domingo, 8 de janeiro de 2017

Um verdadeiro exército do mal que quer dominar o Brasil

Mário Soares, ex-presidente de Portugal, morre aos 92 anos



Reprodução



Ele estava internado desde o dia 13 de dezembro do ano passado em um hospital na cidade de Lisboa



Mário Soares, três vezes primeiro-ministro e ex-presidente de Portugal, morreu aos 92 anos neste sábado (7/1) em Lisboa. Ele estava internado desde o dia 13 de dezembro do ano passado em um hospital. Sua vida confunde-se com a própria história da democracia portuguesa: combateu a ditadura, foi fundador do Partido Socialista e presidente da República.
Soares deu início ao processo de adesão de Portugal à Comunidade Econômica Europeia (CEE) e subscreveu o Tratado de Adesão à CEE.
O funeral está previsto para durar três dias. Nos dois primeiros, o corpo será exposto no Mosteiro dos Jerônimos, o Panteão Nacional, para onde será levado após sair de sua casa. Como Soares era laico, não será velado em nenhuma capela, nem haverá missa de corpo presente.
No terceiro dia, será realizada uma cerimônia no próprio mosteiro com a presença da família, do presidente da República, do primeiro-ministro e do presidente da Assembleia. De lá, o cortejo segue para o Cemitério dos Prazeres.
Biografia
Nascido em Lisboa, em 7 de dezembro de 1924, foi professor do ensino secundário (particular) e diretor do Colégio Moderno, fundado por seu pai.
Resistente à ditadura e ativo na organização da oposição democrática ao salazarismo, Mário Soares defendeu presos políticos, enquanto advogado, participando de numerosos julgamentos. Pela sua atividade política contra a ditadura, foi preso mais de uma dezena de vezes pela polícia política do Estado Novo.
Três dias após a Revolução dos Cravos, Mário Soares retornou do exílio na França, em 28 de abril de 74, chegando a Lisboa no chamado “comboio da liberdade” (comboio é como os trens são chamados em Portugal). Participou dos quatro primeiros governos provisórios e levou o PS à vitória na Assembleia Constituinte, em 1975.
Em 1986, Soares ganhou as eleições presidenciais e foi presidente da República durante dois mandatos, até 1996.

Câmera-babá detecta movimento e respiração do bebê com alerta via app




Em vídeo na CES, feira de tecnologia em Las Vegas, G1 mostra aparelho que também monitora temperatura, umidade e monóxido de carbono.



CES 2017: Babá eletrônica inteligente monitora bebês e avisa problemas aos pais


O que a edição de 2017 da CES, maior feira de eletrônicos do mundo, tem a oferecer ao público menor de um ano - e seus papais e mamães? Um soninho mais tranquilo é o mínimo que se pode dar à geração que está vindo ao mundo na era da internet das coisas. O sistema Envirocam tenta juntar tudo isso com base em uma câmera. Veja no vídeo acima.
A câmera-babá tem sensores de “micromovimentos” que, segundo a Onelink, detectam a frequência de respiração do bebê. Se a respiração for interrompida por algum motivo, o sitema envia imediatamente alertas para o celular dos pais. É possível também receber notificações de outros movimentos, que mostram quando o bebê acordou.
A câmera conta, claro, com streaming de vídeo e áudio do bercinho, em HD direto no celular dos pais. Além disso, o aparelho também tem sensores de temperatura, umidade do ar e monóxido de carbono.
A câmera ainda não está à venda, mas vai chegar ao mercado ainda neste ano, ainda sem preços e sistema de entrega internacional definido pela Onelink.

sábado, 7 de janeiro de 2017

SUCATEADA, FACULDADE DE ARQUITETURA DA UFRJ FECHA TURMAS DE 2017




Leonardo Finotti


Uma das principais escolas de arquitetura e urbanismo do Brasil, a FAU, da UFRJ, decidiu não abrir turmas em 2017, em razão do sucateamento das universidades federais; "Solicitamos mais uma vez todo o empenho da comunidade FAU na diligência e no esforço de finalizarmos o período de 2016 e trabalharmos, em conjunto, para a construção de uma luta de resgate da qualidade de nosso curso e de nossos espaços de aula no próximo período, UNIDOS numa decisão difícil, mas necessária", diz a carta da direção
7 DE JANEIRO DE 2017 ÀS 06:54


Rio 247 – A Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ cancelou o período 2017. Abaixo, carta enviada aos alunos:
"Começamos o ano de 2017 com muita esperança e engajamento nas atividades de ensino, pesquisa e extensão, mas nos deparamos com a mesma situação de precariedade de instalações físicas, logística e poucas expectativas de aplicação de recursos financeiros no edifício JMM. Como apresentado em relatos anteriores, a decisão referendada na Congregação da FAU/EBA de finalizar o período 2016.2 foi tomada como um processo de transição emergencial e também como prerrogativa para cobrar ações imediatas da Reitoria na concretização de um período novo (2017.1), mais estruturado, eficiente e condizente com um curso de terceiro grau de uma Universidade Pública e Federal. Após análise da conjuntura atual e com as poucas previsões de melhoria de nosso cenário, a Congregação entendeu nesta data – 04/01/2017 – em PROPOSTA PRELIMINAR, que não há condições de nos mantermos neste quadro e que, diante disso, restará à FAU a única opção de NÃO abrir turmas no próximo período e cancelar 2017. Em concomitância a tal sugestão, diversas solicitações vem sendo feitas à Reitoria, assim como o planejamento de ações de impacto para sinalizar à sociedade e ao Governo Federal o estado em que os cursos alojados no edifício JMM se encontram. Com relação à Reitoria, desde dezembro de 2016 a Direção aguarda respostas sobre a equipe técnica designada para acompanhamento e implantação das obras no edifício, a conclusão das obras emergenciais, o uso do dinheiro repassado para as obras emergenciais, a possibilidade de uso do quarto andar do edifício e demais posicionamentos que pretendem assegurar o retorno adequado às aulas, sem respostas até o momento.
Por esta razão, solicitamos mais uma vez todo o empenho da comunidade FAU na diligência e no esforço de finalizarmos o período de 2016 e trabalharmos, em conjunto, para a construção de uma luta de resgate da qualidade de nosso curso e de nossos espaços de aula no próximo período, UNIDOS numa decisão difícil, mas necessária.
Que estejamos fortes para este momento, se ele for necessário. A Direção se empenhará, como sempre, em caminhar lado a lado com toda a comunidade FAU.
Atenciosamente,
Direção FAU/UFRJ"


CARTÕES: FATURA DE 2016 SUPERA OS R$52 MILHÕES


BALANÇO

APESAR DO VALOR, É O MENOR GASTO COM CARTÕES DESDE 2006
Publicado: 07 de janeiro de 2017 às 00:00 - Atualizado às 01:38


É QUANTO FOI GASTO PELOS CARTÕES CORPORATIVOS DO GOVERNO EM 2016


Os gastos com os cartões corporativos do governo federal superaram os R$ 52 milhões no ano passado, segundo o Portal da Transparência, que ainda não contabiliza a fatura de dezembro a ser paga este mês. Seja pela crise nas contas públicas ou pela redução do uso, o valor é o menor desde 2006 quando ainda no governo Lula foram gastos pouco mais de R$ 33,3 milhões ao bel-prazer do portador, sem licitação. A informação é da coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
Presidência (R$ 13,7 milhões) e Ministério da Justiça (R$ 12,8 milhões) rivalizam na liderança. Planejamento é o terceiro com R$ 6,3 milhões.
Ministério dos Esportes usou míseros R$ 584,05. Orlando Silva, então ministro, ficou famoso em 2008 ao pagar tapioca de R$ 8,30 no cartão.
Dos R$ 26,5 milhões gastos pela Presidência e pela Justiça, R$ 25,9 milhões são sigilosos e quem paga a conta, você, não pode saber.


MINISTRO NÃO SABE O QUE DIZ SOBRE CRISE NO SISTEMA PENITENCIÁRIO


MINISTRO PODERIA TER ENVIADO AGENTES PENITENCIÁRIOS A RORAIMA
Publicado: 07 de janeiro de 2017 às 01:21 - Atualizado às 01:44


ALEXANDRE DE MORAIS: O MINISTRO ESTÁ PERDIDO E SEU GABINETE DESORGANIZADO. (FOTO: HELVIO ROMERO)

A cada entrevista que concede, o ministro Alexandre de Moraes (Justiça) parece não saber o que diz, e se especializa em descarregar bobagens diante das câmeras de televisão confiante na desinformação dos repórteres destacados para entrevistá-lo.
Nesta sexta-feira (6), ao comentar à mprte e esquetejamento de 31 presos em Roraima, Moraes poderia ter disponibilizado a Roraima os agentes penitenciarios federais de que dispõe, os melhores do País, quando o governo daquele Estado pediu ajuda, em 11 de novembro passado.
O ministro respondeu ao pedido de socorro de Roraima, em novembro, afirmando que não tinha como ajudar, mas agora diz que o governo do Estado não havia formalizado pedido. As declarações do ministro responsável pelas políticas de segurança pública demonstram que ele está perdido e seu gabinete completamente desorganizado.
Afirmações e recuos
Após afirmar que o Estado de Roraima não havia pedido ajuda do governo federal para controlar as rebeliões nos presídios estaduais, o ministro da Justiça recurou e admitiu que foi procurado pela governadora Suely Campos para tratar do assunto.
Em nota, o Ministério da Justiça afirmou que Moraes teve uma audiência com a governadora no dia 11 de novembro, e foi informado de que ela encaminharia ofícios solicitando o envio da Força Nacional para cuidar da "administração do sistema prisional".
O ministro, porém, disse à governadora que a Força Nacional não poderia atuar dentro dos presídios, somente se houvesse a "necessidade de auxiliar em eventual rebelião ou conter eventos subsequentes que gerem insegurança pública".
No ofício enviado ao ministro em novembro e que veio à público nesta sexta, a governadora de Roraima, porém, pede explicitamente "apoio" do governo federal "em virtude das proporções dos últimos acontecimentos do Sistema Prisional do Estado de Roraima".
O ministro, que iria a Boa Vista acompanhar a situação após o massacre que deixou 31 mortos na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, cancelou a viagem. Em nota, o Palácio do Planalto afirmou que a própria governadora havia afirmado que a situação estava sob controle e que não precisava de ajuda do governo federal neste momento.

Secretário pede demissão e Temer aceita após declaração polêmica


Filiado ao PMDB, Bruno Júlio afirmou que 'tinha era que matar mais' e 'tinha que fazer uma chacina por semana' nos penitenciárias e depois reafirmou declarações.


 O ex-secretário da Juventude, Bruno Júlio, ao lado de Michel Temer (Foto: Reprodução/Facebook)


O ex-secretário da Juventude, Bruno Júlio, ao lado de Michel Temer (Foto: Reprodução/Facebook)

O secretário nacional de Juventude, Bruno Júlio, pediu demissão após dar uma declaração polêmica sobre as chacinas nos presídios de Roraima e Manaus, informou a assessoria do Palácio do Planalto, e o pedido foi aceito pelo presidente da República, Michel Temer.
Bruno Júlio, que é filiado ao PMDB e havia sido nomeado para a secretaria em junho, afirmou que tinham que ter matado mais presos e que deveria haver uma chacina por semana - e reafirmou a declaração em sua página pessoal no Facebook, antes de pedir demissão.
O secretário da Juventude deu a declaração para a coluna do jornalista Ilimar Franco, do jornal "O Globo".
"Eu sou meio coxinha sobre isso. Sou filho de polícia, não é? Sou meio coxinha. Tinha era que matar mais. Tinha que fazer uma chacina por semana."

Diante da repercussão em torno da declaração, Bruno Júlio divulgou uma nota no perfil dele no Facebook (leia a íntegra ao final desta reportagem), na qual disse ter falado "como cidadão, em caráter pessoal".
"Está havendo uma valorização muito grande da morte de condenados, muito maior do que quando um bandido mata um pai de família que está saindo ou voltando do trabalho."
Entre domingo (1º) e segunda (2), 56 presos foram mortos em uma rebelião no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em Manaus. Nesta sexta (6), 31 presos foram mortos na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, em Boa Vista (a maior de Roraima).
"Isso que me deixa triste. Olha a repercussão que esse negócio do presídio teve e ninguém está se importando com as meninas que foram mortas em Campinas. Os que não têm nada a ver com nada que se explodam?".
"Os santinhos que estavam lá dentro que estupraram, mataram [chamam de] 'coitadinho', 'ai, meu Deus, eles não fizeram nada', 'foram [mortos] injustamente'... Para, gente!", continuou o secretário.
"Esse politicamente correto que está virando o Brasil está ficando muito chato."
Para o secretário, "é óbvio que tem que investigar" as mortes nas penitenciárias.
A Secretaria da Juventude é vinculada à Secretaria de Governo, e o salário do cargo é de R$ 13.974,20 por mês.
Licenciado da Juventude do PMDB, Bruno Júlio é filho do ex-deputado federal Cabo Júlio (PMDB), que, atualmente, ocupa uma cadeira de deputado na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

Agressão à mulher

Bruno Júlio é investigado por agredir a mulher em Belo Horizonte. Segundo a Polícia Civil mineira, ele foi acusado de lesão corporal pela ex-mulher e de assédio sexual por uma funcionária em outras duas investigações.
A denúncia de agressão foi feita pela companheira do secretário em abril, na 1ª Delegacia Especializada de Atendimento a Mulher, em Belo Horizonte.
Segundo a polícia, a vítima relatou que Bruno Júlio a puxou pelo cabelo e deu tapas em seu rosto. A investigação, coordenada pela delegada Ana Paula Balbino, não foi concluída.

Outras acusações

Em outro caso, registrado como lesão corporal, Bruno Júlio é suspeito de agredir com socos, tapas, chutes e puxões de cabelo a mulher com quem tinha uma união estável em março de 2014. À época, ela ainda relatou à polícia que foi ameaçada com uma faca porque o então companheiro não aceitava o fim do relacionamento.
Na ocasião, por meio de nota, ele confirmou que teve um relacionamento com a mulher, com quem teve uma filha.
O secretário informou ainda que a criança está sob sua guarda, o que, segundo ele, demonstra “ser prova mais do que suficiente da solidez do relacionamento” que tem com a ex-companheira. Bruno Júlio destacou ainda que sua “relação familiar sempre se pautou pelo respeito e confiança”.
Em novembro de 2015, o secretário foi acusado de assédio sexual por uma funcionária. Na denúncia, a mulher contou que era ameaçada de demissão caso não saísse com ele.
A vítima disse à polícia que era perturbada e constrangida pelo patrão com elogios e convites para acompanhá-lo em viagens. De acordo com a polícia, ela entregou à delegada mensagens das ameaças enviadas por celular pelo secretário.
Em nota, Bruno Júlio afirmou que a acusação de assédio é frágil e que a denúncia somente ocorreu depois de comunicada à funcionária sua exoneração. “Não passou de retaliação”, afirmou o secretário. Na nota, o secretário não se posicionou sobre a investigação em andamento.

Defesa sobre a declaração

Leia abaixo a íntegra da nota do secretário, publicada após a repercussão da declaração de hoje e antes de pedir demissão (e ter o pedido aceito):
Nota de esclarecimento
Hoje, terminada a entrevista com a jornalista Amanda Almeida, e falando como cidadão, em caráter pessoal, quando fui questionado sobre a nova chacina em Roraima, eu disse o seguinte:
1. Está havendo uma valorização muito grande da morte de condenados, muito maior do que quando um bandido mata um pai de família que está saindo ou voltando do trabalho.
2. Sou filho de policial e entendo o dilema diário de todas as família, quando meu pai saía de casa vivíamos a incerteza de saber se ele iria voltar, em razão do crescimento da violência.
3. O que eu quis dizer foi que, embora o presidiário também mereça respeito e consideração, temos que valorizar mais o combate à violência com mecanismos que o Estado não tem conseguido colocar a disposição da população plenamente.
Bruno Julio