um patamar de R$ 100 bilhões no início de 2012 para mais de R$ 260 bilhões no final de setembro de 2014.
"Este plano faz parte do planejamento financeiro da Companhia que visa à redução da alavancagem, preservação do caixa e concentração nos investimentos prioritários, notadamente de produção de óleo e gás no Brasil em áreas de elevada produtividade e retorno", afirmou a estatal em comunicado ao mercado.
A petroleira afirmou ainda que alterações em variáveis de mercado podem fazer com que a empresa mude a meta. "Ressaltamos que o valor aprovado de US$ 13,7 bilhões é a melhor estimativa da Petrobras. No entanto, ela é sensível a variáveis de mercado, tais como a cotação do barril de petróleo tipo Brent, taxa de câmbio, crescimento econômico brasileiro e mundial, dentre outras."
Segundo a Petrobras, o valor de US$ 13,7 bilhões foi aprovado pela diretoria executiva no dia 26 de fevereiro.
Lucro em queda
De acordo com o balanço não auditado do 3º trimestre do ano passado, a Petrobras teve lucro líquido de R$ 3,087 bilhões entre julho e setembro. No acumulado nos 3 primeiros trimestres, o lucro foi de R$ 13,439 bilhões, uma queda de 22% frente ao mesmo período do ano passado. Em 2013, a empresa registrou lucro de R$ 23,57 bilhões.
A empresa destacou que qualquer operação de alienação de ativo será submetida à
avaliação e aprovação das requeridas instâncias de governança da companhia, como a Diretoria Executiva e o Conselho de Administração. A Petrobras lembrou ainda que essas operações também estarão sujeitas às aprovações dos órgãos reguladores competentes
no Brasil e no exterior, quando for o caso.
Auditoria contábil
A petroleira também anunciou nesta segunda que seu Conselho de Administração, em reunião realizada no dia 27 de fevereiro, aprovou a contratação da PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes (PWC) para prestação de serviços de auditoria contábil nos exercícios sociais de 2015 e 2016.
A empresa de auditoria nega-se, por enquanto, a assinar as demonstrações financeiras da estatal sobre o terceiro trimestre de 2014, devido ao escândalo de corrupção revelado pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal, afirma a agência Reuters.
Após a troca de presidente da companhia, a Petrobras informou que planeja divulgar o balanço anual auditado de 2014 até o fim de maio.

Coreia do Norte tem poder para deter "ameaça nuclear" dos EUA, diz chanceler

Coreia do Norte tem poder para deter "ameaça nuclear" dos EUA, diz chanceler

terça-feira, 3 de março de 2015 07:22 BRT
 
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GENEBRA (Reuters) - A dividida península coreana é um "perigoso barril de pólvora nuclear" e a Coreia do Norte tem poder para dissuadir a "sempre crescente ameaça nuclear" dos Estados Unidos com um ataque preventivo se necessário, disse nesta terça-feira o ministro das Relações Exteriores norte-coreano, Ri Su Yong.
Ri, em um raro discurso à Conferência de Desarmamento apoiada pela ONU, disse que os exercícios militares conjuntos realizados pela Coreia do Sul e os Estados Unidos atualmente são "provocativamente sem precedentes e têm a possibilidade especialmente alta de provocar uma guerra".
"A RDPC (República Democrática Popular da Coreia) não pode deixar de reforçar sua capacidade de dissuasão nuclear para lidar com a crescente ameaça nuclear dos EUA. Agora, a RDPC tem o poder de dissuadir os Estados Unidos e também conduzir um ataque preventivo, se necessário", disse Ri ao fórum em Genebra.
Segundo ele, a Coreia do Norte não vai poupar esforços em obter uma "grande mudança nas relações" entre as duas Coreia este ano.
(Reportagem de Stephanie Nebehay)

'Quem tiver de pagar vai pagar', afirma Rodrigo Janot a manifestantes

02/03/2015 22h25 - Atualizado em 03/03/2015 00h47

'Quem tiver de pagar vai pagar', afirma Rodrigo Janot a manifestantes

Procurador-geral deve pedir nesta terça ao STF a investigação de políticos.
Grupo se reuniu em frente à Procuradoria para manifestar apoio a Janot.

Do G1, em Brasília
Oprocurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse na noite desta segunda-feira (2) a um grupo de manifestantes que "quem tiver de pagar vai pagar", em referência aos pedidos de abertura de inquérito para investigar políticos, que ele deve entregar nesta terça ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Os manifestantes se concentraram na frente do prédio da Procuradoria-Geral da República, em Brasília, para manifestar apoio a Janot, responsável pela investigação de parlamentares e autoridades eventualmente envolvidos com os fatos apurados na Operação Lava Jato, que apontou desvio de dinheiro da Petrobras.
"Vamos trabalhar com tranquilidade, com equilíbrio. Quem tiver de pagar vai pagar", afirmou o procurador, em vídeo reproduzido no site YouTube.
Segundo o Janot, o processo será "longo". "Nós vamos apurar. Isso é um processo longo. Nós estamos começando agora. A investigação começa e nós vamos até o final dessa investigação", afirmou o procurador, aplaudido pelos manifestantes.
Antes de se despedir, Janot brincou: "Se eu tiver que me investigar, eu me investigo".
A revelação dos nomes de políticos e autoridades supostamente envolvidos no esquema de corrupção da Petrobras só deverá ocorrer após uma decisão do ministro Teori Zavascki, relator do caso no Supremo Tribunal Federal.
Janto segura cartaz levado por manifestantes à Procuradoria Geral da República (Foto: Divulgação / Movimento Vem pra Rua)Janot segura cartaz levado por manifestantes à
PGR (Foto: Divulgação / Movimento Vem pra Rua)
A expectativa é que os pedidos de investigação contra os suspeitos chegue ao STF até a noite desta terça. Todos estarão inicialmente em segredo de Justiça, o que impede acesso a qualquer de suas informações.
Segundo o G1 apurou, o procurador-geral da República pedirá o fim do segredo em todos os pedidos de investigação, e Teori Zavascki analisará, caso a caso, se vai atender a essa recomendação.
A análise deve começar após a apresentação, mas dificilmente será concluída ainda nesta terça. Só depois de decidir sobre todos os pedidos, haverá divulgação, em bloco, dos nomes dos políticos.
VALE ESTE - Arte Lava Jato 7ª fase (Foto: Infográfico elaborado em 15 de novembro de 2014)

Rombo da balança em fevereiro é o pior desde os anos 1980: R$ 2,8 bilhões Saldo negativo de R$ 2,8 bilhões é o maior em 21 anos, desde o início da série do Mdic

A presidente Dilma Rousseff inicia o primeiro mandato com recordes negativos na balança comercial. O saldo das exportações e das importações brasileiras ficou negativo em R$ 2,8 bilhões em fevereiro. Esse é o maior deficit para o mês da série histórica da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), iniciada nos anos 1980. Esse dado superou o recorde anterior, de fevereiro de 2014, quando o resultado ficou no vermelho em R$ 2,1 bilhões.

A balança também registrou o segundo pior bimestre da história, com um deficit de R$ 6,01 bilhões de janeiro a fevereiro deste ano, pouco abaixo do saldo negativo de R$ 6,21 bilhões registrado no mesmo intervalo de 2014. Nesse período os embarques de commodities encolheram 17%, para R$ 10 bilhões. A maior queda nas exportações no bimestre foi de soja em grão (-70,7% ), seguida de minério de ferro (-43,2%). Entre os manufaturados, os embarques de combustível e as vendas de veículos para o mercado externo registraram queda. No bimestre, o tombo foi de 67% e 28,7%, respectivamente, e isso ajudou na retração de 13% das exportações de manufaturados de janeiro a fevereiro, para US$ 9,9 bilhões. 

Apesar de a China ter ultrapassado os Estados Unidos como principal destino dos produtos brasileiros em fevereiro, no acumulado do bimestre, os EUA mantiveram-se na liderança. A Argentina permaneceu em terceiro lugar nos dois casos
.

Pedidos para investigar políticos devem chegar nesta terça ao STF Procurador-geral passou o fim de semana e a segunda revisando pedidos. Nomes só serão conhecidos após decisão do ministro Teori Zavascki.

Quase um ano após a revelação da existência de desvios de bilhões de reais da Petrobras, a Procuradoria Geral da República deve apresentar nesta terça (3) à Justiça pedidos para investigar políticos e autoridades que teriam se beneficiado do esquema de corrupção. Os pedidos, no entanto, devem chegar ao Supremo Tribunal Federal em segredo de Justiça, o que impede que os nomes dos supostos envolvidos sejam imediatamente conhecidos.

Durante todo o fim de semana e nesta segunda, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, responsável pela acusação, revisou as peças a serem apresentadas.
A partir de uma divisão de delações premiadas já realizada pela PGR, supõe-se que cheguem cerca de 40 pedidos de abertura de inquérito ao STF, a mais alta instância do Judiciário e a única que pode julgar deputados, senadores e ministros do governo federal.
Janot deve pedir o fim do segredo de Justiça para todos os casos, mas essa decisão depende do relator do processo no tribunal, ministro Teori Zavascki, o que deve ser feito em seguida. Mas dificilmente essa análise será concluída ainda nesta terça.
Para cada pedido de inquérito haverá um pedido de fim do segredo; Zavascki deve analisar cada caso separadamente para decidir. Se derrubado o segredo, os nomes devem ser conhecidos em bloco, de uma vez só.
Além de pedidos no STF, a PGR pode também apresentar petições no Superior Tribunal de Justiça (STJ), caso se confirmem indícios de crimes cometidos por governadores; neste caso, os pedidos serão analisados pelo ministro Luís Felipe Salomão.
Após receberem os documentos da PGR, os dois ministros decidirão se atendem o que foi requisitado por Janot. É praxe, porém, os magistrados aceitarem a abertura de inquérito ou ação penal mediante o pedido do Ministério Público Federal.

Fatos
Os pedidos serão divididos em fatos, cada um contendo indícios de que houve crime e suspeita de quem os praticou. Por isso, é possível que um mesmo pedido de inquérito envolva mais uma pessoa e que uma mesma pessoa apareça em mais de um caso.
A base desses pedidos serão depoimentos dados pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, e pelo doleiro Alberto Youssef, considerado o principal operador do esquema, que teria lavado R$ 10 bilhões em dinheiro desviado da estatal.
Também serão usados dados já apurados na Lava Jato, que já levou à abertura de mais de uma dezena de ações penais e investigações contra pessoas sem foro privilegiado, julgados na primeira instância da Justiça Federal no Paraná.
Em alguns pedidos, no entanto, é possível que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, entenda que não é possível verificar a existência de delitos com base nas afirmações ou mesmo não ser possível chegar aos culpados. Nestes casos, pedirá o arquivamento das investigações. Se considerar que já há provas, poderá apresentar uma denúncia, passando a uma fase mais adiantada do processo penal.

Do inquérito à ação penal
O pedido de abertura de inquérito no STF é o primeiro passo para se investigar um político.
Caberá também a Teori Zavascki abrir o inquérito e autorizar diligências para a descoberta de irregularidades, como a quebra de sigilos telefônico, bancário ou fiscal; novas buscas e apreensões de documentos; ou mesmo interceptações telefônicas. Várias dessas ações podem permanecer sob sigilo, para evitar que o investigado apague os rastros dos crimes.

Durante a fase investigatória, os advogados dos investigados ainda não podem fazer a defesa judicial ou contestar as diligências. Só depois de aberta a ação penal, eles poderão apontar irregularidades na produção de provas e anular acusações feitas com base nelas.
Encerradas as investigações, caberá à PGR apresentar as denúncias, que são as acusações formais contra os investigados, apontando os crimes, culpados e provas. Se aceita pela Justiça, a denúncia leva à abertura de uma ação penal, que é próprio processo judicial, em que serão ouvidas testemunhas e quando a defesa poderá apresentar outras provas que contestem a acusação, além de contestar as investigações.
Só ao final do processo, os ministros julgam e decidem pela inocência ou culpa do réu; no último caso, determinando as penas, multas e ressarcimento de danos aos cofres públicos.
No caso da Operação Lava Jato, a eventual abertura de ações penais caberá à Segunda Turma do STF, composta, além de Zavascki, pelos ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Celso de Mello. Atualmente, há uma vaga aberta nesta turma, que deve ser preenchida por um novo ministro a ser indicado pela presidente Dilma Rousseff.
Quebras de sigilo
Nos pedidos de inquérito, o procurador já pode pedir quebras de sigilos bancário e fiscal e deverá propor oitivas de testemunhas. A avaliação da PGR é de que a quebra de sigilo telefônico pode não ser eficaz, já que os suspeitos devem ter adotado cautela após a deflagração das primeiras fases da Operação Lava Jato.
Se aberto o inquérito, é possível que parte dessas diligências sejam mantidas em sigilo - não apenas o pedido para realizá-las, como também as informações e provas coletadas. O objetivo, novamente, é evitar que o investigado se antecipe e elimine rastros de crimes cometidos.
Durante o recesso do Judiciário, em janeiro, Teori Zavascki decidiu dividir em 42 partes os depoimentos dados por Paulo Roberto e Youssef ao Ministério Público Federal. Esses procedimentos tramitam no Supremo como processos ocultos, que têm grau de sigilo maior que o dos processos comuns em segredo de Justiça.
Lista de políticos
Nos depoimentos ao Ministério Público, Paulo Roberto Costa disse que empresas que atuavam em contratos da Petrobras pagavam propina aos diretores da estatal e que parte desses valores foidirecionada  atender a PT, PMDB e PP, inclusive na campanha eleitoral de 2010.

Costa integrou a diretoria da Petrobras entre 2004 e 2012, nos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Ele foi preso em março pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal, sob a acusação de integrar a quadrilha comandada pelo doleiro Alberto Youssef. Após fazer acordo de delação premiada com a Justiça, Costa foi autorizado a ficar em prisão domiciliar.
Nos pedidos de inquérito, o procurador solicitará quebras de sigilos bancário e fiscal e deverá propor oitivas de testemunhas. A avaliação da PGR é de que a quebra de sigilo telefônico pode não ser eficaz, já que os suspeitos devem ter adotado cautela após a deflagração das primeiras fases da Operação Lava Jato.
Segundo o jornal “O Estado de S. Paulo”,  o ex-diretor revelou o nome de 28 políticos supostamente beneficiados pelo esquema de corrupção na Petrobras. A publicação afirma que entre os mencionados estão o ex-ministros Edison Lobão (Minas e Energia); Antonio Palocci (Fazenda e Casa Civil), Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Mário Negromonte (Cidades); o governador do Acre, Tião Viana (PT); os ex-governadores Sérgio Cabral (Rio) e Eduardo Campos (Pernambuco), além de deputados e senadores de PT, PMDB, PSDB e PP. Os políticos citados negaram participação.
Entenda a Lava Jato
A Operação Lava Jato começou investigando um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas que teria movimentado cerca de R$ 10 bilhões. A investigação resultou na descoberta de um esquema de desvio de recursos da Petrobras, segundo a Polícia Federal e o Ministério Público Federal.

Na primeira fase da operação, deflagrada em março deste ano, foram presos, entre outras pessoas, o doleiro Alberto Youssef, apontado como chefe do esquema, e o ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa. A sétima fase da Lava Jato, deflagrada em novembro de 2014, teve como foco executivos e funcionários de nove grandes empreiteiras que mantêm contratos com a Petrobras em um valor total de R$ 59 bilhões.

Parte desses contratos está sob investigação da Receita Federal, do MPF e da Polícia Federal. Só na sétima etapa da operação, foram expedidos 85 mandados de prisão, de busca e apreensão e de condução coercitiva (quando o investigado é levado pela polícia para depor) em municípios do Paraná, de Minas Gerais, de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Pernambuco e do Distrito Federal.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), a Lava Jato cumpriu 64 mandados de prisão, 201 de busca e apreensão e 55 de condução coercitiva. Ao todo, 150 pessoas e 232 empresas estão sob investigação da Procuradoria.

Dinheiro desviado e recuperado
Informações divulgadas pelo MPF apontam que os crimes investigados pela Lava Jato desviaram ao menos R$ 2,1 bilhões da Petrobras, com base apenas nos crimes denunciados até agora.
Ao todo, a Procuradoria apresentou 19 acusações criminais contra 87 pessoas, por ilícitos como corrupção, crime contra o sistema financeiro, tráfico internacional de drogas, formação de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

MPF informou já ter assegurado a recuperação de R$ 500 milhões desviados por investigados na operação. Segundo o coordenador da força-tarefa da Lava Jato, Douglas Fischer, para permitir o resgate da quantia, o MPF fechou acordos de cooperação internacional com 12 países, entre os quais Suíça, Estados Unidos e Holanda. Além disso, foram bloqueados R$ 200 milhões em bens de réus dos processos decorrentes da Lava Jato.
VALE ESTE - Arte Lava Jato 7ª fase (Foto: Infográfico elaborado em 15 de novembro de 2014)

segunda-feira, 2 de março de 2015

Ikea cria móveis para carregar Smartphones e tablets sem fios


14:18 02.03.2015

Ikea cria móveis para carregar Smartphones e tablets sem fios

Ikea

O gigante sueco Ikea criou várias peças de mobiliário desenhadas para carregar Smartphones e tablets sem fios.

Mesas de cabeceira, mesas de apoio e até mesmo candeeiros fazem parte da "Home Smart", a gama de móveis que o grupo sueco criou para carregar os aparelhos sem fios. 

“A preocupação de não encontrar um carregador e a sua bateria acabou. Esta nova disponibilidade tornará a vida mais fácil para os utilizadores de Smartphones”, explicou Jeanette Skjelmose, responsável da empresa.
O mobiliário foi desenhado em colaborção com o Consórcio Wireless Power, um sistema QI que permite carregar os dispositivos móveis sem a necessidade de cabos. O próprio contacto dos smartphones e tablets com a superfície do móvel fará a recarga dos aparelhos.

Dólar e Euro tendem a se encontrar?

COTAÇÃO 02/03/2015

Dólar e Euro tendem a se encontrar?

Instabilidade na Zona do Euro e sinais de recuperação nos Estados Unidos. Esse cenário faz com que o Dólar se valorize, enquanto o Euro se mantém estável. Há quem acredite que as moedas tendem a um mesmo patamar
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Não é só o real que vem perdendo valor ante o dólar. A moeda norte-americana vem se valorizando em relação a praticamente todas as moedas. Enquanto o euro se manteve estável em relação ao real nos últimos 12 meses, cotado a R$ 3,22, o dólar registrou valorização de pouco mais de 23%. E no mesmo período, o dólar se valorizou 20% em relação ao euro. Há um ano, o dólar valia 72 centavos de euro e hoje vale 89 centavos. E há quem acredite que a relação entre as moedas pode chegar a um para um no curto ou médio prazo, dependendo do que ocorrer na problemática Zona do Euro, que vem apresentando baixo crescimento.

Os sinais de melhora da economia americana, como os dados sobre criação de empregos, e a expectativa de que o banco central dos Estados Unidos (Fed) eleve os juros já neste semestre são alguns dos fatores que devem contribuir para a valorização da moeda. Com relação ao euro, porém, a possibilidade da saída da Grécia da Zona do Euro, recessão na Suíça, e os conflitos e sanções econômicas na Rússia, de consequências ainda incertas, são alguns dos problemas a serem enfrentados.

“Um dos principais fatores do euro é a incerteza sobre o futuro da economia dos países da Zona do Euro, que estão numa combinação de PIB (Produto Interno bruto) muito baixo com possibilidade de deflação”, diz o economista Vitor Leitão, sócio da SM Consultoria.

Ele ressalta que medidas adotadas pelo banco central europeu para estimular a economia, deve enfraquecer ainda mais a moeda, na medida em que mais euros forem injetados no mercado. “O banco central europeu entrou com compra de títulos no valor de 1 trilhão de euros. O intuito é resgatar esses títulos e deixar esse dinheiro na mão do investidor”, ele diz. “Então acho factível o dólar e o euro no mesmo patamar”.

Apesar da pequena participação da economia grega na Zona do Euro, o impacto da saída do país do bloco econômico levaria ainda mais insegurança ao mercado, aumentando o temor de que o mesmo venha a ocorrer com outros países, como Espanha, Irlanda ou Portugal. Para o vice-presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef-Ceará), Ênio Arêa Leão, a situação mais provável é a Zona do Euro continue em declínio.

“Não vejo como a Europa possa conseguir resolver seus problemas no curto prazo. O que eu vejo é cada país do bloco querendo se safar. A Alemanha não tem capacidade de financiar essas dificuldades durante muito tempo, principalmente com o novo governo grego se rebelando (contras medidas do programa de resgate financeiro ao país)”, diz Arêa Leão. Para ele, a deterioração da situação da economia europeia tende a fortalecer o dólar, com mais investidores buscando segurança na moeda americana.

Estados Unidos
Apesar da recuperação da economia dos Estados Unidos, com diminuição da taxa de desemprego e aumento do nível de consumo, Leão não acredita que seu crescimento se sustente por muito tempo sem que o resto do mundo também cresça, em particular a própria Europa e China. “O atual crescimento dos Estados Unidos é reflexo do tempo em que sua economia ficou estagnada, mas para continuar crescendo no médio e longo prazo o mundo precisa crescer também”.

Tira-dúvidas

Como o Banco Central interfere no dólar?
Por meio dos leilões diários de “swaps cambiais”. O BC oferece um contrato de venda de dólares, com data de encerramento definida e no dia do vencimento o BC se compromete a pagar uma taxa de juros sobre valor dos contratos e recebe de quem comprou a variação do dólar no mesmo período.

Por que o preço da compra é diferente da venda?
A diferença entre o preço de compra e venda é referente a taxa de lucro e o custo de operação das casas de câmbio e outras instituições que comercializam a moeda.

O que influencia a variação das moedas?
O principal fator é a relação entre oferta e demanda. Ou seja, se tem muita gente comprando e pouco dólar à venda, a moeda fica mais cara. E se há muito dólar no mercado e poucos interessados, a moeda fica mais barata.

O que aumenta a oferta?
As exportações (produtos vendidos pelo Brasil e pagos em dólar), gastos de turistas estrangeiros em cidades brasileiras são fatores que aumentam a oferta da moeda no país. A taxa de juros, quando aumenta, também estimula investidores estrangeiros a colocar mais dólares no Brasil.