Órgão é responsável pela gestão de vias como Eixão, EPNB e EPTG; engenheiro da Novacap assume o cargo. Rollemberg também anunciou R$ 50 milhões extras para obras.
Por Mateus Rodrigues e Braitner Moreira, G1 DF
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Governador do DF, Rodrigo Rollemberg, e diretor-geral do DER, Henrique Luduvice, durante entrevista em julho de 2017 (Foto: Andre Borges/Agência Brasília)
O diretor do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal, Henrique Luduvice, foi exonerado do cargo nesta quarta-feira (7). O anúncio foi feito pelo Palácio do Buriti no dia seguinte ao desabamento parcial de um viaduto na Galeria dos Estados, no início da Asa Sul.
O cargo será assumido pelo atual diretor de Edificações da Novacap, Márcio Augusto Buzar. Engenheiro civil, doutor em estruturas e professor da Universidade de Brasília, ele atua em projetos de pesquisa sobre tecnologia da construção, novos materiais derivados do concreto e mobilidade urbana.
Mais dinheiro e vistorias
Durante a coletiva, o governador Rodrigo Rollemberg também anunciou a destinação de R$ 50 milhões da chamada "reserva de contingência" para obras em viadutos e pontes. Segundo o Buriti, a prioridade será dada às intervenções na Galeria dos Estados. Depois, o que "sobrar" pode ser usado em outras áreas designadas como críticas.
O governador também determinou que a Novacap vistorie, até sexta-feira (9), todos os viadutos e pontes citados no relatório de 2012 do Tribunal de Contas. Naquele momento, há quase seis anos, os auditores do tribunal identificaram oito bens públicos com necessidade de reparo e manutenção urgente (veja o documento aqui).
Além do viaduto da Galeria dos Estados, a lista inclui:
- a Ponte do Bragueto, que faz a ligação entre o fim da Asa Norte e o Lago Norte;
- o viaduto que cruza o mesmo Eixão Sul e a via S2 (dos anexos ministeriais);
- dois viadutos do Eixo L (conhecido como "Eixinho de baixo"), nas quadras 203/204 Sul e 215/216 Sul;
- o viaduto sobre a via N2 (dos anexos ministeriais, no lado voltado para a Asa Norte), ao lado do shopping Conjunto Nacional;
- o estacionamento do shopping Conjunto Nacional, e
- o ginásio Cláudio Coutinho, próximo ao estádio Mané Garrincha.
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Novo diretor-geral do DER-DF, Márcio Buzar, em imagem de 2015 (Foto: Renato Araújo/Agência Brasília)
Série de declarações
Nos momentos seguintes ao desabamento do viaduto da Galeria dos Estados, Luduvice declarou que outros pontos do Eixo Rodoviário – o Eixão – corriam risco e cobrou, publicamente, mais orçamento para a manutenção dessas estruturas.
"A engenharia tem respostas. Na medida em que tenhamos recursos, capacidade de investimento, nós temos condições de recuperar, criar condições de tráfego", disse.
Sem fazer menção direta, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) respondeu às declarações. Em coletiva no Palácio do Buriti, horas depois, ele afirmou que cerca de R$ 67,7 milhões foram investidos nesse tipo de obra, nos últimos três anos.
“Infelizmente tivemos o desabamento nesse viaduto que ainda não tinha sido recuperado", disse Rollemberg. O governador também autorizou o remanejamento de recursos do Orçamento de 2018 para reforçar a rubrica de manutenção urbana.
Em menos de 24 horas após a queda do viaduto, Luduvice anunciou diversas medidas para conter o dano e, ao mesmo tempo, responder à insegurança de outros trechos apontados como "críticos". Ao G1 e à TV Globo, ele admitiu a possibilidade de demolir a Ponte do Bragueto, que liga a ponta da Asa Norte ao Lago Norte.
"Logo que concluamos as pontes leste e oeste do Bragueto, nós restauraremos ou até demoliremos a ponte central", afirmou, tornando-se o primeiro representante do governo a admitir publicamente essa possibilidade.
Luduvice também foi o responsável por convidar o engenheiro calculista original da obra do viaduto, Bruno Contarini, para participar dos trabalhos de recuperação no Eixão Sul. Nesta terça, o ex-diretor do DER disse que o engenheiro ajudaria "a orientar os próximos passos para recuperar a área".
Veja mais notícias sobre a região no G1 DF.
Por Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira
O Rollemberg VETOU a lei que obriga o governo a fazer vistoria anual em pontes e viadutos.
A CLDF derrubou o veto, mas o governo não cumpriu a lei.
O que levaria um governador a vetar a obrigatoriedade de vistoriar as estruturas?
Aliás, não deveria nem ser necessário haver uma lei para isso.













