sexta-feira, 7 de outubro de 2016

GDF ameaça descontar salário de servidores que cruzarem os braços


Rafaela Felicciano/Metrópoles


Em edição extra do Diário Oficial, GDF determina que eventuais dias parados serão descontados da folha de pagamento. Punição pode chegar a demissão



Em edição extra do Diário Oficial do DF (DODF), o socialista disse que haverá “desconto, na respectiva folha de pagamento, do valor referente aos vencimentos e às vantagens dos dias de falta, não prestação ou prestação irregular do serviço”.
No decreto, Rollemberg afirma ainda que, “em caso de greve declarada ilegal ou abusiva pelo Poder Judiciário, os secretários de Estado e os dirigentes das entidades autárquicas e fundacionais procederão a imediatas providências para o regular retorno das atividades (…) especialmente quanto à instauração de procedimento administrativo-disciplinar para apuração de faltas funcionais e aplicação de penalidades, sem prejuízo das de natureza civil e penal”. O que pode acabar em demissão.

REPRODUÇÃO/DODFReprodução/DODF

O decreto de Rollemberg não intimidou os servidores, que vão discutir a possibilidade de uma greve geral como a que paralisou os serviços públicos em 2015. Ao todo, 32 categorias estão à espera do reajuste, incluindo trabalhadores da área da saúde, agentes penitenciários e do Departamento de Trânsito (Detran). Pelo menos 21 apoiam a paralisação desta sexta (7), conforme material (confira abaixo) divulgado no site do Sindicato dos Servidores Públicos Civis da Administração Direta, Autarquias, Fundações e Tribunal de Contas do DF (Sindireta-DF).
“A última parcela do reajuste, combinada para outubro, não foi depositada. Notificamos o governo sobre o atraso e possíveis paralisações, mas não tivemos resposta. Assim, decidiremos quais medidas tomaremos a partir de agora”, diz Ibrahim Yusef, presidente do Sindireta-DF.
Outras reivindicações também farão parte da pauta da assembleia, como pontualidade no pagamento de pecúnias por aposentadorias, depósito do 13º salário no mês de aniversário, incorporação de gratificações de apoio técnico-administrativos, reajustes de auxílio-alimentação, além de pautas específicas de cada categoria. O Sindireta acredita que 20 mil servidores devem participar da assembleia.
Se depender das recentes declarações dos representantes do governo, as chances de uma greve geral são altas. O secretário de Fazenda do DF, João Antônio Fleury,  esteve na última quarta-feira (5) em uma audiência pública na Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF) da Câmara Legislativa para falar sobre as metas fiscais do segundo quadrimestre de 2016.
Segundo ele, o governo deve se reunir com os servidores nos próximos dias, provavelmente no dia 16 de outubro, para dizer se vai ou não conceder o reajuste este ano. O Executivo alega que está no limite de gastos com pessoal.
Enquanto a resposta não vem, os servidores aumentam a pressão. Algumas entidades já anunciam que vão radicalizar. É o caso do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Distrito Federal (SindSaúde), que vai participar do movimento unificado desta sexta-feira. Segundo a presidente do sindicato, Marli Rodrigues, os servidores caminham para uma greve geral.  “Na sexta, a orientação é parar, menos as áreas emergenciais”, diz Marli Rodrigues, presidente da entidade que representa 23 mil servidores da área da saúde do Distrito Federal.
SINDIRETA/DIVULGAÇÃOSindireta/divulgação

O Sindicato dos Funcionários do Servidores do Departamento de Trânsito (Sindetran) vai orientar os funcionários que estiverem de folga ou no trabalho em escala para que também participem do movimento de sexta. A entidade tem paralisação marcada para o dia 18 de outubro, quando faz assembleia. “A categoria deve aprovar uma greve ou paralisação. É preciso reagir ao descumprimento do acordo feito no ano passado”, garante Fábio Medeiros, presidente do Sindetran.

Promessas
O reajuste salarial para os servidores do GDF foi aprovado ainda durante a gestão de Agnelo Queiroz (PT) e deveria ter sido pago em três parcelas. Alegando não ter dinheiro em caixa, o governador Rodrigo Rollemberg disse, em outubro do ano passado, que só poderia iniciar o pagamento em maio de 2016. Poucas semanas depois, se comprometeu a honrar o compromisso apenas em outubro deste ano.
Entretanto, o pagamento ainda não foi feito e a perspectiva é de que sejam necessárias novas negociações com os trabalhadores, além de ações mais drásticas, como o aumento de impostos, incluindo o IPTU.

Presidente colombiano Juan Manuel Santos ganha Nobel da Paz 2016

07/10/2016 06h02 - Atualizado em 07/10/2016 08h03

Ele foi premiado pelo esforço de pacificação na Colômbia.
País vive confronto com as Farc, que já dura mais de 50 anos.

Do G1, em São Paulo

O presidente colombiano Juan Manuel Santos ganhou o Prêmio Nobel da Paz pelo esforço de pacificação do país, que vive uma guerra civil que já dura mais de 50 anos. Ele foi um dos líderes da negociação que chegou ao acordo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). O acordo, entretanto, foi rejeitado em referendo. O anúncio da premiação foi feito nesta sexta-feira (7), em Oslo, na Noruega.
"O fato de a maioria dos eleitores ter dito não ao acordo de paz não significa necessariamente que o processo de paz está morto", disse a presidente da Comitê Nobel norueguês, Kaci Kullmann Five, segundo a France Presse.

O presidente colombiano, de 65 anos, disse estar emocionado, segundo relato do secretário do Comitê Norueguês do Nobel, divulgado pela Reuters.
"Ele estava extasiado. Ele estava muito agradecido. Ele disse que foi de uma importância inestimável para impulsionar o processo de paz na Colômbia", disse Olav Njoelstad à rede norueguesa NRK após conversar com o líder colombiano por telefone. O presidente Santos dedica seu prêmio ao povo colombiano "que tanto tem sofrido", ainda de acordo com o comitê.

Esforço pela paz
acordo de 297 páginas, que foi elaborado durante 4 anos em Havana, aconteceu após três tentativas fracassadas durante os governos de Belisario Betancur, César Gaviria e de Andrés Pastrana. A vitória do “Não” no plebiscito de domingo (2) tinha sido considerado um duro golpe ao governo de Santos e teria colocado em dúvida o sucesso do processo para superar o conflito.
O resultado apertado das urnas - 50,21% para o "Não" e 49,78% para o "Sim" - evidencia um país dividido sobre como alcançar a paz que todos dizem almejar. Grupos contrários ao acordo, liderados pelo ex-presidente Álvaro Uribe, acusam o governo de ceder demasiadamente à pressão das Farc e de deixar abertura para que os guerrilheiros não sejam punidos. Apesar da rejeição, ocessar-fogo continua.

Santos se formou em Harvard. Ele vem de uma das famílias mais ricas da Colômbia, segundo a agência Associated Press. Como ministro da Defesa há uma década, ele foi responsável por alguns dos maiores reveses militares das Farc, incluindo uma incursão em 2008 na região da fronteira com o Equador, que resgatou três norte-americanos mantidos em cativeiro e que deixou um importante líder das Farc morto.

O conflito na Colômbia provocou a morte de 260 mil pessoas e deixou quase 7 milhões de deslocados internos e 45 mil desaparecidos.

Indicações
O comitê do Nobel afirmou que houve um número recorde de indicações ao Prêmio da Paz: 376. Até o candidato do Partido Republicano à presidência dos EUA, Donald Trump, teria sido incluído, segundo a BBC. Vale lembrar que as indicações são abertas ao público. No entanto, a praxe do comitê é não comentar sobre candidatos.
Juan Manuel Santos, presidente da Colômbia, e Rodrigo Londoño, chefe das Farc, se cumprimentam nesta segunda-feira (26) após assinar o acordo de Paz em Cartagena (Foto: Fernando Vergara/AP)Juan Manuel Santos, presidente da Colômbia, e Rodrigo Londoño, chefe das Farc, se cumprimentam nesta segunda-feira (26) após assinar o acordo de Paz em Cartagena (Foto: Fernando Vergara/AP)

Medicina, Física, Química
Na segunda-feira, japonês Yoshinori Ohsumi ganhou o Nobel de Medicina por pesquisa sobre reciclagem da célula. Na terça, o  trio britânico David J. Thouless, F. Duncan M. Haldane e J. Michael Kosterlitz receberam a premiação na área de Física por estudo que pode ter aplicação futura na eletrônica. Na quarta, os cientistas Jean-Pierre Sauvage, Sir J. Fraser Stoddart e Bernard L. Feringa receberam o Nobel de Química pelo desenvolvimento de máquinas moleculares.
Últimos ganhadores do Nobel da Paz
2015: Quarteto de Diálogo Nacional da Tunísia ganhou o prêmio por sua decisiva contribuição para a construção de uma democracia pluralista no país durante a revolução de 2011.

2014: os vencedores foram o indiano Kailash Satyarthi e a paquistanesa Malala Yousafzay, "pela sua luta contra a supressão das crianças e jovens e pelo direito de todos à educação". A estudante do Paquistão se tornou a mais jovem ganhadora do prêmio.
2013: Organização para a Proibição das Armas Químicas, entidade que supervisiona destruição do arsenal químico na Síria em guerra.
2012: União Europeia (UE), por ter contribuído para pacificar um continente devastado por duas guerras mundiais.
2011: Ellen Johnson Sirleaf, Leymah Gbowee (Libéria) e Tawakkol Karman (Iêmen), por sua luta não violenta em favor da segurança das mulheres e seus direitos a participar dos processos de paz.
2010: Liu Xiaobo (China), dissidente detido, "por seus esforços duradouros e não violentos em favor dos Direitos Humanos na China".
2009: Barack Obama (Estados Unidos) "por seus esforços extraordinários com o objetivo de reforçar a diplomacia internacional e a cooperação entre os povos".
2008: Martti Ahtisaari (Finlândia) por suas numerosas mediações de paz em todo o mundo.
2007: Al Gore (Estados Unidos) e o Painel Intergovernamental sobre as Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU por seus esforços para aumentar o conhecimento sobre as mudanças climáticas.
2006: Muhammad Yunus (Bangladesh) e seu banco especializado no microcrédito, o Grameen Bank, porque "uma paz duradoura não pode ser obtida sem que uma parte importante da população encontre a maneira de sair da pobreza".

Desde 1901
O Nobel da Paz é escolhido por um comitê norueguês de cinco membros, apontados pelo Parlamento da Noruega. Geralmente, a tendência é optar pela diversidade dos ganhadores.
Estabelecido em 1901, o Prêmio tem o objetivo de reconhecer pessoas que tiveram atuações marcantes nas áreas da física, da química, da medicina, da literatura, da paz - e, desde 1968, também da economia.
O prêmio foi estabelecido pelo cientista e inventor sueco Alfred Nobel, criador da dinamite, que morreu em 1895. Ele criou uma fundação para administrá-lo.
Todos os prêmios são concedidos em Estocolmo, capital da Suécia, a não ser o da paz, que é dado em Oslo, capital norueguesa.
Na época em que Nobel era vivo, a Noruega e a Suécia estavam unidas em uma monarquia - que durou até 1905, quando a Noruega tornou-se um reino independente.
Em seu testamento, Nobel determinou que o prêmio da Paz deveria ser decidido por um comitê norueguês
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O Google está abraçando o computador quântico


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Faz quase três décadas que os especialistas estão tentando construir um computador quântico universal: um dispositivo que, em princípio, poderá resolver qualquer problema de computação. Agora, a partir de uma colaboração entre cientistas da Califórnia e Espanha foi apresentado um prototipo experimental capaz de solucionar uma grande variedade de problemas em áreas como a física e a química, que prestaria-se a aumentar de escala.
Até agora, tanto a IBM como a companhia canadense D-Wave que conseguiu fabricar computadores quânticos funcionais. No entanto, eles não podem aumentar-se de tamanho com facilidade até alcançar o número de bits quânticos, o qubits, necessários para resolver aqueles problemas que estão além dos computadores clássicos.
A colaboração, integrada por cientistas dos laboratórios de investigação do Google em Santa Bárbara e físicos das universidades da Califórnia e do País Vasco, apresentou os seus resultados na revista Nature. “Trata-se de um trabalho espetacular e cheio de lições valiosas para a comunidade de computação quântica”, aponta Daniel Lidar, especialista que trabalha na Universidade da Califórnia.
O novo prototipo combina duas estratégias principais na computação quântica. Uma delas baseia-se em construir circuitos digitais de computadores organizando os qubits em combinações específicas para resolver problemas concretos: um processo análogo a desenhar a medida do circuito de um microprocessador tradicional composto por bits clássicos. Boa parte da teoria em computação quântica baseia-se nesse enfoque, a qual inclui métodos de correção de erros, destinados para evitar falhas nos cálculos. Até agora, no entanto, as realizações práticas dessa estratégia só tem sido possíveis com uns poucos qubits.
O segundo método recebe o nome de “computação quântica adiabática”. Nela, codifica-se um problema dado nos estados de um grupo de qubits e evolui gradualmente as interações entre eles até dar a solução. Em princípio, é possível codificar praticamente qualquer problema na mesma configuração de qubits. No entanto, essa técnica analógica é limitada pelo ruído aleatório, a qual introduz erros que não podem corrigir-se de maneira tão sistemática como em um circuito digital. Rami Barends, teórico da computação do Google, afirma que não há garantias de que esse método permitirá resolver por si só todos os problemas de maneira eficiente.
Apesar disso, é a computação quântica adiabática que tem dado lugar para os primeiros dispositivos comerciais, fabricados pela D-Wave, que os vende a um preço de 15 milhões de dólares. O Google possui um dos computadores da D-Wave; no entanto, Barends e os seus companheiros crem que há melhores formais de colocar em prática a computação quântica adiabática. Em particular, desejam encontrar um método que permiita implementar a correção de erros, já que, em caso contrário, aumentar a escala do sistema parece difícil, pois os erros tendem a acumular-se mais rápido em sistemas grandes. Neste sentido, os cientistas crem que um primeiro passo consistirá em combinar a computação quântica adiabática com as técnicas de correção de erros típicas da estratégia digital.
Veja mais informações na Scientific American.













quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Sérgio Moro deixa escapar o que tem reservado para Lula na sentença da Operação Pixuleco 16:21:00




O juiz federal Sérgio Moro deixou escapar esta semana o que teria supostamente reservado para o ex­presidente Lula no conteúdo de sua sentença final sobre a Operação Pixuleco. A sentença foi divulgada nesta quarta­feira, 18. A Pixuleco representou a 17ª fase da Lava Jato, deflagrada no dia 3 de agosto de 2015. 

A operação tinha como alvo principal o ex­ministro da Casa Civil José Dirceu. O nome Pixuleco foi adotado como uma referência ao termo usado pelo ex­tesoureiro do PT João Vaccari Neto ao se referir ao dinheiro cobrado de empreiteiras do cartel que atuava na Petrobrás. Na sentença foi divulgada nesta quarta­feira, Moro condenou José Dirceu a 23 anos e três meses de cadeia por corrupção passiva, recebimento de vantagem indevida e lavagem de dinheiro.

 Na sentença, o juiz rejeitou argumento do Ministério Público Federal (MPF) de que o ex­braço direito de Lula "dirigia a ação dos demais políticos desonestos". Moro afirmou que não está clara "de quem era a liderança" mas deixou claro "Não reconhecer José Dirceu de Oliveira e Silva como o comandante do grupo criminoso, pelo menos considerando­o em toda a sua integralidade (empresários, intermediários, agentes públicos e políticos), motivo pelo qual deixo de aplicar a agravante do art. 2º, §3º, da Lei n.º 12.850/2013." O Juiz deixou bem claro "Não reconhecer José Dirceu" como o chefe da organização criminosa, motivo pelo qual o juiz deixou de aplicar a agravante do art. 2º, §3º, da Lei n.º 12.850/2013, que se trata justamente da Lei que define organização criminosa. Moro quer o chefe.

Conheça 10 alimentos broxantes

Existem alimentos que, se consumidos, podem diminuir a potência e a disposição, principalmente a masculina




LIFESTYLE DISFUNÇÃO ERÉTILHÁ 3 HORAS
POR NOTÍCIAS AO MINUTO

Muito se fala sobre os alimentos afrodisíacos, responsáveis por aumentar a libido e proporcionar uma noite fulminante na cama, mas assim como a alimentação pode apimentar a noite, também pode arruiná-la.


Existem alimentos que, se consumidos, podem diminuir a potência e a disposição, principalmente a masculina.
Segundo o médico nutrólogo Antônio Elias de Oliveira Filho, em entrevista à Super Interessante, em primeiro lugar toda comida, em excesso, pode provocar sonolência e adormecer o corpo, por isso é preciso parcimônia na hora de jantar antes da grande noite.
álcool em excesso também é apontado pelo especialista como um grande inimigo da ereção, uma vez que ele causa desidratação, reduzindo o volume de sangue (responsável pela ereção), além de aumentar os níveis do hormônio responsável pela disfunção, a angiotensina.
O feijão pode não ser bem digerido pela pessoa, proporcionando um metabolismo mais lento, inchaço e até flatulência, por isso o recomendado é evitá-lo, revela a nutricionista Elouise Bauskis, do NutriCentre, ao Daily Mail, segundo o site Terra.
menta, ou hortelã, e o tofu, podem reduzir os níveis de testosterona e, consequentemente, fazê-lo falhar na hora "H", assim como a água tônica, que muitas vezes contém quinino, ligada à disfunção. Na hora da sobremesa, evite todo e qualquer doce que contenha alcaçuz, pois ela tem propriedades calmantes. 
Cachorro-quente e batata-frita possuem muita gordura saturada por serem alimentos processados, o que pode arruinar a noite a dois. Por fim, a aveiacontém muitas fibras, o que não é o ideal para quem quer mais potência durante o sexo, e os laticínios, como o queijo, são conhecidos por serem "assassinos" da libido, por serem congestionantes e produtores de muco.

Comissão Especial da Câmara aprova PEC que limita gastos públicos

Votação ocorreu depois de muitas horas de discussão e de uma obstrução cerrada feita pela oposição




POLÍTICA BRASÍLIAHÁ 2 HORAS
POR NOTÍCIAS AO MINUTO


A Comissão Especial da Câmara que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, que limita os gastos públicos pelos próximos 20 anos à correção da inflação, aprovou há pouco, por 23 votos a favor e sete contrários, o substitutivo apresentado pelo relator da proposta, deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS). Os oito destaques apresentados à proposta com o objetivo de alterá-la precisam ainda ser votados.


A votação ocorreu depois de muitas horas de discussão e de uma obstrução cerrada feita pelos deputados de partidos de oposição ao governo. A oposição tentou por diversas vezes aprovar requerimentos de adiamento de votação. No entanto, todos os requerimentos foram derrotados pelos aliados do governo.
Concluída a votação da proposta na comissão, ela será levada à votação no plenário da Câmara, em primeiro turno de votação, na próxima segunda-feira (10).Com informações da Agência Brasil.


STF fatia principal inquérito da Lava Jato, e Lula passa a ser investigado

06/10/2016 14h56 - Atualizado em 06/10/2016 17h41

Investigação foi dividida em 4: PT, PP, PMDB na Câmara e no Senado.
Com fatiamento, total de políticos investigados passa de 39 para 66.

Mariana OliveiraDa TV Globo, em Brasília
O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, determinou hoje a divisão em quatro inquéritos da maior e principal investigação da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), que apura se existiu uma organização criminosa, com a participação de políticos e empresários, para fraudar a Petrobras.
Com a decisão, tomada após pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva passa a ser alvo de um desses inquéritos, o que vai apurar a atuação do PT no esquema investigado. Outros políticos que também serão investigado são o deputado cassado e ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).
O chamado "inquérito-mãe" da Lava Jato tinha oficialmente 39 investigados – a maioria do PP.
Agora, serão 66 investigados: o inquérito sobre o PP terá 30 investigados; o do PT, 12 investigados, entre eles o ex-presidente Lula; o do PMDB no Senado, nove; e o do PMDB na Câmara, 15.

Isso porque, apesar de ser um esquema amplo na Petrobras, as investigações apontam para existência de subesquemas na estatal, na qualcada partido dominava uma diretoria e atuava em desvios nos contratos de cada uma delas.
As investigações apontam que o PP atuava para desviar valores da Diretoria de Abastecimento. A partir daí, havia pagamento de propina a políticos do partido. Já o PT atuava nos contratos da Diretoria de Serviços, enquanto o PMDB tinha como foco desviar recursos da Diretoria Internacional, segundo as investigações.
Pedido de fatiamento
Ao pedir o fatiamento da maior e principal investigação da Operação Lava Jato, Janot afirmou que os partidos PP, PT e PMDB se organizaram internamente para cometer crimes contra a administração pública, Por isso, justificou o procurador, a apuração deve ser dividida para "melhor otimização do esforço investigativo".
Para Janot, o pedido de divisão não muda o fato de que existiu "uma teia criminosa única" na estatal.

"Como destacado, alguns membros de determinadas agremiações organizaram-se internamente, valendo-se de seus partidos e em uma estrutura hierarquizada, para cometimento de crimes contra a administração pública", afirmou.
"

Os elementos de informação que compõem o presente inquérito modularam um desenho de um grupo criminoso organizado único, amplo e complexo, com uma miríade de atores que se interligam em uma estrutura com vínculos horizontais, em modelo cooperativista, em que os integrantes agem em comunhão de esforços e objetivos, e outra em uma estrutura mais verticalizada e hierarquizada, com centros estratégicos, de comando, controle e de tomadas de decisões mais relevantes", disse o procurador no pedido.
Janot considerou que o fatiamento vai racionalizar os trabalhos. "Com isso, poderá ser atribuída ordenação e organização das ações, melhor controle e percepção da realidade criminosa, melhor avaliação das hipóteses e racionalização dos meios a serem empregados durante os trabalhos."
Lula
Com a decisão de Teori, Lula passa a ser investigado em dois inquéritos no STF, já que ele já era investigado por tentativa de obstrução à Justiça.
Além disso, o ex-presidente é réu na Justiça do Distrito Federal por tentativa de atrapalhar a delação do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró e réu na Justiça do Paraná por suspeita de corrupção em razão da relação que mantinha com a construtora OAS.
Veja quem será investigado em cada um dos quatro novos inquéritos da Lava Jato:
Núcleo do PT (12 investigados)
- Antonio Palocci, ex-ministro
- Delcídio do Amaral (sem partido-MS), senador cassado
- Edinho Silva, ex-ministro e prefeito eleito de Araraquara (SP)
- Erenice Guerra, ex-ministra
- Giles Azevedo, ex-chefe de gabinete de Dilma
- Jaques Wagner, ex-governador da Bahia
- João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT
- José Carlos Bumlai, pecuarista
Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República
- Paulo Okamoto, presidente do Instituto Lula
- Ricardo Berzoini (PT-SP), ex-ministro e ex-deputado
- Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras
Núcleo do PMDB da Câmara (15 investigados)
- Alexandre Santos (PMDB-RJ), ex-deputado federal
- Altineu Cortês (PMDB-RJ), deputado federal
- André Esteves, sócio do banco BTG Pactual
- André Moura (PSC-SE), líder do governo na Câmara
- Aníbal Gomes (PMDB-CE), deputado federal
- Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), deputado federal
- Carlos Willian (PTC-MG), ex-deputado federal
- Eduardo Cunha (PMDB-RJ), deputado cassado e ex-presidente da Câmara
- Fernando Soares, conhecido como "Fernando Baiano", lobista
- Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN)
- Lúcio Bolonha Funaro, doleiro
- João Magalhães (PMDB-MG), deputado estadual
- Manoel Júnior (PMDB-PB), deputado federal
- Nelson Bounier (PMDB-RJ), ex-deputado federal e prefeito de Nova Iguaçu (RJ)
- Solange Almeida, ex-deputada e prefeita de Rio Bonito (RJ)
Núcleo do PMDB do Senado (9 investigados)
- Edison Lobão (PMDB-MA), senador e ex-ministro
- Jader Barbalho (PMDB-PA), senador
- Jorge Luz, lobista
- Milton Lyra, lobista
- Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado
- Romero Jucá (PMDB-RR), senador
- Sérgio Machado, ex-senador e ex-presidente da Transpetro
- Silas Rondeau, ex-ministro
- Valdir Raupp (PMDB-RO), senador
Núcleo do PP (30 investigados)
- Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), deputado federal e ex-ministro
- Aline Correa (PP-SP), ex-deputada federal
- Arthur Lira (PP-AL), deputado federal
- Benedito Lira (PP-AL), senador
- Carlos Magnos Ramos (PP-RO), ex-deputado federal
- Ciro Nogueira (PP-PI), senador
- Dilceu Sperafico (PP-PR), deputado federal
- Eduardo da Fonte (PP-PE), deputado federal
- Gladson Cameli (PP-AC), senador
- Jerônimo Goergen (PP-RS), deputado federal
- João Pizzolatti (PP-SC), ex-deputado federal
- João Leão (PP-BA), vice-governador da Bahia
- José Linhares (PP-CE), ex-deputado federal
- José Otávio Germano (PP-RS), deputado federal
- Lázaro Botelho (PP-TO), deputado federal
- Luis Carlos Heinze (PP-RS), deputado federal
- Luiz Fernando Faria (PP-MG), deputado federal
- Nelson Meurer (PP-PR), deputado federal
- Renato Molling (PP-RS), deputado federal
- Roberto Balestra (PP-GO), deputado federal
- Roberto Britto (PP-BA), deputado federal
- Simão Sessim (PP-RJ), deputado federal
- Vilson Covatti (PP-RS), ex-deputado federal
- Waldir Maranhão (PP-MA), deputado federal
- Luiz Argolo (SD-BA), ex-deputado federal (era filiado ao PP)
- Pedro Correa (PP-PE), ex-deputado federal
- Mário Negromonte (PP-BA), ex-deputado federal e conselheiro do TCE-BA
- Missionário José Olímpio (DEM-SP), deputado federal (era filiado ao PP
)