domingo, 18 de fevereiro de 2018

Maia Elogia Bolsonaro, Mas Desdenha As Possibilidades De Vitória Do Candidato








No encontro com jornalistas na manhã desta sexta-feira, dia 16, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), elogiou o pré-candidato Jair Bolsonaro, que deve se filiar ao PSL. Disse que o deputado e capitão da reserva é um político que se reinventa, mas não acredita que ele estará no segundo turno da disputa presidencial.
“Eu elogio muito o Bolsonaro. Admiro sua capacidade de se reinventar na política e enxergar antes de todos muita coisa, como a atenção que ele deu às redes sociais. Olha os embates radicais que ele travou com o Jean Wyllys (deputado do PSOL) e Maria do Rosário (deputada do PT). Todos tratávamos como folclóricos. E vimos que virou um ator relevante na política nacional”, disse Maia, que seguiu na sua avaliação sobre o deputado do PSC.
“Outro ponto que o beneficia: o tema da segurança pública virou prioritário. Mas a minha opinião é de que o discurso extremado acaba perdendo força. Ao longo do processo ele cresce e esvazia”, afirmou o presidente da Câmara.

Auxílio-moradia: conselheiros do TCDF moram muito bem, graças a você




Entre bairros nobres e condomínios luxuosos, Metrópoles descobriu endereços dos membros da Corte, que recebem R$ 4,3 mil mensais de “ajuda”


Rafaela Felicciano/Metrópoles





No país marcado por contrastes sociais, sobram exemplos de como o trabalhador comum parece viver em um planeta diferente do habitado por autoridades. É o caso do auxílio-moradia, benefício recebido por integrantes do alto escalão dos Três Poderes. No Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), alvo de recente controvérsia sobre o assunto, a regalia ajuda os sete conselheiros do órgão a ter uma qualidade de vida inacessível para a maioria dos brasilienses. Todos moram em áreas nobres da capital do país, onde o preço do metro quadrado é aferido a peso de ouro.
Atualmente, os membros do TCDF ganham quase R$ 30 mil mensalmente. Além desse valor, conseguiram na Justiça, em janeiro, o direito de voltar a receber o auxílio-moradia. Dessa forma, a cada mês, os contracheques vêm com R$ 4.377,73 extras – quase cinco vezes o valor do salário mínimo, fixado em R$ 954 este ano.


No caso de alguns dos conselheiros, o valor do benefício não é suficiente para quitar integralmente o aluguel das casas e apartamentos luxuosos em que vivem. Mas não há como negar que a cifra representa um belo aporte para complementar a fatura paga aos locadores.
Confira onde moram os conselheiros do TCDFNas quadras que beiram o Lago Paranoá, fica a residência da presidente do TCDF, Anilcéia Machado. Numa das conhecidas QLs do Lago Norte, a casa da conselheira possui dois pavimentos. Além do espaço interno, o endereço oferece área de lazer, com churrasqueira, piscina arredondada e jardim.
Nem todos os vizinhos têm conhecimento de que a comandante da Corte de Contas reside no local. Porém, a cerca elétrica instalada nas grades e a presença constante de seguranças indicam a habitação da autoridade. O aluguel de casas similares na região varia entre R$ 7 mil e R$ 9 mil por mês. De acordo com imobiliárias especializadas em imóveis de luxo, a residência não vale menos que R$ 2,5 milhões.
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A presidente da Corte, Anilcéia Machado, mora em casa de dois andares no Lago Norte

Longe dali mora José Roberto de Paiva Martins. O auditor de carreira nomeado conselheiro da Corte em 2013 vive no Park Way, próximo a Vargem Bonita. A casa imponente ficou conhecida por já ter abrigado uma importante mostra de decoração em seu interior. Com direito a paisagismo na entrada, a residência do conselheiro é famosa na região.
GOOGLE STREET VIEW/REPRODUÇÃO
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Entrada do conjunto no qual mora o conselheiro Paiva Martins no Park Way

Um pouco mais perto do Tribunal de Contas do DF, na SQN 209, mora Inácio Magalhães. No bloco, os apartamentos são de quatro dormitórios e quatro banheiros, divididos em 188m². Anúncios na internet sugerem que um imóvel no mesmo local pode custar quase R$ 2,4 milhões.
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Conselheiro Inácio Magalhães mora na 209 Norte: apartamentos no bloco são avaliados em R$ 2,4 milhões

“Moro em Jaçanã”
Durante bom tempo, o conselheiro Manoel de Andrade morou em apartamento funcional do GDF com 242,52 m², localizado no bloco G na SQS 315. No entanto, com decisão do governo local de vender as propriedades, o ex-presidente do Sindicato dos Taxistas – que se elegeu deputado distrital em 1994 e em 1998 e dois anos depois foi empossado conselheiro do TCDF – mudou-se para um flat localizado na Quadra 1 do Setor Hoteleiro Norte, área nobre de Brasília.
De acordo com o condomínio Vision, os imóveis do local “possuem área útil de 20m² a 137m² e podem ter um dormitório”. O prédio possui luxuosa área de lazer na cobertura e oferece ainda serviços de pay-per-use (pague se usar), como ocorre em hotéis de luxo.
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Cobertura do flat onde Manoelzinho reside: piscina e área de lazer com vista privilegiada

Embora tenha residência no flat, o conselheiro possui, há anos, uma propriedade no Setor de Chácaras do Gama, cidade a 33km de Brasília. O local já foi palco para lançamento de candidaturas, como a do ex-distrital Pedro Passos (MDB). Batizada de Jaçanã, a chácara possui cerca de 30 mil m², onde estão uma casa térrea de telhado colonial, salão de festas e um campo de futebol.
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Chácara Jaçanã: fim de semana com direito a campo de futebol

Às margens do Paranoá
Já o condomínio escolhido pelo conselheiro Márcio Michel é o Life Resort, complexo residencial e hoteleiro que possui apartamentos de até dois quartos. O local também é conhecido pelas grandes piscinas e pelo restaurante Liv Lounge, que atrai lanchas em seu píer nos fins de semana.
Considerado pequeno, o imóvel geralmente é moradia de solteiros. Para comprar um flat no local, é preciso desembolsar até R$ 350 mil. O aluguel no lugar chega a R$ 2,5 mil mensais.
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Piscina do Life Resort: qualidade de vida com vista para cartão-postal

Quem também escolheu um condomínio à beira do Lago Paranoá é Paulo Tadeu. Desde que era distrital – eleito em 1998 pela primeira vez, teve três mandatos na Câmara Legislativa e um na Câmara dos Deputados –, ele reside no badalado Lake Side, localizado na vizinhança do Palácio da Alvorada.
O endereço oferece spa, salão de beleza, estúdio de pilates, piscinas, sauna, academia e quadra de tênis. De acordo com o site do condomínio, o endereço “tornou-se sinônimo de bem viver por apresentar sofisticação de forma pessoal, o que faz com que seus moradores sintam-se sempre em casa”. A depender do tamanho da unidade escolhida, o valor para aquisição gira em torno de R$ 500 mil.
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O Lake Side também é um atrativo complexo beira-lago

De Taguatinga para Águas Claras
Ex-deputado distrital, o conselheiro Renato Rainha sempre morou em Taguatinga, onde ficava sua base eleitoral. Recentemente, mudou-se para apartamento em Águas Claras, na Rua 31 Norte, bem próximo ao parque da região administrativa — local onde aparece com frequência para caminhadas e atividades físicas.
No valorizado endereço da cidade, um imóvel pode ultrapassar a quantia de R$ 1 milhão para a compra direta. Rainha, conhecido por ser um dos conselheiros de atuação mais austera, foi o único conselheiro a abrir mão do auxílio-moradia retroativo na época em que o TCDF decidiu agraciar seus integrantes.
Além de Rainha, a procuradora-geral junto à Corte de Contas, Cláudia Fernanda de Oliveira Pereira, devolveu os R$ 209 mil recebidos.

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Rua 31 Norte, em Águas Claras: apartamento próximo ao parque ecológico

Procuradores
Os procuradores do Ministério Público junto ao TCDF também moram em endereços nobres de Brasília. Cláudia Fernanda, por exemplo, vive em um bloco da Quadra 300 do Sudoeste no qual os apartamentos ultrapassam a casa dos R$ 1,5 milhão, e o aluguel não sai por menos de R$ 5,5 mil.
O logradouro de Marcos Felipe Pinheiro Lima é a Quadra 25 do Park Way. Na região, o preço das casas gira em torno de R$ 1,8 milhão, com aluguel de R$ 6 mil.
Os valores são similares ao pago por Demóstenes Tres Albuquerque, que mora na SQS 215. No edifício dele, o valor dos apartamentos também ultrapassa o marca de R$ 1 milhão, e os aluguéis passam dos R$ 4 mil.
Esses são os três procuradores em atividades atualmente no TCDF. Há uma quarta vaga, que até setembro do ano passado era ocupada por Márcia Ferreira Cunha Farias. Mas ela se aposentou e ainda não foi designado substituto.
Retroativo milionário
O pagamento do auxílio-moradia para conselheiros do TCDF foi envolto em uma polêmica no ano passado quando a presidente da Casa, Anilcéia Machado, autorizou um pagamento retroativo de R$ 1,6 milhão. O caso veio à tona antes mesmo de o assunto entrar na pauta da opinião pública, que passou a questionar regalias reservadas a autoridades do Executivo, do Legislativo, do Judiciário e do Ministério Público.
O benefício foi instituído pela Portaria n° 251/2008, que regulamentou, no âmbito do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o pagamento de auxílio-moradia e de outras benesses, como diárias. Por força da equiparação constitucional, os conselheiros dos Tribunais de Contas e os procuradores passaram a ter direito à benesse.
Mas como o dinheiro não caía na contas dos integrante do TCDF, o órgão decidiu, em agosto do ano passado, pedir cerca de R$ 209 mil para cada um dos integrantes da cúpula do órgão, como retroativo referente ao período entre outubro de 2009 e setembro de 2013 – prazo em que conselheiros e procuradores tinham legalmente direito ao repasse.
Após repercussão negativa, o TCDF revogou, em outubro do ano passado, o ato que previa esse pagamento. No mesmo período, a regalia deixou de ser repassada mensalmente. No entanto, em janeiro de 2018, os desembargadores da 6ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT) restabeleceram o benefício, inclusive autorizando o recebimento do que não havia sido pago nos quatro meses anteriores. A questão do retroativo antigo, contudo, segue nebulosa.
Apesar de o próprio TCDF ter revogado o ato que autorizava a liberação do dinheiro, como a Justiça não viu ilegalidade no recebimento dos valores, nada impede que a cifra milionária deixe os cofres públicos. Nesse caso, toda a cúpula da Corte seria agraciada: tanto os conselheiros, que chegaram ao cargo vitalício por meio de indicação política, quanto os procuradores, servidores de carreira concursados.
Indenização polêmica
Para o fundador da ONG Contas Abertas, Gil Castelo Branco, a verba é amoral, visto que originalmente o benefício foi criado apenas para ajudar servidores públicos deslocados de suas cidades-natais em decorrência do trabalho
Ainda que possa existir algum fundamento legal, recorrer ao auxílio tendo imóvel na cidade onde se trabalha é, no mínimo, imoral. [A verba] tornou-se um privilégio para muitos"
Gil Castelo Branco, fundador da ONG Contas Abertas
Para o especialista, o pagamento configura “um acinte”. “Acabaram transformando o auxílio em uma mesada bancada pelo cidadão.” Em cálculos feitos pela Contas Abertas, de 2014 até os dias de hoje, o país gastou pelo menos R$ 5,4 bilhões com a polêmica regalia. Nesse montante, ressalta Castelo Branco, não estão os valores dos tribunais de contas estaduais e do DF.
“É um valor significativo sob o ponto de vista de gastos públicos. Uma excrecência. As leis, mesmo quando existem, podem e devem ser alteradas. A sociedade está farta de pagar por esses privilégios”, critica. Para sustentar a argumentação, o economista compara o valor do auxílio ao salário de outros servidores. “Há muitos professores, por exemplo, que recebem um vencimento bem menor”, sintetiza.
OAB também é contra
Outras entidades engrossam o coro dos críticos. “A gente observa, no Brasil, que o benefício tem se traduzido em espécie de aumento remuneratório, mas não é para isso que foi criado”, contesta o presidente da Comissão de Legislação Anticorrupção da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional d DF (OAB-DF), Antônio Rodrigo Machado.
O advogado diz que a OAB-DF tem discutido a questão e ainda não tomou alguma iniciativa porque aguarda o posicionamento do Supremo Tribunal Federal, que se prepara para analisar, em março, o julgamento de três ações sobre o auxílio-moradia da magistratura. O plenário da Corte vai referendar ou não decisão do ministro Luiz Fux, de 2014, que assegurou o direito ao benefício a todos os juízes em atividade no país.
Por meio da assessoria de imprensa, o Tribunal de Contas do DF informou que os integrantes da Corte de Contas não se pronunciariam oficialmente, visto que o caso está judicializado.
Colaboraram Manoela Alcântara e Isadora Teixeira








 Por Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira​

Imoral, da mesma equivalência de verbas de gabinetes, auxílio terno, convênio médico até os 24 anos auxílio universidade, cartão corporativo e tantas outras imoralidades extensivas aos outros orgãos!

Após Voltar Da Europa, Crivella Diz Que Sistema De Drenagem Suportou Volume Enorme De Chuva No Rio




18/02/2018


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Após passar quase uma semana em viagem à Europa, o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, se reuniu com secretários e assessores, neste sábado (17), para fazer um balanço da reação dos órgãos municipais ao forte temporal da madrugada de quinta-feira (15). A avaliação foi de que o sistema de drenagem da cidade conseguiu suportar o volume enorme de chuva.
“Nossos reservatórios na Zona Norte não chegaram a transbordar, e foi satisfatório. No dia seguinte de manhã, na Fazenda Botafogo, a drenagem conseguiu que as águas tivessem um nível muito menor. Na Zona Oeste, no Jardim Maravilha, houve um tempo de escoamento maior, devido ao bairro estar bem abaixo da linha do mar, numa chuva que há décadas não caía sobre o Rio”, disse o prefeito, através de nota divulgada por sua assessoria de imprensa.

Durante o temporal, quatro pessoas morreram. Um homem e uma mulher estavam em casa e foram atingidos por um deslizamento de terra em Quintino. Em Realengo, um policial militar ia para o trabalho de carro quando uma árvore caiu sobre o veículo e o matou. Em Cascadura, um adolescente de 12 anos também morreu. A chuva causou interdições, falta de energia, alagamentos e derrubou um trecho da ciclovia Tim Maia, na Zona Oeste.
Na reunião com o secretariado, o prefeito lamentou as mortes ocorridas em consequência do temporal e ressaltou a determinação que deu a toda sua equipe para que atenda com máximo de prontidão às necessidades da população mais afetada pela chuva.
Segundo dados do Alerta Rio e do Centro de Operações Rio (COR), o volume de chuva bateu recorde de 123,2 milímetros em apenas uma hora na estação de medição Barra/Riocentro, o equivalente a 119% do esperado para fevereiro. Em Jacarepaguá, das 17h de quarta às 2h de quinta, choveu quase 150% da média esperada para todo o mês.
A Prefeitura informou que iniciou a distribuição de 500 cestas básicas e 600 colchonetes e que fez também o encaminhamento de 150 agendamentos para obtenção de documentos, em órgãos como o Detran-RJ, para quem perdeu a documentação durante a chuva.
A Comlurb colocou 2.500 homens em ação para fazer a limpeza da cidade e a CET-Rio atuou com 300 operadores e agentes de trânsito e 35 reboques para restabelecer as condições de tráfego da cidade. Equipes da Guarda Municipal também reforçaram as equipes nestas ações.




Por Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira​

Qual a variável que o senhor engenheiro usou nesta equação?

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Três Milhões De Imigrantes Podem Ter Direito A Voto No Brasil Com PEC




  • 17/02/2018




Pronta para ser votada desde setembro, a PEC 25/2012 estabelece o direito a participação nas eleições municipais “aos estrangeiros com residência permanente no país, se houver reciprocidade em favor de brasileiros”, como em acordos celebrados pela Espanha com Bolívia, Chile, Colômbia, Paraguai e outros países, registra a Folha.
“O tempo de residência necessário será estabelecido por regulamentação.”
O ministro Aloysio Nunes, um dos autores da proposta, disse ao jornal não acreditar que a mudança tenha grande impacto nas eleições, mas afirma que a medida “alarga a democracia na instância local”.

Policial Que Matou Dois Bandidos Em Assalto É Promovido Por Bravura










Brigada Militar (BM) promoveu nesta semana o soldado Sandro Correia de Campos por ato de bravura. Em cerimônia no Batalhão de Operações Especiais (BOE), ele foi conduzido ao posto de 2º sargento após matar dois criminosos e evitar um assalto, na BR-116, em Cristal, no Sul do Estado.
Segundo o site Gauchazh “O soldado De Campos demostrou bravura diante do ataque, confrontando seis criminosos com uma pistola 24/7 municiada com apenas um carregador”, elogiou o comandante do 1º BOE, tenente-coronel Rogério Stumpf Pereira Júnior.
Segundo a BM, em 22 de abril de 2014 o policial viajava com a sua família quando se deparou com uma carreta parada na pista. Ele parou porque acreditava se tratar de um acidente. Ao ser abordado por seis homens, ele reagiu. Após acertar um tiro, De Campos tentou fugir de carro, mas foi perseguido. Ao longo do trajeto, disparou ao menos mais duas vezes, atingindo outro bandido. O carro foi alvejado por vários tiros.
Após andar cerca de 600 metros em marcha-ré até sair da ponte sobre o Rio Camaquã, o militar chegou a um local supostamente seguro, mas foi novamente surpreendido pelos sobreviventes, dando início a um novo confronto. Depois, o bando fugiu em direção a São Lourenço.
De acordo com a BM, a promoção por ato de bravura é aquela que resulta de conduta do servidor que, no desempenho de suas atribuições e para a preservação a vida de outras pessoas, coloca em risco a sua própria vida, demonstrando coragem, audácia e a presença de qualidades morais extraordinárias.





Parabéns Bravo Papa Mike!

Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira

Por Soldado Atlas

Era uma vez uma Polícia onde os homens mais capazes, mais audazes, valorosos e que reuniam todas as virtudes que se espera de um Policial cansaram, lutaram, gritaram, imploraram e por fim faleceram.

Aqueles que tinham propósito claro de que vale a pena trabalhar para garantir a vida, a propriedade e a liberdade dos cidadãos de sua cidade, desapareceram, não suportaram entregar suas vidas para um ideal, quando os meios que lhes são oferecidos para servir são justamente os mesmo que servem para ceifar suas vidas.

De uma vez por todas se uniram, cansaram de observar meia dúzia de parasitas sugarem milhões de reais para realizar a manutenção de viaturas que nunca foram feitos, enquanto reuniam farelos de seus suados salários para consertá-las.

Seus corpos estão em hospitais, salas de cirurgias, UTI, caixões, o dos parasitas, provavelmente se regozijando em um alto cargo do Governo, cujos vencimentos são duramente pagos com nosso suor, lágrimas e sangue.

Somente o trauma coletivo gera união e nos parece que só a violência vai gerar a compreensão necessária à sociedade.

Valorizem a tropa!

A BATALHA DOS DELEGADOS DA PF CONTRA O INTRUSO SEGOVIA







Não houve Carnaval para os 12 delegados da mais seleta equipe da Polícia Federal. Eles compõem o Grupo de Inquéritos do Supremo, conhecido internamente como Ginq. São os responsáveis por investigar os tubarões da política nacional, aqueles que têm foro no Supremo Tribunal Federal (STF). Passaram o feriado trocando mensagens. Não planejavam mais uma operação secreta da Lava Jato. Tentavam entender se estavam diante do que aparentava ser uma operação contra eles, contra a Lava Jato – uma sabotagem que vinha, inacreditavelmente, de dentro da Polícia Federal.
Expressavam espanto e perplexidade em face da desastrosa entrevista do chefe deles à agência Reuters, dias antes. Nela, Fernando Segovia indicara que a principal investigação em curso na PF – um inquérito sigiloso contra o presidente da República, autorizado pela Suprema Corte – seria arquivada por falta de provas. Como precisava eliminar qualquer dúvida sobre a firmeza de sua genuflexão ao Planalto, Segovia dissera que o delegado responsável pelo caso poderia ser punido: as perguntas que ele enviara ao investigado Michel Temer não haviam agradado – por que será? – ao presidente Michel Temer. Não pareciam declarações do chefe da máquina de investigação mais formidável e independente do país. Pareciam, em seu conjunto, uma declaração de lealdade ao presidente da República; uma declaração de um vassalo político, não de um diretor da Polícia Federal.

Segundo a revista Época Os delegados do Ginq constituem a turma diretamente prejudicada pelas afirmações de Segovia. É um dos delegados desse grupo que toca o inquérito contra Temer e que poderia, no entendimento do chefe da PF, ser punido por fazer seu trabalho. As mensagens entre eles se intensificaram conforme a repercussão da entrevista se fazia sentir no poder e fora dele. Na tarde da Quarta-Feira de Cinzas, os 12 delegados do Ginq se reuniram secretamente em Brasília, fora da sede da Polícia Federal, para tomar uma decisão. Não havia dúvidas entre eles de que era necessário reagir à entrevista de Segovia. A dúvida era apenas sobre como reagir.
Àquela altura, mesmo em meio à pasmaceira que costuma definir a semana de Carnaval em Brasília, Segovia não era mais apenas Segovia. Era o caso Segovia. O ministro Luís Roberto Barroso, relator do inquérito de Temer no Supremo, interpelara-o formalmente, horas depois da entrevista, exigindo explicações e pedindo uma investigação à Procuradoria-Geral da República; a oposição fora à Justiça contra ele; e todas as associações de profissionais da polícia condenaram o que ele dissera. Quando Segovia veio a público dizer que não cairia, confirmou-se: o diretor-geral da PF cambaleava.