segunda-feira, 8 de maio de 2017

PELEGOS PERDEM NEGÓCIO BILIONÁRIO COM A REFORMA TRABALHISTA, DAÍ O PÂNICO




FONTE SECOU

SINDICALISTAS NÃO QUEREM PERDER R$4 BILHÕES DO IMPOSTO SINDICAL
Publicado: 08 de maio de 2017 às 00:01 - Atualizado às 00:09



PROTESTOS SÃO CONTRA PERDA DOS R$ 4 BILHÕES DO IMPOSTO SINDICAL


Não admira que pelegos estejam nervosos com a reforma trabalhista, com greves e passeatas, e até se aliando a políticos que atacavam, como Renan Calheiros. É que perderão o negócio que rende quase R$ 4 bilhões a 16,4 mil entidades sindicais, a maioria de pouca expressão e muita gula. A reforma extingue a contribuição obrigatória, descontada dos trabalhadores, que em 2016 rendeu R$59,8 milhões somente à CUT, braço sindical do PT. A Força Sindical embolsou R$46,5 milhões. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
Sindicalistas gastam como querem recursos subtraídos dos salários, pagando cachê a “manifestantes” ou metendo a grana no bolso.
O então presidente Lula vetou lei aprovada no Congresso que submetia entidades sindicais à fiscalização e prestação de contas, é claro.
Até centrais sindicais desconhecidas ganham muito dinheiro. Uma “Nova Central” leva R$23,3 milhões, a “CTTB”, R$15,3 milhões etc.
Sindicatos dos comerciários de São Paulo faturaram R$31,5 milhões em 2016, e o do Rio de Janeiro R$10,5 milhões.

domingo, 7 de maio de 2017

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Impopular, governo faz um ano e vive paradoxo com agenda ambiciosa



Governo Michel Temer (PMDB) completará um ano na próxima sexta-feira (12)





POLÍTICA BALANÇOHÁ 3 HORASPOR FOLHAPRESS

O governo Michel Temer (PMDB) completará um ano na próxima sexta-feira (12) sob o signo do paradoxo.

Dono de altíssima impopularidade e de uma coleção de crises políticas, o presidente até aqui conseguiu fazer avançar extensa agenda legislativa, talvez a mais ambiciosa em escopo desde a redemocratização.
Como provam os 61% que reprovam o governo e os 71% que rejeitam especificamente a reforma da Previdência segundo a mais recente pesquisa Datafolha, não é uma agenda para todos os gostos.
A profunda mexida no sistema de aposentadorias se tornou a "mãe de todas as batalhas", como qualificou o ministro Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo, do PSDB), responsável pela interlocução do Planalto com o Congresso. "Mas isso escamoteia as outras batalhas que já vencemos. É um avanço sem precedentes", afirma.
Com 38% do seu curto mandato de 2 anos, 7 meses e 20 dias completados, Temer já disse que a impopularidade é um passaporte para fazer o que considera correto -e que também lhe garante apoio na elite empresarial, ao seu lado desde que Dilma Rousseff (PT) foi afastada e, depois, impedida.
Conseguiu ver medidas polêmicas aprovadas no Congresso: o teto de gastos, a desvinculação de receitas, o fim da exclusividade da Petrobras no pré-sal, a lei de governança das estatais, a reforma do ensino médio. Avançaram a reforma trabalhista e, a trancos e barrancos, a mudança previdenciária aprovada em comissão na Câmara.
Como se vê, a seara econômica é sua prioridade, e foi de lá que saíram as melhores notícias até aqui para o governo, na agenda não parlamentar: a queda da inflação, que porém teve na recessão brutal uma forte aliada, a consequente queda nos juros e uma sacada popular: a liberação de estimados R$ 35 bilhões de contas inativas do Fundo de Garantia.
"Isso tudo foi feito para agradar o empresariado. Reduziram os direitos da classe trabalhadora. Em um ano, fizeram o máximo possível de modificações legais, e agora ameaçam mexer com a legislação fundiária. Como o país ainda está no buraco, o próximo governo terá de rediscutir tudo isso que fizeram", sentencia o líder do PT na Câmara, Carlos Zarattini (SP).
Para ele, o discurso de que a melhora de expectativas com as reformas será sentida na economia é enganoso. "Temer agravou a crise, veja o desemprego recorde."
Imbassahy rebate: "Quem mais reclama é quem tem seu privilégio atingido, como no caso do imposto sindical extinto na reforma em discussão. O brasileiro vai ver a melhora depois, e os sinais na economia já estão aí".
Se há fortes debates sobre a agenda de Temer, que levaram até a uma tentativa de greve geral na semana retrasada, no campo político o paradoxo se faz mais agudo. O presidente montou um esquema de poder convencional, mas eficaz no papel.
Dos seus 28 ministros, 20 vieram do Parlamento, o que teoricamente amplia o comprometimento de partidos e bancadas com o governo. Não é tão óbvio, tanto que o PSDB busca virar o voto de talvez metade de sua bancada na Câmara para apoiar a reforma da Previdência.
Deixando a área econômica blindada com nomes que eram unanimidade no mercado, Temer acendeu velas a duas deidades. "Esse foi o acerto chave", diz Imbassahy. Só que a Operação Lava Jato, devastando o cenário político desde 2014, garantiu instabilidade ao arranjo.
Além do próprio Temer, que é citado mas não investigado por acusações anteriores a seu mandato, nada menos que oito ministros estão no alvo da investigação e serão afastados caso sejam denunciados –linha de corte malandra, já que a morosidade judicial os favorece.
Mas o dano de imagem está feito. Segundo o Datafolha, 73% dos brasileiros acham que Temer está envolvido no escândalo, que atingiu em cheio PMDB e PSDB.
No campo simbólico, o anacronismo de um ministério quase exclusivamente branco e masculino já está precificado. As gafes de Temer quando fala sobre condição das mulheres ou os arroubos conservadores de ministros, também. A crítica, crê o governo, tende a encastelar-se em nichos de redes sociais.
Com tudo isso, é possível dizer que, para usar a figura de linguagem do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso aplicada ao governo, a pinguela está resistindo.
A ameaça de ser cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral, por irregularidades da chapa com Dilma em 2014, parece afastada por ora, e o governo sobreviveu a oito trocas ministeriais até aqui, quase todas traumáticas.
O que vem à frente? "A guerra não vai acabar na Previdência. Logo teremos que enfrentar a simplificação do sistema tributário", afirma Imbassahy, por óbvio um vendedor da vitória na "mãe de todas as batalhas". Com informações da Folhapress.

CÁSSIO CUNHA LIMA AFIRMA QUE REFORMA TRABALHISTA DARÁ EMPREGO A MILHÕES



REFORMA TRABALHISTA


NOVA LEI VAI TIRAR TRABALHADORES DA INFORMALIDADE, DIZ CASSIO
Publicado: 06 de maio de 2017 às 09:49 - Atualizado às 10:17


SENADOR CÁSSIO CUNHA LIMA DEFENDE A REFORMA TRABALHISTA E AFIRMA QUE PROPOSTA TRARÁ MILHARES DE EMPREGOS AOS BRASILEIROS (FOTO: WALDEMIR BARRETO/SENADO)


O senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) defendeu a Reforma Trabalhista e afirmou que o projeto vai tirar milhares da informalidade e que dará emprego a milhões. “Hoje, o Brasil tem 40% da sua economia na informalidade; isso por si só já revela que tem algo errado.”
Cunha Lima garante que nenhum direito será retirado do trabalhador, já que os mesmos estão previstos na Constituição. “O que estamos fazendo é a atualização de uma lei de 1943. A economia mudou, as relações de trabalho mudaram. O Brasil regulamentou tanto que gerou o desemprego.”
Para o senador, quem perde são aqueles que estão "chiando". Cássio Cunha Lima cita os sindicalistas, que vão perder o imposto sindical obrigatório. "[O imposto] não vai desaparecer. Apenas deixa de ser obrigatório para ser voluntário. O trabalhador que acha que o seu sindicato merece um dia do seu trabalho por ano vai continuar contribuindo”, rebate.
Terrorismo
O senador acusa a oposição de estar fazendo "terrorismo" em relação a proposta. “Criticam, por exemplo, que está sendo reduzido meia hora do horário de refeição do trabalhador. Isso não é verdade; continua sendo de uma hora. Porém, se o trabalhador desejar, ele consegue fazer sua refeição em 30 minutos e voltar imediatamente para o trabalho para ir para casa mais cedo.”
Cunha Lima diz ainda que a permissão do trabalho intermitente poderá gerar ainda mais postos de trabalho. “Hoje, existem milhares de restaurantes no Brasil que fecham as portas nas segundas ou no domingo, porque o trabalho intermitente não é permitido. Só com essa autorização, mais de dois milhões de empregos podem ser gerados nos bares e restaurantes do Brasil.”
Movimentos sindicais
Sobre a movimentação que os sindicatos estão fazendo contra a aprovação da Reforma Trabalhista, Cássio Cunha Lima garante que os senadores não iram se influenciar. “Os movimentos são muito bem vindos para debater e argumentar. Mas, é claro, que senador nenhum vai se sentir pressionado por um piquete, uma manifestação que não seja democrática.”
Aprovação no Senado
O senador elogia o trabalho que o deputado Rogério Marinho (PSDB-RN) realizou como relator na Câmara. "Poucas vezes eu vi um trabalho tão completo, com tanta discussão, com tanta profundidade. Por isso, o que a Câmara aprovou dificilmente será modificado pelo Senado.”

Quem cuida dos cuidadores de idosos? ALERTA!



Saúde

Saúde Pública




por Ingrid Matuoka — publicado 07/05/2017 00h02, última modificação 05/05/2017 18h40
Em 63% dos casos, os acompanhantes morrem até quatro anos antes do familiar ou amigo enfermo por quem zelam

Ambulatório dos cuidadores
No ambulatório dos cuidadores, um espaço para dividir preocupações e encontrar tempo para si

“Quando entra um paciente no meu consultório, entram dois, ele e quem está cuidando dele. Normalmente esse cuidador fica à sombra dos nossos cuidados, nós sequer perguntamos como eles estão”, diz Fabio Campos Leonel, geriatra no Hospital das Clínicas (HC) de São Paulo. “Quem cuida não tem tempo para se cuidar”, resume.

No Brasil, a maioria dos cuidadores de idosos enfermos ou dependentes são outros idosos, normalmente mulheres da mesma família que não recebem para isso. Os cuidadores formais são caros, por isso, a maior parte das famílias recorre a alguém próximo.
Esse cuidador se torna responsável por, todos os dias, ajudar uma mãe, um avô, um parente ou vizinho com suas necessidades básicas: tomar banho, comer, se vestir, medicamentos e transporte. Às vezes, realizam inclusive tarefas mais específicas, como aplicar injeções, fazer curativos, trocar cateter, e cuidar dos tubos de alimentação. Tudo isso, frequentemente, ao mesmo tempo em que trabalham e cuidam de seus próprios filhos, sem contar com muita ajuda de outros familiares ou dos próprios médicos.
Devido ao esforço e tempo que é demandado, esses cuidadores costumam descuidar de si próprios, abandonam o emprego, os filhos e marido, o tempo para lazer, desenvolvem insônia, depressão e ansiedade, dores nas costas e nos joelhos por causa da força física que muitas vezes precisam fazer ao trocar fraldas ou dar banho.
O desgaste chega ao ponto de 63% das vezes os cuidadores morrerem até quatro anos antes de quem estão cuidando, de acordo com uma pesquisa da Academia Nacional de Ciências, Engenharia e Medicina dos Estados Unidos da América. Outro estudo descobriu que cuidadores desenvolveram problemas no sistema imunológico mesmo após três anos depois de seu papel como cuidador ter acabado.
“Há uma correlação muito forte entre a saúde física e emocional de ambos”, diz Leonel explicando que quanto mais depende o paciente, mais sobrecarregado e estressado fica o cuidador. Quanto menos saudável o cuidador, mais doente fica o paciente.
Maisa Kairalla, geriatra e presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia de São Paulo (SBGG-SP), também chama atenção para o ônus emocional. “Não é fácil ver alguém que foi um modelo para você, como um pai ou uma mãe, em situação debilitada e dependente. Também acontece o oposto, de ter que cuidar de alguém que não gosta, em um trabalho que requer capacitação e muita paciência para que os idosos não sejam vítimas de maus tratos, o que infelizmente é muito comum”.
Principalmente na última década, a mudança demográfica e no perfil de doenças no Brasil ficou mais evidente. A expectativa de vida hoje é de 74 anos, e as doenças crônicas são as responsáveis por mais de 72% das causas de mortes, conforme dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2014. Dentre a população adulta, 40%, o equivalente a 57,4 milhões de brasileiros, possui pelo menos uma doença crônica.
“É um problema de saúde pública, em que cada vez mais teremos pessoas dependendo umas das outras, sendo que muitas delas nem tem família. Precisamos começar a antecipar o cuidado para não termos uma população de cuidadores doentes cuidando de outros doentes”, alerta Leonel.
Dentre as doenças crônicas, um diagnóstico específico torna os enfermos mais dependentes: a demência, que inclui o Alzheimer. “Um dos sintomas da demência são alterações comportamentais. Isso tira a qualidade de vida do cuidador, porque o paciente fica agitado, não quer dormir, e grita, é agressivo”.
O geriatra do HC também afirma que a baixa escolaridade da população geral dificulta o acesso a recursos e direitos que possam servir de auxílio. “Mas as políticas públicas também não dão muito suporte, cada vez mais temos idosos com uma renda menor”.
Atualmente, tramita no Congresso Nacional a Reforma da Previdência que deve agravar este cenário.
Kairalla defende uma reestruturação do país, desde calçadas, transporte e farmácias até a figura do cuidador. “A criança que nasce hoje tem que entender que ela vai viver 100 anos, e que cada dia mais vamos precisar de um mercado bem treinado de cuidadores, porque o que podemos fazer de melhor pelos pacientes hoje é investir no cuidador”.
O ambulatório para cuidadores


Conversa

“Eu estava com meu amigo no quarto do hospital, dormindo, e ele acordou de madrugada querendo ir ao banheiro. Eu levantei assustado, coloquei os chinelos nele e falei pra vir comigo. Quando eu olho, um monte de sangue. Ele tinha soltado o soro da veia, eu também não lembrei. Chamei as enfermeiras e em dois minutos estava tudo resolvido. Mas e se a gente estivesse em casa? O que eu faria?”, questiona Sebastião Joaquim da Silva, 58 anos, durante uma roda de conversa em uma sala do HC, da qual participaram médicos e outros cuidadores.
A reunião faz parte do ambulatório para cuidadores, criado pelos geriatras Fabio Leonel e Lilian Morillo. A cada três meses, atendem cerca de quinze cuidadores, que geralmente não tem muitas condições financeiras, moram na periferia ou fora da cidade de São Paulo, e cerca de 90% deles são cuidadores informais, ou seja, não recebem dinheiro ou treinamento para exercer o cuidado.
“Tratamos como uma doença, abordando aspectos diferentes de maneira multiprofisisonal, com ajuda de outros médicos, psicólogos e assistentes sociais. Ensinamos desde tarefas práticas, como trocar fraldas, a rever a rede de assistência social e financeira. Eles também passam por consulta médica, porque muitas vezes não fazem isso há anos já que só têm tempo para cuidar do outro”, explica Leonel.
Os médicos deste ambulatório se mantêm atentos a todo novo paciente e seu acompanhante que chega até eles para sinais de estresse do cuidador: dores físicas, cansaço, relatos de falta de tempo e abandono da vida pessoal, entre outros. Ao conversarem, se percebem essas características, encaminham ao ambulatório.
Ana Maria Lucas, 62 anos, cuida do irmão 7 anos mais velho desde que ele sofreu um  Acidente Vascular Cerebral (AVC) há um mês e está internado desde então. Para chegar ao hospital ou à casa dele, onde ele ficará sob os cuidados dela após ter alta, Ana Maria faz várias baldeações e depende de ônibus, quando ela relata sentir “uma dor horrível” na perna esquerda, até aqui sem diagnóstico.
“Do jeito que ele está aqui, ele vai dar trabalho em casa. Ele está com as mãos enfaixadas porque quer arrancar todos os tubos. Dia desses ele colocou a mão na boca porque não queria fazer inalação. Eu chamei a enfermeira, mas ele tem tanta força que nem eu e ela conseguimos tirar a mão da boca dele. Em casa ele vai ter que usar oxigênio, como vai ser?”, diz Ana Maria.
Em determinado momento, Morillo pergunta se algum deles tem dinheiro para contratar um cuidador que possa substituí-los pelo menos em parte do dia ou ajudar com as tarefas mais pesadas. A negativa vem em coro.
Leonel explica que dividir experiências faz com que os participantes se sintam mais calmos e menos sozinhos. “Nós fazemos reuniões com as famílias dos cuidadores, procuramos atividades físicas ou hobbies para eles fazerem. Tentamos mostrar que é possível gostar de cuidar, que há um ganho narcisístico em se sentir bem e útil. O cuidador é essencial e o trabalho pode ser mais leve”.
Ao final de uma hora, Morillo conduz uma sessão de relaxamento, pedindo para eles fecharem os olhos e respirarem calmamente. “Nossa, isso tira um peso”, exclama uma das cuidadoras.
“Aqui tentamos programar uma alta hospitalar para organizar antes de sair do hospital. Procuramos igrejas ou núcleos religiosos, que costumam se ajudar muito, ou um vizinho, outra pessoa da família”, explica Morillo.
Eslane Pegar Prado, 66 anos, acompanha a mãe no hospital há 45 dias após uma trombose na perna e um tumor no estômago. “Quando ela fica agitada, eu me apavoro. A quem eu vou recorrer? E toda aquela dor que ela sente? Como eu vou fazer pra parar? É terrível”.
Dulce Martins Mota, 63 anos, por sua vez, cuida do marido que sofreu um AVC em 10 de março, e está paralisado do lado esquerdo, só se alimenta por sonda e deve perder os rins. “Aqui estamos amparados, mas e em casa? Como eu vou carregar ele? Tirar a dor? E fazer diálise? E fisioterapia?”
Durante toda a conversa, os cuidadores falaram pouco de si, de onde vieram, quais são suas maiores dificuldades, do que têm medo ou se sentem inseguros, se estão cansados.
Morillo afirma que nas próximas sessões os médicos vão começar a abordar aos poucos estes aspectos, mas essa primeira reunião é bastante representativa de quão focados no outro eles estão. Nos problemas do cuidado, em como resolvê-los, e não em como estão sobrecarregados.
“Eu me sinto mais do que um filho ou pai. Eu sou responsável por ele. Por ele eu assumo e faço tudo o que tiver que fazer", desabafa Sebastião sobre o amigo internado. "Mas o que está me enchendo a cabeça aqui é se ele vai conseguir voltar a tomar conta de si próprio, e pra Deus colocar uma coisinha de nada de juízo na cabeça desses dos filhos dele, porque hoje ele só diz ‘minha família me abandonou, eu estou morrendo, eu quero morrer’, é só isso que ele fala”. E é só disso que os cuidadores falam.

MÔNICA PÕE DILMA SOB SUSPEITA DE OBSTRUIR A JUSTIÇA



OBSTRUÇÃO DE JUSTIÇA

DELAÇÃO DE MÔNICA MOURA SOBRE EMAILS PODE RENDER NOVA AÇÃO
Publicado: 07 de maio de 2017 às 00:01 - Atualizado às 00:13



O depoimento de Mônica Moura, mulher e sócia do marqueteiro João Santana, pode render à ex-presidente Dilma Rousseff uma nova acusação de crime de obstrução à Justiça, que é inafiançável e prevê pena de até 8 anos de prisão. Mônica revelou esquema de Dilma para avisar a ela e ao marido e a Marcelo Odebrecht, segundo suspeita a força-tarefa, sobre os movimentos da Lava Jato na direção deles. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
A força-tarefa dedicará uma fase da Lava Jato apenas para eventuais iniciativas de Dilma, como presidente, para atrapalhar a investigação.
Dilma é acusada de obstruir a Justiça ao condicionar a nomeação de um ministro do STJ ao compromisso de soltar presos do Lava Jato.
Dilma também responde por tentar obstruir a Justiça nomeando Lula como ministro, a fim de impedir eventual ação do juiz Sérgio Moro.
É um dos poucos crimes que rendem cadeia. Delcídio Amaral (ex-PT-MS) foi o primeiro senador preso sob a acusação de obstruir a Justiça.

Parte da cúpula do PSDB quer 'refundar' partido




Objetivo é reforçar compromissos éticos e bandeiras liberais, mas principalmente reconhecer erros e recuperar um eleitorado que se perdeu devido ao desgaste causada pelas investigações da Lava Jato





POLÍTICA PROPOSTAHÁ 1 HORAPOR NOTÍCIAS AO MINUTO

Uma parte da cúpula do PSDB quer "refundar" o partido e tentar livrá-lo do desgaste provocado pelas investigações da Lava Jato, que apontaram líderes do partido envolvidos em esquemas de propina e financiamentos de campanha com dinheiro de caixa 2.

O movimento foi suscitado após a divulgação de pesquisas internas, que mostraram que a crise política desencadeada pelas revelações da força-tarefa e o apoio da sigla ao governo Michel Temer distanciaram o partido de seus eleitores.
Alguns integrantes da legenda já teriam, inclusive, de acordo com informações da Folha de São Paulo, conversado com ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sobre o assunto, que se mostrou simpático à proposta, segundo contam.
A ideia do grupo é reforçar compromissos éticos e bandeiras liberais, mas principalmente reconhecer erros e recuperar um eleitorado que era cativo e se perdeu.
Ainda segundo a Folha, parte dos dirigentes da sigla, inclusive ligados ao presidente do partido, Aécio Neves, quer dar o pontapé na estratégia no segundo semestre deste ano, de olho nas eleições de 2018. Há uma preocupação com o crescimento de nomes como Bolsonaro nas pesquisas de intenção de votos.
Porém, a iniciativa divide opniões. Nomes mais próximos de Aécio e do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, resistem em apoiar a causa, por receio de perder espaço na estrutura partidária.
"O PSDB não tem que se envergonhar de nada. Tem que se orgulhar do que já fez pelo país, mas tem sempre que se atualizar, com posturas mais claras e transparentes", afirma o governador do Paraná, Beto Richa.
Já Aécio diz que o PSDB vai recuperar esse eleitorado. "É natural que muitos eleitores flertem com outras candidaturas. No momento do voto definitivo, eles vão votar no caminho seguro, do aprofundamento das reformas e da experiência na gestão, que é o PSDB."