quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Obama incentiva americanos a participar ativamente da democracia em despedida

Presidente dos EUA fez em Chicago seu último discurso oficial, dez dias antes de transmitir cargo a Donald Trump. Ele se emocionou ao falar da família e do vice, Joe Biden.



Obama incentiva americanos a participar ativamente da democracia em despedida




Em um tom positivo e recorrendo a seu antigo slogan de campanha, Barack Obama se despediu do povo americano na noite desta terça (10) em seu último discurso oficial como presidente. "Sim, nós podemos. E nós fizemos", disse, após enumerar avanços alcançados em seus dois mandatos.
A dez dias de entregar a presidência a Donald Trump, ele falou durante 54 minutos para um público de 20 mil pessoas no McCormick Place, em Chicago, em discurso transmitido ao vivo pela TV.
Aos gritos de "fique", o presidente foi bastante aplaudido e abriu o pronunciamento com um agradecimento. “Hoje é minha vez de dizer obrigado. Todos os dias, aprendi com vocês. Vocês fizeram de mim um presidente melhor, e fizeram de mim um homem melhor”.
Enumerando índices positivos de criação de empregos e redução de pobreza, além de avanços internacionais como o acordo nuclear com o Irã, Obama disse que seria difícil acreditar que tudo isso um dia seria realizado. "Mas foi isso que fizemos", ressaltou.
O presidente falou ainda sobre a democracia nos EUA e reforçou a importância da união. Vaias foram ouvidas quando ele falou sobre a transferência do poder em dez dias, mas, cortando os protestos, Obama destacou que o processo eleitoral faz parte da democracia e que a transição será pacífica, assim como quando George W. Bush entregou o cargo a ele há oito anos.
Conforme haviam adiantado seus assessores, o tom do discurso foi basicamente otimista. "Nossa juventude e disposição, nossa diversidade e abertura, nossa incansável capacidade de arriscar e reinventar significam que o futuro deve ser nosso", disse. "A mudança apenas acontece quando pessoas comuns se envolvem, se comprometem e se unem para exigí-la. Nossa democracia não irá funcionar sem o senso de que todos tenham oportunidades".

Igualdade racial

A questão racial também teve destaque, com o presidente dizendo que ela "permanece uma força potente e muitas vezes divisiva em nossa sociedade". Ele incluiu ainda a questão da imigração em sua fala. "Se não estivermos dispostos a investir nos filhos de imigrantes... diminuímos os prospectos de nossos próprios filhos".
"Avançando, temos que apoiar leis contra a discriminação - em contratações, em moradias, na educação e no sistema judiciário e criminal", acrescentou.
"Todos nós temos que nos esforçar mais e partir da premissa de que cada um de nossos colegas cidadãos ama este país tanto quanto nós. Para muitos, se tornou mais seguro se recolher dentro de suas próprias bolhas, cercados por pessoas com quem se parecem", alertou. Mais adiante, ele também deixou claro que é preciso rejeitar a discriminação a muçulmanos, afirmando que isso depõe contra os verdadeiros valores da América.
Obama ressaltou ainda a importância de notícias "reais" e de apoiar e confiar na ciência, citando avanços no combate ao aquecimento global e defendendo o Acordo de Paris, assunto no qual tem grandes discordâncias com o presidente eleito. "Sem ações corajosas, nossos filhos não terão tempo para debater as mudanças climáticas. Eles estarão ocupados lidando com seus efeitos".
Barack Obama em discurso de despedida, na terça (10) (Foto: Reprodução/Youtube/White House)
Ao falar sobre terrorismo e segurança, o presidente lembrou que nenhum grande ataque foi cometido nos EUA nos últimos oito anos, embora tenha recordado atos cometidos por indivíduos radicalizados, como em San Bernardino e Orlando e admitido que este é um assunto que requer atenção prioritária.
Ele destacou ainda que a coalizão liderada pelos Estados Unidos atingiu os principais líderes do Estado Islâmico e reconquistou cerca de metade dos territórios que eles haviam tomado.
A parte final do discurso foi dedicada à democracia, com o alerta de que "nossa democracia é ameaçada a cada vez que nós a damos por certo. Todos nós, independente do partido, devemos nos atirar na tarefa de reconstruir nossas instituições democráticas... e quando as taxas de voto estão entre as mais baixas entre as democracias avançadas, deveríamos tornar mais fácil votar, e não mais difícil".Barack Obama em discurso de despedida, na terça (10) (Foto: Reprodução/Youtube/White House)
O presidente também incentivou os cidadãos a participarem mais ativamente da vida pública. "A América não é uma coisa frágil. Mas os ganhos de nossa longa jornada até a liberdade não estão assegurados", disse. "Apesar de todas as nossas diferenças externas, nós, na verdade, dividimos todos o mesmo título orgulhoso: cidadãos. Nossa democracia precisa de vocês. Não apenas quando há uma eleição, mas durante toda a sua vida".
Barack Obama se emocionou ao elogiar sua família e o vice-presidente Joe Biden (Foto: Charles Rex Arbogast/AP)
Barack Obama se emocionou ao elogiar sua família e o vice-presidente Joe Biden (Foto: Charles Rex Arbogast/AP)
Emocionado, Obama chegou a enxugar os olhos ao falar de sua mulher, Michelle Obama, e de suas filhas, Malia e Sasha. O público aplaudiu de pé os elogios dele à família. "Michelle, eu tenho orgulho de você e o país tem orgulho de você... e Malia e Sasha, de tudo o que já fiz em minha vida, meu maior orgulho é ser o pai de vocês", disse, visivelmente comovido.
O público também se levantou e reagiu com entusiasmo às palavras de Obama a seu vice, Joe Biden. "O determinado garoto de Scranton que se tornou o filho favorito de Delaware: você foi minha primeira escolha como candidato e a melhor. Não apenas porque você foi um grande vice-presidente, mas porque, no processo, eu ganhei um irmão".
Toda a equipe de seu governo também foi homenageada, e através dela Obama se referiu a todos os americanos que o apoiaram nos últimos oito anos. "A todos os americanos que viveram e respiraram o trabalho duro da mudança: vocês são os melhores apoiadores e organizadores que alguém poderia desejar".
Encerrando sua fala, Obama recorreu ao slogan de sua primeira campanha, em 2008, e concluiu: "Sim, nós podemos. E nós fizemos. Sim, nós podemos".
Barack Obama é abraçado por sua mulher, Michelle, e observado pela filha mais velha, Malia (Foto: Charles Rex Arbogast/AP)Barack Obama é abraçado por sua mulher, Michelle, e observado pela filha mais velha, Malia (Foto: Charles Rex Arbogast/AP)
Ao decidir falar em Chicago, Obama quebrou uma tradição de seus antecessores, que discursaram em suas despedidas na própria Casa Branca. Ao justificar a escolha do lugar, ele lembrou que foi em Chicago que fortaleceu sua carreira política, além de ter sido a cidade onde conheceu sua mulher e onde nasceram as filhas do casal.
Segundo a CNN, Obama escreveu pessoalmente seu discurso, com a ajuda de seu principal redator, Cody Keenan. O presidente ditou suas ideias e fez anotações nos rascunhos de Keenan. O texto final foi aprovado após pelo menos quatro rascunhos, ainda de acordo com a emissora.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Estranho, medonho, cavernoso, obscuro, perigoso, difícil...

MARCELO ODEBRECHT PEDIU CARGO NO GOVERNO DILMA PARA O Nº 2 DA CGU



ODEBRECHT PEDIU CARGO A DILMA PARA QUEM DEVERIA INVESTIGÁ-LO
Publicado: 09 de janeiro de 2017 às 10:48 - Atualizado às 11:46



O EX-PRESIDENTE DA EMPREITEIRA COLOU O CONTEÚDO DE UM TEXTO QUE ENVIARIA A PALOCCI. (FOTO: GIULIANO GOMES/ESTADÃO CONTEÚDO)


Uma mensagem apreendida por investigadores da Operação Lava Jato mostra que o empreiteiro Marcelo Odebrecht pediu ao ex-ministro Antonio Palocci “espaços” para o então secretário executivo da Controladoria-Geral da União (CGU) Luiz Navarro no primeiro governo de Dilma Rousseff.
O e-mail foi encaminhado por Odebrecht a diretores da empresa no dia 20 de dezembro de 2010, a 12 dias de Dilma tomar posse para seu mandato como presidente.
Na mensagem, o ex-presidente da empreiteira colou o conteúdo de um texto que enviaria a Palocci e no qual expressava seu interesse em ver Navarro no governo da petista.
“Chefe, (...) não sei se você conhece Luiz Navarro, secretário executivo da Controladoria-Geral da União. A pessoa dele comandou de forma efetiva a CGU, e penso que isso é reconhecido dentro e fora do órgão. Acho que vale a pena você recebê-lo para avaliar como ele poderia se ajustar em espaços do novo governo”, diz a mensagem do empreiteiro incluída no e-mail aos diretores.
Dentre os destinatários do e-mail está o ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht Cláudio Melo Filho, um dos ex-executivos da empresa que fizeram delação premiada na Lava Jato. Em depoimentos, Melo Filho citou repasses para diversos políticos de vários partidos.
Ministro
Navarro foi mantido na secretaria executiva da CGU no governo Dilma. No ano passado, no segundo mandato da petista e já com o impeachment em curso, foi nomeado chefe do órgão que tinha status de ministério. Em maio, na véspera de deixar o cargo, Dilma o nomeou conselheiro da Comissão de Ética da Presidência da República, posto em que ele ficará até 2019. O colegiado é responsável por instalar procedimentos para investigar a conduta de integrantes do Executivo. A comissão tem sete conselheiros, não remunerados.
O e-mail de Odebrecht com o pedido a Palocci ajudou a subsidiar o pedido de prisão do ex-ministro. Palocci foi detido em setembro, investigado por suas relações com a empreiteira. Ele é réu na Lava Jato por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Odebrecht está preso desde junho de 2015 e foi condenado no âmbito da operação. (AE)

Justiça proíbe inclusão de conversa privada em briga por guarda no DF







A Segunda Turma Cível do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT) confirmou decisão de primeira instância e determinou a retirada de uma conversa privada como prova em uma ação de guarda na Vara de Família de Planaltina. O conteúdo do diálogo, entre a mãe da criança envolvida no caso e uma terceira pessoa, foi obtido de forma ilícita, segundo a Justiça.
A decisão de primeira instância foi proferida após pedido feito pela mãe do menor, que alegou que o pai teve acesso às conversas dela com outra pessoa realizadas pela rede social Messenger. O homem teria utilizado a senha do filho, com o qual ela compartilhava um tablet, para invadir as conversas pessoais.


A mulher defendeu ainda que os diálogos privados não podem ser usados como prova na ação de guarda, já que não têm relação com o processo, não se referem ao pai da criança e não têm a participação dele. O juiz que analisou o caso concordou com os argumentos e determinou a retirada da conversa do processo, por entender que se trata de prova obtida de maneira ilícita.
Inconformado, o pai recorreu à segunda instância, mas os desembargadores mantiveram o entendimento. Para os magistrados, a inclusão do diálogo no processo viola os direitos à intimidade e à vida privada, protegidos pela Constituição Federal.
“Não há como sustentar a manutenção dessa prova nos autos de origem, porquanto não revestida da licitude esperada, uma vez que, mesmo que estivesse diligenciando a educação de seu filho, averiguando os conteúdos do tablet por ele acessados, não estaria autorizado a acessar informações privadas da mãe que também se utiliza do aparelho, sem que ela consentisse”, afirmou o relator do recurso. (Com informações do TJDFT)


Duzentos agentes da Força Nacional chegarão ao AM e a RR nesta terça


Informação foi passada pelo ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, durante pronunciamento realizado na noite desta segunda (9)




BRASIL REFORÇOHÁ 11 HORASPOR NOTÍCIAS AO MINUTO



O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes fez um pronunciamento, na noite desta segunda-feira (9), em que detalhou a ajuda que será dada, pelo governo federal, ao estados que enfrentam uma crise no sistema penitenciário.


Moraes informou que 200 integrantes da Força Nacional chegarão aos estados de Amazonas e Roraima na madrugada desta terça (10) para reforçar a segurança.
De acordo com informações do portal G1, somente na semana passada, rebeliões em penitenciárias nesses dois estados resultaram na morte de cerca de 100 presidiários.
Segundo explicou Alexandre de Moraes, a Força Nacional "realizará policiamento, dará apoio em bloqueios e dará apoio no perímetrto das penitenciárias".
"[A Força Nacional] não poderá realizar substituição do que seria a função de polícia penitenciária", acrescentou.
Ao todo, informou o ministro da Justiça, sete estados solicitaram ajuda ao governo federal para reforçar a segurança: Acre, Rondônia, Amazonas, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Roraima.

RENAN PRESSIONA TEMER A NOMEÁ-LO MINISTRO




PARA NÃO PERDER INFLUÊNCIA, RENAN PRESSIONA PRESIDENTE TEMER

Publicado: 10 de janeiro de 2017 às 00:01


DE SAÍDA DA PRESIDÊNCIA DO SENADO, RENAN CALHEIROS PRESSIONA PRESIDENTE MICHEL TEMER. FOTO: ABR



Renan Calheiros não quer nem ouvir falar em distância do poder a partir do dia 1º de fevereiro, quando será substituído na presidência do Senado. Sem o cargo e a prerrogativa de usar aviões da FAB (Força Aérea Brasileira), Renan não quer encarar cidadãos indignados em voos de carreira. Senadores do PMDB não o querem líder da bancada, e ele pressiona o presidente Michel Temer a nomeá-lo ministro, com direito a usar jatinhos oficiais para se deslocar. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
Além de exigir ministério, Renan fez chegar a Michel Temer que só aceitaria um ministério “de primeira linha”. Nada de “segunda classe”.
De olho no desgaste do atual titular Alexandre de Moraes, Renan sinalizou ao Palácio do Planalto que adoraria voltar a ser ministro da Justiça.
Caso consiga o cargo de ministro da Justiça, Renan será superior hierárquico da Polícia Federal, que o investiga em 12 inquéritos.
Se nomear Renan, Michel Temer enfrentará a reação no Congresso. Alagoas já ocupa dois importantes ministérios: Turismo e Transportes.

Com Temer em Lisboa para funeral, Maia assume a Presidência


Peemedebista está em Portugal para participar do funeral do ex-presidente português Mário Soares





POLÍTICA VIAGEM INTERNACIONALHÁ 2 HORASPOR NOTÍCIAS AO MINUTO


Michel Temer chegou a Portugal na madrugada desta terça-feira (10) para participar do funeral do ex-presidente português Mário Soares, que morreu no sábado (7), aos 92 anos, em Lisboa. As homenagens dos chefes de Estado a Soares começam no fim desta manhã.


Antes da cerimônia fúnebre, Michel Temer, que está com José Sarney, encontrará com o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, no Palácio do governo, em Belém, Lisboa.
Como pontuou o G1, o Brasil fica nas mãos de Rodrigo Maia (DEM-RJ) enquanto Temer estiver no exterior. Maia é presidente da Câmara dos Deputados e presidente em exercício. A expectativa é que ele trabalhe no Palácio do Planalto nesta terça-feira.