segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Mais de 57 milhões de pessoas vão precisar de ajuda humanitária em 2015

Mais de 57 milhões de pessoas vão precisar de ajuda humanitária em 2015

Foto: DR
Nações Unidas referem que, em 2014, 15 milhões de crianças foram afectadas por guerras e conflitos.
08-12-2014 21:40 por Liliana Monteiro
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Mais de 57 milhões de pessoas em todo o mundo poderão precisar de ajuda humanitária no próximo ano. São dados revelados esta segunda-feira pelas Nações Unidas.
Numa conferência em Genebra, o Alto-comissário para os Refugiados, António Guterres fez as contas e revelou também que vão ser precisos mais de 13 mil milhões de euros para ajudar as vítimas de guerras e de situações de extrema violência.
António Guterres sublinhou que a tendência é de “aumento exponencial” do fenómeno de deslocação forçada dos refugiados que existem em muitos mais países do que na tão falada Síria.
As Nações Unidas revelaram também dados relativos às crianças atingidas por conflitos. Cerca de 15 milhões foram apanhadas pela guerra e conflitos na República Centro-Africana, Iraque, sudão, Síria, Ucrânia e territórios palestinianos.
São muitos os casos de crianças mortas enquanto estavam na sala de aulas, enquanto dormiam, inúmeros casos de raptos, de tortura, violações e até de escravatura.
A ONU garante que o ano de 2014 fica marcado também por uma nova forma de violência sobre as crianças: o ébola em países como a Guiné-Conacri, Libéria e Serra Leoa deixou milhares de órfãos e mais de cinco milhões sem acesso à escola.
Já na Faixa de Gaza 538 crianças morreram e mais de três mil sofreram ferimentos durante o período de 50 dias de ataques ininterruptos entre Israel e os militantes do Hamas.
Na Síria mais de um milhão de crianças já foram obrigadas a abandonar o país.
As Nações Unidas constataram que, além da violência a que muitos dos menores são submetidos, estes menores têm também cada vez mais de lidar com a violência e morte de familiares.

Comissão da Verdade de SP pede que agentes públicos sejam responsabilizados

País

Comissão da Verdade de SP pede que agentes públicos sejam responsabilizados

Agência Brasil
A Comissão da Verdade do Estado de São Paulo – Rubens Paiva apresentou hoje (8) novos resultados parciais de seus trabalhos. Um relatório completo deverá ser apresentado em março de 2015, quando vence o prazo de funcionamento da comissão paulista. Três publicações foram lançadas em 2013 e 2014 com resultados parciais.
Hoje foram divulgadas uma introdução e recomendações gerais que irão compor o relatório final. Entre as recomendações estão a responsabilização penal, civil e administrativa, inclusive com perda de cargo, de todos osagentes públicos – como juízes, promotores de justiça e policiais - que por ação ou omissão contribuíram para as violações perpetradas pela ditadura militar.
“Apesar de cientes das denúncias, [agentes] não se empenharam em garantir a segurança e a vida dos presos, ao não tomar e encaminhar as devidas providências, não solicitando investigação das denúncias”, destaca o documento.
A comissão recomenda também a revisão da interpretação da Lei de Anistia dada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2010. A revisão, segundo a comissão, deverá estar baseada na sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos no caso Araguaia, em que o Brasil é obrigado a localizar todos os desaparecidos políticos e a punir os agentes públicos responsáveis.
Ainda é recomendada a criação de uma comissão permanente de investigação dos crimes da ditadura militar e um pedido de desculpa oficial feita pelo Estado brasileiro – pelo não cumprimento do princípio da boa fé nas relações internacionais e da prevalência dos direitos humanos - à Organização das Nações Unidas (ONU), à Organização dos Estados Americanos (OEA), à Organização Internacional do Trabalho (OIT) e à Anistia Internacional.
Também é recomendado o encaminhamento ao Ministério Público Federal das informações coletadas acerca da prática de tortura por agentes do Estado, para a apuração e responsabilização criminal civil dos perpetradores das violações de direitos humanos.
A comissão ainda recomenda a extinção da Justiça Militar, o fim dos autos de resistência e a desmilitarização da segurança pública.

O Tribunal do Comércio do Luxemburgo declarou hoje a falência da Rio Forte Investments, cinco dias depois de esta empresa do Grupo Espírito Santo (GES) ter visto rejeitado o seu recurso relativamente ao pedido de gestão controlada.

O Tribunal do Comércio do Luxemburgo declarou hoje a falência da Rio Forte Investments, cinco dias depois de esta empresa do Grupo Espírito Santo (GES) ter visto rejeitado o seu recurso relativamente ao pedido de gestão controlada.
Num curto comunicado, o tribunal indica que procedeu hoje à declaração de falência após a empresa reconhecer que cessou os seus pagamentos e que já não tem acesso a crédito.
Na passada terça-feira, o Tribunal de Apelação do Luxemburgo havia negado provimento a um recurso interposto pela Rio Forte, confirmando assim a rejeição do pedido de admissão da sociedade ao regime de gestão controlada, decidida a 17 de Outubro pelo Tribunal do Comércio do Luxemburgo.
O Tribunal do Luxemburgo rejeitou os quatro pedidos de gestão controlada apresentados em Julho por empresas do Grupo Espírito Santo (GES), os últimos dos quais relativos à Espírito Santo International (ESI) e à Rio Forte Investments, no passado dia 17.
Em causa estão os pedidos de gestão controlada apresentados pela ESI, a 18 de Julho, pela Rio Forte, a 22, pela Espírito Santo Financial Group (ESFG), a 24, e pela Espírito Santo Financière (ESFIL), a 31, todos no mesmo mês.
A 3 de Outubro, o Tribunal do Luxemburgo tinha já rejeitado os 
pedidos de gestão controlada do Espírito Santo Financial Group e da 
Espírito Santo Financière.
Poucos dias depois da apresentação dos pedidos de gestão controlada pelas quatro empresas do GES, o Banco de Portugal tomou a 03 de Outubro o controlo do BES, após o banco ter apresentado prejuízos semestrais de 3,6 mil milhões de euros, e anunciou a separação da instituição.
No chamado banco mau ('bad bank'), um veículo que mantém o nome Banco Espírito Santo (BES), ficaram concentrados os activos e passivos tóxicos do BES, assim como os accionistas, enquanto no 'banco bom', o banco de transição que foi nomeado Novo Banco, ficaram os activos e passivos considerados não problemáticos.

Rodoviários continuam de braços cruzados; governo garante pagamento - Cidades DF - Correio Braziliense

Rodoviários continuam de braços cruzados; governo garante pagamento - Cidades DF - Correio Braziliense

Embaixada do Canadá no Cairo é fechada por preocupações de segurança

Embaixada do Canadá no Cairo é fechada por preocupações de segurança

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014 08:27 BRST
 
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CAIRO (Reuters) - A embaixada do Canadá no Cairo foi fechada nesta segunda-feira por preocupações de segurança, disse um representante, no segundo caso de uma missão diplomática a fechar as portas nesta semana. 
Uma mensagem no site da embaixada dizia: “A capacidade de fornecer serviços consulares pode ocasionalmente ser limitada por curtos períodos devido a incertas condições de segurança”. Não foram fornecidos detalhes. 
A embaixada britânica no Cairo foi fechada para o público no domingo, também citando preocupações de segurança. Uma nota em seu site, nesta segunda-feira, dizia que os serviços permaneciam suspensos.
O Egito enfrenta uma insurgência islâmica amplamente localizada acerca da Península de Sinai, uma área estratégica perto da fronteira com Israel, Gaza e o Canal de Suez. 
Ataques insurgentes têm se focado principalmente na polícia e em soldados egípcios, matando centenas de pessoas no último ano, mas o grupo militante mais perigoso, chamando Província Sinai, disse na semana passada estar por trás da morte de um engenheiro norte-americano em agosto. 
Pequenas bombas também explodem regularmente no Cairo e no Delta do Nilo, geralmente resultado em alguns feridos. 
Uma fonte de segurança disse à Reuters no domingo que ainda não estava claro quais ameaças levaram ao fechamento da embaixada britânica. Mas outra fonte, que falou em condição de anonimato, disse que um militante recentemente preso por autoridades egípcias confessou planos para atacar embaixadas. 
A embaixada dos EUA permanecia aberta, segundo um porta-voz, mas em 4 de dezembro foi emitido um alerta para que seus funcionários não se distanciassem muito de suas casas. 
A Austrália também atualizou seus conselhos para viajantes em 6 de dezembro por conta de relatos que indicavam que “terroristas podem estar planejando ataques contra sítios turísticos, ministérios do governo e embaixadas no Cairo”. 
(Por Lin Noueihed, reportagem adicional de Yara Bayoumy em Dubai)

Vale pode tentar acordo para processo da Rio Tinto sobre minério na Guiné

Vale pode tentar acordo para processo da Rio Tinto sobre minério na Guiné

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014 08:33 BRST
 
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MELBOURNE (Reuters) - A mineradora Rio Tinto não quis comentar nesta segunda-feira se está disposta a fechar um acordo para encerrar um processo feito contra a Vale sobre valiosas concessões para a exploração de minério de ferro na Guiné.
O consultor-geral da Vale disse na última sexta-feira que a companhia pode considerar buscar um acordo com a Rio Tinto, dependendo de uma decisão judiciária sobre a mudança do caso de Nova York para Londres.
"Sobre um acordo ... essa possibilidade sempre existe, mas nesse caso específico, não aceitaremos nenhuma culpa", disse o consultor-geral da Vale, Clóvis Torres, a jornalistas em Londres após apresentação a investidores.
"Mas talvez o que é ainda mais absurdo que esse processo é o alto custo dos processos nos Estados Unidos. Então, para evitar um novo absurdo, gastar mais dinheiro, podemos pensar em termos como esses", disse.
A Rio Tinto entrou com um processo em maio alegando que a Vale, o bilionário israelense Beny Steinmetz e a BSG Resources idealizaram um esquema fraudulento para roubar seus direitos sobre a metade norte do depósito de Simandou, considerado um dos melhores veios inexplorados de minério de ferro do mundo.
Steinmetz e a BSGR negaram qualquer conduta errônea.
A Vale, como seus rivais, foi fortemente afetada por uma queda de 50 por cento neste ano no preço do minério de ferro e está tentando cortar custos.
(Por Sonali Paul)

Popularização do produto usado por Urach preocupa dermatologistas

07/12/2014 22h13 - Atualizado em 07/12/2014 22h58

Popularização do produto usado por Urach preocupa dermatologistas

Hidrogel provocou infecção na coxa da modelo, que já se recupera.
Substância não é regularizada, mas pode ser facilmente encontrada.

Do G1 RS
Produto que provocou a infecção na coxa esquerda da modelo e apresentadora Andressa Urach, que está internada em Porto Alegre, o hidrogel é uma mistura de soro fisiológico com uma substância sintética. O gel é injetado na camada mais profunda da pele, para dar volume, e se fixa no local da aplicação. A popularização da substância vem causando apreensão na Sociedade Brasileira de Dermatologia, conforme reportagem veiculada neste domingo (7) no Fantástico(confira no vídeo).
"A Sociedade Brasileira de Dermatologia está muito preocupada com essa situação, porque isso está disseminado. Em qualquer lugar você vê uma plaquinha: ‘Injeta-se isso, faz aquilo’", afirma a presidente da entidade, Denise Steiner.
Vedovato removeu parte do hidrogel aplicado em Andressa Urach (Foto: Ivani Schütz/RBS TV)Vedovato removeu parte do hidrogel aplicado em
Andressa Urach (Foto: Ivani Schütz/RBS TV)
A principal substância que compõe o hidrogel se chama poliamida. Após a aplicação, o organismo reage ao corpo estranho e cria uma membrana ao redor da substância, o que pode causar risco de infecção. Quanto maior a quantidade de hidrogel, maior o risco de infecção. "Não há estudos que comprovem a segurança do produto quando aplicado em grandes quantidades", afirma.
Ex-vice-miss bumbum e rainha de bateria no carnaval de São Paulo, Andressa, de 27 anos, aplicou o produto há cinco anos por conta própria, sem avisar o cirurgião plástico Júlio Vedovato, que a acompanha, conforme o relato do médico. A infecção nas pernas começou há 10 meses. "Ela veio à clínica e eu encontrei, de fato, uma bola inflamada, um acúmulo de líquido na mesma região onde estava o produto", disse Vedovato.
Infográfico - Hidrogel (Foto: Infográfico/G1)
O médico chegou a realizar um procedimento para retirar parte do hidrogel da modelo, no final do mês passado, mas ela não resistiu à infecção. Há uma semana, foi internada em estado grave na UTI do Hospital Conceição, em Porto Alegre. Aos poucos, ela foi melhorando do quadro de infecção generalizada. De acordo com o último boletim médico, Andressa está acordada, conversando e respirando espontaneamente, sem ajuda de aparelhos.
Para o médico, as consequências poderiam ser ainda mais graves. "As principais complicações que poderiam ocorrer seriam, por exemplo, necrose, se você atingir uma artéria", ressalta.
O hidrogel é importado da Ucrânia, e começou a ser vendido no Brasil com o nome de Aqualift. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou, em nota, que o registro que permite a comercialização do Aqualift venceu há oito meses. Atualmente, portanto, o produto não pode ser importado e vendido no Brasil. Apenas os lotes fabricados até o dia 31 de março deste ano estão liberados.
Facilidade em marcar consultas
Na internet, é fácil encontrar propagandas que prometem resultados milagrosos. Nos consultórios, os médicos confirmam que o hidrogel está em alta, principalmente nesta época, em que o verão se aproxima. A produção do Fantástico marcou consulta em uma dessas clínicas, no Rio de Janeiro.
"Semana que vem eu estou com a agenda toda cheia. O Aqualift é o único que eu não tenho nada. Acabou tudo, sai muito. Não tem mais ninguém natural", afirma uma médica que, em um exame rápido, garante resultado imediato. "O que você precisa fazer é mais esse andarzinho aqui de cima. Daí você dá uma empinada", explica.
A especialista cobra R$ 3,7 mil para aplicar 100 ml de hidrogel no bumbum. "O Aqualift vem uma bolsa de soro fisiológico. Ali vem 100 ml. Então eu abro e faço em você", afirma.

A quantidade é 20 vezes maior que a recomendada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, de no máximo 5 ml para o corpo. No lugar do hidrogel, os dermatologistas preferem substâncias absorvidas facilmente pelo organismo, como o ácido hialurônico. Para aumentar as coxas e o glúteo, apenas a prótese de silicone é indicada. E qualquer um desses procedimentos deve ser realizado apenas por médicos.
"Não podem ser feitos por profissionais não médicos, profissionais de outras áreas da saúde e muito menos por pessoas leigas. São procedimentos privativos dos médicos", afirma o presidente do Conselho Federal de Medicina, Carlos Vital.
Em Goiânia, hidrogel fez uma vítima
No mês passado, o hidrogel fez uma vítima em Goiânia. Maria José Brandão, de 39 anos, teve complicações depois de uma aplicação nos glúteos e morreu. Raquel Policena Rosa, a falsa biomédica que atendeu a vítima, foi presa, mas agora responde em liberdade por homicídio, exercício ilegal da medicina, lesão corporal e distribuição de produtos farmacêuticos sem procedência.
A notícia assustou outras clientes de Raquel, como uma mulher de 35 anos que não quis ser identificada. "Eu não posso ficar muito tempo sentada que começa a inflamar, a formigar, chega ao ponto que eu começo a mancar. Eu ainda não estou conseguindo viver direito. Eu quero a minha saúde de volta", lamenta.

Muitas mulheres que já aplicaram o hidrogel se assustaram. A Sociedade Brasileira de Dermatologia orienta a procurar o médico para fazer exames. "Existem tratamentos, e estes tratamentos não envolvem só antibióticos, mas o uso de corticoides de anti-inflamatórios", explica Júlio Vedovato.
Modelo arrependida
O médico de Andressa Urach afirma que a modelo está arrependida, e que relatou a ele que nunca mais realizará qualquer nova cirurgia para fins estéticos. "Ela fará algumas pequenas intervenções para corrigir as cicatrizes, mas abandonou para sempre as plásticas. O objetivo dela é passar a ser uma embaixadora de mulheres que já passaram pelo mesmo drama, e são contra essas aplicações", adiantou Vedovato.