quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Em Jantar, Caciques Chegam A Consenso Sobre Mudanças Nas Eleições De 2018



  • 09/08/2017


As eleições em 2018 serão diferentes, com o fim de coligações proporcionais para a votação em parlamentares, uma cláusula de barreira e um fundo de dinheiro público para financiar as campanhas. Este é o consenso a que se chegou num jantar na residência oficial do presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), convocado para discutir a reforma política e que reuniu 21 líderes políticos. O encontro só terminou na madrugada desta quarta-feira, quando os senadores José Serra (PSDB-SP) e Romero Jucá (PMDB-RR) deixaram a residência.
Os 21 líderes políticos que se sentaram à mesa para jantar e buscar um consenso esperam ainda a aprovação do chamado “distritão”, com regras válidas já para as eleições de 2018. Neste caso, não há consenso no PT, mas os demais partidos pressionam pela aprovação da medida.

Até agora, um consenso aponta para um fundo público de R$ 3,6 bilhões para financiar

STF decide hoje se aumenta salário de juízes em 150% acima da inflação




9/8/2017 09:07


Apesar do governo federal falar todo tempo que não tem verba e com isso aumentar impostos, promover eliminação de direitos trabalhistas, previdenciário e cortes nos programas importantes na área social, nessa quarta-feira (9), os ministros do STF têm uma reunião administrativa para aprovar a proposta orçamentária do Judiciário para 2018.

Representantes de associações de juízes estão sensibilizando os ministros para incluir na previsão orçamentária o reajuste de 16,38% em seus salários. O percentual é o mesmo que já consta num projeto aprovado na Câmara, mas parado no Senado, que eleva os salários dos ministros do STF de R$ 33.763 para R$ 39.293,32.

A decisão do Conselho Superior do Ministério Público de incluir no orçamento de 2018 um reajuste de 16,7% nos salários dos procuradores da República estimulou os juízes federais a se movimentar em busca de aumento de salário, mesmo diante do cenário de recessão econômica no país.

O que preocupa também é o efeito-cascata. Se um aumento é aprovado para o STF, todos os juízes do país, bem como o Ministério Público, podem exigir um reajuste. E como num efeito dominó, seguem deputados federais, governadores e o presidente. Os deputados estaduais – que devem ganhar 80% de um federal – podem pedir equivalência. O mesmo vale para os vereadores.

O salário mínimo nacional é de R$937, ou seja, um valor cerca de 42 vezes menor ao que os ministros querem receber com o reajuste. O auxílio-moradia referente a um mês de um juiz manteria um funcionário ganhando o mínimo por cerca de 4 meses.

Em reunião com Maia, FHC admite que PSDB precisa se 'reencontrar'





Reunião desta terça-feira (8) na casa do ex-presidente debateu as eleições 2018





POLÍTICA ELEIÇÕES 2018HÁ 5 HORASPOR NOTÍCIAS AO MINUTO

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) se reuniu na tarde desta terça-feira (8) com Fernando Henrique Cardoso no apartamento do ex-presidente, localizado em Higienópolis, São Paulo.

O deputado Heráclito Fortes (PSB-PI) e o ministro da Educação Mendonça Filho (DEM-PE) também participaram do encontro. A eleição para a presidência em 2018 foi a pauta principal da reunião.
De acordo com a coluna da 'Monica Bergamo', da Folha de S. Paulo, o ex-presidente afirmou que o PSDB está enfrentando uma crise e que o partido precisa se "reencontrar".

Delator vai revelar os deputados pró-Cunha que receberam dinheiro vivo




Os parlamentares teriam apoiado a eleição do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para a presidência da Câmara, em 2015





POLÍTICA COMPRA DE VOTOSHÁ 4 HORASPOR NOTÍCIAS AO MINUTO


O delator da J&F, Ricardo Saud, informou que irá relatar parlamentares que teriam recebido dinheiro vivo para apoiar a eleição do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para a presidência da Câmara, em 2015.


O executivo, que atuava como lobista da empresa no Congresso, seria o responsável por fazer os repasses aos deputados envolvidos.
De acordo com Joesley Batista, sócio da empresa e também delator, os pagamentos representam R$ 12 milhões dos cerca de R$ 30 milhões desembolsados pelo grupo para dar suporte a Cunha.
À Folha de S.Paulo, pessoas relativas ao complemento da delação informaram que Saud vai apresentar os nomes dos deputados, os valores pagos a cada um, além de informações sobre o modo que as entregas foram feitas.
"Dos levantamentos nossos, pelo que eu entendi, ele saiu comprando um monte de deputado Brasil afora", disse Joesley sobre Eduardo Cunha.

JBS vai contar como comprou deputados pelo Impeachment e a favor de Cunha




9/8/2017 09:45



O executivo Ricardo Saud, delator da J&F, fará um complemento de sua delação premiada em que irá relatar nomes de deputados atribuídos a valores que teriam recebido em dinheiro vivo para apoiar a eleição do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para a presidência da Câmara, em fevereiro de 2015.

Na ocasião, Cunha foi eleito com 267 votos. Ele ficou à frente do candidato apoiado pela então presidente Dilma Rousseff, Arlindo Chinaglia (PT-SP), que teve 136 votos.

Segundo pessoas ligadas à empresa, o próprio Saud, que na época atuava como interlocutor e lobista da J&F no Congresso, teria sido o responsável por fazer os repasses. Os pagamentos representam R$ 12 milhões dos cerca de R$ 30 milhões desembolsados pelo grupo para dar suporte a Cunha, conforme relatou Joesley Batista, sócio da empresa e também delator.

Pessoas envolvidas nas tratativas afirmaram que o lobista vai apresentar os nomes dos deputados, os valores pagos a cada um, além de informações sobre o modo que as entregas foram feitas.

Em depoimento, Joesley se limitou a dizer que o grupo atendeu ao pedido de Cunha, que em 2014 solicitou R$ 30 milhões para se eleger presidente da Câmara. “Dos levantamentos nossos, pelo que eu entendi, ele saiu comprando um monte de deputado Brasil afora”, disse.


O empresário afirmou que o valor foi pago da seguinte maneira: R$ 5,6 milhões por meio de doação oficial ao PMDB e correligionários indicados por Cunha, R$ 10,9 milhões por meio de pagamentos de notas frias em setembro e outubro de 2014 e R$ 12 milhões em dinheiro.

Saudades do meu irmão







Por Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira.
Hoje completa um ano sem meu amado irmão Falcão
aqueles que amamos nunca morrem, apenas partem antes de nós.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

STF autoriza extração de dados de celular de amigo de Temer



Coronel João Baptista Lima Filho é investigado desde que delatores do Grupo J&F o apontaram como receptor de parte da propina supostamente paga a Temer, no valor de R$ 1 milhão






POLÍTICA OPERAÇÃO PATMOSHÁ 2 HORASPOR


O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal a realizar um "procedimento especial" com o objetivo de recuperar dados de dois celulares apreendidos do coronel aposentado João Baptista Lima Filho, amigo do presidente Michel Temer (PMDB) e alvo da Operação Patmos.


João Baptista Lima Filho é investigado desde que delatores do Grupo J&F o apontaram como responsável por receber parte dos valores de propina supostamente destinada a Temer, no valor de R$ 1 milhão. Na Operação Patmos, em maio, foram apreendidos os dois aparelhos celulares na residência do investigado, no bairro de Villa Andrade, na zona sul da cidade de São Paulo.
No pedido da PF, o delegado Josélio Azevedo de Souza apontou a necessidade de uma técnica especial para a extração dos dados, pelo Instituto Nacional de Criminalística, em um procedimento que poderia resultar na inutilização do aparelho. Segundo ele, não foi possível extrair o conteúdo dos e-mails devido à "impossibilidade de acesso à área de memória protegida do equipamento".
"A técnica a ser utilizada se faz necessária para a recuperação plena dos dados contidos no referido aparelho (...) e requer autorização específica deste juízo pois seu uso pode ocasionar a perda de dados do celular apreendido", ressaltou o delegado. A técnica de desbloqueio é chamada de "jailbreak".
A PF também apontou que o aplicativo WhatsApp de um do outro aparelho apreendido não exibia mensagens.
"É importante destacar que eventuais mensagens existentes ou apagadas não foram extraídas devido à impossibilidade de acesso à área de memória protegida do equipamento". Neste caso, seria preciso realizar uma técnica de desbloqueio chamada de "root", que "apresenta riscos quanto à integridade dos dados, podendo os mesmos serem apagados, ou até mesmo ocorrer a inutilização do aparelho", segundo o laudo.
"Considerando as informações, defiro a realização de todos os procedimentos necessários à ampla extração de dados", decidiu o ministro Fachin.
Defesa
A reportagem entrou em contato com o escritório da Argeplan, empresa de arquitetura da qual o coronel Lima é sócio, mas foi informada de que ele não estava no local. O coronel não foi localizado. O Palácio do Planalto informou que não vai fazer comentários. Com informações do Estadão Conteúdo.