segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Renan é denunciado ao STF por corrupção passiva e lavagem de dinheiro



Senador pode virar réu mais uma vez, agora dentro da Operação Lava Jato




POLÍTICA LAVA JATOHÁ 3 MINSPOR NOTÍCIAS AO MINUTO



O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou o senador Renan Calheiros ao Supremo Tribunal Federal, nesta segunda-feira, e corre risco de virar réu mais uma vez, agora dentro da Operação Lava Jato.


Ele é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro envolvendo contratos com a Petrobras.
Na semana passada, ele havia virado réu no STF por crime de peculato, que é a apropriação de recursos públicos. 
A denúncia chegou ao Supremo há quase quatro anos. A Procuradoria-Geral da República afirma que Renan Calheiros teve despesas de uma filha com a jornalista Mônica Veloso bancadas por uma empreiteira, a Mendes Júnior.
Na época do escândalo, em 2007, Renan renunciou ao cargo de presidente do Senado.

Quadrilhas 'esquentam' carros roubados com chassis do Exército

Edição do dia 11/12/2016
11/12/2016 23h46 - Atualizado em 11/12/2016 23h46

Bandidos clonavam números de chassis de veículos zero quilômetro usando informações a que apenas autoridades deveriam ter acesso.


Fantástico denuncia um esquema criminoso pra esquentar carros e caminhões roubados.
Os bandidos estão clonando números de chassis de veículos que nem foram emplacados ainda. Até caminhões do Exército Brasileiro estão sendo usados no golpe.
Para legalizar veículos roubados, os bandidos clonavam os números de chassis de veículos zero quilômetro usando informações a que apenas autoridades deveriam ter acesso.
O esquema só começou a ser descoberto depois de uma investigação solitária conduzida por um agricultor gaúcho, que teve o caminhão roubado. E a investigação terminou num galpão em Canguçu, no interior do Rio Grande do Sul.
O que chama a atenção no golpe descoberto pela polícia é a forma como esses carros eram clonados. Os bandidos copiavam o chassi de veículos militares, que não recebem placas dos departamentos estaduais de trânsito
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Sem saída: Temer pode perder aliados após delação da Odebrecht



Presidente precisa apaziguar os ânimos no Congresso, após delação premiada de Cláudio Melo Filho




POLÍTICA LAVA JATOHÁ 3 HORASPOR NOTÍCIAS AO MINUTO

O momento é realmente delicado para o presidente Michel Temer. Além de enfrentar manifestações Fora Temer, da crise econômica, o presidente precisa lidar com a repercussão da delação premiada do ex-vice presidente de Relações Institucionais da Odebrecht, Cláudio Melo Filho.


Segundo a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, não há mais meias-palavras nos corredores do Congresso Nacional. É hora de Michel Temer apaziguar os ânimos "ou corre sérios riscos de cair".
Pessoalmente, Temer não pode ser processado pelas 43 citações de Melo Filho, pois a Lei Brasileira determina que um presidente só pode responder a processos por crimes cometidos no mandato atual. A delação revela supostas irregularidades de 2014. O documento de 82 páginas cita 24 políticos com quem o presidente tem relações próximas, como o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha e o ex-ministro, Gedel Vieira Lima. Um baque forte para a cúpula do PMDB e para o próprio presidente.
É preciso considerar ainda que apenas parte do documento foi divulgado e ainda faltam mais 75 delações da 77 acordadas com executivos da Odebrecht, inclusive a do ex-presidente da empreiteira, Marcelo Odebrecht. Não bastasse a onda negativa, o Instituto Datafolha divulgou no fim de semana os índices de popularidade do Governo Temer. Segundo o El Pais, a avaliação péssimo/ruim passou de 31% para 51%, entre julho e dezembro. O número de eleitores que querem a renúncia do presidente e eleições diretas ainda neste ano já se iguala ao de Dilma Rousseff (PT) antes do impeachment, 63%.
O comentário geral é que o presidente é menos resiliente do que o presidente do Senado, Renan Calheiros. O que se fala é que a única saída seria uma reforma ministerial. E urgente. A colunista Natuza Nery acredita que a citação, na delação premiada de Melo Filho é o problema principal e talvez não consiga ser resolvido até o final do ano.
Nos bastidores do Palácio do Planalto, o clima é muito tenso: de acordo com o jornal O Globo, o governo tem medo que a repercussão da delação afete votações importantes no Congresso, como as medidas de ajuste fiscal, como a PEC do Teto. O presidente convocou reunião de emergência neste domingo. Entre os presentes, os principais ministros, incluindo Eliseu Padilha.


Mais de 10 mil civis fugiram dos bairros rebeldes de Aleppo em 24 horas



Exército sírio retomou, após duras batalhas, o principal distrito da cidade. Cerca de 150 mil civis fugiram de bairros rebeldes desde 15 de novembro.



Civis esperam do lado de fora de um centro de polícia para visitar parentes que precisaram deixar distritos no leste de Aleppo, na Síria  (Foto: Omar Sanadiki/ Reuters)
Civis esperam do lado de fora de um centro de polícia para visitar parentes que precisaram deixar distritos no leste de Aleppo, na Síria (Foto: Omar Sanadiki/ Reuters)


Mais de 10 mil civis fugiram dos bairros rebeldes da zona leste de Aleppo para áreas sob controle do governo nas últimas 24 horas, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).
Quase 150 mil civis fugiram dos bairros rebeldes desde 15 de novembro, dia em que o exército sírio iniciou uma grande ofensiva para reconquistar a totalidade de Aleppo, a segunda maior cidade da Síria, indicou o OSDH.
Em alguns bairros ainda sob controle dos insurgentes não há mais civis, afirmou o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahman.
Na madrugada desta segunda-feira (12), o exército sírio se apoderou após duras batalhas do distrito de Sheikh Saeed, o principal distrito da cidade. A retomada de território ocorreu após o Estado Islâmico voltar a tomar no domingo (11) a antiga cidade de Palmira, após a retirada das tropas do exército sírio.
O regime sírio domina agora mais de 90% do que era a zona rebelde de Aleppo desde a divisão da cidade em 2012.
Aleppo se transformou em uma das principais frentes da guerra civil síria, na qual já morreram mais de 300 mil pessoas.
O conflito provocou em cinco anos o deslocamento, interno ou para o exterior, de metade da população do país.

Estado Islâmico toma Palmira



Na primeira admissão oficial do governo de que Palmira havia sido retomada pelos militantes, o governador da província síria de Homs Talal Barazi, afirmou à TV Ikhbariyah que o exército se retirou da cidade diante do avanço dos combatentes do EI.
A retomada de Palmira pelos extremistas já tinha sido divulgada pelo Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH). "Apesar dos ataques aéreos, o Estado Islâmico reconquistou toda a cidade de Palmira depois que o exército [sírio] se retirou do sul da cidade", informou Rami Abdel Rahman, diretor da ONG.
Ao menos 120 integrantes das forças leais ao presidente sírio Bashar al-Assad morreram nos combates, acrescentou a ONG baseada em Londres.
A agência de notícias Amaq, do grupo radical, também havia divulgado a retomada total do controle da cidade.
Os radicais começaram as ofensivas contra Palmira na quinta-feira. Na manhã deste domingo, o grupo chegou a se retirar do local em função de violentos bombardeios da aviação russa que mataram diversos extremistas (a Rússia é aliada do governo sírio). Mas retomou o controle da cidade histórica mais tarde.
O Estado Islâmico tinha tomado o controle de Palmira em maio de 2015 e foi expulso pelo regime em março passado, com a ajuda da Rússia. Nos últimos dias, porém, o grupo radical retomou as ofensivas contra a cidade.
Durante a ocupação da chamada "pérola" do deserto sírio, o grupo extremista destruiu vários artefatos históricos.

Diretora do FMI é julgada na França por suposta 'negligência'

Suposta negligência teria originado um importante desvio de dinheiro público quando era ministra da Economia. Julgamento começa nesta segunda (12).


Diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde. (Foto: AFP)
Diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde. (Foto: AFP)

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, será julgada a partir desta segunda-feira (12) na França por uma suposta negligência que originou um importante desvio de dinheiro público quando era ministra da Economia.
Lagarde pode ser condenada a até um ano de prisão e a pagar multa de 15.000 euros.
O julgamento deve prosseguir até 20 de dezembro.
"Tentei fazer meu trabalho o melhor possível dentro dos limites do que sabia", disse Lagarde, 60 anos, em uma entrevista exibida na televisão no domingo à noite.
"A negligência é um delito não intencional. Penso que todos somos um pouco negligentes em alguma parte da vida", completou.
A diretora-gerente do FMI será julgada por uma jurisdição excepcional, a Corte de Justiça da República (CJR), criada com o propósito de julgar os ministros e ex-ministros por delitos cometidos no exercícios de suas funções.
Desde que foi criada em 1993, a CJR condenou três membros do governo. No início do mês, a justiça francesa condenou o ex-ministro da Fazenda do presidente socialista François Hollande, Jérôme Cahuzac, por fraude fiscal e lavagem de dinheiro.
Lagarde, ex-ministra da Economia da França (2007-2011) durante a presidência de Nicolas Sarkozy, é acusada de "negligência" na gestão de um caso que envolve o empresário e ex-ministro socialista Bernard Tapie.
Este último considerava ter sido prejudicado pelo banco público Crédit Lyonnais durante a venda da marca esportiva Adidas em 1994.
Christine Lagarde sempre afirmou que atuou de "boa fé" e sua defesa anunciou que solicitará o adiamento do julgamento.
Para resolver a disputa judicial iniciada por Tapie contra o banco, o ministério da Economia optou em 2007, contra o critério de um órgão consultivo, por recorrer a uma arbitragem privada.


Em 2008, os três juízes arbitrais concederam a Tapie uma indenização de 404 milhões de euros, procedentes de fundos públicos.
Mas a justiça civil anulou a sentença arbitral no início de 2015, por considerar que ocorreu uma fraude. Tapie foi condenado a devolver os 404 milhões de euros.
A justiça francesa acusa Lagarde por "negligência e precipitação" no caso, que "privou o Estado de uma oportunidade de evitar o desvio dos fundos".
Em sua alegação, ela afirma que o recurso da arbitragem foi preparado antes de sua entrada no governo e que não tinha relações pessoais com os personagens do caso.
De fato, Lagarde não atuou na escolha, muito polêmica, dos árbitros.
Lagarde, que foi reconduzida este ano para o comando do FMI, informou que tiraria uma licença da instituição durante o julgamento.





Mais de 9.000 aderem ao plano de aposentadoria incentivada do BB





Número representa pouco menos da metade dos funcionários que tinham condições para se aposentar. Redução de gastos deverá ser de R$ 2,3 bilhões em 2017.


O banco do Brasil informou nesta segunda-feira (12) que 9.409 funcionários aderiram ao Plano de Aposentadoria Incentivada, encerrado na sexta-feira (9). De acordo com o banco, no total, 18 mil funcionários tinham condições para se aposentar.
Segundo a instituição, as despesas com o desligamento dos funcionários devem somar R$ 1,4 bilhão em 2016. No entanto, em 2017, haverá uma redução nos gastos de pessoal da ordem de R$ 2,3 bilhões.



Agência do Banco do Brasil no centro do Rio de Janeiro. (Foto: REUTERS/Pilar Olivares )

Agência do Banco do Brasil no centro do Rio de Janeiro. (Foto: REUTERS/Pilar Olivares )Agência do Banco do Brasil no centro do Rio de Janeiro. (Foto: REUTERS/Pilar Olivares )

No final de novembro, o Conselho de Administração do Banco do Brasil aprovou um conjunto de medidas de reorganização institucional, que será implementado ao longo do próximo ano, que prevê o fechamento de agências e um plano de extraordinário de aposentadoria incentivada.
Após a reorganização da rede de atendimento, 379 agências serão transformadas em postos de atendimento e 402 serão desativadas, disse o banco, acrescentando que as mudanças não vão comprometer a presença da instituição nos municípios em que atua.
"A economia anual com despesas administrativas, exceto pessoal, é estimada em R$ 750 milhões, sendo R$ 450 milhões decorrentes da nova estrutura organizacional e R$ 300 milhões da redução de gastos com transporte de valores, segurança, locação e condomínios, manutenção de imóveis, entre outras", disse o banco.

Aposentadoria incentivada

Na ocasião, também foi aprovado um plano de aposentadoria incentivada. Para incentivar a adesão, o banco vai oferecer valor correspondente a 12 salários, além de indenização por tempo de serviço, que varia de 1 a 3 salários, dependendo do tempo de empresa. 

O BB também vai oferecer redução de jornada de 8 para 6 horas diárias a 6 mil assessores da direção geral e superintendências, com objetivo de diminuir em 16,25% o salário médio.
Simultaneamente ao processo de redução de agências, o banco pretende abrir 255 unidades de atendimento digital em 2017. Com isso, o banco espera elevar dos atuais 1,3 milhão para 4 milhões o número de clientes atendidos por esse canal até o fim do ano que vem.







Temer discute pacote econômico para amenizar desgaste do governo



Presidente convocou aliados para reunião na noite deste domingo. Governo terá de lidar com delação de ex-executivo da Odebrecht e baixa popularidade.



Temer reúne aliados e tenta acertar pacote econômico após delação

O presidente Michel Temer convocou aliados na noite deste domingo (12) para uma reunião em que discutiu estratégias para amenizar o desgaste do governo após terem se tornado públicas informações prestadas pelo ex-executivo da Odebrecht Cláudio Melo Filho em acordo de delação premiada. Segundo aliados, Temer prepara um pacote de medidas para reanimar a economia.
Cláudio Melo citou 51 políticos de 11 partidos que teriam recebido dinheiro da empresa, em forma de caixa dois ou doações registradas na Justiça. Entre eles, estão políticos influentes dentro do governo, como os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco. Segundo o delator, Temer, quando era vice-presidente, chegou a pedir pessoalmente dinheiro para a empreiteira.
Os convocados para a reunião no Palácio do Jaburu, onde mora o presidente, começaram a chegar no fim da tarde de domingo. Primeiro foi o secretário Moreira Franco. Pouco depois chegou o líder do PSD na Câmara, Rogério Rosso (PSD), que levou o sogro junto.
Também estiveram presentes o ministro chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, e o líder do PSDB na Câmara, Antônio Imbassahy, que voltou a ser cotado para assumir a coordenação política do governo.
Na saída, Rogério Rosso disse que o presidente Temer está tranquilo e sereno e que o governo está finalizando o pacote de medidas econômicas para ser divulgado ainda esta semana. São medidas de curtíssimo prazo para incentivar a geração de empregos e a produtividade das empresas.
Segundo Rosso, o Temer garantiu que nada vai fazê-lo perder o foco do ajuste fiscal. O líder do PSD falou também que Temer disse a ele que confia muito nas instituições e na independência dos poderes.
"A prioridade do governo do presidente Temer de fato é o ajuste fiscal, a recuperação da economia, a retomada dos investimentos", afirmou o deputado.


Ainda segundo Rosso, Temer pretende reunir líderes dos partidos na Câmara para falar da importância de aprovar a reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça. O presidente deverá concentrar esforços também na aprovação da proposta que limita os gastos públicos no plenário do Senado. A sessão, no Senado, está marcada para esta terça-feira.
Depois da reunião, Temer foi a um jantar na residência oficial do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. O teve ainda outros deputados da base aliada.