Um míssil atingiu um salão no sul da capital, Sanaa, onde estava sendo realizado o funeral do pai do ministro do Interior iemenita, Jalal al-Roweishan
MUNDOIÊMENHÁ 18 HORAS POR NOTÍCIAS AO MINUTO
As autoridades iemenitas informaram que o ataque aéreo realizado pela coalizão saudita em um funeral na cidade de Sanaa neste sábado deixou pelo menos 82 mortos e 584 feridos.
De acordo com fontes locais, um míssil atingiu um salão no sul da capital, Sanaa, onde estava sendo realizado o funeral do pai do ministro do Interior iemenita, Jalal al-Roweishan, destruindo o prédio. Ainda não está claro se o ministro se encontrava no velório.
A coalizão saudita não comentou o episódio.
Testemunhas afirmaram ter visto inúmeras ambulâncias se dirigindo ao local da explosão, em meio a uma grande nuvem de fumaça. Médicos disseram que há muitos mutilados e corpos carbonizados. Com informações do Sputnik Brasil.
A. J. Vilela é acusado de devastar área do tamanho de Belo Horizonte. Quadrilha chefiada por ele agia como se a Amazônia fosse território livre.
O Ministério Público prepara uma nova denúncia para manter preso o maior desmatador da Amazônia.
A quadrilha praticava crimes como se a Amazônia fosse território livre. Sem dono.
Antônio Junqueira Vilela, o A. J. Vilela, apontado pelo Ministério Público como o chefe da quadrilha, escolhia em um sobrevoo qual parte da floresta iria virar fazenda.
“Ele possuía aeronave e sobrevoava as áreas com o intuito de desmatá-las”, disse o delegado Yuri de Oliveira, chefe do Departamento de Polícia Federal em Altamira, no Pará.
A partir daí, se via uma sucessão de crimes envolvendo ao menos 28 pessoas. Capangas aliciavam pessoas humildes para trabalhar em regime de escravidão.
A Polícia Federal desmantelou acampamentos e gravou uma conversa entre A. J. Vilela e um aliciador que mostra como os trabalhadores eram tratados.
Aliciador: É que ele tá lá, A. J., desde o dia 12 do mês passado trabalhando desde quatro da manhã até seis da tarde, sete... A. J.: “Tá um mês lá, 30 dias? Aliciador: Tá um mês lá, cara.
Assim que eram retiradas as madeiras de maior valor, a quadrilha amarrava correntes em tratores para derrubar o que sobrava.
A. J. Vilela se dava ao luxo de acompanhar por satélite o cumprimento da ordem de pôr fogo na mata para limpar o terreno.
Funcionário: “Cê” tem acompanhado pelo satélite, né. A. J.: Tenho. Eu, pelo menos, não vi fogo lá não.
A quadrilha tinha informações privilegiadas sobre operações do Ibama.
Aliciador 1: O A. J. foi lá no serviço, lá, e mandou os meninos parar uns três, quatro dias. Parece que vai vir um pessoal do Ibama aqui. Aliciador 2: Sei.
Depois que a área é completamente desmatada, o último estágio do golpe da quadrilha é colocar gado na terra. Quase sempre da raça nelore, para parecer que a ocupação é antiga, numa tentativa de dar legalidade ao crime.
Tudo pronto para fazer negócio.
“Se a pessoa não tinha dinheiro pra arrendar a terra, ela poderia fazer o pagamento com soja, com gado”, explicou o delegado Yuri de Oliveira.
O Ibama acusa A. J. Villela de ser o maior desmatador da Amazônia, responsável por derrubar uma área do tamanho de Belo Horizonte.
Só a Operação Rios Voadores comprovou o desmatamento equivalente a 14 mil campos de futebol entre 2012 e 2014.
O que mais surpreendeu o Ministério Público foi a ousadia da quadrilha. Antonio Junqueira Vilela continuou desmatando a floresta, cercando a terra pública como se fosse dele, mesmo depois de receber multas do Ibama que ultrapassaram os R$ 200 milhões.
J. Vilela só parou de agir depois de ir para a penitenciária de Tremembé, em São Paulo, onde continua preso.
Além dos crimes ligados ao desmatamento, ele responde a processo por tentativa de homicídio. Ele e capangas são acusados de atirar contra uma trabalhadora rural.
A Polícia Federal gravou uma conversa em que o advogado de A. J. Vilela manda que ele suma com as armas do crime.
Advogado: Que pode sair uma temporária em cima deles, ou até mesmo uma prisão em flagrante deles. A. J.: Tá bom. Advogado: E as ferramentas você some com elas de lá.
Para a Polícia Federal, ferramentas é como se referem às armas.
Ana Luiza Vilela Viacava, irmã de A. J., e o marido dela, Ricardo Viacava, também foram presos sob a acusação de lavar o dinheiro do esquema. A quadrilha teria movimentado quase R$ 2 bilhões entre 2012 e 2015.
O Ministério Público deve apresentar uma nova denúncia contra a quadrilha na semana que vem, centrada principalmente na falsificação de documentos. O MP quer manter A. J. preso.
“Ele continuava agindo e procedendo ao processo de consolidação das áreas desmatadas anteriormente. Então, na visão do Ministério Público Federal, é necessária ainda a sua custódia cautelar", disse o procurador Higor Pessoa.
A defesa de A. J. Vilela nega as acusações e afirma que ele jamais comandou qualquer organização criminosa.
Diz ainda que a divulgação da conversa é ilegal e que vai pedir a anulação do áudio na Justiça.
A defesa da irmã e do cunhado dele disse que os dois não têm relação com irregularidades e que a inocência será provada durante o processo .
Operação sigilosa feita em 2014 teve como alvo o Itaquerão, palco da abertura da Copa do Mundo no Brasil
BRASILINVESTIGAÇÃOHÁ 1 HORA POR NOTÍCIAS AO MINUTO
A Caixa Econômica Federal fez um repasse sigiloso para cobrir um rombo orçamentário na construção da Arena do Corinthians, local de abertura da Copa do Mundo no Brasil. Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, a operação foi realizada em 2014, antes do Mundial.
O montante, gasto pela empreiteira na construção do Itaquerão, não tem prazo para ser devolvido. Para auxiliar a empresa a recuperar o montante, o banco estatal comprou debêntures emitidas pela empreiteira no valor de R$ 350 milhões.
Os chamados debêntures são títulos de créditos lançados ao mercado para obter recursos, o que, na prática, funciona com um empréstimo. A empreiteira teria de devolver o montante ao banco com juros.
A Odebrecht foi contratada pelo Corinthians em 2011 para construir o estádio. Pelo planos, um financiamento de R$ 400 milhões do BNDES seria utilizado em parte da obra. Outros R$ 420 milhões seriam obtidos por meio de créditos da Prefeitura de São Paulo.
O financiamento via BNDES, intermediado pela Caixa, saiu em março de 2014. No entanto, uma ação judicial questionou o benefício municipal, o que espantou empresários interessados em comprar os créditos da prefeitura.
O ex-presidente da empreiteira, Marcelo Odebrecht, teria atuado diretamente para agilizar o empréstimo da Caixa, fazendo pressão para que o dinheiro fosse liberado. Preso há um ano e quatro meses após investigação da Operação Lava Jato, ele foi condenado a 19 anos de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.
Procurado, o ex-presidente do Corinthians e deputado federal Andrés Sanchez (PT-SP) disse à reportagem que não comentaria sobre o assunto porque o negócio foi fechado entre a Caixa e a Odebrecht, sem interferência do clube de futebol.
Pedro Passos Coelho, primeiro-ministro de Portugal entre 2011 e 2015, fez críticas à ex-presidente
POLÍTICACRÍTICASHÁ 42 MINS POR NOTÍCIAS AO MINUTO
O ex-primeiro-ministro de Portugal Pedro Passos Coelho criticou a ex-presidente Dilma Rousseff em depoimento ao jornalista português José António Saraiva, autor do livro "Eu e os políticos".
Na obra, Saraiva revela a intimidade de alguns dos principais líderes de Portugal. Coelho teria descrito Dilma como uma mulher "presunçosa, arrogante, desagradável, roçando a má educação".
A informação foi revelada pela coluna do jornalista Ancelmo Gois, do jornal O Globo, deste domingo (9).
O juiz federal Sergio Moro não quebrou o sigilo telefônico apenas de Roberto Teixeira, advogado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas também do telefone central da sede do escritório dele, o Teixeira, Martinse Advogados, que fica em São Paulo. Com isso, conversas de todos os 25 advogados da banca com pelo menos 300 clientes foram grampeadas, além de telefonemas de empregados e estagiários da banca.
A interceptação do número foi conseguida com uma dissimulação do Ministério Público Federal. No pedido de quebra de sigilo de telefones ligados a Lula, os procuradores da República incluíram o número do Teixeira, Martins e Advogados como se fosse da Lils Palestras, Eventos e Publicações, empresa de palestras do ex-presidente.
E Moro autorizou essa escuta por entender que ela poderia “melhor esclarecer a relação do ex-Presidente com as empreiteiras [Odebrecht e OAS] e os motivos da aparente ocultação de patrimônio e dos benefícios custeados pelas empreiteiras em relação aos dois imóveis [o triplex no Guarujá (SP) e o sítio em Atibaia (SP)]”.
Sergio Moro autorizou grampo em telefone central de escritório, que foi colocado em pedido do MPF junto de números de empresa de palestras do ex-presidente Lula. Reprodução
Procurados pela ConJur, os membros da força-tarefa da operação “lava jato” afirmaram que o telefone do Teixeira, Martins foi incluído no pedido por constar no site "FoneEmpresas" como sendo da Lils. Além disso, os membros do MPF ressaltam que Moro autorizou a interceptação. Uma busca pelo número de telefone no Google, no entanto, já traz em seus primeiros resultados o escritório de advocacia.
Os procuradores também argumentam que não juntaram transcrições das escutas do telefone central do escritório nos autos do processo — constando no relatório os registros das ligações envolvendo o número.
Celular rastreado Sete dias depois de autorizar o grampo no escritório, o juiz da operação “lava jato” acrescentou ao grupo dos aparelhos monitorados o celular de Roberto Teixeira, conhecido por defender o líder do PT desde os anos 1980. “Não identifiquei com clareza relação cliente/advogado a ser preservada entre o ex-presidente e referida pessoa [Roberto Teixeira]”, diz Moro, em seu despacho.
Na decisão, ele ainda apontou que “há indícios do envolvimento direto” de Teixeira na aquisição do sítio em Atibaia (SP), que é alvo de investigações, “com aparente utilização de pessoas interpostas”, e se justificou: “Se o próprio advogado se envolve em práticas ilícitas, o que é objeto da investigação, não há imunidade à investigação ou à interceptação”.
A inviolabilidade da comunicação entre advogado e cliente está prevista no artigo 7º do Estatuto da Advocacia (Lei 8.906/1994). Segundo a norma, é um direito do advogado “a inviolabilidade de seu escritório ou local de trabalho, bem como de seus instrumentos de trabalho, de sua correspondência escrita, eletrônica, telefônica e telemática, desde que relativas ao exercício da advocacia”.
Porém, essas autorizações de interceptação de Sergio Moro mostram, segundo Roberto Teixeira e seu sócio, Cristiano Zanin Martins, que ele não respeita a defesa e o trabalho dos advogados. Para eles, o juiz “se utiliza do Direito Penal do Inimigo, privando a parte do ‘fair trial’, ou seja, do julgamento justo”.
E mais: o monitoramento do celular de Teixeira, conforme os representantes de Lula, “significa que a intenção do juiz e dos membros do Ministério Público foi a de monitorar os atos e a estratégia de defesa do ex-presidente, configurando um grave atentado às garantias constitucionais da inviolabilidade das comunicações telefônicas e da ampla defesa”.
Um exemplo disso é a interceptação da ligação que o petista fez para Teixeira no momento em que policiais federais foram à sua casa no dia 4 de março para conduzi-lo coercitivamente para depor. Assim, Moro e os membros do MPF e da PF já sabiam de antemão qual seria a estratégia de defesa que Lula usaria no interrogatório conduzido pelo delegado Luciano Flores de Lima.
Na visão de Zanin Martins e Teixeira, a justificativa do juiz federal para grampear o telefone do advogado — o fato de ele ter assessorado Jonas Suassuna e Fernando Bittar na aquisição do sítio de Atibaia — é a maior prova de que ele foi interceptado “por exercer atos privativos da advocacia — o assessoramento jurídico de clientes na aquisição de propriedade imobiliária — e não pela suspeita da prática de qualquer crime”.
Os dois profissionais lembram que essa não foi a primeira vez que Sergio Moro praticou um “ato de arbitrariedade” contra advogados. Para exemplificaram, eles destacaram que, no julgamento do Habeas Corpus 95.518, pelo Supremo Tribunal Federal, existem registros de que o juiz monitorou ilegalmente representantes dos acusados, “e por isso foi seriamente advertido pelos Ministros daquela Corte em 28.05.2013”.
Os sócios do escritório ainda alegaram que o fato de Sergio Moro atuar em um só caso, e com “pretensa jurisdição universal”, viola o devido processo legal e todas as garantias a ele inerentes.
Pedido à OAB Roberto Teixeira e Cristiano Zanin Martins pediram que as seccionais de São Paulo e do Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil tomem “todas as providências cabíveis em relação a esse grave atentado ao Estado Democrático de Direito”.
Nas petições a essas instituições, eles argumentaram que “não se pode cogitar de erro” no fato de o MPF ter pedido – e Moro autorizado – a quebra do sigilo do telefone central da banca como se ele fosse da empresa Lils. Isso porque durante os quase 30 dias da interceptação, foram ouvidas diversas gravações que já começavam com a identificação do escritório de advocacia.
Marcos da Costa determinou que sejam tomadas as “medidas necessárias para proteção e defesa das prerrogativas". OAB-SP
Cristiano Zanin Martins ainda ressaltou que espera que esses pedidos sejam encaminhados ao Conselho Nacional de Justiça, que pode tomar providências disciplinares contra Moro. O presidente da OAB-SP, Marcos da Costa, deferiu o pedido e determinou que sejam tomadas as “medidas necessárias para proteção e defesa das prerrogativas dos advogados”. O processo já foi autuado. Para o presidente da Comissão de Prerrogativas da entidade, Cid Vieira, é preciso tomar medidas enérgicas para que o Estado Democrático de Direito continue inabalável.
Entidades criticam A OAB-RJ não perdeu tempo e já manifestou seu repúdio à decisão de Sergio Moro que autorizou as escutas do escritório. “Tal expediente, além de violar frontal e inequivocamente prerrogativa do advogado acerca da inviolabilidade telefônica quando inerente ao exercício da advocacia (artigo 7º, inciso II, da Lei 8.906/94), atenta gravemente contra as bases do Estado Democrático de Direito”.
Em nota, a Comissão de Prerrogativas da entidade disse que a ordem do juiz federal “representa vertente da lamentável tentativa de criminalização do exercício da advocacia”, e que trata o advogado como se fosse seu cliente.
O Movimento de Defesa da Advocacia, por sua vez, declarou que, em um Estado Democrático, não se pode admitir “qualquer relativização dos Direitos consagrados no artigo 7º da Lei 8.906/94, inclusive a inviolabilidade de correspondência telefônica, independentemente do fim a que se presta”.
Ataques de especialistas Advogados como Wadih Damous, que também é deputado federal (PT-RJ), Alberto Zacharias Toron, Pedro Serrano e Fernando Fernandes tambémcriticaram os grampos das conversas entre Lula e Teixeira, apontando que isso fere a inviolabilidade da comunicação entre advogado e cliente prevista no artigo 7º do Estatuto da Advocacia.
Segundo eles, a medida viola a Constituição e a Lei de Interceptações Telefônicas (Lei 9.296/1996), e ameaça o Estado Democrático de Direito.
Clique aqui para ler a decisão em que Moro determina a quebra do sigilo telefônico do escritório Teixeira, Martins.
Clique aqui para ler a decisão que determina a quebra do sigilo telefônico do advogado Roberto Teixeira.
Clique aqui para ler a petição de Roberto Teixeira e Cristiano Zanin Martins à OAB-SP.
Leia a nota do Teixeira, Martins e Advogados:
“Nota à sociedade
Tomamos conhecimento na data de ontem (16/03/2016) de que o Juiz Federal Sérgio Moro, acolhendo pedido de Procuradores da República da Força Tarefa Lava Jato, autorizou nos autos do Processo nº 98.2016.4.04.7000/PR, a realização de interceptação do telefone celular do advogado Roberto Teixeira.
O advogado Roberto Teixeira funciona naquele processo e em outros procedimentos a ele relacionados como advogado do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fato público e notório e comprovado por meio de procuração juntada aos autos e pelo acompanhamento pessoal de atos processuais. Isso significa que a intenção do juiz e dos membros do Ministério Púbico foi a de monitorar os atos e a estratégia de defesa do ex-Presidente, configurando um grave atentado às garantias constitucionais da inviolabilidade das comunicações telefônicas e da ampla defesa e, ainda, clara afronta à inviolabilidade telefônica garantia pelo artigo 7º, inciso II, do Estatuto do Advogado (Lei nº 8.906/1994).
Cite-se, como exemplo disso, a conversa telefônica mantida entre o advogado Roberto Teixeira e o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva no momento em que este último foi surpreendido, no dia 04/03/2016, pela arbitrária condução coercitiva determinada pelo próprio Juiz Federal Sérgio Moro. Toda a conversa mantida entre advogado e cliente e a estratégia de defesa transmitida naquela oportunidade estava sendo monitorada e acompanhada por Moro e pela Polícia Federal, responsável pela condução do depoimento.
A justificativa do juiz Moro lançada no processo para grampear o advogado foi a seguinte: “O advogado Roberto Teixeira, pessoa notoriamente próxima a Luis (sic) Inácio Lula da Silva, representou Jonas Suassuna e Fernando Bittar na aquisição do sítio de Atibaia, inclusive minutando as escrituras e recolhendo as assinaturas no escritório de advocacia dele”. Essa afirmação é a maior prova de que Roberto Teixeira foi interceptado por exercer atos privativos da advocacia — o assessoramento jurídico de clientes na aquisição de propriedade imobiliária — e não pela suspeita da prática de qualquer crime.
Moro foi além. Afora esse grampo ostensivo no celular de Roberto Teixeira, também foi determinada a interceptação do telefone central do escritório Teixeira, Martins e Advogados, gravando conversas dos advogados Roberto Teixeira e Cristiano Zanin Martins e de outros membros que igualmente participam da defesa do ex-Presidente Lula e de seus familiares — inclusive no processo sob a presidência do Juiz Moro. O grampo do telefone central do escritório foi feito de forma dissimulada, pois o juiz incluiu o número correspondente no rol de telefones que supostamente seriam da empresa LILS Palestras, Eventos e Publicações Ltda., que tem como acionista o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A estratégia do juiz Sérgio Moro e dos membros da Força Tarefa Lava Jato resultou no monitoramento telefônico ilegal de 25 advogados que integram o escritório Teixeira, Martins & Advogados, fato sucedido com a também ilegal divulgação das conversas gravadas nos autos do processo, juntamente com a divulgação de outras interceptações ilegais.
Não é a primeira vez que o Juiz Moro protagoniza um ato de arbitrariedade contra advogados constituídos para assistir partes de processos por ele presididos. Por exemplo, no julgamento do HC 95.518/PR, pelo Supremo Tribunal Federal, há registros de que o juiz Moro monitorou ilegalmente advogados e por isso foi seriamente advertido pelos Ministros daquela Corte em 28.05.2013.
O Juiz Sérgio Moro se utiliza do Direito penal do inimigo, privando a parte do “fair trail”, ou seja, do julgamento justo. Não existe a imprescindível equidistância das partes e tampouco o respeito à defesa e ao trabalho dos advogados.
Atenta contra o devido processo legal e a todas as garantias a ele inerentes o fato de Moro haver se tornado juiz de um só caso, conforme resoluções emitidas pelo Tribunal Regional Federal da 4ª. Região e atuar com pretensa jurisdição universal, atropelando até mesmo o sagrado direito de defesa.
Além das medidas correcionais e judiciais cabíveis, o assunto será levado à Ordem dos Advogados do Brasil para que, na condição de representante da sociedade civil, possa também intervir e se posicionar em relação a esse grave atentado ao Estado Democrático de Direito.
Roberto Teixeira e Cristiano Zanin Martins”
Leia a resposta do MPF:
"(1) Conforme consta na petição, o telefone foi obtido por fonte aberta na internet, como vinculado à LILS PALESTRAS (link: http://www.foneempresas.com/telefone/empresa/telefone-de-l-i-l-s-palestras-eventos-e-publicacoes-ltda/13427330000100), cuja quebra foi deferida pelo juízo.
(2) Nos relatórios juntados aos autos, não constam transcrições de diálogos do referido número como alvo.
(3) No entanto, constam no relatório ligações em que telefones de alvos mantiveram conversas com terceiros que utilizaram o referido número.
(4) Quanto ao referido escritório, cumpre rememorar ainda o quanto posto pelo Juízo na decisão proferida nos autos da interceptação, o que revela que Roberto Teixeira é investigado: 'Rigorosamente, ele não consta no processo da busca e apreensão 5006617-29.2016.4.04.7000 entre os defensores cadastrados no processo do ex-Presidente. Além disso, como fundamentado na decisão de 24/02/2016 na busca e apreensão (evento 4), há indícios do envolvimento direto de Roberto Teixeira na aquisição do Sítio em Atibaia do ex-Presidente, com aparente utilização de pessoas interpostas. Então ele é investigado e não propriamente advogado. Se o próprio advogado se envolve em práticas ilícitas, o que é objeto da investigação, não há imunidade à investigação ou à interceptação.'
(5) Além de tudo isso, no evento 42 dos autos 5006205-98.2016.4.04.7000, Roberto Teixeira se tornou alvo da medida tendo sido diretamente interceptado e investigado em razão da existência de evidências de seu provável envolvimento em crime, o que torna a reclamação inócua."
Leia a nota da OAB-RJ:
“NOTA OFICIAL
A Comissão de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção do Estado do Rio de Janeiro (OAB/RJ), a partir de posicionamento conjunto do Presidente Luciano Bandeira e do Vice-presidente Diogo Tebet, vem pela presente manifestar total repúdio à decisão emanada pelo Juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba, determinando a interceptação telefônica dos advogados Cristiano Martins e Roberto Teixeira, a pedido da Polícia Federal.
Tal expediente, além de violar frontal e inequivocamente prerrogativa do advogado acerca da inviolabilidade telefônica quando inerente ao exercício da advocacia (art. 7º, inciso II, da Lei 8.906/94), atenta gravemente contra as bases do Estado Democrático de Direito.
Segundo disposição constitucional, a advocacia é função essencial à administração da Justiça (art. 133, da CF), sendo o advogado inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão.
A decisão em comento representa vertente da lamentável tentativa de criminalização do exercício da advocacia, operando indevida e reprovável confusão entre a figura do cliente e de seu patrono, merecendo, portanto, veemente repúdio.
A Comissão de Prerrogativas da OAB/RJ prestará assistência aos advogados que mantém inscrição nos quadros da Seccional do Rio de Janeiro”.
Leia a nota do Movimento de Defesa da Advocacia:
“Manifestação do Movimento de Defesa da Advocacia
Diante dos gravíssimos fatos noticiados na data de ontem, o Movimento de Defesa da Advocacia (MDA) manifesta sua enorme inquietude com a estabilidade das mais essenciais instituições políticas e jurídicas do país. Ninguém pode colocar-se à margem da Lei, inclusive integrantes dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
A inobservância do princípio da moralidade pública deve receber o veemente repúdio da sociedade. Os fatos devem ser devidamente investigados, e os culpados, punidos na forma da Lei.
O MDA, ademais, também repudia qualquer forma ou tentativa de violação das prerrogativas profissionais do advogado. Não se pode admitir, no âmbito do Estado Democrático, qualquer relativização dos Direitos consagrados no art. 7º da Lei 8.906/94, inclusive a inviolabilidade de correspondência telefônica, independentemente do fim a que se presta.
Rodrigo R. Monteiro de Castro
Diretor Presidente – Movimento de Defesa da Advocacia”
Com 17 pessoas denunciadas à Justiça, promotores do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e policiais civis miram mais profissionais de saúde envolvidos na Máfia das próteses. Há indícios de que mais de 50 especialistas, entre neurocirurgiões, ortopedistas e cirurgiões buco-maxilo-facial, estão envolvidos no esquema de fraude em cirurgias. As suspeitas estão baseadas em denúncias e em algumas evidências que fazem parte da estratégia de investigação. Após a segunda fase da Operação Mister Hyde, quatro possíveis vítimas procuraram a Delegacia de Combate ao Crime Organizado (Deco) entre quinta-feira e ontem para prestar depoimentos sobre os procedimentos cirúrgicos feitos no Hospital Daher, no Lago Sul, alvo da ação. A polícia também recebeu uma denúncia anônima.
Os envolvidos na organização que pode ter movimentado R$ 30 milhões participavam do esquema em diversos níveis. Por isso, a responsabilidade de cada um varia conforme a gravidade e o comprometimento na divisão das tarefas. Investigadores garantem que novas fases podem ser desencadeadas. “Não é mais a ponta do iceberg, porque temos um desenvolvimento razoável, mas a atuação desse esquema ainda não foi esgotada e há expectativa de novas ações. Existem algumas características da atuação desse grupo, com envolvimento de empresas e médicos”, explicou o titular da Deco, Luiz Henrique Sampaio.
Até agora estão identificados quatro grupos, todos eles com a participação de empresas e médicos. No primeiro, estavam profissionais que encaminhavam pacientes para cirurgias desnecessárias. Em outro, especialistas e companhias que trocavam os equipamentos — no protocolo de operação, por exemplo, eles descreviam o uso de uma prótese ou órtese de um determinado padrão, mas as substituíam por materiais inferiores. No terceiro segmento, havia profissionais que acrescentavam equipamentos para que a cirurgia rendesse mais. E, no último, aparecem as pessoas que agiam na recompensa com o pagamento de propina aos envolvidos.
Entre as fraudes, a Polícia Civil investiga estelionato, crime contra a saúde pública e organização criminosa. “Prisões são adequadas para médicos e empresários que estão praticando os crimes mais graves, como troca de equipamentos, substituição por inferiores e indicação de cirurgias sem necessidade”, destacou o delegado. Durante a ação no Hospital Daher, na quinta-feira, os investigadores encontraram, ainda, um consultório usado como sala de cirurgia clandestina. Em nota, a unidade de saúde informou estar “colaborando com as solicitações realizadas”.
Armas
Nas buscas realizadas na casa do dono do Hospital Daher, José Carlos Daher, 71 anos, policiais civis encontraram oito armas, entre espingardas, carabinas e um revólver. Sete delas tinham documentação. Mas uma, modelo Colt 45, de uso restrito, estava em situação irregular. Por esse motivo, o médico e empresário foi preso, mas a Justiça acatou o pedido dos advogados e, na madrugada de ontem, determinou a soltura por causa da idade. O cirurgião plástico não tinha a documentação da pistola, que ganhou de presente do ex-sogro.
O presidente apresentou aos venezuelanos uma estátua de Chávez feita por um artista plástico russo e afirmou que os vencedores do prêmio ganharão uma réplica em miniatura da estátua.
O presidente venezuelano Nicolás Maduro decidiu criar um prêmio alternativo ao Nobel da Paz, que premiou nesta sexta-feira (7) o presidente da Colômbia Juan Manuel Santos.
Segundo informações da Veja, Maduro revelou que o vencedor do prêmio 'Hugo Chávez à Paz e Soberania dos Povos' é o mandatário russo Vladimir Putin.
Na mesma transmissão de TV, o presidente apresentou aos venezuelanos uma estátua de Chávez feita por um artista plástico russo e afirmou que os vencedores do prêmio ganharão uma réplica em miniatura da estátua.
Maduro classificou Putin como um “combatente pela paz”, de acordo com a agência de notícias Reuters
Na sexta-feira (7), o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, foi escolhido como o vencedor do Nobel da Paz de 2016 por “seus esforços resolutos para encerrar a guerra civil de mais de 50 anos em seu país”, informou o comunicado do comitê do Nobel.
Santos foi o grande artífice do acordo de paz com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), negado em plebiscito pelo povo colombiano.