domingo, 2 de outubro de 2016

Não existe maior amor do que dar a própria vida por causa do amigo. João 15:13

João Valois com Wilson Portilho Monteiro e outras 40 pessoas.
59 minRio de Janeiro
Meus amigos, hoje é o grande dia!
Preciso que peçam aos seus amigos e familiares.
Me deem esse voto de confiança. Não votem em A, B ou C, por acharem que não tenho chance. Se cada um de vocês me trouxerem 3 amigos e eles mais 2 eu estarei eleito.
Obrigado

144 milhões vão às urnas neste domingo; saiba tudo sobre as eleições

O horário para votar segue das 8h às 17h, de acordo com horário de Brasília



POLÍTICA ELEIÇÕESHÁ 45 MINS
POR NOTÍCIAS AO MINUTO

Cerca de 144 milhões de eleitores são esperados, neste domingo (2), a comparecerem aos postos de votação, para escolher vereadores e prefeitos de 5.568 municípios brasileiros. Apenas dois municípios não terão eleição: Fernando de Noronha, em Pernambuco e no Distrito Federal. O motivo é que em nenhum dos dois lugares há prefeito.


Segundo apurou o portal G1, ao todo, são 16.565 candidatos a prefeito e 463.376 candidatos a vereador, o que totaliza 496.896 candidatos em todo o Brasil. Serão utilizadas 498 mil urnas nesta eleição, com o suporte de mais de 1,7 milhão de mesários.
Segurança:
De acordo com a informação do Ministério da Defesa, 25 mil militares farão a segurança em 488 cidades de 16 estados. Em 102 cidades, o efetivo será destacado para dar apoio logístico. Nas outras 396, a atuação será na área de seguranla.
Horário de votação:
As mais de 450 mil seções eleitorais, locais onde ficam instaladas as urnas eletrônicas, estarão abertas das 8h às 17h.
Urna eletrônica
Na urna eletrônica, os eleitores votarão primeiro para vereador e, em seguida, para prefeito. De acordo com estimativa do TSE, o tempo médio de votação é de menos de um minuto por eleitor.
Documentos para votar
Para votar, é obrigatório que o eleitor mostre um documento oficial de identificação com foto, que poderá ser, por exemplo, carteira de identidade ou identidade funcional (como a da OAB). Também são aceitos certificados de reservista, carteira de trabalho ou carteira nacional de habilitação.
Identificação Biométrica
Neste ano, cerca de 46,3 milhões brasileiros vão votar usando a identificação biométrica. Esse número representa 32,13% de todo o eleitorado do país, segundo o TSE.
Caso as digitais do eleitor não sejam reconhecidas pelo equipamento de leitura biométrica acoplado à urna, será necessário que ele apresente o título de eleitor ou documento oficial com foto.
Voto branco, nulo e na legenda
Além de votar em um candidato específico, digitando o número do escolhido na urna eletrônica, o eleitor terá outras três opções: votar nulo, em branco ou na legenda.
Assim como o voto nulo, o voto em branco não é considerado entre os votos válidos, que são aqueles usados pela Justiça Eleitoral na hora de calcular quem foi eleito.

sábado, 1 de outubro de 2016

Não existe maior amor do que dar a própria vida por causa do amigo. João 15:13

Ainda faltaram algumas pessoas, mas estes estiveram na frente.

 
Não é divertido ser um ativista pelos direitos animais. Não é divertido fazer protestos. Não é divertido responder às desculpas ridículas das pessoas sobre violência. Não é divertido conhecer o que sabemos. Não é divertido compartilhar informação eternamente, e ter isso constantemente ignorado. Não é divertido ser ridicularizado, questionado, ou criticado. Então por que nós fazemos isso? Nós fazemos isso pela mesma razão que os abolicionistas pela escravidão humana fizeram o que fizeram... Porque sabemos que o direitos de outrem de viver livre de opressão e violência é mais importante do que nossas zonas de conforto… porque sabemos que os direitos deles estão interligados aos nossos!

Este Exército honroso que tanto honra sua farda e seu povo!

Professor que pedia emprego em semáforo é contratado com ajuda das redes sociais José Paulo Lanyi De São Paulo para a BBC Brasil



Jair da Silva em busca de emprego na capital paulista
Image copyrightJOSÉ PAULO LANYI/BBC BRASIL
Image captionDesempregado havia seis meses, o professor e analista de sistemas Jair da Silva buscava emprego no trânsito de São Paulo: "O que ia fazer? Começa a bater desespero"
Menos de um mês após ter distribuído centenas de cartões de visita no trânsito de São Paulo em busca de emprego, o analista de sistemas Jair da Silva, 61, conseguiu voltar ao mercado de trabalho.
Ele começará na segunda-feira como gerente-geral em uma pequena empresa da área de saúde do bairro de Pinheiros, zona oeste da cidade.
Silva ficou seis meses desempregado. No dia 28 de agosto, decidiu pedir uma oportunidade a motoristas que trafegavam pelo Largo da Batata e pela avenida Faria Lima, na zona oeste, e, dias depois, em um cruzamento próximo à sua casa no Jardim São Paulo, bairro de classe média da zona norte.
Seus cartões de visita traziam, na frente, seu nome, telefone, e-mail e a frase "Solicito uma oportunidade profissional". No verso, as atividades que exerceu como professor universitário, gerente administrativo e de negócios.
A iniciativa repercutiu no Facebook e no LinkedIn (rede social voltada a contatos profissionais).
Na última terça-feira, a BBC Brasil publicou reportagem com a história, que também despertou grande atenção no Facebook: até esta sexta-feira, havia 14 mil reações, 2,8 mil compartilhamentos e centenas de comentários na postagemsobre a situação do professor universitário.
Jair da Silva e Madalena FelicianoImage copyrightBBC BRASIL
Image captionJair conseguiu uma oportunidade como gerente-geral em uma pequena empresa da área de saúde; ele obteve ajuda da especialista em coaching Madalena Feliciano
"O diretor da empresa não quer publicidade. Mas ele me disse que me chamou para a vaga depois de ler a reportagem", afirma Silva.
Silva será responsável pelas áreas administrativa e financeira da empresa, "com um dedo no comercial", como explica à BBC Brasil. "Também vou atualizar o sistema de informática. Enfim, tudo dentro do que sei."

Treinamento

Dias antes, quando soube da atitude do professor por meio da rede LinkedIn, a especialista em coaching Madalena Feliciano, da empresa Outliers Careers, havia oferecido a Silva um treinamento para uma nova carreira, com técnicas de recolocação profissional.
"Acredito que a garra, a determinação e a ousadia do Jair, unidos ao poder da internet, foram essenciais para a sua contratação", diz ela, ao saber do novo emprego.
"Isso mostra que a criatividade, a resiliência para lidar com as adversidades e focar na solução, e não no problema, são os caminhos para o sucesso."
Jair da SilvaImage copyrightJOSÉ PAULO LANYI/BBC
Image captionO analista de sistemas disse ter distribuído para de 500 currículos pela internet antes de conseguir novo emprego
Silva contou à BBC Brasil que já estava "batendo o desespero" pela dificuldade em encontrar emprego, sobretudo por conta de sua idade. "Já houve casos em que a empresa me disse: 'O senhor tem um currículo maravilhoso, mas só estamos contratando até 38 anos'."
Agora, ele agradece o papel que as redes sociais tiveram no desfecho positivo de sua história e aconselha a quem estiver procurando emprego: "Não desistam, procurem uma forma honesta de solucionar seus problemas. Espero que a minha ideia sirva de incentivo para todos. Não tenham vergonha".

'Atitude positiva'

A atitude de Silva já vinha inspirando outras pessoas, como a engenheira de produção gaúcha Noélle de Melo, que mora no Rio e estava desempregada havia quatro meses.
Também citada na reportagem da BBC Brasil, ela distribuía "minicurrículos" em forma de cartão no centro da cidade e diante de condomínios de empresas na Barra da Tijuca.
E, assim como Silva, ela também tem uma boa notícia para contar: conseguiu emprego e começará a trabalhar na segunda-feira.
"Uma moça compartilhou meu cartão no Facebook. Essa publicação chegou a um empresário, que me ligou e me entrevistou. Agora recebi a resposta de que fui selecionada. Estou muito feliz", conta.
Noélle trabalhará como gerente de planejamento em uma empresa da Barra da Tijuca especializada em e-commerce. "Neste período de crise, precisamos ter uma atitude positiva para conseguir os resultados, e o networking foi fundamental para a minha recolocação", conclui.

Petróleo segue abaixo de US$ 50 há mais de 1 ano; veja impactos

01/10/2016 07h00 - Atualizado em 01/10/2016 07h00

Média mensal do preço do Brent completou 13 meses abaixo de US$ 50.
Nesta semana, Opep chegou a acordo sobre produção.

Darlan Alvarenga e Karina TrevizanDo G1, em São Paulo

O preço do petróleo segue abaixo da barreira dos US$ 50. Em setembro, a média do preço do barril do Brent ficou em US$ 46,19, segundo a Tendências Consultoria. Com isso, o preço completou 13 meses abaixo de US$ 50, e exatamente 2 anos abaixo de US$ 100, considerando a média mensal.
 
petróleo (Foto: G1)
Nesta semana, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) – grupo de 12 países produtores de petróleo, a maioria no Oriente Médio – chegou a um acordo para cortar a produção de petróleo em 5%, após negociações tensas em meio a atritos entre Irã e Arábia Saudita. O corte na produção é o primeiro do gênero desde 2008.
O acordo fez com que os preços do petróleo passassem a subir em um efeito imediato, mas, logo em seguida, investidores passaram a questionar se a medida será suficiente para reverter o excesso de oferta.
O acordo prevê um corte na produção para uma faixa entre 32,5 milhões e 33 milhões de barris por dia, ante a atual produção de 33,24 milhões, segundo a agência Reuters. O quanto cada país vai produzir deverá ser decidido na próxima reunião formal da Opep em novembro.
Veja perguntas e respostas sobre a queda do petróleo e entenda os efeitos no Brasil:
O preço do petróleo está no menor patamar do ano?
Não. Em janeiro de 2016, o preço do petróleo chegou a ficar de US$ 30 por barril, no menor valor desde 2004.

Na ocasião, o que assustou o mercado foi um intenso e inesperado aumento nos estoques de gasolina dos Estados Unidos. Além disso, tensões geopolíticas após o anúncio de um teste de bomba de hidrogênio pela Coreia do Norte contribuíram para o tombo dos preços no começo do ano.
Ao mesmo tempo, a perspectiva de demanda menor da Europa e da Ásia devido ao menor crescimento da economia no mundo também vem contribuindo para a queda.
De que forma a baixa do petróleo afeta o Brasil?
A queda da cotação internacional diminui a arrecadação dos royalties sobre a produção, afetando a receita das prefeituras e estados produtores. Além disso, o Brasil continua dependente da importação de combustíveis para atender a demanda interna.

Com o petróleo em queda, por que o preço da gasolina não cai no Brasil?
Desde 2011, o país voltou a consumir mais do que produz, perdendo a autossuficiência, comemorada pela Petrobras e pelo governo em 2006, quando a produção de petróleo se equiparou ao volume de derivados consumidos à época no país.
Com a queda do preço do petróleo, a Petrobras passou a vender os combustíveis acima dos valores de referência internacional. Segundo levantamento do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), o preço da gasolina e do diesel nas refinarias nacionais está há 12 meses acima do exterior.

Diferentemente do mercado internacional, a Petrobras fixa a seu critério e do controlador (o governo brasileiro) os preços dos combustíveis, com o argumento de buscar evita transmitir volatilidade ao consumidor.

Mantendo os preços mais altos nas refinarias, a estatal busca compensar as perdas de receita com extração – e recupera perdas ao longo de 2014, quando manteve os preços abaixo dos internacionais, para evitar repasse à inflação.
Preços da gasolina (Foto: G1)
Mas a Petrobras também sofre com a desvalorização do petróleo, porque diminui a rentabilidade dos projetos de exploração no pré-sal, que foram planejados levando em conta um preço mínimo do barril ao redor de US$ 45 para a produção poder ser considerada economicamente viável.
Quais são os mais prejudicados pela queda dos preços e quem sai ganhando?
Alguns países têm sofrido mais com a redução dos preços do petróleo, sobretudo Venezuela, Rússia e Irã, em razão do grande peso das exportações da commodity em suas economias.
Os países que lucram com a queda dos preços do petróleo são os grandes importadores e dependentes do petróleo, como Filipinas e China, que podem aproveitar os preços baixos para impulsionar o crescimento econômico ou reverter a desaceleração.
Trabalhadores observam plataforma de perfuração na Rússia (Foto: Sergei Karpukhin / Reuters)Trabalhadores observam plataforma de perfuração na Rússia (Foto: Sergei Karpukhin / Reuters)
Se há excesso de petróleo no mercado e o preço está caindo, por que a produção demora a ser reduzida?
No dia 28 de setembro, a Opep alcançou um acordo para reduzir sua produção de petróleo. O corte na produção é o primeiro do gênero desde 2008. O quanto cada país vai produzir deverá ser decidido na próxima reunião formal em novembro. Mas, mesmo após o acordo, investidores questionam se a redução na quantidade de petróleo produzida seria suficiente para reequilibrar um mercado mundial com grande excesso de oferta da commodity.

Os países da Opep haviam recusado, em novembro de 2014, a reduzir seu teto de produção, independentemente do preço no mercado internacional. Um dos objetivos seria desestimular a produção do xisto (um substituto do petróleo) nos Estados Unidos, cuja extração é mais cara.

A Opep culpa o grande aumento da produção de óleo de xisto pelos baixos preços do petróleo e tem mantido sua produção recorde, numa estratégia para impedir que o petróleo retirado do xisto conquiste mais mercados.
  •  
O presidente da Opep e ministro da Energia do Catar, Saleh al-Sada, concede coletiva após encontro nesta quarta-feira (28) na Argélia (Foto: Reuters/Ramzi Boudina)O presidente da Opep e ministro da Energia do Catar, Saleh al-Sada, concede coletiva após encontro nesta quarta-feira (28) na Argélia (Foto: Reuters/Ramzi Boudina)
Quais são as dificuldades do acordo de redução da produção?
As tensões entre a Arábia Saudita e o Irã se destacam entre as principais dificuldades de acordo na Opep com o objetivo de reduzir a oferta para recuperar os preços.

As economias dos dois países dependem fortemente do petróleo. Mas, segundo a Reuters, em um cenário pós-sanções, o Irã está sofrendo menos pressão dos preços do petróleo que caíram pela metade desde 2014 e pode expandir sua economia em quase 4% neste ano, de acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI).
Já a Arábia Saudita, ainda de acordo com a Reuters, enfrenta o segundo ano de déficit no orçamento após um rombo recorde de US$ 98 bilhões – uma economia estagnada e está sendo forçada a cortar os salários de funcionários do governo
.

Dilma furou fila do INSS para se aposentar um dia depois do impeachment



Documentos obtidos por ÉPOCA mostram que cadastro da petista foi alterado 16 vezes dentro da sede do INSS, e ex-ministro foi a agência para garantir pensão sem agendamento


BRUNO BOGHOSSIAN

30/09/2016 - 20h17 - Atualizado 30/09/2016 20h47


Às 15h05 do dia 31 de agosto, Dilma Rousseff assinou o documento que a notificava que o Senado havia aprovado sua destituição da Presidência da República. Terminavam ali, oficialmente, seus cinco anos e oito meses de gestão e pouco mais de 13 anos em cargos no governo federal. Menos de 24 horas depois do impeachment, um de seus aliados mais próximos, o petista Carlos Eduardo Gabas, entrou pelos fundos da Agência da Previdência Social do Plano Piloto, na Quadra 502 da Asa Sul de Brasília. Acompanhado de uma mulher munida de uma procuração em nome de Dilma, Gabas passou por uma porta de vidro em que um adesivo azul-real estampava uma mão espalmada com o aviso: “Acesso apenas para servidores”.


Mas Gabas podia passar. Não estava ali apenas como funcionário de carreira da Previdência, mas como ex-secretário executivo e ex-ministro da Previdência do recém-encerrado governo Dilma, como homem influente na burocracia dos benefícios e aposentadorias entre 2008 e 2015. No papel agora de pistolão, Gabas subiu um lance de escadas até uma sala reservada, longe do balcão de atendimento ao público, onde o esperava o chefe da agência, Iracemo da Costa Coelho. Com a anuência de outras autoridades do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o trio deu entrada no requerimento de aposentadoria da trabalhadora Dilma Vana Rousseff. Foi contabilizado um tempo de contribuição previdenciária de 40 anos, nove meses e dez dias. Quando Gabas saiu da sala, Dilma estava aposentada, com renda mensal de R$ 5.189,82, teto do regime previdenciário.
Tal celeridade poderia ser o triunfo de uma burocracia ágil e impessoal, implantada pelo governo Dilma. Mas não. O tempo médio de espera para que um cidadão consiga uma data para requerer aposentadoria em uma agência da Previdência é de 74 dias, segundo informações do INSS – 115 dias no Distrito Federal, onde o pedido de Dilma foi feito. Não há rastro de agendamento no sistema do INSSpara que Dilma (ou alguém com uma procuração em seu nome) fosse atendida naquele 1º de setembro ou em qualquer outra data. O tratamento dispensado a Dilma foi, portanto, apenas um episódio de privilégio, obtido por meio de atalhos proporcionados por influência no governo.
Dilma Rousseff deixa  Palácio da Alvorada após o impeachment (Foto: Adriano Machado / Reuters)
A aposentadoria veio em boa hora. Naquele dia, Dilma perdeu o salário mensal de R$ 30.900 de presidente da República. Era preciso correr. Ninguém melhor do que Gabas que, além de influente no INSS, é um amigo de Dilma, que gosta de velocidade. Motociclista militante, ele levou Dilma algumas vezes para passear em sua Harley Davidson. Os passeios terminaram em 2015, quando a então presidente queimou a perna ao descer da garupa.
Dilma e Gabas afirmam que não houve nenhum privilégio ou tratamento diferenciado e que a ex-presidente já poderia ter se aposentado há dez anos. Dizem que o atendimento em uma sala reservada foi uma decisão do chefe da agência, que quis participar. Afirma ainda que o agendamento havia sido feito “meses” antes, que um pedido de alteração havia sido feito e que o atendimento “ficou para esta data”, exatamente um dia após o impeachment. Não explica, no entanto, por que não há registro desses agendamentos no sistema do INSS.
A aposentadoria-relâmpago de Dilma vinha sendo articulada com discrição no INSS havia meses, em um procedimento fora dos padrões, também sem agendamento. Em 10 de dezembro de 2015, oito dias depois que o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, do PMDB do Rio de Janeiro, anunciou que havia aceitado o pedido de impeachment da presidente, o cadastro trabalhista de Dilma foi refeito do zero no sistema do INSS. Naquele dia, entre 8h42 e 18h43, foram registradas 16 alterações na ficha laboral de Dilma, homologadas por uma única servidora, Fernanda Cristina Doerl dos Santos, que exercia uma função gratificada na Diretoria de Atendimento do INSS, na sede do órgão em Brasília – não em uma agência de atendimento.
O cadastro de Dilma no INSS foi alterado 16 vezes em dez horas por uma servidora da diretoria do INSS
Fernanda afirma que o procedimento foi o mesmo aplicado a qualquer cidadão. Ao longo daquelas dez horas, foram validados, alterados e excluídos vínculos trabalhistas desde 1975, que contariam para o cálculo de anos trabalhados por Dilma na concessão de sua aposentadoria, nove meses depois. O artifício foi classificado como “incomum” ou “excepcional” por três auditores e técnicos da Previdência consultados por ÉPOCA. Sobre as 16 alterações em sua ficha, Dilma afirma que havia constatado “pendências no cadastro” e, depois de apresentar documentos para a regularização dessas pendências, os registros foram atualizados. O presidente do INSS, Leonardo Gadelha, afirma que determinou a averiguação dos fatos. O INSS confirma que não houve agendamento para os atendimentos de dezembro e 1º de setembro. Todas as alterações no cadastro foram homologadas a partir da apresentação de documentos oficiais ou certidões emitidas pelos empregadores de Dilma – entre eles a Fundação de Economia e Estatística Siegfried Emanuel Hauser, onde começou a trabalhar. Uma coisa estava certa: pelas regras atuais, Dilma tinha tempo suficiente para se aposentar.