quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Possibilidade de 2014 ser ano mais quente torna cúpula climática mais urgente, diz ONU

Possibilidade de 2014 ser ano mais quente torna cúpula climática mais urgente, diz ONU

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014 19:31 BRST
 
Por Alister Doyle
LIMA (Reuters) - Este ano está prestes a se tornar o mais quente já registrado, ou pelo menos um deles, afirmou a Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quarta-feira, um novo indício do aquecimento de longo prazo que aumenta a urgência das conversas sobre maneiras de frear a mudança climática entre as 190 nações presentes em Lima, capital do Peru.
Incluindo este ano, 14 dos 15 anos mais quentes da história terão acontecido no século 21, afirmou a Organização Meteorológica Mundial da ONU (OMM) a respeito das descobertas apresentadas durante as negociações climáticas entre os dias 1º e 12 de dezembro na cidade peruana.
“Não há pausa no aquecimento global”, disse o secretário-geral da OMM, Michel Jarraud, em um comunicado. “O que é particularmente incomum e alarmante neste ano são as altas temperaturas de vastas áreas da superfície oceânica.”
A OMM declarou que as temperaturas médias da superfície oceânica atingiram recordes de alta em 2014. Na terra, a entidade listou eventos extremos, como inundações em Bangladesh e na Grã-Bretanha e secas na China e no Estado norte-americano da Califórnia.
Os registros de temperaturas globais confiáveis datam de aproximadamente 1850.
Se as temperaturas se mantiverem acima do normal de modo semelhante pelo resto do ano, “2014 provavelmente será o ano mais quente já registrado, à frente de 2010, 2005 e 1998”, informou a OMM, baseada em temperaturas entre janeiro e outubro. Um final de ano mais fresco faria 2014 descer na lista.
Christiana Figueres, chefe do Secretariado de Mudança Climática da ONU, chamou o calor de “má notícia” que demonstra a necessidade de agir para limitar as emissões crescentes de gases de efeito estufa.
“A urgência na verdade é para se chegar… se possível nesta década, no ponto de virada” para se começar a cortar as emissões, disse ela. As conversas em Lima almejam obter um acordo para limitar a mudança climática que deve ser firmado em Paris dentro de um ano.

Congresso Nacional mantém vetos e abre caminho para votação de meta fiscal

Congresso Nacional mantém vetos e abre caminho para votação de meta fiscal

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014 19:00 BRST
 
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BRASÍLIA (Reuters) - O Congresso Nacional manteve dois vetos presidenciais em votação nesta quarta-feira e agora poderá dar início à análise do projeto que altera o cálculo do superávit primário, uma matéria de grande interesse para o governo.
Senadores e deputados podem analisar ainda nesta quarta-feira, dependendo do quórum, a proposta que na prática desobriga o governo federal a realizar em 2014 um superávit primário, que é a economia feita para pagamento de juros da dívida.
A proposta do Executivo, que precisa ser aprovada na sessão do Congresso, permite abater do cálculo da meta de superávit primário a totalidade das desonerações tributárias feitas pelo governo e dos investimentos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Antes de analisar o projeto prioritário ao Planalto, no entanto, os parlamentares precisam decidir se analisarão a proposta que abre crédito especial de 248 milhões de reais ao Ministério da Previdência para pagamento de sentença judicial favorável ao Instituto Aerus de Seguridade Social, que representa aposentados e pensionistas de companhias como a Varig e a Transbrasil.
Segundo o líder do governo no Congresso, senador José Pimentel (PT-CE), a tendência é votar o projeto do Aerus, para o qual há consenso, para então passar à votação da proposta de flexibilização do superávit.
Os dois vetos da presidente Dilma Rousseff mantidos nesta quarta-feira impediam a análise desses projetos por terem prioridade de votação. Um dos vetos modifica o nome de um instituto federal de ensino técnico na Bahia. Outro altera o nome de uma barragem localizada em Parelhas (RN).
A oposição já anunciou que fará obstrução à votação do projeto do superávit, o que deve tornar a sessão bastante demorada e cheia de embates.
Governistas argumentam que o projeto é necessário para garantir as desonerações e os investimentos em infraestrutura. A oposição, porém, alega que a proposta pretende livrar Dilma do crime de responsabilidade por descumprimento da meta.

As quatro vezes que Sócrates já falou a partir da prisão

As quatro vezes que Sócrates já falou a partir da prisão

As anteriores cartas foram ditadas pelo ex-primeiro-ministro ao seu advogado. Ao Expresso, Sócrates falou pelo telefone.  
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As quatro vezes que Sócrates já falou a partir da prisão
 António Bernardo
"Falsas, absurdas e infundamentadas" foram os termos usados por José Sócrates para qualificar as suspeitas criminais pelas quais está preso preventivamente, na carta enviada ao "Público" e à TSF, a primeira de quatro comunicações que efetuou aos media ao longo dos dez dias em que se encontra detido no estabelecimento prisional de Évora.
Nessa primeira carta que ditou ao seu advogado, o ex-primeiro-ministro considerou ainda que a sua detenção e medida de coação constituíram uma "humilhação gratuita".
Sócrates falaria depois diretamente ao Expresso pelo telefone, numa curta declaração, em que defende que "só deixa de ser livre quem perde a dignidade". Escusando-se a responder a perguntas, que disse ir responder mais tarde, acrescentou: "Sinto-me mais livre do que nunca".
A mensagem seguinte surgiria numa carta de duas páginas em reação a uma reportagem da RTP, novamente ditada ao seu advogado, que instruiu para só a entregar ao canal público após ter terminado o congresso do PS.
Nessa mensagem, Sócrates referiu que o apartamento onde viveu em Paris, após ter deixado de ser primeiro-ministro, nunca lhe pertenceu, acrescentando que este lhe foi emprestado pelo seu amigo Carlos Santos Silva, que também se encontra preso preventivamente, sob as acusações de corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais.
Ainda em reação à peça da RTP, o ex-primeiro-ministro negou que a mãe tenha vendido dois apartamentos no Cacém por um valor superior ao preço do mercado.
Na quarta carta, um documento manuscrito que o "Diário de Notícias" publica esta quinta-feira, Sócrates sustenta: "O sistema vive da cobardia dos políticos, da cumplicidade de alguns jornalistas, do cinismo dos professores de Direito e do desprezo que as pessoas decentes têm por tudo isto".


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/as-quatro-vezes-que-socrates-ja-falou-a-partir-da-prisao=f901138#ixzz3Kv5RSKpz

Número de mortos por Ebola supera 6 mil; situação piora em Serra Leoa

Número de mortos por Ebola supera 6 mil; situação piora em Serra Leoa

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014 18:51 BRST
 
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GENEBRA (Reuters) - O número de mortos em decorrência da epidemia de Ebola subiu para 6.070, dentre 17.145 casos registrados da doença, até 30 de novembro, afirmou a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quarta-feira, acrescentando que o vírus continua se espalhando intensamente em Serra Leoa.
Autoridades em Serra Leoa registraram 537 novos casos de Ebola na semana até 30 de novembro, contra 385 na semana anterior, disse a OMS em sua mais recente atualização do surto.
"A transmissão continua persistente e intensa em todo o país, com exceção do sul", afirmou a organização, acrescentando que na capital, Freetown, foram registrados 202 dos 537 casos recentes.
"Em áreas ocidentais da Serra Leoa, como Freetown e Port Loko, a capacidade de tratamento e isolamento continua a ser saturada por um grande volume de novos pacientes", disse.
Guiné, Libéria e Serra Leoa respondem por todas as mortes, com exceção de 15 delas, no pior surto de Ebola do mundo. Serra Leoa registrou 1.455 dos 2.039 novos casos nos três países nos últimos 21 dias, período de incubação do vírus.
"Em nível nacional, há agora leitos suficientes nas instalações de tratamento contra o Ebola para cuidar e isolar todos os casos em cada um dos três países, embora a distribuição desigual de leitos e casos signifique que existem deficiências graves em algumas áreas", disse a OMS.
(Reportagem de Stephanie Nebehay)

Ministro da Energia diz que acidente em usina nuclear da Ucrânia não é ameaça

Ministro da Energia diz que acidente em usina nuclear da Ucrânia não é ameaça

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014 12:19 BRST
 
KIEV (Reuters) - As autoridades do setor de energia da Ucrânia disseram nesta quarta-feira que um acidente em uma usina nuclear de Zaporizhzhya, no sudeste do país, não representa nenhum perigo, e que a usina vai voltar a operar normalmente em 5 de dezembro.
"Não existe ameaça... não há problemas com os reatores", afirmou o ministro de Energia, Volodymyr Demchyshyn, que assumiu seu posto em um novo governo apenas na terça-feira, em comunicado.
Demchyshyn disse que o acidente ocorreu na sexta-feira em um dos seis blocos da usina nuclear de Zaporizhzhya, a maior da Europa, e foi causado por um curto-circuito no sistema de tomadas de energia e "de nenhuma maneira" estava ligado à geração de energia.
Em Viena, a Agência Internacional de Energia Atômica disse não ter nenhum comentário imediato a fazer sobre o relato.
Sob uma convenção internacional adotada após o acidente nuclear de Chernobyl em 1986 na então Ucrânia soviética, qualquer país deve notificar a agência da ONU sobre qualquer acidente nuclear que possa ter impacto a outros países.
A agência de notícias Interfax disse que um reator de 1.000 megawatts estava abrigado no bloco da Zaporizhzhya em que o acidente de sexta ocorreu.
Demchyshyn disse que o bloco afetado foi provisoriamente desconectado do sistema de energia elétrica, embora seus reatores continuassem a trabalhar normalmente.
"A geração de energia da usina não está sendo utilizada. Acho que o problema estará resolvido até sexta-feira", disse.
O acidente causou um leve impacto no sistema de energia ucraniano, mas Demchyshyn disse que pediria aos principais consumidores industriais que fizessem uma "restrição voluntária" no consumo de energia.

CGU abre processos contra 8 empreiteiras investigadas na Lava Jato

CGU abre processos contra 8 empreiteiras investigadas na Lava Jato

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014 17:04 BRST
 
SÃO PAULO (Reuters) - A Controladoria-Geral da União (CGU) informou nesta quarta-feira que abriu processos de responsabilização contra oito empreiteiras envolvidas na operação Lava Jato, da Polícia Federal.
Segundo nota do órgão de investigação do governo federal, foram instaurados processos contra Camargo Correa, Engevix, Galvão Engenharia, Iesa, Mendes Junior, OAS, Queiroz Galvão e UTC-Constran.
"A decisão é resultado da análise, feita pela equipe da CGU, de documentos e informações da investigação da Operação Lava Jato, que foram compartilhadas pela Justiça Federal, pelo juiz Sérgio Moro", disse o órgão responsável por assistir a Presidência da República em assuntos relativos à defesa do patrimônio público e ao incremento da transparência da gestão.
Entre as penalidades previstas, caso as empresas sejam consideradas culpadas, estão multas e a proibição de celebrar novos contratos com a União.
Um dos principais delatores do esquema de corrupção, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, declarou à Justiça que há um cartel de grandes empreiteiras em obras da estatal.
Seus depoimentos colaboraram para levar à prisão, recentemente, vários executivos de empreiteiras com contratos com a Petrobras, em uma nova fase da operação Lava Jato, mas a maioria já foi solta.
Na terça-feira, em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Congresso Nacional, Costa disse que as irregularidades investigadas pela PF acontecem no país inteiro, nas rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e hidrelétricas.
Costa foi preso neste ano dentro da operação Lava Jato e passou seis meses preso na carceragem de Curitiba até aceitar acordo de delação premiada, na qual denunciou um suposto esquema de sobrepreço em obras e corrupção na Petrobras que alimentaria os cofres de partidos políticos, entre eles o PT, PP e o PMDB.
A CGU disse ainda em nota que se baseou, para a abertura dos processos, não apenas nos depoimentos contidos no material compartilhado pela Justiça, mas principalmente nas provas documentais, como e-mails, notas fiscais, transferências bancárias e registros de interceptações telefônicas, entre outros.

Executivo envolvido em Lava Jato diz em delação que propina incluiu doação ao PT

Executivo envolvido em Lava Jato diz em delação que propina incluiu doação ao PT

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014 19:24 BRST
 
SÃO PAULO (Reuters) - O executivo da Toyo Setal Augusto Ribeiro de Mendonça Neto disse em delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato que parte da propina paga ao ex-diretor de serviços da Petrobras Renato Duque foi feita por meio de doações oficiais ao PT, segundo documentos divulgados pela Justiça nesta quarta-feira.
Em depoimentos à Polícia Federal e ao Ministério Público, Mendonça Neto afirmou que o pagamento de propina a Duque era feito de três maneiras: em espécie, em contas no exterior e em doações oficiais ao PT que, de acordo com ele, somaram cerca de 4 milhões de reais entre 2008 e 2011.
Em nota, a Secretaria de Finanças do PT rejeitou as acusações. Também em delação premiada, Julio Gerin de Almeida Camargo, outro executivo da Toyo Setal, negou que doações oficiais a partidos e a políticos estivessem incluídas nas propinas pagas a diretores da Petrobras.
No depoimento à PF e ao MP, Mendonça Neto afirmou que foi orientado por Duque a realizar doações ao PT. Ele então teria se reunido com o tesoureiro do partido, João Vaccari Neto, no diretório do PT em São Paulo em 2008 indagando como poderia doar dinheiro ao partido.
O executivo disse não ter informado Vaccari que as doações seriam feitas a pedido de Duque.
Na nota, a Secretaria de Finanças do PT afirmou que todas as doações feitas ao partido atendem as exigências legais.
"No caso específico, o próprio depoente reconhece em seu depoimento que foi orientado pela Secretaria de Finanças do PT a efetuar as doações na conta bancária do partido. Os recibos foram declarados na prestação de contas apresentada ao TSE. Ou seja, todo o processo ocorreu dentro da legalidade", afirma a nota.
Em outro depoimento, Camargo diz que as doações realizadas como pessoa física e jurídica foram "espontâneas" e não estavam inclusas nas propinas pagas a diretores da Petrobras