Conversa entre Romero Jucá (PMDB-RR) e o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, gravadas em março de 2016, teve diálogo suspeito
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A morte do ministro do Supremo Tribunal Federal e relator da Lava Jato Teori Zavascki, ocorrida nesta quinta-feira (19) após o avião em que ele estava cair no mar de Paraty, na Costa Verde do Rio de Janeiro, deixou o Brasil agitado.
A Folha divulgou em março do ano passado um áudio gravado a partir de uma conversa entre o senador Romero Jucá (PMDB-RR) e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. No diálogo, a dupla falava que uma "mudança" no governo federal poderia “estancar a sangria” da Operação Lava Jato, na qual os dois eram investigados. A conversa aconteceu antes do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.
Republicano fará juramento às 15h (de Brasília), ocupando o lugar de Barack Obama.
Por G1*
Às 12h de Washington (15h em Brasília) desta sexta-feira (20), Donald J. Trump fará o tradicional juramento de posse perante o presidente da Suprema Corte americana, em frente ao Congresso americano, tornando-se o 45º presidente dos Estados Unidos.
Veja a programação do dia de posse (com horários de Brasília):
Pela manhã, Trump, seu vice Mike Pence e suas famílias participam de uma cerimônia religiosa na Igreja Episcopal de Saint John, a poucos passos da Casa Branca. Posteriormente, Barack Obama e a primeira-dama, Michelle, darão as boas-vindas a Trump e sua esposa, Melania, com um chá. Os dois casais irão juntos em comitiva para o Capitólio.
12h30: começa a cerimônia de posse, nas escadarias do Capitólio, com espetáculos musicais. Entre os convidados estarão legisladores, integrantes da Suprema Corte e diplomatas. Estarão também os ex-presidentes Jimmy Carter, George W. Bush e Bill Clinton, que estará acompanhado por sua esposa, Hillary Clinton, derrotada por Trump nas eleições. Por questões de saúde, o presidente George H.W. Bush não estará presente. A soprano Jackie Evancho terá a responsabilidade de cantar o Hino Nacional. Está prevista também a participação do grupo The Rockettes.
14h30: primeiros discursos. Líderes religiosos farão orações. Clarence Thomas, integrante da Suprema Corte, tomará o juramento do vice-presidente Mike Pence.
15h00: Trump repetirá o juramento presidencial, tomado pelo presidente da Suprema Corte, John Roberts. Para isso, serão usadas duas Bíblias: a utilizada na posse do presidente Abraham Lincoln e uma pertencente a Trump, que foi presenteada por sua mãe em 1955. Posteriormente, Trump discursa.
15h30: fim da cerimônia. Posteriormente, mantendo uma longa tradição, Trump e Pence participam em um almoço no Capitólio.
18h00 a 22h00: desfile de posse. O novo presidente e vice-presidente percorrerão os 2,4 km pela Avenida Pensilvânia, do Capitólio até a Casa Branca, acompanhados por 8.000 participantes que incluem representantes das Forças Armadas, escolas e universidades, grupos a cavalo, veteranos de guerra e até uma brigada de tratores.
22h00 a 01h00: Trump, Pence e suas esposas participam em três diferentes bailes de gala. Outras festas estão programadas por toda a cidade.
Posse Donald Trump (Foto: Editoria de Arte/G1)
Capítulo singular da história americana
Quando Trump anunciou sua intenção de concorrer à presidência, poucas pessoas o levaram a sério e imaginaram que o empresário de 70 anos acabaria por escrever uma página singular na história do país.
Atualmente, ele é menos popular do que qualquer novo presidente americano em quatro décadas, desde os anos de Jimmy Carter. Esse dado se repete em praticamente todas as pesquisas.
Fiel a seu estilo, Trump atacou essas enquetes, lembrando que, durante a campanha eleitoral, todas as pesquisas previam a vitória de sua oponente, a democrata Hillary Clinton.
EUA se preparam para a posse de Donald Trump
"As mesmas pessoas que fizeram essas pesquisas eleitorais falsas, que estavam completamente erradas, agora estão fazendo estudos de aprovação. São tão corruptos quanto antes", afirmou no Twitter.
Impulsivo e com um ego gigantesco, Trump desafiou todas as previsões e surpreendeu o mundo ao se tornar o sucessor do presidente Barack Obama na Casa Branca.
Com discursos corrosivos que encontram ressonância nas frustrações e inseguranças dos americanos em um mundo em mutação, o magnata republicano foi a voz da mudança para milhões de cidadãos. Em sua campanha agressiva para a Casa Branca, o bilionário incendiou o Partido Republicano, incapaz de compreender seus eleitores e de responder às suas necessidades.
Antes de iniciar a campanha, o empresário era mais conhecido por sua imensa fortuna, por seus hotéis luxuosos, campos de golfe e cassinos que levam seu sobrenome, assim como por seus divórcios que ganharam espaço na imprensa sensacionalista e por ser o apresentador do reality show “The Apprentice”.
Mas Trump demonstrou grande potencial político e foi adotado como um herói improvável da classe trabalhadora, com a promessa de "tornar os Estados Unidos grandes de novo".
Durante a campanha das primárias, destruiu sem piedade nos debates políticos os líderes experientes do partido e em outro gesto sem precedentes, decidiu não aceitar dinheiro de doações para a sua campanha.
"As mesmas pessoas que fizeram essas pesquisas eleitorais falsas, que estavam completamente erradas, agora estão fazendo estudos de aprovação. São tão corruptos quanto antes"
Donald Trump
Avançou rompendo com todos os moldes. Denunciou um sistema político "manipulado" e acusou funcionários de "corruptos". Também afirmou que a imprensa, em sua opinião, "envenena o espírito dos americanos".
Sem hesitação, insultou mulheres e latinos, e despertou a rejeição dos eleitores negros.
Propostas simples
Apresentou soluções simples para problemas complexos: para deter a imigração clandestina pretende construir um muro na fronteira mexicana, que seria pago pelo México.
Anunciou a intenção de expulsar 11 milhões de pessoas que vivem ilegalmente no país, em sua maioria latino-americanos. E prometeu devolver empregos aos Estados Unidos renegociando acordos comerciais internacionais.
Para prevenir ataques, defendeu a proibição de entrada no país de imigrantes procedentes de nações com "uma história comprovada de terrorismo", depois de ter afirmado que rejeitaria todos os muçulmanos.
A simplicidade de sua oratória encontrou um poderoso instrumento nos 140 caracteres do Twitter, e assim transformou sua página pessoal nessa rede social em uma máquina política capaz de alterar a direção da bolsa de valores com apenas um curto tuíte.
Donald Trump discursa em Cincinnati, Ohio, já eleito (Foto: Ty Wright/Getty Images/AFP)
Não faltaram polêmicas. Durante a campanha, as pessoas responsáveis por verificar fatos detectaram várias mentiras de Trump, sobre os mais variados temas.
Quando várias mulheres o acusaram de comportamento inapropriado e gestos sexuais, chamou todas de mentirosas. Além disso, a divulgação de um vídeo em que Trump faz comentários sexistas causou grande alvoroço.
Dias depois de vencer a eleição presidencial, Trump se viu envolvido em um enorme e amargo escândalo, depois que os serviços de inteligência americano afirmaram que ele recebeu "ajuda" da Rússia para derrotar Hillary Clinton.
Trump nega que a eleição tenha sido decidida pelos ataques cibernéticos russos, e defende que "apenas os estúpidos" se opõem a uma melhoria nas relações entre Washington e Moscou.
E apesar da rispidez das relações com os órgãos de inteligência, Trump montou um gabinete conservador, e nomeou como seu assessor especial Steve Bannon, apontado como símbolo da extrema-direita racista durante a campanha.
Vida de luxo
À margem de seu perfil político, sua vida privada é marcada pelo luxo. Sua esposa, Melania, uma ex-modelo eslovena de 46 anos, dedica seu tempo a criar, longe da imprensa e da curiosidade pública, o filho do casal, Barron, de 10 anos.
O casal mora em um triplex na Trump Tower de Manhattan - quase um minipalácio - e viaja em um Boeing 757 particular, com seu sobrenome estampado em letras gigantes.
Os filhos mais velhos, Ivanka, Donald Jr, Eric e Tiffany, são os seus principais pilares. Todos se envolveram ao máximo na campanha do pai, a quem defendem até o fim.
Trump não é exatamente inflexível em sua ideologia: foi democrata até 1987, depois republicano (1987-1999), membro do Partido da Reforma (1999-2001), democrata outra vez (2001-2009) e novamente republicano.
Nascido em Nova York, Donald Trump é o quarto de cinco filhos de um promotor imobiliário nova-iorquino. Foi enviado a uma escola militar para tentar acalmar seu temperamento explosivo.
Depois de estudar administração, passou a trabalhar na empresa familiar. Seu pai o ajudou com o que Trump chamou de "pequeno empréstimo de um milhão de dólares".
Ele assumiu o controle do negócio familiar em 1971 e impôs sua marca. Se o seu pai construía apartamentos para a classe média, ele preferiu as torres luxuosas, os hotéis cassinos e os campos de golfe, de Manhattan a Mumbai.
Duas semanas antes de assumir o poder, Trump convocou uma coletiva de imprensa em Nova York para anunciar que passaria o controle de seu império ao seus filhos Eric e Donald, para evitar conflitos de interesse.
Em sua carreira, apresentou e foi alvo de dezenas de processos civis vinculados a seus negócios.
O agora presidente eleito se negou a divulgar sua declaração de impostos - uma tradição para os candidatos à Casa Branca - e reconheceu a contragosto que não pagou impostos federais durante anos, depois de ter declarado uma perda colossal de US$ 916 milhões de dólares em 1995.
“NÃO ESTUDEI NADA POR ENQUANTO. A MINHA DOR É HUMANA", DISSE
Publicado: 20 de janeiro de 2017 às 09:02
“NÃO ESTUDEI NADA POR ENQUANTO. A MINHA DOR É HUMANA", DISSE (FOTO: FELLIPE SAMPAOP/ SCO/ STF)
A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, disse, na noite de ontem (19), que ainda não estudou como ficará o andamento dos processos da Operação Lava Jato. O ministro Teori Zavascki, que morreu em acidente de avião, era o responsável pela condução das investigações na Corte.
“Não estudei nada por enquanto. A minha dor é humana, como eu tenho certeza é a dor de todo brasileiro por perder um juiz como esse", disse.
Cármen Lúcia recebeu a notícia da morte de Teori em Belo Horizonte e retornou no início noite a Brasília para acompanhar o caso. Aparentemente abatida, a ministra foi diretamente do aeroporto ao Supremo para falar com os jornalistas sobre a morte de Teori, a quem chamou de “um amigo super afetuoso, leal, digno”.
Durante entrevista, Cármen Lúcia confirmou que o velório do ministro será em Porto Alegre, onde mora a família dele, e não no Salão Branco do STF, como é tradicional na Corte. Ela informou estar em contato constante com a família de Teori, de quem partiu o pedido para que o velório fosse realizado na capital gaúcha, onde o ministro morava e onde construiu sua carreira. "O Supremo acata e dará todo o suporte para tudo que for necessário”, disse a presidente do STF. A data ainda não foi definida.
“O Supremo se ressente e vai ressentir sempre da perda de um juiz como esse. Esperamos agora que o desenlace dos acontecimentos aconteça de uma maneira bem humana”, acrescentou.
Regimento Interno
Com a morte de um ministro, o Artigo 38 do Regimento Interno do Supremo prevê que os processos deverão ser herdados pelo juiz que ocupar a vaga. Ou seja, seria necessário aguardar a escolha de um novo ministro pelo presidente da República para substituir Teori e, com isso, assumir todos os processos do magistrado, incluindo os da Lava Jato.
Outro trecho do regimento, no entanto, faz exceção para alguns tipos de processo cujo atraso na apreciação poderia acarretar na falha de garantia de direitos, no caso de ausência ou vacância do ministro-relator. Por exemplo: habeas corpus e mandados de segurança. Nesses casos, as ações podem ser redistribuídas a pedido da parte interessada ou do Ministério Público.
Casos excepcionais
A presidente do STF, ministra Carmén Lúcia, tem a prerrogativa de, a seu critério, em casos excepcionais, ordenar a redistribuição dos demais tipos de processo, como um inquérito, por exemplo, que é o estágio em que se encontra a tramitação da Lava Jato no STF.
Assessores jurídicos do STF levantaram também a hipótese, embora menos provável, de que os ministros possam se reunir para, inclusive, modificar o regimento e adequá-lo à situação. Por isso, eles afirmaram ser precipitado definir o que pode ocorrer com a parte da Operação Lava Jato que tramita na Corte.
Quando o ministro Carlos Alberto Menezes Direito morreu, em 1º de setembro de 2009, o ministro sucessor, Dias Toffolli, herdou cerca de 11 mil processos, com exceção daqueles nos quais ele havia atuado como advogado. (ABr)