sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Juiz diz que esquema da Lava Jato pode ter ido além da Petrobras

05/12/2014 07h23 - Atualizado em 05/12/2014 07h23

Juiz diz que esquema da Lava Jato pode ter ido além da Petrobras

Juiz Sérgio Moro menciona tabela de Youssef com 750 obras públicas.
Informação está em despacho que negou revogação de prisão de executivo.

Do G1 PR
Ao analisar o pedido de revogação de prisão de Gerson de Mello Almada, vice- presidente da Engevix Engenharia, que foi preso na Operação Lava Jato, o juiz federal Sérgio Moro afirmou que existe indícios de que os crimes de corrupção e lavagem de dinheiro transcenderam, ou seja, também foram cometidos fora da Petrobras atingido outros setores públicos. A informação tem como base, de acordo com o juiz, uma tabela apreendida com o doleiro Alberto Youssef onde são citadas cerca de 750 obras públicas em diversos setores de infraestrutura. O despacho foi publicado quarta-feira (3).

Para Sérgio Moro, o documento apreendido é perturbador. “Na tabela, relacionada obra pública, a entidade pública contratante, a proposta, o valor, e o cliente do referido operador, sendo este sempre uma empreiteira, ali também indicado o nome da pessoa de contato na empreiteira. Embora a investigação deva ser aprofundada quanto a este fato, é perturbadora a apreensão desta tabela nas mãos de Alberto Youssef, sugerindo que o esquema criminoso de fraude à licitação, sobrepreço e propina vai muito além da Petrobras”, diz trecho do despacho, que manteve Almada preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.
Almada assim como as demais 24 pessoas, que chegaram a ser presas na sétima fase da Operação Lava Jato, é suspeito de participar de um esquema de formação de cartel para licitações, desvio de dinheiro e corrupção. Todos os presos são executivos, funcionários ou intermediadores de empresas com contratos com a Petrobras.
De acordo com as investigações, esses contratos somam R$ 59 bilhões. O suposto esquema de corrupção, conforme apontam o Ministério Público Federal e a Polícia Federal, superfaturava os valores estabelecidos nos contratos entre a Petrobras e as empreiteiras para permitir o desvio de parcelas, que eram direcionadas a agentes e partidos políticos.

“Há provas, em cognição sumária, de um esquema criminoso duradouro e sistemático para frustrar licitações da Petrobras, impor preços em contratos públicos sem concorrência real, lavar recursos obtidos com tais crimes e, com eles, efetuar remunerações contínuas a agentes públicos, inclusive a Diretores e gerentes da Petrobrás S/A”, afirma Moro.

Para o juiz, não se pode excluir a possibilidade do mesmo modus operandi ter sido ou estar sendo adotado em outros contratos da Engevix Engenharia com outras empresas ou entidades públicas.

Engevix
A decisão de manter Almada preso se deu em conformidade com o parecer do Ministério Público Federal (MPF), que recomendou o indeferimento do pedido de revogação lembrando que Almada transferiu milhões ao exterior às vésperas da deflagração da Operação Lava Jato. Os dados fazem parte de levantamento do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que aponta a movimentação do dinheiro de uma conta brasileira para uma empresa da qual o Executivo é beneficiário, nas Ilhas Virgens Britânicas.

O despacho ainda afirma que a Engevix, enquanto líder de um dos consórcios responsáveis pelas obras na Refinaria Abreu e Lima, realizou depósitos de milhões para empresas controladas pelo doleiro Alberto Youssef. "Foram ainda interceptadas mensagens eletrônicas trocadas entre Carlos Alberto Pereira da Costa, representante formal da GFD Investimentos e subordinado de Alberto Youssef, e agentes da Engevix acerca dos contratos, notas fiscais e pagamentos, isso mesmo neste ano de 2014", sustenta Moro.

Em ambos os casos, o juiz reiterou que a soltura de Renato Duque não deve interferir em outras decisões. “Registro, por fim, que a liminar liberatória concedida pelo eminente Ministro Teori Zavascki (...) ao co-investigado Renato de Souza Duque, embora mereça o máximo respeito, não contém fundamentos que possam ser estendidos à prisão decretada contra o ora investigado, já que este foi preso preventivamente não só pelo risco à aplicação da lei penal, mas também pelo risco à instrução e à ordem pública”, justificou o juiz.

Lava Jato
A operação investiga um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado cerca de R$ 10 bilhões e provocou desvio de recursos da Petrobras, segundo investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. Na primeira fase da operação, deflagrada em março deste ano, foram presos, entre outras pessoas, o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa.
A nova fase da operação policial teve como foco executivos e funcionários de nove grandes empreiteiras que mantêm contratos com a Petrobras que somam R$ 59 bilhões. Parte desses contratos está sob investigação da Receita Federal, do MPF e da Polícia Federal. Ao todo, foram expedidos, nesta sétima etapa, 85 mandados em municípios do Paraná, de Minas Gerais, de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Pernambuco e do Distrito Federal.
Conforme balanço divulgado pela PF, além das 25 prisões, foram cumpridos 49 mandados de busca e apreensão. Também foram expedidos nove mandados de condução coercitiva (quando a pessoa é obrigada a ir à polícia prestar depoimento), mas os policiais conseguiram cumprir seis.

África do Sul assinala hoje 1º aniversário da morte de Mandela

HOJE às 09:44
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África do Sul assinala hoje 1º aniversário da morte de Mandela

A África do Sul comemora hoje com centenas de iniciativas o primeiro aniversário da morte de Nelson Mandela, o 'pai fundador' da democracia e mítico líder contra o regime segregacionista do apartheid.

A cerimónia central da homenagem ao ex-presidente sul-africano -- que morreu em Joanesburgo aos 95 anos, na sequência de prolongada doença respiratória -- vai decorrer na sede do governo em Pretória, o 'Union Buildings'.
Na capital sul-africana, o vice-presidente, Cyril Ramaphosa, presidirá a uma celebração que inclui discursos e oferendas florais, com a participação de companheiros de Mandela no combate ao 'apartheid' e aberta à população.
"Todos os sul-africanos devem empenhar-se no progresso da África do Sul, em construir uma África do Sul melhor, uma África melhor e um mundo melhor, em memória do ícone do nosso povo, Nelson Mandela", disse na quinta-feira Ramaphosa, que vai dirigir as celebrações em substituição do Presidente Jacob Zuma, de visita oficial à China.
Por todo o país, instituições públicas, privadas e associações de cidadãos também se prepararam para prestar tributo a Mandela, um ano após a sua morte ter unido o país num emotivo luto festivo que se prolongou por mais de uma semana.
A Presidência pediu a "igrejas, mesquitas, templos, fábricas, escolas e condutores" que façam "soar as suas sirenes e buzinas" durante os seis minutos e sete segundos prévios às 10:00 locais (08:00 em Lisboa), para recordar os 67 anos de combate político do prémio Nobel da Paz.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Foi publicada nesta quarta-feira, 03/12/14, no Diário Oficial do Município de Santos, a Lei 3.064, de autoria do vereador Benedito Furtado, que proíbe os testes em animais para qualquer finalidade, incluindo pedagógicas, industriais, comerciais ou de pesquisa científica!

‪#‎ABOLIÇÃO‬! Chega ao fim os testes em animais na cidade de Santos/SP!!! o/
Foi publicada nesta quarta-feira, 03/12/14, no Diário Oficial do Município de Santos, a Lei 3.064, de autoria do vereador Benedito Furtado, que proíbe os testes em animais para qualquer finalidade, incluindo pedagógicas, industriais, comerciais ou de pesquisa científica!
A partir de agora nenhuma instituição ou empresa (universidades, laboratórios e qualquer outro estabelecimento) receberá alvará de licença para permanecer na cidade se praticar testes em animais para qualquer finalidade. As instituições já licenciadas na cidade que pratiquem tais atos contra os animais terão a renovação do alvará de licença negada, ou seja, serão obrigadas a cessar as práticas ou a mudar de município.
Segue abaixo o texto na íntegra:
LEI Nº 3.064
DE 02 DE DEZEMBRO DE 2014
PROÍBE A CONCESSÃO E RENOVAÇÃO DE ALVARÁ DE LICENÇA, LOCALIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO PARA INSTITUIÇÕES E AFINS, QUE REALIZEM VIVISSECÇÃO E, OU, UTILIZEM ANIMAIS EM PRÁTICAS EXPERIMENTAIS COM QUAISQUER FINALIDADES, INCLUINDO PEDAGÓGICAS, INDUSTRIAIS, COMERCIAIS OU DE PESQUISA CIENTÍFICA.
PAULO ALEXANDRE BARBOSA, Prefeito Municipal de Santos, faço saber que a Câmara Municipal aprovou em sessão realizada em 30 de outubro de 2014 e eu sanciono e promulgo a seguinte:
LEI Nº 3.064
Art. 1° Fica proibida, no âmbito do Município de Santos, a concessão e renovação de alvará de licença, localização e funcionamento para instituições e afins, que realizem vivissecção, e, ou, utilizem animais em práticas experimentais com quaisquer finalidades, incluindo pedagógicas, industriais, comerciais ou de pesquisa científica.
Art. 2° Esta lei entra em vigor na data da publicação.
Registre-se e publique-se.
Palácio “José Bonifácio”, em 02 de dezembro de 2014.
PAULO ALEXANDRE BARBOSA
Prefeito Municipal
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A-Ha se apresenta na edição do Rock in Rio em 2015

A-Ha se apresenta na edição do Rock in Rio em 2015

O A-Ha se apresenta no Rock in Rio no ano em que o festival e o grupo completam 30 anos
O A-Ha se apresenta no Rock in Rio no ano em que o festival e o grupo completam 30 anos Foto: Divulgação
Cíntia Cruz
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Uma comemoração dupla. Assim vai ser o ano de 2015 para o Rock in Rio e para a banda norueguesa A-Ha, que completam 30 anos. Para marcar a data, o grupo foi anunciado, nesta quinta-feira, como atração para o festival, no próximo ano, se apresentando no Palco Mundo, na mesma noite que Katy Perry. O anúncio foi feito no Maracanã, palco da segunda edição do Rock in Rio, onde a banda se apresentou em 91 para cerca de 200 mil pessoas.
— É uma celebração maravilhosa. Não estamos mais juntos como uma banda desde 2010, mas frequentemente nos reunimos e fazemos eventos especiais como esse, porque é o que amamos fazer. Vamos celebrar, durante os shows, o espírito do que foi e do que a banda é agora. Estaremos nesse show com todo nosso coração — declarou o ex-vocalista do grupo, Morten Harket.
A banda veio especialmente ao Rio para o anúncio de sua participação. Além de Morten, Magne Furuholmen e Pal Waaktaar participaram da divulgação. Para a diretora de marketing do festival, Agatha Areas, a coincidência entre o aniversário do A-Ha e do Rock in Rio foi um reencontro:
— É uma emoção muito grande. Durante todo o ano de 2015, a gente vai celebrar os 30 anos do festival e, por coincidência, o A-Ha também faz 30 anos. Então, foi o casamento perfeito, um reencontro muito bacana. Achamos que fazer esse anúncio aqui, onde eles tocaram pela primeira vez com a gente, seria muito significativo, simbólico.
A banda norueguesa A-Ha se apresentará no Palco Mundo, na mesma noite que Katy Perry (foto)
A banda norueguesa A-Ha se apresentará no Palco Mundo, na mesma noite que Katy Perry (foto) Foto: Marcelo Theobald / Agência O Globo
Além de 91, o A-Ha já esteve no Brasil em 89, 2002, 2009 e 2010, ano em que se separaram. O álbum de estreia da banda, lançado em 1985, “Hunting High and Low“, entrou na lista de discos mais vendidos da Billboard 200 em diversos países, como Noruega, Reino Unido e Estados Unidos. O A-Ha recebeu ainda indicação ao Grammy Award e venceu oito prêmios da MTV norte-americana. Depois de 1994, após o lançamento do disco Memorial Beach, a banda ficou quatro anos parada, retornando aos palcos em 1998. Ao longo da carreira, o A-Ha lançou nove álbuns de estúdio e 40 singles, com mais de 60 milhões de cópias vendidas em todo o mundo.
Festival tem outros três confirmados
A banda System of a Down vai encerrar uma das noites do Palco Mundo, na Cidade do Rock. Esta é a segunda vez que a banda alternativa norte-americana se apresenta no festival. A estreia dela na edição brasileira foi em 2011. O Rock in Rio está confirmado para os dias 18, 19, 20, 24, 25, 26 e 27 de setembro de 2015. Katy Perry, que também se apresentará no palco principal, e John Legend, uma das atrações no Palco Sunset, também estão confirmados.


Leia mais: http://extra.globo.com/tv-e-lazer/musica/a-ha-se-apresenta-na-edicao-do-rock-in-rio-em-2015-14742330.html#ixzz3KyVX8K00

Desembargador diz que é difícil punir penalmente empresas corruptoras

País

Desembargador diz que é difícil punir penalmente empresas corruptoras

Agência Brasil
As grandes empresas envolvidas em crimes de lavagem de dinheiro, suborno e caixa dois dificilmente respondem a ações penais. Na maioria dos casos, são feitos acordos para pagamento de multas. A afirmação é de Artur Gueiros, procurador regional da República no Rio de Janeiro, que participou hoje (4) do 1º Seminário Nacional Sobre Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro, no Rio, com palestra sobre o tema Compliance Criminal: Atribuição de Responsabilidade Individual nos Crimes Empresariais.
Segundo ele, os instrumentos de compliance, que são procedimentos para assegurar o cumprimento das normas reguladoras de determinado setor, são recentes e surgiram da dificuldade dos governos para regular o setor econômico.“Compliance é uma ideia nova. Surgiu há dez anos e o criminal há cinco anos. O Estado não tinha como dar conta desses segmentos econômicos. Então, concedeu autorização para que as empresas se autorregulassem, de acordo com regras dos governos. É um meio termo entre autonomia completa e regulação pelo governo, que permite às empresas investigar e punir seus funcionários. Nos anos 80, parecia uma ideia utópica, mas hoje é realidade”, salientou.
Gueiros citou o histórico das investigações a empresas, iniciadas com a descoberta do criminalista norte-americano Edwin Sutherland, na década de 1930, que as empresas também cometiam crimes. Antes, eles associados apenas às condições de pobreza, o que levou à criação da Teoria da Associação Diferencial e do crime de colarinho branco.
De acordo com o procurador, normas recentes, como as leis da Lavagem de Dinheiro(12.683, de 2012) e Anticorrupção (12.846, de 2013), que permite o acordo de leniência, para o infrator colaborar com as investigações em troca de benefícios, modernizaram a legislação brasileira e permitem que grandes empresas sejam punidas. Salientou que continua difícil chegar à responsabilização individual por crimes cometidos por empresas.
O juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba (PR), responsável pela Operação Lava Jato, também participou do seminário, com a palestra Elemento Subjetivo no Crime de Lavagem: Cegueira Deliberada. Sem especificar casos, ele falou das teorias jurídicas de dolo e dolo eventual, que têm condenado envolvidos em casos de lavagem de dinheiro, mesmo com réus alegando não ter conhecimento da origem ilícita do dinheiro.
“O dolo eventual pode ser entendido como a pessoa ter elevada probabilidade de conhecimentos da atividade criminosa, persistir na conduta delitiva, mesmo tendo conhecimento da origem criminosa, e a possibilidade de aprofundar o conhecimento sobre a atividade delitiva”, ressaltou Moro.
O juiz Sérgio Moro não falou com a imprensa. Alegou não ter possibilidade legal de dar entrevistas sobre casos em curso, como a Operação Lava Jato.

O Jornal de Brasília publicou na coluna Ponto do Servidor do dia 1º, redigida pela jornalista Milena Lopes notas a respeito de uma Lei que vai colocar Rolemberg nas mãos dos parlamentares locais.