segunda-feira, 5 de março de 2018

Oscar 2018: veja a lista completa dos vencedores da premiação





Filme de Del Toro confirmou o favoritismo na 90ª edição da cerimônia. Discurso de Frances McDormand, melhor atriz, celebrou as mulheres



Frazer Harrison/Getty Images


Felipe Moraes



A Forma da Água (leia crítica) foi o grande vencedor do Oscar 2018 com quatro prêmios (melhor filme, diretor, para o mexicano Guillermo del Toro, direção de arte e trilha sonora). “Quando criança, via filmes no México e nunca achei que isso pudesse acontecer. Quero dizer para vocês, todo mundo que faz fantasia e conta histórias que são reais no mundo hoje, vocês conseguem. Chutem a porta e entrem”, afirmou Del Toro. Dunkirk, com três troféus, terminou a festa como o segundo longa que mais ganhou estatuetas.

Escolhida como melhor atriz por Três Anúncios Para um Crime vinte anos após seu primeiro Oscar, por Fargo, Frances McDormand protagonizou o momento da noite. Convidou as mulheres indicadas de todas as categorias a ficarem de pé. E deu um recado importante. “Todos nós temos histórias para contar e projetos para serem financiados. Não nos cumprimentem apenas na festa. Nos convidem para os seus escritórios e vamos contar todas essas histórias. Vamos ser roteiristas da inclusão”, falou.

Eleito melhor diretor por A Forma da Água, Guillermo del Toro tornou-se o terceiro mexicano a faturar o prêmio da categoria num espaço de três anos — foi precedido por Alfonso Cuarón (Gravidade) e Alejandro G. Iñárritu (Birdman). “Sou imigrante como muitos de vocês. Nos últimos 25 anos tenho vivido aqui. É o lugar em que mais gosto de viver”, disse o cineasta, visivelmente emocionado.
Jordan Peele, vencedor do melhor roteiro original por Corra!, seu primeiro longa, subiu emocionado ao palco para receber a estatueta. “Parei de escrever umas vinte vezes. Achei que ninguém faria esse filme. Agradeço à minha mãe, que me ensinou a amar mesmo diante do ódio. Agradeço a todo mundo que comprou ingresso e disse pra alguém comprar ingresso”, discursou.
Tom político
O apoio da Academia aos movimentos #MeToo e #TimesUp, contra assédio e machismo na indústria de entretenimento e em ambientes de trabalho, ficou visível nos discursos e na condução da cerimônia. Kimmel abriu a noite abordando a força dessas iniciativas.
Kevin Winter/Getty ImagesPin this!
KEVIN WINTER/GETTY IMAGES
Com duas horas e meia de premiação, as atrizes Annabella Sciorra, Ashley Judd e Salma Hayek (foto acima) apresentaram um clipe reforçando a importância da representatividade e da luta contra comportamento abusivo em produções de cinema e televisão. Cenas de Pantera Negra, recente sucesso da Marvel, e depoimentos de artistas como Greta Gerwig (diretora de Lady Bird) e Ava DuVernay evidenciaram o interesse do Oscar em aderir aos ventos da mudança.
Apesar de a diversidade ter dominado a premiação, a Academia ainda revela velhos maus hábitos. Especialmente na categoria de melhor ator. Ano passado, Casey Affleck, mesmo sob acusações de estupro, venceu o prêmio por Manchester à Beira-Mar. Agora, Gary Oldman, acusado pela ex-mulher, Donya Fiorentino, de agressão doméstica, ganhou por O Destino de uma Nação, filme no qual interpreta o ex-primeiro-ministro Winston Churchill.
Oscar vai pra rua
No momento mais curioso da premiação, Kimmel conduziu artistas como Armie Hammer, Guillermo del Toro, Margot Robbie e Gal Gadot para fora do Dolby Theatre, onde a cerimônia era realizada. Eles atravessaram a rua e “invadiram” uma sessão de cinema de uma sala do outro lado da calçada, interagindo com a plateia. Na tela grande, o filme foi interrompido e deu lugar a imagens do público da Academia.
Veja a lista completa dos vencedores do Oscar 2018 (premiados em negrito):
Melhor filmeCorra!
O Destino de uma Nação
Dunkirk
A Forma da Água
Lady Bird: A Hora de Voar
Me Chame pelo Seu Nome
The Post: A Guerra Secreta
Trama Fantasma
Três Anúncios para um Crime
Melhor direçãoChristopher Nolan (Dunkirk)
Greta Gerwig (Lady Bird: A Hora de Voar)
Guillermo del Toro (A Forma da Água)
Jordan Peele (Corra!)
Paul Thomas Anderson (Trama Fantasma)
Melhor atrizFrances McDormand (Três Anúncios para um Crime)
Margot Robbie (Eu, Tonya)
Meryl Streep (The Post: A Guerra Secreta)
Sally Hawkins (A Forma da Água)
Saoirse Ronan (Lady Bird: A Hora de Voar)
Melhor ator
Daniel Day-Lewis (Trama Fantasma)
Daniel Kaluuya (Corra!)
Denzel Washington (Roman J. Israel, Esq.)
Gary Oldman (O Destino de uma Nação)
Timothée Chalamet (Me Chame pelo Seu Nome)
Melhor atriz coadjuvanteAllison Janney (Eu, Tonya)
Laurie Metcalf (Lady Bird: A Hora de Voar)
Lesley Manville (Trama Fantasma)
Mary J. Blige (Mudbound: Lágrimas Sobre o Mississippi)
Octavia Spencer (A Forma da Água)
Melhor ator coadjuvanteChristopher Plummer (Todo o Dinheiro do Mundo)
Richard Jenkins (A Forma da Água)
Sam Rockwell (Três Anúncios para um Crime)
Willem Dafoe (Projeto Flórida)
Woody Harrelson (Três Anúncios para um Crime)
Melhor roteiro adaptado
O Artista do Desastre (Scott Neustadter e Michael H. Weber)
A Grande Jogada (Aaron Sorkin)
Logan (Scott Frank, James Mangold e Michael Green)
Me Chame pelo Seu Nome (James Ivory)
Mudbound: Lágrimas Sobre o Mississippi (Dee Rees e Virgil Williams)
Melhor roteiro originalCorra! (Jordan Peele)
Doentes de Amor (Kumail Nanjiani e Emily V. Gordon)
A Forma da Água (Guillermo del Toro e Vanessa Taylor)
Lady Bird: A Hora de Voar (Greta Gerwig)
Três Anúncios para um Crime (Martin McDonagh)
Melhor animaçãoThe Breadwinner, de Nora Twomey
Com Amor, Van Gogh, de Dorota Kobiela e Hugh Welchman
O Poderoso Chefinho, de Tom McGrath
Touro Ferdinando, de Carlos Saldanha
Viva: A Vida É uma Festa, de Lee Unkrich e Adrian Molina
Melhor filme estrangeiro
Corpo e Alma (Hungria), de Ildikó Enyedi
Sem Amor (Rússia), de Andrey Zvyagintsev
O Insulto (Líbano), de Ziad Doueiri
Uma Mulher Fantástica (Chile), de Sebastián Lelio
The Square: A Arte da Discórdia (Suécia), de Ruben Östlund
Melhor documentárioAbacus: Small Enough to Jail, de Steve James
Last Men in Aleppo, de Firas Fayyad, Steen Johannessen e Hasan Kattan
Ícaro, de Bryan Fogel
Strong Island, de Yance Ford
Visages Villages, Agnès Varda e JR
Melhor montagem
Dunkirk (Lee Smith)

Em Ritmo de Fuga (Paul Machliss e Jonathan Amos)
Eu, Tonya (Tatiana S. Riegel)
A Forma da Água (Sidney Wolinsky)
Três Anúncios para um Crime (John Gregory)
Melhor trilha sonora
Dunkirk (Hans Zimmer)
A Forma da Água (Alexandre Desplat)
Star Wars: Os Últimos Jedi (John Williams)
Trama Fantasma (Jonny Greenwood)
Três Anúncios para um Crime (Carter Burwell)
Melhores efeitos visuaisBlade Runner 2049 (John Nelson, Gerd Nefzer, Paul Lambert e Richard R. Hoover)
Guardiões da Galáxia Vol. 2 (Christopher Townsend, Guy Williams, Jonathan Fawkner e Daniel Sudick)
Kong: A ilha da Caveira (Stephen Rosenbaum, Jeff White, Scott Benza e Michael Meinardus)
Planeta dos Macacos: A Guerra (Joe Letteri, Daniel Barrett, Dan Lemmon e Joel Whist)
Star Wars: Os Últimos Jedi (Ben Morris, Michael Mulholland, Neal Scanlan e Chris Corbould)
Melhor fotografiaBlade Runner 2049 (Roger Deakins)
O Destino de uma Nação (Bruno Delbonnel)
Dunkirk (Hoyte Van Hoytema)
A Forma da Água (Dan Laustsen)
Mudbound: Lágrimas Sobre o Mississippi (Rachel Morrison)
Melhor direção de arteA Bela e a Fera (Sarah Greenwood e Katie Spencer)
Blade Runner 2049 (Dennis Gassner e Alessandra Querzola)
O Destino de uma Nação (Sarah Greenwood e Katie Spencer)
Dunkirk (Nathan Crowley e Gary Fettis)
A Forma da Água (Paul D. Austerberry, Shane Vieau e Jeffrey A. Melvin)
Melhor figurinoA Bela e a Fera (Jacqueline Durran)
O Destino de uma Nação (Jacqueline Durran)
A Forma da Água (Luis Sequeira)
Trama Fantasma (Mark Bridges)
Victoria e Abdul: O Confidente da Rainha (Consolata Boyle)
Melhor maquiagem e penteadoO Destino de uma Nação (Kazuhiro Tsuji, David Malinowski e Lucy Sibbick)
Extraordinário (Arjen Tuiten)
Victoria e Abdul: O Confidente da Rainha (Daniel Phillips e Loulia Sheppard)
Melhor canção originalMighty River, de Raphael Saadiq e Mary J. Blige (“Mudbound: Lágrimas Sobre o Mississippi”)
The Mystery of Love, de Sufjan Stevens (“Me Chame pelo Seu Nome”)
Remember Me, de Kristen Anderson-Lopez e Robert Lopez (“Viva: A Vida É uma Festa”)
Stand Up for Something, de Andra Day e Common (“Marshall”)
This Is Me, de Benj Pasek e Justin Paul (“O Rei do Show”)
Melhor mixagem de somBlade Runner 2049 (Christian T. Cooke, Glen Gauthier e Brad Zoern)
Dunkirk (Gregg Landaker, Gary Rizzo e Mark Weingarten)
Em Ritmo de Fuga (Tim Cavagin, Mary H. Ellis e Julian Slater)
A Forma da Água (Christian T. Cooke, Glen Gauthier e Brad Zoern)
Star Wars: Os Últimos Jedi (Michael Semanick, David Parker, Stuart Wilson e Ren Klyce)
Melhor edição de somBlade Runner 2049 (Mark A. Mangini, Theo Green)
Dunkirk (Richard King e Alex Gibson)
Em Ritmo de Fuga (Julian Slater)
A Forma da Água (Nathan Robitaille e Nelson Ferreira)
Star Wars: Os Últimos Jedi (Matthew Wood e Ren Klyce)
Melhor curta de animação
Dear Basketball, de Glen Keane e Kobe Bryant

Garden Party, de Victor Caire e Gabriel Grapperon
Lou, de Dave Mullins e Dana Murray
Negative Space, de Max Porter e Ru Kuwahata
Revolting Rhymes Part One, de Jan Lachauer, Jakob Schuh e Bin-Han To
Melhor curta de documentárioEdith+Eddie, de Laura Checkoway
Heaven is a Traffic Jam on the 405, de Frank Stiefel
Heroin(e), de Patrick Coker e Isaiah Mackson
Knife Skills”, de Thomas Lennon
Traffic Stop, de Kate Davis

Melhor curta de ficção
DeKalb Elementary, de Reed Van Dyk
The Eleven O’Clock, de Derin Seale
My Nephew Emmett, de Kevin Wilson Jr.
The Silent Child, de Chris Overton
Watu Wote: All of Us, de Katja Benrath

PDT lança Ciro Gomes ao Planalto e Joe Valle ao Buriti nesta quinta





O lançamento das pré-candidaturas será em Brasília. Comunicado foi feito pelo presidente nacional do partido, Carlos Lupi


Rafaela Felicciano/Metrópoles


Ian Ferraz



Na próxima quinta-feira (8/3), às 17h, o Partido Democrático Trabalhista (PDT) vai lançar a pré-candidatura de Ciro Gomes à presidência da República e do deputado distrital e presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, Joe Valle, ao Governo do Distrito Federal (GDF). O anúncio foi feito pelo presidente nacional da sigla, Carlos Lupi, em vídeo divulgado nas redes sociais.
Lupi define Gomes como um candidato “preparado, testado”, que comprovou sua competência como governador e prefeito de Fortaleza (CE), além de ministro da Fazenda. “Foi duas vezes candidato a presidente da República com uma vida limpa”. Sobre Joe Valle, Lupi afirma ser um homem “experiente, de vida honrada e preparado para tirar Brasília da atual situação de dificuldade”.


Por enquanto, as indicações são apenas nominais. O registro das candidaturas junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) só está autorizado no período entre 20 de julho e 5 de agosto.
Em novembro do ano passado, Carlos Lupi almoçou na capital com o presidente da Câmara Legislativa e reforçou seu desejo de ver Joe Valle no Buriti. Mas não apenas isso. Enxerga no candidato um forte palanque a Ciro Gomes na disputa ao Planalto em 2018. No mesmo mês, Lupi e Ciro Gomes organizaram uma vinda a Brasília para reforçar a intenção de ter o distrital como chefe do Executivo local. Ao MetrópolesCiro Gomes também demonstrou apoio à candidatura. “(Joe Valle) Está pronto para qualquer tarefa”, afirmou em entrevista.
Nas últimas semanas, Valle conversou com membros de diversas siglas. A única certeza foi a de se fazer oposição ao governador Rodrigo Rollemberg (PSB). Houve conversa com o PPS, PSD e PCdoB. Não se sabe, porém, quais desses partidos vão apoiar o presidente da CLDF pedetista no palanque.
Em entrevista ao Metrópoles, em janeiro de 2018, Valle disse que aguardaria o momento certo para anunciar a qual cargo iria concorrer. “Na política, tem três pilares a serem respeitados: a fila, o acordo e o gesto”, declarou, à época. Para o PDT, essa hora chegou.

Pressão Contra A Cármen Lúcia É Muito Grave! Ministro Do Supremo Põe ‘Corda No Pescoço’ De Cármen Lúcia Para ‘Salvar’ Lula







A pressão exercida sobre a presidente da mais alta instância da Justiça, em se tratando do Poder judiciário brasileiro, o Supremo Tribunal Federal (#STF), a cada dia torna-se mais constante e uma verdadeira “dor de cabeça” para a magistrada mineira Cármen Lúcia. A ministra Cármen Lúcia tem se destacado à frente da Suprema Corte do país, ao resistir bravamente a todos os tipos de pressão provenientes, tanto de parlamentares petistas e correligionários do ex-presidente da República , Luiz Inácio #Lula da Silva, quanto por parte até mesmo, de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF)
Um dos principais fatores que permeiam a realidade do Supremo, é a possibilidade de se pautar novamente no Plenário da Corte, a manutenção ou não da prisão para crimes, após esgotados os recursos judiciais nos Tribunais de segunda instância.

Entretanto, um dos principais focos de “pressão” sobre a presidente da Corte, vem do ministro decano Celso de Mello.
Entrevista ‘reveladora’
Ao conceder uma entrevista a uma dos principais jornais das Organizações Globo, Jornal ” O Globo”, do Rio de Janeiro, o ministro Celso de Mello foi enfático ao considerar que compreende que a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, deverá ter sensibilidade para entender toda a necessidade de que se possa pautar no Plenário da Suprema Corte, o julgamento relacionado a duas ações diretas de inconstitucionalidade, denominadas de ADINS, já que deverão ser julgadas em tese, em se tratando, de forma abstrata, a questão envolvendo o direito de caráter fundamental de qualquer pessoa de ser considerada presumidamente inocente.
Entretanto, a ministra Cármen Lúcia mostra-se reticente quanto ao caso e já teria dado fortes indícios de que não iria querer pautar no Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), o julgamento de ações relacionadas sobre as possíveis decretações de prisões de condenados que tenham sido julgados nas “Cortes de Apelação” ou Tribunais de segunda instância espalhados pelo país.
Um dos casos mais polêmicos e emblemáticos trata-se do processo relativo ao caso tríplex do Guarujá, em que o ex-presidente Lula foi condenado em primeira e segunda instâncias, cuja pena estimada é de doze anos e um mês de prisão em regime fechado. O ex-mandatário petista foi sentenciado nesse respectivo processo no âmbito da Operação #Lava Jato da Polícia Federal, pelo juiz Sérgio Moro, por práticas criminosas de “colarinho branco”, como corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A confirmação da sentença de Lula de primeiro grau, foi dada também na segunda instância, pelos votos unânimes de três desembargadores federais, no Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4), de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, que é a Corte responsável pela revisão das sentenças proferidas pela força-tarefa da Lava Jato de Curitiba, no Paraná.

PF cumpre mandados em nova fase da Operação Carne Fraca




5 MAR2018
08h25
atualizado às 09h18

Estão sendo cumpridas 91 ordens judiciais no Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás e São Paulo.

Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã de hoje (5), a 3ª fase da Operação Carne Fraca, denominada Operação Trapaça, que tem como alvo das investigações laboratórios credenciados pelo Ministério da Agricultura.

Estão sendo cumpridas 91 ordens judiciais no Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás e São Paulo. Foto: Agência Brasil

"As investigações demonstraram que cinco laboratórios credenciados junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e setores de análises de determinado grupo empresarial fraudavam resultados de exames em amostras de seu processo industrial, informando ao Serviço de Inspeção Federal dados fictícios em laudos e planilhas técnicos", diz a nota divulgada pela PF.

Estão sendo cumpridas 91 ordens judiciais no Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás e São Paulo. São 11 mandados de prisão temporária, 27 de condução coercitiva e 53 de busca e apreensão.

Segundo a PF, cerca de 270 policiais federais e 21 auditores fiscais federais agropecuários participam dos trabalhos "como resultado de ação coordenada entre a PF e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

O nome da operação - Trapaça - é uma referência ao sistema de fraudes operadas por um "grupo empresarial do ramo alimentício e por laboratórios de análises de alimentos a ele vinculados".

Negociador De Lula Se ‘Infiltra’ No STF E ‘Chantageia’ Dias Toffoli







Os ministros do Supremo Tribunal Federal (#STF) estão vivendo uma pressão enorme para que façam alguma coisa a fim de ajudar o ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva a não ser preso. Para piorar mais toda a situação, surge um novo nome que está movimentando toda a Corte e é um braço-direito do mais recente advogado de Lula, Sepúlveda Pertence. Estamos falando do operador de Lula no Supremo, Luiz Carlos Sigmaringa Seixas, um grande “negociador” e que está em contato direto com o ministro #Dias Toffoli.
Sigmaringa, que foi deputado federal pelo PT no Distrito Federal, é advogado de presos políticos e atuou durante a ditadura militar.
Ele também foi deputado constituinte em 1988.
O “negociador” ajuda Pertence a pressionar os ministros para que tomem uma decisão a favor do ex-presidente. Ele é considerado o homem de Lula nos bastidores da Justiça, desde quando o PT entrou no poder.
Sigmaringa cultivou muitas amizades no STF  e foi, por muitas vezes, ouvido pelo PT na hora de se escolher um sucessor para a cadeira do Supremo. O ministro Dias Toffoli, por exemplo, deve muito ao advogado e a dívida de gratidão está sendo cobrada agora.
Para se entender bem o caso, voltamos para o ano de 2009. Toffoli era o advogado-geral da União e estava perto de assumir uma vaga no STF. Porém, no coração de Lula, ele queria que Sigmaringa fosse o escolhido e o ministro Toffoli sabia disso.
Diante disso, Toffoli deixou que Lula decidisse por conta própria qual seria o nome que ele gostaria de ver na Corte.
Num gesto nobre e cortês, Sig conversou com o ex-presidente e abriu mão do Supremo deixando o caminho livre para Toffoli. A generosidade do advogado pode custar caro para o ministro. Ele agora é pressionado a pagar pela cadeira da Corte e Sig já foi visitá-lo várias vezes.

Próximo Presidente Da Corte

Nas entrevistas mais recentes, Lula tem mostrado uma grande tranquilidade e quase nenhuma preocupação com sua prisão. As pessoas podem se perguntar o por quê de toda essa calmaria. Toffoli é vice-presidente do STF e em setembro comanda a Corte. Lula poderia ter vantagens com o ministro e sua vida se tornar mais fácil. Uma coisa é certa, isso seria um grave erro de postura de um ministro da Corte .

Temer

O presidente Michel Temer também tem conversado bastante com o ministro e os assuntos, geralmente, não são revelados à imprensa.
Nos bastidores se comenta que Temer busca harmonia com Toffoli para que seu governo não tenha problemas com o STF.

domingo, 4 de março de 2018

Investigação Sobre Paulo Preto Pode Ser Chave Para Devassa Das Contas Do PSDB








Souza dirigiu o Dersa nos governos tucanos de Geraldo Alckmin, em 2005 e 2006, e de Serra, de 2007 a 2010. Ele também é próximo do chanceler Aloysio Nunes (que foi chefe da Casa Civil de Serra). O engenheiro foi citado por delatores da Operação Lava Jato ligados às empreiteiras OAS e Andrade Gutierrez, e também pelo lobista Adir Assad. De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, a propina paga ao engenheiro referente aos contratos do trecho sul do Rodoanel equivaleria a 0,75% do valor do contrato firmado pelo consórcio vencedor da licitação.
Assad diz que o engenheiro o teria convidado para participar de um esquema de propinas ligada ao grupo CCR, que teria garantido um caixa de 45 milhões de reais entre 2009 e 2012. Para provar, apresentou emails com combinações de notas e contratos superfaturados.
Atualmente ele é alvo de dois processos que tramitam no Supremo Tribunal Federal nos quais também são investigados Nunes e Serra, ambos pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O senador tucano afirma que jamais “autorizou qualquer negociação ilegal em seu Governo”. Já Serra diz que os delatores que o mencionaram e também citaram Souza “certamente se concertaram para apresentar a mesma versão fantasiosa dos fatos com o objetivo de emprestar-lhe verossimilhança”.
Os documentos sobre as contas escondidas do engenheiro constam em um inquérito que apura apropriação indevida de pouco mais de 10 milhões de reais em dinheiro público entre 2009 e 2012, supostamente desviados de unidades da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano de São Paulo. Uma investigação sobre ele e eventuais crimes ligados aos tucanos teria o poder de mudar a narrativa do mundo político, que até hoje só vê blindagem sobre as suspeitas que cercam sempre o PSDB. A defesa do engenheiro afirma que ele “jamais pediu, exigiu ou solicitou qualquer valor para quem quer que seja”, e que a menção de seu nome por delatores “se deve ao fato de nunca ter cedido às pressões das chamadas grandes empreiteiras que pretendiam exercer o monopólio e ditar regras”.
Seus advogados também afirmam que ele não possuía poder decisório sobre questões de licitação, e dizem que ele não é titular ou beneficiário de nenhuma conta no exterior atribuída a ele. Daniel Bialski, um dos defensores de Souza, diz que não foram “apresentados documentos que comprovem a titularidade das contas”, mas faz a ressalva de que existem documentos que “não foram exibidos para a defesa”. As autoridades suíças afirmam que os extratos e documentos das contas serão enviados em breve para a Justiça brasileira, após um acordo de colaboração bilateral firmado pelos Ministérios Públicos dos dois países.
Mas depois do episódio do dinheiro da campanha de Serra que teria sido embolsado por Souza, paira no ar no mundo político a suspeita de que o engenheiro guarde segredos valiosos para o partido. Isso porque dias após a derrota nas eleições de 2010, Serra concedeu uma entrevista na qual tentou se distanciar do ex-diretor do Dersa. Em entrevista o tucano afirmou não saber “quem é Paulo Preto”: “Nunca ouvi falar dele”. A resposta do engenheiro veio um dia depois. Em uma mensagem interpretada como uma possível ameaça, Souza disse à Folha de S.Paulo que Serra o “conhecia muito bem (…) não se larga um líder ferido na estrada a troco de nada, não cometam esse erro”. Diante da frase, Serra recuou e saiu em defesa de Souza: “Evidentemente (…) sabia do trabalho do Paulo Souza, que é uma pessoa muito competente. A acusação contra ele é injusta, ele é totalmente inocente”.

Nas Mãos De Gilmar Mendes

A jurisdição dos processos envolvendo Souza também é motivo de debate. Atualmente ele é investigado em dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal: um que envolve Gilberto Kassab (PSD), e outro do qual fazem parte os tucanos Serra e Aloysio. Mas o Ministério Público Federal também investiga o engenheiro em um caso que tramita na Justiça de São Paulo. A defesa de Souza peticionou ao STF que o caso fique nessa Corte, uma vez que tem relação com pessoas com direito a foro privilegiado. A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, se manifestou contra o pedido dos advogados. A decisão final sobre o assunto caberá ao ministro Gilmar Mendes, alvo de críticas frequentes de seus opositores e de juristas por ter ligações pessoais com políticos tucanos, além de, nas palavras de seu colega o ministro Luís Roberto Barroso, “trocar mensagens amistosas com réus”. Em conversa grampeada pela Procuradoria Geral da República Mendes discute com o senador Aécio Neves (PSDB-MG) sobre um eventual apoio ao projeto de lei contra o abuso de autoridade por parte do Ministério Público.
Souza também tem a seu favor a possível prescrição dos crimes. Prestes a completar 69 anos em março, ele fica a um aniversário da redução do prazo prescricional pela metade. Mas se as informações do Ministério Público suíço forem consideradas válidas pela Justiça, o ex-diretor do Dersa teria movimentado as contas – de bancos no país europeu para as Bahamas – em 2017, ou seja, durante as investigações. Isso poderia fazer com que a Justiça considerasse que ele tentou obstruir a apuração dos fatos e continuou cometendo um delito, o que poderia dificultar a prescrição, como já ocorreu em outros casos semelhantes. Em nota o Dersa afirmou que junto com o Governo do Estado é “grande interessado no andamento das investigações e ressarcimento de eventuais danos que venham a ser apurados”.